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IBB/Unesp recebe Encontro da Bioética Avançada (EBA)

Realizado anualmente pela Sociedade de Bioética de São Paulo, o evento tem como objetivo promover debates sobre temas atuais em diferentes áreas do conhecimento.

Nos dias 29 e 30 de maio, no Espaço IB Eventos, o Instituto de Biociências da Unesp, câmpus de Botucatu, recebe o Encontro da Bioética Avançada (EBA). Realizado anualmente pela Sociedade de Bioética de São Paulo (SBSP), o evento tem como objetivo promover debates e reflexões sobre temas contemporâneos da bioética, entre eles pesquisas com seres humanos, questões ambientais, direitos dos animais e assuntos relacionados à genética.

A iniciativa também busca ampliar a atuação da SBSP no interior paulista, promovendo a integração entre pesquisadores, estudiosos e profissionais da área por meio da parceria com o Departamento de Ciências Humanas e Ciências da Nutrição e Alimentação (DCHCNA) e com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Bioética e Direitos Humanos: abordagem multidisciplinar (GEPBIODH/IBB/CNPq). O encontro contará ainda com a participação do Grupo de Pesquisa em Ética e Bioética do Programa de Pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Presbiteriana Mackenzie (GPEB/UPM/CNPq).

De acordo com o organizador local do evento, professor Valdir Paixão, do Departamento de Ciências Humanas e Ciências da Nutrição e Alimentação do IBB/Unesp, o encontro propõe atualizar as discussões em torno dos temas abordados, além de descentralizar os debates e promover a troca de experiências entre participantes de diferentes áreas do conhecimento.

“A bioética é uma área do conhecimento interdisciplinar, por isso, temos a participação efetiva de estudiosos de diferentes áreas, como medicina, biologia e direito, por exemplo. O importante é analisarmos e defendermos a pluralidade de pensamentos”, explicou.

A proposta do encontro também é reforçada pelo presidente da Sociedade Bioética de São Paulo (Regional da Sociedade Brasileira de Bioética), Paulo Fraga. Segundo ele, o evento busca, cada vez mais, ampliar as reflexões sobre questões humanas e ambientais.

“A iniciativa da Sociedade de Bioética de São Paulo, em parceria com grupos de pesquisa, tem como proposta estabelecer interlocução entre os envolvidos, promovendo trocas de experiências, pesquisas e a construção de pontes entre as áreas do conhecimento e a sociedade”, destacou.

Fraga também ressalta a importância de popularizar os debates relacionados à bioética e a relevância histórica da Unesp para a área.

“Popularizar a bioética é um aspecto essencial, pois ela está diretamente ligada à ética aplicada aos atos humanos e às pesquisas que envolvem seres humanos. A Unesp possui um papel importante nessa trajetória e integra a própria história da bioética no país”, completou.

O encontro será realizado de forma presencial e online, com uma programação diversificada que inclui mesas-redondas, apresentação de trabalhos científicos, atividade cultural e a participação de pesquisadores e estudiosos reconhecidos na área.

Mais informações no site do IB Eventos: https://eventos.ibb.unesp.br/eventos/

Dr. José Carlos Trindade, superintendente do HC de Botucatu, detalha expansão do hospital, investimentos e desafios da saúde regional

O jornalista Fernando Bruder entrevistou o superintendente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, Dr. José Carlos Souza Trindade Filho, em uma conversa marcada por balanços da atual gestão, investimentos milionários, crescimento da demanda hospitalar e os desafios enfrentados diariamente pela saúde pública regional.

Durante a entrevista, o superintendente destacou que o HC não atende apenas Botucatu, mas funciona como referência terciária e quaternária para cerca de 2 milhões de habitantes em toda a macrorregião do interior paulista.

HC atende cerca de 2 milhões de habitantes da região

Segundo o superintendente, o hospital é responsável por atendimentos de alta complexidade envolvendo diversas especialidades.

Entre os principais serviços oferecidos estão:

  • Transplantes
  • Cardiologia
  • Neurologia
  • Oncologia
  • Cirurgias especializadas
  • UTI pediátrica
  • Atendimento obstétrico de referência

Além de Botucatu, o HC atende pacientes de cidades como Avaré, Bauru, Lins e diversos municípios da região.

“Hoje o Hospital das Clínicas é uma estrutura regionalizada. Muitas vezes as pessoas ainda pensam que ele atende apenas Botucatu, mas a dimensão do hospital é muito maior”, explicou Trindade.

 

Quase 4 milhões de atendimentos e aumento das internações

O crescimento da demanda foi um dos principais temas abordados na entrevista.

De acordo com o superintendente, o hospital realizou aproximadamente 4 milhões de atendimentos no último ano, além de cerca de 28 mil internações hospitalares.

No início da atual gestão, esse número girava em torno de 25 mil internações anuais.

Trindade destacou que o crescimento exige investimentos constantes:

“Não existe saúde sem investimento. Gestão é importante, melhorar processos também, mas sem recursos é impossível ampliar atendimento.”

Ele explicou que o modelo de financiamento estadual premia hospitais que conseguem ampliar a produção de procedimentos, consultas e cirurgias.


Frio aumenta pressão sobre pronto-socorro e internações

O superintendente alertou que as quedas bruscas de temperatura provocam explosão de casos respiratórios, especialmente entre crianças e idosos.

Segundo ele, o pronto-socorro é o setor mais sensível do hospital justamente por lidar com situações não programadas.

“Cirurgias eletivas podem ser organizadas. Já o pronto-socorro depende da demanda espontânea e das urgências que chegam a qualquer momento.”

Após audiência pública realizada na Câmara Municipal, o HC iniciou medidas emergenciais para melhorar o fluxo interno e liberar leitos mais rapidamente.

Entre as ações estão:

  • aceleração das altas hospitalares até o meio-dia;
  • reorganização dos fluxos internos;
  • melhoria no processo de avaliação médica;
  • ampliação da rotatividade de leitos.

Novo Centro Oncológico deve receber investimento de R$ 90 milhões

Um dos principais anúncios da entrevista foi o avanço do projeto do novo Centro Oncológico do HC.

O projeto prevê:

  • cerca de 20 leitos de UTI;
  • aproximadamente 40 novos leitos de internação;
  • concentração dos atendimentos oncológicos em uma estrutura única;
  • modernização da oncologia e radioterapia.

Segundo Trindade, o investimento estimado gira em torno de R$ 90 milhões, com recursos provenientes principalmente de emendas parlamentares.

A decisão foi manter a oncologia integrada ao HC, preservando o perfil terciário e quaternário do hospital.


Reforma da Oncologia e Radioterapia do PSI

Além do novo centro, o HC já iniciou melhorias estruturais importantes.

Entre os investimentos anunciados estão:

  • R$ 9 milhões na reforma da Oncologia e Radioterapia do PSI;
  • cerca de R$ 25 milhões já investidos em equipamentos hospitalares.

O superintendente afirmou que a situação financeira do hospital atualmente é mais estável do que em períodos anteriores.

“Hoje eu não posso afirmar que faltam recursos para o hospital. O desafio agora é transformar investimento em melhoria prática de atendimento.”


Filas continuarão existindo, diz superintendente

Durante a entrevista, Trindade afirmou que o aumento da capacidade hospitalar não elimina completamente as filas do sistema público de saúde.

Segundo ele, o principal critério do SUS é priorizar a gravidade e a urgência de cada caso.

Ele citou como exemplo pacientes com insuficiência vascular grave, que recebem prioridade sobre cirurgias eletivas menos urgentes, como alguns casos de varizes.

“O sistema trabalha avaliando risco, gravidade e necessidade clínica.”


Entenda como funciona o sistema CROSS

O superintendente também explicou o funcionamento do CROSS, sistema estadual responsável pela regulação de vagas hospitalares.

Segundo ele, o objetivo é encaminhar o paciente para o hospital com estrutura disponível no momento da necessidade.

Isso significa que pacientes podem ser transferidos para outras cidades da região quando necessário.

“É melhor o paciente ser rapidamente encaminhado para um hospital com vaga disponível do que permanecer aguardando sem suporte adequado.”

Trindade destacou ainda que cerca de 94% da população de Botucatu consegue atendimento dentro da própria cidade.


Falta de profissionais preocupa hospital

Outro desafio citado foi a dificuldade para contratação de profissionais em determinadas especialidades.

As áreas mais críticas atualmente são:

  • pediatria;
  • psiquiatria.

Segundo o superintendente, muitas vezes a limitação não é estrutural, mas sim a ausência de profissionais disponíveis no mercado.


Tecnologia transforma a medicina

A entrevista também abordou os avanços tecnológicos no setor de saúde.

Trindade citou:

  • telemedicina;
  • UTIs conectadas remotamente;
  • cirurgias robóticas;
  • integração digital entre hospitais.

Ele afirmou que a tendência é de uma medicina cada vez mais conectada e regionalizada.


Hospital Estadual ajuda a desafogar o HC

O superintendente destacou a importância da integração regional entre os hospitais.

Segundo ele, o Hospital Estadual Botucatu vem contribuindo para absorver cirurgias eletivas e casos de menor complexidade, ajudando a reduzir filas e aliviar a pressão sobre o HC.

Além disso, o hospital desenvolve projetos para que determinados pacientes possam continuar tratamentos em unidades de menor complexidade, liberando leitos para casos mais graves.


Debate sobre maternidade gera polêmica

A questão da maternidade também foi abordada durante a entrevista.

Trindade explicou que manter duas maternidades completas exigiria duplicação de equipes, estruturas e custos operacionais.

Segundo ele, o modelo atual funciona em rede, com encaminhamento de pacientes conforme a complexidade do caso.

“Maternidade hoje exige UTI neonatal, pediatria permanente, anestesistas e estrutura hospitalar completa funcionando 24 horas.”

O superintendente destacou ainda que muitas cidades da região deixaram de manter maternidades próprias justamente pela inviabilidade econômica.


Contaminação em incubadoras aumentou pressão na UTI neonatal

Outro ponto revelado durante a entrevista foi o impacto causado por uma contaminação bacteriana em incubadoras da UTI neonatal.

Segundo Trindade, alguns leitos precisaram ser interditados temporariamente, o que provocou forte pressão no sistema hospitalar regional.

Ele explicou que qualquer redução de leitos gera efeito cascata em toda a rede de saúde.


Braquiterapia deve evitar viagens de pacientes para Jaú e São Paulo

O HC também trabalha para implantar o serviço de braquiterapia em Botucatu.

O investimento previsto é de aproximadamente R$ 2,6 milhões, com apoio via incentivos fiscais do PRONON.

A expectativa é permitir que pacientes oncológicos realizem tratamentos na própria cidade, evitando deslocamentos frequentes para municípios como Jaú e São Paulo.

O novo serviço deverá atender casos de:

  • câncer de próstata;
  • câncer de mama;
  • câncer de colo de útero;
  • outros tipos de tumores.

HC reforça papel regional e aposta em crescimento contínuo

Ao final da entrevista, Trindade afirmou que o futuro do HC passa pelo fortalecimento regional e pela integração com outros serviços de saúde.

Ele destacou a ligação histórica do hospital com a Faculdade de Medicina de Botucatu e com a Secretaria Estadual da Saúde.

Segundo ele, o crescimento de outros polos hospitalares e universitários da região deve ser visto como algo positivo para toda a rede pública.

“O objetivo é fortalecer toda a saúde regional. Quanto mais centros fortes existirem, melhor será o atendimento da população.”


Laboratório do HC impressiona pelo volume de exames

Encerrando a entrevista, o superintendente destacou o tamanho da estrutura laboratorial do hospital.

Segundo ele, o setor funciona praticamente como uma “fábrica de exames”, responsável pela produção de milhões de procedimentos laboratoriais todos os anos.


Assista à entrevista completa

A entrevista completa com José Carlos Souza Trindade Filho está disponível no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=fxVXyUvyguo

O apadrinhado de Ciro Nogueira e o rombo de R$ 87 milhões em Cajamar

Um político apadrinhado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) era o prefeito de Cajamar (SP) quando o Instituto de Previdência dos Servidores do município aplicou R$ 87 milhões em letras de crédito do Banco Master.

Na semana passada, Nogueira foi alvo de uma nova fase da operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Na representação, a Polícia Federal (PF) afirma que Nogueira recebia uma mesada do dono do Master, o empresário mineiro Daniel Vorcaro. Os valores variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, segundo a PF — Ciro Nogueira nega ter recebido os valores.

Os investimentos do Instituto no Master foram feitos em três rodadas, nos meses de outubro e dezembro de 2023 e março de 2024. À época, o prefeito de Cajamar era o atual vice-presidente do PP estadual em São Paulo, Danilo Joan. Ciro Nogueira participou pessoalmente do evento de filiação dele, em 30 de março deste ano.

Hoje, Danilo Joan é pré-candidato a deputado estadual pelo PP.

Como prefeito, cabia a Danilo Joan indicar os dirigentes do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar.

Os investimentos no Master são assinados pelos então diretores do instituto: Luiz Henrique Miranda Teixeira (diretor-executivo), Milton Marques Dias (administrativo e financeiro) e Marcelo Ribas de Oliveira (benefícios).

Com a liquidação do Master, o Instituto perdeu o valor investido.

A coluna entrou em contato com Milton Marques Dias. “Sobre o tema investimentos, já foram prestadas todas as informações solicitadas pelo portal Metrópoles”, disse ele.

A coluna não conseguiu contato com os outros dois dirigentes do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar.

Em nota, o Instituto afirmou que “todos os investimentos foram realizados com a observância de rigorosas cautelas legais e análises técnicas, em um momento em que a instituição era considerada sólida e segura pelos órgãos reguladores”.

Fonte: Metrópoles

Foto: Reprodução

 

Brasileiros tem R$ 10,57 bilhões em dinheiro esquecido; veja como consultar

Novo levantamento do Banco Central, publicado nesta terça-feira (12/5), aponta R$ 10,57 bilhões em valores esquecidos em instituições financeiras. Segundo a Estatística de Valores a Receber, cerca de R$ 14,5 bilhões em dinheiro esquecido já foi devolvido.

Desse montante, R$ 8,1 bilhões estão distribuídos entre 45.332.328 pessoas físicas, enquanto 5.044.222 pessoas jurídicas tem R$ 2,4 bilhões em valores esquecidos. Para consultar, cidadãos pode acessar sistema disponível no site do BC.

Os dados mostram que 62,9% tem valores retidos abaixo de R$ 10, enquanto 24,16% tem de R$ 10,01 a R$ 100 e 10,90% tem até de R$ 100,01 a R$ 1.000. Apenas 2,05% tem acima de R$ 1.000 em dinheiro esquecido.

Ainda segundo o relatório, a maior parte das pessoas, cerca 33 milhões, tem valores em bancos. As administradoras de consórcio vem em seguida, com 8,2 milhões.

A publicação do relatório ocorre no mesmo dia do prazo final para que bancos enviem esse valores ao Fundo Garantidor de Operações (FGO). Desse valor, R$ 5 bilhões devem ser destinados à cobertura de risco de inadimplências no Novo Desenrola Brasil, lançado na última segunda (4/5).

O Ministério da Fazenda indica ainda que 10% desse valor deve ser destinado para cobrir eventuais pedidos de devolução por parte dos cidadãos. Após a transferência para o FGO, a pasta vai disponibilizar um link para um sistema de informações com detalhes sobre extrato, agência, número da conta e banco de origem. O acesso à consulta é individualizado.

Fonte: Correio Braziliense

Foto: Reprodução

Médico do HCFMB explica por que os jovens têm infartado com maior frequência

O número não é uma novidade – 30% das mortes no Brasil são provocadas por doenças cardiovasculares. O elemento novo neste contexto é que indivíduos abaixo dos 40 anos têm infartado mais nas últimas décadas. De acordo com o médico cardiologista intervencionista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB), Fábio Cardoso Carvalho, os jovens estão vivendo de forma pior.

Para ele, o número crescente de infartos está associado ao estilo de vida. Pouca atividade física, má alimentação, tabagismo e o estresse fazem parte do cenário que tem levado muitos jovens a infartar. “Era algo muito raro no começo da minha prática clínica e que tem se tornado cada vez mais corriqueiro”, lembra Carvalho.

Outra causa que tem contribuído para este quadro é o uso de esteroide anabolizante. Segundo o especialista, ainda que a prescrição seja feita por um(a) médico(a), os riscos de infarto aumentam quando os jovens escolhem fazer uso destas substâncias. “É pior ainda quando a prescrição de esteroide anabolizante vira receita de bolo; um passa para o outro como se fosse algo tranquilo”, pontua.

Incidência

Levando em consideração a população mais jovem, até os 40 anos de idade, “os homens infartam mais do que as mulheres”, explica Carvalho. As mulheres dispõem do estrogênio, hormônio sexual feminino, que atua como um fator de proteção. No período pós-menopausa o índice de infartos nas mulheres se equipara ao índice dos homens.

                                                                 

Fábio C. Carvalho durante atendimento no HCFMB

O que fazer?

O corpo emite sinais quando uma pessoa está prestes a infartar. Dor torácica, súbita falta de ar, desmaio e palpitação são alguns indícios. Quando isso ocorre, é crucial agir rapidamente acionando um serviço de urgência e emergência ou procurar espontaneamente um serviço de saúde.

Ainda de acordo com o especialista do HCFMB, conhecer manobras de primeiros socorros é importante para preservação da vida do indivíduo que está infartando. “Raramente a morte súbita é a primeira manifestação de um infarto. Possivelmente o indivíduo já sentia algo e não deu a devida importância”, frisa.

Futuro

O contexto de infartos no Brasil preocupa. De acordo com Carvalho, o sedentarismo aumentou após a pandemia de COVID-19. “Nós temos uma perspectiva de, até 2030, um quarto da população estar com o peso normal, com IMC abaixo de 25. As pessoas estarão mais sedentárias e obesas e isso, sem dúvida, tem um impacto sobre a saúde cardiovascular”, finaliza.

Mais informações sobre o tema estão disponíveis no PODHC Botucatu: https://www.youtube.com/watch?v=xyt5FNhsOPw&t=562s

                                     

                                                   

Fábio C. Carvalho durante gravação do PODHC Botucatu

Fonte: Jornal HCFMB

TCU cobra Ministério da Saúde por demora em contrato da CoronaVac e aponta perda de R$ 260 milhões

O Tribunal de Contas da União (TCU) cobrou explicações do Ministério da Saúde pelo atraso de cerca de sete meses na contratação da vacina CoronaVac, em 2023. Em análise sobre o caso, o tribunal apontou prejuízo estimado em R$ 260 milhões com doses descartadas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (4).

Segundo o tribunal, o Contrato 221/2023 —celebrado com o Instituto Butantan— levou meses para ser concluído em um cenário que ainda exigia respostas rápidas da administração pública.

Para o TCU, o intervalo pode indicar descumprimento do princípio da eficiência, que orienta o poder público a atuar com agilidade, especialmente em situações de maior urgência.

Auditoria aponta impacto no uso das vacinas

A análise técnica do TCU indica que o tempo de contratação pode ter comprometido o uso das doses adquiridas. Segundo a auditoria,parte relevante das vacinas não chegou a ser aplicada e acabou descartada após o vencimento, em um cenário de queda na demanda. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 260 milhões.

O tribunal trata esse ponto como possível comprometimento do “aproveitamento útil” do contrato —conceito usado para avaliar se a compra pública atendeu à finalidade para a qual foi planejada.

O acórdão determina a abertura de audiência paradois gestores ligados ao Ministério da Saúde, que terão 15 dias para apresentar justificativas. A análise ainda está em andamento, e não há, neste momento, conclusão definitiva sobre irregularidades ou responsabilização.

 — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santa Bárbara

                                                   Foto: Divulgação/Prefeitura de Santa Bárbara

Ministério diz que seguiu regras e cita mudança de cenário

Em resposta ao g1, o Ministério da Saúde afirmou que iniciou a compra da vacina ainda nos primeiros momentos da gestão, em 2023, e que o processo seguiu os trâmites exigidos pela administração pública.

A Pasta também destacou que a aquisição seguiu as diretrizes da Organização Mundial da Saúde vigentes à época.

Segundo o ministério, o cenário mudou ao longo do processo. A Pasta afirma que recomendações internacionais foram atualizadas após o início da compra, o que, combinado à redução da procura pela vacina, alterou a demanda prevista para a CoronaVac.

A nota também menciona a reorganização da gestão de estoques no Sistema Único de Saúde (SUS), com monitoramento contínuo e uso de modelos preditivos. Segundo a Pasta, a meta é reduzir a taxa de incineração de insumos para 1% até 2026.

Apesar de o contrato ter sido firmado em 2023, a cobrança ocorre agora porque a fiscalização do TCU acontece em etapas posteriores.

Órgãos de controle analisam contratos públicos após a execução ou quando há elementos suficientes para auditoria detalhada. No caso da CoronaVac, essa avaliação amadureceu ao longo dos anos seguintes e chega agora à fase de cobrança formal de explicações.

Decisão em meio a mudança rápida de cenário

A compra ocorreu em um momento de transição da pandemia. Em 2023, o Brasil já não vivia o pico da Covid-19, mas ainda ajustava sua estratégia de vacinação diante de novas variantes e mudanças nas recomendações internacionais.

Nesse contexto, decisões de compra precisam equilibrar rapidez e precisão: garantir oferta de doses sem perder o timing diante de uma demanda que pode cair rapidamente.

É esse descompasso entre o tempo da burocracia e o ritmo da pandemia que está no centro da análise do TCU.

Com a abertura da audiência, os gestores citados terão prazo para apresentar suas justificativas. A partir dessas respostas, o tribunal pode arquivar o caso, fazer recomendações ou avançar para eventual responsabilização administrativa.

Fonte: G1

Foto: Reprodução/Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Polícia Federal cumpre buscas na casa do prefeito de Jaú e mira outros investigados em operação

Jaú – A Polícia Federal (PF) de Bauru faz uma Operação na manhã desta terça-feira (12), com 13 mandados de busca e apreensão, na sede da Prefeitura de Jaú, na casa do prefeito Ivan Cassaro (PSD), além de outros endereços residenciais e comerciais da cidade, inclusive de aliados políticos. A investigação é de supostas irregularidades nas eleições de 2024. De acordo com o mandado expedido pela Justiça Regional Eleitoral do Estado de São Paulo, são apurados crimes de corrupções ativa e passiva, associação criminosa, compra de votos, prevaricação e abuso de poder político ou econômico.

Segundo a PF, as investigações apontam para a possível compra de matérias jornalísticas favoráveis à gestão municipal e negativas à oposição, mediante pagamentos clandestinos destinados a grupos de comunicação e páginas em redes sociais. Durante o cumprimento das diligências, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos, que serão submetidos à perícia e análise para aprofundamento das investigações.

Também são investigados pela PF Marco Lucio Cipola, ex-secretário de Assistência Social de Jaú, que pediu demissão do cargo em 2024; Norberto Leonelli Neto, secretário de Habitação e Planejamento Urbanístico (o Ministério Público chegou a pedir sua exoneração em março, mas não foi acatado pelo prefeito); Dejair Aparecido Palacio, que ocupou cargos comissionados na Prefeitura de Jaú e que é proprietário da empresa Dejavans Locadora de Vans, que também alvo de investigação; o narrador esportivo José Maria Contatore; Vanderlei Gregorio Alves, o Wando Alves, jornalista da Rádio Web TV Tribuna Regional de Jaú; o também jornalista Artur Soares Filho, de Dois Córregos; o ex-candidato a vereador pelo PL Roberson Donizete Bombonato e a empresária Patricia Aparecida De Melo, proprietária da Raj Brasil Servicos e Construções Ltda, que também é alvo da investigação.

Fonte: JCNET

Foto: Reprodução

Obras na Ponte Carvalho Pinto alteram trânsito na SP-255 em Avaré a partir desta quarta-feira

Motoristas que trafegam pela Ponte Carvalho Pinto, na Rodovia João Mellão (SP-255), em Avaré, devem se preparar para mudanças no fluxo de veículos a partir desta quarta-feira (13). A concessionária SPVias dará início às obras de implantação e revitalização da sinalização horizontal e vertical no trecho entre os quilômetros 277+500 e 280+000, sobre a ponte, em ambos os sentidos da rodovia.

De acordo com a concessionária, a intervenção tem como finalidade reforçar a sinalização já existente, aumentando a segurança viária, melhorando a visibilidade aos motoristas e reforçando a velocidade regulamentada no local.

Durante a realização dos trabalhos, o tráfego será controlado pelo sistema PARE/SIGA para garantir a segurança das equipes e dos usuários da rodovia. As atividades ocorrerão no período diurno, de segunda a sexta-feira, e serão executadas em duas etapas.

Na primeira fase das obras, haverá interdição da pista sentido Sul entre os quilômetros 277+500 e 280+000, no trecho sob a Ponte Carvalho Pinto. O trânsito funcionará de forma alternada entre os dias 13 e 21 de maio, sempre das 7h às 18h.

Já na segunda etapa, os serviços serão realizados na pista sentido Norte, no mesmo trecho da SP-255. Nesta fase, a operação está prevista para ocorrer entre os dias 22 e 28 de maio, também das 7h às 18h, utilizando o sistema PARE/SIGA.

A SPVias orienta os condutores a redobrarem a atenção à sinalização temporária, respeitarem os limites de velocidade e, se possível, planejarem a viagem com antecedência para evitar transtornos durante o período das intervenções.

A concessionária também informou que o cronograma poderá sofrer alterações em caso de chuva ou condições climáticas desfavoráveis, situação em que os serviços serão remarcados.