Saúde

Câncer de intestino é o terceiro em incidência e com tendência de aumento

Quase 30% dos casos podem ser evitados com alimentação saudável, atividade física e distância do cigarro e álcool
Um tipo de câncer, que atinge homens e mulheres, vem preocupando as autoridades de saúde no Brasil. É o de intestino, também chamado de colorretal, que já é o terceiro em incidência na população, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). São aproximadamente 40 mil novos casos diagnosticados por ano em ambos os sexos. Desse total, cerca de 30% ocorrem devido a fatores comportamentais, como má alimentação, tabagismo, consumo de álcool e falta de atividade física. Ou seja, poderiam ser evitados. Neste 4 de fevereiro, Dia Mundial de Combate ao Câncer, é importante discutir prevenção e diagnóstico dessa doença.
Isso porque, geralmente quando este tipo de carcinoma se manifesta, já está razoavelmente grande. “Fatores genéticos e o envelhecimento não temos como mudar. Porém os bons hábitos de vida, todos podemos adotar para prevenir o câncer de intestino e uma infinidade de outras doenças”, frisa o oncologista Alexandre Gomes, diretor nacional de Oncologia do Sistema Hapvida.
“A manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física, assim como a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino”, afirma Gomes. Uma alimentação saudável, reforça ele, é composta, principalmente, por alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões e leguminosas, grãos e sementes. Além disso, deve-se evitar o consumo de carnes processadas (salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru e salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas do alimento cozido por semana.
“Com esse padrão de alimentação, que é rico em fibras, além de promover o bom funcionamento do intestino, também ajuda no controle do peso corporal. Manter o peso dentro dos limites da normalidade e fazer atividade física, movimentando-se diariamente ou na maior parte da semana, são fatores importantes para a prevenção deste tipo de câncer. Além disso, não fumar e nem se expor ao tabagismo”, ressalta o oncologista.
Mas mesmo com hábitos de vida saudável, é importante estar atento ao funcionamento do organismo para, em caso de a pessoa desenvolver câncer de intestino, desconfiar o quanto antes e procurar atendimento médico. “Os sintomas mais frequentemente associados à doença são sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados), alteração na forma das fezes (fezes muito finas e compridas), dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente e massa (tumoração) abdominal”, alerta Alexandre Gomes.
O médico lembra que o risco de desenvolver câncer de intestino aumenta ao envelhecer. Cerca dos 90% dos casos ocorrem acima dos 50 anos. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que os países com condições de garantir a confirmação diagnóstica, referência e tratamento, realizem o rastreamento do câncer de cólon e reto em pessoas acima de 50 anos, por meio do exame de sangue oculto de fezes. Caso o teste seja positivo, ou seja, constate o sangue oculto, a pessoa deverá fazer uma colonoscopia. Fechado o diagnóstico do câncer de intestino, o tratamento é a retirada cirúrgica da lesão.

Sobre o Sistema Hapvida
Com mais de 7,4 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, Grupo Promed, Premium Saúde, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 38 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 49 hospitais, 203 clínicas médicas, 49 prontos atendimentos, 176 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

 

 

 

 

Pesquisadores de Araraquara e Botucatu participam de estudo global para sequenciamento de 10 mil genomas de Salmonella

Salmonella já é reconhecida como um dos principais problemas de saúde do mundo. Dados do estudo Global Burden Disease de 2017, um levantamento de problemas de saúde no planeta organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS),  atribuem a este grupo de bactérias mais de 50 mil mortes e 95 milhões de infecções anuais em todo o mundo. Só este ano, um surto nos Estados Unidos varreu 25 estados. A bactéria causadora foi transmitida através de dragões-barbudos, animais exóticos que têm sido cada vez mais adotados como mascotes domésticas por lá. A relação afetiva baixou a guarda dos proprietários, criando a brecha para contaminações em série, que atingiram 44 pessoas e causaram 15 hospitalizações.

E há motivos para pensar que o número de contaminações e mortes pode crescer no futuro. A OMS já expressou sua preocupação com o crescimento da resistência a substâncias antimicrobianas em microrganismos causadores de doenças, um processo associado ao uso indiscriminado de antibióticos nos tratamentos de saúde e na criação animal, e que tem se intensificado nos últimos anos. As projeções sugerem que, até 2050, as doenças resistentes a agentes antimicrobianos poderão causar mais de 10 milhões de mortes anuais, se nada for feito para reverter esse quadro. Desse total, boa parte terá a Salmonella como causa.

Agora, um ambicioso projeto, denominado 10 k Salmonella Genome, está reunindo mais de 60 pesquisadores de todo o mundo para ampliar nosso conhecimento genético sobre o microrganismo. No total, o projeto já sequenciou mais de 10 mil diferentes cepas diferentes. Entre os integrantes estão dois grupos de pesquisadores da Unesp, das unidades de Araraquara e Botucatu. Os primeiros resultados do projeto foram publicados em dezembro na revista científica BMC Genome Biology.

À frente do projeto estão Jay Hinton, do Instituto de Ciências Ecológias, Veterinárias e de Infecções da Universidade de Liverpool, e Neil Hall, diretor do Instituto Earlham, um centro de pesquisas na Inglaterra. A equipe de pesquisadores coordenada por Hinton e Hall na Inglaterra desenvolveu uma metodologia mais acessível para a realização do sequenciamento, em larga escala, dos genes das diversas cepas do gênero Salmonella.

Os colaboradores de outros países enviaram amostras de Salmonella coletadas em suas regiões ao Reino Unido, onde foram sequenciadas. O professor de microbiologia Cristiano Gallina Moreira, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp Araraquara, é o representante do Brasil no projeto. Ele contou com a ajuda dos pesquisadores Rodrigo Tavanelli Hernandes, Terue Sadatsune e Adriano Martison Ferreira para selecionar cepas de Salmonella isoladas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB).

Dados confirmam presença de cepa virulenta no Brasil

Ao todo, foram sequenciadas 49 cepas de Salmonella oriundas do HCFMB. Após a seleção, as bactérias foram ‘rompidas’ e seu material genético foi extraído e enviado para Liverpool, para que o sequenciamento fosse realizado. As informações genéticas agora estão disponíveis e poderão ser analisadas pela comunidade científica internacional.

Além de possibilitar comparações entre as cepas brasileiras e estrangeiras, o grande espaço de tempo entre as diferentes amostras isoladas no Hospital permite que se investiguem indícios de evolução nas bactérias locais. “A nossa amostra mais antiga é de 1998 e a mais recente, dentre o material que enviamos para Liverpool, é de 2017. É um período longo”, diz Rodrigo Hernandes, do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Biociências de Botucatu.

Outra característica peculiar é que as amostras das cepas enviadas pelos pesquisadores unespianos foram extraídas e isoladas a partir do sangue de pacientes contaminados. Geralmente, as amostras de Salmonella são isoladas a partir das fezes, visto que estas bactérias geram infecções gastrointestinais e são eliminadas pelo trato digestivo. A presença delas no sangue, portanto, demonstra um grau maior de complexidade, pois significa que romperam a barreira do intestino e ocuparam a corrente sanguínea. Os motivos para tal fenômeno, segundo Cristiano Moreira, “ainda não foram explicados pela literatura da área” e também são objetos de estudos de seu grupo de pesquisa.

 

Um dos primeiros resultados observados a partir do sequenciamento dessas ‘amostras de sangue’ é a presença de bactérias de Salmonella da sorovariedade Typhimurium e tipo clonal ST313. Esta rara sublinhagem é mais resistente a antibióticos, possui uma taxa de mortalidade superior a 25% e, há menos de uma década, era reportada quase que exclusivamente na África Subsaariana.  Num estudo de 2017, Moreira, ao lado de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Ribeirão Preto, já havia localizado amostras de ST313 no Brasil, fornecidas pelo Instituto Adolf Lutz de Ribeirão Preto e pela Fiocruz. Agora, a presença deste sorotipo na coleção do HCFMB recém-sequenciada confirma que ele circula no país em maior quantidade e já há algum tempo, e nesta forma de infecção diferenciada, a partir do sangue.

Combate à Salmonella é estratégico para o Brasil

No Brasil, a Salmonella foi a principal responsável pelos surtos de doenças de transmissão hídrica e alimentar (DTHA) de 2007 a 2019, nas ocasiões em que o patógeno responsável pelas infecções foi identificado. Essas bactérias foram a causa de 812 dos 3.275 surtos cujas origens foram identificadas, o equivalente a 24% do total. No mesmo período, ocorreram outros 5.755 surtos cujos agentes não foram desvendados, o que levanta a suspeita, entre as autoridades sanitárias, de que o estrago causado pelo microrganismo possa ser ainda maior.

Outro fato que alimenta a preocupação das autoridades médicas e sanitárias é o fato de que o Brasil é um dos principais produtores mundiais de proteína animal, exportando seus produtos para dezenas de países. “A Salmonella é um grande problema, principalmente para a indústria alimentícia, porque é uma bactéria amplamente distribuída na natureza. Qualquer animal, seja de sangue quente ou frio, pode ser um portador. Então, desde animais de produção até ‘pets’ podem representar risco”, diz Juliano Gonçalves Pereira, especialista em inspeção sanitária de alimentos e professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) de Botucatu. “E como ela está distribuída no ambiente, também é possível contaminar vegetais: um melão pode cair no chão e contaminar-se com fezes de um animal que a portava. É uma cadeia complexa, e todos esses fatores fazem com que essa bactéria seja um dos principais patógenos do mundo.”

Para diminuir os riscos, os governos criam regulamentações e promovem inspeções nas indústrias alimentícias, a fim de verificar as condições sanitárias dos produtos que vão ocupar as prateleiras dos supermercados. As próprias indústrias, por sua vez, também possuem programas de autocontrole, onde elas mesmas cuidam das análises. Entretanto, segundo Pereira, ainda assim é possível que haja contaminação em outras etapas do processo: “a contaminação pode vir da ração e das ‘camas’ onde os animais ficam, de roedores que habitam o local e têm acesso ao ambiente de produção e das aves silvestres que o sobrevoam. Até insetos podem carrear o patógeno”.

Outra estratégia adotada pela indústria para controlar a presença bacteriana na produção passa pela utilização de antibióticos para o tratamento dos animais envolvidos. O uso intensivo desses medicamentos, entretanto, é um dos maiores responsáveis pelo aumento da resistência bacteriana aos antimicrobianos no longo prazo. “Vários estudos mostram que, com essa pressão para a utilização de antibióticos na cadeia de produção, as bactérias estão se tornando resistentes”, diz Pereira.

Para ele, é por meio de projetos como o 10k Salmonella Genomes e outras iniciativas de pesquisa  semelhantes que os cientistas podem encontrar formas de combater a contaminação por Salmonella, ao seguirem “estudando muito, dimensionando o real problema e propondo soluções de acordo com as novas descobertas”.

Moreira explica quais serão os próximos passos das pesquisas. “Temos agora uma coleção sequenciada que poderemos comparar com coleções prévias para investigar questões como ‘será que as amostras do Brasil têm fatores de virulências distintos de amostras de outros países?’. Será que essas cepas incomuns, que ganham a corrente sanguínea, têm alguma coisa diferente? Acho que é mais ou menos isso que os pesquisadores vão buscar a partir de agora.” O microbiólogo já está conduzindo estudos baseados nesses sequenciamentos, entre eles uma tese de doutorado com enfoque na comparação das cepas de Botucatu com as de outros países. “Agora vem a parte mais difícil de se fazer pesquisa no Brasil: obter o fomento para viabilizar estes estudos que vão gerar abordagens mais profundas e, consequentemente, mais significativas para a sociedade.”

 

Fonte: Jornal da Unesp

Vacinação de crianças em Botucatu, neste sábado, 05, será em dois locais

Dando continuidade a campanha de vacinação contra a Covid-19 em Botucatu, o Espaço Saúde e o Centro de Saúde Escola, na Vila dos Lavradores, vacinarão crianças de 5 a 11 anos, neste sábado, 05. Os locais funcionarão das 8 às 13 horas, e receberão exclusivamente neste sábado crianças de 5 a 11 anos, 11 meses e 29 dias. No ato da vacina a criança precisa estar acompanhada dos pais ou responsáveis, ou apresentar Termo de Assentimento preenchido e assinado disponível no site da Prefeitura (botucatu.sp.gov.br). Além disso, os pais devem levar o CPF da criança e o RG.

O Espaço Saúde está localizado na Avenida Santana, 323, e o Centro de Saúde Escola na Rua Dr. Gaspar Ricardo, 181, Vila dos Lavradores. Orientações – Se a criança teve ou está com Covid-19, a mesma deverá aguardar o intervalo de 30 dias para receber a vacina; – Neste momento, será necessário aguardar o intervalo de 15 dias entre a vacina Covid-19 e outras do calendário vacinal da criança; – Após a vacinação, a criança deverá permanecer na Unidade de Saúde em observação por 20 minutos; – Para agilizar o processo de vacinação na Unidade de Saúde, os pais ou responsáveis podem fazer o pré-cadastro da criança no site www.vacinaja.sp.gov.br  e clicar na aba laranja (crianças até 11 anos).

Mais informações:Secretaria Municipal de SaúdeRua Major Matheus, 07, Vila dos LavradoresTelefone: (14) 3811-1100

Botucatu terá postos de saúde abertos para atendimento contra covid-19 neste fim de semana

Neste sábado, 05, e domingo, 06, Unidades de Saúde de Botucatu abrirão as portas para o atendimento de pessoas com síndrome gripal ou possíveis sintomas de Covid-19.

No sábado, as Unidades da Vila São Lúcio, Jardim Aeroporto, Santa Maria, Rubião Júnior e Jardim Iolanda funcionarão das 09 às 16 horas, com o atendimento e também realizando a testagem rápida de antígeno. O Hospital do Bairro, na Vila dos Lavradores, também fará estes atendimentos e testagem.

Já no domingo, abrirão para o público a Unidade de Saúde da Cecap, do Jardim Peabiru e também o Hospital do Bairro.

Todos os cidadãos de Botucatu que porventura apresentarem sintomas característicos de Covid-19, como tosse, coriza, gripe, dor de cabeça, diarreia, febre, entre outros, devem procurar primeiramente uma dessas Unidades de Saúde, a fim de que os prontos socorros da Cidade recebam apenas casos graves, desafogando assim o atendimento.

Excepcionalmente neste sábado, 05, e domingo, 06, essas Unidades não farão a aplicação de vacinas.

 

Mais informações:

Secretaria Municipal de Saúde

Rua Major Matheus, 07, Vila dos Lavradores

Telefone: (14) 3811-1100

Botucatu fará aplicação de 4ª dose da vacina em idosos com 70 anos ou mais, neste domingo, 06

A exemplo do que tem feito os países com maior destaque no combate a pandemia no mundo, e buscando oferecer maior proteção aos idosos, grupo que tem preenchido majoritariamente os últimos casos de internação em Botucatu, a Secretaria Municipal de Saúde fará a aplicação da 4ª dose da vacina contra a Covid-19 em cidadãos com 70 anos de idade ou mais, que tenham tomado a 3ª dose há pelo menos 4 meses.

Uma grande estrutura está sendo montada para neste domingo, 06, este grupo receber a nova dose do imunizante. Os postos de vacinação serão:

Drive-thru: Avenida Universitária (nova portaria da Fazenda Lageado), Avenida Rafael Serra (atrás do Ginásio Municipal de Esportes) e Largo da Catedral.

Posto fixo: Unidade de Saúde da Família do Residencial Caimã, em Rubião Júnior.

A recomendação da Saúde é que a população procure o local de vacinação mais próximo de casa.

A vacinação respeitará o seguinte cronograma:

9h às 10h30 – idosos com 80 anos ou mais;

10h30 às 12h30 – idosos entre 75 e 79 anos de idade;

12h30 às 14h30 – idosos de 70 a 74 anos;

14h30 às 16h – livre para idosos com 70 anos ou mais.

Os cidadãos deverão comparecer aos locais portando documento de identificação (RG, CNH ou Passaporte), CPF, e a carteirinha de vacinação, podendo ser também o comprovante digital nos aplicativos do Poupatempo ou ConecteSUS. Estes também devem ter tomado as doses anteriores em Botucatu (pelo menos a 3ª dose).

A lepra das estruturas

Um dos livros do Antigo Testamento, o Levítico, trata especificamente da lepra das estruturas, a partir do capítulo 14. Desde logo se faça a ressalva terminológica. Aqui não se cuida da doença que atinge as pessoas. Essa é a hanseníase, consoante o conceito científico que lhe deu o dr. Hansen, da Noruega. Também se padece, no Brasil, desse grave mal. Aliás, não logramos sair do desonroso segundo lugar nos países onde essa milenar doença ainda se alastra com muita intensidade. Entretanto, o objeto deste texto se refere somente à lepra das estruturas.

Tal doença se identifica quando as paredes atingem um tom esverdeado ou avermelhado.

Interessa perquirir alguns exemplos dessa doença na atualidade.

Vejamos o que ocorre com o orçamento, uma peça-chave para que o plano financeiro de uma casa funcione de maneira adequada.

Evidentemente, essa peça deve ser de domínio amplo e irrestrito, para que os donos da casa possam saber, a qualquer tempo, se o dinheiro nela vertido está sendo bem aplicado. A lepra consiste em se pretender tornar secreto o orçamento. Somente os alquimistas dessa peça podem saber onde, para que, quando e como está sendo gasto o dinheiro.

Ora, com o ocultamento dos gastos, pouco a pouco todas as estruturas da casa serão contaminadas, porque todos os interessados na gestão dos dinheiros também quererão o privilégio leproso de gastar os recursos sem revelar o destino. É muito mais prático não ter de prestar contas a ninguém. Desburocratiza tudo.

Essa mesma mancha esverdeada ou avermelhada pode ser encontrada, ainda, quando se verifica a contaminação, acidental ou criminosa, de bancos de dados. Suponha-se, apenas para argumentar, como seria de gravidade ímpar se o banco de dados usurpado contivesse dados de saúde dos habitantes de uma casa, e que a contaminação expusesse os males que acometem aquele grupo. Quantas implicações éticas e morais não decorreriam da publicação desses registros?

Nas duas situações aqui relatadas, o assunto se resolveria com uma simples quarentena. As pedras e a argamassa do orçamento e do banco de dados seriam substituídas, e tudo ficaria limpo.

Caminhemos, porém, para situação extremada. A falta da argamassa necessária para a reconstrução da casa se deveu, sobretudo, em razão de detalhe técnico aparentemente sem importância. Resolveram realizar enquete envolvendo toda a população da cidade para perguntar (mesmo a pessoas leigas, que nada entendem do tema) que tipo de material seria o melhor para a tarefa de reconstrução. Um material imune a toda a lepra, tanto a esverdeada quanto a avermelhada.

E ninguém soube entender muito bem o que estava sendo indagado. Então, o dono da casa ordenou que as pedras, a madeira, o reboco e tudo o mais fossem levados para fora da casa, um lugar para sempre declarado impuro.

Wagner Balera é professor titular de Direito Previdenciário e de Direitos Humanos na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), livre-docente em Direitos Humanos, doutor em Direito das R elações Sociais, autor de mais de 30 livros na área de Direito Previdenciário e de mais de 20 livros da área de Direitos Humanos e sócio fundador e titular do escritório Balera, Berbel & Mitne Advogados.

Com aumento das chuvas, população deve se prevenir contra o Aedes Aegypti

A Vigilância Ambiental em Saúde realizou neste mês de janeiro a atividade de Avaliação de Densidade Larvária (ADL), que tem por objetivo medir o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti em sua fase larvária e identificar quais são os recipientes existentes nos domicílios que estão se tornando criadouros deste inseto.

O ADL apontou que 5,4% dos imóveis trabalhados estavam com larvas de Aedes aegypti. Este índice representa risco de transmissão, pois a classificação proposta pelo Ministério da Saúde é de que, no caso de menos de 1% dos imóveis avaliados estiverem com larvas, o resultado é satisfatório. Se o apontado for de 1 a 3,9% dos imóveis, representa sinal de alerta e acima de 4% risco de transmissão das arboviroses como a dengue, Chikungunya e Zika vírus.

A região norte apresentou um índice de 3,33%, a sul 6,14%, a região leste 4,67% e região a central/oeste 7,5%.

Chuvas frequentes, temperaturas elevadas, combinadas com a grande oferta de recipientes existentes nos domicílios, em condições de acumular água parada, tem favorecido a proliferação do mosquito transmissor da dengue.

“Quanto maior o índice de infestação do Aedes aegypti, maior é a chance de circulação das arboviroses no município. Em 2022, foram confirmados dois casos importados de dengue. Portanto, precisamos estar atentos e tornar o ambiente impróprio à proliferação de mosquitos”, afirmou Valdinei Campanucci, Supervisor de Serviços de Saúde Ambiental e Animal.

A pesquisa larvária identificou que 75% dos criadouros encontrados pelos agentes eram recipientes que faziam parte da estrutura da edificação ou úteis mal armazenados acumulando água parada. Os outros 25% foram recipientes sem utilidade que não foram armazenados e/ou descartados adequadamente.

Principais criadouros de mosquitos identificados no ADL:

• Calhas e ralos: realizar limpeza e manutenção adequada para um bom escoamento d’água;

• Caixas d’água e outros reservatórios: mantê-los bem vedados de forma a evitar que o mosquito tenha acesso;

• Vasos sanitários e caixas de descarga com pouco uso: dar descarga ao menos duas vezes por semana e se possível mantê-los vedados;

• Pratos de plantas: o ideal seria removê-los ou mantê-los furados de forma a não acumular água da chuva;

• Brinquedos, latas, potes, entre outros utilizáveis: mantê-los organizados em local coberto de forma a não acumular água da chuva;

• Bebedouros de consumo animal: não basta trocar a água do recipiente, é preciso esfregá-lo com bucha e sabão ao menos duas vezes por semana;

• Pneus: mantê-los abrigados e/ou cobertos de forma a não acumular água parada;

• Materiais inservíveis (latas, potes, plásticos, sucatas, entre outros): armazená-los ao abrigo da chuva até o seu descarte correto.

Espaço Saúde vacinará crianças neste sábado, 29, em Botucatu

Dando continuidade a campanha de vacinação contra a Covid-19 em Botucatu, o Espaço Saúde vacinará crianças de 5 a 11 anos, neste sábado, 29.

O local funcionará das 8 às 13 horas, e receberá exclusivamente neste sábado crianças de 5 a 11 anos, 11 meses e 29 dias.

No ato da vacina a criança precisa estar acompanhada dos pais ou responsáveis, ou apresentar Termo de Assentimento preenchido e assinado disponível no site da Prefeitura (botucatu.sp.gov.br). Além disso, os pais devem levar o CPF da criança e o RG.

O Espaço Saúde está localizado na Avenida Santana, 323, Centro.

 

Orientações

– Se a criança teve ou está com Covid-19, a mesma deverá aguardar o intervalo de 30 dias para receber a vacina;

– Neste momento, será necessário aguardar o intervalo de 15 dias entre a vacina Covid-19 e outras do calendário vacinal da criança;

– Após a vacinação, a criança deverá permanecer na Unidade de Saúde em observação por 20 minutos;

– Para agilizar o processo de vacinação na Unidade de Saúde, os pais ou responsáveis podem fazer o pré-cadastro da criança no site www.vacinaja.sp.gov.br e clicar na aba laranja (crianças até 11 anos).

 

Mais informações:

Secretaria Municipal de Saúde

Rua Major Matheus, 07, Vila dos Lavradores

Telefone: (14) 3811-1100

 

Neste sábado, 29, e domingo, 30, Unidades de Saúde de Botucatu abrirão as portas para o atendimento de pessoas com síndrome gripal ou possíveis sintomas de Covid-19.

No sábado, as Unidades da Vila dos Lavradores, Santa Elisa, Real Park, Cohab IV, Marajoara e Comerciários funcionarão das 09 às 16 horas, com o atendimento e também realizando a testagem rápida de antígeno. O Hospital do Bairro, na Vila dos Lavradores, também fará estes atendimentos e testagem.

Já no domingo, abrirão para o público a Unidade de Saúde da Cecap, o CSI, na Boa Vista, e também o Hospital do Bairro.

Todos os cidadãos de Botucatu que porventura apresentarem sintomas característicos de Covid-19, como tosse, coriza, gripe, dor de cabeça, diarreia, febre, entre outros, devem procurar primeiramente uma dessas Unidades de Saúde, a fim de que os prontos socorros da Cidade recebam apenas casos graves, desafogando assim o atendimento.

Excepcionalmente neste sábado, 29, e domingo, 30, essas Unidades não farão a aplicação de vacinas.

 

Mais informações:

Secretaria Municipal de Saúde

Rua Major Matheus, 07, Vila dos Lavradores

Telefone: (14) 3811-1100

 

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde