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Cientistas tentam aprender linguagem das baleias para conversar com alienígena

Próximo a um grupo de baleias jubartes, um navio de pesquisa toca uma gravação em um alto-falante subaquático.

Uma jubarte se separa do grupo e se aproxima. O mamífero circula o barco, vem à superfície e depois mergulha novamente, com a cauda deslizando silenciosamente na água. Durante o movimento, ela ecoa o chamado de volta.

Pesquisadores que “conversaram” com a baleia jubarte dizem que seu encontro pode ser o primeiro passo para a comunicação com a inteligência não-humana.

Foi em 2021, na costa sudeste do Alasca, que a equipe de seis cientistas reproduziu a gravação de uma “saudação” da baleia jubarte. Eles ficaram surpresos quando uma baleia que eles chamaram de Twain respondeu de maneira coloquial.

“É como experimentar outro mundo. Você as ouve vindo à superfície. Então há uma grande respiração, você pode ver, e elas estão todas juntas como um grupo. É simplesmente incrível”, diz Josie Hubbard, especialista em comportamento animal na Universidade da Califórnia em Davis.

Hubbard estava no navio de pesquisa que flutuava, com todos os motores silenciados, em Frederick Sound, no Alasca. A tripulação encontrou baleias jubarte pela primeira vez.

“De acordo com os regulamentos, é preciso parar a algumas centenas de metros de distância [das baleias] e desligar o motor”, diz Hubbard.

Raramente as baleias se aproximam.

Neste caso, Twain, de 38 anos, moveu-se em direção ao barco e circulou o navio por 20 minutos.

Hubbard faz parte da equipe de pesquisa do Seti, o projeto da Nasa (a agência espacial americana) para busca por inteligência extraterrestre. Seu nicho de pesquisa tenta compreender a complexidade comunicativa e a inteligência das baleias jubarte.

A equipe de pesquisa do Seti tem a esperança de que decifrar a comunicação das baleias nos ajude a entender os alienígenas, caso encontremos algum.

O grupo levanta a hipótese de que os sons das baleias contenham mensagens complexas e inteligentes, semelhantes às línguas usadas por humanos – ou, potencialmente, por extraterrestres.

Fotografia colorida mostra baleias mergulhando no mar e formando uma espiral de fibonacci
Pesquisadores do Seti esperam que decifrar a comunicação das baleias nos ajude a entender os alienígenas, caso os encontremos

No dia da “conversa”, Hubbard estava no convés superior, alheia ao trabalho dos especialistas em acústica no piso inferior.

Abaixo do convés, Brenda McCowan estava transmitindo uma gravação de um contato com uma jubarte – um whup ou throp – através de um alto-falante subaquático.

Quando Twain finalmente se mexeu, Hubbard desceu correndo e encontrou um burburinho de excitação. Twain tinha “respondido”, iniciando uma “conversa” que durou 20 minutos.

Longos, rítmicos e em constante evolução, os cantos das baleias podem fluir por bacias oceânicas inteiras. Elas tagarelam com assobios e pulsos ou usam a ecolocalização (localização atráves do som) para pintar imagens de seu mundo subaquático.

As baleias encantam os humanos há séculos. Elas têm uma longa lista de comportamentos semelhantes aos dos humanos: cooperam entre si, assim como com outras espécies, ensinam habilidades úteis umas às outras, cuidam dos filhotes de forma coletiva e brincam.

No entanto, ao contrário dos humanos, o sentido dominante nas baleias não é a visão, mas a audição. A 200 metros abaixo da superfície do oceano, a luz já está fora de alcance. O som, por outro lado, pode se mover mais longe e mais rápido na água do que no ar.

Os cetáceos misticetos (ou baleias-de-barbatanas) – incluindo as baleias jubarte, as baleias francas e as baleias azuis – desenvolveram uma laringe única que lhes permite produzir sons de frequência superbaixa capazes de viajar grandes distâncias.

As baleias azuis, por exemplo, emitem frequências tão baixas quanto 12,5 hertz, classificadas como infrassons e abaixo do limiar da audição humana.

Enquanto isso, os cetáceos odontocetos – que incluem cachalotes, golfinhos, botos e orcas – são os animais mais barulhentos da Terra e usam cliques ultrarrápidos para ecolocalização, para “ver” seu mundo, bem como pulsos e assobios suaves para se comunicar.

Os cetáceos evoluíram ao longo de 50 milhões de anos para produzir e ouvir uma variedade de sons complexos. Eles dependem do ruído para se comunicar entre si, para navegar, encontrar parceiros e alimentos, defender seus territórios e evitar predadores.

Os filhotes balbuciam como bebês humanos. Acredita-se que alguns tenham nomes, e que grupos de diferentes partes do oceano tenham dialetos regionais. Já foram ouvidas baleias imitando os dialetos de grupos estrangeiros – e acredita-se que algumas delas tenham até tentando imitar a linguagem humana.

O canto da baleia jubarte é considerado um dos mais complexos do reino animal. A primeira gravação do canto da espécie foi feita em 1952 pelo engenheiro da marinha dos EUA Frank Watlington.

Quase 20 anos depois, o biólogo marinho Roger Payne notou que essas chamadas tinham padrões repetidos. Isto transformou a nossa compreensão das vocalizações das baleias e despertou um interesse que levaria a décadas de pesquisa.

No entanto, diz McCowan, a nossa compreensão da comunicação das baleias ainda está no começo.

Fotografia colorida mostra baleia cachalote na água, sob a superfície, em um mar muito azul

                    Foto: Amanda Cotton – Cachalotes usam uma linguagem parecida com o código Morse

Encontros imediatos

Naquele dia específico na costa do Alasca, McCowan já havia transmitido uma série de sons diferentes, sem resposta.

“Mas esta chamada foi gravada no dia anterior”, diz ela, “e era desta população de baleias.”

“Depois de tocar o chamado de contato três vezes, tivemos essa grande resposta. Então, para manter o animal envolvido, comecei a tentar combinar a latência de seus chamados com os nossos”, conta a pesquisadora.

“Se ela esperava 10 segundos, eu esperava 10 segundos. Acabamos nos combinando. Fizemos isso 36 vezes em um período de 20 minutos.”

Durante toda a troca, Twain combinou consistentemente as variações de intervalo entre a reprodução de cada chamada.

Acredita-se que esta seja a primeira interação intencional entre humanos e baleias na “linguagem” da baleia jubarte. E, como a gravação era do grupo familiar de Twain, acrescenta Hubbard, isto poderia indicar alguma forma de reconhecimento, possivelmente até de autorreconhecimento.

No entanto, estudar baleias tem suas dificuldades. McCowan enfatiza que Twain optou por se aproximar do barco e estava livre para sair quando quisesse – mas é aí que reside o problema.

As baleias geralmente podem ser encontradas onde quer que os peixes estejam, explica Hubbard.

“Mas não sabemos onde estão os peixes. Então, é preciso procurá-las para poder estudá-las.”

E, para obter um estudo preciso, os pesquisadores têm que repetir o experimento e comprovar os resultados com grupos diferentes de baleias.

Em seguida, a equipe planeja variar as ligações que transmite.

“Ainda estamos numa fase muito inicial”, diz McCowan.

“Um grande desafio para nós é classificar esses sinais e determinar o seu contexto, para que possamos determinar o significado. Acho que inteligência artificial (IA) nos ajudará a fazer isso.”

Fotografia mostra mergulhador com equipamento de pesquisa

Foto: Dan Tchernov – Pesquisadores usam microfones subaquáticos para ‘conversar’ com as baleias

Inteligência artificial

A mais de 8 mil km de distância, especialistas em inteligência artificial e em processamento de linguagem natural, criptógrafos, linguistas, biólogos marinhos, especialistas em robótica e em acústica subaquática também esperam usar a IA para decifrar a conversação de outra espécie: as cachalotes.

Lançado em 2020, o projeto Ceti (iniciativa de tradução cetacea, em inglês), liderado pelo biólogo marinho David Gruber, tem registrado continuamente um grupo de baleias na costa de Dominica, uma ilha do Caribe.

Eles usam microfones em boias, peixes robóticos e etiquetas instaladas nas costas das baleias.

Gruber é um microbiólogo – um cientista que estuda o mundo microscópico – que passou a trabalhar com algumas das maiores criaturas do planeta. Ele começou sua carreira analisando as interações de bactérias e protozoários no oceano em relação ao ciclo do carbono e às mudanças climáticas.

A partir daí, ele passou por corais, águas-vivas e tubarões — até que seus interesses o levaram às baleias.

“Trata-se de ver o mundo da perspectiva dos animais”, diz ele, ou, no caso das baleias, de “ouvir o mundo”.

Os cachalotes, que têm os maiores cérebros entre qualquer espécie animal, reúnem-se na superfície do oceano em famílias e comunicam-se através de sequências de cliques semelhantes ao código Morse conhecidas como codas.

O grupo de cachalotes com o qual Ceti tem trabalhado é composto por cerca de 400 mães, avós e filhotes.

“É difícil para nós entendermos o mundo delas para além destas breves interações na superfície”, diz Gruber.

“Esta é uma criatura tão única e gentil, e há tanta coisa acontecendo… Cada vez que olhamos, encontramos uma complexidade e estrutura mais profundas na sua comunicação.”

Ele acredita que estamos atingindo um ponto de avanço tecnológico que significa que poderíamos “possivelmente” decodificar a comunicação das baleias.

Os dados coletados foram processados usando algoritmos de machine learning (aprendizado de máquina, em tradução literal) para detectar e classificar cliques, com resultados previstos para serem publicados em 2024.

O objetivo, diz Gruber, é ser capaz de reconstruir “conversas multipartidárias” – em outras palavras, criar uma “conversa” usando as vocalizações das próprias cachalotes.

Ouvir mais e falar menos

Mesmo que pudéssemos falar com as baleias, deveríamos? A capacidade de chamar as baleias poderia ser usada para caçá-las, por exemplo?

Novas tecnologias já ajudaram os caçadores antes. Tomemos como exemplo o sonar, que pode ser usado para localizar e assustar as baleias até a superfície, onde elas podem ser abatidas com mais facilidade.

“Provavelmente deveríamos ouvir mais e falar menos”, diz Samantha Blakeman, gestora de dados marinhos do Centro Nacional de Oceanografia, nos EUA.

Ela alerta que devemos ter cuidado com o antropomorfismo (a atribuição de características humanas a outros elementos da natureza).

“Como cientista, você tenta estudar as coisas sem preconceitos”, diz ela.

“Você está sempre tentando sair da fórmula, mas é algo realmente difícil de fazer.”

As baleias-de-barbatanas estão no topo da cadeia alimentar, observa Blakeman, o que significa que desempenham um papel realmente importante no ecossistema.

“São um indicador para aqueles que estudam a saúde dos ecossistemas oceânicos – porque qualquer coisa que aconteça mais abaixo na cadeia alimentar afetará o que acontece no topo”, diz Blakeman.

Mais de um quarto de todas as espécies de cetáceos estão ameaçadas, em grande parte devido à atividade humana.

As baleias também produzem fertilizantes naturais, diz Blakeman.

Mas um fator limitante para a vida no oceano é a falta de ferro. O fitoplâncton precisa de luz e nutrientes para crescer. Geralmente conseguem encontrar nitratos e fosfatos – mas o ferro tende a faltar.

As fezes das baleias, no entanto, contêm alta concentração de ferro.

“Elas se alimentam em uma área e excretam em outra”, diz Blakeman, “colocando o ferro de volta na água, o que pode causar uma onda de vida nesta nova área”.

As baleias também desempenham um papel importante no ciclo do carbono da Terra. O plâncton marinho captura carbono por meio da fotossíntese. Este plâncton é então comido pelas baleias.

“Quando morrem, [as baleias] afundam no oceano”, diz Blakeman. “Então, esse carbono é mantido fora da atmosfera por muito, muito tempo”.

Gruber espera que o trabalho de Ceti aumente a conexão do homem com a natureza.

“A IA poderia permitir-nos compreender os sistemas de comunicação de muitas outras formas de vida a um nível muito mais profundo. Penso que seria bom para o mundo se realmente ouvíssemos, se nos importássemos profundamente com o que as baleias dizem.”

Fonte: BBC NEWS BRASIL
Foto: Tomas Kotouc 

Goiânia: Mulher se arrisca para limpar janela do lado de fora de prédio

Um vídeo gravado nesta quinta-feira (18) mostra uma mulher se pendurando do lado de fora de um edifício de alto padrão em Goiânia. O caso aconteceu na cobertura do condomínio Monte Logan, no Setor Bueno, e foi enviado pela telespectadora da TV Anhanguera Fernanda Abdalla.

Pelas imagens, é possível perceber que a mulher colocou o corpo do lado de fora da sacada para limpar vidraças. Ela se segurou na borda da janela e deixou apenas a perna esquerda do lado de dentro.

g1 entrou em contato com a administração do Edifício Monte Logan, que afirmou que irá notificar os responsáveis pelo apartamento sobre o ocorrido. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não conseguiu contato com os proprietários da cobertura.

Fonte: G1

 

‘Cena cruel e vexatória’, diz juíza sobre caso de idoso morto em agência no Rio

A juíza Rachel Assad da Cunha afirmou, na decisão que converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Erika Vieira Nunes, 43, que “em momento algum a custodiada se preocupa com o estado de saúde de quem afirmava ser cuidadora”, referindo-se às cenas em que aparece com Paulo Roberto Braga, 68, no interior de uma agência bancária no Rio de Janeiro.

Erika foi presa na terça (16) por suspeita de vilipêndio a cadáver e furto mediante fraude após levar Paulo ao banco para tentar sacar um empréstimo de R$ 17 mil.

Como Paulo estava sem reação, funcionários do banco desconfiaram da situação e chamaram o Samu, que confirmou que o homem estava morto. “Os funcionários do banco que, notando aquela cena vexatória e cruel, acionaram o socorro. O ânimo da indiciada se voltava exclusivamente a sacar o dinheiro, chegando ao ponto de fazer o sr. Paulo segurar uma caneta para demonstrar que estaria assinando o documento”, disse a juíza, na decisão.

Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Sessão plenária de 22 de abril vota salário de vereadores e tribuna livre

Na segunda-feira (22/04), a Câmara de Botucatu realiza sua sessão ordinária semanal a partir das 19h, aberta ao público e com transmissão ao vivo. Nesta semana, há nove projetos em pauta.

De autoria da Prefeitura, constam dois projetos que tratam da regulamentação da Zona Especial de Desenvolvimento Ecológico Econômico – ZEDEE – de Urbanização Específica e dispõem sobre o Conselho da Cidade de Botucatu – ConCidade – Botucatu e a Conferência Municipal da Cidade.

Por sua vez, de iniciativa da Mesa da Câmara, há um projeto que revoga a lei que fixou os subsídios dos vereadores e do presidente da Câmara para a Legislatura de 2025/2028. O mesmo assunto, com os mesmos valores, retorna à pauta por meio de um projeto de resolução – ou seja, uma mudança burocrática. Ainda há um projeto que concede o Diploma “Doadora de Leite Humano”.

Por fim, de autoria de vereadores da Casa, estão na pauta matérias que abordam a instituição do Cadastro Municipal de Protetores e Cuidadores Individuais de Animais em Situação de Abandono ou Risco, a inclusão do Villa Blues Vintage Car Show no Calendário Oficial do Município e a concessão de títulos de Cidadão Botucatuense.

Logo após o pequeno expediente, haverá ainda uma Tribuna Livre. O espaço será ocupado por representante do Conselho de Unidade de Saúde (CONUS) da Vila São Lúcio, que vai falar sobre plantas medicinais.

Confira a ORDEM DO DIA na íntegra:

1) Projeto de Lei nº 152/2023, de iniciativa do Prefeito, que dispõe sobre a regulamentação da Zona Especial de Desenvolvimento Ecológico Econômico – ZEDEE – de Urbanização Específica.
Discussão e votação únicas com quórum de maioria simples
Com Mensagem do Executivo

2) Projeto de Lei nº 30/2024, de iniciativa do Prefeito, que dispõe sobre o Conselho da Cidade de Botucatu – ConCidade -Botucatu e a Conferência Municipal da Cidade de Botucatu e dá outras providências
Discussão e votação únicas com quórum de maioria absoluta
Adiado a pedido da Vereadora Rose Ielo

3) Projeto de Lei nº 5/2024, de iniciativa do Vereador Palhinha, que institui o cadastro Municipal de Protetores e Cuidadores Individuais de Animais em Situação de Abandono ou Risco no município de Botucatu.
Discussão e votação únicas com quórum de maioria simples
Pedido de Vista solicitado pelo Vereador Abelardo

4) Projeto de Lei nº 51/2024, de iniciativa do Vereador Palhinha, que altera o artigo 1º da Lei nº 6.530, que inclui no Calendário Oficial do município o “Villa Blues Vintage Car Show”.
Discussão e votação únicas com quórum de maioria simples

5) Projeto de Lei nº 55/2024, de iniciativa da Mesa da Câmara, que revoga a Lei n º 6.511, de 12 de setembro de 2023 que fixou os subsídios dos Vereadores e do Presidente da Câmara de Botucatu para a 19ª Legislatura (2025/2028).
Discussão e votação únicas com quórum de maioria absoluta

6) Projeto de Resolução nº 01/2024, de iniciativa da Mesa da Câmara, que fixa os subsídios dos Vereadores e do Presidente da Câmara Municipal de Botucatu para a 19ª Legislatura – 2025/2028.
Discussão e votação únicas com quórum de maioria absoluta

7) Projeto de Decreto Legislativo nº 07/2024, de iniciativa do Vereador Sargento Laudo, que concede o Título de Cidadão Botucatuense ao Senhor Francisco Marcelino Porfirio.
Discussão e votação únicas com quórum 2/3

8) Projeto de Decreto Legislativo nº 08/2024, de iniciativa da Mesa da Câmara, que concede o Diploma “Doadora de Leite Humano”.
Discussão e votação únicas com quórum 2/3

9) Projeto de Decreto Legislativo nº 10/2024, de iniciativa do Vereador Abelardo, que concede o Título de Cidadão Botucatuense ao senhor Rabib Neder.
Discussão e votação únicas com quórum 2/3

TRIBUNA LIVRE
Assunto: Plantas Medicinais, a ser explanado por representante do Conselho de Unidade de Saúde (CONUS), da Vila São Lúcio.

Botucatu conta com 80 vagas para cursos gratuitos no Vestibulinho das Etecs

Estão abertas as inscrições para o Vestibulinho das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) para o segundo semestre até às 15 horas do dia 9 de maio, exclusivamente pela internet. O valor da taxa de participação no processo seletivo é de R$ 40. A prova será aplicada no dia 9 de junho, às 13h30.

As unidades da região de Sorocaba ofertam um total de 2.550 vagas, para cursos técnicos e especializações técnicas, distribuídas entre as cidades de Alumínio (40), Angatuba (35), Araçariguama (40), Araçoiaba da Serra (40), Avaré (70), Botucatu (80), Capão Bonito (35), Capela do Alto (40), Cerqueira César (35), Cerquilho (120), Cesário Lange (40), Fartura (35), Ibiúna (35), Itapetininga (185), Itatinga (40), Itu (70), Laranjal Paulista (30), Mairinque (105), Piedade (80), Pilar do Sul (40), Porto Feliz (35), Pratânia (40), São Manuel (40), São Roque (65), Sorocaba (815), Tatuí (200), Tietê (120) e Votorantim (40).

As vagas ofertadas são destinadas às Escolas Técnicas e às classes descentralizadas (unidades que funcionam com um ou mais cursos técnicos, sob a administração de uma Etec), por meio de parcerias com prefeituras do interior e da Capital (aulas nos CEUs), além da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (aulas em escolas estaduais).

As formações do Centro Paula Souza (CPS), autarquia que administra as Etecs, são gratuitas. Não há cobrança de mensalidades. O candidato pode optar pelo estudo na modalidade presencial, semipresencial ou online, de acordo com as opções disponíveis. A relação completa de unidades, cursos e vagas pode ser consultada no site do Vestibulinho das Etecs.

Na modalidade online não há uma delimitação de vagas para cada polo da Educação a Distância (EaD). Os candidatos são classificados de acordo com a totalidade da oferta. São Manuel e Sorocaba são cidades polos EaD na região.

Confira a distribuição de vagas dos cursos online para o Vestibulinho das Etecs do segundo semestre de 2024:

  • 320 vagas para o curso técnico em Administração;
  • 340 vagas para o curso técnico em Comércio;
  • 980 vagas para o curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas;
  • 660 vagas para o curso técnico em Guia de Turismo;
  • 300 vagas para o curso técnico em Secretariado;
  • 920 vagas para o curso técnico em Transações Imobiliárias;
  • 920 vagas a Especialização Técnica em Gestão de Projetos.

Inscrições

Para se inscrever no processo seletivo das Etecs é preciso acessar o site vestibulinhoetec.com.br, preencher a ficha de inscrição disponível no menu “Área do candidato” e responder o questionário socioeconômico.

Também é necessário pagar a taxa de R$ 40. O recolhimento do valor pode ser feito até o último dia de inscrição, em qualquer agência bancária, na internet, por meio de aplicativo bancário ou, ainda, utilizando a ferramenta getnet, disponível no site oficial do Vestibulinho, com cartão de crédito. A inscrição no Vestibulinho das Etecs somente será efetivada após o pagamento da taxa.

As informações fornecidas no ato da inscrição são de responsabilidade do candidato ou de seu representante legal, quando menor de 16 anos. Na Portaria do processo seletivo e no Manual do Candidato estão disponíveis o detalhamento da documentação necessária e as orientações para inscrição.

Caso o candidato necessite, as Etecs disponibilizam computadores e acesso à internet para que a inscrição seja realizada. Para isso, é preciso entrar em contato com a unidade para obter informações sobre datas e horários disponíveis.

Outras informações pelos telefones (11) 3471-4071 (Capital e Grande São Paulo) e 0800-772 2829 (demais localidades) ou pela internet

Sobre o Centro Paula Souza – Autarquia do Governo do Estado de São Paulo vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, o Centro Paula Souza (CPS) administra as Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e as Escolas Técnicas (Etecs) estaduais, além das classes descentralizadas – unidades que funcionam com um ou mais cursos, sob supervisão de uma Etec –, em mais de 340 municípios. As Etecs atendem mais de 226 mil alunos nos Ensinos Técnico, Integrado e Médio. Nas Fatecs, o número de matriculados nos cursos de graduação tecnológica supera 91 mil estudantes. Além dos cursos técnicos e superiores de tecnologia, a instituição oferece Formação Continuada e Pós-graduação (stricto sensu e lato sensu).

Assessoria de Comunicação do Centro Paula Souza
Tel: (11) 3324-3385 / 3324-3362 / 3324-3363

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Foto: Reprodução

Bauru: Tribunal de Justiça derruba leitura de trecho da Bíblia antes de sessões

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) derrubou nesta quarta-feira (17) a previsão do regimento interno da Câmara de Bauru que estipula a leitura de um versículo da Bíblia antes das sessões legislativas.

A decisão veio no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pela Procuradoria-Geral de Justiça, órgão máximo do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que contesta o dispositivo da Câmara sob o argumento de que fere o princípio do Estado laico.

Além da leitura da Bíblia no momento de abertura das sessões, a decisão derruba ainda a frase “sob a proteção de Deus, os vereadores da Câmara de Bauru iniciam seus trabalhos” e também a determinação do regimento para que a Bíblia permaneça sobre a Mesa Diretora da Casa.

O julgamento do caso aconteceu ontem, razão pela qual o acórdão dos desembargadores ainda não saiu. A votação, porém, foi unânime entre os magistrados do Órgão Especial do TJ, responsável pela análise de ações nesse sentido. Farão declaração de voto, além do relator, os desembargadores Ricardo Dip e Luciana Bresciani.

A Câmara tentou defender os dispositivos sob o argumento de que “todas as Constituições brasileiras, exceto as de 1891 e 1937, invocaram a proteção de Deus quando foram promulgadas”.

Além disso, a Casa ressaltou também que “não se trata de adoção de ideologia ou corrente religiosa em detrimento de outra, mas sim de uma manifestação histórico-cultural de uma fé em Deus genérica e abstratamente considerada”.

O Legislativo chegou a criticar o Ministério Público pela interposição de Adin. “A afirmação do MP nos levará a apagar tudo o que simbolicamente remeta ao cristianismo ou a qualquer outra religião no Brasil?”, indagou.

A Casa sugeriu também que o TJ não poderia “se aventurar” no argumento da Procuradoria e apontou, entre outras coisas, que essa linha de raciocínio do MP valeria também para derrubar os decretos que declararam a cidade de Aparecida-SP, também conhecida como “Aparecida do Norte” por seu cunho religioso, como estância turística.

Mas os argumentos não vingaram. A Procuradoria já havia rechaçado as alegações da Câmara de Bauru e disse, por exemplo, que o Legislativo não pode se considerar uma exceção para descumprir preceitos constitucionais.

“Aspecto relevante da laicidade importa na absoluta neutralidade do Estado, no sentido de não se adotarem posturas em benefício ou em detrimento das diversas igrejas ou religiões estabelecidas no território nacional”, destacou o MP.

“Não compete ao Poder Legislativo municipal criar preferência por determinada religião – como o faz pela invocação a ‘Deus’, disponibilização da Bíblia e a exigência da leitura de trecho da Bíblia para iniciar a sessão legislativa na Câmara Municipal – voltado exclusivamente aos seguidores dos princípios dos credos monoteístas, alijando outras crenças presentes no tecido social brasileiro que não ostentem essa característica”, completou.

Fonte: JCNET

Bauru: Dengue mata jovem de 21 anos sem comorbidade

A Prefeitura de Bauru (SP) confirmou, nesta quinta-feira (18), mais duas mortes por dengue no município neste ano, sendo uma das vítimas uma jovem de 21 anos sem comorbidade.

Os dois novos óbitos constam no Boletim Epidemiológico de Bauru, bem como 329 novos casos de dengue, registrados no período de 1º abril e a última quarta-feira (17). Os registros também constam no Painel de Monitoramento de Dengue do Estado de São Paulo.

Além da jovem de 21 anos, que morreu no dia 19 de março, uma idosa de 95 anos com comorbidades também teve o óbito confirmado pela doença. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ela morreu no dia 20 de março.

Até a última atualização da Saúde, no ano de 2024, Bauru registrava 2.422 casos autóctones de dengue, seis importados e quatro óbitos pela doença. Outros quatro óbitos seguem em investigação.

Com a atualização, o centro-oeste paulista acumula 43 mortes em decorrência da dengue desde o início do ano. Ao todo, 13 cidades da região registraram mortes pela doença, segundo o Governo de SP.

O ranking é liderado por Marília (9), seguido de Pederneiras (7), Bariri (6), Botucatu (4), Bauru (4), Boracéia (3), Lençóis Paulista (3), Jaú (2), Pongaí (1), Cândido Mota (1), Bastos (1), Herculândia (1) e Tarumã (1).

Até este quinta-feira, a região do centro-oeste do estado de SP já registrou mais de 40 mil casos de dengue.

Fonte: G1

Paris: Homem se rende após ameaçar explodir consulado do Irã

Toda a região próxima ao consulado do Irã em Paris, na França, foi interditada pela polícia nesta sexta-feira (19), após denúncias que um homem estaria com explosivos no prédio. As autoridades interditaram a região e após negociações o suspeito se rendeu.

Os agentes realizam a varredura dos explosivos apreendidos no local. A linha 6 do metrô foi fechada na área entre as estações La Motte-Picquet – Grenelle e Charles-de-Gaulle – Etoile.

O consulado fica localizado no 16ª zona, onde a maioria das missões diplomáticas no país estão sediadas.

Matéria em atualização