A denúncia feita pela Rede Alpha de Comunicação ganhou contornos ainda mais graves e chocantes na tarde desta quarta-feira, 21 de janeiro, durante diligência da Polícia Civil na Cozinha Piloto de Botucatu. O local foi alvo de investigação após a revelação de que carne estragada teria sido distribuída em kits de alimentação escolar entregues a alunos da rede municipal neste mês de janeiro.
A apuração, que já resultou na abertura de inquérito policial, foi formalizada pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE) junto à Polícia Civil. A diligência foi comandada pelo delegado Marcelo Lanhoso de Lima e contou com o acompanhamento da Vigilância Sanitária, do vice-presidente do CAE, Luciano Valim e da Guarda Civil Municipal, que deu apoio à operação.
Durante o interrogatório, o nutricionista da Cozinha Piloto, Willian Fernandes, confirmou ao delegado que a carne foi retirada das escolas e das residências das famílias e que o produto está sendo substituído, inclusive por carne de outra marca, a Seara. No entanto, o ponto mais alarmante veio em seguida: questionado sobre o estado da carne recolhida, o nutricionista admitiu que as amostras estavam, de fato, estragadas.
Segundo o relato feito ao delegado, a Vigilância Sanitária recolheu nove amostras, que foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz para análise.
O vice-presidente do Conselho de Alimentação Escolar, Luciano Valin, revelou ainda um detalhe importante, a Vigilância Sanitária proibiu a devolução da carne à empresa fornecedora, temendo que o produto pudesse ser reprocessado e recolocado no mercado, colocando novamente a população em risco. Por isso, o material permanece sob tutela da Cozinha Piloto, da Vigilância Sanitária e da Prefeitura de Botucatu, aguardando incineração no próprio município.
🚨 TENTATIVA DE SILENCIAR A IMPRENSA CAUSA REVOLTA
O que mais indignou a imprensa presente foi um episódio grave ocorrido durante a diligência. O nutricionista da Cozinha Piloto entrou em contato com o secretário de Educação, Gilberto Mariotto, e posteriormente com a secretária de Comunicação, Cinthia Al Lage, informando sobre a presença da equipe da Rede Alpha acompanhando a ação policial. Segundo apurado, a secretária teria solicitado que a equipe de jornalismo fosse retirada imediatamente do local, levantando suspeitas de tentativa de ocultar a verdade.
Diante dos fatos, a Rede Alpha aguarda um pronunciamento oficial da Prefeitura de Botucatu, desta vez baseado na verdade, sobre um caso que envolve educação, saúde pública e segurança alimentar, atingindo diretamente crianças e famílias do município.
A Rede Alpha de Comunicação repudia veementemente a atitude da Prefeitura de Botucatu ao impedir a permanência da imprensa em um local de interesse público em local público e em situação de interesse coletivo durante a diligência oficial (art. 5º, XIV e art. 220), prática que fere o princípio constitucional da liberdade de imprensa e do direito à informação, configurando uma ação ilegal e inaceitável, especialmente em uma reportagem de extrema relevância para os munícipes de Botucatu, que têm o direito de saber a verdade sobre fatos que envolvem saúde, educação e segurança pública. O papel da imprensa é defender a transparência e informar a população, destaca o jronalista Fernando Bruder.
👉 A pergunta que fica é: por que tentar esconder o que a própria investigação policial confirmou?
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