Artigos do Autor: Fernando Bruder

A Câmara de Botucatu começou a analisar dois projetos importantes para o futuro da cidade

A Câmara Municipal de Botucatu promoveu uma audiência pública na noite desta quarta-feira (16) para apresentar e discutir com a população a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2026 e o Plano Plurianual (PPA) 2026-2029. A sessão, transmitida ao vivo pela TV e redes sociais, teve como objetivo garantir a transparência e ampliar a participação popular nas decisões sobre os investimentos do município nos próximos anos.

A LDO 2026 (PLC 22/25) define as metas do orçamento para o próximo ano, com uma previsão de R$ 893,5 milhões destinados a áreas como saúde, educação e infraestrutura. Já o PPA 2026-2029 (PLC 21/25) planeja os investimentos de longo prazo, com mais de R$ 3,9 bilhões a serem aplicados em obras, serviços e programas até 2029.

O encontro foi conduzido pelo vereador Lelo Pagani (PSDB), Presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade, e pelos Secretários Municipais Luís Guilherme Gallerani (Fazenda) e Tácita Mendonça (Adjunta da Fazenda). A comunidade e os vereadores puderam participar presencialmente ou por meio das plataformas digitais, enviando sugestões e questionamentos pelo WhatsApp oficial da Câmara.

Próximos passos

Os projetos estão sendo analisados pela Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara, que tem um prazo de 30 dias para receber emendas (sugestões de mudanças) dos vereadores. Após essa etapa, os projetos serão discutidos e votados em Plenário.

Dicotomia, por Bahige Fadel

Confesso que, há algum tempo, algumas coisas no mundo estão me preocupando. É a dicotomia de tudo. As pessoas parece que perderam a empatia. O egocentrismo domina tudo. E a dicotomia é o princípio de todas as ações. E essa dicotomia dificilmente levará à solução dos problemas. Ao contrário, a tendência é que leve a conflitos, em que todos saem perdendo.

Essa dicotomia sempre existiu no mundo, mas nos últimos tempos chegou ao extremo. E como existe uma predisposição para o conflito, as coisas só tendem a piorar. Não há mais, além da empatia necessária, paciência para o entendimento. A primeira reação é o confronto. Só no final, quando não há mais alternativas, é que as pessoas se propõem ao entendimento.

É o pobre contra o rico. É o branco contra o preto. É o bonito contra o feio. É o judeu contra o cristão ou o muçulmano. Se é para haver algum tipo de dicotomia, deveria ser apenas do bem contra o mal. Mas não é isso que acontece. Na luta do pobre contra o rico, o pobre é o mal para o rico e o rico é o mal para o pobre. Na luta do judeu contra o cristão, o cristão é o mal para o cristão e o cristão é o mal para o judeu.

Se esse tipo de pensamento continuar existindo, é certo que não haverá uma paz permanente. Poderá, até, haver momentos de paz, que servirão apenas para a preparação dos contendores para a guerra. Só poderá haver paz duraroura, quando as pessoas começarem a perceber que no mundo há espaço para todos. Só não se pode dar espaço para aqueles que agem de maneira desleal, irresponsável, criminosa. Por que é que cristãos, judeus e muçulmanos não podem viver em harmonia?

O Deus não é o mesmo? Deus teria preferência por alguma das religiões? Só os pertencentes a uma religião é que são seus filhos? Por que é que o pobre tem que ser contra o rico e o rico, contra o pobre? Se o rico se tornou rico com o trabalho honesto, qual é o problema? O rico honesto é importante para que o pobre deixe de ser pobre ou para que seja menos pobre. Cada um oferece ao outro o que tem e um ajuda o outro. O rico oferece o emprego e o salário e o pobre oferece sua capacidade de trabalho. Um não consegue viver sem o outro.

O mundo só terá solução quando a dicotomia ceder seu lugar para a harmonia. Só que para haver harmonia, deve haver bondade, compreensão, entendimento, colaboração, solidariedade. Só que, no mundo atual, as pessoas estão tendo vergonha de serem boas. Parece que veem a bondade como fraqueza.

O duro é saber que, se tudo continuar como está, logo todos serão fracos. Mas ainda é tempo de pensar no outro como um ser com direitos e deveres. Com direito de viver com dignidade, independente da religião, da profissão, da condição social ou do lado político que defende. E com o dever de aceitas as diferenças.

Bahige Fadel

Governo cria cadastro nacional com informações de celulares roubados ou perdidos

O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou nesta segunda-feira (14) o Cadastro Nacional de Celulares com Restrição (CNCR), que passa a integrar em uma única base informações sobre aparelhos com registro de roubo, furto ou extravio.

A nova ferramenta consolida dados do programa Celular Seguro, permitindo que qualquer cidadão verifique, antes da compra, se o aparelho possui algum tipo de restrição, principalmente no caso de celular de segunda mão.

“O cidadão tem o direito de saber se o celular que está comprando é roubado ou não. O cadastro é uma garantia ao cidadão. Com ele, a ferramenta Celular Seguro segue oferecendo mais segurança aos brasileiros na hora de adquirir um bem tão essencial na vida cotidiana como é o telefone móvel nos dias de hoje”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a ação fortalece a prevenção à receptação de celulares roubados e amplia o combate à criminalidade, além de contribuir para proteger o consumidor no momento da aquisição de um novo telefone.

O novo cadastro conta com o banco de dados do programa Celular Seguro, que já possui com mais de 2,6 milhões de usuários inscritos, e a base global da Anatel.

Capela do Alto (SP): Caminhoneiro morre após bater em carreta na rodovia Raposo Tavares

Um caminhoneiro morreu após bater na traseira de uma carreta na rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Capela do Alto (SP), na madrugada desta quarta-feira (16).

De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a batida entre os veículos aconteceu no quilômetro 133, quando o motorista do caminhão não conseguiu frear a tempo e atingiu a carreta.

Após o impacto, os veículos ficaram parados na faixa 2 até a chegada das equipes de resgate. A vítima chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O motorista da carreta saiu ileso.

A ocorrência foi atendida pela concessionária que administra o trecho, pela Polícia Militar Rodoviária, Corpo de Bombeiros e Polícia Técnica.

Fonte: g1

Foto: Reprodução

Hemocentro realiza coleta externa na cidade de Cerqueira Cesar nesta sexta-feira, 18

Nesta sexta-feira, 18, o Hemocentro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp (HCFMB) realizará uma coleta externa de sangue na cidade de Cerqueira Cesar. A coleta será das 8h às 13h, no Centro de Saúde Dr. Alex Paulo Picanço (Postão) – Rua Professor Solano de Abreu. Participe!

Neste dia, o Serviço também manterá o atendimento em sua própria sede, no câmpus de Rubião Jr. O horário de funcionamento do Hemocentro é de segunda a sexta, das 8h às 16h30 e, aos sábados, das 7h às 12h.

Para obter mais informações sobre os requisitos para doação de sangue ou para esclarecer outras dúvidas, entre em contato diretamente com o Hemocentro do HCFMB pelos telefones: (14) 3811-6041 (ramal 225) ou pelo WhatsApp (14) 99624-7055 / (14) 99631-5650.

Doe sangue, salve vidas!

Paralisação de funcionários do Hospital das Clínicas de Botucatu tem início nesta quarta-feira (16)

A Rede Alpha esteve nesta quarta-feira (16) no Hospital das Clínicas e Faculdade de Medicina da Unesp em Botucatu, acompanhando os manifestantes na paralisação por melhores salários e tickets alimentação.

A reportagem conversou com o coordenador em Botucatu, Alex Rosa de Assis, para saber como está essa paralisação na cidade. Segundo Alex, desde março de 2024, ele tem conversado com o governador e com o Secretário de Saúde do Estado sobre as reivindicações dos trabalhadores do estado.

O vale-refeição, que atualmente é de R$ 12,00 por dia trabalhado (o que, calculado em 30 dias, equivale a R$ 8,00), está muito defasado.

Alex: “Estamos discutindo também sobre os aumentos que recebemos no ano passado, de 8%, e neste ano, de 6%, que nem vamos sentir em nossos pagamentos. Se formos calcular a inflação, dá 48% de defasagem. Sem contar o problema no FGTS, que está sendo descontado, mas não aparece no extrato há 6 meses. O sistema INSS, desde 2022, não está sendo alimentado. Com isso, são várias situações em que estamos sendo prejudicados, e, por essas diferenças, repassamos para o Governo essa paralisação de 48 horas.”

A Rede Alpha continuará acompanhando essa manifestação, e todas as informações sobre o tema serão repassados pela Rádio, TV e Portal Alpha Notícias.

Tarifaço de Trump: Eduardo critica Tarcísio de Freitas (Republicanos) por diálogo com empresários

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou nesta terça-feira (15), em uma rede social, a postura do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), diante do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros em reação aos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro na Justiça.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro defende o fim das tarifas de 50% com uma anistia ampla para os acusados de articular contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação de Eduardo, a postura do governador de tentar negociar esvazia esse plano.

Logo após o tarifaço de Trump, Tarcísio adotou um tom crítico ao governo federal, responsabilizando o presidente Lula pelas tarifas. Dias depois, Tarcísio suavizou o discurso e defendeu a união de esforços entre os governos estadual e federal para enfrentar os efeitos do tarifaço e elogiou a atuação diplomática do governo petista.

Hoje pela manhã, Tarcísio se reuniu com exportadores paulistas e a área econômica do estado para traçar um diagnóstico da situação imposta pelo tarifaço.

Carga, passageiros e turismo: futuro da antiga ferrovia Sorocabana depende de solução para a Malha Oeste

Atualmente inativa em grande parte de sua extensão, a malha ferroviária da antiga Sorocabana tem uso considerado em diferentes projetos de transporte de carga, passageiros e trens turísticos. A federalização e concessão da antiga Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa), no final dos anos 1990, dividiu a antiga EFS em corredores de transporte de carga no interior e litoral, enquanto os trilhos na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) ficaram dedicados ao transporte metropolitano de passageiros das atuais linhas 8 e 9.

A linha Mairinque-Santos, com aproximadamente 150 quilômetros, compõe o maior corredor de exportação do agronegócio brasileiro e liga o norte e o centro-oeste do Brasil ao Porto de Santos (SP). O que contrasta com os 319 quilômetros de linha enferrujando entre Mairinque (SP) e Bauru (SP), no interior de São Paulo.

Eles fazem parte da chamada Malha Oeste, que passa por Sorocaba (SP) e Botucatu (SP) e era utilizada para o transporte de celulose entre o Mato Grosso do Sul e o Porto de Santos até 2022 pela empresa Rumo.
O contrato de concessão termina em 1º de julho de 2026 e já em 2020 a concessionária protocolou, junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), um pedido de adesão ao processo de relicitação (devolução) da concessão. No processo, a ANTT constatou que a infraestrutura da Malha Oeste, incluindo sua via permanente, encontra-se depreciada.
Durante anos, a concessionária realizou investimentos em patamares insuficientes para a sua manutenção, o que acarretou perda da capacidade de transporte. Os últimos trens de celulose que passavam por Sorocaba vinham trafegando com velocidades abaixo do potencial, entre 15 km/h e 25 km/h, com grande limitação do volume de carga.

A consultoria contratada pela ANTT estima que sejam necessários R$ 18 bilhões em investimentos para recapacitar a ferrovia, que tem um total de 1.625 km de extensão, sendo 1.306 correspondentes à antiga linha-tronco da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), que liga Bauru a Corumbá. O novo contrato de concessão terá vigência por 60 anos.

“O processo de relicitação da Malha Oeste segue em desenvolvimento, conforme recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU). A previsão é que o novo leilão ocorra em 2026. A medida visa garantir que a transição para um novo contrato não comprometa o transporte ferroviário na região, assegurando a continuidade dos serviços até a conclusão do novo processo de concessão”, informou o Ministério dos Transportes, em nota.

Entretanto, fontes ouvidas sob condição de sigilo pelo g1 alertam para o risco do leilão não ter interessados, em razão do alto investimento necessário para a recapacitação da ferrovia – que, na prática, é uma reconstrução, com alargamento de bitola (distância entre os trilhos, de 1 metro para 1,60 metro) e aquisição e locomotivas e vagões novos.

Nesse cenário, a concessão da Malha Oeste em trechos pode ser uma saída. “Ainda não há definição sobre o modelo do projeto a ser leiloado”, afirma o Ministério dos Transportes. Também estão sendo apurados os ativos e passivos da vigência do contrato de concessão, o que pode determinar uma indenização, a ser paga pela Rumo à União, pela depreciação da infraestrutura da malha.

Desconsiderados no atual modelo de concessão do transporte ferroviário, que privilegia unicamente o transporte de cargas, os trens de passageiros e de turismo podem ajudar na viabilização da Malha Oeste em São Paulo desde que não encontrem entraves jurídicos com o novo concessionário.

É o que pensa Ewerton Henrique de Moraes, autor de tese sobre multicritérios para novos trens turísticos pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e bolsista do CNPq em estágio de pós-doutorado na Universidade de Sevilha.

Segundo sua pesquisa, que utiliza dados disponibilizados pela ANTT, 48% da malha ferroviária nacional de bitola métrica (1,00m) está sem tráfego e requer soluções. É o caso da Malha Oeste e, especialmente, dos 80 dos 319 quilômetros da ex-EFS onde se pretende implantar trens turísticos: os roteiros Sorocaba – IperóLaranjal Paulista – Boituva e Botucatu, que constam do Plano de Turismo Ferroviário do Estado de São Paulo, recentemente lançado pela Secretaria de Turismo e Viagens.

“O turismo é um caminho, mas precisa encontrar condições jurídicas favoráveis e infraestrutura viável. O tempo e a morosidade são o principal desafio. A cada dia sem circulação, as condições da via pioram, e maiores serão os custos para uma eventual retomada”, pontua, lembrando que casos de invasões de faixa de domínio e furtos de trilhos tem se agravado com a paralisação do tráfego.
Fonte: g1
Foto: Reprodução