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Muro inclinado e risco iminente: descaso preocupa moradores do Lavapés

Uma denúncia recorrente volta a preocupar moradores do bairro Lavapés, em Botucatu. Localizado na Rua Curuzu, nos fundos da Secretaria Municipal de Trânsito (Semutran), um muro muito antigo apresenta sinais graves de deterioração e risco iminente de colapso, sem que providências efetivas tenham sido adotadas pelo poder público.

De acordo com relatos e imagens registradas no local, a situação se arrasta há mais de anos. A mais de um ano, o muro já apresentava trincas e chegou a ter parte da área isolada pela Prefeitura de Botucatu devido ao perigo. No entanto, atualmente, o espaço encontra-se em total abandono. As faixas de isolamento colocadas anteriormente permanecem jogadas ao chão, evidenciando a falta de manutenção e acompanhamento da área.

O problema se agrava com o período de chuvas, comum no início do ano. As imagens mostram grandes trincas no muro, algumas com medições que chegam a cerca de 1,5 centímetro, além de rachaduras visíveis no pavimento superior. Também é possível notar a inclinação da estrutura em direção à rua, o que aumenta o risco para pedestres que utilizam a calçada — que, segundo moradores, já é precária por si só.

A equipe da REDE ALPHA esteve em abril de 2024 no local e nada mundou

Outro ponto de alerta são as marcas de barro escorrendo pela parede, indicando falhas na drenagem da água acumulada no interior do terreno. Mesmo diante desse cenário, o local voltou a ser utilizado para a guarda de veículos, o que aumenta o peso sobre a borda do muro e potencializa o risco de desabamento.

A área fica muito próxima a uma creche do bairro Lavapés, o que preocupa ainda mais moradores e frequentadores da região. Em caso de colapso, crianças, transeuntes e motoristas podem ser atingidos.

Moradores antigos afirmam que o muro pode ter mais de 50 anos e nunca passou por obras de contenção ou manutenção preventiva. Diante disso, a população volta a cobrar uma ação urgente da Prefeitura de Botucatu e da própria Semutran, que utiliza o espaço, para evitar uma possível tragédia anunciada.

A denúncia reforça que o risco já foi comunicado diversas vezes ao longo do último ano e pede atenção imediata das autoridades responsáveis para garantir a segurança da população.

Assistam a reportagem:

 

2026 marca o adeus definitivo aos orelhões nas grandes cidades brasileiras

O ano de 2026 simboliza o encerramento de um dos maiores ícones da comunicação urbana no Brasil: os telefones públicos, popularmente conhecidos como orelhões. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu início, neste mês de janeiro, a uma operação nacional para retirar esses equipamentos das ruas e avenidas das grandes cidades.

Ao todo, cerca de 30 mil estruturas desativadas serão recolhidas em todo o país. A medida ocorre com o fim das concessões do serviço de telefonia fixa, que deixa de obrigar as operadoras a manterem telefones públicos em funcionamento.

Por décadas, os orelhões fizeram parte da rotina dos brasileiros, especialmente entre os anos 1970 e o início dos anos 2000. Eles eram ponto de encontro, facilitavam recados e garantiam comunicação mesmo para quem não possuía telefone em casa. Hoje, o sentimento é de nostalgia para quem viveu essa época.

Com a retirada dos aparelhos, as empresas responsáveis passam a direcionar investimentos para redes de banda larga e telefonia móvel. Em alguns municípios, porém, os orelhões ainda poderão permanecer até 2028, exclusivamente em locais onde não há outra alternativa de serviço telefônico disponível.

Atualmente, restam pouco mais de 2 mil orelhões espalhados pelo Brasil, muitos deles inoperantes. A Anatel informa que não há mais produção de cartões telefônicos e que os pontos de venda praticamente desapareceram. Pela regra vigente, quando não houver cartão disponível, os aparelhos remanescentes devem permitir ligações locais e nacionais para telefones fixos de forma gratuita.

Apesar da evolução tecnológica, o fim dos orelhões representa mais do que a retirada de um equipamento urbano. Para muitos brasileiros, trata-se do encerramento de uma era marcada pela simplicidade, pela convivência e por uma forma de comunicação que ajudou a conectar gerações.

No site da Anatel, é possível consultar a lista completa dos endereços onde ainda existem telefones públicos ativos no país.

Queda de avião na Colômbia deixa seis mortos; cantor Yeison Jiménez está entre as vítimas

Seis pessoas morreram após a queda de um avião de pequeno porte em uma área rural do departamento de Boyacá, na Colômbia, na tarde deste sábado (10). Entre as vítimas está o cantor colombiano Yeison Jiménez, de 34 anos, informação confirmada por autoridades locais.

A aeronave privada havia decolado do aeródromo de Paipa com destino a Medellín quando apresentou problemas logo após a saída. Segundo relatos, o avião não conseguiu ganhar altitude, ultrapassou a pista em alta velocidade e acabou caindo nas proximidades de uma área de vegetação, sendo tomado por um incêndio em seguida.

Além do artista, morreram o piloto Hernando Torres e os passageiros Juan Manuel Rodríguez, Óscar Marín, Jefferson Osorio e Weisman Mora, todos integrantes da equipe de Yeison Jiménez.

A promotoria colombiana informou que abriu investigação para apurar as causas do acidente. Os corpos foram encaminhados para Bogotá, onde passarão por exames de identificação e procedimentos legais.

Moto é furtada em frente a shopping e dono cai em golpe durante buscas

Uma motocicleta foi furtada na noite de sexta-feira (9) em frente ao shopping de Botucatu, na região da Vila Real. A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como furto de veículo e aconteceu em uma rotatória nas proximidades do local.

Segundo o boletim de ocorrência, o proprietário estacionou a motocicleta por volta das 18h40 e se ausentou do local levando a chave e o capacete. O veículo, porém, não estava devidamente travado, já que a trava do guidão apresentava problemas de funcionamento.

Ao retornar, por volta das 23h18, o homem percebeu que a motocicleta havia sido levada. Buscas foram realizadas nas imediações, mas o veículo não foi localizado.

A moto furtada é uma Honda CB 300R, preta, ano 2010, modelo 2011, com placa EKC2I17. De acordo com o registro policial, o tanque estava cheio no momento do furto e o veículo possuía marcas de uso, com arranhões visíveis na carenagem e no tanque.

Durante as tentativas de recuperar a motocicleta, a vítima ainda acabou sendo alvo de um golpe. Após divulgar o furto, recebeu contato de uma pessoa que prometeu devolver o veículo mediante o pagamento de R$ 1 mil. O valor foi transferido via Pix, porém a motocicleta não foi entregue e o suposto intermediário interrompeu o contato.

A Polícia Civil orienta que qualquer informação sobre o paradeiro do veículo seja comunicada diretamente às autoridades e reforça o alerta para que vítimas de crimes não realizem negociações ou transferências financeiras com desconhecidos nessas situações.

NAPE abre novas inscrições para curso básico de Libras

O Núcleo de Atendimento Pedagógico Especializado (NAPE), vinculado à Secretaria Municipal de Educação, abriu inscrições para novas turmas do Curso Básico de Língua Brasileira de Sinais (Libras). A formação é destinada a iniciantes e ao público em geral interessado em aprender a se comunicar com pessoas com deficiência auditiva.

O curso será oferecido na modalidade semipresencial, com carga horária total de 20 horas, e acontecerá entre os dias 12 e 23 de janeiro. As aulas serão ministradas em dois períodos:

  • Tarde: das 16h às 18h
  • Noite: das 19h às 21h

Cada turma contará com 20 vagas, preenchidas por ordem de inscrição. Os interessados devem se inscrever até o dia 12 de janeiro, às 13h, pelo telefone (14) 99731-0754.

A Língua Brasileira de Sinais possui estrutura gramatical própria, baseada na combinação de movimentos das mãos, formas e pontos de referência no corpo ou no espaço. Reconhecida por lei, a Libras é um sistema linguístico utilizado pelas comunidades surdas no Brasil para a transmissão de ideias, informações e conhecimentos.

Mais informações:
NAPE – Núcleo de Atendimento Pedagógico Especializado “Alcyr de Oliveira”
📍 Rua Amando de Barros, 1520 – Centro

Caminhonete bate em defensa metálica na Rodovia Domingos Sartori

Um acidente de trânsito foi registrado no fim da noite deste sábado (11) na Rodovia Domingos Sartori, em Botucatu. Uma caminhonete da marca RAM perdeu o controle e colidiu com força contra a defensa metálica da via.

Segundo relatos de pessoas que presenciaram a ocorrência, não houve envolvimento de outros veículos. A concessionária responsável pela rodovia foi acionada e enviou uma equipe de resgate ao local para prestar atendimento.

No entanto, ao chegarem, os socorristas não encontraram o motorista da caminhonete. Até o momento, não há informações sobre possíveis feridos ou sobre o paradeiro do condutor.

As causas do acidente ainda são desconhecidas e serão apuradas pelas autoridades competentes.

Postos de Saúde não resolvem e mandam pacientes para o PSA e PSI

A abertura dos Postos de Saúde para Pronto Atendimento no período noturno, finais de semana e feriados, pela Prefeitura Municipal de Botucatu, como forma de ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, não tem produzido resolutividade dos casos, nem evitado a sobrecarga dos Pronto-Socorros Adulto (PSA) e Infantil (PSI). E ainda, tem produzido custos elevados para a administração pública.

Segundo relatos de pacientes, familiares e da própria equipe das unidades de saúde, a maioria dos atendimentos acabam sendo encaminhados ao PSA e PSI devido à falta de estrutura para a realização de medicações, coleta de exames e outros procedimentos. E ainda, quando há alguma prescrição de receita de medicamentos, o paciente precisa retornar em outro dia, em horário comercial, para obter as medicações.

Embora as Unidades de Saúde permaneçam abertas, elas não contam com as farmácias em funcionamento, nem com equipamentos necessários para exames considerados essenciais e não agendam consultas com especialistas. Toda essa situação, dificulta a assistência de saúde, principalmente dos trabalhadores e servidores municipais, que não conseguem ir às unidades, em horário comercial. Diante desse cenário, muitos pacientes atendidos nos horários alternativos, recebem orientação para buscar o Pronto-Socorro Adulto, onde precisam enfrentar novas filas para conseguir um atendimento mais satisfatório. E no caso das crianças, a falta de pediatras nas unidades de saúde, também promovem o encaminhamento para atendimento no PSI.

Especialistas em Administração em Saúde Pública e Profissionais de Saúde questionam que:

“Se há uma equipe à disposição da população nas unidades de saúde, próximas às suas residências, mas não há condições de resolutividade e encaminham os paciente para os Pronto Socorros, o custo desses serviços tem sido onerosos ao Município. E poderiam ser empregados para a melhoria dos atendimentos nos Pronto Socorros, como a contratação de mais profissionais, a manutenção de uma farmácia central e um laboratório municipal para que os atendimentos fossem mais eficientes.”

O valor total de investimentos para a Saúde, em 2025, na cidade de Botucatu, foi cerca de 165 milhões. O município precisa investir 15% do seu orçamento anual no setor de saúde, o que equivale a aproximadamente 72 milhões de reais. No entanto, a Prefeitura de Botucatu investiu mais que o dobro do valor obrigatório no ano de 2025.

Mais apesar disso, o que causa perplexidade é que os postos de saúde de Botucatu são terceirizados para várias empresas. Sendo a principal delas, a OSS Pirangi, desde 2018 ainda na gestão do ex-prefeito Mário Pardini. A OSS Pirangi recebeu dos cofres publicos, no ano de 2025, 0 repasse de 55 milhões de reais, aproximadamente.

O cenário da precária assitência à saúde básica do Munícpio de Botuatu expõem a ineficiência da gestão; a incompetência da operacionalização dos serviços de saúde  pelas terceirizadas, a falta de fiscalização por órgãos de controle, como o Conselho Municipal de Saúde e pela Câmara Municipal. O resultado dessas contrariedades são unidades de saúde abertas sem capacidade de resolutividade dos atendimentos, ausência de integração entre sistemas dos postos de saúde com os Pronto Socorros, limitações estruturais dos
Serviços de Urgência e Emergência. Tais deficiências, seguem impactando diretamente na assistência à população.

Dessa forma, muitas pessoas cientes dessas limitações, tem optado por procurar diretamente os Pronto Socorros sobrecarregando ainda mais os atendimentos de Urgência e Emergência. Situação que familiares de um paciente de 80 anos, que buscou atendimento na USF do Lavapés, neste domingo 11/01, relataram a frustração com a situação. Segundo eles, se soubessem previamente que os exames só poderiam ser realizados no Pronto-Socorro Adulto, nem teriam se deslocado até a USF Lavapés.

A equipe de reportagem da Rede Alpha esteve na USF do Lavapés e encontrou o local completamente vazio. Ao procurarem o PSA, o local estava completamente cheio. Reflexo, segundo relatos, do descontentamento da população em buscar atendimento em uma unidade que não consegue concluir o cuidado ao paciente. Questionados, os profissionais de plantão da USF informaram que o sistema de informática não é integrado ao do Pronto-Socorro Adulto, o que compromete o fluxo de informações e torna o atendimento ineficiente. Informaram ainda que nos horários estendidos, como noturno e finais de semana, os exames não são coletados e nem a farmácia está aberta para entrega de medicamentos. Os profissionais também pediram que a reportagem procurasse o Secretário Municipal de Saúde para esclarecimentos.

Prontamente, a Equipe de Jornalismo da Rede Alpha de Comunicação, entrou em contato com o Prefeito Fábio Leite; o secretário de Saúde e Vice-Prefeito, o médico Dr André Spadaro; e a Secretária de Comunicação, Cinthia Al-Lage, questionando sobre o atendimento precário dos Pronto Atendimentos nos Postos de Saúde em horários estendidos. Mas até o fefchamento desta matéria, nenhum deles deu qualquer esclarecimento.

 

Lei contra fios soltos em Botucatu existe, mas não funciona

Ao caminhar pelas ruas de Botucatu, é fácil notar postes com dezenas de fios soltos, emaranhados ou simplesmente pendurados sem controle.

A imagem dos postes abarrotados de cabos — energia, telefonia, internet e TV a cabo — já se tornou símbolo do descaso da administração pública com a cidade.

Moradores relatam situações em que cabos arrastam ao longo dos passeios, se enroscam em árvores ou ficam apenas a alguns centímetros da cabeça de quem passa.

Além de poluir visualmente as vias, esses fios representam riscos reais:

  • 1. Perigo de choque elétrico: fios desencapados, expostos ou soltos podem energizar objetos metálicos ou tocar pessoas inadvertidamente.
  • 2. Acidentes com veículos e pedestres: motociclistas podem enroscar em cabos baixos; pedestres têm espaço de circulação reduzido, especialmente em áreas com grande fluxo.
  • 3. Queda de cabos em dias de vento e chuva: tempestades ou ventos fortes aumentam o risco de fios caírem no chão, criando situações de risco imediato para moradores e animais.
  • 4. Obstáculo para serviços públicos e manutenção urbana: postes e cabeamento desorganizados dificultam podas de árvores, manutenção de iluminação pública e serviços de limpeza urbana.

Esses problemas são recorrentes no município. Mesmo assim, a sensação de “lei que não sai do papel” persiste entre moradores e comerciantes.

Botucatu tem lei, mas é ineficiente

Em Botucatu, uma lei municipal que parecia ser a resposta para esses problemas visuais e de segurança, tão óbvios nas ruas, virou símbolo de ineficácia e falta de fiscalização.

A Lei nº 5.741, de 2015, foi criada justamente para obrigar a concessionária e permissionárias de energia elétrica a alinharem a fiação e retirarem dos postes os cabos inutilizados, bem como a notificar outras empresas que utilizam estes postes para seus cabeamentos.

Em junho de 2025, a Câmara Municipal aprovou e o prefeito sancionou uma alteração nessa lei por meio da Lei Ordinária nº 6.783/2025, fruto do Projeto de Lei nº 54/2025.

O que mudou?

A intenção, segundo o vereador autor do texto, era reforçar a obrigação da concessionária de energia em não apenas organizar seus próprios cabos, mas também em notificar companhias que instalam seus cabos nos mesmos postes para que façam a manutenção e retirada da fiação obsoleta.

A justificativa oficial era simples: a legislação já existia, mas não funcionava na prática — e a alteração buscava preencher lacunas e atribuir mais clareza às responsabilidades. O que não se alterou, no entanto. Na prática, a mudança tem sido letra morta e não tem ação efetiva na vida da população.

O que faltou definir na alteração à lei?

Não existe uma fiscalização efetiva ou qualquer mecanismo público estruturado para garantir que as empresas cumpram a lei.

Mesmo após a alteração da legislação, a realidade nas ruas continua a mesma. Em diversos bairros de Botucatu é comum ver postes entulhados com emaranhados de fios de energia, telefonia, internet e TV a cabo que se estendem de maneira desordenada, muitas vezes pendurados a alturas perigosas ou mesmo quebrando com o tempo e ficando soltos sobre calçadas e vias ou até enrolados nos postes, pela própria população, de forma paliativa.

A Lei não define a fiscalização

Por não ter um mecanismo claro de fiscalização ativa instituído pelo município para que esses riscos sejam efetivamente combatidos, a cidade segue com mais esse problema.

A lei alterada prevê multas à concessionária de energia de 2000,00 por dia, por cada notificação que deixar de realizar às empresas envolvidas.

Mas o limite de fiscalização, quem e como será acompanhada cada notificação, o cumprimento de prazos e a aplicação das multas, ainda é nebuloso. E permite brechas graves à execução real da lei.

A obrigação legal de notificar outras empresas não tem sido acompanhada por um órgão municipal com pessoal ou estrutura específica para garantir que essas notificações sejam efetivamente cumpridas e que as correções sejam feitas.

Empresas continuam a operar com seus cabos sem uso presos aos postes, por anos; e a própria concessionária que detém o maior peso na ocupação desses postes também dificilmente remove ou realinha todos os cabos, mesmo quando notificada.

A alteração de 2025 ampliou o texto original para reafirmar que a concessionária de energia não pode apenas apontar irregularidades. Ela deve retirar cabos inservíveis sob sua responsabilidade e notificar formalmente as demais empresas das quais os postes são compartilhados.

Na verdade, o que aconteceu com essa alteração da lei foi apenas evitar que a responsabilidade recaia apenas sobre a distribuidora de energia.

O problema central, porém, continua sendo a falta de fiscalização definida e rotinas claras de execução pela Prefeitura algo que a lei alterada não conseguiu estruturar.

Sem um órgão responsável por verificar cumprimento e aplicar sanções, como: multas; ordens de serviço ou prazos rigorosos, a legislação continua, para muitos, uma promessa sem prazo de validade.

Descaso com a cidade

Muitas vezes, a população fica sem saber a quem recorrer.

Se liga na Prefeitura, a administração municipal aponta a concessionária; se contata a concessionária, que diz que o problema é das empresas de internet ou telefonia. E assim a bola é jogada para frente sem solução concreta.

Moradores reclamam que as notificações feitas na Prefeitura ou para as empresas, muitas vezes não resultam em ações concretas, e que, sem uma pressão institucional contínua, a retirada de fios inutilizados segue como iniciativa pontual e escassa, e não como regra permanente e contínua.

O custo do descaso urbano

Para a grande parte da população, a existência da lei não se reflete na realidade das ruas.

A sensação de insegurança — tanto física quanto estética — é compartilhada por motoristas, ciclistas, comerciantes e pedestres.

A legislação, mesmo revisada, tornou-se mais um texto jurídico do que uma ferramenta efetiva de ordenamento urbano.

Enquanto isso, os fios continuam pendurados, as notificações viram números em planilhas, os moradores se queixam da inércia das autoridades em transformar a lei, que em tese deveria proteger o espaço público e a segurança das pessoas,
e a cidade segue tolerando o que deveria ter sido resolvido há mais de uma década.

Enquanto isso, os riscos persistem, as ruas seguem com um visual degradado e a população fica aguardando uma ação efetiva que de fato limpe e organize a fiação dos postes.

O que se vê hoje é a demonstração de que apenas alterar uma lei sem definir claramente quem fiscaliza, com que cronogramas e aplicação das penalidades, acaba sendo uma solução inócua.

Botucatu ainda espera por uma fiscalização que saia da promessa e vá até a prática, porque os postes sobrecarregados de fios soltos continuam sendo um problema urbano que a lei municipal ainda não conseguiu resolver.