Artigos do Autor: Fernando Bruder

“É dia de libertação da América”, diz Trump antes de anúncio do “tarifaço”

O presidente Donald Trump deve anunciar, nesta quarta-feira (2/4), novas tarifas sobre produtos de diversos países, incluindo possivelmente o Brasil. Convencido de que os países “roubam” os Estados Unidos, o republicano apresentará as medidas no Jardim das Rosas da Casa Branca às 17h, no horário de Brasília

Antes do anúncio do chamado “tarifaço”, Trump disse que hoje é “dia de libertação da América”. Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, o republicano afirmou que as tarifas alfandegárias terão efeito “imediato”.

Moraes manda PGR se manifestar sobre prisão de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes (STF) mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre a necessidade de prisão preventiva de Jair Bolsonaro. Obtido pela coluna, o despacho foi assinado pelo magistrado no último dia 18/3 ao analisar uma notícia-crime protocolada contra o ex-presidente.

Moraes quer que a PGR avalie se a prisão de Bolsonaro é necessária “a fim de garantir a ordem pública e a instrução processual”. Prisões preventivas duram tempo indeterminado e são decretadas pela Justiça antes mesmo que o réu seja julgado.

Além disso, o ministro determinou que a Procuradoria opine se, ao convocar atos pela anistia, Bolsonaro “cometeu os delitos de obstrução de Justiça, incitação de crimes contra as instituições democráticas e coação no curso do processo”. São esses pontos, aliás, que justificariam o encarceramento do ex-presidente antes de eventual condenação pela Primeira Turma do Supremo.

Por fim, Alexandre de Moraes solicitou parecer do Ministério Público Federal sobre se há necessidade de “aplicar medidas cautelares para restringir a atuação” de Bolsonaro “em novas convocações que possam incitar atos antidemocráticos”.

No dia 19/3, a Secretaria Judiciária do STF remeteu as determinações de Moraes ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que ainda não protocolou sua posição sobre os questionamentos.

Moraes analisa notícia-crime contra Bolsonaro

As solicitações de Alexandre de Moraes à PGR têm como origem uma notícia-crime protocolada por dois advogados que argumentam que Bolsonaro teria tentado “obstruir a Justiça” e “incitar novos atos que comprometem a ordem pública e a estabilidade democrática bem como coação no curso do processo”.

Mulher é socorrida após ser agredida pelo ex-companheiro em Avaré

Uma mulher de 48 anos foi agredida pelo ex-companheiro em Avaré, na segunda-feira (31). De acordo com o boletim de ocorrência, o homem, também de 48 anos, invadiu a casa da vítima, a arrastou para fora do imóvel e a agrediu. A mulher conseguiu acionar a Polícia Militar, mas, quando os agentes chegaram, o suspeito já havia fugido.

O agressor, no entanto, retornou à residência da ex-companheira no mesmo dia, por volta das 22h30. A PM foi acionada novamente e o localizou em frente à casa da vítima. Em depoimento, o homem alegou que voltou apenas para buscar seu celular e roupas.

Os envolvidos foram encaminhados à delegacia, onde o caso foi registrado como violência doméstica e lesão corporal.

A Polícia Civil informou que não houve prisão em flagrante por falta de requisitos legais, mas medidas protetivas foram solicitadas para garantir a segurança da mulher. O homem responderá em liberdade.

Fonte: G1

Foto: Reprodução

Autismo: Detecção precoce acelera alfabetização e inclusão escolar

Moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a neurocientista e biomédica Emanoele Freitas começou a perceber que o filho, Eros Micael, tinha dificuldades para se comunicar quando ele tinha 2 anos. “Foi, então, que veio o diagnóstico errado de surdez profunda. Só com 5 anos, com novos exames, descobriu-se que, na realidade, ele ouvia bem, só que ele tinha outra patologia. Fui encaminhada para a psiquiatra, e ela me deu o diagnóstico de autismo. Naquela época, não se falava do assunto”, diz a mãe do jovem, que hoje tem 21 anos.

Ser de um grau menos autônomo do espectro autista, também chamado de nível 3 de suporte, trouxe muitas dificuldades para a vida escolar de Eros que frequentou até o ensino fundamental, com quase 15 anos. “O Eros iniciou na escola particular e, depois, eu o levei para a escola pública, que foi onde eu realmente consegui ter uma entrada melhor, ter uma aceitação melhor e ter profissionais que estavam interessados em desenvolver o trabalho”, acrescenta Emanoele.

“Ele não conseguia ficar em sala de aula e desenvolver a parte acadêmica. Ele tem um comprometimento cognitivo bem acentuado. Naquele momento, vimos que o primordial era ele aprender a ser autônomo. Ele teve mediador, o professor que faz sua capacitação em mediação escolar. Meu filho não tinha condições de estar em uma sala de aula regular, e ele ficava em uma sala multidisciplinar”.

A inclusão escolar e a alfabetização de crianças e adolescentes do espectro autista estão entre os desafios para a efetivação de direitos dessa população, que tem sua existência celebrada nesta quarta-feira (2), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para difundir informações sobre essa condição do neurodesenvolvimento humano e combater o preconceito.

Diretora-executiva do Instituto NeuroSaber, a psicopedagoga e psicomotricista Luciana Brites explica que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno de neurodesenvolvimento caracterizado por déficits de interação social, problemas de comunicação verbal e não verbal e comportamentos repetitivos, com interesses restritos. Características comuns no autismo são pouco contato visual, pouca reciprocidade, atraso na aquisição de fala e linguagem, desinteresse ou inabilidade de socializar, manias e rituais, entre outros.

“Por volta dos 2 anos, a criança pode apresentar sinais que indicam autismo. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento. Como o transtorno é um espectro, algumas crianças com autismo falam, mas não se comunicam, ou são pouco fluentes e até mesmo não falam nada. Uma criança com autismo não verbal se alfabetiza, mas a dificuldade muitas vezes é maior”, diz Luciana.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês) estabelece atualmente que as nomenclaturas mais adequadas para identificar as diferentes apresentações do TEA são nível 1 de suporte, nível 2 de suporte e nível 3 de suporte, sendo maior o suporte necessário quanto maior for o nível.

Aprendizado

A psicopedagoga ressalta que os desafios no processo de alfabetização no autismo não impedem que ele ocorra na maioria das vezes. “É possível a inserção do autista no ensino regular. A questão da inclusão é um grande desafio para qualquer escola, porque estamos falando de uma qualificação maior para os nossos professores”.

Segundo Luciana, o mais importante é considerar a individualidade de cada aluno no planejamento pedagógico, fazendo as adaptações necessárias.

“Atividades que podem estimular a consciência fonológica de crianças com autismo são, por exemplo, com sílabas, em que você escolhe uma palavra e estimula a repetição das sílabas que compõem a palavra. Outra dica são os fonemas, direcionando a atenção da criança aos sons que compõem cada palavra, sinalizando padrões e diferenças entre eles. Já nas rimas, leia uma história conhecida e repita as palavras que rimem”.

A psicopedagoga acrescenta que as crianças autistas podem ter facilidade na identificação direta das palavras, ou seja, conseguem decorar facilmente, mas têm dificuldade nas habilidades fonológicas mais complexas, como perceber o seu contexto.

“A inclusão é possível, mas a realidade, hoje, do professor, é que muitas vezes ele não dá conta do aluno típico, quem dirá dos atípicos. Trabalhar a detecção precoce é muito importante para se conseguir fazer a inserção de uma forma mais efetiva. É muito importante o sistema de saúde, junto com o sistema de educação, olhar para essa primeira infância para fazer essa detecção do atraso na cognição social. Por isso, é muito importante o trabalho da escola com o posto de saúde”, afirma Luciana.

A especialista destaca que a inclusão é um tripé e depende de famílias, escolas e profissionais de saúde. “Professor, sozinho, não faz inclusão. Tudo começa na capacitação do professor e do profissional de saúde. É na escola que, muitas vezes, são descobertos os alunos com algum transtorno e encaminhados para equipes multidisciplinares do município”.

Mãe em tempo integral

Ilha do Governador (RJ), 01/04/2025 - A dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade, mãe de dois filhos autistas, Pérola, de 7 anos, e Ângelo, de 3 anos. Foto: Isabele Ferreira/Arquivo Pessoal

A dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade, mãe de dois filhos autistas

Moradora da Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, a dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade é mãe de duas crianças do espectro autista, Pérola, de 7 anos, e Ângelo, de 3 anos. Ela explica que o menino tem “autismo moderado”, ou nível 2 de suporte com atrasos cognitivos e hiperatividade. Já a filha, mais velha, tem “autismo leve”, nível 1 de suporte, e epilepsia.

“Eu a levei no pediatra porque ela já tinha 2 anos e estava com o desenvolvimento atrasado, não falava muito. Ela falava uma língua que ninguém entendia. Vivia num mundo só dela, não brincava, não ria. Comecei a desconfiar. O pediatra me explicou o que era autismo e disse que ela precisava de acompanhamento. Eu a levei para o neurologista, para psicólogo, fonoaudióloga. Fiz alguns exames que deram alteração”, lembra Isabele.

“Já meu filho foi muito bem até 1 ano de idade. Depois de1 ano, começou a regredir. Parou de comer, parou de brincar, não queria mais andar. Chorava muito. Comecei a achar estranho. Ele foi encaminhado ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da prefeitura. Fizeram a avaliação dele lá, por uma equipe multidisciplinar. Tentei continuar trabalhando, mas com as demandas da Pérola e do Ângelo, tive que parar de trabalhar para levar para as terapias. O cuidado é integral. Parei minha vida. Eu era caixa de lotérica”, conta a dona de casa.

O filho menor está matriculado em uma creche municipal que tem cinco crianças autistas. No momento em que a professora percebe que o Ângelo precisa de mais atenção, ela se concentra nele, diz Isabele.

Já a filha mais velha está em uma turma regular em escola municipal, e, na classe, há outro aluno com grau mais severo de autismo. “Eles têm mediadores na escola que se concentram mais nas crianças com autismo severo. As professoras dos dois são psicopedagogas, têm entendimento e sabem lidar”.

A dona de casa conta que, depois que saiu o diagnóstico de sua filha mais velha, seu pai também decidiu investigar e descobriu, com mais de 50 anos, que também era autista. “Ele teve muita depressão ao longo de toda a vida dele”.

Política Nacional

O Ministério da Educação (MEC) tem a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva desde 2008. Segundo a pasta, ela reafirma o compromisso expresso na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, de 2006, de que a educação escolar se faz na convivência entre todas as pessoas, em salas de aulas comuns, reconhecendo e respeitando as diferentes formas de comunicar, perceber, relacionar-se, sentir, pensar.

“Identificar as barreiras que prejudicam a escolarização e construir um plano de enfrentamento são funções de toda a equipe escolar, contando sempre com o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Isso pode ocorrer por meio de salas de recursos multifuncionais (SRM), atividades colaborativas e outras iniciativas inclusivas, a fim de que o acesso ao currículo seja plenamente garantido”, diz o MEC.

Segundo a pasta, 36% das escolas contam com salas de recursos multifuncionais. Além disso, em 2022, de acordo com dados do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Brasil tinha:

  • 1.372.000 estudantes público-alvo da educação especial matriculados em classes comuns.
  • 89,9% das matrículas do público-alvo da educação especial em classes comuns.
  • 129 mil matrículas do público-alvo da educação especial desde a educação infantil.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução/Tania Rego

HCFMB é um dos melhores prestadores da tabela SUS Paulista da DRS VI

O Hospital das Clínicas e Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), é considerado um dos melhores prestadores da tabela SUS Paulista da DRS VI Bauru.

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Tabela SUS Paulista, tem fortalecido o acesso da população à saúde, ampliando a oferta de serviços e reduzindo filas e deslocamentos. No primeiro ano de vigência, o programa repassou um valor histórico de R$ 4,3 bilhões para o estado. Somente na região de Bauru o valor de R$ 258 milhões para 41 instituições conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“Em um ano de vigência, a Tabela SUS Paulista beneficiou a região de Bauru, reafirmando o compromisso do programa em reduzir filas, aprimorar a qualidade do atendimento e garantir que a população tenha acesso a uma saúde pública de excelência mais perto de casa”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.

A iniciativa inédita, liderada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), remunera até cinco vezes mais às instituições filantrópicas, quando comparada à tabela nacional, com recursos 100% do Tesouro Estadual repassados para os procedimentos realizados via SUS.

“Por meio da Tabela SUS Paulista, tivemos resultados visíveis no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, como a maior agilidade nos repasses, melhor planejamento das ações em saúde e, principalmente, mais dignidade no cuidado aos pacientes”, comenta José Carlos Souza Trindade Filho, superintendente do HCFMB.

Reajuste em 2025

Para fortalecer a rede de saúde, o Governo de São Paulo anunciou reajuste em alguns procedimentos da Tabela SUS Paulista para 2025.

“A medida, implementada pelo Governo, traz um impacto em 158 procedimentos, com um reajuste de mais de R$ 134 milhões. Nosso objetivo com a Tabela SUS Paulista sempre foi muito claro, que é o de fazer as filas andarem, qualificar o atendimento e garantir que toda a população tenha acesso a uma saúde pública eficiente. Esse é o compromisso da gestão Tarcísio de Freitas com a população e seguiremos trabalhando para expandir ainda mais os serviços”, destaca o secretário de Estado da Saúde.

Mais transparência

O Governo de São Paulo disponibiliza a qualquer cidadão o acesso a todos os valores pagos, detalhados por instituição filantrópica, referentes à Tabela SUS Paulista, mostrando o compromisso da gestão com a transparência. Para conhecer os dados, basta acessar https://nies.saude.sp.gov.br/ses.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde

Foto: Reprodução

Orquestra de Viola e Violão do Instituto de Biociências abre a temporada 2025

Sob a regência do maestro convidado Marcos Maganha, a OVVIBB inicia sua nova temporada com uma apresentação no Espaço IB Eventos

A Orquestra de Viola e Violão do Instituto de Biociências de Botucatu (OVVIBB) convida a comunidade para um concerto especial no dia 3 de abril, às 20h, no Espaço IB Eventos. O evento marca a abertura oficial da Temporada 2025 e contará com a regência do maestro convidado Marcos Maganha.

O objetivo é apresentar as principais características da OVVIBB unindo a tradição da música brasileira raiz com a sensibilidade da linguagem orquestral. O repertório escolhido para a apresentação conta com obras emblemáticas que dialogam com a cultura popular, em arranjos especialmente preparados para a formação da orquestra de viola e violão.

O concerto também simboliza o início de um novo ciclo artístico e pedagógico para a orquestra, que recentemente completou três anos de atuação, levando música gratuita, formação e arte a diversos públicos de Botucatu e região.

Repertório da noite

A Vaca Foi pro Brejo
No Dia Que Eu Saí de Casa
Colcha de Retalhos
Asa Branca
Cuitelinho
Moreninha Linda
Malvada Pinga
Tordilho Negro
Majestade o Sabiá
Inhambu Xintã e Xororó
Tocando em Frente
Cada obra foi escolhida para homenagear a cultura popular brasileira, com destaque para composições que fazem parte do imaginário afetivo e musical de gerações.

Sobre a OVVIBB

A OVVIBB foi criada em 2022 como um desdobramento da Orquestra Filarmônica do Instituto de Biociências de Botucatu (OFIBB). A iniciativa nasceu por meio da atuação do professor Mário de Oliveira Neto, diretor geral das orquestras, em parceria com a Fundibio, representada pelo diretor-presidente, professor Willian Fernando Zambuzzi, e pelo diretor executivo, Joel Meza, com apoio do Instituto de Biociências de Botucatu (IBB) da Unesp, sob a liderança da diretora do IBB, professora Percilia Cardoso Giaquinto e da vice-diretora, professora Raquel Fantin Domeniconi.

Sob a direção artística do Maestro Fernando Ortiz de Villate e regência titular da Maestra Ana Karoline Beneditti, a OVVIBB é um projeto pedagógico que oferece aulas, ensaios e concertos gratuitos, com o propósito de democratizar o acesso à música e incentivar o desenvolvimento técnico e artístico de músicos da região.

Apoio cultural

As atividades da OVVIBB e da OFIBB contam com o importante apoio dos patrocinadores Plasútil e Caio Induscar, que acreditam na cultura como ferramenta de transformação social. Seu incentivo permite que as orquestras continuem promovendo ações formativas, apresentações gratuitas e um calendário cultural ativo, que amplia o acesso à arte e fortalece o vínculo entre universidade e comunidade.

Incentivo à cultura

A OVVIBB e a OFIBB contam com aprovação junto ao Ministério da Cultura e podem captar recursos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, permitindo que pessoas físicas e jurídicas contribuam com o projeto e deduzam o valor do Imposto de Renda.

Por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei 8313/91), os parceiros têm a possibilidade de destinar uma parte do imposto devido ao patrocínio das Orquestras. Esse investimento contribui para o fortalecimento da programação cultural local e proporciona experiências enriquecedoras aos participantes. Empresas tributadas pelo Lucro Real podem deduzir até 4% do imposto devido, enquanto pessoas físicas que declaram formulário completo do imposto de renda podem deduzir até 6%.

Empresas terceirizadas sem a fiscalização da Prefeitura só trazem prejuízos para Botucatu

Recentemente, o prefeito Fábio Leite divulgou um vídeo em suas redes sociais, destacando problemas recorrentes com empresas terceirizadas que têm prestado serviços de baixa qualidade ao município de Botucatu. Desta vez, ele chamou a atenção para a obra realizada na Rua Veiga Russo, que apresentava falhas na camada asfáltica em menos de 10 dias após sua conclusão. Essa obra, que incluiu quatro quadras, sendo duas 2 quadras da Rua Veiga Russo e duas quadras da Rua Carlos Corsi, que custou aos cofres públicos a quantia de R$ 259.000,00 (duzentos e cinquenta nove mil reais), conforme contrato nº . 464/2024.

Empresa Envolvida

A empresa responsável, DELLAZARI E BORLINA SOLUÇÕES LTDA ME, sediada em Porangaba-SP, foi criticada pelo prefeito no vídeo, referindo-se ao serviço como “muito mal feito e porco”. Ele afirmou que “não permitirá que fornecedores desse tipo continuem prestando serviços à Prefeitura”. Disse ainda que: “a Procuradoria Municipal já foi acionada para notificar e responsabilizar a empresa”. A empresa envolvida foi procurada pela REDE ALPHA, e o seu sócio-proprietário Márcio Florentino Borlina não quis se pronunciar sobre o ocorrido.

Histórico de Problemas

Essa não é a primeira vez que a empresa enfrenta críticas. Sob contrato nº 171/2023, no valor de R$ 9.826.467,21, (nove milhões, oitocentos e vinte e seis mil, quatrocentos e sessenta e sete reais e vinte e um centavos), com outros aditivos posteriores, a empresa foi responsável pela implantação das estruturas de lazer do Parque Linear de Botucatu. No entanto, essa obra também apresentou várias deficiências, como problemas na drenagem da pista de skate, canalizações quebradas, água minando na pista de ciclismo, falta de acabamento em diversos pontos entre outros.

Demandas por Transparência

A REDE ALPHA tem cobrado transparência da administração municipal no tocante aos contratos estabelecidos e que os fiscais de contratos possam realmente ficar atentos à entrega das obras, para que as mesmas possam ser entregues à população sem falhas e constantes aditivos contratuais

Contexto Político

O prefeito Fábio Leite, que cumpri seu mandato de continuidade ao governo anterior de Mário Pardini, já demonstrou insatisfação com as empresas contratadas na gestão do ex-prefeito. Contudo, é importante lembrar que Leite esteve à frente de secretarias importantes, como a de Administração, Fazenda e Governo, durante os oito anos anteriores, tendo conhecimento dos contratos e obras executadas.

Expectativas Futuras

A população de Botucatu espera que as obras em andamento sejam concluídas com a qualidade que merece. A administração atual enfrenta o desafio de corrigir falhas da gestão passada e garantir que novos contratos sejam executados com rigor e competência.

Assistam a reportagem:

Entregadores mantêm paralisação por melhores condições de trabalho

Entregadores que trabalham em plataformas digitais continuam mobilizados nesta terça-feira (1°) em diferentes cidades brasileiras contra a precarização e por melhores condições de trabalho. No Rio de Janeiro, participantes de uma manifestação na zona norte da cidade foram presos e autuados. Em São Paulo, lideranças do movimento foram recebidas para discussão de reivindicações na sede do iFood.

Ontem (31), a categoria circulou e realizou atos pela Grande São Paulo, inclusive em frente ao escritório do aplicativo iFood, reivindicando melhores condições de trabalho e remuneração justa.

 

São Paulo (SP), 31/03/2025 - Entregadores de aplicativos de delivery em greve fazem manifestação na frente a sede do iFood em Osasco. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Entre as estratégias dos trabalhadores está tentar mobilizar estabelecimentos para que não abram pedidos por aplicativos.

O Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo (Sindimotosp) descreve que, “atualmente, os entregadores enfrentam longas horas de jornada de trabalho, recebem um valor de entrega que não é suficiente para uma razoável renda mensal nem para o pagamento de contas ou investimento em equipamentos de segurança”.

Além disso, “não possuem sequer condições mínimas de trabalho, sendo abandonados pelas empresas de app em caso de acidentes ou óbito”, disse o sindicato, em nota.

Reinvindicações dos entregadores:

  • Taxa mínima de R$ 10 por corridas de até 4 quilômetros (km);
  • Aumento do valor para R$ 2,50 por km;
  • Limitação das entregas com bicicletas a um raio máximo de 3 km;
  • Pagamento integral de taxa por cada um dos pedidos, mesmo em entregas agrupadas na mesma rota.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel SP) afirmou que a paralisação dos entregadores, chamada de Breque dos Apps, afetou significativamente bares e restaurantes na segunda-feira. Segundo levantamento da entidade, realizado com associados da capital paulista, empresários que operam unicamente com o aplicativo iFood tiveram queda de 100% nas entregas, durante a paralisação.

Aqueles que utilizam múltiplas plataformas sentiram um impacto menor, mas ainda expressivo, ressaltou a entidade, com queda no movimento de entregas estimada entre 70% e 80%, na comparação com uma segunda-feira comum. Já os estabelecimentos que contam com frota própria de entregadores registraram crescimento nas entregas, segundo a Abrasel SP, com aumento de até 50% na demanda.

iFood disse, em nota, que segue monitorando as manifestações e trabalha para manter a operação. Segundo a empresa, atualmente, 60% dos pedidos intermediados pela plataforma são entregues pelos próprios restaurantes.

“Com o objetivo de ouvir os entregadores, o iFood confirma que se reuniu com nove representantes dos manifestantes na tarde de segunda-feira (31), no escritório da empresa em Osasco. Reafirmando sua abertura ao diálogo, foram discutidas as principais demandas apresentadas pelo movimento e ficou acordado que o iFood retornará com devolutivas para as lideranças”, disse a empresa.

São Paulo (SP), 31/03/2025 - Entregadores de aplicativos de delivery em greve fazem manifestação na frente a sede do iFood em Osasco. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Rio de Janeiro

Na capital fluminense, a polícia foi chamada para intervir em um protesto de entregadores na Tijuca, na zona norte da cidade, na segunda-feira. Segundo a Polícia Militar, alguns entregadores reclamaram que estavam sendo impedidos de trabalhar pelos manifestantes.

Pelo menos 13 pessoas foram encaminhadas à delegacia do bairro, de acordo com a Polícia Civil, das quais seis foram autuadas pelos crimes de associação criminosa e atentado contra a liberdade de trabalho, já que, de acordo com a polícia, eles ameaçaram e coagiram entregadores para que eles aderissem à paralisação.

Nesta terça-feira, os entregadores fizeram um buzinaço no bairro de Botafogo, na zona sul da cidade.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução/Paulo Pinto