Destaque

Doses de dengue que não foram usadas serão redistribuídas

O Ministério da Saúde vai redistribuir as doses da vacina contra a dengue enviadas a 521 municípios selecionados pela pasta e que ainda não foram utilizadas. De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, terão prioridade nesse processo municípios que decretaram situação de emergência em razão da doença.

“Vamos fazer a redistribuição das doses que não foram aplicadas e que estão nos municípios. Vamos fazer um rankeamento dos municípios que estão em situação de emergência por dengue”, disse. “Isso não vai ser detalhado hoje. Está em processo, tem que ser feito de forma muito cuidadosa”, completou.

Nísia ressaltou que a pasta poderia utilizar diversos critérios no momento de redistribuir as doses contra a dengue, entre eles aumentar a faixa etária a ser imunizada na rede pública, atualmente definida entre 10 e 14 anos. “O critério adotado, pela questão de saúde pública que nós vivemos, é ampliar para municípios”, explicou.

“A vacina é um instrumento importantíssimo a médio e longo prazo. Ela não é a solução para essa epidemia. Ainda mais uma vacina que é aplicada em duas doses com intervalo de três meses”, destacou.

Qdenga

Em entrevista, a ministra disse que a pasta segue negociando com a farmacêutica Takeda, fabricante da Qdenga, a possibilidade de produção da vacina no Brasil. O plano do governo é utilizar a planta da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que já é responsável pelas produção de doses contra a febre amarela aplicadas no país.

“Continuamos no processo, ainda não finalizado, com a Fiocruz. Já antecipamos que haverá a possibilidade de uma produção nacional, mas só vamos fazer o anúncio completo, com segurança, com todos os dados e o cronograma porque senão a gente coloca uma coisa no ar.”

“Está em processo, mas ainda não temos a definição precisa de quantas doses poderão ser produzidas. Há várias questões técnicas que não vou entrar aqui e que também demandarão uma análise na própria Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Não é automático.”

Vacina do Butantan

Segundo Nísia, o ministério acompanha de perto os avanços da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. “Temos apoiado o Instituto Butantan no desenvolvimento da vacina, que já alcançou, segundo publicações, bons resultados na fase 3 de sua pesquisa clínica”, disse. “Toda essa documentação caberá ao Instituto Butantan – não é um papel do Ministério da Saúde – encaminhar à Anvisa”, acrescentou.

“Ainda não foi anunciado um cronograma formal pelo instituto, mas estamos trabalhando muito juntos. Estarei em São Paulo, inclusive, na próxima semana, com o diretor do Instituto Butantan. Vamos ter a oportunidade de atualizar isso e ver se há algo mais, além do que temos feito, que o ministério possa fazer no sentido de acelerar esse processo. Essa é a nossa disposição por causa da expectativa de ter a vacina como, de fato, o que ela é: um instrumento importantíssimo. Não o único, mas muito importante para esse enfrentamento.”

Fonte: Agência Brasil

Foto: José Cruz

Bauru: Universitário de 18 anos é encontrado morto em república

Um jovem de 18 anos, que havia acabado de iniciar a graduação em engenharia elétrica na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, foi encontrado morto em uma república de estudantes no Jardim Brasil, no início da tarde desta segunda-feira (18).

Segundo informações registradas em boletim de ocorrência (BO), policiais militares (PMs) foram informados por outros moradores da residência que, na noite de domingo (17), todos tinham ido a uma festa em outra república.

Na mesma noite, ainda segundo o relato dos estudantes aos PMs, Joaquim Felipe Feliciano Espíndola teria vomitado, se despedido dos colegas com um “boa noite” e ido dormir.

No dia seguinte, um dos residentes estranhou que o jovem não levantava mesmo sendo tarde, e, ao tentar acordá-lo por volta das 13h, notou que Joaquim estava arroxeado e aparentemente sem vida. O Samu foi acionado, no entanto, foi constatado que o estudante já estava em óbito.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru, onde foi submetido a necropsia. Também foi solicitado exame toxicológico. O caso foi registrado como morte suspeita (morte súbita, sem causa determinante aparente) e será investigado pela Polícia Civil de Bauru.

Em nota, a Unesp, por meio da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB), lamentou a morte do estudante.

Fonte: JCNET

Pesquisa mostra que dengue é mais grave em crianças de até 9 anos

A dengue tem provocado quadros de maior gravidade em crianças até 9 anos. A conclusão é de um levantamento realizado pelo Observa Infância, Observatório de Saúde na Infância da Fiocruz.

Apesar do maior número de casos registrados em 2024 estar entre adolescentes de 10 a 14 anos, a análise mostra que as maiores taxas de letalidade estão entre as crianças com menos de 5 anos, seguidas pelas de 5 a 9 anos.

Das 52 mortes registradas agora em 2024 na faixa etária até 14 anos, 16 delas foram confirmadas e 36 estão em investigação. 44% das vítimas tinham menos de 5 anos, 33% estavam na faixa de 5 a 9 anos, e 23% entre 10 a 14 anos.

A taxa de letalidade, que mede o número de óbitos em relação ao total de casos, para as crianças até 9 anos, também é superior, na comparação com a faixa de 10 a 14 anos, como destaca o pesquisador Cristiano Boccolini.

Já em relação ao número de casos notificados a situação se inverte. Dos cerca de 240 mil registrados este ano em crianças até 14 anos, a faixa etária de 10 a 14 responde por cerca de 42% dos casos, enquanto que quase 34% estão em crianças de 5 e 9 anos e 24% nas menores de 5 anos.

Boccolini avalia que esses dados devem ser levados em consideração na ampliação da faixa etária para vacinação contra a doença pelo Ministério da Saúde.

O Observa Infância analisou os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde referentes às primeiras 10 semanas epidemiológicas de 2024, encerradas no último dia 9 de março.

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Fonte: Agência Brasil

Foto: Imagem Ilustrativa

 

85% dos alunos no novo ensino médio não se sentem aptos para Enem

Primeiros do país a concluir os três anos do ensino médio após a mudança curricular dessa etapa, 85% dos alunos entrevistados em uma pesquisa na rede estadual de São Paulo dizem não se sentir preparados para prestar o Enem e outros vestibulares depois de estudar no novo modelo.

Esse é um dos resultados de um estudo feito pela Repu (Rede Escola Pública e Universidade) e pelo Gepud (Grupo Escola Pública e Democracia). Os grupos são formados por pesquisadores de diversas universidades públicas de São Paulo que acompanham há três anos a implementação do novo ensino médio nas rede estadual paulista -que conta com o maior número de matrículas e foi a primeira do país a adotar o modelo.

Foram ouvidos 696 estudantes concluintes do ensino médio de seis escolas estaduais, no período de 23 de outubro e 4 de novembro de 2023.

A lei do novo ensino médio, sancionada pelo governo Temer (MDB), estabeleceu que os alunos devem ter 3.000 horas de aulas ao longo dos três anos da etapa, sendo 1.800 (60%) comum a todos com as disciplinas tradicionais. As outras 1.200 horas (40%) são destinadas aos chamados itinerários formativos.

Segundo a pesquisa, 85% dos estudantes entrevistados disseram que a redução do tempo destinado para as disciplinas regulares fez com que eles não se sentissem preparados para fazer o Enem e outros vestibulares ou acreditar que podiam ingressar no ensino superior.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a nova organização da grade curricular do ensino médio em São Paulo deixou os alunos sem aulas de história, geografia, biologia, química e física no último ano dessa etapa de ensino no ano passado. Eles também só tinham duas aulas por semana de matemática e duas de português.

A redução das disciplinas comuns ocorreu para dar espaço às matérias criadas para os itinerários formativos -parte do currículo que, em tese, permite aos alunos optar por uma área do conhecimento para aprofundar os estudos. A pesquisa encontrou também que 64,5% dos estudantes entrevistados disseram não ter cursado o itinerário que escolheram.

“A nossa pesquisa acompanha esses alunos desde o início da implementação do novo currículo para observar como a política se traduz de fato no chão da escola. O que essa primeira turma nos mostra é que a política chegou à sala de aula sem garantir o que propôs: a oportunidade de escolha ao jovem e a maior conexão do conteúdo escolar com o projeto de vida do estudante”, diz Ana Paula Corti, uma das pesquisadoras responsáveis.

Corti lembra ainda que na última edição do Enem, realizada no fim do ano passado, São Paulo foi o estado com a segunda menor taxa de participação na prova -apenas 34% dos concluintes que estudaram em escola pública fizeram o exame.

“Os alunos deixaram de ter aula dos conteúdos que são cobrados em provas como o Enem, por isso, não se sentem preparados e consequentemente não vão fazer o exame. O novo ensino médio desmotivou esses jovens a entrar no ensino superior, a continuar estudando e também não trouxe perspectiva de encontrar um emprego melhor”, diz Márcia Jacomini, coordenadora da pesquisa, que é financiada pela Fapesp.

Os dados mostram ainda que 79,3% dos entrevistados afirmam acreditar que a redução das disciplinas comuns vai impactar negativamente as suas vidas. Uma das premissas do novo ensino médio é a de que os itinerários formativos permitiriam aos jovens antecipar a escolha profissional, escolhendo estudar a área que mais se aproxima do campo em que querem trabalhar.

No entanto, a pesquisa mostra que 60,2% dos alunos disseram não ter ficado satisfeitos com o itinerário que cursaram e 81,5% não aprovaram as disciplinas criadas para essa parte optativa do currículo.

Conforme mostrou a Folha de S.Paulo, as escolas passaram a oferecer matérias com o nome de “brigadeiro gourmet” e “como se tornar um milionário”.

Os resultados também mostram que a maioria dos alunos não tem frequentado as aulas de expansão da carga horária do novo ensino médio -que é outra premissa da política, que defende a necessidade de mais horas de aula para os jovens. Como a lei permitiu que parte dessas aulas aconteça a distância, 61,8% estudantes afirmaram não ter participado das atividades.

“A ampliação da carga horária ocorre no papel, está prevista na lei, mas não está acontecendo de fato na escola. Não adianta ampliar as horas se isso não for feito com qualidade. Que aula é essa em que o aluno não tá na escola, não tem professor, não recebe orientação? Se não tiver qualidade, o estudante não vai estudar por mais horas”, diz Corti.

Após um acordo entre o governo Lula (PT) e a Câmara dos Deputados, mudanças no formato do novo ensino médio podem ser votadas nesta quarta (20). O principal impasse estava justamente na quantidade de horas destinadas aos itinerários formativos.

O ministro da educação, Camilo Santana, queria que a carga horária para as disciplinas comuns aumentasse de 1.800 horas para 2.400. Já o relator do projeto, o deputado Mendonça Filho (União-PE), defendia que as matérias comuns fossem limitadas a apenas 2.100 horas.

Ex-ministro da educação no governo Temer, Mendonça foi responsável pela aprovação da reforma do ensino médio que criou o modelo de itinerários e reduziu a carga de disciplinas tradicionais. Ele defende que o formato garante “maior conexão da formação escolar com o mundo do trabalho”.

Após negociação, o MEC aceitou reduzir para 1.800 horas a grade comum para casos em que o estudante opte por cursos técnicos profissionalizantes. Assim, os alunos poderão fazer curso técnico de enfermagem, por exemplo, de 1.200 horas -ao todo, são 3.000 horas anuais no ensino médio.

Nos demais itinerários formativos, que são as áreas que os estudantes têm que optar para se aprofundar no ensino médio, a obrigatoriedade permanece em 2.400 horas.

As reclamações dos estudantes e professores paulistas com o novo modelo de ensino médio levaram o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) a antecipar mudanças nessa etapa -mesmo sem a definição das alterações pelo congresso e governo federal.

Em vez de ofertar 11 itinerários formativos, o governo decidiu que neste ano serão apenas dois (Exatas/Ciências da Natureza e Linguagens/Ciências Humanas). Também resolveu ampliar o número de aulas para disciplinas regulares.

 

Os trangênicos na alimentação das crianças da Rede Municipal de Ensino

A Secretaria de Educação encaminhou um ofício de número 0325/2024 SME, solicitando um direito de resposta, sobre a matéria divulgada no Portal Alpha Notícias em 14/03/2024, intitulada “Botucatu: Alimentos ilegais estão sendo dados  nas escolas municipais”.

No dia 15 de março, a REDE ALPHA solicitou uma entrevista com a secretária de educação, Cláudia Gabriel, para esclarecimentos sobre os kits de alimentação que estão sendo entregues para as crianças no período de férias. Porém, a secretária veio para a entrevista desprovida de informações com relação à lei 4464 de 28 de novembro de 2003, a lei que proíbe o uso de transgênicosna alimentaçãodas crianças da rede municipalde ensino; bem como, não sabia também informar sobre valores a licitação para compra desses kits, não sabia que empresa havia vencido o Pregão 153/2023, nem a quantidade de kits que foram distribuídos às crianças, e muito menos, sobre quais os produtos que estavam sendo entregues.

Foi dado pela REDE ALPHA, direito de resposta à secretária em questão que apresentou em seu documento apenas a justificativa em relação a um ítem do kit, no caso, o atum enlatado e reconheceu que este ítem foi distribuído contendo produto transgênico. Afirmou que foram encontrados sobras dos kits, em algumas escolas, e neles continham este atum com selo indicativo de transgênicos, triângulo amarelo presente na embalagem. Ela tentou justificar dizendo que a amostra apresentada no Pregão Eletrônico não tinha o símbolo de “T” de “transgênicos”, mas reconhece que alguns kits haviam o produto ilegal e segundo a secretária “(…) que foram recolhidos, de todas as unidades escolares que continham esse ítem, e para destino correto, sob amparo legal, para outra instituição municipal, com permissão da legislação para que o mesmo fosse consumido sem disperdício e de forma regular (…)”.  Alega ainda que “(…) os produtos não foram comprados para utilização na composição da merenda, mas sim por recurso próprio da prefeitura, para serem consumidos em domicílio e não na unidade escolar (…)”.

Sendo assim, a equipe de jornalismo ressalta muitas dúvidasque nao foram esclarecidas:

  1. A secretária declara que outro item com transgênicos estavam compondo a alimentação das crianças (atum), além do óleo de soja denunciado na reportagem do Alpha Notícias;
  2. Por que a secretária omitiu na sua declaração sobre o óleo de soja?
  3. Por que o óleo de soja, comprovadamente transgênico, pelo Alpha Notícias, vem sendo usado tanto nos kits distribuídos para os escolares; quanto na produção dos alimentos da merenda escolar desde 2017 e nenhuma providência foi tomada sobre isso até hoje, após quase 8 anos; se a Lei dos transgênicos existe no município desde 2003?
  4. A secretária de educação não pode se basear apenas em embalagens de produtos para ter certeza se os produtos que as crianças estão ingerindo, através da distribuição escolar ou da merenda, tenham ou não transgênicos. Isso porque, de acordo com a Lei 4.464 existe a determinação de que sejam especificados todos os itens dados na alimentação dos escolares e não podem conter produtos transgênicos. Sendo assim, por que a secretária não exigiu a ficha técnica com a composição de cada item com declaração anexada garantindo que cada produto não contenha transgênicos, a fim de garantir que a lei seja cumprida? Vale ressaltar que no Brasil, não é mais exigido o selo de transgênicos nas embalagens dos produtos. E portanto, para se ter certeza da ausência destes produtos, é necessário a ficha técnica do produto com laudo anexado garantindo pela empresa que produz o alimento, sobre a ausência ou a presença de produtos transgênicos na composição.
  5. A secretária tenta dar uma interpretação diferente da lei dos trangênicos para os kits dados nas férias para as crianças e outra interpretação para os itens usados para produção da merenda escolar. Mas se são alimentos dados para as crianças da rede de ensino pela Secretaria de Educação a Lei dos transgênicos recai sobre todos os alimentos fornecidos pela rede municipal.
  6. Os fornecedores foram notificados sobre os produtos ilegais nos itens da alimentação dos escolares?
  7. Quais as ações que foram empenhadas para resolver a situação tanto com as crianças e suas famílias? Com os funcionários que fornecem esses alimentos? Com a equipe de licitação da prefeitura e o jurídico para garantirem o cumprimento da Lei? Com os fornecedores?
  8. Como serão aplicadas as multas previstas na Lei 4.464?
  9. Que outros itens da alimentação dos escolares tem risco de ter transgênicos, seja nos kits ou na merenda escolar ?
  10. Qual o valor pago por este produtos na licitação?
  11. O óleo de soja com transgênicos, apresentado na reportagem, ainda estão sendo utilizados na Cozinha Piloto, escolas e creches da rede municipal de ensino em Botucatu
  12. Onde estão os laudos das análises feitas no restante dos produtos ofertados à rede municipal de ensino que foram encontrados nos kits com transgênicos e nao forma divulgados pela secretaria?
  13. Se a Lei é de 2003, porque até hoje não foram retirados da linha de produção e distribuição estes ítens?

Muito bem, além destes ainda são diversos os questionamentos que como IMPRENSA, a REDE ALPHA questiona e faz sua função de jornalismo investigativo, atendendo as demandas da população, neste ato em prol aos nossos alunos, e suas famílias, da rede municipal de ensino.

É uma premissa e um dever da Secretaria de Educação atender às normas, as leis e seus conselhos fiscalizatórios, demonstrando total transparência em seus atos.

Dessa forma, a Rede Alpha continuará buscando respostas e divulgando à população sobre essa situação é às novas denúncias apresentadas pelo Conselho de Alimentação Escolar sobre a qualidade e higiene dos alimentos dados às nossas crianças nas escolas municipais de Botucatu.

Escola de Educação em Saúde realiza Aula na Área de Álcool e Outras Drogas

Na sexta-feira, (15), aconteceu a Aula Inaugural da Especialização em Cuidados na Área de Álcool e Outras Drogas, promovida pela Escola de Educação em Saúde (EES) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB). A vice-diretora da EES, professora Cátia Fonseca deu as boas-vindas aos alunos e em seguida, o coordenador da capacitação, professor José Manoel Bertolote deu início ao conteúdo programático.

A Especialização, que é destinada à capacitação de médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, teve o período de inscrições prorrogado até o dia 18 de abril de 2024. Aqueles que se inscreverem até esta data, não perderão o conteúdo das aulas já ministradas. A capacitação terá duração de 15 meses.

Para o diretor da EES, Prof Titular André Balbi, o início deste curso mostra que, apesar das dificuldades, houve vitórias importantes. “Estamos vencendo etapas que nos possibilitarão termos uma grande experiência na arte de  ensinar saúde, sempre contando  com nossos parceiros institucionais: FMB , HCFMB e Famesp. Fico muito satisfeito por contar com o Prof Bertolote e nossa equipe que nos trazem a segurança necessária para que mais cursos como este possam acontecer em breve, finalizou ele.

Professora Cátia lembrou que a EES foi criada com o objetivo de proporcionar cursos de especialização e aperfeiçoamento para os profissionais das redes de saúde de Botucatu e região. “Este é o primeiro grande curso da Escola, que nos proporcionou o cadastramento junto ao Conselho Estadual de Educação. Estamos felizes em iniciar essa trajetória oficialmente”, destacou.

Professor Bertolote relembrou que a ideia do curso nasceu há cinco anos e houve várias tentativas de realizar a especialização em diferentes lugares, mas nunca avançou. “Até que foi criada a Escola de Educação em Saúde e com ela veio a possibilidade de realizarmos o curso. Por isso, sou muito grato!”, destacou. “O curso, quando foi pensado, era destinado a 10 categorias profissionais, mas se mostrou inviável. Por isso, hoje, esta capacitação é oferecida a 5 categorias profissionais e é o primeiro curso do Brasil, presencial, com aulas à distância, com estágio supervisionado por representantes de cada categoria profissional”, acrescentou.

A enfermeira Nilza Martins Ravazoli Brito, coordenadora do Serviço de Atenção e Referência em Álcool e Drogas (Sarad) de Botucatu, conta que se inscreveu na especialização com o objetivo de se qualificar para oferecer uma assistência de melhor qualidade aos pacientes. “A minha expectativa é de que haja uma troca entre os participantes, com muito aprendizado, para atendermos os pacientes dependentes químicos, que é uma doença bastante grave e alvo de muito preconceito”, declarou.

Sobre a EES

Estudantes de Graduação, profissionais com Ensino Superior e egressos dos Ensinos Médio e Técnico interessados em ampliar seus horizontes na área da saúde, podem aprofundar os seus conhecimentos na EES, a partir de uma grande variedade de cursos.

Instituída em fevereiro de 2022 e credenciada oficialmente em maio do ano seguinte pela Câmara de Educação Superior do Conselho Estadual de Educação do Estado de São Paulo, a Escola destaca-se pela excelência acadêmica já consolidada ao longo de décadas no Complexo HCFMB e na FMB/Unesp, contando com o suporte administrativo da Famesp.

O corpo docente, composto por renomados e competentes profissionais, reconhecidos nacional e internacionalmente, aliado à relevância da FMB e HCFMB como instituições públicas para o ensino e à assistência no SUS na região, e às oportunidades que surgirão aos alunos após a conclusão dos cursos, são pontos que reforçam o compromisso da EES.

Conheça outros cursos com inscrições abertas no site: www.ees.org.br/cursos-marco-2024/

Para mais informações, entre em contato pelo telefone (14) 3881-4804 ou pelo e-mail ees@famesp.org.br

Focos de incêndio em área às margens da Marechal Rondon

Dois focos de incêndios em área às margens da Rodovia Marechal Rondon, próximo ao piscinão, sentido interior capital.  Foi acionado o Corpo de Bombeiros para ação nesse início de incêndio para a não propagação sobre a mata que está seca.

É sempre bom seguir as orientações do Corpo de Bombeiros, que aponta os acidentes que podem acontecer por descuido ou desatenção.

É importante considerar a segurança das matas durante condições de alta temperatura e baixa umidade, pois esses são momentos propícios para incêndios florestais se espalharem rapidamente.

A conscientização sobre as práticas seguras em áreas florestais e de matas, são fundamentais para minimizar tais riscos. É importante ficar atento às orientações das autoridades e agir com responsabilidade ao frequentar áreas naturais.

 

Metade dos alunos brasileiros não termina ensino fundamental na idade certa

Menos da metade dos alunos brasileiros concluem o ensino médio na idade correta, ou seja, até os 18 anos. De acordo com pesquisa feita pela Fundação Itaú, apenas 41% dos estudantes concluem a educação básica sem intercorrências como reprovação, abandono ou evasão. Além disso, 52% conseguem terminar o ensino fundamental.

A pesquisa produziu um “indicador de trajetória educacional” dividido em quatro categorias: a trajetória regular, a com pouca irregularidade, a com muita irregularidade, e a trajetória interrompida. A primeira delas se satisfaz somente quando o aluno ingressa no ensino fundamental aos 7 anos e conclui os ensinos fundamental e médio nas idades corretas (15 e 18 anos, respectivamente).

Enquanto isso, pertencem às demais categorias os estudantes que tiveram sua trajetória educacional atrapalhada por intercorrências. Na última delas, se encaixam os alunos que deixaram de frequentar a escola, seja no ensino fundamental ou médio, e jamais retornaram.

De modo geral, os estudantes da educação básica apresentam trajetórias pouco regulares, sobretudo aqueles do sexo masculino, que estudam em escolas de baixo nível socioeconômico, com deficiência, negros e indígenas e moradores das regiões norte e nordeste.

Em todas essas categorias foi possível observar a persistência de desigualdades raciais e sociais. A maioria dos alunos que concluem o ensino médio na idade correta são brancos, com 53% de regularidade, seguidos por pretos e pardos, com 31% e 36% respectivamente, e então pelos indígenas, com apenas 17% de regularidade.

Isto é, a trajetória escolar dos indígenas é mais do que três vezes mais irregular que a de estudantes brancos.

Os estudantes de nível socioeconômico mais alto apresentam trajetória escolar expressivamente melhor que os estudantes de menor nível socioeconômico. Cerca de 60% do primeiro grupo terminam o ensino médio na idade certa, enquanto o segundo grupo fica na casa dos 30%, uma diferença de 30 pontos percentuais.

É importante ressaltar que os dados se reproduzem quando analisados os recortes das trajetórias limitadas ao ensino fundamental, com poucas diferenças percentuais.

Toda essa irregularidade e disparidade, segundo os autores da pesquisa, implica em vulnerabilidades e menos oportunidades de desenvolvimento para os jovens, além de apontar para uma ineficiência dos gastos públicos com educação.

Desigualdades entre grupos sociodemográficos existem na trajetória escolar e precisam ser explicitadas, segundo os autores. Eles ainda destacaram que o Censo Escolar divulgado pelo Inep é um instrumento adequado para a avaliação e o monitoramento da equidade entre grupos sociais e ao nível municipal, e que a produção de diagnósticos como esse da Fundação Itaú é fundamental para melhorar a qualidade e equidade da educação no Brasil.

Fonte: CNN