Turismo

Homem de 42 anos cai de cerca de 15 metros na Cachoeira da Pavuna e segue internado em estado grave em Botucatu; resgate mobilizou equipes especializadas e apoio aéreo

Paciente sofreu traumatismo craniano e lesões na coluna após acidente em área de difícil acesso; amigos e familiares acompanham recuperação em hospital da cidade

Um homem de 42 anos permanece internado em estado grave após sofrer uma queda de aproximadamente 15 metros na Cachoeira da Pavuna, em Botucatu, na terça-feira (30). A situação exigiu um resgate complexo, envolvendo equipes do Corpo de Bombeiros e apoio aéreo da Polícia Militar.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima passou mal, perdeu o equilíbrio e despencou em uma região de difícil acesso da cachoeira. A operação mobilizou técnicas especializadas para retirar o homem com segurança e levá-lo até um ponto seguro para transporte terrestre.

O helicóptero Águia, da Polícia Militar, foi fundamental na remoção da vítima, garantindo rapidez e segurança durante o resgate.

De acordo com pessoas próximas, o homem sofreu traumatismo craniano e lesões na coluna. Ele foi encaminhado ao Hospital das Clínicas da Unesp, onde segue internado sob cuidados intensivos. Amigos e familiares têm se mobilizado em correntes de oração pela recuperação do paciente.

Segundo acidente em menos de uma semana reacende alerta na Cachoeira da Pavuna

Queda mobiliza resgate com apoio aéreo e levanta preocupações sobre a segurança de trilhas e estrutura do complexo entre Botucatu e São Manuel

Uma nova ocorrência foi registrada na manhã desta terça-feira (30) no complexo da Cachoeira da Pavuna, situado entre os municípios de Botucatu e São Manuel. Uma pessoa sofreu uma queda na primeira cachoeira do local, mobilizando equipes de resgate.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a vítima e, devido à dificuldade de acesso à área, contou com o apoio do Helicóptero Águia da Polícia Militar para auxiliar na operação. A Defesa Civil também esteve no complexo e deve realizar a instalação de placas de alerta e orientação aos visitantes.

Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de saúde da vítima.

Este é o segundo acidente registrado no local em menos de uma semana. No episódio anterior, um turista caiu na trilha de acesso à cachoeira e também precisou de atendimento de emergência, o que reforçou a preocupação com a segurança da área.

Relatos de frequentadores indicam problemas na estrutura e nas condições das trilhas, com trechos escorregadios e riscos elevados, especialmente após períodos de chuva.

Diante das ocorrências, autoridades reforçam o alerta para que visitantes redobrem a atenção ao acessar cachoeiras e trilhas da região, avaliem as condições do local e evitem a visita em situações que possam oferecer risco à integridade física.

Turista é resgatado ferido na trilha da Cachoeira Pavuna; incidente expõe falta de estrutura e segurança nos pontos naturais de Botucatu

Especialistas e profissionais do turismo pontam os riscos e necessidades de infraestruturas em áreas turisticas de Botucatu.

Um novo episódio envolvendo um visitante ferido em uma das trilhas de acesso às cachoeiras que compõem os atrativos naturais de Botucatu levantou questionamentos sobre a segurança e a infraestrutura oferecida aos turistas na região.

No último sábado (27), uma pessoa sofreu um acidente na trilha que leva à Cachoeira Pavuna, local popular entre aventureiros. A vítima precisou ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros, após sofrer uma queda durante o percurso — um resgate que demandou esforço das equipes por conta da dificuldade de acesso ao ponto exato do incidente.

Apesar da presença de equipes especializadas para socorro, o caso trouxe à tona problemas recorrentes enfrentados por visitantes: trilhas mal sinalizadas, falta de orientação prévia sobre os riscos, e ausência de serviços de atendimento de emergência mais próximos dos pontos turísticos naturais.

Organizações como a Defesa Civil reforçam os alertas sobre os perigos de acessar essas trilhas sem a devida preparação, sobretudo em períodos de chuva, quando o solo torna-se escorregadio e irregular, aumentando a probabilidade de quedas, torções e fraturas.

Apesar das recomendações institucionais, frequentadores e visitantes têm destacado em redes sociais e grupos locais que muitos trilheiros não recebem informações claras sobre dificuldades do percurso nem encontram placas de orientação eficazes no trajeto. A situação é agravada quando se considera que vários dos atrativos naturais — incluindo cachoeiras e rotas de ecoturismo — estão em áreas particulares ou de difícil acesso, sem fiscalização e com manutenção deficiente.

Críticas apontam ainda que o sistema de socorro e de resgate, embora eficaz em resposta pontual, não se apoia em uma estrutura preventiva robusta, deixando a cargo de equipes de resgate lidar com as consequências de acidentes que poderiam ser minimizados com melhor preparo e sinalização nos pontos turísticos.

Enquanto isso, visitantes que buscavam desfrutar da natureza exuberante da Cuesta de Botucatu ressaltam a contradição entre as belezas naturais da região e o descaso com a segurança pública em áreas de lazer ao ar livre — um contraste que, na avaliação de muitos, compromete a consolidação de Botucatu como destino turístico seguro e organizado.

Profissionais de diversas áreas relacionadas á segurança, saúde e turismo comentaram sobre o assunto

Dra. Júlia Bruder relata que: “Do ponto de vista médico, acidentes em trilhas e cachoeiras sem estrutura de resgate representam um risco grave à vida. A demora no atendimento pode transformar lesões simples em quadros críticos. É fundamental que áreas turísticas tenham acesso seguro e planos de emergência bem definidos para reduzir sequelas e salvar vidas. Botucatu carece de uma equipe municipal de resgate especializada em alturas e catástrofes”

Juliana Gomes, conselheira do CONTUR de Pardinho comenta: “Eu amo fazer trilhas e cachoeiras, mas temos que lembrar que aqui, temos muitos locais que são de propriedade privada. Já , os locais que são abertos ao público, como a cachoeira da Pavuna, local onde tem camping e é pago para entrar, deve ser melhor cuidado pelos proprietários com sinalização, lixeiras, caminhos abertos e matos mais aparados. As últimas vezes que fui na Pavuna, achei o mato muito alto e o local mal cuidado.
Locais que são referência de turismo na região devem ser fiscalizados pela Prefeitura e devem seguir as normas de segurança, um exemplo bom, são as cachoeiras da Serra da Canastra onde estive há 6 meses atrás, as cachoeiras tem boia salva vidas, cordas e placas avisando os riscos dos local e grau de dificuldade. Botucatu, como estância turística, deverá se adequar melhor para esse ” turismo de aventura” .

 

Segundo Dr. Thiago Devidé: “Isso reacende o debate jurídico sobre responsabilidade e fiscalização de atrativos turísticos. Segundo a Lei Geral do Turismo (Lei nº 11.771/2008, alterada pela Lei nº 14.978/2024), o Ministério do Turismo pode fiscalizar esses espaços, inclusive os privados. A legislação permite que essa atribuição seja delegada aos municípios por meio de convênios, conforme o art. 44. Especialistas apontam que Botucatu deveria integrar formalmente o Sistema Nacional de Turismo (Sisnatur), previsto no Decreto nº 7.381/2010. A adesão permitiria maior controle sobre segurança, direitos do consumidor e prevenção de riscos. A ausência de fiscalização contínua pode gerar responsabilização administrativa e civil em caso de acidentes evitáveis.

A Prefeitura de Botucatu deveria assumir um papel mais ativo na organização e fiscalização dos pontos turísticos naturais, adotando providências concretas para garantir acessos mais fáceis e seguros aos visitantes, assegurando que, mesmo em áreas particulares abertas ao público, haja sinalização adequada, planos de emergência e condições mínimas de segurança para proteger os turistas.

Foto: www.troupedatrip.com

 

Cuesta Vista de Cima resgata a história de Jaime de Almeida Pinto na Cohab I

O programa Cuesta Vista de Cima esteve na Cohab I para uma visita especial à Avenida Jaime de Almeida Pinto, uma das principais vias do bairro, que carrega no nome a memória de um personagem importante da história de Botucatu. A reportagem produzida pela TV Alpha trouxe ao público o legado de Jaime de Almeida Pinto, destacando sua trajetória pública, política e humana.

Durante o programa, foi relembrado que Jaime de Almeida Pinto integrou uma geração de homens públicos responsáveis por ajudar a construir os alicerces do desenvolvimento urbano e social do município. Em um período de crescimento e organização da cidade, ele se destacou pelo compromisso com a coisa pública, pelo diálogo constante com a população e pela defesa de melhorias que impactavam diretamente o dia a dia das famílias botucatuenses.

Reconhecido por sua atuação política acessível, Jaime transitava com naturalidade entre o gabinete e as ruas, ouvindo as demandas da comunidade e buscando soluções práticas. Seu trabalho esteve especialmente ligado às áreas de infraestrutura urbana, organização dos bairros e fortalecimento dos serviços públicos, em uma fase marcada por grandes transformações em Botucatu.

A Cohab I, onde hoje a avenida leva seu nome, simboliza muito desse espírito. O bairro representa o sonho da casa própria para centenas de famílias trabalhadoras, e a homenagem reflete o vínculo de Jaime de Almeida Pinto com políticas voltadas à moradia, ao crescimento ordenado e à promoção da dignidade social.

Entre as curiosidades destacadas pelo Cuesta Vista de Cima, está o fato de Jaime ser lembrado não apenas como político, mas como cidadão atuante na vida comunitária. Era conhecido por valorizar o contato direto com as pessoas, participar de reuniões locais e manter uma postura firme, porém conciliadora, mesmo em momentos de divergência política.

Ao percorrer a Avenida Jaime de Almeida Pinto, o programa reforçou que dar nome a uma rua é mais do que um ato formal: é um gesto de memória coletiva. Cada passagem pela via reafirma a importância de preservar a história daqueles que contribuíram para o desenvolvimento da cidade.

A homenagem apresentada pelo Cuesta Vista de Cima não apenas recorda o passado, mas também inspira o presente e o futuro, lembrando que a política exercida com responsabilidade e compromisso social deixa marcas positivas que atravessam gerações.

A terceira edição do Cuesta Vista de Cima – Avenida Jaime de Almeida Pinto, pode ser assistida pela TV Alpha,  Canal 8 NET Claro e Canal 21 NET Infinito ÀS 09H, 13H e 20H

Pelas Redes Sociais:

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Esta edição do Cuesta Vista de cima teve o apoio de: Bártoli Panificadora e Confeitaria, Biotest Laboratório de Análises Clínicas, Jô Modas, Mota Aves e Rações, MS Gás Ultragás, Pantanal Pesca e Camping Botucatu, Rainha Panificadora e Confeitaria.

Cuesta Vista de Cima destaca legado de Major Matheus na 2ª edição do programa

A 2ª edição do programa “Cuesta Vista de Cima”, produção da TV Alpha, traz aos botucatuenses uma imersão especial na história de um dos personagens mais importantes para a formação da cidade: Major Matheus, figura central na transformação de Botucatu de vila para município e nome que hoje batiza um dos corredores comerciais mais movimentados da Vila dos Lavradores.

O episódio apresenta, em linguagem documental e com imagens aéreas inéditas, a trajetória do militar, produtor rural e líder político que deixou um legado profundo na vida pública e no desenvolvimento urbano da região. A direção do programa é assinada pelo jornalista Fernando Bruder e o roteiro é de Júlia Beatriz Coelho Bruder.

Origem e trajetória

Nascido em 1817 na cidade de Sorocaba, Matheus Gomes Pinheiro Machado veio de uma tradicional família paulista ligada à vida militar e religiosa. Filho do capitão José Gomes Pinheiro Vellozo e de Anna Florisbella Machado de Oliveira e Vasconcellos, cresceu dentro de valores de disciplina, honra e trabalho — elementos que moldariam seu papel em Botucatu.

Ao se estabelecer na região, Matheus tornou-se uma figura de referência no antigo Bairro da Estação, dedicando-se ao plantio de café, algodão e à criação de gado, atividades que impulsionaram a economia local no século 19.

Da liderança rural ao comando militar

Sua postura firme o levou a ocupar cargos de responsabilidade na Guarda Nacional. Em 1864, assumiu o comando do Esquadrão de Cavalaria nº 13, posição que lhe rendeu de forma definitiva o título de Major, reconhecido oficialmente em Botucatu e lembrado até hoje.

A produção destaca documentos históricos, relatos e imagens que ajudam a contextualizar a importância militar da época, quando a Guarda Nacional atuava na proteção de fazendas e no apoio à ordem pública.

Vida política e papel na transformação de Botucatu

O respeito que conquistou na comunidade o conduziu à vida política. Major Matheus foi presidente da Câmara Municipal entre 1876 e 1877, período em que Botucatu deixou oficialmente de ser vila e passou a ser cidade.

O programa mostra como sua atuação administrativa foi essencial para o início da estrutura organizacional do município, lançando bases que seriam fundamentais para o crescimento das décadas seguintes.

A rua que carrega seu nome

Um dos pontos altos da segunda edição do “Cuesta Vista de Cima” é o sobrevoo completo pela Rua Major Matheus, hoje considerada o segundo maior polo comercial de Botucatu. Farmácias, lojas, mercados, restaurantes, bancos e serviços formam um fluxo diário intenso que movimenta a economia do bairro e conecta o Centro à Vila dos Lavradores.

A reportagem apresenta curiosidades, depoimentos de moradores antigos e imagens da evolução urbana do local, reforçando sua importância social e comercial.

Praça Virgílio Lunardi e Igreja Sagrado Coração de Jesus

O programa também destaca dois marcos afetivos da Vila dos Lavradores: a Praça Cavalheiro Virgílio Lunardi, recentemente revitalizada, e a tradicional Igreja Sagrado Coração de Jesus, construída a partir de 1927.

Com novas áreas de convivência, iluminação moderna e a retomada da fonte luminosa, a praça voltou a atrair moradores, especialmente ao entardecer. Já a igreja permanece como centro espiritual e histórico do bairro, reunindo gerações em celebrações e festas religiosas.

Um legado que permanece vivo

O episódio encerra destacando que, mesmo após sua morte em 1887, Major Matheus permanece presente na memória urbana e no cotidiano da cidade. Seu nome respira na rua que movimenta Botucatu, na praça que acolhe a comunidade e na história viva que continua moldando a identidade local.

A segunda edição de “Cuesta Vista de Cima” reforça a proposta da série: unir história, geografia, cultura e modernidade em produções curtas, acessíveis e visualmente impactantes, valorizando a riqueza da Cuesta e seus personagens.

A segunda edição do Cuesta Vista de Cima – Rua Major Matheus, pode ser assistida pela TV Alpha,  Canal 8 NET Claro e Canal 21 NET Infinito ÀS 09H, 13H e 20H

Pelas Redes Sociais:

Youtube: youtube.com/watch?v=ZNoMAlSUuHY&feature=youtu.be
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Esta edição do Cuesta Vista de cima teve o apoio de:  A Favorecedora, A Colegial, Alluve Clínicas Odontológicas, Angá Restaurante, Atitude Moda Feminina, Auto Posto Eldorado, Barbearia Prado, Casa Moderna, Cimy Semijoias e Acessórios Femininos, Cirúrgica Botucatu, CTAM – Centro Treinamento Artes Marciais e Musculação, Efiscont Escritório Contábil, Floricultura do Bairro, Ivone Noivas & Festas, Luggi Instrumentos Musicais, Malhas & Cia, Nitabella Store, Oggi Sorvetes Botucatu, Printxpress – Gráfica Rápida e Comunicação Visual, Proseg Extintores Proteção contra incêndios, Quitanda Fumis Major, Rei Motors – Concessionária Botucatu, Selva de Dentro e Shark Motors

 

“Cuesta Vista De Cima” estreia na TV Alpha com imagens aéreas inéditas da nossa Região 

Novo programa apresenta a Cuesta de um ângulo nunca visto, contando a história das cidades, das ruas, praças, pontos turísticos, eventos e personalidades de nossa Região.

A TV Alpha de Botucatu estréia nesta segunda-feira (1º) o programa “Cuesta Vista de Cima”, um projeto inovador que promete mostrar a Região por imagens aéreas com exelente qualidade e altíssima definição. Cenas desconhecidas, até mesmo, para seus próprios moradores.

O programa sobrevoará as principais ruas, praças e monumentos, destacando a riqueza histórica e cultural da região.
Produzido pela Alpha Produções, o programa utiliza equipamentos de última geração, com captação em 4K, garantindo ao telespectador uma experiência visual diferenciada e a melhor qualidade já exibida pela emissora.

A proposta é revelar a Cuesta de uma forma moderna e detalhada, valorizando cada ponto emblemático das cidades, valorizando sua cultura e sua história.

Além das imagens, “Cuesta Vista de Cima” também contará a história de cada personalidade que dá nome às vias e espaços públicos. A cada semana, o telespectador conhecerá a trajetória de um homenageado e sua importância para o desenvolvimento da nossa Região.

A direção do programa é assinada pelo jornalista Fernando Bruder e o roteiro é de Júlia Beatriz Coelho Bruder.

Além da transmissão pela TV Alpha canal 8 Net Claro e canal 21 da Net Infinito, o programa também inova com versões para as redes sociais, em episódios fracionados, sendo disponibilizado no YouTube (@redealphabotucatu), Facebook (@tvalpha), Instagram (@tvalphabotucatu) e no Canal da Rede Alpha no WhatsApp.

O público poderá participar enviando sugestões que deseja ver no programa pelo WhatsApp (14) 99661-6411.

Na edição de estréia, o episódio traz a história da Rua José Barbosa de Barros, uma das mais tradicionais do bairro Jardim Paraíso em Botucatu, inaugurando a série que promete destacar a identidade, as pessoas e o desenvolvimento da Região da Cuesta e que fazem parte da vida de cada um de nós.

Botucatu gasta mais de R$ 87 mil em Stand para 3 dias em São Paulo com 2 contratações sem licitação

A Prefeitura de Botucatu, por meio das Secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Turismo, realizou duas contratações diretas, sem licitação, que somam R$ 87.020,00 para participar da Feira do Empreendedor 2025, promovida pelo Sebrae. O evento ocorrerá de 15 a 18 de outubro de 2025, das 10h às 20h, no São Paulo Expo, um dos mais modernos centros de eventos do país.

O primeiro contrato, nº 172/2025, foi firmado diretamente com o Sebrae-SP, via inexigibilidade de licitação, no valor de R$ 32.580,00, referente à locação de dois estandes de 12 m² cada, localizados na Rua D, espaços CD 560 e CD 561, identificados como “Prefeitura de Botucatu”.

O segundo contrato, no valor de R$ 54.440,00, foi celebrado com a empresa C41 Produções por dispensa de licitação, para a montagem e cenografia do estande.

Somadas, as duas contratações totalizam R$ 87.020,00 de dinheiro público investido em uma estrutura temporária de apenas três dias.

Feira do Empreendedor: evento nacional de negócios

Desde 2012, a Feira do Empreendedor do Sebrae é uma das maiores vitrines de negócios do país, reunindo milhares de visitantes e empreendedores de diferentes setores.

A edição de 2025 contará com sete eixos temáticos — Cidade Empreendedora, Comece seu negócio, Comportamento Empreendedor, ESG e impacto social e ambiental, Gerencie o seu dinheiro, Inovação e tecnologia e Marketing e vendas — e oferecerá palestras, painéis, consultorias, rodadas de negócios e oportunidades de networking.

O eixo Cidade Empreendedora é voltado à promoção do desenvolvimento sustentável nas cidades, mostrando como as prefeituras podem fomentar o empreendedorismo local e fortalecer circuitos turísticos regionais.

No entanto, Botucatu não divulgou publicamente o conteúdo de sua participação, quais empresas locais serão beneficiadas ou como se deu a seleção dos expositores que usarão o espaço custeado com dinheiro público.

Ausência de transparência e possíveis irregularidades

Nem no contrato com o Sebrae nem no processo de dispensa de licitação da montagem do estande há informações sobre a escolha dos empresários participantes, tampouco plano de comunicação, metas de resultado ou estudo de retorno econômico.

Essa ausência de informações fere os princípios da publicidade e eficiência administrativa previstos no artigo 37 da Constituição Federal.

Além disso, o contrato com o Sebrae estabelece que todas as despesas de montagem, limpeza e desmontagem são de responsabilidade da Prefeitura, reforçando o caráter oneroso e duplicado do gasto público, já que a cenografia foi contratada separadamente pela gestão municipal.

Erros e inconsistências documentais

A análise dos documentos revela diversas falhas e contradições:

  1. O termo de referência do contrato de montagem cita trechos de outros editais, como “conclusão de cursos”, demonstrando falta de revisão técnica;
  2. O contrato com o Sebrae prevê vigência limitada à feira, mas o contrato de cenografia foi firmado com vigência de um ano, sem justificativa;
  3. O preço total da estrutura (R$ 87 mil) excede o custo médio de estandes de mesmo porte em feiras nacionais, que variam entre R$ 1.200 e R$ 1.500 por metro quadrado, conforme orçamentos de eventos corporativos semelhantes;

A pesquisa de preços para a dispensa de licitação foi restrita e sem transparência pública, contrariando o artigo 23 da Lei 14.133/2021.

Recursos pagos pelo Gabinete do Prefeito

Outro ponto crítico é a origem da verba. Embora o contrato envolva as secretarias de Turismo e Desenvolvimento Econômico, os pagamentos foram empenhados na dotação orçamentária do Gabinete do Prefeito, sob o título “Manutenção da Estrutura Administrativa”.
Essa prática pode configurar desvio de finalidade orçamentária, já que a despesa não guarda relação direta com as atribuições do gabinete.

Gastos podem ser ainda maiores

Os valores revelados até agora não representam o custo total da participação de Botucatu na Feira do Empreendedor.

A Prefeitura ainda não divulgou os gastos com a delegação municipal que irá trabalhar no estande — incluindo transporte, alimentação, hospedagem, diárias, horas extras de servidores e deslocamentos oficiais — nem os custos dos empresários convidados que utilizarão o espaço público.

Ou seja, o investimento de R$ 87 mil pode crescer significativamente, sem que haja, até o momento, nenhum relatório de previsão orçamentária ou de controle de despesas complementares.

Baixo retorno e alto custo

Especialistas em gestão pública apontam que, embora a Feira do Empreendedor seja um evento de relevância nacional, o modelo de participação adotado por Botucatu — sem planejamento, metas ou transparência — transforma uma ação de fomento em um ato de autopromoção política e marketing institucional.

Com o gasto superior a R$ 87 mil em apenas três dias, sem previsão de resultados concretos, o investimento da Prefeitura de Botucatu levanta suspeitas de má gestão e uso ineficiente de recursos públicos.

Prefeitura e Sebrae não responderam

A Rede Alpha de Comunicação questionou oficialmente a Prefeitura de Botucatu, enviando solicitação de mais informações sobre esse evento ao Prefeito, Fábio Leite; ao Secretário do Gabinete, Curumim; à Secretaria de Comunicação, Cinthia Al-Lage; à Secretaria do Turismo, Roberta Sogayar e ao Secretário de Desenvolvimento Econômico, Luís Bravin. Como também, foi enviada ao Sebrae SP e ao Sebrae Botucatu para esclarecimentos sobre:

  • – Quais empresas locais participarão do estande?
  • – Como foi feita a seleção dos expositores para o stand de Botucatu?
  • – Quais os resultados esperados com todo esse investimento?
  • – E quais serão os gastos totais com a equipe e com os empresários da delegação de Botucatu?

Até o fechamento desta edição, nenhuma das autoridades e instituições responderam aos questionamentos.

Foto: Redes Sociais

Itaí e Itatinga conquistam título de Município de Interesse Turístico em votação histórica na Alesp

As cidades de Itaí e Itatinga estão entre os 70 municípios paulistas que receberam o título de Município de Interesse Turístico (MIT) pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A aprovação unânime ocorreu na quarta-feira (27) e contou com a assinatura de 92 dos 94 deputados estaduais. A medida visa impulsionar o desenvolvimento econômico regional por meio do turismo.

Com a conquista, Itaí e Itatinga passam a integrar um seleto grupo de 214 MITs no estado e ficam habilitadas a receber repasses específicos do governo estadual para investimentos em infraestrutura turística, promoção de atrações e preservação do patrimônio cultural e natural.

O título é concedido a municípios que comprovam vocação turística e atendem a critérios técnicos, incluindo a existência de atrativos naturais, culturais, históricos ou religiosos, além de infraestrutura mínima para receber visitantes. Para o secretário estadual de Turismo, Vinícius Lucena, a decisão representa “um novo momento para o turismo paulista”.

Embora a titulação já tenha sido aprovada, os novos MITs – incluindo Itaí e Itatinga – aguardam a sanção do governador Tarcísio de Freitas e precisarão participar do próximo ciclo de ranqueamento do Dadetur (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos) em 2027 para acessar os recursos destinados a projetos de infraestrutura.

A região de Avaré ganha destaque no cenário turístico estadual com essa conquista. Itaí, conhecida pela produção agrícola e belezas naturais, e Itatinga, com seu potencial histórico e cultural, agora terão apoio para consolidar suas vocações e atrair mais visitantes.

A expectativa é que o título gere oportunidades de emprego, incentive a criação de novos negócios e valorize as identidades locais, transformando o turismo em um vetor de desenvolvimento sustentável para esses municípios.

Com a adesão dos 70 novos MITs, São Paulo passa a ter 44% de seus municípios com reconhecimento turístico, reforçando o estado como principal destino do Brasil no setor.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução