Destaque

Delegacia Seccional de Botucatu recebe nova viatura Trailblazer entregue pelo Diretor do DEINTER 7 de Sorocaba

A Delegacia Seccional de Polícia de Botucatu recebeu, na data de hoje, uma nova viatura Chevrolet Trailblazer LTZ, modelo 2025/2026, destinada ao fortalecimento das ações de investigação e ao aprimoramento das atividades operacionais na região.

A entrega foi realizada pelo Diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 7 (DEINTER 7) – Sorocaba, Dr. Wilson Roberto Negrão, que destacou a importância da renovação da frota e do constante investimento em tecnologia e infraestrutura para garantir maior eficiência ao trabalho policial.

A chegada do novo veículo representa mais um passo no compromisso da Polícia Civil com a modernização dos recursos disponíveis às equipes e ampliará a segurança e a capacidade de resposta dos policiais, trazendo melhores condições de trabalho e mais qualidade no atendimento à população.

O Delegado Seccional de Botucatu, Dr. Lourenço Talamonte Netto, agradeceu a entrega e ressaltou que a nova viatura contribuirá diretamente para o reforço das operações, além de apoiar diligências e investigações em toda a circunscrição de Botucatu e região.

A iniciativa integra o processo contínuo de melhoria da estrutura da Polícia Civil do Estado de São Paulo, reforçando a valorização das unidades do interior e o compromisso com um serviço público cada vez mais eficiente, moderno e próximo da comunidade.

Parque Linear do Lavapés custou mais de R$ 10 milhões e recebeu aditamentos de mais 342 mil, inclusive após a inauguração

O Parque Linear do Lavapés, em Botucatu, é uma das obras mais caras e controversas feitas pelo ex-prefeito Mário Pardini. E segue acumulando críticas da população que pede providências à Prefeitura.

Com apenas 340 metros de extensão, o que equivale a cerca de meros 3 quarteirões, o projeto já consumiu mais de R$ 10 milhões em recursos públicos e foi inaugurado no dia 29 de dezembro de 2024, no final dos 8 anos de mandato, do ex-prefeito Mário Pardini.

Quanto custou a obra e quem executou?

A obra do Parque Linear foi contratada por meio da Concorrência Pública nº 004/2022, que resultou no Contrato nº 171/2023, firmado com a empresa Dellazari & Borlina Soluções Ltda – ME (CNPJ 11.118.773/0001-93).

O contrato inicial de 22 de junho de 2023, foi de R$ 9.826.467,21. Houve 3 aditamentos registrados oficialmente até 2025, sendo:

  1. Aditivo 406/2024: assinado em 24 de outubro de 2024, com aditamento de valor;
  2. Aditivo 496/2024: assinado em 30 de dezembro de 2024, um dia após a inauguração do Parque, com aditamento de valor e ainda com prorrogação de prazo de 23/11/2024 a 21/02/2025;
  3. Aditivo 091/2025: assinado em 11 de abril de 2025 com aditamento e supressão de valores e prorrogação de prazo de 22/02/2025 a 23/04/2025

Valor contratual atualizado após os aditamentos com supressões e acréscimos técnicos, passou a ter o valor contratual final divulgado para R$ 10.168.746,57. Esses documentos (contrato e aditivos) estão disponíveis no Portal de Transparência da Prefeitura de Botucatu.

Isso significa que a obra recebeu R$ 342.279,36 em acréscimos ao longo de 2024–2025. E o prazo foi prorrogado por 113 dias além da inauguração.

Entretanto, poucos meses após a inauguração, o Parque Linear já apresentava falhas graves e estruturais, mesmo com os aditamentos feitos após a sua inauguração. Consta no documento oficial que o aditamento, n° 496/2024 foi assinado no dia seguinte da inauguração do Parque e com prorrogação de prazo até fevereiro de 2025. Já o aditamento de nº 091/2025 mostra que, além de ajustes administrativos e prorrogação de prazo até abril de 2025, além do acréscimo financeiro que foi justificado para:

  • Inclusão de itens complementares que não estavam previstos inicialmente no projeto de 2022, mas sem a especificação de quais itens;
  • Adequações no sistema de drenagem;
  • Correções nas estruturas já implantadas;
  • Readequação de serviços que, segundo o documento, “apresentaram necessidade técnica após avanço da obra”.

Contudo, esses itens são compatíveis, justamente, com vários dos problemas que ainda persistem no Parque. A população reclama que as falhas continuam sem solução efetiva, mesmo após este gasto adicional, e que as novas intervenções não surtiram efeito visível, mantendo situações como:

  • Juntas de dilatação do piso com rachaduras, o que sugere que a reestruturação realizada não resolveu totalmente o problema estrutural.
  • Parte do piso intertravado está desnivelado, com algumas peças soltas, representando risco de acidentes para pedestres e usuários;
  • A quadra poliesportiva ainda apresenta grama sintética solta e com buracos, que podem provocar lesões nos atletas;
  • A pista de skate acumula água, em grande quantidade, nos dias de chuva;
  • Bancos riscados e danificados, o que denota deficiência na entrega de acabamento e na manutenção do Parque;
  • Os banheiros e bebedouros com ausência de torneiras. No banheiro masculino, falta uma cuba na pia. Além de problemas nos acabamentos, indicando falha nas etapas finais da obra e no controle de qualidade;
  • Quase total falta de arborização com grandes áreas de sol intenso sem sombras, dificultando as pessoas de frequentar o parque durante o dia. As árvores que foram cortadas para a construção do Parque, não foram replantadas e os coqueiros que aparecem no projeto, não existem no espaço;
  • Falta de jardinagem e paisagismo do parque. Há plantas mortas, canteiros e vasos vazios. Evidenciando que não foi realizado o paisagismo adequado para recompor o verde, fazendo com que o Parque pareça, em partes, um grande corredor duro cimentado, sem a ambientação natural prometida no projeto e com visual de obra crua e inacabada.

Para os moradores, é inadmissível que uma obra tão cara, inclusive com aditamentos após a sua inauguração, continue com defeitos na sua estrutura. Além disso, outra questão que chama a atenção, é em relação à Prefeitura ter feito novos pagamentos para a obra ainda dentro do prazo de garantia. Ou seja, tanto na gestão de Pardini quanto na gestão do atual prefeito Fábio Leite, a Prefeitura autorizou, pagamentos para correções e adequações da obra recém inaugurada. E ainda mais estranho, é que foram pagos para a mesma empresa responsável pela obra, a Dellazari & Borlina Soluções em Construção Ltda.

Vale ressaltar que as obras de drenagem e construção dos gabiões para o canal do Rio Lavapés, na área do Parque Linear, foram executada por outra empresa, a Conteg Construções e Gabiões Ltda, através do contrato 309/23.

A empresa Dellazari & Borlina já executou várias obras no governo do ex-prefeito Pardini

A Dellazari & Borlina não é estranha aos contratos com o município. Há registros públicos de outras contratações e aditamentos envolvendo serviços de drenagem, implantação de aduelas, recapeamentos e adequações viárias.

No Portal de Contratos aparecem contratos e termos de aditamento que vinculam a empresa a várias obras de infraestrutura urbana na cidade, tais como:

  • Aduelas de concreto armado e gabiões no Condomínio Vale do Sol;
  • Execução de Av. Arquiteto Zenon Lotufo e Av. Maria Nazaré Roseiro;
  • Drenagem no Bairro Jardim Tropical;
  • Drenagens, guias, sarjetas e recapeamento asfáltico nas rua Veiga Russo e Carlos Corsi no Jardim Dona Nicota.

Em pelo menos em uma dessas obras, a do trecho da rua Veiga Russo, a qualidade do serviço foi criticada publicamente pelo próprio prefeito Fábio Leite, em vídeo, publicado nas suas redes sociais.

A Dellazari & Borlina foi alvo de duras críticas do prefeito Fábio Leite

A Dellazari & Borlina já foi alvo de duras críticas pelo próprio prefeito Fábio Leite, que chamou, publicamente, a empresa de “porca”, após falhas graves no recapeamento da Rua Veiga Russo, no Centro.

Contudo, o mesmo Fábio Leite participou de contratações anteriores da empresa, pois durante os 8 anos de governo Pardini, ocupou três secretarias estratégicas:

  • Secretaria de Governo;
  • Secretaria da Fazenda e
  • Secretaria de Administração.

Ou seja, antes de classificá-la como “porca”, o atual prefeito foi gestor em pastas responsáveis por assinar contratos, fiscalizar, planejar e autorizar obras realizadas pela mesma empresa Dellazari e Borlina.

Fiscalização sob suspeita

Moradores e especialistas apontam possíveis falhas na fiscalização e permissão de aditamentos para problemas de execução da obra. Dessa forma, é possível levantar outros questionamentos, tais como:

1. Quem foram os fiscais da obra?
2. Os relatórios de fiscalização existem? Eles não apontam os problemas estruturais?
3. Houve medição correta das etapas?
4. Por que foram liberados pagamentos se haviam defeitos?
5. Por que os fiscais permitiram que fossem pago novo aditamento, após a inauguração, sem acionar a garantia?

A soma desses fatores, em uma obra tão recente, indica possível falha de fiscalização de contrato, além de questionamentos sobre a necessidade dos aditamentos, tanto de valores quanto de prazos, feitos após inauguração, pelo ex-prefeito Pardini em dezembro de 2024; e por Fábio Leite, em abril de 2025.

Obra curta, custo alto e aditamentos suspeitos

O trecho de pouco mais de 300 metros, custou mais de R$ 10 milhões e ainda recebeu um aditamentos, após 4 meses da inauguração e mesmo assim continua apresentando defeitos.

Dessa forma, mais questões perfazem essa situação:

  • 1. Por que uma obra de valor tão alto foi inaugurada com tantos problemas estruturais?
  • 2. Por que a Prefeitura, no governo Pardini, não multou a empresa antes da inauguração e não exigiu que a empresa corrigisse as falhas sem custos, e mesmo assim realizou aditamento logo após a inauguração?
  • 3. Por que os mesmos problemas continuam após outro aditamento, já no governo Fábio Leite?

Infelizmente, as respostas ainda não foram dadas oficialmente. A Equipe de jornalismo da Rede Alpha de Comunicação procurou o prefeito Fábio Leite; a Secretária de Comunicação, Cinthia Al-Lage; o Secretário de Infraestrutura, Rodrigo Taborda e o Secretário de Zeladoria, Márcio (Dadá), mas nenhum deles deu qualquer explicação sobre o caso. Sem respostas oficiais, cresce a cobrança por transparência e responsabilização por parte da população.

A Rede Alpha de Comunicação publicou diversas matérias relacionadas à empresa e às obras executadas

A Rede Alpha já publicou várias matérias sobre essa empresa e as obras executadas por ela na cidade. Essas matérias trazem o relato de moradores, imagens e a posição do Executivo Municipal. Veja as principais reportagens que documentam os casos até o momento:

Problemas estruturais no recém inaugurado Parque Linear no Lavapés” — descreve rachaduras, piso fora de nível e falta de manutenção apontadas por usuários.

Link: https://www.alphanoticias.com.br/problemas-estruturais-no-recem-inaugurado-parque-linear-no-lavapes/

Empresas terceirizadas sem a fiscalização da Prefeitura só trazem prejuízos para Botucatu” — reportagem que cita a Dellazari & Borlina, registra crítica pública do prefeito e relata que a Procuradoria Municipal foi acionada para notificar a empresa sobre serviços considerados “muito mal feitos”. Nessa matéria há referência a trechos de recapear/obras de rua cuja qualidade foi questionada.

Link: https://www.alphanoticias.com.br/empresas-terceirizadas-sem-a-fiscalizacao-da-prefeitura-so-trazem-prejuizos-para-botucatu/

Prefeitura de Botucatu realiza reparos no Parque Linear após denúncias” — notícia sobre ações de manutenção adotadas pela administração municipal após as reclamações dos moradores.

Link: https://www.alphanoticias.com.br/prefeitura-de-botucatu-realiza-reparos-no-parque-linear-apos-denuncias/ 

A obra de mais de R$ 10 milhões, com extensão de apenas 340 metros, já apresentou defeitos em menos de 1 ano; recebeu aditamento de R$ 103 mil após a inauguração; continua com problemas; foi executada pela mesma empresa que o prefeito chamou de “porca”; e permanece sem solução, mesmo com todos os prazos de garantia vigentes. A população exige: transparência, correções imediatas, responsabilização da empresa, e explicação pública sobre o aditamento feito dentro da garantia.

Justiça condena secretários de Jaú por intervenção ilegal em área de preservação do Rio Jaú

A Justiça de Jaú (SP) condenou o secretário de Habitação, Norberto Leonelli Neto, e o ex-secretário de Meio Ambiente, Giovani Mineti Fabrício, por crime ambiental devido à retirada irregular de vegetação nativa às margens do Rio Jaú, área classificada como APP – Área de Preservação Permanente.

A sentença, emitida pela 2ª Vara Criminal nesta quinta-feira (26), aponta que os gestores autorizaram e executaram a limpeza da calha do rio sem licença ambiental, entre 2023 e 2024, violando normas federais que regulam intervenções em áreas sensíveis.

Enquadramento técnico da infração

Segundo a decisão, a conduta se enquadra em possíveis violações a:

  • Art. 38 da Lei 9.605/1998 (Crimes Ambientais): destruição ou dano à vegetação em APP.
  • Art. 50 da Lei 9.605/1998: desmatamento sem autorização da autoridade ambiental competente.
  • Art. 4º e Art. 7º da Lei 12.651/2012 (Código Florestal): proteção obrigatória de matas ciliares e exigência de autorização prévia para qualquer intervenção.

Resolução CONAMA 369/2006: estabelece as condições e limites para intervenções excepcionais em APPs, exigindo justificativa técnica e licenciamento ambiental — inexistentes no caso.

Os gestores foram absolvidos da acusação de armazenamento irregular da madeira retirada.

A pena de nove meses de detenção foi convertida em prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa equivalente a dez salários mínimos.

Posicionamento dos condenados

Em nota, Giovani Mineti Fabrício afirmou respeitar a decisão, mas discorda da condenação, mesmo na forma culposa, e informou que irá recorrer.

Também em nota, Norberto Leonelli Neto declarou que a limpeza do Rio Jaú seguiu todas as exigências legais, e que irá recorrer da decisão.

Força Tática desmonta ponto de tráfico e apreende 1,7 kg de drogas na Vila Paulista em Botucatu

A Força Tática da Polícia Militar realizou uma grande apreensão de narcóticos e prendeu um indivíduo por tráfico de drogas na tarde desta quinta-feira (27), na Vila Paulista, após descobrir um compartimento oculto em uma residência.

A Descoberta no Veículo:
A ação começou com uma denúncia anônima durante patrulhamento nos bairros Jardim Continental e Jardim Eldorado, alertando sobre um investigado que faria transporte de entorpecentes naquele dia. O suspeito foi interceptado dirigindo um VW/Fox prata perto das ruas Paleológe Guimarães e Júlio Vaz de Carvalho.

Embora a busca pessoal não tenha revelado nada, uma inspeção no carro levou à descoberta de dois tijolos de crack (1,577 kg) e cinco porções de maconha prontas para comercialização, escondidos sob o banco do passageiro. O homem assumiu a posse imediata dos ilícitos.

O Esconderijo na Residência:
Com a suspeita de que mais drogas estariam na casa, a PM foi a dois endereços ligados ao investigado. Em um dos locais, com a permissão do próprio morador, os policiais identificaram um espelho de tomada com aparência suspeita. Ao removê-lo, revelou-se um vão oculto na alvenaria, onde foram encontrados:

Três porções de maconha (aproximadamente 110 g).
Uma porção de cocaína (21 g).
Embalagens tipo “sacolés”.
Uma balança de precisão.

O indivíduo confessou atuar no sistema de disque-entrega, sem ponto fixo de venda. Ele foi preso em flagrante e levado à Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), onde sua prisão foi ratificada pela Justiça.

Polícia Militar

Hospital das Clínicas de Botucatu investe em capacitação visando aprimorar o diálogo e o suporte em casos de tendência ao suicídio

Como parte da programação de capacitação de funcionários do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB), foi realizado, nos dias 25 e 26 de novembro, o Treinamento de Prevenção e Posvenção ao Suicídio. O público-alvo foi o Serviço de Psicologia e Terapia Ocupacional da Instituição.

Promovido pela Superintendência e pelo Núcleo de Capacitação e Desenvolvimento (NUCADE) do Departamento de Gestão de Atividades Acadêmicas (DGAA) do HCFMB, o conteúdo programático contou com um panorama geral (números) do tema, fatores de risco, cuidados com o cuidador, abordagem terapêutica, perguntas e respostas, dentre outros assuntos.

A responsável por ministrar a capacitação foi Karen Scavacini, mestre em saúde pública com foco em promoção da saúde mental e prevenção do suicídio e doutora em psicologia pela USP.

Jornal do HCFMB

Foto: Reprodução

Caminhão vaza grande quantidade de óleo na Rua Coronel Fonseca no centro de Botucatu

Um significativo derramamento de óleo diesel atingiu a Rua Coronel Fonseca, no coração do Centro de Botucatu, no início da tarde desta quinta-feira (27), gerando risco imediato à segurança pública. O incidente ocorreu por volta das 13h45, em um ponto de grande circulação: ao lado da Praça da Raul de Barros (Casa dos Meninos).

Origem do Vazamento:
O vazamento foi provocado por um caminhão que realizava uma entrega na via. Funcionários de um estabelecimento comercial alertaram as autoridades após notarem que o veículo sofreu um defeito mecânico no tanque de combustível, resultando em um intenso escoamento de óleo na pista.

Resposta e Riscos:
O material escorregadio deixou o trecho perigoso para pedestres, motociclistas e motoristas. Devido ao potencial perigo causado pelo diesel na pista, o chamado foi classificado como de prioridade alta. Equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) foram acionadas para avaliar a situação, planejar o isolamento da área e implementar as medidas necessárias de contenção do derramamento.

Até o momento, a Central de Atendimento e Despacho da Guarda Municipal segue acompanhando o caso, e não há registro de acidentes causados pelo óleo na via.

Guarda Civil de Botucatu autua 25 vezes em novembro; descarte de entulho é o principal problema

O Grupo de Proteção Ambiental (GPA) da Guarda Civil Municipal de Botucatu concluiu o mês de novembro com um balanço de 25 autuações aplicadas por infrações ambientais, sublinhando o esforço contínuo de fiscalização e orientação na cidade.

Principais Infrações Registradas:

A grande maioria das penalidades aplicadas foi referente ao descarte irregular de entulhos, somando 18 ocorrências. Outras infrações notificadas incluem:

Quatro autuações por poda ou corte ilegal de árvores.
Duas autuações por pichação ou afixação indevida de cartazes.
Uma autuação relacionada à fabricação ou disparo de fogos de artifício.

Observação: Não foi registrada nenhuma autuação por queimadas durante o período analisado.

Áreas Fiscalizadas:
As ações do GPA abrangeram diversos bairros, incluindo Vila Edén, Jardim Aeroporto, Rubião Júnior, Ouro Verde, Vila Assunção, Jardim Bom Pastor, Parque Linear, Vila Carmelo, Jardim Brasil, Centro, Jardim Dom Henrique, Jardim Iolanda, Jardim Monte Mor, Jardim Paraíso e Alvorada da Barra.

A GCM incentiva a população a utilizar os canais oficiais da corporação para realizar denúncias ambientais.

Foto: Divulgação

Megaoperação investiga fraude fiscal no setor de combustíveis

A Receita Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (27) a Operação Poço de Lobato, que busca desarticular esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. O alvo principal é o Grupo Fit, que opera a refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Ao todo, são 126 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

As investigações apontaram que o Grupo Fit é, atualmente, o maior devedor do país, com débitos superiores a R$ 26 bilhões. Mais de 10,2 bilhões já foram bloqueados através de medidas cautelares judiciais cíveis. Segundo informações da Receita, o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano via empresas próprias, fundos de investimento e offshores.

A operação da Receita tem apoio do Ministério Público de São Paulo, Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Secretaria Municipal de Fazenda de São Paulo, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e Polícias Civil e Militar.

A investigação atinge todos os níveis da cadeia de combustíveis, desde a importação até a comercialização.

Esquema

O Grupo Fit foi investigado há pouco tempo na Operação Cadeia de Carbono, que apreendeu quatro navios e 180 milhões de litros de combustível. Esta ação fez com que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) interditasse a refinaria de Manguinhos ao constatar várias irregularidades, como suspeita de importação com falsa declaração de conteúdo, ausência de evidências do processo de refino e indício de adulteração de combustíveis com o uso de produtos químicos não autorizados.

O esquema fraudulento tinha a participação de formuladoras, distribuidoras e postos de combustíveis, todos ligados ao Grupo Fit. Estas empresas negavam tributos, segundo apontam as investigações da Receita.

Coletiva

Em entrevista coletiva realizada no fim desta manhã, representantes dos diversos órgãos envolvidos na Operação Poço de Lobato detalharam a ação em conjunto. Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal do Brasil, enalteceu a operação de hoje: “A Receita Federal está muito feliz por essa cooperação intensa interinstitucional no combate à organizações criminosas e a devedores contumazes”. Para Barreirinhas, a ação desta quinta é simbólica porque “estamos tratando de um dos maiores devedores contumazes do Brasil, com esquema de lavagem de dinheiro, de evasão de divisas e ocultação de patrimônio”.

O secretário da receita afirmou ainda que o esquema do Grupo Fit, que deve mais de R$ 26 bilhões ao estado brasileiro, utilizou mais de 15 offshores nos Estados Unidos para lavagem de dinheiro. “Imaginávamos que utilizavam também 17 fundos de investimento, mas com as diligências de hoje já descobrimos que são mais de cinquenta fundos usados para ocultar o beneficiário final”.

Para Barreirinhas é fundamental combater as grandes estruturas criminosas: “O combate não pode ser só lá na ponta, no varejo. Precisa ser nessas estruturas financeiras que corroem a segurança pública do Brasil, que corroem as estruturas do estado que combatem as organizações criminosas”.

O governador Tarcísio de Freitas, durante a entre vista coletiva, ressaltou a atuação em conjunto das forças federais, estaduais e municipais: “Nada resiste à atuação interinstitucional, nada resiste à colaboração. Quando senta na mesa a Procuradoria Geral do Estado, a Receita Estadual, a Polícia Civil, o Ministério Público, a Receita Federal do Brasil, a Procuradoria Geral. Essa atuação colaborativa ganha muita força no judiciário. Isso nos permite agir contra esses alvos, contra essas empresas, essas distribuidoras de fachada, contra os fundos que se especializaram na lavagem de dinheiro. E isso nos dá esperança de fazer a recuperação desses ativos, que é o que nos interessa”.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Polícia Civil SP