Trabalhadores responsáveis pela coleta de lixo em Botucatu procuraram a Rede Alpha para denunciar uma série de supostas irregularidades enfrentadas no exercício de suas funções. Segundo os relatos, os profissionais estariam trabalhando em condições consideradas inadequadas, com falta de equipamentos de proteção individual (EPIs), uniformes insuficientes e dificuldades para a reposição de materiais essenciais para a segurança durante o serviço.
De acordo com as denúncias, os coletores recebem quantidade limitada de uniformes e calçados, o que dificultaria a atividade em dias de chuva e em situações de exposição constante a resíduos. Os trabalhadores também afirmam que as luvas fornecidas pela empresa não suportariam o período necessário de utilização, obrigando alguns funcionários a adquirirem equipamentos por conta própria para continuar trabalhando com segurança.
Outro ponto levantado pelos denunciantes envolve questões relacionadas à jornada de trabalho e à remuneração. Eles alegam que não estariam recebendo corretamente pelas horas excedentes trabalhadas e que haveria descontos considerados indevidos em seus vencimentos. Também há reclamações sobre a forma de cálculo dos pagamentos em feriados e sobre a remuneração de equipes que concluem as rotas antes do horário previsto.
Além das questões trabalhistas, os funcionários afirmam que representantes escolhidos pelos colegas para participar de negociações salariais teriam sido desligados da empresa após denunciarem problemas internos e contestarem propostas apresentadas durante discussões sobre reajustes salariais. Os trabalhadores entendem que as demissões teriam ocorrido como forma de retaliação às reivindicações realizadas.
A situação já teria sido levada ao conhecimento do sindicato da categoria, que acompanha o caso e estuda medidas judiciais. Entre os pedidos defendidos pelos trabalhadores estão a apuração das denúncias, a garantia de condições adequadas de trabalho, o respeito aos direitos trabalhistas e esclarecimentos sobre os desligamentos ocorridos.
Até o momento, a empresa responsável pelo serviço e a administração municipal ainda não haviam se manifestado publicamente sobre as acusações. O espaço permanece aberto para que ambas apresentem seus posicionamentos sobre os fatos relatados pelos trabalhadores.

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