Destaque

Potencial tóxico da carambola em pessoas com doença renal foi descrito pela primeira vez por docentes da Unesp de Botucatu

Em 1990, ano em que a Alemanha conduzia o seu o processo de reunificação no ocaso da Guerra Fria, o paciente H. dava entrada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), no interior de São Paulo, com um soluço persistente, intratável, acompanhado de vômito e desidratação. Homem negro e morador de Botucatu, H. era um adulto jovem que sofria de insuficiência renal crônica (IRC). Havia passado por hemodiálise na véspera e, para a surpresa dos médicos da Unesp, que fazia a gestão do HCFMB, perdera dois quilos em 48 horas em razão da desidratação, sendo que doentes renais crônicos em geral ganham peso por causa da retenção de líquidos.

Era uma sexta-feira, e os soluços em sequência que incomodavam H. e o impediam de se alimentar levaram os médicos a interná-lo e submetê-lo a uma sequência de exames físicos, laboratoriais e de imagem. Sem diagnóstico à vista, o então médico residente Luis Cuadrado Martin ouviu do paciente H. um relato que se mostraria bastante importante e revelador ao longo dos anos. “Foi a carambola, doutor”, disse, referindo-se às três carambolas que havia ingerido cerca de quatro horas antes do início dos sintomas. Na segunda-feira seguinte à internação, após passar por sessão regular de hemodiálise, os soluços sumiram e H., enfim, recebeu alta hospitalar.

Em agosto daquele ano, H. voltou ao hospital para participar do programa de diálise junto a outros pacientes e reparou que um deles chegara ao local com uma canastra de carambolas provenientes do sítio em que vivia, que abrigava caramboleiras (Averrhoa carambola). Em alerta após experiência anterior, H. recusou a fruta. Mas 10 dos 18 pacientes renais crônicos e uma parte da equipe de saúde comeram carambola. Dos dez pacientes que ingeriram o fruto, oito desenvolveram soluços nas primeiras 12 horas após a ingestão. Dois pacientes que comeram a fruta antes da hemodiálise não tiveram qualquer soluço, assim como os pacientes que a recusaram, e os profissionais de saúde que a ingeriram.

                                 Luis Cuadrado Martin – crédito: Carlos Pessoa / FMB

Foi a partir desta espécie de experimento informal, ocorrido há 35 anos nas dependências do HCFMB, que o então residente Luis Cuadrado Martin, hoje docente da Faculdade de Medicina de Botucatu, elaborou, como autor principal, a primeira descrição clínica sobre o potencial tóxico da carambola em pacientes com doença renal crônica de que se tem notícia na literatura científica.

O artigo “Soluço intratável desencadeado por ingestão de carambola (Averrhoa carambola) em portadores de insuficiência renal crônica” foi publicado três anos depois no Jornal Brasileiro de Nefrologia. O texto foi assinado por Martin e outros dois médicos em início de carreira que também se tornariam docentes da Unesp: Jacqueline Caramori e Pasqual Barretti. Completava o time de autores o então professor da FMB Vitor Augusto Soares, que havia apresentado a descrição clínica no ano anterior no XVI Congresso Brasileiro de Nefrologia, realizado no Rio de Janeiro.

Dentre os 8 pacientes que ingeriram a carambola após a hemodiálise naquele dia e apresentaram sintomas, dois apresentaram intercorrências mais graves e tiveram que retornar ao hospital no dia seguinte. Foram então submetidos a uma nova sessão de hemodiálise, que zerou os sintomas. O artigo com a descrição do caso sugeria que o experimento informal resultara em um achado inédito.

“Os dados apresentados sugerem fortemente que a ingestão de carambola foi o fator desencadeante do soluço nestes pacientes (…) A observação de que nenhum dos membros da equipe de saúde que ingeriu a fruta tenha apresentado soluço, associada ao fato de que o tratamento hemodialítico foi eficaz na supressão desses sintomas, sugere que na carambola deva existir alguma substância de excreção renal e dialisável capaz de provocar esse sintoma”, escreveram os autores no artigo de 1993.

Martin relata que o achado ecoou entre os colegas. “Ambos os episódios, o isolado e o epidêmico, foram no ano de 1990. Nós descrevemos e avisamos: ‘olha, já se sabe que tem que tomar cuidado com essa fruta para pacientes com insuficiência renal’. Lembro que na época do Congresso (Brasileiro de Nefrologia), alguns nefrologistas nos procuraram para dizer que já tinham atendido pacientes com soluços e que, a partir dali, perguntariam sobre a carambola”, lembra.

Relato de caso de morte repercute

Porém, na literatura científica, o alerta sobre a carambola do artigo dos professores da Unesp ecoou somente cinco anos depois. Em 1998, o professor e médico Miguel Moyses Neto, da Divisão de Nefrologia do Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto, reportou, junto com dois colegas do Departamento de Bioquímica da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão, seis casos de pacientes renais em um programa de diálise que também apresentaram soluços associados a outros sintomas importantes depois de comerem carambolas, tais como insônia, confusão mental e, em um dos casos descritos, a morte de um paciente com diabetes, aos 57 anos de idade.

O artigo de 1998 foi publicado na revista médica Nephrology Dialysis Transplantation, de Oxford, acompanhado de uma nota do professor e editor-chefe Eberhard Ritz em que se pondera tratar-se de “observação clínica preliminar que requer confirmação”. Na nota, o docente justificava a publicação em razão da “potencial implicação clínica”. Uma das quatro referências do artigo assinado pelos docentes do câmpus de Ribeirão Preto da USP é o artigo pioneiro dos professores da Unesp no Jornal Brasileiro de Nefrologia.

“Na época, eles ligaram para o professor Pasqual (Barretti, um dos autores) para saber como é que tinha sido (no HCFMB) porque havia casos mais graves lá e já começaram a fazer hemodiálise nesses pacientes, alertados pelo nosso primeiro artigo”, diz o professor Luis Cuadrado Martin. “Tivemos casos leves, mas já foi descrito de forma bem consistente. A relação causa-efeito ficou muito clara e também deduzimos que essa suposta substância, na época era uma suposta substância, devia ser excretada pelo rim (via hemodiálise).”

Com o decorrer dos anos, a toxicidade da carambola para pacientes renais crônicos passou a ser estudada sob a perspectiva lançada a partir do Brasil. Embora atualmente seja muito comum no país, em especial no estado de São Paulo, a caramboleira, árvore que pertence à família Oxalidaceae, é nativa da Ásia e foi introduzida nos países tropicais da América do Sul durante o período das grandes navegações ultramarinas.

“Quando o (médico e docente da USP) Miguel Moyses me ligou dizendo que uma paciente estava em coma e que tinha comido carambola, perguntou se era o caso para diálise. Respondi que ‘pela nossa experiência com certeza é’. A diálise foi feita e foi bem-sucedida. Eles (na USP) foram mais ousados em termos de pesquisa, publicaram em uma revista internacional e Ribeirão Preto ganhou grande protagonismo. Mas os dois momentos (da Unesp e da USP) foram fundamentais e de grande importância. Com o tempo, tornou-se um conhecimento de domínio mais amplo a partir de estudos iniciados e concluídos no Brasil”, diz o professor Pasqual Barretti, que foi reitor da Unesp de 2021 a 2024.

                                 Pasqual Barretti na ala de hemodiálise do HCFMB

A “suposta substância” a que se refere o professor Cuadrado Martin foi isolada e caracterizada em 2013 por um trabalho em colaboração da Faculdade de Medicina e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, ambas do câmpus de Ribeirão Preto da USP. A toxina presente na carambola, que recebeu o nome de caramboxina, é absorvida pela digestão, filtrada pelo rim e eliminada na urina em pessoas sadias. Em pacientes com problemas renais, como o funcionamento do rim está comprometido, a caramboxina, que é um aminoácido, acumula-se no organismo e, via corrente sanguínea, liga-se a receptores do sistema nervoso central, pois não é adequadamente filtrada pelo rim, causando soluços, confusão mental, agitação psicomotora, convulsões e até morte. O artigo de 2013 dos docentes da USP, com pesquisa financiada pelas principais agências de fomento do Brasil, foi publicado na revista Angewandte Chemie International e tem, entre seus 17 autores, dois nomes do artigo científico de 1998.

Em editorial escrito em 2015, o professor Pasqual Barretti, coautor do artigo pioneiro de 1993, publicou no Jornal Brasileiro de Nefrologia um histórico que vai da primeira descrição clínica feita no HCFMB ao isolamento da caramboxina, citando a publicação de uma revisão sistemática, de autoria de nutricionistas da Universidade Federal de Juiz de Fora, que contém artigos publicados entre 2000 e 2014 sobre os efeitos da ingestão da carambola em um total de 110 pacientes com doença renal crônica e relatos semelhantes àqueles relatados nas descrições iniciais publicadas em 1993 (Unesp) e em 1998 (USP), papers que passaram a ser citados como os pioneiros do achado científico.

“Como três dos autores estavam em início de carreira, penso que o fato de nós termos feito iniciação científica contribuiu para desenvolvermos habilidades para identificar e divulgar o caso. O principal impacto de fazer iniciação científica é o gosto por publicar. Você aprende a fazer pesquisa, a ter raciocínio voltado para pesquisa. Tínhamos esse espírito científico”, diz Martin, lembrando também de quem teve o insight inicial para a questão, o paciente H.

“É importante escutar o paciente. A conversa e a obtenção de dados clínicos corretos na anamnese têm valor preditivo positivo e valor preditivo negativo maior do que qualquer exame, por mais sofisticado que seja. Foi isso que fizemos na época: escutamos o paciente H., ligamos os pontos e tratamos adequadamente. Felizmente, na nossa casuística, salvaram-se todos”, diz Martin.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 10% da população brasileira apresenta algum grau de doença renal crônica, percentual que tende a ser influenciado pelo envelhecimento populacional e a alta na prevalência de doenças como hipertensão e diabetes, principais causas da doença. “Esse achado foi um marco para a nefrologia do Brasil, e importante também para a saúde pública. É uma fruta muito comum em várias partes do mundo”, afirma o professor Pasqual Barretti.

Martin, que também é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão, ressalta que muitas pessoas desconhecem que têm problemas nos rins e, por isso, seria importante ampliar, no dia a dia, o alcance da mensagem sobre a toxicidade da carambola para renais crônicos.

“Para cada pessoa que faz hemodiálise, tem cem pessoas da população que tem algum grau de problema renal, mesmo que leve. A pessoa, eventualmente, nem sente ou tem sintomas tão inespecíficos que acabam não sendo diagnosticados. Então existe um iceberg submerso de doença renal crônica”, diz o professor Luis Cuadrado Martin. “Seria interessante ter uma lei estadual ou federal ou uma ação mais abrangente no sentido de avisar que a carambola pode ser tóxica para quem tem problema renal. Ninguém quer proibir as pessoas de comer a fruta, mas o aviso é bastante importante”, afirma.

Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp

Fotos: Martha Morais / ACI Unesp

Botucatu: Violência doméstica leva à descoberta de “laboratório” de drogas, e casal é preso em flagrante

​Uma ocorrência inicialmente mobilizada para atender a um caso de violência doméstica na última quarta-feira, (01), transformou-se em uma grande apreensão de drogas e materiais de tráfico, resultando na prisão de duas pessoas na Vila Jardim.​

As equipes da Guarda Civil Municipal (GCM), apoiadas pela equipe ROMU, foram acionadas após uma transeunte relatar ter ouvido gritos de socorro e uma discussão acalorada vinda de uma residência.
​Ao chegar ao endereço indicado, e sem obter resposta após se anunciarem, os agentes realizaram a entrada no imóvel devido à forte suspeita de agressão. Assim que entraram, a guarnição flagrou um indivíduo portando uma sacola plástica com entorpecentes já fracionados.

​Questionado, o homem, de 29 anos, confessou o envolvimento com o tráfico e declarou ser integrante de facção criminosa. Ele afirmou que a residência era utilizada exclusivamente para o preparo e manuseio de drogas, que pertenceriam a um outro homem.​

No interior da casa, uma mulher de 19 anos foi encontrada sentada à mesa, onde também havia porções de drogas e diversos materiais ilícitos. Ela admitiu estar auxiliando o suspeito na preparação dos entorpecentes para a venda.
​O cenário chocante se completou com a presença de uma criança de apenas 1 ano e 4 meses, que brincava perigosamente ao lado da mesa de trabalho do tráfico. A avó da criança foi acionada e assumiu a guarda do bebê.

​Os dois indivíduos foram detidos e levados à Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), onde o Delegado Dr. Paulo Buchignani ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico (Artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/2006).

​O vasto material apreendido demonstra a dimensão da atividade criminosa no local, totalizando 1.402 gramas (mais de 1,4 kg) de entorpecentes, incluindo cocaína, maconha e uma grande quantidade de crack.

​Entre o material apreendido estavam:
​Crack: 1.054 g, incluindo 60 porções e 135 porções já embaladas.
​Cocaína: 342 g (em porções brutas e 19 pinos).
​Maconha: 6 g.

Mais de 11 mil pinos e saquinhos plásticos vazios para embalagem.

​Contabilidade: Três balanças de precisão e 23 folhas com anotações de tráfico.
​Outros: Dois aparelhos celulares, dinheiro (R\$ 175,90), faca e grampeador.
​O casal permanece à disposição da Justiça, aguardando as medidas cabíveis.

Guarda Civil Municipal

Tribunal de Contas do Estado de SP flagra escolas de Bauru com alimentos mal armazenados

Durante uma força-tarefa realizada na última segunda-feira (29), o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) encontrou irregularidades no fornecimento da merenda escolar em duas escolas públicas de Bauru — uma da rede estadual e outra da rede municipal. Os problemas envolvem de o armazenamento inadequado de alimentos à falta de certificação da potabilidade da água servida aos alunos.

Na Escola Estadual Dr. Carlos Chagas, a fiscalização identificou alimentos estocados diretamente no chão, falta de espaço adequado para armazenamento e uma geladeira queimada. Acionada, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) e as Unidades Regionais de Ensino (UREs) informaram, por nota, que analisarão os apontamentos feitos pelo TCE e permanecem à disposição do órgão e de toda a comunidade escolar para prestar os devidos esclarecimentos.

Já na Emef Professor José Romão, da rede municipal, os auditores do TCE constataram que o espaço físico é insuficiente tanto para o armazenamento quanto para o preparo da alimentação. Também não há certificado de potabilidade da água usada na escola, e a caixa d’água apresenta sinais visíveis de ferrugem.

Outro ponto foi a ausência de registros do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), responsável por fiscalizar a qualidade da merenda. Segundo o relatório, o órgão não tem atuado na unidade municipal, e não há registros de visitas ou análises.

Procurada, a Prefeitura de Bauru, por meio da Secretaria Municipal de Educação, afirmou que a Emef Professor José Romão recebe regularmente entregas semanais de gêneros alimentícios estocáveis e perecíveis, assegurando a qualidade dos produtos e o cumprimento das diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). A administração também informou que, embora não exista norma técnica que estabeleça o tamanho mínimo para cozinhas e despensas escolares, segue empenhada em promover melhorias nos ambientes, visando melhores condições de trabalho e alimentação de qualidade para os alunos.

A ação do Tribunal de Contas ocorreu simultaneamente em 265 municípios paulistas, envolvendo 382 auditores que visitaram 371 escolas públicas — sendo 262 municipais e 109 estaduais. Em todo o Estado, os dados revelam um cenário preocupante: em 77,8% das escolas não há certificado de potabilidade da água, e 28% armazenam alimentos diretamente no chão ou encostados em paredes. Alimentos vencidos foram encontrados em 5,4% das unidades, incluindo 80 pacotes de feijão e 19 litros de leite. Também foram identificadas carnes com plástico misturado, ausência de controle de temperatura em alimentos refrigerados, equipamentos quebrados e cozinheiras sem os devidos uniformes.

O relatório também mostra que, em 29,2% das escolas, o CAE não fiscaliza regularmente a merenda, e em quase metade dos casos (49,7%) sequer há registros de fiscalização. A estrutura física também é deficiente: 21% das cozinhas apresentam problemas como rachaduras, infiltrações e descascamentos, e 35% não têm ventilação adequada.

O Tribunal deve encaminhar os relatórios individualizados às prefeituras e diretorias regionais de ensino para que tomem providências. Casos mais graves poderão ser encaminhados ao Ministério Público para responsabilização dos gestores.

Fonte: JCNET

Foto: Divulgação

Casos de intoxicação por metanol chegam a 43 no Brasil, com uma morte confirmada

Após determinação de notificação imediata pelo Ministério da Saúde, o número de suspeitas de intoxicação por metanol chagou a 43 no país. Desse total, foram registradas no Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) 39 casos em São Paulo, sendo dez confirmados e 29 em investigação, além de quatro casos em investigação em Pernambuco.

Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.

“Estamos diante de uma situação anormal e diferente de tudo o que consta na nossa série histórica em relação à intoxicação por metanol no país”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

De acordo com o órgão do governo federal, os números atuais extrapolam a média anual de 20 casos de intoxicação por metanol no Brasil. A Polícia Federal conduz a investigação por suspeita de envolvimento de organização criminosa, por meio da adulteração de bebida alcoólica.

Sala de Situação

Para monitorar os casos de intoxicação, o Ministério da Saúde instalou, nessa quinta-feira (1º), em caráter extraordinário, uma Sala de Situação que reúne equipes técnicas dos ministérios da Saúde, Justiça e Segurança Pública, Agricultura e Pecuária; dos conselhos Nacional de Saúde (CNS), Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e das secretarias de Saúde de São Paulo e Pernambuco.

Os profissionais atuarão na análise sistemática dos casos suspeitos, além do planejamento, da organização, coordenação e do controle das medidas a serem adotadas enquanto persistirem o risco sanitário e a necessidade de resposta nacional à intoxicação por metanol após o consumo de bebida alcoólica.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Prefeitura interdita adega de bebidas na zona Sul de Bauru por não cumprir notificações e exigências de documentação

A Prefeitura de Bauru interditou um estabelecimento comercial que vende bebidas na zona Sul da cidade. Cartazes fixados na fachada da loja chamaram a atenção e preocuparam pedestres e clientes nos últimos dias.

Procurada pelo JCNET, a Secretaria de Aprovação de Projetos esclareceu que a adega foi interditada por não cumprir notificações e exigências de documentação. Ou seja, no papel deveria exercer uma atividade, mas, na prática, executava outra. O fato também é considerado grave e exige maior fiscalização da Prefeitura em todos os comércios da cidade.

Ainda segundo a nota, após a regularização da documentação necessária, o estabelecimento será desinterditado e passará a ser acompanhado pela Coordenadoria de Fiscalização do município.

Embora a interdição esteja relacionada a documentação irregular, o cartaz gerou receio entre munícipes diante das recentes denúncias no Estado de São Paulo, que levaram o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a criar um gabinete de crise após registros de intoxicações e mortes causadas pela ingestão de bebidas contaminadas com metanol. O JCNET apurou junto ao município se havia relação com esse tipo de ocorrência, mas a prefeitura negou.

Fonte: JCNET

Foto: Bruno Freitas

Caminhão bau fica entalado em pontilhão e interdita via importante em Avaré

Avaré – Um caminhão baú ficou entalado na tarde desta quarta-feira (1º) no pontilhão localizado sob a Rodovia João Mellão (SP-255), no Jardim Europa, em Avaré. O acidente provocou a interdição total do trecho, que é uma importante via de acesso a bairros como Presidencial, Duílio Gambini e São Rogério.

O pontilhão, que tem 3,2 metros de altura, não permitiu a passagem do veículo, que ficou preso na estrutura. Equipes especializadas foram acionadas para realizar a remoção do caminhão e liberar a via.

A Avenida Manoel Teixeira Sampaio, onde ocorreu o incidente, é uma das principais rotas de saída da região, e o bloqueio deve causar transtornos ao trânsito local até a conclusão dos trabalhos.

A Polícia Militar e agentes de trânsito orientam os motoristas a evitar o local e buscar rotas alternativas. A previsão é que a via seja liberada após a retirada do veículo.

Acidentes como esse reforçam a importância da sinalização adequada e da atenção dos motoristas à altura de seus veículos ao trafegar em vias com estruturas limitadas.

Congresso aprova ampliação do Fundo Eleitoral para R$ 4,9 bilhões em 2026

A decisão de aumentar o fundo eleitoral tem gerado debates sobre as prioridades orçamentárias, especialmente diante da necessidade de investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Críticos argumentam que a ampliação do fundo pode comprometer recursos destinados a políticas públicas essenciais.

O valor aprovado iguala o montante destinado ao fundo eleitoral nas eleições de 2022 e 2024, sendo o maior já registrado desde a criação do FEFC em 2017, após a proibição do financiamento empresarial de campanhas pelo Supremo Tribunal Federal em 2015.

A proposta ainda precisa ser incorporada ao texto final da LOA de 2026, que será votado pelo Congresso Nacional em sessão conjunta. A expectativa é que a votação ocorra nas próximas semanas, juntamente com a análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026.

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira (30) uma instrução normativa que eleva o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para R 4,9 bilhões nas eleições de 2026.

Inicialmente, o governo federal havia proposto R1 bilhão para o fundo eleitoral no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Com a aprovação da CMO, o valor será suplementado por meio de cortes em outras áreas:

– R 2,9 bilhões provenientes de emendas de bancada estadual, que são de execução obrigatória;
– R$ 1 bilhão oriundos do cancelamento de despesas primárias discricionárias do Poder Executivo, que não são obrigatórias.

O deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), relator da instrução normativa e do Orçamento de 2026, será responsável por definir os ajustes necessários para acomodar o novo valor no orçamento. A proposta não requer aprovação do plenário do Congresso, entrando em vigor diretamente após a aprovação na comissão.

Mudança na sinalização de acesso à Unesp em Rubião Júnior causa confusão entre motoristas em Botucatu

Motoristas que utilizam o acesso ao campus da Unesp, em Rubião Júnior, em Botucatu, reclamaram nesta quarta-feira (1º) de alterações na sinalização do local que estariam gerando dúvidas e aumentando o risco de acidentes.

Segundo os relatos, foi instalada uma placa de parada obrigatória em um dos acessos, enquanto no outro permanece apenas a sinalização horizontal no asfalto, sem a devida padronização. A divergência tem confundido os condutores, especialmente em horários de maior movimento.