Educação

Patrulha da Paz realiza formatura e premia os destaques de 2021

A Secretaria Municipal de Segurança e a Guarda Civil Municipal realizaram nesta terça-feira,14, no Ginásio Paralímpico, a formatura de 2 mil alunos da 11ª edição do Programa Patrulha da Paz.

Este ano, excepcionalmente, devido à pandemia, o Programa foi realizado através de vídeo-aulas e contou com a participação de alunos de 20 escolas municipais, do Colégio Santa Marcelina, da Obra Madre Marina Videmari e do Grupo Escoteiro Padre Anchieta.

O evento contou com a presença do Secretário Municipal de Segurança, Marcelo Emílio de Oliveira; da Secretária Municipal de Educação, Cristiane Amorim; do Presidente da Câmara Municipal, Vereador Rodrigo Rodrigues – Palhinha, do ex-prefeito João Cury Neto; além de outras autoridades, pais e familiares dos alunos.

Lançado em 2010, o Patrulha da Paz promove encontros quinzenais ministrados pelos guardas Nóbrega e Jayme, responsáveis por aplicar aulas teóricas para os estudantes na faixa etária entre 9 e 11 anos. No início do ano foram distribuídas cartilhas do programa que auxiliam o aprendizado teórico. Como complemento, foram promovidas aulas práticas que contam com a parceria de órgãos públicos.

O Programa Patrulha da Paz tem 5 ciclos que abordam temas como a história e o trabalho da Guarda Municipal, Cidadania e Civismo, Trânsito Seguro, Perigo das Drogas e Acidentes Domésticos, junto com o SAMU192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Além disso, os alunos participantes realizaram duas avaliações sobre os temas ensinados ao longo do ano letivo, que tem início em março e término em novembro. Os estudantes também foram avaliados em outros quesitos como: cuidados com a apostila, comportamento e quantidade de faltas. Tudo isso foi somado e levado em conta, determinando os vencedores.

“Ficamos muito felizes em mais um ano, mesmo com todas as dificuldades que a pandemia nos trouxe, finalizar o Patrulha da Paz e entregar as premiações aos alunos que se destacaram. Temos a certeza de que esse projeto faz a diferença na formação dessas crianças e as ajudará a ter um futuro cidadão”, afirmou Marcelo Emílio de Oliveira, Secretário Municipal de Segurança.

A cerimônia contou ainda com homenagens e premiações aos melhores alunos de cada escola, às professoras das salas com maiores índices de rendimento, às escolas destaques, aos guardas civis responsáveis e também aos parceiros do Programa.

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Educação Municipal divulga data de Atribuição de Aulas-Classes para 2022

A Secretaria Municipal de Educação divulgou, através de edital, as datas para realização de atribuição de classes/aulas para o ano letivo de 2022, pelos professores de educação básica da Rede Municipal de Ensino.

Na modalidade de Educação Infantil, Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano) e Educação de Jovens e Adultos (EMEJA ) da 1ª a 4ª série, a atribuição será realizada no período de 13 a 16 de dezembro, na escola de exercício do professor em 2021, em horário a ser definido pela escola.

No dia 21 de dezembro, às 17h ,  nas unidades escolares, acontece o remanejamento de classes vagas ou em substituição para professores do Ensino Fundamental I, e no dia 22 de dezembro, a partir das 17h, para os professores da Educação Infantil.

As permutas serão realizadas logo após o remanejamento de cada modalidade.

De acordo com o Decreto nº 12.448 de 06 de dezembro de 2021, todos os professores estarão automaticamente inscritos para esta fase de atribuição; o não comparecimento será considerado como desistência, exceto em relação àqueles que escolheram classes remanescentes de educação especial.

A atribuição de classe/aula para o Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano), Educação Física; Educação de Jovens e Adultos (9º ao 12º termo e do  1º ao 3º ano do Ensino Médio) será realizada nos dias 20, 21, 22 e 23 de dezembro de 2021, na EMEF Dr. Cardoso de Almeida.

20/12/21

18h às 19h – para professores especialistas em Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Arte;

19h às 20h30 – para professores especialistas em História, Geografia, Sociologia e Filosofia;

21/12/21

18h às 19h – para professores especialistas em Ciências, Química e Biologia;

19h às 20h30 – para professores especialistas em Física e Matemática;

22/12/21

15h – para professores especialistas em Educação Física.

23/12/21

18h – Atribuição de Aulas Remanescentes.

De acordo com o Decreto nº 12.449 de 6 de dezembro de 2021, todos os professores estão automaticamente inscritos para a atribuição, sendo obrigatório o comparecimento.

Educação Especial

A atribuição de classe na modalidade Educação Especial será no dia 20 de dezembro, às 18h  no NAPE, para professor titular de cargo, aprovado em concurso público específico para Educação Especial  e para professor da Rede Municipal de Ensino que comprove  sua especialização nesta modalidade.

O NAPE, Núcleo de Atendimento Pedagógico e Especializado “Alcyr de Oliveira”, fica na Rua Amando de Barros, 1520, no Centro.

 

Campanha “Um gibi, um sorriso” arrecada 450 exemplares para escola municipal do Monte Mor

As próximas férias dos alunos da EMEFI Profª Dirce Ap. Sartori Silveira, localizada no Jardim Monte Mor, serão diferentes. A escola recebeu em doação do SESI Botucatu cerca de 450 exemplares de livros e gibis, na campanha denominada “Um gibi, um sorriso”.

A campanha que teve início no mês de outubro, contou com o trabalho da Biblioteca do SESI, juntamente com o Grupo de Robótica, estudantes da instituição e amigos, coordenados pela Prof.ª Vera Lúcia Ravagnani. O objetivo era arrecadar livros e gibis para presentear os estudantes, em mais uma oportunidade de leitura e entretenimento.

“A ideia era de que os alunos da EMEFI Dirce Sartori, ao sair de férias, tivessem a possibilidade de estimular o raciocínio, melhorar o vocabulário, aprimorar a capacidade interpretativa, além de aprimorarem seus conhecimentos sobre vários assuntos. Ler desenvolve a criatividade, a imaginação, a comunicação, o senso crítico e amplia a habilidade na escrita”, explicou Priscila Almeida, diretora da escola.

A Escola Municipal de Ensino Fundamental de Ensino Integral Profª Dirce Aparecida Sartori Silveira foi inaugurada em fevereiro de 2020 e atende atualmente 270 alunos do 1º ao 5 ano.

 

Educação abre inscrições para transferências nesta terça-feira, 30

A Secretaria Municipal de Educação informa que no período de 30 de novembro a 03 de dezembro, estarão abertas as inscrições para deslocamentos de alunos para as unidades da Rede Municipal do Ensino Fundamental Anos Iniciais (1º ao 5º ano) e Anos Finais (6º ao 9º ano).

A inscrição para deslocamento é o procedimento utilizado para solicitar transferência de unidade escolar de aluno com matrícula ativa em uma unidade escolar do Município.

São duas as modalidades de inscrição de deslocamento: com alteração de endereço, quando houver mudança de endereço do aluno e esta mudança dificultar a permanência dele na mesma unidade escolar; e sem alteração de endereço, por interesse do próprio aluno ou de seus responsáveis, não sendo necessária haver mudança de endereço para se efetivar a inscrição na escola pretendida.

Importante ressaltar que esta inscrição não é considerada como matrícula e portanto não garante a vaga para a unidade pretendida. O aluno permanecerá matriculado na escola de origem, aguardando a comunicação ou resultado pela escola de destino, sobre a disponibilidade da vaga solicitada.

Para a inscrição, os pais deverão procurar a unidade mais próxima de sua residência ou unidade pretendida, com os seguintes documentos: certidão de nascimento do aluno, documento de identificação do pai, mãe ou responsável e comprovante de endereço.

Mais informações

Secretaria Municipal de Educação

Rua José Barbosa de Barros, 120, Vila dos Lavradores

Telefone (14) 3811-3150 / 3811-3199

Prefeitura e SENAI oferecem curso profissionalizante gratuito

A Prefeitura de Botucatu e o SENAI oferecem mais um curso profissionalizante gratuito na Cidade. São 16 vagas abertas para o curso de Inspetor de Qualidade.

Ao todo a capacitação terá 200 horas, e tem como objetivo o desenvolvimento de competências relativas à condução e realização de inspeções de peças e conjuntos mecânicos por meio de medições dimensionais e geométricas.

As inscrições ocorrerão de forma presencial na Secretaria de Desenvolvimento (Estação Ferroviária) no dia 1º de dezembro, a partir das 8 horas. Para participar, o aluno deve ter 16 anos de idade ou mais, e ter concluído o Ensino Fundamental.

No ato da inscrição, o candidato deverá apresentar copia do RG (não pode ser a CNH), cópia do CPF; comprovante de escolaridade e comprovante de residência.

O início do curso está previsto para o dia 06 de dezembro, com término previsto para o dia 16 de fevereiro. As aulas ocorrerão de segunda a sexta, das 13 às 17 horas.

Mais informações:

Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Relações Institucionais e Trabalho

Rua Benjamim Constant, 161, Vila Jaú (antiga Estação Ferroviária)

Telefone: (14) 3811-1493

Programa Senac de Aprendizagem abre oportunidades profissionais para jovens

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos ficou em 29,8% no final de 2020, com um aumento de 6% em relação a 2019. Esse índice é considerado o maior da série histórica, iniciada em 2012. De acordo com o próprio instituto, esse público também foi afetado pela pandemia de Covid-19.

Para auxiliar o crescimento de contratações de jovens aprendizes, o Senac oferece o Programa de Aprendizagem, uma capacitação profissional pela qual os jovens podem ter sua primeira experiência no mundo corporativo. Vinculado à Lei da Aprendizagem, que determina que empresas de médio e grande porte contratem jovens de 14 a 24 anos incompletos, sendo um mínimo de 5% e um máximo de 15% do seu quadro de funcionários, o programa estimula os alunos a encontrarem soluções para situações-problema do cotidiano, que propiciem condições de um aprendizado amplo e significativo.

“Ao integrar-se ao programa, a empresa, além de cumprir seu papel legal de contratante do aprendiz, é convidada a compartilhar experiências como parceira do Senac e atuar no processo de transformação do jovem, dando-lhe oportunidade de trabalho e ajudando-o a construir uma vida pessoal e profissional com mais oportunidades”, diz Tiago de Oliveira Soares, docente do Programa no Senac Botucatu.

O docente reforça que o Programa Senac de Aprendizagem contempla um conjunto de ocupações, propiciando aos aprendizes desenvolverem competências voltadas à profissionalização e cidadania, a partir da compreensão das características do mundo do trabalho e de seus fundamentos técnico-científicos.

Um entre os inúmeros exemplos do sucesso deste programa é Luís Vinícius Santos, 28 anos, que trabalha há 10 numa rede de supermercados de Botucatu. Começou sua trajetória profissional como aprendiz e afirma que a qualificação foi determinante para seu crescimento.  “Eu era muito tímido, mas a oportunidade de lidar com pessoas durante o curso e a orientação dos docentes contribuíram para que eu desenvolvesse habilidades como relacionamento interpessoal, responsabilidade e liderança”, pontua.

O ex-aluno acrescenta ainda que, após o período do programa foi efetivado e com o passar do tempo se qualificando. Hoje é o responsável pela coordenação de cerca de 100 funcionários, além de ser o tutor dos jovens aprendizes que iniciam na empresa.

O programa propicia aos alunos que desenvolvam seus conhecimentos e empoderem-se de suas habilidades por meio de dinâmicas, rodas de conversa, vídeos, pesquisas e trabalhos em grupo. São 17 meses de treinamento com carga horária de 1.560 horas, das quais 480 são teóricas no Senac e 1.080 relativas à prática na empresa.

Outras informações sobre como participar do Programa Senac de Aprendizagem estão disponíveis no portal www.sp.senac.br/aprendizagem. A empresa deve contatar a unidade para verificar os documentos necessários.

 

Serviço:

Senac Botucatu

Local: Rua Dr. Rafael Sampaio, 85, Boa Vista – Botucatu/SP

Informações e inscrições: www.sp.senac.br/botucatu

Neutralização de Gênero: Doutor em Letras explica se faz sentido

Nos últimos meses, muito se fala sobre a “neutralização de gênero”, pauta levantada por grupos progressistas, que consideram que o masculino usado como gênero neutro torna a língua machista. O assunto suscita o debate com opiniões diversas, sobretudo nas redes sociais.

Boa parte dessas opiniões não possuem um fundamento acadêmico, e só expressam o pensamento popular. No entanto, o que os profissionais têm a dizer sobre o assunto?

O professor Pablo Jamilk tem mestrado e doutorado em Letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste, e trabalha na área da educação desde os 15 anos. Em entrevista ao Pleno.News, ele explica, do ponto de vista acadêmico, se o gênero neutro faz sentido.

Uma instituição de ensino tem autonomia para alterar a língua pátria?
Não. Uma alteração formal na língua se faz por uma série de estudos sérios e fundamentados por discussões acadêmicas. Vejamos o exemplo do acordo ortográfico de 2009. Na verdade, ele foi proposto em 1986 e, de lá até o ano de sua assinatura, foram duas décadas de intensos debates.

Ressalto que o acordo só foi aprovado, porque se tratava de uma iniciativa para UNIFICAR a grafia do português. Os responsáveis por esse tipo de alteração estão na Comunidade Lusófona (a instituição formada por pesquisadores representantes de todos os países cuja língua oficial é o português).

Uma alteração formal na língua se faz por uma série de estudos sérios e fundamentados por discussões acadêmicas

Uma alteração dessa natureza deveria ser proposta pela comunidade lusófona depois de se ter notado que, em todos os países envolvidos, há registros comuns de fala e escrita dessa pretensa “linguagem neutra”. Uma escola pode decidir que vai usar duas ou três palavras de certa maneira para ganhar algum destaque entre seus pares, mas isso é uma decisão autocrática e perigosa para os estudantes.

Uma escola pode decidir que vai usar duas ou três palavras de certa maneira para ganhar algum destaque entre seus pares, mas isso é uma decisão autocrática

Existe um exemplo prático de que os pronomes masculinos para generalização não são de cunho machista e patriarcal?
Com certeza, existe
. Antes, porém, é preciso entender que essa história de língua machista não passa de uma interpretação mal realizada a respeito das bases da língua.

Vejamos: esse “o” que aparece ao fim das palavras da língua (substantivos, pronomes entre outros) é o que se chama de vogal temática, ou seja, ela ajuda a formar a palavra para sua realização na fala, por exemplo. Quero dizer que, por mais que o senso comum creia o contrário, isso não é um rótulo de gênero; um carimbo que diz “isto é masculino”. Aliás, não faria qualquer sentido, uma vez que palavras como “tribo” e “libido” terminam com “o” e são femininas.

Palavras como “tribo” e “libido” terminam com “o” e são femininas

Há outra confusão grave que se faz nesse tipo de análise, que eu costumo chamar de “linguística freestyle”: gênero biopsicossocial e gênero gramatical são propriedades completamente diferentes. Dizer que uma palavra é masculina ou feminina não significa, em nenhuma instância, dizer que a coisa representada por essa palavra seja identificada com um gênero biopsicossocial, qualquer que seja.

Exemplos práticos de pronomes em sua forma neutra: Maria gostaria de comprar uma nova empresa; só não o faz porque já está investindo em ações.

A palavra “o” é um pronome demonstrativo, que faz referência ao que foi dito anteriormente. Independentemente do fato de eu usar elementos como “Maria”, “empresa” e “nova”, a retomada se fez com um pronome de gênero (gramatical) masculino.

É preciso tomar extremo cuidado para não querer “reinventar a roda”

Por que isso aconteceu? Ao longo da história de nossa língua, o gênero neutro (presente no latim e no grego, que são duas de nossas bases linguísticas) passou a ser representado pelo masculino por uma razão que se chama “princípio da economia linguística”. Isto é, uma lei do menor esforço para realizar adaptações de concordância entre os elementos. Isso quer dizer que o masculino (gênero gramatical) é o herdeiro do gênero neutro das línguas antigas.

Há mais uma informação importante a acrescentar: existem pronomes neutros em português: isto, isso e aquilo já são pronomes neutros. Em relação a todas as questões linguísticas que são estudadas contemporaneamente, é preciso tomar extremo cuidado para não querer “reinventar a roda”.

O professor Pablo Jamilk é Doutor em Letras possui um canal de ensino no YouTube com mais 350 mil inscritos
O professor Pablo Jamilk possui um canal de ensino no YouTube com mais 350 mil inscritos Foto: Divulgação

Alguns usam o exemplo da evolução do “vossa mercê” para “você”, e até mesmo “cê”, para endossar a normalização do uso dos pronomes neutros. Essa comparação é válida?
Não é válida, além de não fazer o menor sentido. O caso do “você” é um exemplo de metaplasmo (uma alteração que se deu a partir da fala ao longo do tempo). O falante não muda sua realização de fala por imposição, não é assim que uma língua funciona. Não há que tentar usar o argumento de variação linguística para tentar validar o emprego do “e” como uma vogal temática de neutralização.

A variação ocorre pelo contato entre diferentes formas e realizações, não por uma suposição, que é o caso de supor que a língua privilegie um gênero biopsicossocial. A argumentação de que a língua evolui para legitimar uma neutralização artificial (impositiva) revela que o argumentador entende pouco de variação e menos ainda de estrutura linguística.

Com a neutralização, o uso de “homem”, enquanto raça humana, teria que ser abolida ou repensada?
A neutralização traria inúmeros problemas.
 Por exemplo: se eu empregar “menine” em vez de “menino”, qual artigo terei de empregar para definir o substantivo? Se a pessoa disser “o menine”, será um grande contrassenso, pois neutraliza o substantivo, mas não o artigo. Se disser que se deve criar um novo artigo (“e”, por exemplo) para dizer “e menine”, passaremos por um grave problema de programação da estrutura da nossa língua, uma vez que os artigos são categorias de “inventário fechado”, ou seja, que não são criadas ou alteradas.

Se eu empregar “menine” em vez de “menino”, qual artigo terei de empregar para definir o substantivo?

Pensemos em uma frase completa nessa forma neutra: “e menine é bonite” ou “minhes menines são pequenes e bonites”. Em conversa com dois grandes estudiosos (Aldo Bizzocchi e Rosane Reis), a conclusão foi um desafio: desafiamos qualquer defensor da pretensa “linguagem neutra” a falar durante 5 minutos empregando esse sistema. Falar, não escrever, nem decorar um texto prévio.

O objetivo da neutralização é a inclusão. No entanto, pode acarretar em um efeito ao contrário?
Esse é justamente o maior risco dessa proposta. Na verdade, a proposição de uma forma de linguagem que possa expressar o sentimento de uma comunidade que não se identifica com um ou outro gênero biopsicossocial nos revela uma questão muito mais profunda: até que ponto nossa sociedade está permitindo que essa comunidade tenha autonomia e representatividade?

Penso que essa batalha esteja ocorrendo justamente pelo fato de termos ainda uma conjuntura social em que as pessoas agem de forma discriminatória e preconceituosa. Se a herança do patriarcado não fosse tão forte em nossa sociedade, esse tipo de situação não ocorreria. Parece que meu pensamento não possui coerência, mas eu resumo em uma explicação: não é a língua que carrega este ou aquele preconceito, porque a língua é um instrumento. As pessoas carregam preconceitos e forçam qualquer um que seja diferente daquilo que se considera “normal” a buscar engajamento em qualquer luta por um pouco de ar.

Infelizmente, nesse caso, não é a luta que se deveria lutar. Trata-se de uma série de confusões sociais e linguísticas que criaram um quasímodo para a língua. A consequência disso, em uma sociedade que está cercada por um conservadorismo beligerante, é gerar ainda mais o acirramento entre polos que não devem e nem poderiam ser antagônicos.

Não é a língua que carrega este ou aquele preconceito, porque a língua é um instrumento

O professor Pablo Jamilk possui um canal no YouTube com mais de 350 mil inscritos. O canal reúne videoaulas com dicas sobre verbos, uso da vírgula, modelos de redação entre outros, para alunos que buscam alcançar bons resultados no Enem, em concursos e vestibulares.

fonte: Pleno News

Alunos da Rede Municipal de Ensino participam da Prova do SAEB

Alunos dos 5º e 9º anos de 26 escolas da Rede Municipal de Ensino de Botucatu participam a partir dessa segunda-feira, 22, da prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica, SAEB, desenvolvida pelo Ministério da Educação. Os resultados da prova, realizada a cada dois anos, integram o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Município.

As provas serão realizadas entre os dias 22 de novembro e 7 de dezembro, com a participação de 1.368 alunos dos 5º anos e 562 alunos dos 9º anos. Todas as unidades que atendem esses dois anos escolares participam da avaliação.

O SAEB avalia as proficiências dos alunos das Escolas Publicas e Privadas em Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza.

“Essa avaliação da Educação Básica é uma importante ferramenta que avalia a qualidade do ensino e contribui significativamente para obtenção de um diagnóstico da rede pública, que apontará a eficácia e as deficiências do ensino. Esses subsídios nortearão novas estratégias e metas para a melhoria da qualidade de ensino”, explicou a Secretária Municipal de Educação, Cristiane Amorim.

“Espero que as famílias, cujos filhos fazem parte da Rede Municipal, entendam a importância desse instrumento de avaliação que muito contribuirá para a política pública educacional de Botucatu. Conto com o empenho dos pais e a presença dos alunos nos dias comunicados pelas escolas municipais”, concluiu Amorim.

Mais informações:

Secretaria Municipal de Educação

Rua Dr. José Barbosa de Barros, 120, Vila dos Lavradores

Telefone: (14) 3811-3199