Destaque

Terceirização dos artistas: Conselho de Cultura de Botucatu vira arena de gritos, ataques pessoais aos artistas que foram contra a decisão

Além da reação exaltada da secretária Cristina Cury, assessor da pasta toma o microfone  e transforma debate público em confronto.

O que deveria ser um espaço democrático de diálogo e construção coletiva de políticas públicas, no Conselho Municipal de Cultura, se transformou, mais uma vez, em um cenário de tensão, confronto verbal e cerceamento da palavra durante uma recente reunião, pela Secretária de Cultura, Cris Cury e pelo seu assessor de Gabinete Paulo Vitor Previatto que usou tom ameaçador e autoritário com os artistas que discordaram do projeto de terceirização dos agentes culturais para atividades complementares nas escolas de tempo integral da educação básica do município. Os artistas questionam como será feita a contratação, uma vez que muitos defendemos que os cargos deveriam ser ocupados por arte-educadores através de concurso público e não por terceirização.

A confusão começou após a fala de um munícipe que, de forma longa e embasada, questionou a condução das políticas culturais e, principalmente, a confusão recorrente entre as atribuições do Conselho e da Secretaria Municipal de Cultura. Ele reconheceu iniciativas da pasta, mas foi enfático ao afirmar que o Conselho não tem função executiva, cabendo-lhe deliberar, fiscalizar e orientar, enquanto a execução das políticas públicas e do orçamento é responsabilidade exclusiva do Poder Executivo.

O munícipe também destacou a importância de o Conselho receber pautas e documentos com antecedência e alertou que a recente mudança da lei torna o órgão deliberativo, obrigando o Executivo a cumprir suas decisões. Segundo ele, decretos, repasses de verbas para festas, eventos religiosos, carnaval ou contratação de shows passam, obrigatoriamente, pela aprovação do Conselho, sob pena de violação da própria legislação municipal.

A fala gerou reação imediata e exaltada da secretária municipal de Cultura, Cristina Cury, que elevou o tom e desviou o debate do campo institucional para o pessoal. Sua manifestação foi registrada integralmente:

“Meu nome é Cristina Cury Ramos. Eu levo isso com honra e responsabilidade. E eu já falei, eu não vou admitir esse tipo de coisa, porque eu estou aqui como uma igual. Eu não estou aqui como a prima do João Cury, ou a sobrinha do Jamil Cury. Eu estou como Cristina Cury. Até porque eu sou ‘Cury’ antes deles serem, do Fernando Cury, ou de qualquer outra pessoa. Não me limite a um nome, muito menos a um sobrenome. Eu sou muito mais do que isso.

Embora eu não precise estar nessa reunião, eu venho e vocês vão me ver em todas as reuniões com você, a não ser que eu não esteja aqui por algum outro motivo, tá bem? E vai ser sempre assim. O assunto virou-se família, cara, família. Eu já expulsei da minha sala uma outra pessoa que veio falar e começou a falar dos ‘Curys’.”

Após essa intervenção, o clima se agravou ainda mais com a entrada do assessor de gabinete da Secretaria Municipal de Cultura, Paulo Vitor Previatto, que tomou o microfone do munícipe e passou a discursar em tom agressivo e intimidador.

Entre as falas mais relevantes do assessor Paulo Vitor Previatto, registradas durante a reunião, estão:

“Não só de hoje, eu penso que você dá umas viajadas fortes. Às vezes você induz algumas pessoas, porque pessoas que falam com muita confiança levam as pessoas na lábia.”

Em outro momento, ao interromper o munícipe, Paulo Vitor Peviatto afirmou:

“Eu quis te interromper sim. Eu quis ser pronto. Vou interromper. Agora o microfone está comigo, estou falando.”

O assessor também acusou o cidadão de distorcer falas e agir por motivações políticas:

“Não queira distorcer a partir do seu viés político. Inclusive político.”

Em tom ainda mais duro, sugeriu que o munícipe estaria tentando influenciar os conselheiros contra a Secretaria e a gestão municipal:

“Tentar influenciar as novas mentes aqui para que elas se voltem contra a secretaria, contra a Cris, contra o Fábio Leite… eu já vi isso em outros filmes, em outros lugares.”

Paulo Vitor ainda afirmou que não admitiria desrespeito ao trabalho da equipe:

“Eu não admito que desrespeitem o meu trabalho. Não é fácil, não foi fácil, então não é só você que estudou, não é só você que fez e aconteceu.”

As falas, marcadas por interrupções, ataques pessoais e elevação de voz, descaracterizaram completamente o propósito da reunião, transformando um espaço de participação social em um ambiente hostil e intimidatório para qualquer munícipe que ousasse discordar da condução da política cultural.

O episódio não é isolado. Em outra reunião do Conselho Municipal de Cultura e Turismo, situação semelhante envolveu o jornalista Fernando Bruder, que teve sua atuação questionada e cerceada, caso amplamente divulgado pela imprensa local e que reforça um padrão preocupante de intolerância a críticas.

Relembe o caso:

https://www.alphanoticias.com.br/clima-tenso-na-reuniao-do-conselho-de-cultura-de-botucatu/

https://www.alphanoticias.com.br/rede-alpha-sofre-censura-pelo-conselho-municipal-de-cultura-e-turismo/ 

Os acontecimentos levantam questionamentos sérios sobre o funcionamento do Conselho Municipal de Cultura de Botucatu e sobre a postura da Prefeitura de Botucatu diante da participação popular. Conselhos existem para ouvir a sociedade, acolher divergências e fiscalizar o poder público — não para constranger cidadãos, cercear opiniões ou impor o silêncio por meio da intimidação.

O que se repete nos conselhos de cultura da cidade é um verdadeiro absurdo: espaços criados para representar a população sendo usados para calar a própria população. O resultado é o enfraquecimento da democracia participativa e a transformação de instâncias públicas em ambientes fechados, onde questionar vira afronta e discordar passa a ser tratado como inimigo.

Confira o video:

Video entre Munícipe e Secretárua de Cultura de Botucatu

Video entre Munícipe e Assessor de Gabinete de Cultura

 

 

Saidinha de Natal coloca detentos da região de Botucatu temporariamente nas ruas e acende alerta das forças de segurança

A Polícia Militar confirmou que tem início nesta terça-feira, dia 23 de dezembro, a saída temporária de Natal de detentos do sistema prisional do Estado de São Paulo, medida que também atinge presídios da região de Botucatu. Diante do cenário, a corporação faz um alerta para que a população esteja atenta e adote cuidados redobrados nos próximos dias.

Embora não exista um levantamento oficial sobre o número exato de beneficiados no município, a PM utiliza como base a última saída temporária, realizada em setembro, quando cerca de 120 detentos da região receberam o benefício. A expectativa é de que o volume seja semelhante neste fim de ano.

Em todo o Estado de São Paulo, aproximadamente 30 mil presos devem deixar temporariamente as unidades prisionais durante a chamada “saidinha de Natal”. Segundo a Polícia Militar, os detentos contemplados cumprem pena em presídios e estabelecimentos prisionais da região, e o deslocamento deles está sendo acompanhado pelas forças de segurança.

A PM informou ainda que haverá reforço no policiamento ostensivo e intensificação de ações preventivas para coibir possíveis ocorrências. O retorno dos detentos ao sistema prisional está previsto para o dia 3 de janeiro de 2026.

Historicamente, parte dos beneficiados não retorna dentro do prazo estabelecido, o que costuma gerar preocupação das autoridades e, em alguns casos, aumento pontual nos índices de criminalidade. Por isso, a orientação é para que a população colabore, acionando a polícia diante de qualquer atitude suspeita e adotando medidas básicas de prevenção durante o período.

Médicos da UPA de Lençóis Paulista denunciam que estão sem pagamento na véspera de Natal e muitos podem deixar de atender na unidade

Vereadores denunciam suspeitas de falhas graves na gestão da UPA e risco de atraso no atendimento

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lençóis Paulista vive uma crise, mas de consequências graves para a população. Médicos que atuam na unidade denunciam atraso no pagamento do salário de novembro, causando dificuldades para manter escalas médicas, e consequentemente impactando diretamente o funcionamento do serviço, com filas, superlotação e demora no atendimento.

A UPA é administrada por meio de contrato de gestão da Prefeitura com a empresa terceirizada Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS). No entanto, relatos de profissionais da saúde indicam que a empresa não estaria cumprindo obrigações básicas, como o pagamento regular dos médicos, o que levanta suspeitas de descumprimento contratual, falha de fiscalização do poder público, possível uso irregular de recursos públicos e cláusulas abusivas de contrato com os médicos.

Salários atrasados e atendimento comprometido

De acordo com médicos ouvidos pela reportagem, os atrasos salariais vêm ocorrendo desde o início da atuação da terceirizada IDEAS no município de Lençóis Paulista, provocando desmotivação, afastamento de profissionais mais experientes e dificuldades na composição das escalas de plantão.

A consequência imediata tem sido sentida pelos pacientes com longas horas de espera, corredores lotados e sobrecarga das equipes remanescentes.

“Não se trata apenas de atraso financeiro. Estamos falando de um serviço essencial funcionando no limite, colocando vidas em risco”, relatou um profissional, sob condição de anonimato.

A situação se agrava em períodos de maior demanda por atendimentos de urgência, quando a ausência de médicos pode representar atraso no diagnóstico e no tratamento de casos graves, como o final de ano.

Contrato de gestão sob questionamento

O funcionamento da UPA ocorre por meio de contrato de gestão firmado entre a Prefeitura de Lençóis Paulista e o Instituto IDEAS, modelo amplamente utilizado na saúde pública da região, mas que exige fiscalização rigorosa e permanente, por parte do município.

Especialistas em direito administrativo ouvidos pela reportagem explicam que, mesmo quando a gestão é terceirizada, a responsabilidade final pelo serviço público continua sendo do município.

Caso os repasses financeiros tenham sido realizados regularmente pela Prefeitura, mas os profissionais não tenham recebido, surge uma pergunta central: onde foi parar o dinheiro público destinado ao pagamento da equipe médica?

Possíveis irregularidades apontadas

  • A apuração jornalística identificou indícios de diversas irregularidades, entre elas:
    – Descumprimento contratual por parte da empresa IDEAS, ao não garantir o pagamento regular dos médicos e a continuidade do serviço;
  • – Cláusula no contrato dos médicos com possibilidade de violação da boa-fé contratual e pode configurar abuso de direito;
  • – Comprometimento das metas assistenciais, com superlotação e demora no atendimento;
  • – Falha ou omissão da Prefeitura na fiscalização do contrato, caso tenha conhecimento da situação e não tenha adotado medidas corretivas;
  • – Risco de desvio de finalidade dos recursos públicos, se os valores repassados não foram utilizados para o pagamento da equipe assistencial.

O que diz a lei

A situação narrada incorre em diversos dispositivos legais:

  • 1. Constituição Federal – Artigo 37: Estabelece os princípios da legalidade, moralidade, eficiência e publicidade na administração pública. A manutenção de um serviço de saúde precarizado viola diretamente esses princípios.
  • 2. Lei nº 14.133/2021 (Lei de Licitações e Contratos Administrativos): Impõe ao ente público o dever de fiscalizar continuamente a execução dos contratos; Autoriza a aplicação de sanções administrativas, como multas e rescisão contratual, em caso de descumprimento.
  • 3. Lei nº 8.080/1990 (Lei Orgânica da Saúde) – Artigos 2º e 7º: Garantem o direito à saúde e a obrigação do Estado de assegurar acesso universal, contínuo e adequado aos serviços de saúde. A precarização do atendimento pode configurar violação direta a esses dispositivos.
  • 4. Princípio da Continuidade do Serviço Público: Serviços essenciais, como saúde, não podem sofrer interrupções ou degradação por falhas administrativas ou financeiras.
  • 5. Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992, com alterações): Caso fique comprovado dolo, culpa grave ou omissão deliberada, podem ser apuradas condutas que atentem contra os princípios da administração pública ou causem dano ao erário.

Responsabilidade compartilhada

Juristas apontam que, em contratos de gestão, não basta ao município repassar recursos. É obrigatório exigir comprovação de pagamento de pessoal, cumprimento de metas e qualidade do atendimento. A ausência dessa fiscalização pode gerar corresponsabilização do gestor público, incluindo prefeito e secretário municipal de saúde.

População paga o preço

Enquanto Prefeitura e empresa terceirizada não apresentam respostas claras, quem paga a conta é a população de Lençóis Paulista, que depende da UPA para atendimentos de urgência e emergência.

A crise expõe mais uma vez os riscos de contratos mal fiscalizados na saúde pública e reforça a necessidade de transparência, controle e responsabilidade com recursos públicos e vidas humanas.

O Secretário Municipal de Saúde de Lençóis Paulista, Dr. Murilo Pavanell,  foi procurado pelo jornalista Fernando Bruder, da Rede Alpha de Comunicação, que informou que a empresa IDEAS recebeu os repasses da Prefeitura corretamente, mas que os pagamentos dos médicos só será feito no 20° dia útil do mês, provavelmente, no dia 29 de dezembro. Os médicos no entanto, argumentam com revolta que sempre foram pagos no 10° dia de cada mês. E que somente agora foram informados da mudança de data, justamente na véspera de Natal.

Temos filhos que estão esperando uma ceia de Natal e nao teremos condições de fazer por falta do pagamento. Trabalhamos todo esse período e não teremos condições de fazer o Natal para as nossas famílias. Esse pagamento é de novembro. Não estamos pedindo antecipação do pagamento, como outros prefeitos da região fizeram em outras cidades. Só queremos o nosso pagamento do mês passado para passarmos o Natal como qualquer pessoa. Informou uma médica inconformada que preferiu não se identificar com medo de represálias.

O que diz a Lei nesse caso?

Embora o contrato firmado pela empresa IDEAS com os médicos preveja a possibilidade de pagamento até o 20º dia útil de cada mês, juristas ouvidos pela reportagem afirmam que a prática reiterada da empresa — que historicamente realizava os pagamentos até o 10º dia útil — cria uma expectativa legítima nos profissionais, nos termos dos artigos 113 e 422 do Código Civil, que impõem a interpretação dos contratos conforme a conduta das partes e o princípio da boa-fé objetiva.

A mudança repentina desse padrão, comunicada às vésperas do Natal, pode configurar abuso de direito, conforme o artigo 187 do Código Civil, além de violar a função social do contrato prevista no artigo 421 do mesmo diploma legal.

Especialistas ressaltam ainda que, por se tratar de serviço público essencial de saúde custeado com recursos públicos, a conduta também pode afrontar o artigo 37 da Constituição Federal, que impõe à administração pública — direta ou indireta — os princípios da legalidade, moralidade e eficiência, sobretudo quando a prática adotada compromete a continuidade do atendimento à população.

A populaluação que utiliza os serviços da Saúde da UPA fizeram suas declarações sobre o caso

“Poucos municipios que eu viu os que os médicos são elogiados nas Redes Sociais”

“Muitos médicos ameaçam sair da escala para ir para lugares que tenham o salário regularizado. Não é justo que a UPA de Lençois Paulista estar passando por isso na véspera de Natal”

“Eles são trabalhadores como os outros, porque o prefeito não se manifesta sobre o assunto, obrigando a empresa a resolver essa situação”

Pronunciamento de vereadora confirma denúncias

A crise ganhou dimensão pública após pronunciamento em vídeo de uma vereadora Cabo Lúcia, de Lençóis Paulista.

No relato, a parlamentar afirmou ter recebido denúncias formais de médicos da UPA, confirmando o atraso nos pagamentos, a dificuldade de manter plantões e o impacto direto no atendimento à população.

Ela relatou ainda que estava com sua mãe aguardando por atendimento na unidade quando soube da situação dos médicos.

Segundo a vereadora, a saúde pública não pode funcionar na base do improviso. Ela questiona se os repasses da Prefeitura à empresa gestora estão sendo feitos regularmente e, em caso positivo, por que os profissionais seguem sem receber, na véspera de Natal. A parlamentar também cobra transparência e acompanhamento rigoroso do contrato de gestão pela Prefeitura.

A fala da vereadora reforça o que já vinha sendo apurado pela reportagem e dá peso institucional às denúncias, afastando a tese de que se trata de reclamações isoladas apenas dos profissionais.

A reportagem seguirá acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial da Prefeitura de Lençóis Paulista, da Secretaria Municipal de Saúde e do Instituto IDEAS.

Moradores do Jardim Paraíso voltam a relatar interrupções no abastecimento de água em Botucatu semanas após relatos anteriores

Falhas no sistema têm deixado torneiras secas e pressão irregular em diversas ruas, gerando queixas e preocupação entre os moradores

Moradores residentes no Jardim Paraíso, em Botucatu, voltaram a manifestar insatisfação com a falta de água nas torneiras e a irregularidade no abastecimento nas últimas semanas, conforme relatos compartilhados por moradores nas redes sociais e em grupos comunitários. As queixas incluem torneiras secas, baixa pressão e interrupções prolongadas no fornecimento, que têm se repetido em vários pontos do bairro.

Segundo moradores, o problema não se limita apenas ao Jardim Paraíso, com relatos de falta d’água também em outras áreas do município, o que tem gerado transtornos à rotina das famílias, especialmente durante o período de altas temperaturas. Alguns comentários nas redes sociais indicam que o abastecimento ainda não foi plenamente restabelecido em determinados trechos, apesar de a Sabesp afirmar que o sistema já estaria operando normalmente após falhas anteriores ligadas ao fornecimento de energia elétrica na estação de captação e tratamento de água.

A dificuldade de acesso à água tem sido tema de mensagens de moradores pedindo soluções urgentes e mais informações sobre a regularização definitiva do serviço, uma vez que a falta constante interfere nas atividades diárias, como cozinhar, higiene pessoal e cuidados com crianças e idosos.

A situação segue sendo monitorada pela comunidade, e moradores reivindicam maior comunicação e respostas por parte das autoridades e da empresa responsável pelo abastecimento.

Tragédia em confraternização familiar: irmãos de 4 anos morrem afogados em piscina durante festa em Dracena

Dupla de crianças brincava próxima à água em chácara alugada quando entrou no tanque; tentativas de resgate foram feitas, mas não salvam os pequenos

Dois irmãos de apenas quatro anos perderam a vida após se afogarem na piscina de uma chácara alugada onde participavam de uma festa de família na noite de sábado (20), na cidade de Dracena, no interior de São Paulo. O caso foi confirmado pelas autoridades e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo os registros, as crianças brincavam na área da piscina durante a confraternização quando, em determinado momento, acabaram entrando na água e começaram a se afogar. A situação foi notada por um parente, que imediatamente pediu ajuda. Um homem que passava pelo local entrou na propriedade e auxiliou no resgate, além de tentar reanimar uma das vítimas antes da chegada do socorro.

Os irmãos foram então levados ao pronto atendimento municipal com atendimento também feito pelo Corpo de Bombeiros durante o trajeto, mas, infelizmente, não resistiram aos ferimentos. As mortes foram oficialmente confirmadas na unidade de saúde naquela noite.

Os corpos das crianças foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para exames complementares, e a ocorrência foi registrada como morte suspeita enquanto a polícia busca esclarecer as circunstâncias que levaram ao afogamento dos pequenos.

150 anos da Estrada de Ferro Sorocabana: trilhos que uniram cidades, vidas e lutas

Cento e cinquenta anos. Esta é a idade da Estrada de Ferro Sorocabana, inaugurada em julho de 1875. Sua construção foi um marco para o desenvolvimento econômico, urbano e social de diversos municípios, impulsionando a industrialização, o povoamento e o crescimento da produção agropecuária para atender o consumo regional, da capital e até do país.

Inicialmente projetada para exportar algodão, a ferrovia logo assumiu papel no transporte de café, mercadorias e passageiros entre o interior de São Paulo e o litoral. Isso foi importante para o crescimento do estado e, indiretamente, para o progresso nacional.

Historicamente, a Estrada de Ferro Sorocabana operou uma extensa linha tronco, com mais de 800 km, conectando a capital São Paulo a Presidente Epitácio, no oeste paulista. No percurso, atendia importantes municípios, como Barueri, Mairinque, Sorocaba, Iperó, Boituva, Botucatu, Avaré, Ourinhos (onde havia interligação com o Paraná), Assis e Presidente Prudente. Além disso, possuía ramais fundamentais, como o de Itararé, que conectava Iperó ao Paraná, e o de Jurubatuba, que depois virou a Linha 9-Esmeralda da CPTM, que ligava São Paulo à região portuária de Santos.

O trecho de Presidente Epitácio à Ourinhos foi desativado no início de 2001 e muita luta foi feita para reativação, porém o abandono continuou. Já no início de 2024, o trecho Ourinhos-Londrina teve a circulação de trens suspensa também.
Outro eixo foi o ramal que ligava Mairinque a Santos, com paradas em cidades como Embu Guaçu, São Vicente, Cubatão, São Roque (distrito de Canguera), Itapecerica da Serra e Evangelista de Souza, totalizando cerca de 155 km. Esses ramais contribuíram para a integração regional e o escoamento da produção agrícola e industrial.

A importância histórica e econômica da Sorocabana é incontestável, mas é preciso valorizar os milhares de trabalhadores que construíram e mantiveram esses trilhos. Brasileiros e estrangeiros, eles sempre demonstraram orgulho da profissão e consciência do seu papel no desenvolvimento e na economia do país.

Nem sempre eles tiveram boas condições de trabalho. Os registros mostram que em 1897 surgiram as primeiras entidades de auxílio mútuo, que atuavam como forma de previdência, saúde e educação. Porém, diante das más condições de trabalho, jornadas exaustivas e baixos salários, os ferroviários passaram a se organizar de forma mais reivindicatória. Entre 1914 e 1919, protagonizaram greves históricas, que levaram à transferência da ferrovia para o controle público.

O Sindicato dos Ferroviários da Estrada de Ferro Sorocabana foi fundado em 1932 e logo se tornou uma das maiores entidades sindicais da América do Sul. Uma importante greve de 1934 consolidou sua força. Em 1940, foi fechado pelo governo Vargas e, após diversas tentativas de rearticulação, deu origem ao atual Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana, reconhecido oficialmente em 1974.

O sindicato está completando 50 anos de existência formal. Ele atua na defesa dos direitos dos trabalhadores da base Sorocabana, da CPTM e da iniciativa privada, ativos e aposentados, garantindo representação, enfrentando a precarização e acompanhando com preocupação os processos de concessão e privatização do setor.
Nos dias atuais, a malha ferroviária original da Sorocaba deu lugar a diferentes administrações e usos. Parte da infraestrutura foi concedida à iniciativa privada, como a Rumo Logística, que opera trechos importantes para transporte de cargas até o Porto de Santos, junto com a Ferrovia FCA. Já a CCR, atual MOTIVA, além das Linhas 08 e 09, administra também as linhas da ViaQuatro do Metrô e também rodovias, com a CCR Sorocabana, que administra cerca de 460 km de rodovias estaduais. Também no transporte de passageiros, temos a BR Mobilidade, que administra o VLT da Baixada Santista.

O Sindicato sempre esteve ao lado dos trabalhadores na Sorocabana, na defesa de seus direitos, qualquer que seja a sua infraestrutura. E segue em frente, trilhando novos caminhos com a mesma força de quem construiu o passado, lutando para que um dia as ferrovias voltem a ter a importância que já tiveram no estado e no país, levando e trazendo riquezas, contribuindo com o desenvolvimento na nação.

Por: José Claudinei Messias, presidente do Sindicato Sorocabana

Crianças de 1 e 8 anos são encontradas trancadas, sem refeição e sozinhas por horas, e mãe acaba presa por abandono de incapaz em Botucatu

Menores foram resgatados pela janela com apoio do Conselho Tutelar após denúncia à GCM; caso ocorreu no Jardim Monte Mor

Novos detalhes vieram à tona sobre a ocorrência que resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 30 anos por abandono de incapaz, registrada na tarde de domingo (21), no Jardim Monte Mor, em Botucatu. Duas crianças, de apenas 1 e 8 anos, permaneceram sozinhas dentro de uma residência por várias horas, sem alimentação adequada e em condições consideradas impróprias.

A Guarda Civil Municipal foi acionada após denúncia informando que havia crianças desacompanhadas em um imóvel da região. No endereço indicado, os agentes encontraram um pequeno conjunto de kitnets e constataram que a porta da residência estava trancada, sem a presença de qualquer responsável.

Durante a averiguação, os guardas conseguiram visualizar as crianças por uma das janelas do quarto. O menino mais velho relatou que a mãe havia saído por volta do meio-dia e que, até aquele momento, não havia almoçado. Segundo ele, a única alimentação disponível foram bolachas e salgadinhos deixados para ele e o irmão mais novo.

Ainda conforme o relato da criança, a mãe teria orientado que ele não fizesse barulho para não chamar a atenção dos vizinhos, mencionando que situações semelhantes já teriam ocorrido anteriormente.

No momento do resgate, o menino vestia apenas camiseta e roupa íntima, enquanto o bebê usava somente fralda. As crianças foram retiradas do imóvel pela janela e encaminhadas ao Espaço Acolhedor, onde receberam alimentação, roupas adequadas e os primeiros cuidados.

O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou toda a ocorrência. Após tentativas de contato, a mãe retornou à cidade e compareceu à delegacia, optando por permanecer em silêncio.

Diante dos fatos, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante por abandono de incapaz, conforme previsto no Código Penal. As crianças ficaram sob os cuidados do pai, seguindo orientação do Conselho Tutelar, enquanto a mulher foi encaminhada à cadeia pública, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Furto em restaurante no Centro de Botucatu é esclarecido pela GCM, que recupera bolsa e prende suspeita em flagrante

Ação rápida contou com imagens de segurança, apoio do COI e resultou na devolução dos pertences à vítima, uma adolescente

Uma ação eficiente da Guarda Civil Municipal resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 47 anos e na recuperação de uma bolsa furtada de um restaurante localizado na região central de Botucatu. A ocorrência foi registrada na tarde desta segunda-feira (22).

O caso teve início após o acionamento do Centro de Operações Integradas (COI), que informou sobre o furto ocorrido no estabelecimento comercial. A vítima, funcionária do restaurante e menor de idade, percebeu o desaparecimento da bolsa ao retornar do horário de almoço.

Com base nas imagens do sistema de monitoramento interno do restaurante, foi possível identificar a ação criminosa. As características da suspeita foram imediatamente repassadas às equipes em patrulhamento por meio da rede rádio.

Pouco tempo depois, a mulher foi localizada e abordada nas proximidades de um supermercado da região central. Durante a revista, os objetos furtados foram encontrados e prontamente reconhecidos pela vítima.

Todas as partes foram encaminhadas ao Plantão Policial, onde os pertences foram oficialmente devolvidos. A suspeita permaneceu à disposição da Justiça, e a ocorrência foi registrada como furto, conforme o artigo 155 do Código Penal.