Saúde

Ratos em Putrefação com Larvas são encontrados em Creche de Botucatu

A Prefeitura de Botucatu publicou no Diário Oficial nº 2636A, do dia 8 de abril de 2025, o extrato de empenho nº 5518/2025, expondo uma situação alarmante em uma das unidades de ensino do município. Trata-se da contratação da empresa L & L Pires de Campos LTDA. para realizar um serviço emergencial de inspeção, remoção de roedores mortos e desinsetização na Creche Municipal CEI Ruy Amado Piozzi, localizada na Rua Rodrigues César, Vila dos Lavradores.

Segundo o extrato, o objeto do contrato é a captura e remoção de ratos em estado de putrefação, além do combate às larvas e outros insetos que surgem no local como consequência da decomposição dos animais. A descrição do serviço revela que haverá uma inspeção minuciosa no prédio da creche, inclusive em forros e paredes de drywall, com a retirada de todos os roedores encontrados e aplicação de produtos para desinsetização. O contrato prevê quatro visitas semanais, o que indica que a presença de roedores mortos não é pontual — é contínua.

A situação revela uma gravidade que ultrapassa o incômodo: ratos em estado avançado de decomposição significam, no mínimo, dias de presença no local, tempo suficiente para que a carcaça entre em processo de putrefação, atraindo moscas, gerando larvas e liberando gases tóxicos e odores extremamente nocivos à saúde. O aparecimento de larvas indica que os ratos mortos permaneceram nos ambientes da creche por tempo suficiente para que moscas ovipositassem sobre os corpos. Ou seja, crianças e funcionários podem ter estado expostos por vários dias a um ambiente insalubre e perigoso.

Além disso, a natureza do contrato, por meio de dispensa eletrônica, mostra que a Prefeitura agiu apenas após a situação se tornar insustentável. O valor do contrato é de R$ 1.000,00, o que sugere uma tentativa de resposta emergencial a um problema que, visivelmente, já se agravou. É importante destacar: a contratação não seria feita por causa de apenas um rato morto. A necessidade de múltiplas visitas semanais e de garantia do serviço demonstra uma infestação ou, no mínimo, a presença repetida de roedores mortos em diversos pontos do prédio.

Essa realidade é chocante. Estamos falando de uma creche municipal — um ambiente que deveria ser símbolo de cuidado, higiene e segurança para crianças pequenas, muitas ainda em fase de desenvolvimento imunológico. O fato de haver ratos em decomposição, larvas e insetos circulando no espaço frequentado por bebês, crianças e profissionais da educação é inaceitável. Trata-se de uma ameaça direta à saúde pública e ao bem-estar das crianças e trabalhadores do local.

Além disso, os roedores vivos são transmissores de inúmeras doenças através das fezes, urina e até da mordedura dos ratos aos humanos, como por exemplo a Leptospirose e a Raiva. Outra preocupação é que esses animais ocupam espaços onde há alimentos e depósitos com lixo.

É estarrecedor imaginar que, enquanto brincavam ou dormiam, essas crianças estavam tão próximas de focos de contaminação. A presença de ratos mortos em putrefação em um ambiente escolar não é apenas um problema de limpeza — é um reflexo de descaso com o mínimo necessário para garantir dignidade, a saúde e segurança dentro das instituições públicas de ensino.

A equipe da Rede Alpha foi até a creche, na tarde de hoje, 09/04 e solicitou à direção da instituição que entrasse em contato com o Secretário Municipal de Educação, Gilberto Mariotto Peres, afim de realizar uma nota de esclarecimento para a população.

Da mesma forma, o jornalista Fernando Bruder, Diretor da Rede Alpha de Comunicação, também tentou contato o Secretário Mariotto, mas sem sucesso. Além disso, a Secretária de Comunicação, Cinthia Al-Lage também foi procurada para que enviasse uma resposta oficial da prefeitura, mas também não apresentou nenhuma resposta.

Da mesma forma, o Secretário de Saúde e de Governo, o Vice-Prefeito Dr André Spadaro, também foi contactado. Fernando Bruder o questionou a respeito das providências sanitárias da Secretaria de Saúde para as escolas e creches municipais de Botucatu; e se há outras instituições de ensino na mesma situação da Cei Ruy Amando Piozzi, mas também não se manifestou.

Bem como, o Prefeito Fábio Leite, também foi questionado por Fernando Bruder sobre a situação da CEI, mas até até o momento da publicação desta matéria, também não deu qualquer explicação.

A Prefeitura deve esclarecimentos à população, especialmente às famílias das crianças atendidas pela creche. A saúde e a vida de inocentes não podem esperar pela burocracia. Essa situação exige não apenas uma resposta técnica, mas também uma responsabilização clara e imediata de todos os envolvidos.

Assistam a reportagem

 

 

Hemocentro de Botucatu realiza coleta externa em Areiópolis sexta-feira 11/04

Nesta sexta-feira, (11), das 8h às 13h, o Hemocentro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB) realizará uma coleta externa de sangue em Areiópolis. Neste dia, não serão realizadas doações de sangue no Hemocentro; haverá apenas doações de plaquetas com agendamento prévio.

O horário de funcionamento do Hemocentro é de segunda a sexta, das 8h às 16h30 e, aos sábados, das 7h às 12h.

Para obter mais informações sobre os requisitos para doação de sangue ou para esclarecer outras dúvidas, entre em contato diretamente com o Hemocentro do HCFMB pelos telefones: (14) 3811-6041 (ramal 225) ou pelo WhatsApp (14) 99624-7055 / (14) 99631-5650.

Anvisa proíbe suplementos alimentares com ora-pro-nóbis

A Anvisa publicou, nesta quinta-feira (3/4), a proibição de todos os suplementos alimentares contendo ora-pro-nóbis. A medida foi adotada porque a planta (nome científico: pereskia aculeata) não é autorizada como constituinte para suplementos alimentares.

Para um ingrediente específico ser autorizado como suplemento alimentar, é necessário que ele passe por uma avaliação de segurança e eficácia. Ou seja, as empresas interessadas em comercializar o produto devem comprovar, de forma científica, que ele é fonte de algum nutriente ou substância de relevância para o corpo humano.

Suplementos alimentares não são medicamentos e, por isso, não podem alegar efeitos terapêuticos como tratamento, prevenção ou cura de doenças. Os suplementos são destinados a pessoas saudáveis. Sua finalidade é fornecer nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos em complemento à alimentação.

A medida não afeta o consumo ou comercialização da planta fresca. A ora-pro-nóbis é uma planta que tem tradição de uso na alimentação cotidiana, em especial nos estados de Goiás e Minas Gerais.

Veja aqui a lista de todos os constituintes autorizados para suplementos alimentares.

Saiba mais sobre o assunto em https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/ingredientes

Autismo: Detecção precoce acelera alfabetização e inclusão escolar

Moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a neurocientista e biomédica Emanoele Freitas começou a perceber que o filho, Eros Micael, tinha dificuldades para se comunicar quando ele tinha 2 anos. “Foi, então, que veio o diagnóstico errado de surdez profunda. Só com 5 anos, com novos exames, descobriu-se que, na realidade, ele ouvia bem, só que ele tinha outra patologia. Fui encaminhada para a psiquiatra, e ela me deu o diagnóstico de autismo. Naquela época, não se falava do assunto”, diz a mãe do jovem, que hoje tem 21 anos.

Ser de um grau menos autônomo do espectro autista, também chamado de nível 3 de suporte, trouxe muitas dificuldades para a vida escolar de Eros que frequentou até o ensino fundamental, com quase 15 anos. “O Eros iniciou na escola particular e, depois, eu o levei para a escola pública, que foi onde eu realmente consegui ter uma entrada melhor, ter uma aceitação melhor e ter profissionais que estavam interessados em desenvolver o trabalho”, acrescenta Emanoele.

“Ele não conseguia ficar em sala de aula e desenvolver a parte acadêmica. Ele tem um comprometimento cognitivo bem acentuado. Naquele momento, vimos que o primordial era ele aprender a ser autônomo. Ele teve mediador, o professor que faz sua capacitação em mediação escolar. Meu filho não tinha condições de estar em uma sala de aula regular, e ele ficava em uma sala multidisciplinar”.

A inclusão escolar e a alfabetização de crianças e adolescentes do espectro autista estão entre os desafios para a efetivação de direitos dessa população, que tem sua existência celebrada nesta quarta-feira (2), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para difundir informações sobre essa condição do neurodesenvolvimento humano e combater o preconceito.

Diretora-executiva do Instituto NeuroSaber, a psicopedagoga e psicomotricista Luciana Brites explica que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno de neurodesenvolvimento caracterizado por déficits de interação social, problemas de comunicação verbal e não verbal e comportamentos repetitivos, com interesses restritos. Características comuns no autismo são pouco contato visual, pouca reciprocidade, atraso na aquisição de fala e linguagem, desinteresse ou inabilidade de socializar, manias e rituais, entre outros.

“Por volta dos 2 anos, a criança pode apresentar sinais que indicam autismo. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento. Como o transtorno é um espectro, algumas crianças com autismo falam, mas não se comunicam, ou são pouco fluentes e até mesmo não falam nada. Uma criança com autismo não verbal se alfabetiza, mas a dificuldade muitas vezes é maior”, diz Luciana.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês) estabelece atualmente que as nomenclaturas mais adequadas para identificar as diferentes apresentações do TEA são nível 1 de suporte, nível 2 de suporte e nível 3 de suporte, sendo maior o suporte necessário quanto maior for o nível.

Aprendizado

A psicopedagoga ressalta que os desafios no processo de alfabetização no autismo não impedem que ele ocorra na maioria das vezes. “É possível a inserção do autista no ensino regular. A questão da inclusão é um grande desafio para qualquer escola, porque estamos falando de uma qualificação maior para os nossos professores”.

Segundo Luciana, o mais importante é considerar a individualidade de cada aluno no planejamento pedagógico, fazendo as adaptações necessárias.

“Atividades que podem estimular a consciência fonológica de crianças com autismo são, por exemplo, com sílabas, em que você escolhe uma palavra e estimula a repetição das sílabas que compõem a palavra. Outra dica são os fonemas, direcionando a atenção da criança aos sons que compõem cada palavra, sinalizando padrões e diferenças entre eles. Já nas rimas, leia uma história conhecida e repita as palavras que rimem”.

A psicopedagoga acrescenta que as crianças autistas podem ter facilidade na identificação direta das palavras, ou seja, conseguem decorar facilmente, mas têm dificuldade nas habilidades fonológicas mais complexas, como perceber o seu contexto.

“A inclusão é possível, mas a realidade, hoje, do professor, é que muitas vezes ele não dá conta do aluno típico, quem dirá dos atípicos. Trabalhar a detecção precoce é muito importante para se conseguir fazer a inserção de uma forma mais efetiva. É muito importante o sistema de saúde, junto com o sistema de educação, olhar para essa primeira infância para fazer essa detecção do atraso na cognição social. Por isso, é muito importante o trabalho da escola com o posto de saúde”, afirma Luciana.

A especialista destaca que a inclusão é um tripé e depende de famílias, escolas e profissionais de saúde. “Professor, sozinho, não faz inclusão. Tudo começa na capacitação do professor e do profissional de saúde. É na escola que, muitas vezes, são descobertos os alunos com algum transtorno e encaminhados para equipes multidisciplinares do município”.

Mãe em tempo integral

Ilha do Governador (RJ), 01/04/2025 - A dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade, mãe de dois filhos autistas, Pérola, de 7 anos, e Ângelo, de 3 anos. Foto: Isabele Ferreira/Arquivo Pessoal

A dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade, mãe de dois filhos autistas

Moradora da Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, a dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade é mãe de duas crianças do espectro autista, Pérola, de 7 anos, e Ângelo, de 3 anos. Ela explica que o menino tem “autismo moderado”, ou nível 2 de suporte com atrasos cognitivos e hiperatividade. Já a filha, mais velha, tem “autismo leve”, nível 1 de suporte, e epilepsia.

“Eu a levei no pediatra porque ela já tinha 2 anos e estava com o desenvolvimento atrasado, não falava muito. Ela falava uma língua que ninguém entendia. Vivia num mundo só dela, não brincava, não ria. Comecei a desconfiar. O pediatra me explicou o que era autismo e disse que ela precisava de acompanhamento. Eu a levei para o neurologista, para psicólogo, fonoaudióloga. Fiz alguns exames que deram alteração”, lembra Isabele.

“Já meu filho foi muito bem até 1 ano de idade. Depois de1 ano, começou a regredir. Parou de comer, parou de brincar, não queria mais andar. Chorava muito. Comecei a achar estranho. Ele foi encaminhado ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da prefeitura. Fizeram a avaliação dele lá, por uma equipe multidisciplinar. Tentei continuar trabalhando, mas com as demandas da Pérola e do Ângelo, tive que parar de trabalhar para levar para as terapias. O cuidado é integral. Parei minha vida. Eu era caixa de lotérica”, conta a dona de casa.

O filho menor está matriculado em uma creche municipal que tem cinco crianças autistas. No momento em que a professora percebe que o Ângelo precisa de mais atenção, ela se concentra nele, diz Isabele.

Já a filha mais velha está em uma turma regular em escola municipal, e, na classe, há outro aluno com grau mais severo de autismo. “Eles têm mediadores na escola que se concentram mais nas crianças com autismo severo. As professoras dos dois são psicopedagogas, têm entendimento e sabem lidar”.

A dona de casa conta que, depois que saiu o diagnóstico de sua filha mais velha, seu pai também decidiu investigar e descobriu, com mais de 50 anos, que também era autista. “Ele teve muita depressão ao longo de toda a vida dele”.

Política Nacional

O Ministério da Educação (MEC) tem a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva desde 2008. Segundo a pasta, ela reafirma o compromisso expresso na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, de 2006, de que a educação escolar se faz na convivência entre todas as pessoas, em salas de aulas comuns, reconhecendo e respeitando as diferentes formas de comunicar, perceber, relacionar-se, sentir, pensar.

“Identificar as barreiras que prejudicam a escolarização e construir um plano de enfrentamento são funções de toda a equipe escolar, contando sempre com o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Isso pode ocorrer por meio de salas de recursos multifuncionais (SRM), atividades colaborativas e outras iniciativas inclusivas, a fim de que o acesso ao currículo seja plenamente garantido”, diz o MEC.

Segundo a pasta, 36% das escolas contam com salas de recursos multifuncionais. Além disso, em 2022, de acordo com dados do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Brasil tinha:

  • 1.372.000 estudantes público-alvo da educação especial matriculados em classes comuns.
  • 89,9% das matrículas do público-alvo da educação especial em classes comuns.
  • 129 mil matrículas do público-alvo da educação especial desde a educação infantil.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução/Tania Rego

HCFMB é um dos melhores prestadores da tabela SUS Paulista da DRS VI

O Hospital das Clínicas e Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), é considerado um dos melhores prestadores da tabela SUS Paulista da DRS VI Bauru.

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Tabela SUS Paulista, tem fortalecido o acesso da população à saúde, ampliando a oferta de serviços e reduzindo filas e deslocamentos. No primeiro ano de vigência, o programa repassou um valor histórico de R$ 4,3 bilhões para o estado. Somente na região de Bauru o valor de R$ 258 milhões para 41 instituições conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“Em um ano de vigência, a Tabela SUS Paulista beneficiou a região de Bauru, reafirmando o compromisso do programa em reduzir filas, aprimorar a qualidade do atendimento e garantir que a população tenha acesso a uma saúde pública de excelência mais perto de casa”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.

A iniciativa inédita, liderada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), remunera até cinco vezes mais às instituições filantrópicas, quando comparada à tabela nacional, com recursos 100% do Tesouro Estadual repassados para os procedimentos realizados via SUS.

“Por meio da Tabela SUS Paulista, tivemos resultados visíveis no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, como a maior agilidade nos repasses, melhor planejamento das ações em saúde e, principalmente, mais dignidade no cuidado aos pacientes”, comenta José Carlos Souza Trindade Filho, superintendente do HCFMB.

Reajuste em 2025

Para fortalecer a rede de saúde, o Governo de São Paulo anunciou reajuste em alguns procedimentos da Tabela SUS Paulista para 2025.

“A medida, implementada pelo Governo, traz um impacto em 158 procedimentos, com um reajuste de mais de R$ 134 milhões. Nosso objetivo com a Tabela SUS Paulista sempre foi muito claro, que é o de fazer as filas andarem, qualificar o atendimento e garantir que toda a população tenha acesso a uma saúde pública eficiente. Esse é o compromisso da gestão Tarcísio de Freitas com a população e seguiremos trabalhando para expandir ainda mais os serviços”, destaca o secretário de Estado da Saúde.

Mais transparência

O Governo de São Paulo disponibiliza a qualquer cidadão o acesso a todos os valores pagos, detalhados por instituição filantrópica, referentes à Tabela SUS Paulista, mostrando o compromisso da gestão com a transparência. Para conhecer os dados, basta acessar https://nies.saude.sp.gov.br/ses.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde

Foto: Reprodução

Mais um secretário municipal é exonerado no governo Fábio Leite em meio à crise da saúde em Botucatu

Os casos de dengue no município de Botucatu seguem sem dar trégua. Porém, o governo de Fábio Leite enfrenta mais uma turbulência administrativa. Em meio ao estado de emergência declarado desde janeiro devido ao surto de dengue, mais um secretário municipal foi exonerado de seu cargo e justamente, o Secretário de Saúde, Eder Luppi. A exoneração ocorre em um contexto marcado pela ineficiência dos serviços públicos de saúde, agravada por obras inacabadas no hospital do bairro e postos de saúde que não conseguem atender adequadamente a população.

Apesar do prefeito tentar explicar os motivos da exoneração, a população não compreendeu que o secretário foi contratado para ficar tão pouco tempo no governo, por menos de 100 dias.

O Prefeito tenta justificar dizendo que o secretário só aceitou o cargo para dar início à três missões:

1. Cuidar do projeto da Dengue;
2. Iniciar as atividades do Hospital do Bairro;
3. Iniciar as atividades da Unidade de Saúde do Cachoeirinha.

Em relação à Dengue ele disse que os casos estão controlados. No entanto, Botucatu continua com alerta vermelho em relação à Dengue, segundo o Relatório da Situação das Arboviroses em Botucatu – São Paulo, realizado pela Fundação Osvaldo Cruz, a Fiocruz.

Os dados podem ser acessados em:
https://info.dengue.mat.br/report/SP/3507506/202513

De acordo com o relatório da Fiocruz, no município existem condições ambientais favoraveis à transmissão viral e aumento dos casos de Dengue. Só esta, 12a. Semana Epidemiológica, foram 330 casos estimados com incidência de 227 casos, indicando incidência alta, acima dos 90% históricos. A cada dia os casos de Dengue no município têm aumentado consideravelmente.

Avaré apresentou até, o momento, 806 casos; em comparação ao segundo maior município da região da Cuesta.

Em relação ao Hospital do Bairro, que deveria ser um ponto de referência no atendimento aos pacientes cirúrgicos, ainda enfrenta problemas estruturais com obras internas não finalizadas e as cirurgias com maior demanda ainda sem execução. Isso compromete o atendimento a uma população que, diante do aumento no número de casos de dengue, tem buscado os serviços públicos de saúde em busca de socorro.

Já os postos de saúde, responsáveis pela atenção básica, não têm dado conta da demanda, com relatos recorrentes de falta de medicamentos e exames.

A sobrecarga nos pronto-socorros tem se tornado um cenário cada vez mais crítico.

Desde o mandato anterior, do ex-prefeito Pardini, a população tem enfrentado dificuldades para acessar os serviços de saúde e, ao mesmo tempo, a gestão pública tem sido fortemente cobrada pela falta de resultados.

A exaustão das unidades de atendimento e a falta de recursos materiais e humanos para dar conta das demandas da atenção básica, como tratamento dos pacientes crônicos e dos pacientes cirúrgicos, são reflexos da incapacidade administrativa que atinge não só a saúde, mas também outras áreas do governo municipal.

O Prefeito Fábio Leite se pronunciou oficialmente sobre a nova exoneração. Entretanto, o clima de incerteza e a pressão sobre o executivo municipal aumentam à medida que a cidade se vê à beira do colapso no atendimento à saúde pública.

Além disso, o acúmulo de funções pelo prefeito Fábio Leite pode comprometer o andamento do governo e exigirão dedicação exclusiva de André Spadaro.

Especialistas alertam que a falta de uma ação coordenada e eficaz tem deixado a população muito vulnerável.

A medida de exonerar mais um secretário levanta questionamentos sobre o direcionamento para a resolução dos problemas de saúde que assolam a cidade.

Com a dengue em plena ascensão, a população aguarda por medidas mais urgentes e eficazes que garantam não apenas o tratamento adequado aos pacientes, mas também uma resposta mais sólida e estruturada do poder público para combater o avanço da doença e garantir condições mínimas de atendimento nas unidades de saúde municipais.

Estado de SP vive surto de febre amarela com recordes de mortes

O Estado de São Paulo registrou 32 casos de febre amarela e 20 mortes em 2025. Em todo o ano de 2024, apenas dois casos e um óbito foram confirmados. Este é o maior número de registros desde 2018, quando houve explosão da doença, com 456 casos e 148 mortes.

A situação atual destaca a necessidade de intensificar medidas de prevenção e controle. Em resposta ao aumento dos casos, autoridades estão intensificando as ações para evitar a disseminação do vírus e proteger a saúde pública.

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda transmitida pela picada de mosquitos infectados pelo vírus Flavivírus. Pode variar de formas leves a graves, com potencial para ser fatal. A forma mais eficaz de prevenção da doença é através da vacinação.

Fonte: JPNEWS

Foto: Reprodução

Papa: Médicos pensaram em parar tratamento e deixá-lo morrer

Papa Francisco correu risco real de morte enquanto esteve internado no Hospital Gemelli, em Roma, chegando ao ponto de a equipe médica se confrontar com a decisão de deixar o líder da Igreja Católica “ir” ou iniciar um tratamento com medicamentos pesados, que arriscariam comprometer importantes funções de seu organismo. A revelação foi feita pelo médico Sergio Alfieri, que acompanhou Francisco durante todo o período de recuperação, em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera. Ele apontou que houve ao menos duas crises muito preocupantes, que levaram o Pontífice a sofrer, afirmou que a reação do paciente foi melhor do que o esperado e comparou a recuperação a um milagre.

O momento mais grave, relatou o médico, ocorreu no dia 28 de fevereiro, quando o jesuíta argentino apresentou uma crise de broncoespasmo — contração das vias aéreas que dificulta a passagem de ar para os pulmões. A situação foi de extrema gravidade, explicou Alfieri, relatando que a equipe médica e os acompanhantes do pontífice chegaram a esperar pelo pior.

— Houve um momento em que tivemos que escolher entre parar e deixá-lo ir ou forçar com todos os medicamentos e terapias possíveis, correndo um risco muito alto de danificar outros órgãos. E no final, seguimos esse caminho — contou Alfieri ao jornal italiano. — Pela primeira vez, vi lágrimas nos olhos de algumas pessoas ao seu redor. Pessoas que, como entendi neste período de internação, o amam sinceramente, como um pai. Todos sabíamos que a situação havia piorado ainda mais e havia o risco de que ele não sobrevivesse.

Ainda de acordo com o médico, o Papa Francisco sempre esteve à frente das decisões sobre a própria saúde, tendo também delegado decisões ao seu assistente, Massimiliano Strappetti. Durante a pior crise, a orientação à equipe foi “tentar de tudo” e “não desistir”. O Pontífice manteve a consciência durante todo o processo, segundo Alfieri, o que o fez estar a par da situação extrema que atravessava.

— Mesmo quando sua condição piorou, ele estava totalmente consciente. Aquela noite foi terrível, ele sabia, como nós, que talvez não sobrevivesse à noite. Vimos o homem sofrendo — relatou.

O tratamento adotado para retirar o Papa daquela crise da noite de 28 de fevereiro, segundo Alfieri, era uma alternativa com um risco embutido, uma vez que o uso das medicações poderia “danificar os rins e a medula espinhal”. Apenas dias depois os médicos concluíram que o corpo havia respondido bem e que a evolução havia sido melhor do que o esperado.

Antes dessa constatação, no entanto, houve outra crise. Após o episódio de broncoespasmo, o Papa regurgitou enquanto se alimentava e inalou o próprio vômito. O novo quadro foi motivo de preocupação dobrada para a equipe médica, que havia acabado de passar pelo momento mais crítico pouco antes.

— Estávamos saindo do período mais difícil, e enquanto ele comia, teve uma regurgitação e inalou. Foi o segundo momento realmente crítico, porque nesses casos, se não for prontamente resgatado, há risco de morte súbita — disse Alfieri. — Foi terrível, realmente achamos que não conseguiríamos.

Entre os motivos listados pelo médico que contribuíram para a recuperação estão a mente sempre ativa do Pontífice (que comparou à de um homem de 50 anos), o bom humor e a cooperação do paciente e também as orações dos fiéis, que por quase 40 dias permaneceram em vigília pelo líder da Igreja Católica.

— Há uma publicação científica segundo a qual as orações dão força aos enfermos. Neste caso, o mundo inteiro começou a rezar. Posso dizer que duas vezes a situação estava perdida e depois aconteceu como um milagre — disse.

Francisco retornou no domingo para a Residência de Santa Marta, no Vaticano, onde ainda está sujeito a uma intensa lista de cuidados no período de convalescença. De acordo com a Santa Sé, Francisco continua com o tratamento farmacológico e a fisioterapia, especialmente a reabilitação respiratória, com foco em “recuperar completamente o uso da respiração e da fala”.

O Papa concelebrou missas na capela situada no segundo andar do edifício, mas nos últimos dois dias não recebeu visitas, “exceto de seus colaboradores mais próximos”, segundo o Vaticano. Ele deve permanecer por pelo menos dois meses com cuidados mais intensos.