Fernando Bruder 16 de dezembro de 2019Destaque, EventosComentários desativados em Escola do Meio Ambiente promove premiação de projetos ambientais da Educação Infantil
Pelo 11º ano consecutivo, a Escola do Meio Ambiente, EMA, em parceria com a Unimed Botucatu, promoveu a entrega do Prêmio EMA de Educação Ambiental para o Ensino Infantil 2019.
Realizado no auditório da Unimed, o evento contou com a presença da Secretária Adjunta da Educação, Cláudia Gabriel; do Supervisor Escolar, Wagner Codello; da Diretora da Escola do Meio Ambiente, Eliana Gabriel; da Assessora de Imprensa da Unimed, Solange Serafim; além de Técnicos da Educação, servidores da EMA e demais convidados.
O prêmio é o reconhecimento às práticas pedagógicas voltadas para a formação ecológica das crianças da Educação Infantil.
“Os projetos selecionadas foram os que priorizaram o brincar fora da sala de aula, despertando o amor das crianças pela natureza”, comentou Eliana Gabriel, Diretora da EMA.
Em 2019, a parceria com a Unimed Botucatu resultou na publicação dos trabalhos: As aventuras do Espantalho: O Segredo da Borboleta; Guia de Identificação de Campo: Aranhas; Guia de Plantio da Escola do Meio Ambiente: Mãos na Terra; e Caminhos do Ensino Infantil na Escola do Meio Ambiente, além do Jornal da EMA.
As publicações da Escola do Meio Ambiente (EMA), oriundas de pesquisas na área da escola estão disponíveis para consulta no link:https://issuu.com/emabtu
Fernando Bruder 16 de dezembro de 2019Destaque, EducaçãoComentários desativados em NAPE está com inscrições abertas para Curso de Libras e Braille
O NAPE – Núcleo de Atendimento Pedagógico Especializado “Alcyr de Oliveira”, vinculado a Secretaria Municipal de Educação, está com inscrições abertas para o Curso de “Língua Brasileira de Sinais” (Libras) e também para o Curso de Braille.
O curso de Libras será realizado no período de 06 a 18 de janeiro de 2020 (1ª turma) e de 20 de janeiro a 01 de fevereiro de 2020 (2ª turma) nos seguintes períodos: das 08 às 10 horas; 10h30 às 12h30; 13h30 às 15h30; 16 às 18 horas e das 19 às 21 horas.
Já o curso de Braille será realizado no período de 02 a 30 de janeiro de 2020 (1ª turma), nos dias 02, 09, 16, 23 e 30 (toda quinta-feira), das 15h30 às 17h30 e no período de 03 a 31 de janeiro de 2020 (2ª turma) nos dias 03, 10, 17, 24 e 31 (toda sexta-feira), das 8h30 às 10h30.
Libras
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi desenvolvida a partir da língua de sinais francesa. As línguas de sinais não são universais, cada país possui a sua. A Libras possui estrutura gramatical própria, onde os sinais são formados por meio da combinação de formas e de movimentos das mãos e de pontos de referência no corpo ou no espaço.
Segundo a legislação vigente, Libras constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas com deficiência auditiva do Brasil, na qual há uma forma de comunicação e expressão, de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria.
Braille
O Braille foi criado em 1924 por Luiz Braille. Com a combinação de apenas 6 pontos, obtém-se 63 combinações diferentes configurando não apenas as 26 letras do alfabeto, como também os acentos, a pontuação, os números, os símbolos matemáticos e os símbolos químicos. Esse sistema é utilizado nos dias atuais na alfabetização de pessoas cegas.
Serviço:
NAPE – Núcleo de Atendimento Pedagógico Especializado “Alcyr de Oliveira”
Fernando Bruder 16 de dezembro de 2019Destaque, PolíciaComentários desativados em Moto roubada é recuperada pela equipe da GCM
O Grupo de Proteção Ambiental da Guarda Civil Municipal de Botucatu em patrulhamento preventivo comunitário pelo bairro da mina, deparou-se com uma motocicleta sem placa e o condutor sem capecete.
A guarnição parou o motociclista, onde ao verificar o chassis do veículo constatou que estava parcialmente danificado, encontrando no quadro uma etiqueta no quadro e o número do motor íntegro, onde ao consultar via sistema Infoseg constou com queixa de furto.
Devido o condutor ser menor de idade, a mãe do adolescente compareceu no local, que informou que seu filho trocou esta moto por outra e mais R$ 200,00 com um homem da cidade de São Manuel, não sabendo informar o nome do “vendedor”, a cerca de 6 meses.
O fato foi apresentado no plantão policial onde a autoridade policial presente, Dra Simone Alves Firmino, elaborou o BOPC de ato infracional/receptação apreendendo a motocicleta para ser periciada, liberando o menor infrator para a sua genitora.
A motocicleta encontrada HONDA/CG 150 TITAN cor vermelha, era produto de furto desde janeiro de 2018, sendo furtada do patio de recolha de veículos pelo bairro convívio.
Pesquisa recente esclareceu que o Brasil é um dos países que menos valoriza o professor. Até aí, nenhuma surpresa. Não é preciso ser um especialista para chegar a esse resultado. Basta entrar numa sala de aula de ensino médio, por exemplo, e perguntar aos alunos quem deseja ser professor. Haverá um silêncio sepulcral. Ninguém está a fim de ser professor. Bem, para não ser radical, vamos dizer que quem deseja ser professor é exceção, não regra.
E por que isso acontece? Não se pode ser simplista e dizer que existe apenas um motivo. Os simplistas dizem que o salário do professor não atrai o jovem de hoje. Isso não é a verdade total. É certo que o salário não é lá essas coisas, mas o motivo principal não está aí. No mundo competitivo de hoje, em qualquer profissão que se exerça o cara tem que ser competente. Se não for, não vai ganhar bem. Há médicos que ganham mal. Há advogados que ganham mal. Como há médicos e advogados que ganham muito bem. Com o professor acontece a mesma coisa. Se for competente, poderá não ganhar tanto quanto o médico competente, mas com certeza será bem remunerado.
O desprestígio da profissão de professor está diretamente relacionado aos caminhos tortuosos que são trilhados pela educação brasileira. Os resultados das avaliações externas nos deixam envergonhados. Estamos quase sempre nas últimas posições, perdendo para países muito mais pobres. Até na América do Sul, em que deveríamos ser reis, estamos abaixo de países como Argentina, Chile e Uruguai.
Em primeiro lugar, os nossos dirigentes têm uma visão muito imediatista de educação. Um mandatário quer realizar algo, para que fique como marca de seu governo. Ninguém quer fazer um plano consistente que poderá dar resultados no futuro. O mandatário quer lançar o plano e colher os resultados no seu mandato. O resultado é sempre o mesmo: tudo é feito de afogadilho, sem nenhuma estrutura consistente e os resultados são esses que vemos há anos.
Por outro lado, os governantes querem sempre realizar coisas que são vistas com facilidade pela população, como a construção de novos prédios, como a aquisição de uma parafernália no campo da informática… Coisas assim. Enquanto fazem questão de gastar dinheiro construindo
prédios, os que já existem estão semiabandonados e alguns estão ociosos, em boa parte. Isso fica bem para o político. Mas não fica bem para a educação.
Valorizar o professor corresponde a dar-lhe meios de se aperfeiçoar constantemente. Corresponde também a oferecer-lhe uma estrutura condizente com as necessidades de seu trabalho. A ele também devem ser dadas condições reais de trabalho e autoridade para desempenhar bem suas funções. Ao professor deve ser dada a oportunidade de ter um trabalho continuado com uma clientela. O professor não pode ser apenas um repetidor de decisões de pessoas que não conhecem o aluno, a escola e o meio em que está inserida.
O professor deve ser um líder, numa pessoa motivada e engajada na atividade que desenvolve. O professor deve ser uma pessoa feliz e bem-sucedida. Ninguém quer aprender com uma pessoa infeliz e fracassada. Enquanto não se trabalhar a figura do professor, não conseguiremos bons resultados na educação. E continuaremos a lamentar as mesmas derrotas de sempre.
Fernando Bruder 16 de dezembro de 2019Destaque, SaúdeComentários desativados em Relatos de brasileiros que vivem a traumática experiência da paralisia do sono
“Eu tive essa sensação pela primeira vez aos nove anos. Acabei dormindo enquanto estava assistindo televisão no quarto. Em meio ao sono, abri meus olhos e vi vários vultos vindo em minha direção. Eu tentava gritar, mas ninguém me ouvia. Eu tentava me mexer e não conseguia. Isso durou alguns minutos”, relata a fotógrafa Bianca Machado, de 23 anos.
A partir da primeira experiência, ela passou a viver constantes momentos em que teve o sono interrompido pela assustadora sensação de acordar, não conseguir se mexer e avistar vultos.
Sensação semelhante à vivida com frequência por Bianca é descrita por várias outras pessoas. “Comecei a passar por isso ainda na infância. Eu sentia alguém me observando e depois se sentando ao meu lado, em meu colchão. Não conseguia me mexer, ficava totalmente imóvel e sempre pensava que eu fosse morrer”, relata o músico e técnico em eletrônica Jairo Estevam, de 60 anos.
“Tenho isso há 25 anos. A primeira vez aconteceu quando eu estava dormindo no banco de trás do carro, durante uma viagem. Quando abri os olhos, ouvia tudo o que minha família conversava, mas não conseguia me mexer, apesar de tentar muito. Depois de um tempo, finalmente acordei. Após esse dia, passei a ter aquela sensação estranha com frequência. Dois anos depois, comecei a ver coisas horrendas, como monstros”, narra a relações públicas Priscila Matos, de 35 anos.
Bianca, Jairo e Priscila têm paralisia do sono, condição na qual o indivíduo desperta, mas é incapaz de realizar qualquer movimento corporal voluntário, pois os músculos não respondem — é como se você estivesse em parte acordado, mas seu corpo ainda estivesse dormindo. A paralisia pode envolver situações como o aparecimento de vultos ou criaturas assustadoras.
Direito de imagem ARQUIVO PESSOALSergio Victor viveu a experiência pela primeira vez aos 14 anos
“A paralisia do sono causa a incapacidade de falar ou mover os membros, tronco e cabeça, mesmo com a sensação de consciência preservada sobre o que está acontecendo”, explica o psiquiatra Alexandre Azevedo, membro do Programa de Transtornos do Sono, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).
A paralisia acontece quando o indivíduo desperta do estado mais profundo do sono, denominado REM (rapid eye moviment, em português, movimento rápido dos olhos). Ela pode durar segundos ou alguns minutos.
“Quando despertamos, existe uma ativação sincrônica entre o cérebro e a medula, responsável pelo movimento corporal. Mas quando há a paralisia do sono, há um desbalanço, no qual o cérebro acorda, mas o comando de despertar é bloqueado para a medula. Não acontece a sincronia e há apenas a ativação cerebral, não a medular, por isso a pessoa não consegue se mexer”, diz o neurologista Alan Eckeli, especialista em Medicina do Sono e professor da USP de Ribeirão Preto.
De acordo com a Academia Americana de Medicina do Sono, há estudos que apontam que entre 15% a 40% de determinada população podem vivenciar alguma situação de paralisia do sono ao longo da vida. As estimativas, segundo especialistas, variam conforme a população estudada, em razão de itens como os fatores culturais e étnicos.
A paralisia do sono
Há diversos relatos sobre paralisia do sono ao longo da história, em diferentes populações. “Esse fenômeno biológico está relatado na história em diferentes momentos, desde a antiguidade. Em todo o mundo já houve relatos de paralisia do sono”, relata Eckeli.
Há inúmeros fatores que podem fazer com que a pessoa tenha paralisia do sono. Para muitos especialistas, trata-se uma característica genética. Estudos também apontam que ela pode ser influenciada por situações como constante estresse, privação do sono — quando o indivíduo dorme menos de sete horas por dia —, consumo de bebidas alcoólicas em excesso e utilização de medicamentos para induzir o sono, sem orientação médica.
A paralisia do sono também pode estar relacionada a doenças psiquiátricas como transtorno de ansiedade, depressão e síndrome do pânico.
Direito de imagem: ARQUIVO PESSOALBianca Machado diz que já teve episódios em que via vultos vindo até ela
O fenômeno é muito comum em indivíduos que possuem narcolepsia, transtorno no qual a pessoa tem sonolência intensa ao longo do dia, mesmo que tenha dormido bem durante a noite.
Nem todos os casos de paralisia envolvem alucinações, há situações em que a pessoa apenas não consegue se mexer. Porém, as experiências alucinatórias — que podem ser auditivas, visuais ou táteis — são recorrentes e, segundo estudos, podem estar presentes em até 75% dos casos.
As experiências relatadas durante a paralisia do sono são diversas. Há pessoas que veem diferentes vultos, outras que sentem alguém se aproximando, há quem sinta um bicho com características assustadoras em cima de si, entre outros diversos tipos de relatos.
As alucinações durante a paralisia, conforme os estudos, podem acontecer porque pouco antes de despertar, a pessoa estava no estágio mais profundo do sono, onde acontecem os sonhos mais vívidos.
No limiar do sonho
Bianca Machado comenta que entre as experiências mais assustadoras que já vivenciou durante a paralisia do sono está a vez em que ela teve a sensação de que seria morta. “Um homem falou comigo e muitos vultos começaram a aparecer. Eles queriam me pegar, me matar e eu fiquei desesperada para acordar. Quando consegui me mover, estava com uma crise de ansiedade muito forte e com uma tristeza imensa”, relata.
Ela conta que há dois anos passou a ter a sensação de sair do próprio corpo durante a paralisia do sono. “Parece que minha alma está flutuando. É horrível”, descreve.
“A sensação de sair do próprio corpo pode acontecer durante a paralisia do sono. Isso faz parte da atividade alucinatória”, comenta o psiquiatra Alexandre Azevedo.
Direito de imagem ARQUIVO PESSOALJairo Estevam teve paralisia do sono durante 50 anos
Em muitos dos relatos, as pessoas descrevem que tiveram sensação de mal-estar físico durante o episódio.
“Senti um homem se deitando sobre mim. Ele era muito pesado e eu me sentia afundando no colchão, sem conseguir me mover. Quando consegui me mexer, notei que não havia ninguém no quarto”, relata Priscila Matos, ao comentar sobre uma das paralisias mais traumatizantes que vivenciou.
Especialistas afirmam que as sensações físicas durante a paralisia do sono acontecem porque o indivíduo não tem domínio do próprio corpo quando vivencia o fenômeno biológico.
Por exemplo, a pessoa pode ter a percepção de falta de ar, porque no momento ela não tem controle voluntário da respiração, mas continua respirando de forma natural. Como não consegue fazer a respiração de modo voluntário, pode ter a percepção de falta de ar. Mas ela não vai morrer durante a paralisia”, comenta Eckeli, que ressalta que a paralisia não causa riscos de morte.
As alucinações
Há pessoas que associam as alucinações da paralisia do sono a questões sobrenaturais. O compositor Rodrigo de Freitas, de 34 anos, relata que teve a primeira experiência aos oito anos. Desde então, conta que se tornou frequente. Para ele, os elementos que aparecem durante a paralisia podem ser algo de “outra dimensão” e que precisam ser muito bem analisados. “As pessoas precisam ir mais a fundo em suas experiências com a paralisia do sono, para perceber os sinais e a oscilação de energia no ambiente”, afirma.
“Acredito que não é algo da nossa dimensão. Porém, não saberia explicar mais detalhadamente. Penso que tem relação com energia, algo que estamos longe de descobrir, porque as pessoas aceitam muito facilmente respostas prontas”, completa o compositor.
Assim como Rodrigo, outras diversas pessoas relacionam a paralisia a algo que possa ter uma origem sobrenatural. Em razão disso, há casos de pessoas que chegam a recorrer a igrejas ou outras representações religiosas para tentar compreender o assunto e até tentar evitar novas paralisias.
Eles afirmam que as figuras descritas por aqueles que têm paralisia do sono são semelhantes, entre elas um animal escuro, às vezes peludo, e de olhos vermelhos, que surge sobre o peito das pessoas. Há também constantes relatos de um homem com uma cartola preta.
Direito de imagem ARQUIVO PESSOALRodrigo de Freitas atribui o fenômeno a coisas sobrenaturais
Não há uma definição para a origem das alucinações que podem surgir durante a paralisia do sono. Especialistas acreditam que possa se tratar de imagens de temor criadas com base no contexto cultural do indivíduo.
“Pensando um pouco em psicanálise, no momento entre o sono e o despertar, podem surgir informações do nosso inconsciente para a nossa consciência. E, talvez, a sensação de sufocamento, medo e imobilidade precipitem nosso consciente a expressar imagens que simbolizem essas sensações e sentimentos”, comenta Eckeli.
As interpretações da paralisia do sono podem variar conforme as crenças de cada pessoa. “Esse fenômeno biológico pode ser interpretado com base no contexto histórico e social. Há registros da paralisia do sono em diversos povos, como orientais, japoneses, indígenas, africanos, norte-americanos e egípcios. Onde há ser humano, há algum tipo de relato. A interpretação sobre esse assunto depende do contexto de cada povo”, explica Eckeli.
O neurologista, porém, afirma que não se trata de uma situação sobrenatural. “As alucinações nada mais são do que elementos de sonhos durante o momento em que a pessoa desperta.”
O designer Sergio Victor Stellet, de 29 anos, chegou a cogitar que a paralisia do sono pudesse ser uma situação mística. “Mas comecei a ver inconsistências nessas explicações sobrenaturais, então comecei a ver pelo lado científico, pois sou ateu e bem cético. Hoje, percebo que não são necessárias explicações extraordinárias para compreender”, diz Stellet, que teve a primeira experiência com o fenômeno biológico aos 14 anos, enquanto cochilava após o almoço.
“Hoje, consigo entender que a minha paralisia do sono acontece quando durmo pouco. Então, já me preparo psicologicamente, quando sei que vai acontecer, e explico para a minha companheira que aquela noite será complicada para eu dormir”, relata o designer.
A busca por ajuda
A paralisia do sono pode trazer diversas dificuldades. Entre elas, medo de dormir e ansiedade frequente. “Essas dificuldades causam instabilidade de humor e prejuízos de atenção e concentração”, ressalta o psiquiatra Alexandre Azevedo.
Entre os que possuem paralisia, há aqueles que optam por esconder, por medo de serem considerados anormais. Outros, principalmente aqueles que vivenciam o fenômeno com frequência, preferem buscar ajuda especializada. Entretanto, não existe um tratamento específico e não há como prever a persistência de episódios ao longo da vida.
Os casos de paralisia do sono podem ser considerados isolados, quando o indivíduo não possui nenhuma mazela que possa justificar as dificuldades durante o sono. Quando o fenômeno está relacionado a uma doença psiquiátrica, o tratamento psicológico e com remédios pode auxiliar na redução da paralisia do sono.
Especialistas também passam algumas orientações que podem ser implementadas na rotina. Entre as medidas estão dormir ao menos sete horas por noite, manter o ritmo regular de horário para dormir e acordar diariamente, evitar cochilos durante o dia, manter o controle de uso de substâncias como cafeína e bebidas alcoólicas e não utilizar medicamentos para indução do sono sem orientação médica.
Uma das principais orientações para sair da paralisia e retomar os movimentos do corpo é manter o foco mental sobre o despertar durante o episódio e mexer os olhos rapidamente, com força. Outra medida para acelerar o fim do fenômeno é que alguém que esteja por perto encoste na pessoa que está passando pelo episódio, para que ela consiga despertar por completo.
Mesmo com orientações sobre como evitar o fenômeno, nem todas as pessoas conseguem sair da paralisia com facilidade. Outros aprendem a controlar após viver diversos episódios durante anos.
“Eu tinha todas as noites, por quase 50 anos. Hoje, depois de tanto tempo, passei a ter controle total e só tenho a paralisia do sono quando quero ter. Perder o medo dela é fundamental para que possamos compreendê-la. É importante mantermos a calma, para que ela passe logo. Para mim, atualmente é uma diversão”, afirma o músico Jairo Estevam.
“No começo eu tinha muito medo de tudo isso, então via vultos, ouvia sons diversos como gritos e estrondos. Era uma confusão entre praticamente todos os sentidos. Sentia peso no peito, como se houvesse algo em cima de mim. Hoje, quando tenho, consigo direcionar um pouco melhor minhas ideias e pensar ‘Ok, começou de novo. Vamos mexer pelo menos um dedo e ver se saímos dessa'”, comenta o designer Sergio Stellet.
Fernando Bruder 16 de dezembro de 2019Destaque, NacionaisComentários desativados em Preço da energia chega à prestação de um carro popular
Muitos consumidores se assustaram neste mês ao conferir a conta de energia elétrica. O calorão e a aplicação do patamar 1 da bandeira vermelha em novembro fizeram com que o preço mensal da energia elétrica chegasse à prestação de um carro popular: em torno de R$ 300,00, em muitos imóveis. O valor é confirmado pelo engenheiro elétrico e especialista nesta área, Braz Melero, que levou em consideração o consumo de uma casa com até quatro pessoas. A CPFL Paulista, por sua vez, dá dicas para economizar.
Segundo Melero, uma residência com quatro moradores gasta, em média, 300 kW/h. Com o patamar 1 da bandeira vermelha, que vigorou no mês passado, a taxa extra da conta de energia elétrica passou de R$ 1,50 para R$ 4,16 a cada 100 kW/h consumidos. Eis a explicação para o impacto sofrido por muitas famílias.
O especialista reconhece o alto custo, mas defende o procedimento. “Vivenciamos (entre junho e outubro, aproximadamente) um período pouco chuvoso, fato que reduz o reservatório das hidrelétricas, responsáveis por 70% da energia gerada pelo País. A finalidade é educativa, afinal, a população acaba evitando o desperdício”, acrescenta.
O engenheiro, então, sugere algumas medidas. “Atualmente, nós temos 13 horas de claridade. Poderíamos manter as luzes apagadas para compensar o uso do ar-condicionado. Outra ação envolve a redução do tempo de banho”, descreve.
MONITORAMENTO
Já a CPFL orienta os clientes a acompanharem o próprio consumo. Para tanto, a distribuidora lançou, em outubro, mais uma facilidade de atendimento digital: Conta Fácil, disponível no aplicativo CPFL Energia. Basta tocar o menu e selecionar a opção “Minha Fatura”. Em seguida, aparecerá o botão da “Conta Fácil”.
Já pelo site da companhia, o www.cpfl.com.br, é só acessar a aba “Atendimento”, clicar em “Serviços Online”, rolar a tela até encontrar o item “Demais Serviços” e, na coluna “Minha Fatura”, escolher a “Conta Fácil”.
EQUIPAMENTOS
Além disso, a CPFL propõe o uso dos chuveiros na posição “verão”, a limpeza periódica dos orifícios destes objetos, o não reaproveitamento de resistência queimada e a aquisição de aquecedores solares para a água.
Quando o uso do ar-condicionado for inevitável, o ideal é fazê-lo da melhor maneira possível, evitando a utilização por longos períodos e com temperaturas muito baixas.
A substituição das lâmpadas incandescentes por LED também influencia no uso ou não do ar, porque os primeiros modelos aquecem os ambientes, contribuindo para a sensação de calor.
Os consumidores devem priorizar pela compra de aparelhos com a tecnologia inverter, cujos motores são mais eficientes e econômicos.
Em relação às geladeiras, as dicas são: observar as borrachas de vedação periodicamente, só abrir as portas quando necessário, nunca utilizar a parte traseira para secar roupas, instalá-las em locais ventilados e forrar as prateleiras com plásticos ou vidros, dificultando a passagem de ar e forçando os eletrodomésticos a trabalharem mais.
Fernando Bruder 16 de dezembro de 2019Destaque, Nacionais, PolíciaComentários desativados em Doméstica é condenada em SP após usar corrente furtada de patrão em casamento
Uma empregada doméstica foi condenada por furtar joias, roupas, perfumes importados e dinheiro da residência de um empresário em Santos, no litoral de São Paulo. Ela chegou a usar no dia de seu casamento uma corrente com pingente de ouro levada do imóvel e publicou a foto em seu perfil em uma rede social. O G1 teve acesso ao documento de condenação neste domingo (15).
Além da corrente usada no casamento, a esposa do empresário reconheceu outros acessórios e peças de roupa em outras fotos na rede social da empregada, Adriana Barreto dos Santos, de 39 anos. As publicações foram impressas e serviram de provas no processo, que tramitou na 4ª Vara Criminal de Santos.
Em depoimento, a esposa do empresário conta que passou a perceber a falta dos objetos após ver Adriana usando um de seus brincos durante a jornada de trabalho na residência. “A quantidade de pertences desaparecidos aumentou, fazendo com que instalassem câmeras de monitoramento”, diz nos autos do processo.
Através das câmeras de monitoramento, imagens mostram a empregada levando diversos pertences dos quartos e do escritório da residência. De acordo com o casal, a limpeza dos quartos da casa não eram de responsabilidade da condenada.
O casal procurou a empregada nas redes sociais e, em seu perfil no Facebook, encontrou diversas fotos usando acessórios, roupas e objetos que pertenciam à família. Eles se deram conta, então, que os furtos aconteceram entre o final de 2017 e agosto de 2018.
Adriana trabalhava na casa do casal desde 2015 e tinha a confiança da família. Uma busca e apreensão na casa da empregada, realizada no final do ano passado, revelou diversos outros objetos das vítimas, como roupas, perfumes, relógios, colares e anéis. O casal estima que o prejuízo foi de R$ 100 mil, mas a Polícia Civil conseguiu recuperar apenas 30% do total.
Objetos do casal foram encontrados na residência de empregada doméstica. — Foto: Divulgação/Polícia Civil
De acordo com a defesa da empregada, alguns dos objetos encontrados foram emprestados e outros, como roupas e eletrônicos, foram doados pelo casal. Ela negou o crime e se defendeu alegando que outras sete pessoas tinham acesso à residência das vítimas, através de chaves reserva que eram colocadas na caixa do relógio de luz do apartamento.
Ela alegou ainda, em depoimento, que estaria sendo acusada falsamente por conta de um atrito com a esposa do empresário a respeito do horário de trabalho. “Não conseguia cumprir seu intervalo de almoço pela divergência de horários entre sua saída de seu outro emprego e sua entrada na casa das vítimas”, diz nos autos. “Este poderia ser o motivo da acusação”.
Condenação
A juíza Elizabeth Lopes de Freitas reconheceu, na condenação publicada no dia 4 de dezembro, que a doméstica abusou da confiança que tinha por parte dos patrões, praticando vários furtos em condições semelhantes de tempo, lugar e maneira de execução. Além do longo tempo no qual trabalhou para o empresário, Adriana tinha acesso à residência do patrão, inclusive, na ausência dele e de sua esposa.
A pena imposta foi de dois anos e quatro meses de reclusão em regime aberto, porém, em razão de a ré preencher requisitos legais, como não ser reincidente, a juíza substituiu a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos: prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas e limitação de fim de semana. Adriana também deverá cumpri-las por dois anos e quatro meses. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Fernando Bruder 16 de dezembro de 2019Destaque, PolíciaComentários desativados em Sete corpos são encontrados em caçamba de caminhão no Frade, em Angra dos Reis
Sete corpos foram encontrados na caçamba de um caminhão de pequeno porte na manhã deste domingo (15) no bairro Frade, em Angra dos Reis, Costa Verde do RJ. O veículo estava em frente à sede do batalhão dos bombeiros.
Segundo a Polícia Militar, os corpos, todos de homens, seriam de suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas. Peritos estiveram no local e a Polícia Civil apura as circunstâncias em que essas pessoas foram mortas.
Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre quem teria deixado o caminhão em frente ao batalhão dos bombeiros. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal de Angra dos Reis.
Na madrugada deste domingo, o Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar (Bope) apreendeu três fuzis e outras armas durante uma ação em Angra dos Reis.
A operação ocorreu no bairro Frade, onde anteriormente havia acontecido um tiroteio entre facções criminosas no sábado. De acordo com o Bope, quando chegaram ao local, os agentes foram recebidos a tiros e houve “intenso confronto”.
A assessoria de imprensa da Polícia Militar não informou se houve mortos durante esta operação. Disse apenas que “durante vasculhamento na área, criminosos atiraram contra as equipes policiais, que reagiram. Após cessarem os disparos, foram encontrados e apreendidos três fuzis (dois fuzis calibre 762 e um fuzil calibre 556), três pistolas, duas granadas e um rádio comunicador”.
No sábado, um tiroteio entre facções criminosas aconteceu também no Frade. Moradores foram acordados com o barulho da intensa troca de tiros entre os bandidos. As informações são da Polícia Militar. Uma moradora, que pediu para não ser identificada, enviou um áudio para o WhatsApp da TV Rio Sul falando sobre o medo que ela e a família passaram durante o momento do tiroteio. “Acordamos com muito tiro. Não sei aonde foi que pegou. A gente não consegue sair de casa para trabalhar. Escutamos o barulho. A gente não sabe o que fazer. Tô muito nervosa. Meus filhos [estão] jogados no chão”, descreveu. Uma mulher ficou ferida depois que uma bala atingiu uma janela durante o tiroteio entre as facções criminosas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima — que não teve a identidade divulgada — estava dentro de casa quando a bala atingiu o vidro, que caiu na cabeça dela. Ela foi socorrida e levada para o Hospital de Praia Brava. A unidade médica informou que ela levou um ponto e foi liberada.