Artigos do Autor: Fernando Bruder

Polícia Militar de São Manuel captura menor procurado pela justiça em diligências no Bairro Santa Mônica

São Manuel – Na tarde de terça-feira, dia (4), a Polícia Militar de São Manuel, especificamente equipes da 2ª Companhia do 12º Batalhão de Polícia Militar, obteve sucesso na localização e captura de um indivíduo procurado pela Justiça.

Os policiais, munidos de um mandado de apreensão expedido pela Vara da Infância e Juventude da Comarca de Bauru contra um menor de idade, realizaram diligências estratégicas pelo bairro Santa Mônica, em São Manuel.

Após localizarem e abordarem o adolescente, os militares informaram-no sobre a existência do mandado judicial.

O rapaz foi imediatamente conduzido ao plantão policial da cidade, onde o delegado responsável formalizou a ocorrência.

O menor permaneceu detido, à disposição da Justiça para as medidas cabíveis.

Este cumprimento de mandado reforça o trabalho contínuo das forças de segurança na região para garantir o cumprimento das determinações judiciais.

Polícia Militar

Do discurso à ação: O desafio da COP30

Neste mês de novembro, o Brasil sediará a COP30, em Belém do Pará. Será a primeira vez que a Amazônia, região central para o equilíbrio climático global, abrigará uma conferência das Nações Unidas sobre mudança do clima. O simbolismo é evidente: o maior bioma tropical do planeta, que presta serviços ambientais essenciais e concentra parte decisiva das emissões nacionais, será o palco onde o mundo tentará encontrar uma saída para a crise que ameaça o próprio equilíbrio da vida.

Entretanto, o evento também expõe um dilema que acompanha todas as Conferências das Partes (COPs) desde a primeira, em 1995: o desarranjo climático é um problema que ultrapassa fronteiras, e por isso só pode ser enfrentado coletivamente –mas é justamente essa necessidade de ação conjunta que torna as negociações tão lentas e complexas.

A história das COPs, contudo, não deixa de representar um esforço notável de governança internacional. Elas nasceram do espírito da Rio-92, quando líderes de todo o planeta decidiram criar a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Desde então, cada reunião anual é um capítulo do mesmo enredo: a tentativa de coordenar, em escala planetária, uma resposta a uma crise que desafia fronteiras, economias e ideologias.

O Protocolo de Quioto, adotado em 1997, foi o primeiro marco: nele, os países desenvolvidos assumiram metas obrigatórias de redução de emissões, inaugurando um regime climático com caráter jurídico. Em 2015, a COP21 em Paris reformulou o sistema: em vez de metas impostas, cada país passou a definir seus próprios compromissos –as chamadas NDCs–, num pacto que buscava combinar ambição global e flexibilidade nacional. O Acordo de Paris estabeleceu o objetivo coletivo de manter o aquecimento global “bem abaixo de 2 °C” e perseguir o limite de 1,5 °C, na comparação com os níveis pré-industriais.

Esses avanços moldaram uma nova gramática internacional. Hoje, termos como “neutralidade de carbono”, “transição justa” e “financiamento climático” fazem parte do vocabulário político global. As COPs transformaram o clima em assunto de Estado, atraindo governos, empresas e sociedade civil para a mesma mesa. Contudo, três décadas depois, a distância entre compromissos e resultados continua alarmante. O mundo já aqueceu cerca de 1,3 °C e as promessas nacionais atuais colocam o planeta em trajetória de aquecimento superior a 2,5 °C até o fim do século. O compromisso de mobilizar 100 bilhões de dólares anuais para apoiar países em desenvolvimento ainda não foi plenamente cumprido. A cada edição, o ritual se repete: declarações ambiciosas, progressos parciais, impasses persistentes.

O problema é estrutural. A crise climática é o exemplo mais claro de um desafio coletivo em escala planetária. Nenhum país pode agir isoladamente, mas cada um responde a suas próprias pressões econômicas, políticas e sociais. As responsabilidades são comuns, mas diferenciadas: os países ricos emitiram mais e por mais tempo; os emergentes ainda buscam crescer e reduzir desigualdades. Essa assimetria torna a cooperação difícil e o consenso, frágil. As negociações da COP refletem esse embate permanente entre justiça e pragmatismo: quem deve fazer mais, quem deve pagar mais, quem deve começar primeiro.

Além disso, o próprio formato das conferências impõe limites. As decisões precisam ser tomadas por consenso entre quase duzentos governos, o que transforma cada avanço em uma maratona diplomática. O resultado costuma ser um equilíbrio instável: textos cuidadosamente calibrados para agradar a todos, mas fortes o bastante apenas para manter o processo em movimento. Ainda assim, esse processo é indispensável. Sem ele, não haveria sequer um espaço de convergência global sobre o tema. As COPs, com todas as suas imperfeições, são o que o mundo tem de mais próximo de uma governança climática.

A COP30, em Belém, insere-se nesse contexto com peso particular. Realizá-la na Amazônia significa trazer a discussão para o território onde a mudança climática é vivida em tempo real –nas queimadas, nas secas, nas cheias, no impacto sobre comunidades locais. Para o Brasil, será um teste e uma vitrine. O país chega ao evento com metas de reduzir a zero o desmatamento até 2030 e ampliar o uso de energias limpas. Mais do que metas, porém, o que se espera é coerência: a demonstração de que é possível conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e conservação ambiental. Se conseguir fazê-lo, o Brasil poderá exercer uma liderança legítima, baseada em exemplo e não apenas em discurso.

A conferência deste ano também poderá medir o grau de maturidade da diplomacia climática internacional. O Acordo de Paris estabeleceu um mecanismo de revisões periódicas de metas, e Belém marcará um novo ciclo de compromissos nacionais. O desafio é que esses compromissos se tornem mais ambiciosos e, principalmente, mais críveis. Para isso, será necessário ampliar o financiamento climático, definir regras claras para os mercados de carbono e fortalecer a transparência na execução das metas.

A COP30 chegará, portanto, carregada de simbolismo e expectativa. O desafio será romper o ciclo da promessa e inaugurar o tempo da ação. Não se trata apenas de salvar florestas, reduzir emissões ou criar fundos. Trata-se de redefinir a forma como o mundo entende cooperação, responsabilidade e futuro. A Amazônia talvez seja o cenário ideal para lembrar que o clima é o único bem verdadeiramente comum. Se Belém conseguir inspirar um novo ciclo de confiança e cooperação, a conferência poderá marcar um ponto de inflexão. E, quem sabe, a majestosa floresta que abriga o encontro possa, finalmente, respirar aliviada.

Dimas Ramalho é vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo 

Foto Sergio Moraes/COP30

Tribunal do Júri de Botucatu julga homem acusado de assassinato duplo em crime chocante de 2024

O Fórum da Justiça Estadual de Botucatu é palco hoje, 6 de novembro de 2025, para o julgamento de um homem de 32 anos, acusado de matar a própria mãe (56 anos) e o padrasto (55 anos) em julho de 2024, no Bairro Recreio do Hawai. A sessão do júri está sob a presidência da juíza Cristina Escher, com a participação do promotor Marcos Corvino e a defesa conduzida pelo advogado Roberto Bicudo.

O crime veio à tona após o próprio acusado acionar a Polícia Militar, informando que havia cometido os assassinatos. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram o homem com as mãos ensanguentadas, momento em que ele confessou o ato.

As vítimas foram localizadas no interior da residência com múltiplos ferimentos. O SAMU foi acionado, mas ambos vieram a óbito no local. A perícia recolheu duas facas com vestígios de sangue, sendo que uma delas estava quebrada, como evidências cruciais.

Em seu depoimento inicial, o réu, que não possuía antecedentes criminais, alegou ter sido levado ao ato por ouvir “vozes” que o instruíam. O julgamento deve se estender por todo o dia, com a expectativa de um veredito no início da noite.

Adolescente perde controle de veículo e colide com poste ao desviar de animal na Vila Santana em Botucatu

No final da tarde de quarta-feira, (5), as forças de segurança de Botucatu, incluindo a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal (GCM), foram mobilizadas para atender a uma colisão grave na Rua Ramiro Lotufo, no Bairro São Judas Thadeu (região da Vila Santana).

O incidente envolveu um veículo que colidiu violentamente contra um poste de energia. O motorista era um adolescente de apenas 17 anos, sem habilitação para conduzir o automóvel.

Segundo relatos apurados no local, o jovem perdeu o controle da direção em uma manobra brusca para evitar atropelar um cachorro que cruzava a rua inesperadamente. O impacto fez com que o adolescente batesse a cabeça no para-brisa, sofrendo um ferimento leve na cabeça, sendo prontamente socorrido com lesões consideradas leves.

A estrutura do poste sofreu danos significativos. Equipes da Defesa Civil estiveram presentes para avaliar a estabilidade do local, e a concessionária de energia elétrica precisou interromper o fornecimento para realizar a substituição da estrutura danificada.

O veículo foi apreendido pelas autoridades e o adolescente foi autuado de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro. A mãe do menor compareceu ao local para acompanhar os procedimentos de registro da ocorrência.

Polícia Civil prende homem de 40 anos por estupro de vulnerável em Avaré

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Avaré, cumpriu na quarta-feira (5) um mandado de prisão preventiva contra um homem de 40 anos, investigado pela prática de estupro de vulnerável. A prisão foi autorizada pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial.

As investigações tiveram início na DDM após a mãe da adolescente relatar os crimes à polícia. De acordo com as apurações, os abusos sexuais eram cometidos pelo investigado dentro da própria residência onde ele vivia com a vítima e a genitora. O homem aproveitava momentos em que ficava sozinho com a enteada para praticar os crimes.

Imediatamente após o relato, a mãe recebeu orientações e foi encaminhada para a rede de apoio, incluindo os procedimentos legais e de saúde cabíveis. O Conselho Tutelar do município também foi acionado e acompanha o caso desde o início, adotando as medidas de proteção necessárias.

Para aprofundar as investigações, a adolescente foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada, método destinado a evitar a revitimização. Na ocasião, ela confirmou os abusos e forneceu detalhes cruciais para o inquérito. Tanto a vítima quanto sua mãe expressaram temor pela própria segurança, com receio de retaliações do investigado pela denúncia.

O conjunto probatório colhido pela polícia incluiu o depoimento de testemunhas. Uma delas afirmou ter ouvido do próprio investigado a confissão dos atos criminosos. As evidências, consideradas robustas pela delegada, fortaleceram os indícios de autoria e materialidade do crime, fundamentando o pedido de prisão preventiva.

A delegada titular da DDM de Avaré, Janaína Jacolina Morais, argumentou em seu pedido a necessidade de garantir a segurança física e psicológica da vítima, bem como a ordem pública. O pleito foi aceito pela Justiça.

A prisão foi realizada pela equipe da DDM no local de trabalho do homem, no bairro Água Branca. Durante a ação, os policiais apreenderam um telefone celular do suspeito. Há indícios de que o aparelho contenha material pornográfico e imagens da adolescente, e ele será periciado. O homem foi conduzido ao Plantão Policial da Delegacia Seccional de Avaré e permanece à disposição da Justiça.

Em nota, a Polícia Civil de Avaré reafirmou seu compromisso com a proteção das vítimas de violência e com o combate rigoroso a crimes contra a dignidade sexual, tratando casos como este com prioridade, rigor técnico e sensibilidade.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução

Força Tática prende homem por tráfico em bar de Bofete após denúncia anônima

Uma ação da Força Tática da Polícia Militar resultou na prisão em flagrante de um homem por tráfico de drogas em Bofete. A equipe do 12º BPM/I, realizava patrulhamento de rotina quando recebeu denúncias de moradores sobre a venda de entorpecentes em um bar da Rua Firmino Ramos Nogueira.

Ao chegarem ao local indicado, os policiais abordaram três homens, entre eles um indivíduo já conhecido por envolvimento anterior com o tráfico.

Durante a revista pessoal, foram localizadas duas pedras de crack e dois eppendorfs de cocaína nos bolsos do suspeito. Questionado, ele confessou o crime e apontou uma área de mata onde os policiais localizaram uma sacola com diversas porções de maconha, crack e cocaína, semelhantes às encontradas com o indiciado.

O traficante recebeu voz de prisão, foi encaminhado ao Plantão Policial de Botucatu e teve a prisão ratificada pela autoridade de plantão.

Ele segue detido, à disposição da Justiça.

Polícia Militar

Rebanho invade propriedade rural em Botucatu e Grupo de Investigações em Área Rural (GIAR) identifica responsável pelos animais

Uma ocorrência inusitada mobilizou a equipe do GIAR (Grupo de Investigações em Área Rural) nesta semana, após o registro do boletim de ocorrência. Um rebanho de bovinos invadiu a propriedade de um morador, localizada na zona rural de Botucatu, gerando preocupação quanto a possíveis danos.

Após diligências no local, os policiais identificaram que os animais pertenciam a um homem, que atualmente alugava uma fazenda vizinha à da vítima. Segundo apuração da equipe, os bovinos escaparam da área arrendada devido ao rompimento de parte da cerca, ocasionado por forças naturais, como vento e desgaste do material.

O proprietário dos animais foi prontamente localizado e, após ser orientado, recolheu todo o rebanho, retornando-os à sua propriedade. Ele também providenciou o reparo da cerca para evitar novos incidentes.

O GIAR segue atuando na mediação de conflitos rurais e na preservação da segurança no campo, reforçando o compromisso da Polícia Civil com os produtores e moradores das áreas rurais da região.

Polícia Civil

Presidente do México sofre assédio sexual na rua durante evento público

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, foi vítima de assédio sexual em via pública, na terça-feira (4), enquanto participava de uma caminhada no centro histórico da Cidade do México, próximo ao Plácio Presidencial. Um homem se aproximou por trás da mandatária, abraçou, tocou a cintura e o seio dela. O agressor ainda tentou beijar o peçoco de Sheinbaum. O episódio, registrado em vídeo, gerou repercussão internacional sobre violência de gênero.

O homem, identificado como Uriel Rivera, foi detido imediatamente por agentes de segurança e conduzido à Promotoria de Investigações de Delitos Sexuais da Cidade do México, segundo informações oficiais divulgadas pela Procuradoria-Geral de Justiça.

Nas imagens, é possível ver Sheinbaum cumprimentando simpatizantes quando o homem se aproxima por trás e a toca de maneira invasiva. A presidente reage afastando calmamente as mãos dele e diz: “Não se preocupe”, antes que um assessor intervenha e afaste o agressor.  Ela ainda aceitou tirar uma foto com ele, dando um tapinha nas costas do homem.

O episódio repercutiu e gerou ampla discussão sobre o esquema de segurança presidencial, considerado discreto desde a extinção do antigo Estado Maior Presidencial, dissolvido por decisão de Andrés Manuel López Obrador, antecessor de Sheinbaum. A medida, mantida pela atual presidente, tinha como objetivo aproximar o governo da população, mas acabou expondo vulnerabilidades.

A titular da Secretaria (ministério) das Mulheres, Citlali Hernández, criticou a agressão: “Repudiamos o ato que nossa presidente viveu hoje”, escreveu Hernández no X, onde também denunciou a “visão machista” e a normalização que alguns homens fazem da invasão ao espaço pessoal e ao corpo das mulheres.

Violência de gênero no México

O caso ocorre em um contexto preocupante. De acordo com o Instituto Nacional de Esdatística y Geografia (Inegi), 45% das mulheres mexicanas já foram vítimas de assédio ou violência sexual em espaços públicos. Em 2024, o país registrou mais de 3 mil feminicídios, segundo dados oficiais, revelando uma crise persistente de segurança e direitos humanos.

Em entrevista ao El País, a advogada e ativista Marta Tagle, ex-deputada e referência em políticas de gênero, afirmou que o caso deve ser tratado como crime e como símbolo de uma luta mais ampla:

“O que ocorreu com a presidente Sheinbaum é o que enfrentam milhares de mexicanas todos os dias: o medo constante de serem tocadas, observadas ou violentadas simplesmente por existirem em público.”

O Código Penal da Cidade do México prevê pena de um a quatro anos de prisão para casos de assédio sexual, além de multa e medidas restritivas. Como o ato ocorreu em local público e contra uma autoridade federal, o processo deve ser analisado pela Promotoria de Delitos Sexuais, que já abriu investigação formal.

A presidência mexicana ainda não divulgou posicionamento oficial detalhado sobre o caso, mas, segundo a Agência France-Presse, fontes próximas informaram que Sheinbaum pediu que o episódio não seja usado politicamente e reforçou o compromisso de fortalecer políticas de combate à violência contra a mulher.

Fonte: Correio Braziliense

Foto: Reprodução