Artigos do Autor: Fernando Bruder

Diretor é flagrado agredindo menino de quatro anos no Rio

Câmeras flagraram agressões do diretor de uma escola contra um menino de quatro anos em Caxias, na Baixada Fluminense. Nas imagens, é possível ver que o homem pega a criança pelo braço, ergue e bate contra a parede. A mãe recebeu o vídeo por meio de uma denúncia anônima. O caso aconteceu no ano passado.

Segundo a mãe, a criança apresentou mudanças de comportamento no período em que frequentou o colégio, mas nunca contou o que havia acontecido. Em um determinado momento, a própria instituição solicitou que o menino trocasse de escola.

Revoltada, a avó disse que toda a família está abalada. Dona Beth contou que, uma vez, chegou a ser chamada para buscar o neto na escola. Quando a senhora chegou no local, a criança, que estava tremendo, deu um abraço nela.

Com o vídeo em mãos, a mãe do menino procurou a 59ª DP (Caxias). A Polícia Civil informou que a investigação está em andamento.

Por meio de nota, o Colégio Jardim Escola Arco-Íris do Gramacho disse que o caso está sendo apurado com o apoio do Conselho Tutelar e que o colaborador foi afastado.

“Informamos ainda que já foi instaurado processo para apuração e sanções disciplinares. A escola é contra quaisquer manifestações de violência física que envolva a comunidade discente, por parte de seus membros e/ou direcionadas a qualquer um deles. A escola reitera que qualquer tipo de violência é inaceitável, por se contrapor a valores fundamentais ensinados na própria escola”.

Fonte: RECORD

Foto: Câmeras de Segurança

Obras de implantação de marginais alteram trânsito na Castelino

Na manhã desta segunda-feira (10), a alça de acesso da rodovia Prof. João Hipólito Martins (SP-209), no sentido Botucatu, para Marechal Rondon (SP-300), no sentido Baurufoi bloqueada, em mais uma fase das obras do complexo viário de Botucatu.

O bloqueio deve durar aproximadamente um mês e tem como objetivo adequar a alça às novas vias marginais em implantação na região.

Toda a área contará com sinalização especial, e a concessionária responsável pelo trecho reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos condutores devido às mudanças temporárias no tráfego.

Como alternativa, os condutores deverão percorrer 800 metros até a rotatória no final da SP-209, realizar o retorno e acessar a SP-300 pelo lado oposto.

A movimentação será monitorada pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária, que acompanha o fluxo por câmeras e mantém equipes de inspeção na região para auxiliar os motoristas.

Para mais informações, os usuários podem entrar em contato com a concessionária pelo telefone 0800-770-3322, que funciona de forma gratuita, 24 horas por dia.

 

Mais uma etapa das obras do Complexo Botucatu é iniciada nesta segunda (10) — Foto: Divulgação / Rodovias do Tietê

Foto: Divulgação/Rodovias do Tietê

Pacientes perderam a visão após mutirão de cirurgia de catarata

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu investigação para apurar o caso de 12 pacientes que ficaram cegos ou com sequelas após um mutirão de cirurgias de catarata em Taquaritinga (SP), a 83 quilômetros de Ribeirão Preto (SP).

Os procedimentos aconteceram no Ambulatório de Especialidades Médicas (AME), administrado pelo Grupo Santa Casa de Franca (SP), uma Organização Social de Saúde (OSS) contratada pelo governo estadual.

O mutirão aconteceu no dia 21 de outubro de 2024. Após as cirurgias, os pacientes relataram perda parcial ou total da visão no olho operado, dor intensa, vermelhidão e, em alguns casos, infecções graves, com risco de perda do globo ocular.

Nesta terça-feira (11), os pacientes começarão a ser acompanhados por uma equipe especial no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto.
“Nós faremos todos os exames que acharmos necessários, para determinar se eles ainda têm alguma viabilidade de visão ou de cooperação do globo ocular”, diz André Messias, oftalmologista chefe da divisão de transplantes.

Segundo o médico oftalmologista Willian Silva Queiroz, que atua em Ribeirão Preto, a cirurgia de catarata é um procedimento para restabelecer a visão do paciente, prejudicada pela calcificação do cristalino, que é a lente natural do olho humano.

“Quando ela [lente natural] começa a perder a transparência, é dado o nome de catarata. Na cirurgia, você tem que fazer uma incisão para acessar a estrutura intraocular. Ela consiste basicamente em remover o cristalino, que está opaco, e a gente implantar uma lente transparente artificial no lugar do cristalino”, explica.

Durante o procedimento, todos os medicamentos que serão usados são dispostos em uma mesa. Normalmente, eles são repassados ao cirurgião por um instrumentador. Todos os equipamentos utilizados precisam ser esterilizados.

“São usadas substâncias que podem ser introduzidas dentro do olho humano. Se houver alguma troca, uma complicação pode acontecer. O material, o instrumento, pode vir estéril de fábrica ou o hospital tem condição de fazer seguindo protocolos de rotina”, afirma.

Segundo Queiroz, complicações em cirurgias de catarata são raras e o procedimento é seguro. Os riscos, apesar de baixos, estão ligados à infecção intraocular ou ao uso de substâncias que não são adequadas aos olhos.

“As principais complicações que podem ocorrer é infecção intraocular, que isso é descrito independentemente da técnica que seja usada, e troca de alguma substância que não seja adequada para o olho, que seja colocada indevidamente, também é uma complicação que pode levar a uma toxidade, algum prejuízo para a visão.”

2.Como os problemas na visão começaram?

Em outubro do ano passado, 23 pacientes de cidades do interior de São Paulo, como MatãoSanta Ernestina e Ibitingapassaram por cirurgias de catarata no AME de Taquaritinga. Alguns pacientes disseram que não sabiam que se tratava de um mutirão e que aguardavam há anos pelo procedimento.

Logo após a cirurgia, alguns deles começaram a sentir dor, sendo que alguns perceberam o desconforto quando ainda eram operados. Os sintomas eram dor intensa, vermelhidão e visão embaçada.

Nas consultas pós-operatório no dia seguinte, os pacientes relataram que a visão estava pior, mas alegam que foram orientados pelos profissionais de que a situação era normal e que estariam totalmente recuperados em até três meses.

“No segundo dia pós-cirurgia, a médica constatou que estava tudo normal e não estava. Ela era uma especialista e já deveria ter falado. Aí foram segurando a gente, enganando. Daqui um mês, dois meses, pode a visão ir voltando. Passaram um mês, dois meses, três meses, e nada”, diz o pintor Carlos Augusto Rinaldi, que perdeu a visão do olho esquerdo.

Em novembro de 2024, após o agravamento do quadro de saúde, uma reunião foi realizada entre 12 pacientes identificados com problemas na visão e o AME.

De acordo com os idosos, eles foram encaminhados para serviços de referência em oftalmologia na Santa Casa de Araraquara (SP) e no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto (SP), onde parte deles recebeu a notícia que a situação era irreversível.

Dona Josefá e seu Mauri foram pacientes que perderam a visão após mutirão de catarata no AME de Taquaritinga — Foto: Reprodução/Acervo Pessoal

Josefá e seu Mauri foram pacientes que perderam a visão após mutirão de catarata no AME de Taquaritinga  Acervo Pessoal

 

3.O que é o AME?

Os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) são unidades que oferecem consultas, exames e cirurgias em um mesmo local, com o objetivo de agilizar o diagnóstico e o tratamento. Eles são geridos pelo governo estadual por meio de contratos com Organizações Sociais (OS).

O AME de Taquaritinga é administrado pelo Grupo Santa Casa de Franca, que recebe R$ 1,3 milhão por mês do governo de SP pela prestação de serviços de saúde.

Desde a inauguração, a unidade já realizou 7.256 cirurgias de catarata, sendo 1.303 apenas em 2024. Este é o primeiro registro de problemas no procedimento.

4.O que causou o problema?

Quatro meses após a cirurgia, os pacientes ainda não sabem o que causou os problemas na visão.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que só soube dos casos em janeiro deste ano após ser comunicada pela OS.

AME de Taquaritinga, SP — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

                                  AME de Taquaritinga, SP — Foto: Valdinei Malaguti

Em nota, o Grupo Santa Casa de Franca informou que instaurou uma sindicância interna rigorosa no AME de Taquaritinga para apuração dos fatos – levando uma especialista em córnea para avaliar os casos e fornecer uma segunda opinião médica.

Os trabalhos internos concluíram que houve uma troca no protocolo assistencial, especificamente no preparo cirúrgico, que resultou em um erro.

“Esse erro foi restrito exclusivamente ao dia 21 de outubro de 2024, afetando 12 pacientes dos 23 operados neste dia. Diante dessa constatação, todos os profissionais diretamente envolvidos foram afastados de suas funções. Além disso, medidas corretivas foram implementadas para reforçar os protocolos de segurança e evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer”, diz a nota do Grupo Santa Casa de Franca.

O g1 questionou a instituição sobre quais são essas mudanças no protocolo e qual foi o erro identificado, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

A Secretaria de Saúde de Taquaritinga informou que técnicos das vigilâncias sanitárias estadual e municipal identificaram inadequações na sala de esterilização do AME. A área está interditada e todas as cirurgias estão suspensas.

5.O que dizem as vítimas?

O g1 conversou com sete dos 12 pacientes afetados. Todos relataram dificuldades para trabalhar, perda de independência e impactos emocionais causados pelos danos à visão.

Mauri Guarnieri, de 56 anos, que vendia pão em semáforos em Ibitinga (SP), disse que sua vida “parou” após a cirurgia. “Não posso mais trabalhar e minha renda sumiu. Me sinto um zero à esquerda, dependendo dos outros para tudo”.

Josefa Marinho da Cruz, de 75 anos, perdeu a independência e agora precisa de ajuda das filhas até para tarefas simples. “Não consigo fazer nada sozinha. Minha filha precisa esquentar a comida para mim, senão me queimo no fogão. Estou muito revoltada”.

Antônio Luís da Silva, de 73 anos, que trabalhava como operador de máquinas mesmo aposentado, também perdeu a visão e agora aguarda um transplante de córnea.

Benedito Donizete Lavezzo disse que estava enxergando bem quando entrou, mas que agora não vê quase nada. “É simples a cirurgia, muita gente faz e fala que sai de lá enxergando, mas eu saí de lá pior do que eu entrei”.

Carlos Augusto Rinaldi, de 66 anos, está sem trabalhar como pintor e espera indenização. “Não tem como fazer mais nada. Eu não vou pegar um compromisso com uma pessoa para no final não dar conta”.

Maria de Fátima Garcia Chiari, trabalhava como salgadeira e agora tem dependido da filha e dos vizinhos. Ela já passou pelo transplante de córnea porque corria o risco de perder o globo ocular direito. “Meu marido é aposentado, ganha pouquinho. Eu fazia salgado, vendia, já tinha os lugares certos pra entregar, mas agora eu não posso nem chegar na beira do fogão, nem fazer um arroz”.

Ângela Maria Xavier, de 66 anos, perdeu completamente a fonte de renda e está deprimida após perder sua independência.

O pintor Carlos Augusto Rinaldi perdeu a visão do olho esquerdo após passar por cirurgia de catarata no AME de Taquaritinga, SP — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

Carlos Augusto Rinaldi perdeu a visão do olho esquerdo após passar por cirurgia de catarata no AME de Taquaritinga – SP

6.O que os pacientes esperam?

Benedito Donizete Lavezzo, uma das vítimas, cobra o mínimo, que é uma explicação. “Até hoje não entraram em contato com a gente para explicar o que aconteceu”.

Até o momento, Carlos Augusto Rinaldi foi o único a registrar boletim de ocorrência. Por outro lado, ele e outros pacientes estão acionando a Justiça para buscar uma indenização pelos danos causados à saúde.

“Fiz boletim de ocorrência para ele [advogado] terminar de encaminhar o processo por danos morais, pensão vitalícia. O que tiver de dano nessa questão, a gente vai entrar. Não sei se demora um ano, dois, três, não vamos parar. Eu me sinto um zero à esquerda, não posso fazer nada.”

Maria de Fátima Garcia Chiari lamenta que a demora no atendimento assertivo tenha resultado em danos irreversíveis. “Eles deixaram a gente perder a visão (…) A inflamação vai corroendo o olho lá dentro. Infelizmente fiquei sem um olho, o rosto deformado. Graças a Deus eu não perdi o globo ocular, mas eu não acho justo.

Benedito Donizete Lavezzo perdeu parte da visão do olho direito após cirurgia de catarata no AME de Taquaritinga, SP — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

Benedito Donizete Lavezzo perdeu parte da visão do olho direito após cirurgia de catarata no AME de Taquaritinga, SP

 

7.Quais medidas foram tomadas até agora?

Trump proíbe atletas trans em esportes femininos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira, 5, um decreto que proíbe a participação de atletas transgênero em esportes femininos, em um novo ataque a esta comunidade.

Motociclista se fere ao bater em viatura da PM em Bauru

Um motociclista caiu e teve ferimentos após colidir com a lateral de uma viatura da Polícia Militar na manhã desta segunda-feira (10), no cruzamento da avenida Nuno de Assis com a rua Alto Purús, entre o Jardim Bela Vista e o Centro de Bauru. O local possui semáforos.

Conforme apurado pela reportagem, os próprios policiais prestaram o primeiro atendimento e acionaram o socorro médico. O estado de saúde da vítima ainda não foi divulgado.

Fonte: JCNET

Foto: Reprodução redes sociais

 

Morador de Rubião reclama do descaso da prefeitura

Alpha Notícias recebeu um vídeo de um morador de Rubião Júnior, reclamando do descaso da prefeitura com o bairro.

Segundo Luís, os matos estão tomando conta das ruas e calçadas, e com o alerta de aumento de casos de dengue em Botucatu, essa situação precisa ser resolvida com urgência.

“Estamos indignados com essa situação, especialmente porque estamos a poucos metros da EMEF Professor Escritor Francisco Ferrari Marins, e o risco que os alunos correm devido à dengue e a animais peçonhentos é muito grande. É responsabilidade da prefeitura, mas, infelizmente, a situação não é nova;  esse problema é recorrente na capinagem.

Em março e abril, os fiscais da prefeitura vêm com caneta e prancheta para multar os lotes que estão com mato alto e sujos. No entanto, a prefeitura deve ser um exemplo para a população, limpando as guias, valetas e calçadas, para que não corramos o risco de surto de dengue. Pedimos encarecidamente que venham fazer esse trabalho de capina urgentemente”, disse Luís.

 

 

Alto risco de surto de dengue na região norte de Botucatu

A Prefeitura de Botucatu, através da Vigilância Ambiental em Saúde (VAS), informa que a região norte do Município vem apresentando uma crescente no número de imóveis com presença de larvas do mosquito Aedes aegypti, o responsável pela transmissão da Dengue.

De acordo com o levantamento feito pelas equipes da Secretaria de Saúde nas últimas semanas, quando foi iniciado o pacote de ações contra a Dengue em Botucatu, o índice de Infestação Predial (IIP) das larvas do Aedes aegypti na região norte é cerca de 4,3% das casas, o que coloca a região com risco de surto da doença.

Os principais bairros apontados na amostra são Jardim Itamarati, Jardim Ypê, Vila di Capri e Jardim Planalto. Por conta do risco emergencial existente, as equipes da Infraestrutura, da Zeladoria e da Saúde estão aumentando seus focos nesses locais através de ações como raspagem de guias e sarjetas, limpeza de terrenos, vistoria de imóveis e aplicação de larvicida biológico em todos os imóveis.

A Prefeitura de Botucatu reforça o pedido para que os moradores de todas as regiões da Cidade sigam contribuindo com a limpeza de seus terrenos e evitando o acúmulo de água parada em recipientes que favorecem a proliferação do mosquito, e esclarece que o combate à Dengue é um dever de todos.

Levantamento indica que a região possui alto risco de surto da doença

 

Parte do teto de um restaurante desaba em Jaú

Parte do teto de um restaurante localizado na avenida Toto Pacheco, no Distrito Industrial II de Jaú, desabou na tarde desta segunda-feira (10). Apesar dos estragos, não há registro de feridos. O estabelecimento foi interditado pela Defesa Civil Municipal.

Após a queda do teto, que quase atingiu mesas e cadeiras, equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros foram acionadas e estiveram no restaurante. No momento do desabamento, havia apenas funcionários no local. Nenhum deles ficou ferido.

A Prefeitura de Jaú informou que a Defesa Civil interditou o imóvel e que o órgão “está realizando as avaliações necessárias no prédio”. As causas do desabamento só deverão ser esclarecidas após a realização de perícia e divulgação do laudo.

Por meio da assessoria de imprensa do município, a Secretaria Municipal de Economia e Finanças disse que o alvará de funcionamento do estabelecimento está regular, e com validade até outubro. “O AVCB do local também está regular e com validade até 2027”, afirmou.

A reportagem entrou em contato com o restaurante por meio do número do telefone disponível em suas redes sociais, mas todas as ligações deram ocupado.

 

Fonte: JCNET
Foto: Reprodução/redes sociais