Mais de 53 universidades e institutos federais em todo o país seguem com atividades paralisadas há mais de 50 dias, impactando aproximadamente 150 campi. A greve envolve servidores técnico-administrativos, que reivindicam o cumprimento de acordos firmados com o governo federal em 2024, incluindo reajustes salariais, reestruturação de carreira e melhorias nas condições de trabalho.
De acordo com a FASUBRA, dos 16 pontos previstos nos termos assinados — entre eles os Acordos nº 10/2024 e nº 11/2024 — apenas parte foi efetivamente implementada. A coordenadora da entidade, Ivanilda Reis, afirma que a mobilização busca garantir o cumprimento integral dos compromissos assumidos.
A paralisação tem provocado impactos diretos na rotina acadêmica, com suspensão de aulas, interrupção de atividades em laboratórios e funcionamento reduzido de serviços essenciais, como restaurantes universitários. A principal pauta do movimento, sintetizada na expressão “Cumpra-se o acordo”, reflete a cobrança por avanços nas negociações com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Até o momento, o impasse segue sem solução definitiva, enquanto milhares de estudantes e profissionais das instituições federais continuam sendo afetados pela paralisação em diversas regiões do país.
Fonte: Folha do Estado de São Paulo
Foto: Christofer Dalla Lana/Brasil de Fato
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