Política

Toffoli deixa relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou nesta quinta-feira (12) o afastamento da relatoria das investigações envolvendo o Banco Master. A decisão foi formalizada em documento divulgado pela Corte.

De acordo com o registro, o próprio ministro requereu a redistribuição do processo, mencionando “altos interesses institucionais”. A escolha do novo relator deve ocorrer por sorteio entre os integrantes do tribunal.

A medida foi adotada no mesmo dia em que o STF analisaria um pedido de suspeição apresentado pela Polícia Federal (PF), que questionava a permanência de Toffoli na condução do caso. No despacho, o Supremo destacou que todos os atos já praticados pelo ministro permanecem válidos.

Nos bastidores, segundo informações divulgadas pela imprensa, ministros teriam discutido uma solução para o impasse. A Corte afirmou, em nota, que “não é caso de cabimento para arguição de suspeição”, reiterando a legalidade das decisões já tomadas e manifestando apoio institucional ao magistrado.

O contexto da controvérsia envolve a apresentação, pela Polícia Federal, de relatório contendo troca de mensagens entre o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, e Fabiano Zettel. As conversas mencionariam pagamentos destinados à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio.

Também nesta quinta-feira, o ministro confirmou participação societária na empresa, esclarecendo que não exerce funções administrativas. Toffoli declarou ainda não manter qualquer vínculo pessoal ou financeiro com Vorcaro.

Superior Tribunal de Justiça afasta ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual

O pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou o ministro Marco Buzzi de suas atribuições até que denúncias de assédio sexual contra ele sejam apuradas. Buzzi chegou a apresentar atestado de 90 dias, nesta terça-feira (10/2), mas, ainda assim, os colegas decidiram que ele não deve estar no cargo enquanto corre a sindicância. Há ainda apurações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão do pleno pelo afastamento cautelar foi unânime dentro de sindicância já instaurada na Corte. No período em que a decisão permanecer, o ministro ficará impedido de usar seu local de trabalho, o veículo oficial e as demais prerrogativas inerentes ao exercício da função. Uma comissão de sindicância para deliberar sobre o resultado das apurações foi marcada para o dia 10 de março.

Buzzi foi alvo de duas denúncias de assédio sexual. A primeira mulher que o denunciou foi uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro. O segundo relato de assédio sexual chegou ao CNJ. Fontes ouvidas pela coluna afirmaram que o corregedor nacional, ministro Mauro Campbell Marques, ouviu declarações da nova suposta vítima e registrou oficialmente a denúncia.

A Corregedoria Nacional de Justiça informou oficialmente, durante a noite de segunda, que segue realizando diligências sobre o caso e relatou oitiva com possível nova “vítima de fatos análogos àqueles objeto de procedimento em curso, tendo sido aberta nova reclamação disciplinar para apuração destes novos fatos. Tais procedimentos tramitam sob sigilo legal”.

Conforme mostrou a coluna Grande Angular, o ministro Marco Buzzi foi alvo de grave acusação de assédio sexual contra a jovem de 18 anos, que passava as férias de janeiro hospedada na casa do magistrado, em Balneário Camboriú (SC). O nome do ministro acusado de assédio foi revelado pelo Metrópoles.

Atestado

O atestado apresentado por Buzzi antes de a sessão extraordinária ocorrer, nesta terça, foi assinado por uma médica psiquiatra. A profissional relatou que Buzzi é portador de comorbidades, como diabetes e hipertensão, e que, devido ao tratamento com medicamentos, será necessário que ele seja acompanhado por um neurologista.

Carta

À noite, Buzzi escreveu uma carta aos ministros do STJ dizendo que é inocente e que provará isso no curso do processo. O ministro, que apresentou atestado médico de 10 dias após a divulgação da primeira denúncia, afirmou que se encontra “internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional”.

“De modo informal, soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio. Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência”, diz o ministro em trecho da carta.

Na declaração, o ministro afirma que provará ser inocente. “Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado”, disse.

Após o afastamento, a defesa de Buzzi afirmou que “manifesta respeitosa irresignação com o afastamento cautelar determinado em sede de sindicância administrativa”. Disse ainda que “sustenta-se a desnecessidade da medida, sobretudo diante da inexistência de risco concreto à higidez procedimental da investigação e também porque o ministro já se encontra afastado para tratamento médico”, disse a defesa.

E completou: “Forma-se um arriscado precedente de afastamento de magistrado antes do crivo do pleno contraditório”, disseram os advogados.

Fonte: Metrópoles

Foto: Luiz Silveira

Brasil mantém o pior posição no ranking global de corrupção, aponta levantamento

O Brasil voltou a registrar em 2025 sua pior colocação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), da Transparência Internacional, ao ficar na 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados. O país somou 35 pontos — um a mais que em 2024 — variação considerada estatisticamente irrelevante pela ONG e que confirma um cenário de estagnação no combate à corrupção.

A nota mantém o Brasil abaixo da média global e da média das Américas, ambas de 42 pontos, e distante de seus melhores desempenhos na série histórica, registrados em 2012 e 2014. O índice mede a percepção de especialistas e executivos sobre práticas como suborno, desvio de recursos públicos, nepotismo e uso do cargo para benefício privado.

No relatório que acompanha o ranking, a Transparência Internacional aponta agravamento da infiltração do crime organizado no Estado, críticas à atuação dos Três Poderes e menções a casos recentes envolvendo o sistema financeiro e o Judiciário. Entre os pontos positivos, a entidade destaca operações da Polícia Federal contra o crime organizado e decisões que ampliaram o controle sobre emendas parlamentares.

Fonte: O TEMPO

Foto: Reprodução

Câmara de Pratânia abre processo de cassação do prefeito após denúncia de nepotismo e dano ao erário

 

A Câmara Municipal de Pratânia aprovou a abertura de um processo de cassação do mandato do prefeito Osmi José Felix, filiado ao Progressistas (PP),  após o recebimento de uma denúncia formal que aponta supostas irregularidades administrativas, nepotismo, enriquecimento ilícito e violação a princípios constitucionais da administração pública. Dos 9 vereadores, 7 votaram favoravelmente à instauração da comissão para o procedimento.

A denúncia, extensa e juridicamente fundamentada, sustenta que houve conluio doloso entre o prefeito e sua esposa, a ex-vereadora Sandra de Andrade Santos, com a manutenção dela em cargo ou função vinculada ao Fundo Social do município. Segundo o documento, a então ocupante da função teria recebido salários e vale-alimentação sem a comprovação de prestação efetiva de serviços, caracterizando desvio de finalidade, nepotismo e prejuízo aos cofres públicos.

De acordo com a peça, o valor apontado como recebido indevidamente chega a R$ 72.339,38, montante que, corrigido pelo IPCA, seria ainda maior. A denúncia também atribui ao chefe do Executivo omissão deliberada e respostas evasivas a requerimentos de fiscalização apresentados por vereador, o que teria prejudicado o controle externo exercido pelo Legislativo municipal.

No campo jurídico, a acusação se apoia em dispositivos da Constituição Federal, como o artigo 37, que trata dos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência, além do Decreto-Lei nº 201/1967, que define infrações político-administrativas de prefeitos. Também são citados trechos da Lei de Improbidade Administrativa e entendimentos consolidados do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconhecem a possibilidade de cassação mesmo sem a comprovação de dano material direto, bastando a violação a princípios administrativos.

Entre os pontos destacados pela denúncia estão a estrutura formal adequada ao rito legal, a vinculação direta entre os fatos narrados e os dispositivos legais invocados, além da ênfase na quebra do dever de transparência. O documento ressalta que o caso ultrapassa a esfera pessoal, atingindo a separação de poderes e o funcionamento regular da administração pública municipal.

Com a aprovação da admissibilidade, foi instaurada uma Comissão Processante, que terá o prazo de até 90 dias para conduzir a instrução do processo, analisar provas, ouvir testemunhas e apresentar parecer final recomendando ou não a cassação do mandato. Ao final, o julgamento político-administrativo exigirá o voto favorável de dois terços dos vereadores para a perda definitiva do cargo.

A denúncia também poderá repercutir fora do Legislativo municipal, uma vez que os fatos narrados podem motivar a atuação do Ministério Público, seja por meio da abertura de inquérito civil, ação de improbidade administrativa ou outras medidas cabíveis.

O desfecho do caso dependerá, sobretudo, da comprovação concreta sobre a efetiva prestação de serviços e do grau de responsabilidade direta do prefeito nos atos apontados como irregulares.

Motta encaminha à Comissão de Constituição e Justiça proposta que prevê o fim da escala 6×1

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (foto) (Republicanos-PB), informou hoje (9), em Brasília, que encaminhou a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6×1 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caberá ao colegiado analisar a admissibilidade da matéria (PEC 8/25). Se for aprovada, segue para análise de uma comissão especial.

O texto – de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) – acaba com a escala 6×1, de seis dias de trabalho e um de descanso, e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais. Pela proposta, a nova jornada entra em vigor 360 dias após a data da sua publicação.

Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais.

Horários compensados

A proposta da deputada também faculta a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Motta disse que apensou à PEC outra proposta de idêntico teor, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto também reduz a jornada de trabalho para 36h semanais, facultadas a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

A matéria, entretanto, prevê que a nova jornada entre em vigor 10 anos após a data de sua publicação.

“Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros. O mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás”, afirmou Motta por meio de suas redes sociais.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Partido Novo promove ação na Praça do Bosque neste sábado

O Partido Novo realiza neste sábado (07/02), a partir das 9h, uma ação de mobilização e divulgação partidária no Centro de Botucatu. A atividade acontecerá na Rua Amando de Barros, na Praça do Bosque, e contará com a presença do boneco Pixuleco, personagem conhecido nacionalmente por simbolizar críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A mobilização também terá a participação dos pré-candidatos Fernando Bruder, diretor da Rede Alpha de Comunicação e pré-candidato a deputado estadual, e Eduardo Borgo, pré-candidato a deputado federal. Ambos estarão no local para dialogar com a população e apresentar propostas voltadas para Botucatu e para a Região da Cuesta Paulista.

Segundo o partido, a iniciativa busca aproximar a legenda da comunidade, fortalecer o debate político local e incentivar o engajamento dos cidadãos nas pautas defendidas pelo Novo. A ação é aberta ao público e deve reunir filiados, apoiadores e moradores que circulam pela região central da cidade

Ministro do Supremo Tribunal de Justiça Marco Buzzi é investigado por importunação sexual

A jovem de 18 anos que acusa deassédio o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi de 68, de 68 anos, detalhou como e quando aconteceu o abuso em depoimento à Polícia Civil de São Paulo.

Buzzi é investigado por importunação sexual, nega ter cometido o crime e afirma confiar no devido processo legal; em nova nota, a defesa criticou o que chamou de “julgamento antecipado” e disse que se manifestará no momento oportuno, mas não apresentou versão específica sobre o episódio relatado pela vítima. Ele é ministro do STJ desde setembro de 2011.

Justiça condena 14 candidatos por compra de votos no noroeste do Paraná

A Justiça Eleitoral condenou 14 candidatos que disputaram o cargo de vereador nas Eleições Municipais de 2024 em Francisco Alves, no noroeste do Paraná, após a comprovação de um esquema de compra de votos por meio da distribuição de “vales-combustível”.

Entre os condenados, sete foram eleitos e atualmente exercem mandato na Câmara Municipal. Apesar da decisão, eles seguem nos cargos, uma vez que ainda cabe recurso e o processo não transitou em julgado.

A sentença determina que os 14 candidatos fiquem inelegíveis por oito anos, contados a partir das eleições de 2024, além da anulação dos votos recebidos. No caso dos parlamentares eleitos, a decisão judicial também prevê a perda dos mandatos, medida que só será efetivada após o esgotamento das possibilidades de recurso.

O esquema foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). Segundo a Promotoria de Justiça de Iporã, os envolvidos praticaram abuso de poder econômico ao operar um esquema ilícito de distribuição de vales-combustível a eleitores em troca de votos e apoio político, conduta vedada pela legislação eleitoral.

A reportagem tenta contato com as defesas dos vereadores e demais candidatos condenados para que possam se manifestar sobre a decisão judicial. Até o momento, não houve retorno.

Foto: Reprodução