Tribunal de Contas do Estado de São Paulo investiga Presidente da Câmara Cula por uso de carro oficial como veículo particular desde 2023

Relatórios revelam prática repetida por anos, uso de servidores públicos e gastos pagos com dinheiro da população

Um novo capítulo de polêmica atinge a Câmara Municipal de Botucatu. Relatórios do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) escancaram um cenário grave: veículos oficiais teriam sido utilizados como transporte particular pelo presidente da Casa, vereador Cula (Antonio Carlos Vaz de Almeida).

A denúncia não é pontual. Segundo os documentos, a prática ocorreu de forma repetida ao longo de 2023 e 2024, mesmo após alertas do órgão de fiscalização.

Carro oficial virando carro particular

Os relatórios são diretos: registros da frota apontam diversas viagens com destino descrito como “casa do presidente”, indicando que os veículos públicos eram usados para deslocamentos pessoais.

Na prática, isso significa que um bem pago com dinheiro público pode ter sido transformado em meio de transporte privado.

Reincidência que agrava o caso

O que mais chama atenção é que o problema não foi corrigido.

O Tribunal de Contas aponta que a irregularidade já havia sido identificada anteriormente, mas voltou a acontecer, sendo classificada como reincidente — um fator que aumenta a gravidade do caso.

Conta para o contribuinte

O uso indevido não é apenas uma questão administrativa — ele pesa no bolso da população.

Entre os impactos apontados estão:

  • Combustível pago com dinheiro público
  • Desgaste e manutenção dos veículos
  • Estrutura da Câmara utilizada para fins particulares

Ou seja, segundo o Tribunal, há indícios de gasto público para benefício pessoal.

Motoristas a serviço particular?

Outro ponto preocupante: motoristas da Câmara teriam sido utilizados para atender os deslocamentos do presidente, o que pode caracterizar uso indevido de servidores públicos.

Falta de transparência levanta suspeitas

Para agravar a situação, o Tribunal também aponta falhas na divulgação de informações sobre o uso da frota, dificultando o acompanhamento pela população.

Sem transparência, o controle social fica comprometido — e as dúvidas aumentam.

Possível violação de princípios públicos

De acordo com o TCE-SP, as condutas identificadas ferem princípios básicos da administração pública, como:

  • Legalidade
  • Moralidade
  • Impessoalidade
  • Transparência

E agora?

Diante dos apontamentos, o caso pode ter desdobramentos sérios. Especialistas apontam que situações como essa podem, em tese, configurar:

  • Desvio de finalidade
  • Uso indevido de recursos públicos
  • Possível improbidade administrativa

A reportagem procurou o Presidente da Câmara, Vereador Cula para sua manifestação, porém até o fechamento da matéria nenhum retorno havia sido feito. O espaço segue aberto para esclarecimentos.


REPERCUSSÃO

O caso deve gerar forte repercussão entre moradores e órgãos de controle, já que envolve o uso de recursos públicos em benefício direto de agente político.

 

Sobre Fernando Bruder

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