Após dias de silêncio e esquivas, prefeito revela que valor do abono será de R$ 2 mil, metade do pago em 2024
Mais uma vez, os servidores da educação de Botucatu terminam o ano com a amarga sensação de estarem “à deriva”, sem o reconhecimento financeiro esperado pelo repasse anual do FUNDEB. Após uma semana inteira evitando responder aos questionamentos da imprensa, o prefeito Fábio Leite finalmente revelou, na manhã desta segunda-feira (30), o valor do abono que seria destinado aos profissionais da área — e o anúncio causou indignação.
Durante entrevista a uma emissora de rádio, o chefe do Executivo confirmou que: “O pagamento será em torno de R$ 2.000,00 por servidor.”
O valor considerado vergonhoso pela categoria, já que representa menos da metade do que foi repassado no ano passado, quando o abono chegou a cerca de R$ 4.000,00.
Segundo o prefeito: “A definição do valor só foi possível após a entrada da última parcela dos repasses, ocorrida na madrugada do dia 30. O montante incluiu recursos do Governo Federal, por meio do FUNDEB, e do Governo do Estado, referentes à cota-parte do ICMS. Ainda conforme explicou, essa última parcela somou cerca de R$ 4,7 milhões, completando um total anual de aproximadamente R$ 130 milhões em recursos do fundo.”
Mesmo diante desse volume expressivo, o valor destinado aos servidores causou perplexidade. O próprio prefeito afirmou que o pagamento do abono seria processado ainda no dia 30, com crédito imediato na folha, mas reconheceu que o depósito ficaria “muito próximo de dois mil reais”, frustrando completamente as expectativas criadas ao longo do ano.
Para os profissionais da educação, o episódio reforça uma crítica recorrente: a falta de prioridade do Governo Municipal com a área educacional. Enquanto cargos de assessoria se multiplicam em diversas secretarias, servidores que sustentam o funcionamento das escolas seguem sem valorização efetiva, acumulando perdas e desânimo.
O contraste com o ano anterior escancara o descontentamento. Em 2024, o abono do FUNDEB foi pequeno porém significativamente maior do que este ano que foi menos da metade. A redução drástica no valor anunciado agora é vista como um duro golpe para quem aguardava o recurso como alívio financeiro no fim do ano.
Entre professores e demais profissionais da rede municipal, o sentimento é de frustração, descaso e descrédito. Para muitos, a promessa de reconhecimento virou mais um capítulo de desvalorização do servidor público, deixando claro que, mais uma vez, a educação ficou em segundo plano.
O decreto foi publicado no Diário Oficial do Município na tarde desta terça-feira 30/12

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