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TIM, Claro e Vivo agora são donas da Oi: veja o que muda

Uma aliança formada por Claro, TIM e Telefônica (dona da Vivo), comprou a Oi Móvel por R$16,5 bilhões em um leilão que foi aprovado nesta segunda-feira (31) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A partir de agora, as três empresas de telefonia vão dividir a gestão da tele carioca que estava em processo de recuperação judicial.

Domínio das linhas de celulares

Atualmente, cerca de 80% das redes móveis de celulares são administradas pela Claro, Tim e Vivo. A Oi mantinha 16% do mercado. Com a aprovação da Anatel, as três terão agora mais de 96% das linhas.

Dentro da aprovação, a Anatel exigiu o cumprimento de várias exigências por parte das três operadoras, principalmente em relação ao Direito dos Consumidores.

Veja o que Claro, TIM e Vivo deverão oferecer aos consumidores

Dentro do cronograma acordado com a Anatel, as três operadoras de celulares se comprometeram a criar um plano de comunicação com um cronograma referente ao processo de migração dos números.

Para isso, elas vão criar canais de comunicação para tirar dúvidas dos consumidores, assim como abertura para direito de escolha de planos e serviços iguais ou semelhantes aos que eram oferecidos pela Oi. É previsto ainda o respeito ao direito da privacidade de dados e também o de portabilidade a qualquer momento.

Migração automática de fidelização ou cobrança de ônus contratual estão proibidas pela Anatel em razão da quebra de contratos dos usuários de produtos da Oi Móvel, o que inclui combos. As empresas deverão seguir as seguintes recomendações:

  • apresentar plano de transferência dos números de celular da Oi;
  • estar em dia com os fiscos estaduais, municipais e federais;
  • acabar, no prazo de 18 meses, com as sobreposições de frequências;
  • apresentação de compromissos que viabilizem o atendimento das metas do Plano Geral de Universalização do setor;
  • apresentação de garantias referentes aos compromissos de abrangência ainda pendentes de atendimento.

Entenda o processo de recuperação judicial

A venda da Oi Móvel foi fechada em dezembro de 2020 em um leilão que fazia parte do processo de recuperação judicial da operadora. O valor ficou fixado em R$ 16,5 bilhões.

Os recursos adquiridos serão utilizados pela Oi para pagar dívidas, que somam mais de R$ 65 bilhões. Apesar do aval da Anatel, o processo ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

 

Fonte: O Globo

 

Entenda como vai funcionar o delivery de mercadorias via drones no Brasil

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou, nesta sexta-feira (21), a empresa Speedbird Aero, de Franca (SP), a realizar entregas comerciais via drones.

A autorização é a primeira do tipo no país, que permite que uma aeronave não tripulada seja utilizada para operações comerciais, inclusive de alimentos.

A certificação habilita o drone modelo DLV-1 NEO a voar em rotas BVLOS (Beyound Visual Line of Sigh, na sigla em inglês), que significa além da linha de visão do piloto, ou seja, de forma automatizada.

A empresa deverá seguir uma série de protocolos, como levar cargas de até 2,5 kg e sobrevoar lugares não povoados, como rios e serras, em um raio de 3 km, como explica o CEO e cofundador, Manoel Coelho.

“Diferente dos drones para filmagem, o nosso segue uma série de critérios. As pessoas ficam preocupadas, porque é há algo novo. Elas confundem achando que são drones comuns, que conseguem fazer piruetas, e não tem nada a ver”, afirma.

Quem pode transportar o que?

Em parceria com a Speedbird, o iFood é a primeira empresa a utilizar os serviços no Brasil. Por enquanto, as entregas estão sendo realizadas em Aracaju (SE), em um trecho que antes não conseguia ser atendido pelo aplicativo.

Atualmente, estão sendo transportados comidas, bebidas, produtos de mercado e documentos. Mas, de acordo com Manoel Coelho, em breve a empresa solicitará para a Anac e a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) a aprovação de mais itens.

“Estamos realizando estudos com laboratórios parceiros para demonstrar a segurança aeronáutica em transportar materiais biológicos, como vacinas, amostras de sangue”, diz Coelho.

O drone pode cair?

Os drones têm cerca de dois metros e podem voar até a 40 km/h. Eles são automatizados por meio de softwares e hardwares. Essas tecnologias levam em seus códigos 136 quesitos de segurança, que servem para anteceder falhas e tomar ações específicas.

Se houver a perda do link de comunicação com a aeronave, por exemplo, os automatismos comandarão o retorno do veículo de volta para sua base operacional.

Para cada drone, há também um operador. Em último caso, se todos os quesitos de segurança falharem, o operador do drone corta os motores e é acionado um paraquedas para efetuar o pouso.

“Passamos das milhares de horas de testes dos voos automatizados. Essa automatização é muito mais segura quando nós fazemos uma comparação entre um voo tripulado, pelo não tripulado. Ela não deixa que o piloto coloque a aeronave em risco”, afirma Coelho.

Os drones vão substituir os entregadores?

O intuito dos drones é que eles sirvam como uma complementação na rota de entrega, visando diminuir o tempo do percurso e também evitar acidentes terrestres aos quais os entregadores possam estar sujeitos.

“Nossa proposta é deixar o drone fazer a parte arriscada, e colocar o motoboy para fazer o último trecho. Ele não vai precisar correr para o meio da cidade para entregar um hamburguer do outro lado. O objetivo do drone é tirar esse grosso”, explica Manoel.

Segundo o CEO, em um

teste em Belo Horizonte (MG), o tempo de entrega foi reduzido de 40 para 5 minutos. Com o tempo encurtado, a ideia é que o motoboy possa realizar mais entregas. Além disso, para o sócio fundador, a tecnologia também ajuda a reduzir a emissão de carbono na atmosfera.

Como funcionam as rotas?

Todas as rotas de voos precisam ser pré-estabelecidas e pré-autorizadas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DCEA). Essas rotas são automatizadas e não conseguem ser posteriormente alteradas.

“O piloto não pode mudar essas rotas. Então nós não podemos voar para a casa de ninguém aleatoriamente. Ele vai de uma farmácia para um hospital, de um corredor A para um corredor B”, afirma Coelho.

A empresa também precisa seguir margens de segurança estabelecidas no projeto, como não sobrevoar lugares povoados, manter distância de possíveis fontes de interferência eletromagnética e respeitar as condições meteorológicas.

Já os pontos de decolagem e de pousos serão locais estabelecidos em comum acordo com o cliente, seguindo as orientações de estar dentro de um círculo com raio de quatro metros, em um local protegido com marcações.

Os drones têm câmeras?

O drone possui uma câmera acoplada, mas ela é utilizada apenas para monitorar o voo. Seguindo os mesmos movimentos da aeronave, a câmera decola e pousa na vertical, e permanece na horizontal durante o voo. Sendo assim, não é possível filmar e fotografar casas ou pessoas.

“Ela não vai filmar residências, não vai tirar fotos, não vai invadir a privacidade das pessoas, nem física, nem em imagens”, afirma o CEO.

Então na prática, como será?

O drone não realiza subidas na diagonal, igual a aviões ou helicópteros. Devido a sua automatização, ele decola na vertical, navega na horizontal e pousa na vertical.

Também para não invadir o espaço desses outros veículos aéreos, a altura permitida para os drones é voar entre 30 e 120 metros. Em média, eles costumam voar a 40 metros.

Antes da decolagem, a caixa que levará os produtos é acoplada manualmente. No pouso, quando o drone está aproximadamente a 20 centímetros do solo, a caixa é ejetada de forma automática.

O motoboy, que já estará no local, pega a encomenda e faz o último percurso até o local de entrega. Já o drone decola e retorna para o ponto de partida.

Fonte: g1

 

 

Judô do Sesi-SP compete em Seletiva Nacional Sub-18 e Sub-21 em Osasco

31 judocas do Sesi-SP disputarão competição que será realizada, de 3 a 6 de fevereiro, no Sesi Osasco, e reunirá 800 atletas

O Sesi Osasco receberá, nos próximos dias 3, 4, 5 e 6 de fevereiro, uma das mais importantes competições do calendário oficial da Confederação Brasileira de Judô (CBJ): a Seletiva Nacional Sub-18 e Sub-21. Será a primeira competição do judô brasileiro em 2022, que reunirá 800 atletas de 140 clubes de diversos estados brasileiros.

O judô do Sesi-SP será representado na seletiva por 31 judocas, sendo 18 da equipe de Rendimento, agora sediada no Sesi Botucatu, e 13 do programa Treinamento Esportivo, do Sesi Bauru. “Será a primeira seletiva da base pós-pandemia, o que aumentam as expectativas de surgirem potenciais atletas”, destaca Alexandre Lee, técnico do Judô Rendimento.

Lee enfatiza, ainda, que o evento também será importante para trocas e transferências de conhecimentos durante a Seletiva. “A realização da Seletiva tendo o Sesi-SP como sede abriu a oportunidade de realizarmos ações de transferência de conhecimentos, que envolvem professores e técnicos dos polos do Sesi-SP onde atuamos com o judô. São 12 professores que terão a oportunidade de participarem de clínica prática com os treinadores da Seleção Brasileira, discutindo tópicos de aspectos técnicos e táticos atuais da modalidade”, explica o treinador.

Além disso, a programação da competição também prevê a realização de palestra sobre o modelo/metodologia de gestão técnica das equipes de base da Seleção Brasileira. “Ela será direcionada aos especialistas e membros do Centro de Referência em Ciências do Esporte (CRCE) do Sesi-SP e head coachs das modalidades de alto rendimento do Sesi-SP em uma ação ampla que trará bons frutos”, completa Lee.

Recomeço

O evento marca o recomeço do processo de formação das seleções Juvenil (Sub-18) e Júnior (Sub-21) que representarão o Brasil em competições internacionais neste ano, como as copas europeias, o Campeonato Pan-Americano e os Mundiais dessas classes.

Por ser uma competição aberta, a Seletiva Nacional oferece grande oportunidade para quem quer começar a aparecer no cenário nacional e inicia o processo de transição das classes mais jovens para o sênior. Para muitos, o sonho olímpico começa aí. E a comissão técnica das equipes de transição do Brasil estará de olho nos novos talentos que aparecerão na Seletiva.

Ódio do bem

A morte de Olavo de Carvalho colocou na berlinda uma expressão que era
pouco usada no Brasil. O ‘ódio do bem’. Essa expressão foi muito usada
nos Estados Unidos, principalmente para se referir às manifestações de
ódio contra o ex-presidente Donald Trump. O que há de comum entre
essas duas personagens é que são classificadas como sendo da direita
conservadora.

O objetivo do artigo não é opinar sobre as ideias de Carvalho e Trump,
mas sobre a intolerância que se manifesta de maneira cada vez mais
agressiva contra aqueles que pensam de maneira diferente. Cadê a
liberdade de expressão? Só posso pensar do jeito que o outro pensa? Não
posso ter um pensamento diferente? Só porque manifesto uma ideia
diferente tenho que ser imbecil, idiota, burro, reacionário, canalha e
outras coisas piores? Quer dizer que só o pensamento que eu tenho é
bom, inteligente, útil, correto, desejado, ideal, respeitável, democrático? E
aí vem o paradoxo: só é democrático para os ‘donos’ do ‘ódio do bem’
pensar do jeito que eles pensam. O resto é resto. Deve ser despejado no
lixo, sem possibilidade de reciclagem.

Tenho sido até repetitivo ao manifestar minha preocupação a respeito da
intolerância violenta que está imperando ultimamente. Cada vez mais,
pessoas visíveis e pessoas invisíveis manifestam essa intolerância. ‘Ódio do
bem’ nada mais é do que um sofisma. Para quem não se lembra, sofismar
é ‘encobrir a verdade de (algo) com argumentos falsos; dar uma interpretação falsa a’. O
tal do ‘ódio do bem’ não passa de ódio puro e simples. É ódio e nada mais.
Fomos ao dicionário, para sermos mais claros. Ódio: é a antipatia e a aversão
para com algo ou alguém. Trata-se de um sentimento negativo em que se deseja mal
ao sujeito ou objeto odiado. O ódio está relacionado com a inimizade e a repulsão. As
pessoas tentam evitar ou destruir aquilo que odeiam. É o que está acontecendo.
Não há bem nenhum nisso. Bem é outra coisa. Mais uma vez fomos ao
dicionário. Bem: aquilo que enseja as condições ideais ao equilíbrio, à manutenção, ao
aprimoramento e ao progresso de uma pessoa ou de uma coletividade. Como se vê, o
ódio destrói, o bem aprimora. ‘Ódio do bem’ é, portanto, um paradoxo.
Ele, simplesmente, oculta um mal que está nas entranhas daqueles que o
expressam.
O pior de tudo é que os caras que manifestam esse ‘ódio do bem’ têm
certeza de que fazem o bem. Eles querem destruir todos aqueles que pensam de maneira diferente, como se a destruição do diferente fosse um
bem. Assim, o branco que expressa seu ódio pelo negro deve achar que
está apenas praticando o ‘ódio do bem’. Assim, o rico que expressa seu
ódio pelo pobre ou o pobre que expressa seu ódio pelo rico (tanto faz)
deve achar que está praticando o ‘ódio do bem’.
Não vou me estender com outros exemplos. Fica claro que ódio é ódio, e,
portanto, um mal. E bem é bem. Só bem. O resto é sofisma, enganação,
intolerância.

BAHIGE FADEL

MPT investiga denúncias de trabalho escravo em Pardinho e Porangaba

Nesta sexta-feira (28) é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, data instituída com o objetivo de ampliar a visibilidade sobre o tema, alertar sobre a importância das denúncias feitas pela população, e discutir ações do poder público para eliminar esse tipo de trabalho.

Apesar de parecer um assunto de séculos passados, muitos trabalhadores ainda são submetidos a condições degradantes. Prova disse é que a Regional de Bauru (SP) da Procuradoria do Ministério Público do Trabalho (MPT) investiga 11 processos relacionados ao trabalho análogo à escravidão, tráfico de trabalhadores e trabalho indígena (veja lista abaixo).

Nos anos de 2020 e 2021, a Procuradoria, que responde por cerca de 100 municípios nas regiões de Bauru, Botucatu, Marília e Ourinhos, recebeu 22 denúncias sobre o tema.

Entre os casos investigados, estão alguns de condições sanitárias precárias, problemas com jornada exaustiva de trabalho, irregularidade em contratos trabalhistas e exploração de crianças e adolescentes.

De acordo com o vice-coordenador da Coordenadoria do Enfrentamento ao Trabalho Escravo da Procuradoria do MPT de Bauru, Marcus Vinicius Gonçalves, as condições degradantes de trabalho colocam em risco a saúde e segurança do trabalhador e ignoram o cumprimento dos direitos básicos trabalhistas e previdenciários.

“Entre as condições observadas estão a falta de registro de contrato de trabalho, situações em que o trabalhador fica em alojamento sem a menor condição de habitação, não é fornecido equipamento de proteção individual, não tem local pra fazer as refeições no campo, não é fornecida água potável e o trabalhador é transportado em veículos impróprios ou conduzidos por pessoa não habilitadas”, diz o procurador.

Ministério Público do Trabalho investiga mais de 10 denúncias de trabalho escravo em Bauru e região, procurador Marcus Vinícius Gonçalves — Foto: MPT-Bauru/Divulgação

O artigo 149 do Código Penal Brasileiro diz que trabalho análogo à escravidão trata-se de “reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador”.

A pena prevista é de reclusão de dois a oito anos, multa e possibilidade de pena correspondente à violência cometida.

As penas referem-se também a ocasiões em que há vigilância no local de trabalho ou o empregador se apodera dos documentos e objetos pessoais do trabalhador para segurá-lo no local. A pena é aumentada se o crime é cometido contra criança ou adolescente ou por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem.

Casos investigados pela Procuradoria em Bauru:

  1. Cidade: Pardinho
    Investigação: condições sanitárias, jornada, contrato de trabalho e remuneração
    Data da autuação: fevereiro de 2021
  2. Cidade: Pederneiras
    Investigação: condições sanitárias, jornada, contrato de trabalho, remuneração
    Data da autuação: fevereiro de 2021
  3. Cidade: Campos Novos Paulista
    Investigação: condição degradante
    Data da autuação: março de 2021
  4. Cidades: Campos Novos Paulista e Ocauçu
    Investigação: condição degradante
    Data da autuação: março de 2021
  5. Cidades: Campos Novos Paulista e Ocauçu
    Investigação: condição degradante
    Data da autuação: abril de 2021
  6. Cidade: Assis
    Investigação: condições sanitárias, exploração trabalho de criança e adolescente, contrato de trabalho
    Data da autuação: maio de 2021
  7. Cidades: Águas de Santa Bárbara, Botucatu e Itaí
    Investigação: condição degradante
    Data da autuação: abril de 2021
  8. Cidade: Paranapanema
    Investigação: condição degradante e jornada
    Data da autuação: junho de 2021
  9. Cidade: Porangaba
    Investigação: servidão por dívida, remuneração
    Data da autuação: setembro de 2020
  10. Cidade: Procedimento sigiloso
    Investigação: condições degradantes
    Data da autuação: março de 2021
  11. Cidade: Procedimento Sigiloso
    Investigação: condições degradantes
    Data da autuação: março de 2021

Prisão na região

Em 2021, a polícia prendeu um dos condenados por manter trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma carvoaria em Pirajuí (SP), entre 2007 e 2008.

Na ocasião do flagrante, foram resgatadas dez vítimas que eram submetidas a condições degradantes e jornadas exaustivas de trabalho. Segundo a denúncia, os trabalhadores não recebiam salários e viviam em alojamentos, sem as mínimas condições de higiene.

Ministério Público do Trabalho investiga mais de 10 denúncias de trabalho escravo em Bauru e região — Foto: MPT-Bauru/Divulgação

De acordo com o procurador, nos municípios da região de Bauru tem sido comum o enquadramento de trabalho análogo à escravidão tanto no meio rural quanto na área urbana.

Normalmente as situações de exploração são vistas em propriedades da zona rural em culturas de mandioca, cana-de-açúcar, laranja e, no meio urbano, na construção civil e em oficinas de costura.

“Geralmente as vítimas são migrantes nordestinos e estrangeiros como paraguaios, venezuelanos, haitianos e bolivianos. Trabalhadores que normalmente estão no país de forma ilegal e dificilmente denunciam situações de exploração com receio de serem descobertos e mandados pra fora do Brasil”.

MPT incentiva denúncias

O Ministério Público do Trabalho pede o apoio da população para fazer as denúncias de situações de exploração do trabalho, uma vez que muitos casos acontecem em locais de difícil acesso e sem conhecimento do poder público.

Depois que a denúncia é feita, uma equipe de fiscalização vai até o local para conversar com os trabalhadores, colher depoimentos, tirar fotos e verificar o ambiente de trabalho. Em seguida, tudo é documentado para seguir com os procedimentos previstos em lei para punir os responsáveis.

“O Ministério Público do Trabalho vai cobrar do empregador o pagamento de indenizações ou o registro do contrato de trabalho. Inclusive se for verificado trabalho escravo e o explorador estiver no local pode haver a prisão em flagrante dele. Isso vai gerar um processo criminal com uma denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal”, explica o procurador.

Ministério Público do Trabalho investiga mais de 10 denúncias de trabalho escravo em Bauru e região — Foto: MPT-Bauru/Divulgação

Tragédia gerou data nacional

O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo foi criado em 2009 para homenagear três auditores fiscais do trabalho e um motorista que foram assassinados em 28 de janeiro de 2004 durante uma inspeção para apurar a denúncia de trabalho escravo em fazendas da região de Unaí (MG). O caso ficou conhecido nacionalmente como a “Chacina de Unaí”.

De acordo com dados da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia, entre 1995 e 2020, mais de 55 mil pessoas foram libertadas de condições de trabalho análogas à escravidão no país.

Quatro fiscais do Ministério do Trabalho foram mortos em 2004, na Chacina de Unaí — Foto: Reprodução/TV Globo

Quatro fiscais do Ministério do Trabalho foram mortos em 2004, na Chacina de Unaí — Foto: Reprodução/TV Globo

O procurador Marcus Vinicius Gonçalves diz que esse trabalho conjunto entre os órgãos públicos e a população é fundamental para promover o resgate desses trabalhadores que muitas vezes não percebem que estão sendo submetidos à condições exploradoras de trabalho.

“Além disso, é importante dizer que o trabalho de investigação pode responsabilizar toda a cadeia produtiva que está por trás da exploração, inclusive as propriedades rurais que podem ser objeto de desapropriação”, explica.

Como denunciar?

As denúncias podem ser feitas de forma anônima diretamente no prédio da Procuradoria do Ministério Público do Trabalho, acionando outros órgãos como a Polícia Militar, a Polícia Federal ou o Conselho Tutelar e também por telefone, site ou e-mail.

  • Endereço: Rua Júlio de Mesquita Filho – 10-31 – Jardim Panorama – Bauru
  • Telefone: (14) 3214-3611
  • E-mail: prt15.bauru@mpt.mp.br
  • Site: www.prt15.mpt.mp.br

Fonte: G1

Espaço Saúde vacinará crianças neste sábado, 29, em Botucatu

Dando continuidade a campanha de vacinação contra a Covid-19 em Botucatu, o Espaço Saúde vacinará crianças de 5 a 11 anos, neste sábado, 29.

O local funcionará das 8 às 13 horas, e receberá exclusivamente neste sábado crianças de 5 a 11 anos, 11 meses e 29 dias.

No ato da vacina a criança precisa estar acompanhada dos pais ou responsáveis, ou apresentar Termo de Assentimento preenchido e assinado disponível no site da Prefeitura (botucatu.sp.gov.br). Além disso, os pais devem levar o CPF da criança e o RG.

O Espaço Saúde está localizado na Avenida Santana, 323, Centro.

 

Orientações

– Se a criança teve ou está com Covid-19, a mesma deverá aguardar o intervalo de 30 dias para receber a vacina;

– Neste momento, será necessário aguardar o intervalo de 15 dias entre a vacina Covid-19 e outras do calendário vacinal da criança;

– Após a vacinação, a criança deverá permanecer na Unidade de Saúde em observação por 20 minutos;

– Para agilizar o processo de vacinação na Unidade de Saúde, os pais ou responsáveis podem fazer o pré-cadastro da criança no site www.vacinaja.sp.gov.br e clicar na aba laranja (crianças até 11 anos).

 

Mais informações:

Secretaria Municipal de Saúde

Rua Major Matheus, 07, Vila dos Lavradores

Telefone: (14) 3811-1100

 

Neste sábado, 29, e domingo, 30, Unidades de Saúde de Botucatu abrirão as portas para o atendimento de pessoas com síndrome gripal ou possíveis sintomas de Covid-19.

No sábado, as Unidades da Vila dos Lavradores, Santa Elisa, Real Park, Cohab IV, Marajoara e Comerciários funcionarão das 09 às 16 horas, com o atendimento e também realizando a testagem rápida de antígeno. O Hospital do Bairro, na Vila dos Lavradores, também fará estes atendimentos e testagem.

Já no domingo, abrirão para o público a Unidade de Saúde da Cecap, o CSI, na Boa Vista, e também o Hospital do Bairro.

Todos os cidadãos de Botucatu que porventura apresentarem sintomas característicos de Covid-19, como tosse, coriza, gripe, dor de cabeça, diarreia, febre, entre outros, devem procurar primeiramente uma dessas Unidades de Saúde, a fim de que os prontos socorros da Cidade recebam apenas casos graves, desafogando assim o atendimento.

Excepcionalmente neste sábado, 29, e domingo, 30, essas Unidades não farão a aplicação de vacinas.

 

Mais informações:

Secretaria Municipal de Saúde

Rua Major Matheus, 07, Vila dos Lavradores

Telefone: (14) 3811-1100

 

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde

Bebê de seis meses é vacinado com frasco inteiro da Pfizer contra Covid em Altinópolis, SP

Uma bebê de seis meses foi parar no hospital depois de receber o conteúdo de um frasco inteiro da vacina da Pfizer contra a Covid-19 ao invés da pentavalente, em Altinópolis (SP).

Segundo a mãe, que prefere não se identificar, a menina foi levada ao posto de saúde no dia 17 de janeiro, para receber a vacina que previne doenças como coqueluche, meningite, tétano e hepatite.

Na hora de ser imunizada, a criança tomou a dose contra a Covid e também a quantidade equivalente a seis doses.

“Quando a gente estava indo embora, ela [técnica de enfermagem] me chamou e disse que tinha aplicado uma vacina errada nela. Na hora que ela foi jogar o frasco fora, ela viu que era o frasco da Pfizer conta a Covid e que tinha aplicado nela [bebê]. Ela me disse que ela tomou o frasco inteiro, o frasco equivale a seis doses da vacina da Pfizer, então nem foi uma dose só”, disse a mãe, que é profissional de saúde.

Segundo a mãe, na mesma hora, a técnica entrou em contato com a Vigilância Sanitária e acionou uma médica do posto de saúde para examinar a bebê.

Em seguida, a criança foi levada ao Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto, onde permaneceu por três dias em observação.

“Eu levei muito susto, porque passam mil coisas na cabeça da gente. A gente já desceu imediatamente com ela para o hospital. No hospital, os médicos avaliaram a frequência cardíaca, respiração, temperatura.”

“Inchou a perninha no dia da vacina. Ela apresentou febre e dor. Os exames de sangue deram alteração. Os médicos diziam que tinha a ver com a coagulação do sangue, que era o que eles estavam mais com medo.”

Alta e observação

A menina recebeu alta no dia 21 e continua sendo acompanhada em casa por equipes de saúde de Altinópolis.

Nesta quinta-feira (27), ela deve passar por nova consulta no HC de Ribeirão Preto. De acordo com a mãe, ela não apresentou nenhuma alteração.

Apesar da situação, a mãe elogiou a conduta da técnica de enfermagem por ter comunicado o erro imediatamente à família e às autoridades.

“Ela poderia ter ficado quieta, mas ela foi profissional e, graças a Deus, a gente pode fazer o acompanhamento para a menina. Não deveria acontecer erros, infelizmente aconteceu, mas eu não a julgo. Poderia ser eu a profissional da enfermagem a cometer o mesmo erro. Não deveria acontecer, mas eu sou grata a ela por ela ter nos falado, ter me dito, porque ela poderia ter omitido.”

 

O que diz a Secretaria de Saúde

Em nota, a Secretaria de Saúde de Altinópolis confirmou o equivoco da técnica de enfermagem e disse que tomou as medidas necessárias para atendimento da criança.

“A Secretaria de Saúde de pronto tomou todas as medidas necessárias encaminhando a criança para avaliação medica no Hospital de Misericórdia local e após para o HC Criança, onde permaneceu internada para monitoramento até o dia 21 de janeiro. A criança permanece bem e continua sendo acompanhada pela equipe de saúde do município.”

Ainda segundo a secretaria, o caso foi comunicado ao Centro de Vigilância Epidemiológica do estado. Um processo administrativo foi aberto para apurar a conduta da técnica de enfermagem.

Fonte: g1

II Conferência Municipal de Saúde Mental de Botucatu começa no próximo dia 02 de fevereiro

O Conselho Municipal de Saúde realiza a II Conferência Municipal de Saúde Mental de Botucatu (II CMSMB), a partir do próximo dia 02 de fevereiro. O evento, que terá sua Plenária Final nos dias 09 e 10 de março e será norteada pelas diretrizes do Documento Norteador da 5ª Conferência Nacional de Saúde Mental (5ª CNSM).

A Etapa Municipal terá o tema “A Política de Saúde Mental como Direito: Pela defesa do cuidado em liberdade, rumo a avanços e garantia dos serviços da atenção psicossocial no SUS”.

O Eixo Principal será: “Fortalecer e garantir Políticas Públicas: o SUS, o cuidado de saúde mental em liberdade e o respeito aos Direitos Humanos”, que estará dividido em 04 eixos temáticos:

 

– EIXO I: Cuidado em Liberdade como Garantia de Direito à Cidadania;

– EIXO II: Gestão, financiamento, formação e participação social na garantia de serviços de saúde mental;

– EIXO III: Política de saúde mental e os princípios do SUS: Universalidade, Integralidade e Equidade;

– EIXO IV: Impactos na saúde mental da população e os desafios para o cuidado psicossocial durante e pós-pandemia.

 

Os momentos previstos pela II CMSMB constituem-se na possibilidade de mobilização, reflexão e debate para a análise, avaliação e formulação de Políticas Públicas para a área da saúde mental no município e para o Território Nacional.

A Reunião de Abertura do próximo dia 02 de fevereiro ocorrerá das 19 às 22 horas e poderá ser acessada pelo link https://conasems-br.zoom.us/j/83842028197#success

 

Mais informações:

Secretaria Municipal de Saúde

Rua Major Matheus, 07, Vila dos Lavradores

Telefone: (14) 3811-1100

 

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde