Artigos do Autor: Fernando Bruder

Capitalismo social é sustentabilidade socioambiental

A economia de livre mercado, economia pró-mercado autossustentado ou sistema de negócios a cargo único da livre iniciativa sem o concurso do Estado é um estímulo ou a potencialização de crises. Mas a iniciativa privada pode se aliar ao fortalecimento de um Estado de bem-estar social, avocando os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, e suas 169 metas. Basta que os Estados levem adiante a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável que, em síntese, visa à erradicação da pobreza e da miséria extrema, garantindo vida digna para todos sem, contudo, exaurir os recursos do planeta. “A Agenda 2030 é a nossa Declaração Global de Interdependência”, já disse António Guterres, Secretário-Geral da ONU.

O Estado brasileiro deve, sem demora, promover mecanismos econômicos que protejam iniciativas de produção como o associativismo e o cooperativismo, principalmente quando envolvem empreendedores da agricultura familiar e/ou de subsistência, autônomos, artesãos/artistas e ambulantes. Igual medida deve alcançar as micro, pequenas e médias empresas, que são as que mais empregam no país. Para isso, é preciso ir além dos preparos técnicos de planejamento e organização dos negócios. Bancos de fomento, que garantam a estabilidade dos negócios privados precisam ser pensados com linhas de incentivos financeiros de médio e longo prazos.

Sem a presença do governo, regulando a vida social e econômica do país, é fatal o (res)surgimento de ações deletérias visando a conspurcar o Estado de bem-estar social, minimizando-o e, mais grave, levando a democracia de roldão. Essa é uma das mal resolvidas lacunas de nossa história econômico-social. Assistimos agora às suas reprises: ressuscitam-se as máximas pelo enfraquecimento do Estado, em nome da lógica do mercado no qual tudo se torna mercadoria, além de uma obcecada oposição a toda e qualquer forma de nacionalismo.  Põem-se em segundo plano as conquistas de inclusão social que, em síntese, são os programas de educação, saúde, moradia, saneamento básico e cultura. Tal (des)ordem socioeconômica, somada às crises no âmbito jurídico e da magistratura, macula e atrasa o avanço de nossa democracia e leva ao abandono dos princípios e valores que regem a Carta Magna de 1988, a “Constituição cidadã”. A economia tende ao fracasso se continuar renhida ou rendida a um mercado que se prende unicamente aos dogmas neoliberais. Isso é uma ameaça à democracia.

Um caminho alternativo já foi traçado pelas nações do mundo inteiro no âmbito da ONU. Ele está explícito na Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. Resta-nos cumpri-la, já que dela somos signatários.

Talvez seja difícil admitir que os poderosos combinem propostas em prol dos que mais precisam. Mais difícil ainda talvez seja emplacar as indispensáveis políticas públicas que rompam com a nossa centenária deseducação política, social e cívica, que, no quadro atual, devasta o país e fragiliza os valores garantidores da nossa pretendida democracia. Mas o autor de Capitalismo social não se limita a denunciar os problemas ou se lamentar. Para ele, há motivos para se ter esperança, mesmo nos marcos do capitalismo. Como ele mesmo observa, ao falar do objetivo do livro:

Um exercício perseguindo este propósito: intentar o capitalismo na direção do agravamento de suas responsabilidades socioambientais sem interferir no seu indispensável concurso para o aumento da capacidade produtiva do país, redução do desemprego e das desigualdades.

Utópico? Sim, se permanece o já prenunciado capitalismo autofágico – o selvagem – que na atualidade insiste em assim permanecer pelo mundo afora, mas que já caminha inexorável aos seus estertores. E não será uma utopia ter em perspectiva o capitalismo remido pró-paz mundial, como já assentado ficou na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Segundo Abi Abib, o nosso país tem condições de adotar o capitalismo social, reduzir as desigualdades, preservar o meio ambiente e ampliar a democracia. Neste livro, ele reúne reflexões de economistas, sociólogos e autoridades políticas e religiosas do mundo todo, além dos já citados documentos internacionais, para fundamentar suas próprias ideias sobre como tornar o Brasil um país mais próspero e justo.

Nota: Em 1988 o Brasil proclamou-se um Estado laico, democrático, de economia capitalista na plenitude dos direitos humanos e sociais; da livre iniciativa; da liberdade de imprensa; da proteção à vida e à propriedade. Eis aí o arcabouço do Capitalismo Social! O livro explica por que o país não consegue pôr em prática o que estabelece nossa Carta e propõe caminhos para superação dos entraves.

com assessoria

Religioso não é tudo igual

Engana-se quem pensa que o religioso é apenas o que está vestido de terno e gravata, saia, ou com uma bíblia gigante debaixo do braço. Não existe um estereotipo fixo e único dessa espécie. Mas existem performáticas religiosas que são construídas na sociedade contemporânea. São produtos dos meios mais diversos e variáveis que vão das denominações mais tradicionais até as neopentecostais.

Por isso é salutar um cuidado mais apurado do termo ‘religioso’. É preciso muito cuidado para não se tornar um antirreligioso e se perder de Deus. Não adianta ter voz e perder o coração.

O religioso, tradicionalmente falando, é aquele que vocifera seus dogmas e crenças por onde anda e vai. Comumente tem um jeito peculiar de se vestir e portar. Terno, saia, calça, camisa, gravata, etc. Mas é verdade também que podem existir aqueles que entendem isso como uma tradição e que, de fato, não sejam religiosos. Embora seja muito difícil, mas nem todo tradicional é religioso.

Então, siga o conselho bíblico que diz sobre não considerar as aparências.

Atrelado aos estereótipos de religiosos tradicionais vem os ensinos, que a meu ver são piores do que a aparência. O ensino desses religiosos parte de uma premissa de que eles sabem o que é a Verdade, seja lá o que isso quer dizer(para eles). Ao interiorizarem isso se tornam fanáticos, todo fanático torna-se disposto a matar em nome do amor a verdade.E no amor ao outro que ele mata em nome da verdade dele. Esses se julgam conhecedores e sabedores do que é o melhor para aquele que eles matam. O matar aqui não é literal, pode ser emocionalmente, psicologicamente e espiritualmente, mas também pode culminar na morte literal. Nisso surge o tema tão usado por eles: ‘Deus é um Deus de justiça’. Portam-se como verdugos dessa justiça, fazendo-se valer de suas próprias verdades, frutos de uma mente já consumida pela síndrome de ser deus.

Mas existem os religiosos que dizem que não religiosos e até ‘batem de frente’ com os religiosos tradicionais. Constroem lugares e ambientes na contramão dos ambientes e lacais religiosos tradicionais. Espaços diferentes, cheio de luzes, cheio de coisas modernas, usam e abusam dos estilos modernos e descolados, as vezes usam até as casas própria, na tentativa de se mostrarem desapegados do templo religioso.

O estereótipo é descolado. Barba, camisa xadrez, calça apertada ou bem larga, usam bonés, adoram tatuagens e sempre passam um ar de liberdade e espontaneidade.

Mas faço questão de dizer mais uma vez. Não se apegue as aparências do exterior. Todos são livres e podem escolher como se vestir e andar. Inclusive não é essa minha questão aqui. Estou apenas fazendo uma explanação das realidades que tenho parcebido.

No que se refere ao ensino desses ‘não religiosos’, encontra-se a pseudo intelectualidade afogada na marcha cansativa e maçante das repetições musicais de quatro linhas, três notas, por longos quinze, vinte, trinta minutos. Reuniões regadas a emoções e transes psicológicos. Tudo isso em nome da liberdade e espontaneidade da adoração.

Na mensagem que transmitem, a imposição da santidade conforme o fundamentalismo histórico religioso pede e ensina, e a falsa sensação e acolhimento para todos permeiam os estudos. É uma mistura de cansaço do excesso de religiosidade com a vontade de se libertar do estereótipo tradicional. Mas um amor as cadeias dogmáticas, teológicas e dos conjuntos de regras da religião.

Poderíamos resumir os religiosos que se dizem não religiosos como sendo iguais os tradicionais dos primeiro parágrafos deste texto, mas mais descolados na vestimenta e aparência. A essência é a mesma. E essa essência não esta ligada ao Espirito do Evangelho.

A terceira, e talvez até mais imperceptível, performática religiosa seja essa que chamo dos que pensam que são, mas não são; libertos.

São um tipo de gente que pensa que já chegou à plenitude. São abertos, leem bons livros(as vezes), tomam cervejas, vinhos, frequentam todos os lugares com liberdade e leveza. Sem maiores problemas para sua espiritualidade. Não tem problemas com músicas ‘mundanas’ , aparentemente superaram os limites dogmáticos das instituições. Um tipo de gente que aplaude quando se fala de ajuda aos pobres, que sorri quando se fala em repartir o pão. Vibram com os convites de comunhão com a criação, com a natureza.

Mas não ouse lhes tirar de sua zona de conforto.

Existe nesses, aquela velha e adâmica consciência de que não erraram. Não precisam mudar. Não querem mudar. São ignorantes ao novo e pior, aos ensinos de Jesus.

Normalmente esses religiosos não libertos, fogem dos ambientes de ensino e construção. Sabe por quê? Porque para eles aprender não é mais necessário e assim ambientes de debates e diálogos principalmente se for à contramão do que eles pensam e seguem fielmente, eles não aceitam. A comunidade é apenas o lugar de prestar sua gloriosa contribuição física e financeira com Deus. Espantam-se com a inclusão dos que antes eles apenas no discurso diziam amar.

Outra marca desse terceiro tipo de religioso é se sentir excluído por ser quem é. Mas na realidade ele mesmo não muda nem quer mudar, fica então a única saída que é se afastar e se dizer incompreendido ou excluído.

Seguirei a jornada do Evangelho que não se resume num conjunto de regras, livre e empenhado no proclamar A Mensagem do Reino de Deus.

Normalmente a Mensagem do Reino sempre vai excluir aqueles que acham que não precisam mudar nada para seguir a Jesus, vai confrontar os poderes estabelecidos e incomodar os religiosos de todos os tipos.

Tenho aprendido que toda inclusão é uma exclusão daqueles que não querem ficar dentro do Novo Mundo que a mensagem do Espirito esta gerando. Se o racista quer continuar racista e seguir a Jesus, a mensagem de Jesus vai excluí-lo. Assim com o acumulador capitalista, com xenofóbico, misógino, xenófobo, machista, violento, amantes desse mundo, fariseus, religiosos etc.

Temos uma condição ética, sim, para seguir a Jesus. Racistas, acumuladores capitalistas, xenofóbicos, misóginos, homofóbicos amantes desse mundo, fariseus, violentos, religiosos, venham, venham todos, mas, deixem de pensar o outro como vocês pensam. Aí, o racista, misógino, violento, machista, acumulador, vai embora e diz: Jesus me expulsou do convívio dele. Sim e não. Jesus te convidou a mudar de vida e você não quis, logo ali não seria um lugar confortável para você. Outra coisa, você saiu da convivência com Jesus porque amava mais as suas verdades do que aquilo que ele tinha para te ensinar…

Não existe mensagem neutra, tal como não existe recepção neutra da mensagem.

Estamos num mundo, com seus valores, crenças e esperanças e essas pessoas estão em outro mundo tentando fazer o Evangelho caber e se estagnar no mundo deles, fuja dos religiosos de todos os tipos e siga a Jesus.

O Evangelho não se resume num conjuntos de regras.

Renato Ruiz Lopes

Cursos técnicos se destacam na formação profissional

O mundo do trabalho está cada vez mais competitivo e exige que o profissional esteja sempre capacitado. Diante do contexto atual, com um maior volume de população desempregada devido à pandemia, ter diferenciais na formação profissional e adquirir novas habilidades são possibilidades para voltar ao mercado ou até mesmo para se destacar. Dados do Ministério da Educação (MEC) apontam que existem mais de 200 cursos técnicos em instituições privadas e públicas no país, e os profissionais técnicos estão em ascensão e ganham mais espaço no universo corporativo.

Assim, o curso técnico é uma boa opção para reciclar ou ampliar o conhecimento, somando diferenciais competitivos para o universo corporativo. “Existem várias razões para investir nesse nível de estudo. Para um estudante que não tem vivência profissional, por exemplo, é uma oportunidade de conhecer áreas de trabalho. Já para aqueles que buscam inserção rápida no mercado, é a possibilidade de conquistar um emprego em funções alternativas e com habilidades práticas”, pontua Fábio Kubica, coordenador de negócios educacionais do Senac Botucatu.

Apesar da curta duração, o ensino técnico inclui uma variedade de experiências práticas, sem deixar de lado as referências teóricas ou o conhecimento científico. A capacidade de simular o que ocorre na rotina de trabalho permite que o profissional esteja mais preparado para desenvolver sua carreira dentro de empresas com diferentes perfis.

Para Kelvis Rogério Germano, coordenador da área de saúde e bem-estar do Senac Botucatu, a formação técnica tem importante reconhecimento no mundo do trabalho justamente por unir conhecimento e prática profissional. “Na vivência das aulas, os estudantes têm contato com metodologias ativas de ensino, projetos, aulas práticas e estágios. Todo esse contexto possibilita um aprendizado que se diferencia, uma vez que o aluno conclui o curso com perfil profissional.”

O ensino técnico tem ainda como ponto positivo o baixo custo de investimento, comparado aos cursos superiores. Além de ser rápido e integrar conhecimentos atuais, como empreendedorismo, o que auxilia na definição ou aprimoramento de carreiras. “Por isso ele facilita a reinserção no mercado ou em uma nova área de atuação, pela agilidade e pelas práticas que permite aperfeiçoar. Ou seja, um profissional desempregado pode conquistar um novo direcionamento profissional graças às perspectivas e vivências diferenciadas que a formação técnica proporciona e, em um momento como esse, com instabilidades setorizadas, é uma alternativa bastante viável”, destaca Kelvis.

 

Bons motivos para fazer um curso técnico:

– O tempo de duração de um curso técnico é menor, mas o foco é maior na demanda do mercado. Assim, é possível aprender uma profissão diferente e aplicar os conhecimentos na prática;

– A formação possibilita o contato com plataformas tecnológicas e carreiras promissoras.  Outra vantagem é que as disciplinas estão relacionadas ao dia a dia profissional;

– A qualificação técnica pode ser o primeiro passo para uma carreira e ajuda a identificar a afinidade pessoal com a área. Assim, na hora de escolher um curso de graduação, já existe uma expectativa sobre o conteúdo;

– Os cursos técnicos têm mensalidades mais acessíveis. Os valores variam de acordo com a escolha, mas costumam ser mais econômicos do que   cursos do ensino superior, por exemplo.

 

Para quem deseja iniciar uma qualificação técnica, o Senac Botucatu oferece um portfólio extenso, com opções nas mais diversas áreas de atuação. Para conhecer as oportunidades e se inscrever, basta acessar o Portal Senac (www.sp.senac.br/botucatu).

 

Serviço:

Senac Botucatu

Local: Rua Dr. Rafael Sampaio, 85, Boa Vista – Botucatu/SP

Informações e inscrições: www.sp.senac.br/botucatu

CDHU parcela dívida de mais de 46 mil mutuários inadimplentes

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Habitação, enviou à casa de 46.867 mutuários com três ou mais prestações em atraso uma carta oferecendo proposta de acordo para parcelamento da dívida até o final do contrato de financiamento.

No total, os valores a serem renegociados pela companhia atingem R﹩ 153,7 milhões, que serão reinvestidos na construção de mais moradias populares. Na região de Sorocaba, 3.170 mutuários estão inadimplentes.

Pela proposta enviada, cada um dos mutuários inadimplentes recebe em sua casa um boleto personalizado, já calculado o valor da entrada que corresponde a no mínimo 10% de toda a dívida, com data de pagamento para 22 de fevereiro. O mutuário também é informado na carta qual será o valor mensal das prestações futuras do acordo. Depois de efetuar o pagamento desta parcela de entrada, o mutuário receberá um novo carnê, cujas prestações já vão incluir os valores atrasados acordados.

“Esta é mais uma excelente oportunidade que a CDHU está oferecendo aos mutuários para regularizarem seus débitos sem nenhuma burocracia, recebendo as informações por meio de carta em suas residências”, afirma o secretário de Estado da Habitação Flavio Amary. “É importante estar em dia com a CDHU para o mutuário preservar seu maior bem, a sua casa própria”, explica.

Para mais informações, acesse o site da CDHU (www.cdhu.sp.gov.br) ou ligue para o Alô CDHU (0800 000 2348).

HCFMB promove live sobre Fevereiro Laranja nesta quarta-feira

Você sabia que, de acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de 10 mil pessoas devem ser atingidas pela leucemia neste ano?
Fevereiro pode até não ter carnaval em 2021, mas é um mês em que as atenções se voltam para o diagnóstico precoce e o tratamento da leucemia, além do incentivo à doação de medula óssea.
Hoje, a partir das 19h, você tem um encontro marcado com a Saúde! Tire todas as suas dúvidas sobre o Fevereiro Laranja!
Participam da live o médico hematologista e coordenador do Serviço de Oncologia do HCFMB, Dr. Rafael Dezen Gaiolla, e o médico hematologista do Hospital Amaral Carvalho de Jaú/SP, Dr. Mair Pedro de Souza.
Haverá transmissão ao vivo pelo Facebook e pelo YouTube do HCFMB! Participe!
Realização: HCFMB, Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) e Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp)

Bolsonaro quer testar spray nasal contra Covid-19 no Brasil

O spray nasal EXO-CD24, originalmente desenvolvido para combater câncer de ovário, deverá ser testado no Brasil contra Covid-19, segundo anunciou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em sua rede social nesta segunda-feira (15).

Mais tarde, em São Francisco do Sul (SC), o presidente afirmou que deve enviar uma equipe a Israel para tratar do spray e negociar sua adoção no Brasil.

A droga, no entanto, ainda não possui eficácia comprovada para o combate ao coronavírus.

“EXO-CD24 é um spray nasal desenvolvido pelo Centro Médico de Ichilov, em Israel, com eficácia próxima de 100% (29/30), em casos graves, contra a Covid”, escreveu Bolsonaro em suas redes sociais. “Brevemente será enviado à Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] o pedido de análise para uso emergencial do medicamento.”

Em um ensaio clínico de fase 1, o primeiro a testar o fármaco em humanos, os cientistas disseram que 29 dos 30 pacientes que receberam o spray nasal, todos com casos moderados a graves de Covid-19, receberam alta entre 3 a 5 dias após o tratamento.

Por ser um ensaio ainda inicial, os pacientes não foram divididos em dois grupos, um que recebeu o remédio e outro que recebeu um placebo. Assim, são necessárias mais pesquisas com maior número de voluntários e com o chamado padrão-ouro de ensaio clínico (controlado, randomizado e duplo-cego), para comprovar a eficácia do EXO-CD24 para Covid-19.

Bolsonaro já havia anunciado, na última sexta-feira (12), após uma conversa com o primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu, que o Brasil seria palco para condução de um ensaio clínico com a droga experimental.

“Dentre outros assuntos, tratamos da participação do Brasil na 3ª fase de testes do spray EXO-CD24, medicamento israelense que, até o momento, vem obtendo grande sucesso no tratamento da Covid-19 em casos graves”, escreveu Bolsonaro em suas redes sociais.

Nesta segunda-feira, após nova conversa com Netanyahu no domingo (14), o presidente reafirmou o interesse em avaliar a droga experimental no país. Questionada, a Anvisa disse não ter recebido nenhum pedido relacionado à droga EXO-CD24 até o momento.

“Estamos estudando uma ida de uma equipe nossa para Israel. Estamos falando com o hospital, existe uma possibilidade muito grande de nos próximos dias a documentação entrar na Anvisa. E entrando na Anvisa, com um pedido para ser usado emergencialmente, a Anvisa vai rapidamente analisar a documentação e se achar que procede, vai liberar”, afirmou o presidente.

“Eu vejo que é muito menos difícil, mais fácil liberar isso, o spray, porque a pessoa já está em estado grave, alguns até entubados. E aquele spray como deu certo rapidamente em 29 de 30 pessoas, tem tudo para dar certo aqui”, completou.

Bolsonaro então mais uma vez ironizou a eficácia da Coronavac – a principal vacina usada na imunização da população brasileira, atualmente – embora sem mencioná-la pelo nome.

“Tão importante quanto uma vacina aprovada pela Anvisa é o remédio”, disse o presidente, que então deu um sorriso irônico ao falar da Coronavac.

Bolsonaro então criticou seus antecessores, por não manterem um bom relacionamento com o governo de Israel. Lembrou que Dilma Rousseff rejeitou a indicação para embaixador israelense em Brasília de Dani Dayan, político e empresário ligado aos assentamentos de colonos israelense na Cisjordânia.

A ação da droga é semelhante à de outros medicamentos que já foram e vem sendo testados contra a Covid-19 e cujo objetivo é impedir a chamada tempestade de citocinas, ou seja, uma reação exacerbada do sistema imune que faz com que o organismo ataque o próprio corpo, e não o vírus.

A droga israelense consiste em levar às células pulmonares via exossomos – pequenas vesículas que transportam substâncias entre as células- uma proteína, chamada CD24, que diminui o processo inflamatório e restabelece o equilíbrio ao sistema imunológico.

Pesquisas com a proteína CD24 vêm sendo desenvolvidas há décadas como tratamentos inovadores de câncer. No caso do tratamento de pacientes com câncer, a proteína CD24 é usada como alvo imunoterápico, por ser a responsável por impedir o combate natural do corpo aos tumores. Bloqueando a ação da CD24, o corpo reage à doença e ataca o tumor.

Pesquisador principal do estudo em Israel, o médico Nadir Arber disse ao jornal Times of Israel que o novo tratamento consiste em uma “grande descoberta”, e que o uso recomendado é a inalação uma vez ao dia durante alguns minutos, por cinco dias.

“A fórmula de spray direciona a droga diretamente ao ‘coração’ da tempestade de citocinas -os pulmões-, por isso, ao contrário de outras formulações, que restringem seletivamente uma determinada citocina, ou agem de maneira generalizada, podendo causar efeitos colaterais, a EXO-CD24 é administrada localmente, funciona amplamente e não possui efeitos colaterais.”

É preciso, agora, conduzir mais estudos com a droga, disseram os pesquisadores do hospital, mas há aposta de que seja uma “droga revolucionária” contra Covid-19.

Outras drogas estudadas para Covid-19, no entanto, apresentaram resultados promissores em estudos pequenos, com quantidade limitada de participantes, e depois não conseguiram comprovar sua eficácia para o tratamento nem de casos leves, nem moderados ou graves de Covid-19, como a hidroxicloroquina e a ivermectina -esta última, apenas com resultados in vitro satisfatórios, mas que caiu ao ser testada em humanos.

Bolsonaro voltou a atacar as políticas de isolamento social e defendeu os medicamentos sem comprovação de eficácia contra a Covid, chegando a parabenizar os médicos que os receitam.

“No mais, repito, parabéns aos médicos que têm coragem no Brasil de receitar aquela medicina off label, que é fora da bula. Como não tem um remédio específico, ele por experimentação, por observação, acaba receitando cloroquina, ivermectina -a tal da Anitta-, seja lá o que for, em comum acordo com o paciente”, disse.

fonte: JCNet

foto: Isac Nóbrega/PR

Projeto de Lei institui benefício fiscal para que empresas contratem planos de saúde privados para seus empregados

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados promete intensificar o interesse das empresas em contratar planos de saúde privados para seus funcionários. O PL 4393/20 propõe a criação de um crédito às empresas que equivalerá a 67% do valor do dispêndio com plano de saúde.

Pela proposição, esse percentual poderá ser abatido da contribuição do PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Ambos são parte dos tributos federais que incidem sobre as empresas no país.

O projeto esclarece que o custeio do plano de saúde em benefício do empregado não será computado como remuneração salarial e nem será utilizado como base de cálculo de tributo ou de depósito do FGTS. A proposição ainda está em análise em três comissões da Câmara e não há previsão de quando será apreciada no plenário da Casa.

Mesmo assim, o administrador e gestor comercial da You Saúde, Lucas Vilela, já vê o projeto de lei como uma vitória. Segundo ele, existe uma preocupação com as dificuldades de manutenção de alguns benefícios não-obrigatórios pelas empresas neste momento de crise. “É importante que esse tipo de iniciativa parta do poder público. As empresas brasileiras estão sufocadas pela queda de receita desde o início da pandemia, e, sem incentivo fiscal, fica difícil manter as mesmas condições ofertadas antes da crise. Espero que esse movimento sensibilize também o Senado e, por fim, a Presidência da República”, opina.

Segundo Lucas, o objetivo da proposta é estimular as empresas a contratarem ou manterem os contratos com planos de saúde em benefício dos colaboradores, mesmo em um cenário em que anualmente os reajustes sejam até acima da inflação, onerando os empregadores.

Prefeitura vai suspender juros de dívidas durante período de calamidade pública por conta da pandemia

A Administração Municipal enviou nesta segunda-feira, 15, à Câmara dos Vereadores de Botucatu, um projeto de lei que visa a suspensão da cobrança de juros de mora sobre créditos inscritos na Dívida Ativa do Município durante período de calamidade pública na Cidade.

Essa medida não altera os parcelamentos que já foram negociados com a Prefeitura.

“Em resumo, todo imposto ou taxa não pagos são incluídos em dívida ativa após o exercício financeiro. A incidência de juros e multa ocorre no período entre a data de vencimento e a quitação. Esse projeto de lei faz, para o período da pandemia, essa suspensão dos juros e da multa para o contribuinte”, explica Fábio Leite, Secretário de Governo.

O projeto de lei será votado pelos vereadores de Botucatu. Assim que aprovado, retorna ao Executivo para sanção do Prefeito.

“Nosso papel neste enfrentamento da pandemia é, além de garantir que toda a população tenha atendimento digno na saúde, oferecer mais conforto para que ela retome suas atividades econômicas. Confiamos que essa medida vai ajudar muitos trabalhadores e que nossos vereadores saberão olhar para essa importância”, afirmou o Prefeito Mário Pardini.