Destaque

Ladrão faz prefeito refém em Barra Bonita e é morto pelo Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) em Bauru

Barra Bonita – Quatro homens armados invadiram, na tarde desta terça-feira (9), a casa do prefeito de Barra Bonita, Manoel Fabiano Ferreira Filho, o Manezinho Fabiano (PL), que foi feito refém junto com a primeira-dama, Yara Regina Barbuti. Após fugirem levando pertences das vítimas, um dos suspeitos foi localizado em Bauru e morto em confronto com policiais do 13.º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), por volta das 21h, segundo o boletim de ocorrência (BO). Ele foi identificado como Valdeci Borges da Silva, 40 anos.

De acordo com o registro policial, após o roubo, Valdeci voltou para sua residência, na rua Expedito Mendes da Silva, no Assentamento Aliança, onde deixou parte dos itens levados da casa do prefeito. Em seguida, com intenção de se esconder, ele se deslocou para outro imóvel, na quadra 3 da rua Alcides Domingues, no Parque Giansante, onde acabou localizado e baleado, morrendo no local.

Ainda segundo o BO, o Baep encontrou o veículo utilizado no assalto justamente na rua Expedito Mendes da Silva, mas apenas a companheira do suspeito estava no endereço. Durante as buscas, a equipe localizou Valdeci escondido no Giansante. Os policiais informaram que ele portava uma pistola calibre .380 com 15 munições, apreendida após o confronto.

Uma das mulheres presentes no imóvel relatou ter ouvido os policiais ordenarem repetidas vezes que o suspeito largasse a arma antes de ser alvejado, foi registrado no BO. A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar e prender os demais envolvidos no assalto.

O roubo

Conforme apurado pelo JCNET com jornalistas de Barra Bonita, o prefeito havia acabado de retornar da academia quando, ao lado da esposa, foi surpreendido pelo grupo. O casal foi amarrado enquanto os criminosos recolhiam celulares, joias e dinheiro. A ação durou cerca de uma hora. Apesar do trauma, ambos não sofreram agressões físicas, receberam atendimento e passam bem.

Fonte: JCNET

Foto: Reprodução

Adolescente é apreendido ao receber notas falsas de R$ 100 por encomenda em Paranapanema

Um adolescente foi apreendido ao receber notas de R$ 100 falsas por encomenda em Paranapanema, no interior de São Paulo, na segunda-feira (8).

De acordo com a prefeitura, a entrega do pacote estava sendo monitorada pela Polícia Federal, que percebeu um conteúdo suspeito. A corporação comunicou a delegacia da cidade e alertou sobre a encomenda estar endereçada a um menor de idade.

O jovem foi abordado pelos policiais assim que retirou a entrega na agência de Paranapanema. Durante a revista, os agentes encontraram dez notas de R$ 100 com diversos sinais de falsificação, entre eles, a baixa qualidade do material.

Ainda conforme a gestão municipal, o suspeito e um amigo que estava com ele no momento da retirada foram levados à delegacia. No depoimento, o outro adolescente afirmou que o jovem já havia comentado antes sobre a intenção de comprar notas falsas.

Ambos foram liberados pela polícia e entregue aos responsáveis. O caso segue sendo investigado e, posteriormente, será encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Fonte: G1

Foto: Reprodução

Polícia faz ação em São Paulo contra agressores sexuais de crianças

A Polícia Civil de São Paulo está nas ruas na manhã desta quarta-feira (10) numa operação que mira agressores sexuais de crianças e adolescentes. Na ação, que se chama Sentinela de Aço, as autoridades cumprem 26 mandados de prisão contra procurados pelo crime de estupro de vulnerável.

As buscas, que contam com 43 policiais e 19 viaturas, acontecem nas quatro regiões da capital paulista.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, um dos alvos é um homem condenado a 85 anos de prisão por abusos contra crianças de sua própria família.

Estupro

A polícia também está em busca de um outro condenado a 15 anos pelo estupro de uma criança de três anos. Também é procurado um homem que abusou de uma adolescente durante seis anos.

A maioria responde por violência doméstica, comportamento agressivo e alto risco social.

Há entre os foragidos pessoas que cometeram crimes em outros estados e que se esconderam em São Paulo.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Polícia Civil de São Paulo

Governo confirma salário mínimo de 2026 com reajuste de R$ 103 o valor será R$ 1.621

O valor do salário mínimo em 2026 será de R$ 1.621. Neste ano, o salário mínimo pago a trabalhadores e aposentados é de R$ 1.518. O acréscimo no próximo ano, portanto, será de R$ 103.

O mínimo é corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado nesta quarta-feira (10/12), e também pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de toda a riqueza produzida no país, de dois anos anteriores, a partir de 1º de janeiro.

O valor de R$ 1.621 foi confirmado pelo Metrópoles por meio de contato com o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO). Para que o reajuste seja oficializado, porém, ainda é necessária a aprovação, pelo Congresso Nacional, do Orçamento de 2026. Isso deve ocorrer até a próxima semana, quando começa o recesso legislativo.

A fórmula

O valor do reajuste do salário mínimo possui legislação específica. Para o cálculo é aplicado inicialmente o INPC dos últimos 12 meses fechados em novembro, que foi de 4,18%. Depois incide o crescimento do PIB de dois anos antes.

Em 2024, o PIB avançou 3,4%, no entanto, há uma trava na legislação para que o valor correspondente ao PIB fique dentro do intervalo de 0,6% a 2,5%.

INPC foi divulgado nesta quarta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos 12 meses até novembro, o INPC acumula alta de 4,18%. No ano, o acumulado é de 3,68%.

Idas e vindas

O salário mínimo proposto para o próximo ano, quando o governo federal enviou, em abril, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ao Congresso Nacional, era de R$ 1.630.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), divulgado em agosto deste ano, tinha como proposta para 2026 valor de R$ 1.631 para o salário mínimo.

A revisão no valor salário mínimo para os R$ 1.621 se deve ao fato de a inflação apurada ser menor do que a prevista anteriormente. Com a divulgação do índice, o valor previsto no PLOA, que deve ser votado na próxima semana, precisará ser revisado.

Mais de um terço (35,3%) dos trabalhadores do Brasil recebia até um salário mínimo em 2022, de acordo com informações do Censo Demográfico sobre Trabalho e Rendimento divulgado no início de outubro.

Estudo do Dieese, de setembro deste ano, aponta que o salário mínimo ideal deveria ser de R$ 7.075,83.

Fonte: Metrópoles

Foto: Hugo Barreto

Cuesta Vista de Cima destaca legado de Major Matheus na 2ª edição do programa

A 2ª edição do programa “Cuesta Vista de Cima”, produção da TV Alpha, traz aos botucatuenses uma imersão especial na história de um dos personagens mais importantes para a formação da cidade: Major Matheus, figura central na transformação de Botucatu de vila para município e nome que hoje batiza um dos corredores comerciais mais movimentados da Vila dos Lavradores.

O episódio apresenta, em linguagem documental e com imagens aéreas inéditas, a trajetória do militar, produtor rural e líder político que deixou um legado profundo na vida pública e no desenvolvimento urbano da região. A direção do programa é assinada pelo jornalista Fernando Bruder e o roteiro é de Júlia Beatriz Coelho Bruder.

Origem e trajetória

Nascido em 1817 na cidade de Sorocaba, Matheus Gomes Pinheiro Machado veio de uma tradicional família paulista ligada à vida militar e religiosa. Filho do capitão José Gomes Pinheiro Vellozo e de Anna Florisbella Machado de Oliveira e Vasconcellos, cresceu dentro de valores de disciplina, honra e trabalho — elementos que moldariam seu papel em Botucatu.

Ao se estabelecer na região, Matheus tornou-se uma figura de referência no antigo Bairro da Estação, dedicando-se ao plantio de café, algodão e à criação de gado, atividades que impulsionaram a economia local no século 19.

Da liderança rural ao comando militar

Sua postura firme o levou a ocupar cargos de responsabilidade na Guarda Nacional. Em 1864, assumiu o comando do Esquadrão de Cavalaria nº 13, posição que lhe rendeu de forma definitiva o título de Major, reconhecido oficialmente em Botucatu e lembrado até hoje.

A produção destaca documentos históricos, relatos e imagens que ajudam a contextualizar a importância militar da época, quando a Guarda Nacional atuava na proteção de fazendas e no apoio à ordem pública.

Vida política e papel na transformação de Botucatu

O respeito que conquistou na comunidade o conduziu à vida política. Major Matheus foi presidente da Câmara Municipal entre 1876 e 1877, período em que Botucatu deixou oficialmente de ser vila e passou a ser cidade.

O programa mostra como sua atuação administrativa foi essencial para o início da estrutura organizacional do município, lançando bases que seriam fundamentais para o crescimento das décadas seguintes.

A rua que carrega seu nome

Um dos pontos altos da segunda edição do “Cuesta Vista de Cima” é o sobrevoo completo pela Rua Major Matheus, hoje considerada o segundo maior polo comercial de Botucatu. Farmácias, lojas, mercados, restaurantes, bancos e serviços formam um fluxo diário intenso que movimenta a economia do bairro e conecta o Centro à Vila dos Lavradores.

A reportagem apresenta curiosidades, depoimentos de moradores antigos e imagens da evolução urbana do local, reforçando sua importância social e comercial.

Praça Virgílio Lunardi e Igreja Sagrado Coração de Jesus

O programa também destaca dois marcos afetivos da Vila dos Lavradores: a Praça Cavalheiro Virgílio Lunardi, recentemente revitalizada, e a tradicional Igreja Sagrado Coração de Jesus, construída a partir de 1927.

Com novas áreas de convivência, iluminação moderna e a retomada da fonte luminosa, a praça voltou a atrair moradores, especialmente ao entardecer. Já a igreja permanece como centro espiritual e histórico do bairro, reunindo gerações em celebrações e festas religiosas.

Um legado que permanece vivo

O episódio encerra destacando que, mesmo após sua morte em 1887, Major Matheus permanece presente na memória urbana e no cotidiano da cidade. Seu nome respira na rua que movimenta Botucatu, na praça que acolhe a comunidade e na história viva que continua moldando a identidade local.

A segunda edição de “Cuesta Vista de Cima” reforça a proposta da série: unir história, geografia, cultura e modernidade em produções curtas, acessíveis e visualmente impactantes, valorizando a riqueza da Cuesta e seus personagens.

A segunda edição do Cuesta Vista de Cima – Rua Major Matheus, pode ser assistida pela TV Alpha,  Canal 8 NET Claro e Canal 21 NET Infinito ÀS 09H, 13H e 20H

Pelas Redes Sociais:

Youtube: youtube.com/watch?v=ZNoMAlSUuHY&feature=youtu.be
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Esta edição do Cuesta Vista de cima teve o apoio de:  A Favorecedora, A Colegial, Alluve Clínicas Odontológicas, Angá Restaurante, Atitude Moda Feminina, Auto Posto Eldorado, Barbearia Prado, Casa Moderna, Cimy Semijoias e Acessórios Femininos, Cirúrgica Botucatu, CTAM – Centro Treinamento Artes Marciais e Musculação, Efiscont Escritório Contábil, Floricultura do Bairro, Ivone Noivas & Festas, Luggi Instrumentos Musicais, Malhas & Cia, Nitabella Store, Oggi Sorvetes Botucatu, Printxpress – Gráfica Rápida e Comunicação Visual, Proseg Extintores Proteção contra incêndios, Quitanda Fumis Major, Rei Motors – Concessionária Botucatu, Selva de Dentro e Shark Motors

 

A Câmara dos Deputados aprova projeto que reduz penas dos condenados pelo 8 de janeiro

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê a redução de penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado, como o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta foi aprovada em plenário por 291 votos a 148 e será enviada ao Senado.

O texto aprovado na madrugada desta quarta-feira (10) é um substitutivo do relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), ao Projeto de Lei 2162/23, do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e outros.

O substitutivo determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O texto original previa anistia a todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e dos acusados dos quatro grupos relacionados à tentativa de golpe de Estado julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mas esse artigo foi retirado do projeto.

Grupo principal

Se virar lei, a nova forma de soma de penas deve beneficiar todos os condenados da tentativa de golpe de Estado, como aqueles do grupo principal:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;

Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;

Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; e

Alexandre Ramagem, deputado federal.

Esse grupo foi condenado a penas que variam de 16 a 24 anos em regime fechado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em caráter definitivo, em 25 de novembro deste ano. Outras penas de detenção devem ser cumpridas depois daquelas de reclusão.

Como a lei pode retroagir para beneficiar o réu, a nova regra implicaria revisão do total para esses dois crimes, prevalecendo a pena maior (4 a 12 anos) por tentativa de golpe de Estado. Agravantes e atenuantes ainda serão aplicáveis sobre o cálculo.

Parlamentares da oposição preveem, para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que o total da redução pode levar ao cumprimento de 2 anos e 4 meses em regime fechado em vez dos 7 anos e 8 meses pelo cálculo atual da vara de execução penal.

A conta final, no entanto, cabe ao Supremo definir e pode depender de ser validado o uso de trabalho e estudo em regime domiciliar para diminuição dos dias de prisão.

Progressão

A diferença também é influenciada pela mudança nas regras de progressão de regime fechado para semiaberto feita pelo relator.

Atualmente, exceto para condenados por crimes hediondos, o réu primário obtém progressão de pena se cumprir 16% dela em regime fechado, mas o crime não pode ter sido cometido com violência à pessoa ou grave ameaça.

Como os crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático são tipificados com a característica de “violência ou grave ameaça”, Paulinho da Força muda o texto da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84) para fazer valer os 16% de regime fechado para crimes com ou sem violência ou grave ameaça.

Sem a mudança, a progressão ocorreria apenas com o cumprimento de 25% da pena pelo réu primário. Para os reincidentes, o índice de cumprimento no regime fechado passa de 30% para 20%.

Esses 25% valerão apenas para o réu primário condenado por crimes contra a vida (título I do Código Penal) e contra o patrimônio (título II do Código Penal) praticados com violência ou grave ameaça.

Já a reincidência, na mesma situação de crimes contra a vida ou o patrimônio, continua implicando cumprimento de 30% da pena para a progressão.

Outros crimes

A referência, no Código Penal, a crimes praticados com “grave ameaça” envolve vários não pertencentes aos títulos I e II, como o de afastamento de licitante (reclusão de 3 a 5 anos), constante do título XI.

No título VI estão tipificados crimes contra a liberdade sexual para os quais há agravantes relacionados a essa grave ameaça, como favorecimento da prostituição (reclusão de 4 a 10 anos) e rufianismo (reclusão de 2 a 8 anos), cujas progressões seriam também afetadas pela redação proposta, já que a referência à violência contra a pessoa ou grave ameaça, para efeitos de progressão de regime, é substituída pela referência apenas aos títulos I (crimes contra a vida, como homicídio) e II (crimes contra o patrimônio, como roubo).

Assim, esses crimes citados contarão com menor tempo para progressão de regime, pois não são enquadrados como hediondos, com exigência maior para alcançar o semiaberto, nem constam dos títulos I ou II do Código Penal.

Prisão domiciliar

O relator propõe ainda que a realização de estudo ou trabalho para reduzir a pena, como permitido atualmente no regime fechado, possa valer no caso da prisão em regime domiciliar.

Sobre esse tema, principalmente o Superior Tribunal de Justiça (STJ) produziu jurisprudência permitindo essa prática, contanto que comprovada e que possa ser fiscalizada.

Multidão

Para os crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e de tentativa de golpe de Estado, quando praticados em contexto de multidão, como o caso dos participantes dos atos de 8 de janeiro de 2023 nas sedes dos três Poderes, em Brasília, o texto reduz a pena de um terço a dois terços, desde que o agente não tenha financiado o ato ou exercido papel de liderança.

Destaques rejeitados

O plenário rejeitou todos os destaques apresentados pelo PSB e pelas federações PSOL-Rede e PT-PCdoB-PV na tentativa de mudar trechos do texto.

Confira os destaques votados e rejeitados

Destaque do PSB pretendia excluir todas as mudanças no sistema de progressão de penas

Destaque da Federação PSOL-Rede pretendia manter o cumprimento mínimo de 25% da pena de reclusão pelo réu primário condenado por qualquer crime com o exercício de violência ou grave ameaça, como os relacionados à tentativa de golpe de Estado

Destaque da Federação PT-PCdoB-PV tinha o mesmo objetivo, com outra exclusão semelhante de parte do texto

Destaque da Federação PT-PCdoB-PV pretendia excluir a possibilidade de diminuição de pena com estudo ou trabalho realizado em prisão domiciliar

Destaque da Federação PT-PCdoB-PV pretendia retirar trecho que determina o uso apenas da maior pena dos crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição do Estado Democrático de Direito;

Destaque da Federação PT-PCdoB-PV pretendia excluir trecho que prevê redução de um terço a dois terços da pena por esses crimes se praticados no contexto de multidão, como os atos de 8 de janeiro de 2023.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo

Confira texto elaborado pelo Professor Nelson Letras sobre o tema de Redação da UNESP

E o tema da redação do vestibular da Unesp 2026 foi “Vivemos hoje uma epidemia da solidão?”.  A seguir, confira um texto produzido pelo professor Nelson, da Escola de Redação Nelson Letras, sobre o tema deste ano.

Responsável por reflexões e emoções, a sétima arte implicou angústias em inúmeras pessoas quando o protagonista de O náufrago – interpretado por Tom Hanks -, devido à solidão, passou a interagir com uma bola de vôlei, “Wilson”, como se esta fosse um ser humano. O sofrimento do personagem transporta o espectador à dor do estar só. Essa solidão retratada no cinema é uma situação paradoxal ao ser comparada com a “epidemia”, cultura do isolamento alertada pela OMS, segundo a qual um terço dos idosos e um quarto dos adolescentes sofrem, física e/ou subjetivamente, angústias semelhantes às do personagem do filme, embora não estejam em uma ilha isolada, mas sim em uma sociedade hiperconectada pelos novos sistemas de comunicação. Logo, por causa de um condicionamento exterior que lhe prejudica a relação com o outro e a posse de uma boa saúde mental, grande parte da sociedade perde um pouco de sua humanidade.

Em Modernidade Líquida, Zygmunt Bauman analisou como a sociedade, determinada por um sistema que conduz o indivíduo a priorizar trabalho e bens de consumo, tem vivido sob a substituição de relacionamentos interpessoais por relações entre sujeitos e objetos. Os indivíduos passaram a viver sob um acúmulo de tarefas que os impedem de aprender sobre suas características de ser que necessita de interações sociais mais sólidas. Destarte: idosos são isolados de seus familiares e também socialmente, pois não estão em relações de trabalho, em atividades de entretenimento comunitário; e crianças, jovens e adultos, encontram-se, muitas vezes, sob o domínio das redes sociais e da positividade tóxica, com a necessidade de uma idealização de felicidade, mas isolando-se das relações físicas e sólidas, tendo como consequência uma solidão capaz até de gerar pseudointerações sentimentais com inteligências artificiais, os Wilsons do mundo virtual.

Assim, percebe-se que o aspecto negativo do signo linguístico solidão está relacionado não só a algo físico, mas principalmente mental. Em grande parte da sociedade moderno-líquida, o indivíduo possui seu inconsciente construído, desde criança, sob relações afetivas menos profundas, pois não há tempo para elas, estão inseridas em um sistema educacional de aulas expositivas sem interatividade, pois até mesmo as redes sociais, os jogos de celulares, substituem os pais. Nesse cenário, o superego, o qual é desenvolvido para não ter comunhão com outras pessoas, reflete no ser consciente, causando-lhe sofrimento. Mesmo vivendo em sociedade, com pessoas ao redor, esse indivíduo se sente solitário e não possui a capacidade de compartilhar suas emoções com outras pessoas – haja vista a imensa quantidade de indivíduos que têm procurado ajuda psicológica pelo ChatGPT ou por Apps de suporte emocional, ou ainda o fenômeno social dos bebês reborn ocorrido no Brasil em 2025.

O ser humano depende intelectual e materialmente do outro – assim como refletiu Aristóteles “O homem é por natureza um animal político”- e, com exceções de casos mais complexos de saúde, não necessita de bolas de vôlei personificadas, as IAs ou os bonecos artificiais hiper-realistas, para suprir uma carência. Projetar nestes a idealização da companhia pode gerar mais sentimento de solidão, por ser um falso compartilhamento de emoções o qual vai contra a natureza humana de ser social. É pelas relações sociais que o inconsciente é construído para uma boa saúde emocional capaz de viver bem o ócio e a relação com o outro – a exemplo da Finlândia, país considerado pelo oitavo ano consecutivo como o mais feliz do planeta, ao priorizar um sistema educacional para o pensamento crítico e com menos ênfase em competições, um estilo de vida pela ausência de ostentação, com valorização de tempo livre, da família e hobbies ao ar livre.

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Botucatu é escolhida como cidade-piloto para estudo da nova vacina contra a dengue do Instituto Butantan

Botucatu (SP) foi selecionada pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Butantan para ser o cenário de um estudo pioneiro que testará, em condições reais, a eficácia da nova vacina contra a dengue. A cidade foi escolhida por sua experiência em campanhas de vacinação em massa — como ocorreu durante a pandemia de Covid-19 — e pela alta circulação do sorotipo DENV-3 da dengue na região.

Estudo em campo com participação da Unesp

O estudo, realizado em parceria com a Unesp de Botucatu, prevê a imunização de 50% da população local entre 15 e 59 anos, com o objetivo de monitorar, em tempo real, a redução dos casos da doença após a aplicação do imunizante. A e…

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a campanha nacional de vacinação terá início até o final de janeiro de 2026, com a disponibilização de 1,3 milhão de doses pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A prioridade inicial será a vacinação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (médicos, enfermeiros e agentes comunitários) e da população de 50 a 59 anos.

Vacina do Butantan: dose única e proteção ampla

O imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan é de dose única e oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. A vacina promete ser um avanço significativo no combate à doença, que tem impactado regiões inteiras do país.

Estudo com idosos será feito separadamente

Embora a nova vacina seja segura e eficaz para a maioria dos adultos, um estudo clínico específico para pessoas acima de 60 anos será realizado em 2026 para avaliar a resposta imunológica e a segurança desse público.

Com essa iniciativa, Botucatu mais uma vez se destaca no cenário nacional como referência em saúde pública e inovação científica, contribuindo diretamente para o enfrentamento de uma das doenças mais recorrentes no Brasil.