Botucatu é a pior cidade da Região para ser mulher

O estudo mais recente da Tewá, instituto especializado em pesquisas sociais com enfoque em gênero, trouxe dados preocupantes para o interior paulista. A pesquisa avaliou cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes a partir de indicadores como violência contra a mulher, desigualdade salarial, acesso à saúde, educação, mercado de trabalho e representatividade política feminina, classificando os municípios em níveis que vão de “muito baixo” a “muito alto” em igualdade de gênero.

Na 4ª Mesorregião Administrativa do Estado de São Paulo, composta por Lins, Bauru, Jaú, Botucatu e Avaré, o cenário expõe disparidades. Entre os municípios que ultrapassam os 100 mil habitantes, o levantamento aponta que Botucatu é a pior cidade para ser mulher.

Bauru está em melhor colocação da região e recebeu classificação “baixa”, vem seguida por Jaú e depois Botucatu com classificação “muito baixa”. Avaré e Lins nao figuraram no estudo por terem menos de 100 mil habitantes.

Esse ranking reflete índices alarmantes de desigualdade e vulnerabilidade das mulheres da região.

No caso de Botucatu, os números revelam uma combinação crítica de altas taxas de violência de gênero, pouca representatividade política feminina, diferença salarial acentuada entre homens e mulheres, falta de serviços de saúde especializados para as mulheres e carência de políticas públicas eficazes de proteção social.

A comparação com outras cidades paulistas evidencia a gravidade do quadro. Enquanto Araras e São Caetano do Sul alcançaram classificação média, e municípios como Birigui, Osasco, Itapecerica da Serra, Santo André e São José do Rio Preto figuram entre as melhores colocações do estado, Botucatu se mantém entre as piores, mostrando que o Centro-Oeste Paulista ainda está atrasado no enfrentamento das desigualdades de gênero.

O resultado reforça a urgência de ações concretas por parte do poder público municipal e regional para garantir mais segurança, oportunidades e participação às mulheres, sob risco de manter a cidade presa a um cenário de exclusão e vulnerabilidade.

Sobre Fernando Bruder

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