Saúde

Pacientes perderam a visão após mutirão de cirurgia de catarata

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu investigação para apurar o caso de 12 pacientes que ficaram cegos ou com sequelas após um mutirão de cirurgias de catarata em Taquaritinga (SP), a 83 quilômetros de Ribeirão Preto (SP).

Os procedimentos aconteceram no Ambulatório de Especialidades Médicas (AME), administrado pelo Grupo Santa Casa de Franca (SP), uma Organização Social de Saúde (OSS) contratada pelo governo estadual.

O mutirão aconteceu no dia 21 de outubro de 2024. Após as cirurgias, os pacientes relataram perda parcial ou total da visão no olho operado, dor intensa, vermelhidão e, em alguns casos, infecções graves, com risco de perda do globo ocular.

Nesta terça-feira (11), os pacientes começarão a ser acompanhados por uma equipe especial no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto.
“Nós faremos todos os exames que acharmos necessários, para determinar se eles ainda têm alguma viabilidade de visão ou de cooperação do globo ocular”, diz André Messias, oftalmologista chefe da divisão de transplantes.

Segundo o médico oftalmologista Willian Silva Queiroz, que atua em Ribeirão Preto, a cirurgia de catarata é um procedimento para restabelecer a visão do paciente, prejudicada pela calcificação do cristalino, que é a lente natural do olho humano.

“Quando ela [lente natural] começa a perder a transparência, é dado o nome de catarata. Na cirurgia, você tem que fazer uma incisão para acessar a estrutura intraocular. Ela consiste basicamente em remover o cristalino, que está opaco, e a gente implantar uma lente transparente artificial no lugar do cristalino”, explica.

Durante o procedimento, todos os medicamentos que serão usados são dispostos em uma mesa. Normalmente, eles são repassados ao cirurgião por um instrumentador. Todos os equipamentos utilizados precisam ser esterilizados.

“São usadas substâncias que podem ser introduzidas dentro do olho humano. Se houver alguma troca, uma complicação pode acontecer. O material, o instrumento, pode vir estéril de fábrica ou o hospital tem condição de fazer seguindo protocolos de rotina”, afirma.

Segundo Queiroz, complicações em cirurgias de catarata são raras e o procedimento é seguro. Os riscos, apesar de baixos, estão ligados à infecção intraocular ou ao uso de substâncias que não são adequadas aos olhos.

“As principais complicações que podem ocorrer é infecção intraocular, que isso é descrito independentemente da técnica que seja usada, e troca de alguma substância que não seja adequada para o olho, que seja colocada indevidamente, também é uma complicação que pode levar a uma toxidade, algum prejuízo para a visão.”

2.Como os problemas na visão começaram?

Em outubro do ano passado, 23 pacientes de cidades do interior de São Paulo, como MatãoSanta Ernestina e Ibitingapassaram por cirurgias de catarata no AME de Taquaritinga. Alguns pacientes disseram que não sabiam que se tratava de um mutirão e que aguardavam há anos pelo procedimento.

Logo após a cirurgia, alguns deles começaram a sentir dor, sendo que alguns perceberam o desconforto quando ainda eram operados. Os sintomas eram dor intensa, vermelhidão e visão embaçada.

Nas consultas pós-operatório no dia seguinte, os pacientes relataram que a visão estava pior, mas alegam que foram orientados pelos profissionais de que a situação era normal e que estariam totalmente recuperados em até três meses.

“No segundo dia pós-cirurgia, a médica constatou que estava tudo normal e não estava. Ela era uma especialista e já deveria ter falado. Aí foram segurando a gente, enganando. Daqui um mês, dois meses, pode a visão ir voltando. Passaram um mês, dois meses, três meses, e nada”, diz o pintor Carlos Augusto Rinaldi, que perdeu a visão do olho esquerdo.

Em novembro de 2024, após o agravamento do quadro de saúde, uma reunião foi realizada entre 12 pacientes identificados com problemas na visão e o AME.

De acordo com os idosos, eles foram encaminhados para serviços de referência em oftalmologia na Santa Casa de Araraquara (SP) e no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto (SP), onde parte deles recebeu a notícia que a situação era irreversível.

Dona Josefá e seu Mauri foram pacientes que perderam a visão após mutirão de catarata no AME de Taquaritinga — Foto: Reprodução/Acervo Pessoal

Josefá e seu Mauri foram pacientes que perderam a visão após mutirão de catarata no AME de Taquaritinga  Acervo Pessoal

 

3.O que é o AME?

Os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) são unidades que oferecem consultas, exames e cirurgias em um mesmo local, com o objetivo de agilizar o diagnóstico e o tratamento. Eles são geridos pelo governo estadual por meio de contratos com Organizações Sociais (OS).

O AME de Taquaritinga é administrado pelo Grupo Santa Casa de Franca, que recebe R$ 1,3 milhão por mês do governo de SP pela prestação de serviços de saúde.

Desde a inauguração, a unidade já realizou 7.256 cirurgias de catarata, sendo 1.303 apenas em 2024. Este é o primeiro registro de problemas no procedimento.

4.O que causou o problema?

Quatro meses após a cirurgia, os pacientes ainda não sabem o que causou os problemas na visão.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que só soube dos casos em janeiro deste ano após ser comunicada pela OS.

AME de Taquaritinga, SP — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

                                  AME de Taquaritinga, SP — Foto: Valdinei Malaguti

Em nota, o Grupo Santa Casa de Franca informou que instaurou uma sindicância interna rigorosa no AME de Taquaritinga para apuração dos fatos – levando uma especialista em córnea para avaliar os casos e fornecer uma segunda opinião médica.

Os trabalhos internos concluíram que houve uma troca no protocolo assistencial, especificamente no preparo cirúrgico, que resultou em um erro.

“Esse erro foi restrito exclusivamente ao dia 21 de outubro de 2024, afetando 12 pacientes dos 23 operados neste dia. Diante dessa constatação, todos os profissionais diretamente envolvidos foram afastados de suas funções. Além disso, medidas corretivas foram implementadas para reforçar os protocolos de segurança e evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer”, diz a nota do Grupo Santa Casa de Franca.

O g1 questionou a instituição sobre quais são essas mudanças no protocolo e qual foi o erro identificado, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

A Secretaria de Saúde de Taquaritinga informou que técnicos das vigilâncias sanitárias estadual e municipal identificaram inadequações na sala de esterilização do AME. A área está interditada e todas as cirurgias estão suspensas.

5.O que dizem as vítimas?

O g1 conversou com sete dos 12 pacientes afetados. Todos relataram dificuldades para trabalhar, perda de independência e impactos emocionais causados pelos danos à visão.

Mauri Guarnieri, de 56 anos, que vendia pão em semáforos em Ibitinga (SP), disse que sua vida “parou” após a cirurgia. “Não posso mais trabalhar e minha renda sumiu. Me sinto um zero à esquerda, dependendo dos outros para tudo”.

Josefa Marinho da Cruz, de 75 anos, perdeu a independência e agora precisa de ajuda das filhas até para tarefas simples. “Não consigo fazer nada sozinha. Minha filha precisa esquentar a comida para mim, senão me queimo no fogão. Estou muito revoltada”.

Antônio Luís da Silva, de 73 anos, que trabalhava como operador de máquinas mesmo aposentado, também perdeu a visão e agora aguarda um transplante de córnea.

Benedito Donizete Lavezzo disse que estava enxergando bem quando entrou, mas que agora não vê quase nada. “É simples a cirurgia, muita gente faz e fala que sai de lá enxergando, mas eu saí de lá pior do que eu entrei”.

Carlos Augusto Rinaldi, de 66 anos, está sem trabalhar como pintor e espera indenização. “Não tem como fazer mais nada. Eu não vou pegar um compromisso com uma pessoa para no final não dar conta”.

Maria de Fátima Garcia Chiari, trabalhava como salgadeira e agora tem dependido da filha e dos vizinhos. Ela já passou pelo transplante de córnea porque corria o risco de perder o globo ocular direito. “Meu marido é aposentado, ganha pouquinho. Eu fazia salgado, vendia, já tinha os lugares certos pra entregar, mas agora eu não posso nem chegar na beira do fogão, nem fazer um arroz”.

Ângela Maria Xavier, de 66 anos, perdeu completamente a fonte de renda e está deprimida após perder sua independência.

O pintor Carlos Augusto Rinaldi perdeu a visão do olho esquerdo após passar por cirurgia de catarata no AME de Taquaritinga, SP — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

Carlos Augusto Rinaldi perdeu a visão do olho esquerdo após passar por cirurgia de catarata no AME de Taquaritinga – SP

6.O que os pacientes esperam?

Benedito Donizete Lavezzo, uma das vítimas, cobra o mínimo, que é uma explicação. “Até hoje não entraram em contato com a gente para explicar o que aconteceu”.

Até o momento, Carlos Augusto Rinaldi foi o único a registrar boletim de ocorrência. Por outro lado, ele e outros pacientes estão acionando a Justiça para buscar uma indenização pelos danos causados à saúde.

“Fiz boletim de ocorrência para ele [advogado] terminar de encaminhar o processo por danos morais, pensão vitalícia. O que tiver de dano nessa questão, a gente vai entrar. Não sei se demora um ano, dois, três, não vamos parar. Eu me sinto um zero à esquerda, não posso fazer nada.”

Maria de Fátima Garcia Chiari lamenta que a demora no atendimento assertivo tenha resultado em danos irreversíveis. “Eles deixaram a gente perder a visão (…) A inflamação vai corroendo o olho lá dentro. Infelizmente fiquei sem um olho, o rosto deformado. Graças a Deus eu não perdi o globo ocular, mas eu não acho justo.

Benedito Donizete Lavezzo perdeu parte da visão do olho direito após cirurgia de catarata no AME de Taquaritinga, SP — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

Benedito Donizete Lavezzo perdeu parte da visão do olho direito após cirurgia de catarata no AME de Taquaritinga, SP

 

7.Quais medidas foram tomadas até agora?

Alto risco de surto de dengue na região norte de Botucatu

A Prefeitura de Botucatu, através da Vigilância Ambiental em Saúde (VAS), informa que a região norte do Município vem apresentando uma crescente no número de imóveis com presença de larvas do mosquito Aedes aegypti, o responsável pela transmissão da Dengue.

De acordo com o levantamento feito pelas equipes da Secretaria de Saúde nas últimas semanas, quando foi iniciado o pacote de ações contra a Dengue em Botucatu, o índice de Infestação Predial (IIP) das larvas do Aedes aegypti na região norte é cerca de 4,3% das casas, o que coloca a região com risco de surto da doença.

Os principais bairros apontados na amostra são Jardim Itamarati, Jardim Ypê, Vila di Capri e Jardim Planalto. Por conta do risco emergencial existente, as equipes da Infraestrutura, da Zeladoria e da Saúde estão aumentando seus focos nesses locais através de ações como raspagem de guias e sarjetas, limpeza de terrenos, vistoria de imóveis e aplicação de larvicida biológico em todos os imóveis.

A Prefeitura de Botucatu reforça o pedido para que os moradores de todas as regiões da Cidade sigam contribuindo com a limpeza de seus terrenos e evitando o acúmulo de água parada em recipientes que favorecem a proliferação do mosquito, e esclarece que o combate à Dengue é um dever de todos.

Levantamento indica que a região possui alto risco de surto da doença

 

Feira orgânica em Botucatu acontece todos os sábados pela manhã

Botucatu tem uma Feira Orgânica semanal que acontece  todos os sábados das 7h às 12h na feira da Associação dos Produtores Orgânicos no Espaço Cultural.

No local, você encontra verduras, manteiga, iogurte, queijo, coalhada, pães, frutas, bolos e alimentos cheios de vitalidade.

Com os produtos orgânicos, você pode evitar problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas, são mais nutritivos, mais saborosos, protegem gerações de contaminação química. Evitam a erosão através das técnicas, protegem a qualidade da água pois os agrotóxicos utilizados nas plantações convencionais atravessam o solo, alcançam os lençóis d’água e poluem rios e orgânicos são certificados.

A Feira Orgânica acontece no Espaço Cultural, localizado na avenida Dom Lúcio, próximo a Igreja São José.

Confiram a matéria

 

Animal é encontrado morto em caixa d’água de escola

Na última sexta-feira, um fato alarmante mudou a rotina da EMEI Ida Rosa Pilan Dell’Omo, situada no Distrito de Vitoriana, em Botucatu: um gambá morto foi encontrado dentro do reservatório de água da escola.

O incidente, foi confirmado pela Prefeitura de Botucatu, desencadeou uma onda de apreensão entre pais e responsáveis, especialmente após diversas crianças apresentarem sintomas como diarreia, vômito e dores abdominais.

Em comunicado oficial, a Prefeitura esclareceu que o animal havia caído no reservatório após a tampa da caixa d’água ter sido danificada devido às recentes condições climáticas adversas. A administração municipal garantiu que a água do reservatório não foi utilizada na rotina escolar e que medidas de limpeza e manutenção foram prontamente implementadas. Adicionalmente, a distribuição de água mineral foi providenciada para os alunos até a normalização do abastecimento.

Apesar das garantias da Prefeitura, pairam dúvidas entre os pais: desde quando o animal morto estava na caixa d’água? Haveria alguma relação entre o ocorrido e os sintomas apresentados pelas crianças?

Em casos como este, é crucial que pais e responsáveis busquem atendimento médico imediato ao identificarem sintomas como diarreia, vômito, febre e dores abdominais em crianças. A desidratação pode instalar-se rapidamente, exigindo a oferta de líquidos em abundância e a busca por orientação de profissionais de saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde recomenda que casos suspeitos sejam notificados para avaliação e, se necessário, realização de exames laboratoriais para elucidar a causa dos sintomas. É fundamental que os pais comuniquem qualquer alteração no comportamento ou no estado de saúde das crianças à unidade escolar e aos serviços de saúde.

Foto: Reprodução

Brasileira nos EUA fica tetraplégica por bactéria

Cláudia de Albuquerque Celada, de 23 anos, ficou tetraplégica após consumir uma sopa enlatada contaminada por uma bactéria nos Estados UnidosA doença que a acometeu é o botulismo, que é causada pela bactéria Clostridium botulinum. Cláudia nunca imaginou que um simples prato de sopa pudesse mudar sua vida para sempre. Ela ficou tetraplégica e segue se recuperando.

Cacau, como é conhecida, fazia intercâmbio na cidade de Aspen quando foi infectada pela bactéria Clostridium botulinum. Ela foi diagnosticada com botulismo alimentar, doença grave que causa paralisia do corpo devido a uma potente neurotoxina produzida pelo micróbio.

Os sintomas logo apareceram, como tonturas e falta de ar. Em 17 de fevereiro de 2024, Cacau foi internada nos Estados Unidos com o corpo paralisado e necessidade de aparelhos para respirar.

“Foi apenas uma colher. Senti muito cansaço, tontura, visão turva. Dormi o dia inteiro. Comecei a sentir falta de ar pela madrugada. Sempre estive consciente, somente o corpo não respondia aos comandos. Não via a hora de aquilo passar. Acompanhava tudo o que se passava ao redor, mas não conseguia me comunicar”, lembra Cláudia. em entrevista ao UOL

Os alimentos industrializados são comuns nos Estados Unidos, mas, segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a contração do botulismo por enlatados industrializados é rara.

Em maio, após 70 dias internada nos Estados Unidos, a família conseguiu transferir a jovem para a UTI do Hospital e Maternidade São Luiz São Caetano, em São Paulo.

A irmã de Cacau, Luisa Albuquerque Celada, de 28 anos, contou nas redes sociais que os gastos com a internação e exames já chegavam a US$ 2 milhões de dólares (cerca de R$ 10 milhões). O seguro de saúde contratado pela estudante cobriu cerca de US$ 100 mil das despesas médicas.

Após meses internada, Cacau conseguiu voltar a escrever o primeiro nome sozinha e a respirar durante 1h, ainda que com o auxílio do respirador. Os médicos preveem a recuperação completa da brasileira.

“Agora faço fisioterapia para fortalecer a musculatura e ficar mais independente. [Retomar] a rotina ainda é impossível, devido à locomoção. Mas já saí com amigos de cadeira de rodas”, contou Cláudia em entrevista ao UOL

Botulismo:

É uma doença grave, não contagiosa, causada pela bactéria “Costridium botulinum”. A bactéria produz uma toxina que pode causar paralisia muscular, inclusive da musculatura respiratória, e levar à morte. 
O botulismo pode ser causado por ferimentos ou pela ingestão de alimentos contaminados. É silencioso, mas poderoso. A toxina ataca os músculos, começando pelo rosto e descendo pelo corpo, podendo até paralisar a respiração. Cláudia sobreviveu, mas enfrentou meses de internação e fisioterapia para recuperar os movimentos.
Isso pode ser sido evitado:

1. Nunca consuma alimentos enlatados ou embalados estufados, amassados ou com vazamentos
2. Evite conservas caseiras mal preparadas e armazenadas
3. Não consuma alimentos com cheiro estranho, mesmo que pareçam bons
4. Armazene alimentos corretamente, respeitando a temperatura indicada
5. Cuidado com o mel para bebês menores de 1 ano, pois pode conter a bactéria
6. Dê preferência a alimentos inspecionados. No Brasil, nem todos os produtos passam por essa fiscalização, mas, aqueles em que for obrigatória a inspeção, exija.

Foto: Reprodução Redes Sociais

Matéria veiculada por nd+ em 11/09/2024

Após denúncias, descarte de pneus terá novo formato em Botucatu

A Prefeitura de Botucatu, por meio da Secretaria do Verde, informa que o funcionamento do ponto de descarte de pneus no município foi reestruturado para melhor organização e controle.

O endereço de coleta segue localizado na Rua Dr. José Barbosa de Barros, 120 – Vila dos Lavradores (entrada da Secretaria de Educação), e começa a operar no novo formato a partir da próxima segunda-feira, 3 de fevereiro. Confira os novos horários de funcionamento:

. Segunda a sexta-feira: das 7:00 às 11:00 e das 13:00 às 16:30;

. Sábados, domingos, feriados e pontos facultativos: fechado.

O ponto de coleta de pneus contará agora com um funcionário responsável por fiscalizar e orientar sobre o descarte correto. No local, os pneus devem ser carregados, descarregados e armazenados adequadamente dentro do galpão próprio para o descarte.

Os pneus serão coletados semanalmente e encaminhados para o sistema de logística reversa, que consiste na devida triagem e processamento de produtos descartados e materiais pós-consumo. Para evitar a degradação na natureza, os produtos podem ser reutilizados, reciclados ou processados de forma ecológica e ambientalmente responsável.

Um sistema de monitoramento via câmeras também foi instalado para melhor acompanhamento do funcionamento das instalações. A Prefeitura esclarece que o descarte fora do horário permitido ou em local inadequado (fora do galpão) resultará em notificação e multa ao responsável.


Haverá um recadastramento de todos os estabelecimentos comerciais que utilizam o serviço, como borracharias e oficinas mecânicas, com apoio do Grupo de Proteção Ambiental (GPA).

Contamos com a colaboração de todos para manter a cidade limpa e organizada!

Prefeitura divulga ações no combate a Dengue

A Prefeitura de Botucatu divulga as atividades realizadas no combate a dengue entre os dias 27 de 31 de janeiro.

A equipe da Infraestrutura atuou na raspagem de guias e sarjetas nos bairros Jardim Paraíso II, Jardim Mirante, região da Avenida Universitária e suas imediações, Cohab III e no Parque Residencial 24 de Maio.

Já a Zeladoria atuou na limpeza de terrenos particulares eliminando possíveis criadouros de mosquito na região norte de Botucatu e também na coleta de inservíveis em 93 pontos da cidade, entre calçadas, praças e canteiros. Também foram recolhidos inservíveis em 20 pontos de demandas enviadas pelos munícipes via Ouvidoria, totalizando 113 coletas de inservíveis na semana.

As equipes da Secretaria de Saúde realizaram visitas nos bairros Jardim Itamarati, Jardim Ipê, Vila Di Capri (região norte); Cohab II, Residencial Arlindo Durante, Parque Residencial Serra Negra, Parque Residencial Nazaré, Residencial Chácara Santo Antônio e Jardim Cristina (região leste).

A aplicação do larvicida biológico aconteceu nos bairros Parque Marajoara, Cohab III (Sesi), Parque Residencial 24 de Maio, Jardim Santa Mônica, Jardim Santa Maria e Residencial Paratodos.

Nos bairros Residencial Jardim do Bosque, Jardim Maria Luiza, Jardim Cedro e Jardim Aeroporto, o serviço foi prejudicado devido à chuva e a ação deverá ocorrer no final de semana.

Na próxima semana;

Entre os dias 03 a 07 de fevereiro, a Vigilância fará a aplicação do larvicida biológico nos seguintes locais:

Segunda-feira (03/02):
. 06h30 – Ecovilla Botucatu Residencial e Altos da Serra;
. 17h30 – Parque dos Pinheiros, jardim Santa Helena e Park Residencial Convívio.

Terça-feira (04/02):
. 06h30 – Residencial Jatobá, Residencial Convívio e Chácara Recreio do Havaí;
. 17h30 – Jardim Palos Verdes e jardim Reflorenda.

Quarta-feira (05/02):
. 06h30 – Cohab I;
. 17h30 – Cohab I.

Quinta-feira (06/02):
. 06h30 – Comerciários III e Conjunto Habitacional Flora Rica;
. 17h30 – Comerciários I, II e IV.

Sexta-feira (07/02):
. 06h30 – Cohab V e VI;
. 17h30 – Vila Lavapés, Jardim Regina, Conjunto Habitacional Joaquim Ernini, Vila Cidade Jardim e Vila Santa Catarina.

Atualmente, Botucatu tem registrados 85 casos de dengue. Em janeiro de 2024 foram registrados 776 de dengue no mesmo período.

A Prefeitura orienta que não é hora de descuidar e cada morador deve redobrar os cuidados, vistoriando regularmente seu quintal e eliminando os criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Anvisa confirma recolhimento de creme hidratante das farmácias

Os cremes hidratantes desempenham um papel fundamental na manutenção da saúde da pele, ajudando a manter a hidratação, prevenir o ressecamento e proteger contra agressões externas.

Escolher produtos de qualidade e regulamentados é essencial para evitar riscos à saúde.

Recentemente, a Anvisa confirmou o recolhimento de um creme hidratante muito comercializado no Brasil.

Anvisa confirma recolhimento de creme hidratante das farmácias brasileiras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão responsável pela regulamentação e fiscalização de produtos no país, garantindo que cosméticos, medicamentos e alimentos atendam a padrões rigorosos de qualidade e segurança.

Seu trabalho é essencial para proteger os consumidores contra produtos que possam representar riscos à saúde.

No dia 23 de janeiro de 2025, a Anvisa comunicou oficialmente o recolhimento voluntário de três lotes do creme hidratante Fisiogel A+E Loção (475 ml), fabricado pela Megalabs Farmacêutica S.A.

A decisão foi tomada após a própria empresa identificar alterações no aspecto físico do produto, que estavam fora das especificações estabelecidas.

A Megalabs Farmacêutica S.A. é uma empresa de grande destaque no setor de cosméticos e produtos dermatológicos, sendo amplamente reconhecida pela qualidade e eficácia de suas formulações.

Seus produtos são recomendados por especialistas e possuem forte aceitação entre os consumidores.

Apesar do ocorrido, a decisão de retirada voluntária demonstra o compromisso da empresa em garantir a segurança e a qualidade de seus produtos.

Confira abaixo os detalhes do recolhimento:

  • Produto: Fisiogel A+E Loção 475 ml.
  • Lotes afetados: 241154, 241155 e 241156.
  • Processo: 25351.449919/2024-24.
  • Empresa: Megalabs Farmacêutica S.A.
  • CNPJ: 33.026.055/0001-20.
  • Endereço: Rua Simões da Mota, 57, Rio de Janeiro – RJ.
  • Situação da Medida Cautelar: Ativa.
  • Motivação: Alteração do aspecto físico fora da especificação.

Segundo a Anvisa, qualquer alteração na aparência do creme pode indicar comprometimento na qualidade do produto, o que pode gerar reações adversas, como irritações cutâneas e reações alérgicas, principalmente em pessoas com pele sensível.

Qual a importância do recolhimento voluntário?

O recolhimento voluntário de produtos é uma medida fundamental para a proteção da saúde pública, evidenciando a responsabilidade das empresas e a prontidão em corrigir eventuais falhas.

Essa ação também reforça a confiança do consumidor na marca e demonstra o compromisso com a segurança dos produtos comercializados.

É importante ressaltar que a medida afeta apenas os lotes mencionados, ou seja, os outros produtos da marca continuam sendo vendidos normalmente.

Fonte: Portal 6

Foto: Divulgação