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Resort de Toffoli” ganhou R$ 680 mil de programa do governo federal

O resort Tayayá, que até 2025 pertencia a uma empresa da qual o ministro do STF Dias Toffoli é sócio, foi um dos beneficiados pelo Perse, programa do governo federal que deu isenção fiscal ao setor de eventos.

De acordo com dados do programa aos quais a coluna teve acesso, o resort foi beneficiado com uma renúncia fiscal de pelo menos R$ 680,5 mil. O montante se refere ao consolidado do Perse até março de 2025.

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Segundo os dados do Perse, o Tayayá teve uma renúncia de R$ 213.571,03 no PIS/Pasep e de R$ 466.971,95 na Cofins, dois tributos federais que faziam parte do programa de renúncias para o setor de eventos.

Localizado no interior do Paraná, o Tayayá tinha como um de seus donos a Maridt Participações S.A., empresa familiar da qual Toffoli admitiu, na quinta-feira (12/2), em nota oficial, fazer parte do quadro societário.

Em 2021, a Maridt começou a vender sua participação no empreendimento. A primeira delas, em setembro daquele ano, foi para um fundo controlado pela Reag, administradora de investimentos ligada ao Banco Master.

A venda das cotas no Tayayá pela empresa da família de Toffoli foi concluída em fevereiro de 2025, com a alienação do restante das cotas à “PHB Holding”, a qual, até o momento, não tem ligação com o Banco Master.

 que é o programa

Oficialmente chamado de Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, o Perse foi criado em 2021, no auge da pandemia, e se encerrou em abril de 2025, após o teto de R$ 15 bilhões em renúncias fiscais.

Fonte: Metrópoles

Foto: Reprodução

Lei estadual endurece punições por agressões a profissionais da educação no Espírito Santo – ES

Já está em vigor em todo o Espírito Santo uma nova lei estadual que responsabiliza judicialmente quem ameaçar ou agredir profissionais da educação. A norma vale para professores, coordenadores, bedéis, bibliotecários, auxiliares e demais trabalhadores das unidades escolares. Nos casos em que o agressor for menor de idade, os pais ou responsáveis legais também poderão responder judicialmente pelos atos praticados.

Pela legislação, qualquer episódio de violência deve ser comunicado imediatamente à Polícia Militar. A direção da escola é obrigada a registrar boletim de ocorrência, informar o Ministério Público e afastar o agressor do convívio com a vítima. O prazo máximo para formalizar o caso por escrito é de 36 horas. O profissional agredido tem direito a atendimento hospitalar, exame no IML, retirada segura de seus pertences e acompanhamento por equipes de apoio.

A lei também prevê indenização por danos morais, materiais ou estéticos, que deverá ser paga pelos responsáveis legais do aluno agressor. Caso fique comprovada negligência na educação do menor, os pais podem ainda responder por omissão. Com a nova regra, situações que antes resultavam apenas em advertência administrativa passam a ter consequências legais mais severas, reforçando a proteção aos profissionais da educação e buscando garantir mais respeito e segurança no ambiente escolar.

Foto: Reprodução

Farmácia Popular vira alvo de fraude milionária e desvio de dinheiro público

Uma denúncia envolvendo o uso indevido de um Cadastro de Pessoa Física (CPF) levou à deflagração da Operação OTC – Over The Counter, que identificou um esquema de fraudes no programa Farmácia Popular. A ação foi conduzida pela  (PF), pela Receita Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo as investigações, o grupo teria provocado um  estimado em R$ 30 milhões aos cofres públicos por meio de vendas fictícias de medicamentos. O objetivo era gerar repasses indevidos de recursos federais de forma sistemática.

De acordo com o jornal O Globo, a  teve início em 2023, a partir de um estabelecimento localizado em Mato Grosso do Sul.

Esquema usava vendas inexistentes para captar recursos

As apurações apontam que os envolvidos estruturaram uma engenharia financeira para assumir o controle de farmácias já credenciadas no sistema federal.

Primeiro, adquiriam CNPJs de estabelecimentos com cadastro ativo no Farmácia Popular. Depois, alteravam a titularidade para pessoas vinculadas ao grupo. Em seguida, inseriam no sistema milhares de registros de vendas inexistentes para gerar créditos indevidos junto ao Fundo Nacional de .

Após o recebimento dos valores, as farmácias deixavam de operar normalmente, acumulavam pendências tributárias e mantinham as contas bancárias ativas apenas para receber os repasses públicos.

Para ocultar o destino do dinheiro, o grupo utilizava um fluxo financeiro complexo. O esquema incluía saques em casas lotéricas e sucessivos pagamentos de boletos bancários, estratégia que buscava dificultar o rastreamento dos verdadeiros beneficiários.

Mesmo com as tentativas de lavagem de dinheiro, os investigadores conseguiram identificar transferências direcionadas a uma liderança central da organização criminosa.

Mandados em quatro Estados

Na terça-feira, 10, agentes federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em cidades da Paraíba, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

A Receita Federal indicou endereços com maior probabilidade de armazenar documentos comprobatórios e registros de contabilidade paralela. Além da coleta de provas, a operação também pretende bloquear ativos financeiros para garantir eventual ressarcimento ao Erário e responsabilização dos envolvidos.

Próximos passos da investigação

A força-tarefa agora examina dados fiscais apreendidos para verificar se outros estabelecimentos participaram do esquema.

A perícia busca dimensionar o alcance total da fraude, incluindo a possível utilização de nomes de terceiros para simular compras e validar o desvio de recursos públicos.

A operação reforça o monitoramento sobre os mecanismos de repasse do  e tenta impedir o uso criminoso de dados de cidadãos para obtenção irregular de verbas federais.

Foto: Lucas Tavares

 

 

Operação recupera meia tonelada de peças de bronze furtadas do Cemitério Municipal de Jaú

Uma operação realizada nesta quinta-feira (12) resultou na recuperação de aproximadamente meia tonelada, cerca de 500 quilos, de peças de bronze furtadas do Cemitério Municipal de Jaú. A ação foi conduzida pelos agentes Deva e Marcelo, em trabalho conjunto com a Polícia Civil.

Após investigação e diligências, as equipes conseguiram localizar o imóvel que estava sendo utilizado como depósito para armazenar o material subtraído. No local, foram encontradas diversas peças pertencentes ao patrimônio público, cuja retirada causou prejuízos ao município e indignação na população.

A apreensão do material representa um avanço significativo nas apurações e contribui para desarticular a prática criminosa que vinha afetando o cemitério municipal. Segundo os envolvidos na ação, o resultado reforça o compromisso das forças de segurança com a preservação dos bens públicos e a garantia da ordem na cidade.

Foto: Reprodução

Deputados argentinos aprovam redução da maioridade penal para 14 anos

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nesta quinta-feira (12/2) um novo Regime Penal Juvenil, que reduz a idade de responsabilidade penal de 16 para 14 anos. A medida, aprovada com 149 votos a favor e 100 contra, segue agora para análise no Senado.

O debate sobre o projeto foi conduzido pela deputada Laura Rodríguez Machado, presidente da Comissão de Legislação Penal. Ela destacou que a legislação vigente desde 1980 não se alinhava com princípios democráticos modernos.

Machado, relatora do projeto, ressaltou que o novo Código estabelece a reabilitação como objetivo central. Além disso, garante que adolescentes não serão alojados com adultos, um ponto crucial da proposta.

 

Proprietário de oficina é preso por furto de água após ação da Sabesp

Na tarde de ontem (12), a Guarda Municipal foi acionada pela equipe de Caça-Fraudes da Sabesp após denúncia anônima sobre um possível furto de água em uma oficina mecânica. A verificação foi realizada no próprio estabelecimento.

No local, os agentes constataram a existência de uma ligação direta e clandestina de água, caracterizando irregularidade no consumo. A ocorrência foi encaminhada ao Plantão Policial para as providências legais.

Segundo o registro, ao analisar o caso e identificar reincidência, o delegado responsável determinou a prisão do proprietário do estabelecimento. O caso segue sob investigação.

Toffoli deixa relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou nesta quinta-feira (12) o afastamento da relatoria das investigações envolvendo o Banco Master. A decisão foi formalizada em documento divulgado pela Corte.

De acordo com o registro, o próprio ministro requereu a redistribuição do processo, mencionando “altos interesses institucionais”. A escolha do novo relator deve ocorrer por sorteio entre os integrantes do tribunal.

A medida foi adotada no mesmo dia em que o STF analisaria um pedido de suspeição apresentado pela Polícia Federal (PF), que questionava a permanência de Toffoli na condução do caso. No despacho, o Supremo destacou que todos os atos já praticados pelo ministro permanecem válidos.

Nos bastidores, segundo informações divulgadas pela imprensa, ministros teriam discutido uma solução para o impasse. A Corte afirmou, em nota, que “não é caso de cabimento para arguição de suspeição”, reiterando a legalidade das decisões já tomadas e manifestando apoio institucional ao magistrado.

O contexto da controvérsia envolve a apresentação, pela Polícia Federal, de relatório contendo troca de mensagens entre o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, e Fabiano Zettel. As conversas mencionariam pagamentos destinados à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio.

Também nesta quinta-feira, o ministro confirmou participação societária na empresa, esclarecendo que não exerce funções administrativas. Toffoli declarou ainda não manter qualquer vínculo pessoal ou financeiro com Vorcaro.

Polícia Civil realiza prisão em flagrante por tráfico de drogas em Botucatu após denúncia anônima

Uma pessoa foi presa em flagrante por tráfico de drogas na tarde desta quarta-feira (12), durante uma ação da Polícia Civil no distrito de Rubião Júnior, em Botucatu. A ocorrência foi registrada por uma equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), após o recebimento de denúncia anônima indicando movimentação suspeita em uma residência no Jardim Botucatu.

No local, os policiais abordaram o suspeito no quintal do imóvel. Durante a intervenção, foram apreendidas porções de maconha, pinos de cocaína, dinheiro em espécie e um caderno com anotações que, segundo a polícia, indicariam a contabilidade do tráfico. A abordagem ocorreu de forma pacífica.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, no momento da ação o investigado estava acompanhado de uma criança, fato que será considerado no andamento das investigações. Após os procedimentos de polícia judiciária, o detido foi encaminhado para uma unidade prisional da região, onde permanece à disposição da Justiça.