Política

Caminhada liderada por Nikolas chega ao Distrito Federal

A mobilização organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira alcançou o Distrito Federal na tarde deste sábado (24). A caminhada teve início no começo da semana, em Paracatu, no interior de Minas Gerais, e percorreu trechos da BR-040 em direção a Brasília.

Nos últimos dias do trajeto, o parlamentar passou a utilizar colete à prova de balas. De acordo com sua assessoria, a medida foi adotada de forma preventiva após o recebimento de ameaças recentes. Detalhes sobre a origem ou autoria dessas ameaças não foram divulgados.

Imagens publicadas nas redes sociais do deputado registraram a chegada do grupo ao DF, com a participação de apoiadores e a adesão de outros parlamentares ao longo do percurso.

A manifestação deve ser encerrada neste domingo (25), na Praça do Cruzeiro, em Brasília. Segundo Nikolas Ferreira, o ato tem caráter simbólico e busca protestar contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena no Complexo da Papuda.

Às vésperas do encerramento do ato, o Palácio do Planalto instalou grades de proteção ao redor da sede do Executivo. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou que a medida foi adotada diante da possibilidade de manifestações nas proximidades da área presidencial.

Foto: Eduardo F. S Lima/Ato Press/Folhapress

Governador extingue cotas raciais e de gênero em Santa Catarina

Governador Jorginho Mello (PL) decide sancionar a lei que proíbe cotas exclusivas para trans, negros e indígenas nas universidades de Santa Catarina.

A nova regra mantém apenas critérios socioeconômicos, beneficiando alunos pobres, que tenham estudado em escola pública, além de pessoas com deficiência. Instituições que descumprirem poderão ser multadas e perder recursos públicos.

Ministro Camilo Santana confirma que deixará Ministério da Educação

O ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou que deixará o comando do Ministério da Educação (MEC) após a apresentação de um balanço das ações da pasta referentes a 2025.

A expectativa é que, após consolidar os principais resultados do ministério, Santana discuta com o presidente Lula a programação para a sua saída do governo.

A juventude brasileira traça novos rumos para a política em 2026

A juventude brasileira tem transformado profundamente sua relação com a política, afastando-se das estruturas partidárias tradicionais para ocupar as trincheiras do ativismo digital. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam um cenário de contraste acentuado: enquanto a filiação partidária de jovens entre 16 e 24 anos despencou 56% na última década – caindo de mais de 415 mil para cerca de 180 mil -, a emissão de títulos de eleitor aos 16 anos passou de 480.044, em 2014, para 724.324, em 2024.

Especialistas ouvidos apontam que a militância, historicamente forjada em diretórios, sindicatos e movimentos estudantis, migrou massivamente para as redes sociais. Nesse novo ambiente, o debate político se mistura a temas do cotidiano e entretenimento, sendo frequentemente mediado por influenciadores digitais, longe da hierarquia rígida das siglas. Para Camilo Aggio, pesquisador da UFMG, o fenômeno reflete uma “descrença nas instituições tradicionais” e altera a própria natureza da discussão pública.

Essa digitalização do ativismo, no entanto, traz efeitos colaterais. A dinâmica das redes favorece a “tribalização”, onde o contraditório é menos tolerado do que nos espaços físicos de negociação política. O levantamento indica que apenas 1% do total de eleitores nessa faixa etária opta por se filiar formalmente a um partido, evidenciando uma crise de representa tividade. O jovem participa, opina e milita, mas prefere fazê-lo de forma autônoma e online.
Diante desse esvaziamento, grandes legendas como o Partido Novo, têm investido em campanhas de filiação na tentativa de reverter o quadro e atrair novos quadros.

Contudo, os números mostram que o engajamento formal ainda é concentrado na população adulta (25 a 59 anos), impondo às lideranças politicas o desafio de encontrar novas linguagens para reconectar a institucionalidade à geração conectada.

Imagem: Shutterstock

Lula gera polêmica ao afirmar que pobres “nasceram só para trabalhar”

Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou forte repercussão nesta sexta-feira (16), após um discurso realizado na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro. Em tom exaltado, ao criticar o histórico descaso com a educação no BrasiUma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou forte repercussão nesta sexta-feira (16), após um discurso realizado na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro. Em tom exaltado, ao criticar o histórico descaso com a educação no Brasil, o presidente utilizou uma fala que gerou polêmica ao mencionar o papel social da população mais pobre.

Durante o pronunciamento, Lula afirmou: “Pobre não precisa estudar, porra. Vocês nasceram só para trabalhar”. A frase foi dita no contexto de uma crítica à formação tardia do sistema educacional brasileiro, destacando que a primeira universidade do país foi criada apenas em 1920, o que, segundo ele, reforça um histórico de privilégios e exclusão no acesso ao ensino superior.

Apesar da intenção de criticar desigualdades históricas, a declaração foi interpretada por críticos como contraditória e inadequada, por sugerir que o destino das camadas mais pobres estaria limitado ao trabalho, e não à educação. O trecho repercutiu negativamente nas redes sociais e em setores da oposição, que apontaram incoerência entre o discurso e os períodos em que o Partido dos Trabalhadores esteve à frente do governo federal.

O PT governou o Brasil por quase 17 anos, entre 2003 e 2016, além do atual mandato iniciado em 2023. Para críticos, esse período teria sido suficiente para promover mudanças estruturais profundas na educação, o que torna a fala ainda mais controversa ao reforçar a percepção de que o acesso ao estudo segue restrito às elites.

do presidente, por outro lado, afirmam que a declaração foi retirada de contexto e que a intenção de Lula era denunciar justamente o modelo histórico que excluiu os mais pobres do sistema educacional. Ainda assim, especialistas avaliam que a forma utilizada acabou gerando uma mensagem ambígua, interpretada como desestímulo à ascensão social por meio da educação.

A repercussão do episódio reacendeu o debate sobre políticas públicas educacionais, desigualdade social e o papel do Estado na garantia do acesso universal ao ensino, temas centrais na trajetória política do presidente e do partido que governa o país.

l, o presidente utilizou uma fala que gerou polêmica ao mencionar o papel social da população mais pobre.

Durante o pronunciamento, Lula afirmou: “<em><strong>Pobre não precisa estudar, porra. Vocês nasceram só para trabalhar</strong><Lula gera polêmica ao afirmar que pobres “nasceram só para trabalhar” /em>”. A frase foi dita no contexto de uma crítica à formação tardia do sistema educacional brasileiro, destacando que a primeira universidade do país foi criada apenas em 1920, o que, segundo ele, reforça um histórico de privilégios e exclusão no acesso ao ensino superior.

Apesar da intenção de criticar desigualdades históricas, a declaração foi interpretada por críticos como contraditória e inadequada, por sugerir que o destino das camadas mais pobres estaria limitado ao trabalho, e não à educação. O trecho repercutiu negativamente nas redes sociais e em setores da oposição, que apontaram incoerência entre o discurso e os períodos em que o Partido dos Trabalhadores esteve à frente do governo federal.

O PT governou o Brasil por quase 17 anos, entre 2003 e 2016, além do atual mandato iniciado em 2023. Para críticos, esse período teria sido suficiente para promover mudanças estruturais profundas na educação, o que torna a fala ainda mais controversa ao reforçar a percepção de que o acesso ao estudo segue restrito às elites.

Aliados do presidente, por outro lado, afirmam que a declaração foi retirada de contexto e que a intenção de Lula era denunciar justamente o modelo histórico que excluiu os mais pobres do sistema educacional. Ainda assim, especialistas avaliam que a forma utilizada acabou gerando uma mensagem ambígua, interpretada como desestímulo à ascensão social por meio da educação.

A repercussão do episódio reacendeu o debate sobre políticas públicas educacionais, desigualdade social e o papel do Estado na garantia do acesso universal ao ensino, temas centrais na trajetória política do presidente e do partido que governa o país.

Botucatu está entre os piores municípios em Inclusão Social

Botucatu figura entre as cidades com pior desempenho do Brasil em relação a Inclusão Social de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025.

O IPS é um dos mais importantes indicadores que medem o desenvolvimento social e a qualidade de vida da população, indo além de dados econômicos como o PIB.

Ele avalia se as pessoas conseguem viver com dignidade, segurança, bem-estar e oportunidades reais, com base em resultados concretos na vida da população.

No Brasil, o IPS é elaborado de forma independente, inspirada no índice internacional Social Progress Index, e utiliza apenas dados oficiais de órgãos como IBGE, Ministério da Saúde (Datasus), TSE e CadÚnico.

O índice analisa todos os 5.570 municípios brasileiros, estruturando os dados, com pontuação de 0 a 100, em três dimensões:

1. Necessidades Humanas Básicas;
2. Fundamentos do Bem-Estar e;
3. Oportunidades

De acordo com os dados divulgados pelo IPS Brasil, o município de Botucatu, infelizmente, ocupa a 5.342ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros, com nota 36,15 em 2025. Em 2024, ocupava 5304° lugar com a nota de 27,70.

Mesmo apresentando um leve aumento no ranking de 42 posições, esse ganho não foi susbtancial em comparação às outras cidades paulistas.

E infelizmente, o desempenho é considerado extremamente fraco quando comparado a cidades de porte e perfil econômico semelhantes e com outras cidades do Estado e da região da Cuesta.

Assim, esse resultado coloca Botucatu na parte mais baixa do ranking nacional e muito abaixo da média brasileira, que foi de 46,07 pontos, neste componente.

O IPS avalia não apenas renda ou crescimento econômico, mas a capacidade real dos municípios de garantir direitos, inclusão, segurança e oportunidades à população.

Inclusão social: onde Botucatu falha

O componente Inclusão Social integra a dimensão Oportunidades do IPS e analisa indicadores diretamente ligados à equidade, representatividade e proteção social.

No caso de Botucatu, os dados revelam fragilidades estruturais importantes:

1. Paridade de gênero na Câmara Municipal, evidenciando baixa representatividade de gênero no poder político local;
2. Paridade de negros na Câmara Municipal é classificada como relativamente fraca, evidenciando baixa representatividade racial no poder político local;
3. Indicadores de violência contra mulheres apresentam desempenho relativamente fraco, apontando taxas elevadas de ocorrências;
4. Violência contra a população negra e a violência contra povos indígenas aparecem como relativamente neutras, mas ainda distantes de um cenário considerado satisfatório.

O conjunto desses fatores contribui para a pontuação final extremamente baixa no ranking nacional.

Comparação com municípios semelhantes

O IPS Brasil agrupa municípios com faixa de PIB per capita semelhante para permitir comparações mais justas.

Nesse grupo de cidades com renda per capita de 55 a 56 mil, da qual Botucatu faz parte, a situação é ainda mais alarmante. Das 11 cidades, do Estado de São Paulo, que compõem esse grupo, Botucatu fica em último lugar em Inclusão Social.

Esse grupo inclui as seguintes cidades:

1. Aparecida d’Oeste: 96,20;
2. Mesópolis: 85,26;
3. Cafelândia: 63,15;
4. São José do Rio Pardo: 54,68;
5. Morungaba: 54,26;
6. Ubarana: 51,82;
7. Guararapes: 50,31;
8. Pirapozinho: 47,24;
9. Aguaí: 37,95;
10. Anhembi: 36,41
11. Botucatu: 36,15

Esse desempenho de Botucatu sinaliza que o problema não pode ser atribuído apenas a questões econômicas.

Em relação a cidades paulistas com população entre 150 a 200 mil habitantes, Botucatu continua entre as piores. Nesse grupo estão:

– Mogi Guaçu: 52,54;
– Itapecirica da Serra: 50,5;
– Franco da Rocha: 48,90;
– Santana do Parnaíba: 48,08;
– Ferraz de Vasconcelos: 46,75;
– Bragança Paulista: 42,23;
– Francisco Morato: 42,03;
– Pindamonhangaba: 40,27;
– Botucatu: 36,15

Botucatu aparece entre os piores desempenhos, mostrando que o problema também não pode ser atribuído a quantidade populacional, ficando a frente apenas de Itapetininga: 32,84; São Caetano do Sul: 28,58; Itu: 28,32 e Atibaia: 26,82.

Comparação com outras cidades da Região

Botucatu ocupa posição abaixo de outras cidades da região, tais como:

– Paranapanema: 84,61
– Areiópolis: 64,24
– Barra Bonita: 57,41
– Pardinho: 54,99
– Bofete: 51,92
– São Manuel: 50,58
– Itatinga: 49,39
– Pratânia: 40,14
– Bauru: 38,70
– Anhembi: 36,41
– Conchas: 30,83
– Avaré: 30,19
– Jaú: 27,89

Contraste com outros indicadores

O desempenho negativo, em inclusão social, contrasta com resultados mais positivos em outros componentes avaliados pelo IPS.

O município apresenta indicadores relativamente fortes em Acesso à Educação Superior, como proporção de trabalhadores com ensino superior e desempenho médio no Enem.

Ainda assim, os dados mostram que esse avanço educacional não têm se convertido em inclusão social efetiva, sobretudo para mulheres, negros e populações vulneráveis.

O que o ranking revela

Mais do que uma posição numérica, o 5.342º lugar expõe um alerta sobre a incapacidade das políticas públicas locais de enfrentar desigualdades estruturais.

O IPS Brasil 2025 evidencia que crescimento econômico, oferta de ensino superior ou infraestrutura urbana não são suficientes quando não há ações consistentes voltadas à proteção social, equidade de gênero e racial, segurança pública e representatividade política.

Em um ranking que avalia todos os municípios brasileiros, Botucatu passa a integrar o grupo das cidades que mais falham em garantir inclusão social, reforçando a necessidade de revisão profunda das prioridades e estratégias da gestão pública municipal.

O IPS é uma ferramenta essencial para as cidades brasileiras, porque permite diagnosticar desigualdades sociais, comparar municípios de forma justa e fortalecer a transparência e o controle social.

Mais do que medir crescimento econômico, o índice mostra se o desenvolvimento está, de fato, chegando às pessoas e contribuindo para uma sociedade mais justa, inclusiva e com oportunidades para todos.

Não basta constuir estradas, represas, ruas e prédios, se as pessoas não tem suas vidas melhoradas.

Não basta ter obras de infraestrutura, se essas obras não atendem às necessidades de todos os moradores.

EUA suspendem emissão de vistos para brasileiros e outros países

O governo do presidente Donald Trump determinou, nesta quarta-feira (14), a suspensão temporária da concessão de vistos para cidadãos do Brasil e de mais de 74 países. A informação foi divulgada pela emissora norte-americana Fox News.

Segundo a reportagem, a decisão partiu do Departamento de Estado dos Estados Unidos e tem como objetivo revisar os critérios atualmente adotados para a liberação de vistos a estrangeiros. A pausa na emissão começa a valer no dia 21 de janeiro e, de acordo com a Fox, não há prazo definido para o término da medida.

Além do Brasil, a lista inclui países como Irã, Rússia, Afeganistão, Iraque, Somália e Tailândia, totalizando 75 nações afetadas. Até a última atualização, o Departamento de Estado norte-americano, o Itamaraty e a Embaixada dos Estados Unidos não haviam se manifestado oficialmente sobre o assunto.

Ministros pedem afastamento e governo projeta mudanças

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, solicitaram nesta terça-feira (6) autorização para deixar o cargo no país.

No caso de Lewandowski, ele já havia comunicado seus secretários no mês passado sobre a decisão de deixar o comando da pasta em janeiro, movimento que se soma a outras mudanças previstas no governo Lula em seu quarto ano de mandato, a poucos meses das eleições.

Pessoas próximas ao ministro relatam que ele se sente esgotado e com a percepção de que cumpriu tudo o que estava ao seu alcance à frente da função.

Além disso, Lewandowski manifestou o desejo de dedicar mais tempo à família, que estaria sentindo sua ausência. Aliados também avaliam que o último ano de governo tende a ser mais marcado pelo ambiente eleitoral, com maior disputa política e menos espaço para a aprovação e implementação de novos projetos.