Um grupo de guardas civis municipais protocolou documentos na Prefeitura de Itatinga solicitando a destituição do comandante da Guarda Civil Municipal (GCM), apontando uma série de supostas irregularidades administrativas e problemas internos na corporação.
Os pedidos foram formalizados por servidores da própria Guarda Municipal e encaminhados ao prefeito municipal e a setores da administração pública, como Procuradoria Jurídica, Recursos Humanos e Diretoria de Segurança.
Denúncias contra o comandante
No documento apresentado à prefeitura, os guardas afirmam que, desde que assumiu o comando da corporação em 30 de abril de 2024, o atual comandante teria adotado práticas consideradas incompatíveis com os princípios da administração pública.
Entre os pontos citados está a suposta irregularidade no cumprimento da jornada de trabalho. Segundo o documento, o comandante teria registrado pontos de forma incompleta ou posterior, justificando ao setor de Recursos Humanos que teria “esquecido de registrar” a entrada ou saída. Os denunciantes afirmam que, em alguns casos, o horário informado não corresponderia ao horário real de trabalho.
Os guardas também pedem auditoria nos registros de ponto dos últimos 12 meses para verificar eventuais inconsistências e apontam que o comandante teria sido visto em uma academia durante horário de expediente, o que, segundo o documento, poderia ser confirmado por registros de acesso do local.
Outra denúncia envolve o programa educacional “Patrulha da Paz”, desenvolvido nas escolas do município. Os guardas afirmam que o enteado do comandante, participante do programa em 2025, teria sido premiado com bicicleta, notebook e uma possível bolsa de estudos em escola particular, o que levantou suspeitas sobre possível favorecimento. Os servidores pedem auditoria na aplicação das provas e nos critérios de premiação do projeto.
Além disso, o documento menciona problemas de gestão e falta de diálogo com a tropa, alegando que decisões e comunicados estariam sendo feitos apenas por meio de avisos em um painel interno da base da Guarda.

Pedido de investigação e afastamento
Diante das denúncias, os guardas solicitaram à administração municipal:
- abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o comandante;
- auditoria nos registros de ponto;
- investigação sobre o programa Patrulha da Paz;
- afastamento cautelar do comandante durante as apurações.
No mesmo documento, os servidores também pedem a revogação da portaria que nomeou o comandante para o cargo.
Clima interno e pedidos da corporação
Os guardas afirmam que a situação teria provocado desgaste interno na corporação, mencionando pedidos de exoneração recentes e afastamentos por problemas de saúde.
Nos documentos, os servidores pedem que a prefeitura avalie as denúncias e adote medidas administrativas para preservar o funcionamento da Guarda Municipal e a saúde dos agentes.

Prefeitura e citados podem se manifestar
Até o momento, não há informação oficial sobre eventual abertura de investigação administrativa por parte da Prefeitura de Itatinga.
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação do comandante e da Prefeitura de Itatinga, caso queiram apresentar esclarecimentos sobre as denúncias.
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