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”Honra” e seu significado

Você já parou para pensar sobre o significado da palavra ”Honra”?

Será que somos honrados pelos que estão perto de nós, ou será que nós realmente honramos as pessoas que devem receber honras?

Para refletirmos sobre isso, é preciso entendermos um pouco mais sobre o significado da palavra ”Honra”.

Segundo o dicionário Oxford Languages, Honra pode ter dois significados principais: princípio que leva alguém a ter uma conduta proba, virtuosa, corajosa, e que lhe permite gozar de bom conceito junto à sociedade; ou ainda, pode ser definido como a consideração devida a uma pessoa que se distingue por seus dotes intelectuais, artísticos, morais; ou ainda, um privilégio.

De acordo com nossas leis constitucionais, existem três crimes contra a honra, sendo:

1 – Calúnia – Código penal (Art. 138)

Quando alguém inventa um fato falso sobre alguém, ou, quando alguém o divulga;

2 – Difamação – Código penal (Art. 139)

Quando alguém fala de algum fato ofensivo à sua reputação.

3 – Injúria – Código penal (Art. 140)

Quando alguém ofende a dignidade de alguém.

Essa é a lei dos homens, e para cada ato, existem penalidades previstas na lei.

Podemos entender que ”honrar” as pessoas é no mínimo, trata-las com respeito, sem calúnia, difamação ou injúria (injustiça).

E o que a Bíblia, nosso ”manual de instruções” nos diz a respeito da honra?

Primeiramente, vemos a promessa de honrar nossos pais, para que Deus prolongue nossos anos de vida:

”Honra ao teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias sobre a terra, que o Senhor teu Deus te dá” (Êxodo 20:12).

A sabedoria caminha ”de mãos dadas” com a honra. Quem busca a sabedoria, também tende a ter o princípio da honra em sua conduta. Para quem é sábio e têm o princípio da honra; cometer alguns erros ou agir com estultícia (estupidez ou tolice), é como um perfume fino, que perdeu sua qualidade, por causa de uma ”mosca” morta que caiu no perfume por um ”pequeno descuido”. Por isso, sempre é importante refletirmos sobre nossos atos, conceitos e crenças internas, e mais ainda, refletirmos sobre nossas pequenas decisões no dia a dia, pois elas é que fazem a diferença ao passar dos anos e ao longo das nossas vidas.

”Qual mosca morta faz o unguento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia” (Eclesiastes 10:1)

Segundo estudiosos, o livro de Eclesiastes possivelmente foi escrito por Salomão, o homem mais sábio que já existiu desde a antiguidade. Ele nos ensina muito no livro de Provérbios, sobre como buscarmos a sabedoria, e o quanto ele pode conquistar, construir e contemplar seus feitos, por ser sábio. Mas, ao final de sua vida, Salomão acabou se envolvendo com mulheres estranhas, que distorceram sua conduta ao longo do caminho, mas, considerando que Eclesiastes foi mesmo escrito por ele; vemos o quanto ele se arrependeu, concluindo que ”tudo era vaidade, e correr atrás do vento”.

Podemos ver que a sabedoria nos ”preserva” de laços e armadilhas que constantemente estão ao nosso redor, pois, muitas delas parecem as melhores opções e alternativas, mas, que ao final, podem resultar em perdas e enganos.

Então, construir uma vida buscando a sabedoria é fundamental, mas, ”vigiar e orar” constantemente, sempre em oração pedindo que Deus ”não nos deixe cair em tentação e nos livre de todo mal” é vital para nossas vidas.

Quando olhamos para a ciência atual, voltada a nossa conduta de pensamento, vemos que saber o ”limite” de conceitos e aplicações são fundamentais para nos mantermos sábios.

Nem tudo o que ouvimos por ai, se aplica ao que a palavra de Deus nos revela, e a melhor maneira de avaliarmos, é a intimidade de oração e comunhão constantes com nosso Deus.

Mas, como podemos honrar as pessoas à nossa volta?

1 – Não difamando, caluniando ou injuriando

Parece simples, mas é um desafio e tanto, ainda mais por geralmente, ser um ato inconsciente, automático de ”desabafo ou defesa”, como um hábito enraizado que aprendemos e que está presente na maior parte das pessoas ao nosso redor.

Podemos ver que Deus nos adverte sobre isso, nos textos:

”Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? Refreia a tua língua do mal e os teus lábios de falarem dolosamente” (Salmos 34: 12 e 13).

Falar dolosamente é falar de forma falsa, fraudulenta, enganadora, manipuladora.

Vivemos em uma época que para onde olhamos, encontramos pessoas que procuram nos persuadir com palavras dolosas para nos conduzir para um caminho de seu interesse; seja para benefício próprio, por filosofias e questões comerciais.

Mas, o que há de errado nisso? Nada ou tudo! Nada se olharmos apenas do ponto de vista do funcionamento de grupos, comunidades, negócios e pertencimento. Mas, podemos ultrapassar o limite do certo, caindo no errado, quando nós passamos a colocar tudo isso, antes do amor pelo próximo, levando as pessoas ao erro, a distorções e a fragilidades.

Mas, o que isso tem de ligação com a honra?

Porque honrar ou desonrar uma pessoa, muitas vezes está no ”limite” entre pequenas palavras, ações ou intenções ao praticar as mesmas coisas.

Então, como saber se estou honrando alguém ou não? Simples:

Quais são as suas intenções, pensamentos e ações em relação as pessoas ao seu redor?

Ao falar sobre ela para alguém, ou ao planejar algo, você apenas ”ama essa pessoa como a você mesmo” fazendo para ela, aquilo que você gostaria que fizessem com você; ou você enche a boca para caluniar, injuriar ou difamar?

Aqui, entram dois pontos importantes a levarmos em conta: Julgamento e Distanciamento.

1 – Julgamento

Mas, até que ponto ”julgarmos o outro” é ”agirmos com desonra? difamando, caluniando e injuriando?

Esse é um dos pontos mais delicados e que raramente paramos para entender a diferença.

Quando lemos em Mateus 7: 1-5, vemos ”Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Porque vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueirodo olho de teu irmão”.

Ou seja, tudo o que colocamos o foco, aumenta! Quando olhamos para o outro com nosso ”julgamento”, procurando ”advinhar” o que ele está vivendo, fazendo ou o que se passa em sua mente; nós fazemos isso com a nossa visão, e não com a noção da realidade do outro. Cada um de nós é seletivo para uma pequena parte do todo, e não cabe a nós, ”controlarmos” ninguém ao nosso redor. E quando olharmos para nós mesmos, nós começamos a ver o quanto precisamos melhorar como pessoas. E é nesse momento que erramos, porque acabamos ”difamando, caluniando e injuriando” e desonrando as pessoas das quais julgamos.

Nunca podemos deixar de considerar os contextos, pois cada um de nós, possui crenças diferentes uns dos outros. As pessoas nem sempre agirão como você gostaria, porque elas possuem outras crenças diferentes das suas, e isso em todos os âmbitos da vida.

Mas, devemos exortar as pessoas que amamos e estão no caminho do erro!? Sim!

Mas, exorte com amor, se a sua intenção é corrigir um erro! Ore antes, para saber o momento e a forma certa, peça que Deus conduza o processo, e faça pelo outro, o que você gostaria que alguém tivesse feito por você.

2 – Distanciamento

Outro ponto importante, é nos distanciarmos de quem ”não nos dá a devida honra”. Parece um pouco controvérsio, mas, nos mantermos muito próximo de pessoas que ”queremos ajudar” mas, que não reconhecem nosso esforço, ou nos tratam com desonra, pode acabar nos prejudicando.

As pessoas se conectam conosco, por intenções definidas, raramente alguém ama por amar. Boa parte delas, se aproximam de nós, pelo que temos a oferecer, e não por realmente se importarem conosco. Você já deve ter passado por isso, inúmeras vezes!

Em provérbios 22:24 e 25, lemos: ”Não te associes com o iracundo, nem andes com o homem colérico, para que não aprendas as suas veredas e, assim, enlaces a tua alma”.

Quantas pessoas conhecemos que são ”iracundas” ou ”coléricas”?

Vamos ao significado dessas palavras:

* Iracundo: é a pessoa cheia de ira ou furia;

* Colérico: é quem sente raiva com muita facilidade, por qualquer coisa.

Então, se você convive com pessoas assim, começará a ficar semelhante à eles. Então, peça para que Deus sempre oriente a você, através do Espírito Santo, e da reflexão da leitura da Bíblia, para que você tenha sabedoria de viver da melhor maneira, honrando as pessoas ao seu redor, e se afastando de quem não o trata com a devida honra.

Que Deus ricamente abençoe você e a sua família.

Sandra Bertotti

Sobre FERNANDO BRUDER TEODORO

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