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Luciano Hang nega notícia falsa contra STF, defende liberdade de expressão e diz que é preciso ‘mudar o pensamento da política’

A Polícia Federal apreendeu na manhã desta quarta-feira (27), em Santa Catarina, o celular e o computador pessoal que pertencem ao empresário Luciano Hang. O proprietário da Havan é um dos alvos do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura produção de notícias falsas e ameaças à Corte — conhecido como “inquérito das fake news“. Ele confirmou a entrega dos equipamentos em nota e durante uma live pelas redes sociais nesta manhã.

“Eu não fiz nada de errado, eu não atentei contra os ministros nem contra a alta Corte e isso vai ser provado quando abrir o meu celular”, disse durante a live transmitida do Centro Administrativo Havan, em Brusque, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Os mandados foram cumpridos no escritório da sede da Havan, na Rodovia Antônio Heil, em Brusque, e em dois endereços residenciais do empresário, sendo um deles na Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, no Litoral Norte e outro também em Brusque.

“O brasileiro votou para as mudanças. Nós temos lá o nosso presidente querendo fazer mudanças e, para isso, nós precisamos que o brasileiro pense assim. […] Eu sinto isso nas empresas, eu sinto isso nas pessoas, que nós precisamos muitas vezes é mudar o pensamento lá de Brasília, dos estados, do município e da política”, disse em live.

Liberdade de expressão

Durante a transmissão em vídeo, o empresário defendeu a liberdade de expressão e explicou sobre o conteúdo que publica nas redes sociais.

“A mídia é importante neste país para levar boas notícias, notícias verdadeiras. Todas as coisas que eu faço, eu coloco nas minhas redes sociais, ou seja, eu fabrico notícia e coloco elas nas minhas redes sociais para que todo mundo tenha a minha posição sobre qualquer assunto. Isso se chama liberdade de expressão. Este país é um país democrático. Nós temos que temos que ter a liberdade de expressão, a liberdade de pensamento”, afirmou após uma citação feita por uma apoiadora sobre o que teriam dito em comentários na live.

O empresário negou sobre patrocinar a produção as informações falsas. “Veja bem, o que é fazer fake news, é pegar uma coisa certa e transformar em errada. O que nós queremos é falar a verdade. Às vezes tem um fato e várias versões, eu sempre coloco a minha versão sobre aquele fato. Nós produzimos materiais todos os dias em minhas redes sociais para levar a melhor informação para os nossos fãs em todo o Brasil”, explicou.

Em nota assinada pelo empresário e enviada pelo advogado Fábio Roberto de Souza, Hang disse que tem a consciência tranquila de que jamais atentou contra os ministros do STF ou contra a instituição. “Nada tenho a esconder, uma vez que tudo o que falo está nas minhas redes sociais e é de conhecimento público.”

Recentemente, Hang foi condenado pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas (SP) a pagar R$ 20,9 mil de indenização ao reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, e a publicar uma retratação nas redes sociais. A decisão cabe recurso.

Investigações

A PF cumpre desde o início desta manhã 29 mandados de busca e apreensão. Além do empresário, entre os alvos estão o ex-deputado federal Roberto Jefferson, o deputado e os blogueiro Allan dos Santos e Winston Lima. Os cinco são aliados do presidente Jair Bolsonaro. As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Ao longo das investigações, laudos técnicos que demonstraram que um grupo produz e dissemina as notícias falsas, sempre com o mesmo padrão. Foram identificados pelo menos quatro financiadores desse grupo.

As investigação já identificaram ao menos 12 perfis em redes sociais que atuam na disseminação de informações, de forma padronizada, contra ministros do tribunal.

Isso significa, por exemplo, que esses perfis encaminham o mesmo tipo de mensagem, da mesma forma, na mesma periodicidade. Técnicos cruzam informações para tentar localizar financiadores desses perfis.

fonte: G1

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