Mulher

Caixa lança programa nacional de combate à violência contra a mulher

Em um movimento que reforça o papel das instituições públicas no enfrentamento à violência de gênero, a Caixa Econômica Federal lançou, nesta terça-feira (5/5), o programa “Juntos Por Elas – Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”. A iniciativa, apresentada durante cerimônia na Caixa Cultural Brasília, reúne esforços do governo federal, organismos internacionais e entidades da sociedade civil para ampliar ações de prevenção, acolhimento e proteção às vítimas.

O evento, iniciado às 10h30, reuniu representantes de ministérios, instituições, lideranças e especialistas na pauta. Durante a cerimônia, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, formalizou acordos de cooperação técnica com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Ministério da Igualdade Racial e o Ministério das Mulheres, além de um protocolo de intenções com o Instituto Antes que Aconteça. As parcerias buscam integrar políticas públicas e fortalecer a rede de proteção às mulheres em diferentes frentes.

A proposta do programa é atuar diretamente em espaços de grande circulação, como agências bancárias e unidades culturais da Caixa, transformando esses locais em pontos de orientação e acolhimento. Entre as medidas previstas estão a ampliação do acesso à informação, campanhas de conscientização e encaminhamento de vítimas para serviços especializados, como atendimento psicossocial e assistência jurídica.

Também está previsto o funcionamento de canais internos de apoio, com escuta qualificada e sigilosa, voltados tanto para funcionárias da instituição quanto para qualquer empregado que precise de orientação sobre casos de violência. A estratégia inclui ainda ações para reduzir a vulnerabilidade de trabalhadoras em situação de risco.

A coordenadora técnica do programa Antes que Aconteça, professora Nadja Oliveira, destacou a dimensão estrutural do problema. Segundo ela, a violência doméstica é um fenômeno histórico, enraizado em uma cultura marcada pelo “machismo e pelo patriarcado”, e exige respostas que vão além da repressão. “Os países que conseguiram reduzir esses índices investiram em educação, capacitação e autonomia financeira das mulheres”, afirmou.

Dados apresentados pela professora durante o evento evidenciam a gravidade do cenário. No Brasil, uma mulher é vítima de feminicídio a cada quatro horas, considerando apenas os casos oficialmente registrados. Diariamente, cerca de 900 mulheres buscam atendimento em unidades de saúde devido a agressões físicas decorrentes de violência doméstica. Há ainda um número significativo de vítimas afastadas do mercado de trabalho por problemas de saúde mental associados a essas situações.

Para Nadja Oliveira, a independência econômica é um dos fatores decisivos para romper o ciclo da violência. “Não há como quebrar esse ciclo sem garantir condições de trabalho seguras e renda. Muitas mulheres permanecem em relações abusivas por falta de alternativas”, disse. Ela lembrou que aproximadamente 40 milhões de lares brasileiros são sustentados por mulheres, muitas delas chefes de família solo.

A especialista também chamou atenção para formas extremas de violência, como o chamado “vicaricídio” — quando o agressor atinge a mulher por meio de violência contra os filhos —, recentemente tipificado no país. Para ela, o reconhecimento legal dessas práticas é um avanço, mas precisa vir acompanhado de políticas preventivas.

O programa lançado pela Caixa está alinhado ao Pacto Brasil contra o Feminicídio, que articula ações entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A iniciativa busca não apenas ampliar a proteção às vítimas, mas também promover uma mudança cultural, envolvendo homens e mulheres no enfrentamento à violência de gênero.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução/Danandra Rocha

Senado aprova cadastro nacional de condenados por violência contra a mulher

O Senado aprovou, nesta terça-feira (28), o projeto que institui o Cadastro Nacional de Condenados por Violência contra a Mulher. A proposta centraliza, em um banco de dados unificado, informações sobre condenações com trânsito em julgado. O texto seguiu para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida prevê o armazenamento de registros relacionados a delitos como feminicídio, estupro, assédio, lesão corporal, perseguição e violência psicológica. O banco de dados será gerido pela União, com compartilhamento entre órgãos de segurança pública federais, estaduais e do Distrito Federal.

O cadastro poderá incluir nome, identificação civil, filiação, fotografia, impressões digitais, endereço e descrição do crime cometido. O texto estabelece a proteção da identidade da vítima, com restrição de acesso a informações sensíveis.

A proposta foi apresentada pela deputada Silvye Alves e passou por análise nas comissões de Direitos Humanos e de Constituição e Justiça antes de seguir ao plenário. A relatoria na Comissão de Direitos Humanos ficou sob responsabilidade da senadora Augusta Brito.

Durante a tramitação, Augusta Brito afirmou que o instrumento pode contribuir para a prevenção. “A inclusão no cadastro pode funcionar como fator de inibição para novos casos. A medida também amplia a sensação de segurança para quem sofreu esse tipo de crime, ao indicar que há monitoramento sobre os responsáveis”, declarou.

Fonte: Correio Braziliense

Foto: Sergio Lima

Ataque brutal em festa: Homem arranca parte da orelha da namorada e é preso em Piracaia

Uma mulher de 25 anos precisou passar por cirurgia após ter parte da orelha arrancada pelo próprio namorado durante uma festa realizada no sábado dia (18), em Piracaia/SP, fica próximo a Atibaia 315 km de Botucatu. O agressor, Wendel Alexandre de Oliveira Poloni, de 29 anos, foi preso. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima, que atua como representante comercial, conversava com outras mulheres no balcão de um estabelecimento.

Em seguida, o homem aparece por trás, puxa a vítima pelos cabelos e, de forma violenta, morde sua orelha, arrancando um pedaço. Pessoas que estavam no local intervieram rapidamente para prestar socorro.

Segundo a Guarda Civil Municipal, a vítima foi encaminhada a um hospital da região, onde passou por procedimentos cirúrgicos. O suspeito foi localizado nas proximidades e apresentava ferimentos, que ele atribuiu a seguranças do estabelecimento.

Em depoimento, negou a agressão e disse que houve apenas uma discussão. A versão, no entanto, contraria o relato da vítima, que afirmou sofrer violência há anos e possuir registros das agressões ao longo do relacionamento de seis anos. De acordo com ela, o ataque teria sido motivado por irritação do companheiro devido à demora na compra de uma bebida. O caso foi registrado na delegacia de Atibaia, e o homem responderá por violência doméstica e lesão corporal.