Artigos do Autor: Fernando Bruder

Força Tática prende 2 criminosos com grande quantidade de drogas.

Na madrugada de hoje (22), equipes de força tática prenderam 2 criminosos pela prática do crime de tráfico de drogas.

A ação policial ocorreu na Vila Jardim, em Botucatu, por volta da 1 hora da manhã.

Foram também apreendidos rádios comunicadores e 01 celular, que eram utilizados durante a conduta criminosa.

A ocorrência foi apresentada no plantão policial de Botucatu, onde foi ratificada a prisão em flagrante dos infratores da lei.

Foram apreendidas 680 porções de crack, 335 porções de cocaina e 588 porções de maconha na operação.

fonte: Polícia Militar

Encantos da Cuesta é a nova marca do circuito Cuesta de turismo no interior de São Paulo

O interior do Estado de São Paulo acaba de ganhar uma nova marca para o circuito regional de turismo,  da região do Polo Cuesta, que agora possui a marca Encantos da Cuesta.A criação de marcas é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Turismo, na dinamização e formatação de produtos turísticos das regiões do Estado de São Paulo.Para chegar no resultado final, a Fundação Instituto de Administração (FIA/USp) realizou pesquisas qualitativas e quantitativas, entrevistas com gestores e empresários de diversos segmentos ligados ao turismo e também com base uma externa de pessoas que ainda não conhecem a região. Com as pesquisas extraíram elementos para a criação de uma marca, não somente visual, e sim com todo o storytelling da marca.“Teremos um padrão visual e de qualidade. Com o tempo, a ideia é fomentar a implementação de um selo de qualidade, em parceria com o SEBRAE, denominada Encantos da Cuesta, que vai validar a qualidade dos produtos e serviços turísticos. A marca também aumenta o sentimento de pertencimento, a auto-estima dos moradores da região, além de trazer reconhecimento do público”, comenta a secretária adjunta de Turismo de Botucatu e interlocutora regional  na condução dos estudos, Roberta Sogayar.De acordo com a secretária, o que os pesquisadores perceberam é que embora o turismo da região tenha pontos estruturais a serem melhorados, para onde se olha há muitos encantos, mirantes, cachoeiras, restaurantes, experiências, cultura, tradições, etc. A equipe da FIA relatou seu encantamento com sua experiência na região, o que certamente influenciou o nome da marca regional.Em 2022, Botucatu recebeu os prêmios Top Destinos Turísticos – Turismo Cultural, e Capital Cultural do Estado de São Paulo.O Pólo Cuesta é um consórcio turístico criado em 2001, como associação sem fins lucrativos, com o objetivo de desenvolver o turismo de forma regional e sustentável através da integração e trabalho em conjunto dos municípios. O consórcio é composto pelos municípios de Anhembi, Avaré, Bofete, Botucatu, Itatinga, Pardinho, Pratânia e São Manuel.Sobre Botucatu – município de interesse turístico, a cidade está localizada no topo da Cuesta de Botucatu, a 230 quilômetros de São Paulo. O nome da cidade tem origem do tupi ybytukatu, ‘bons Ares’.Botucatu é para quem busca contato com a natureza, clima de montanha, ecoturismo, turismo cultural, turismo de aventura, paisagens, cachoeiras, restaurantes e atividades como observação de pássaros.

foto: José Conte Junior – OPUS Filmes

“A lógica do condomínio: O espaço público está em declínio?

PROF. NELSON LETRAS ELABORA REDAÇÃO

SOBRE O TEMA DA UNESP/2023 – “A LÓGICA DO CONDOMÍNIO: O ESPAÇO PÚBLICO ESTÁ EM DECLÍNIO?”

 Você que fez a segunda fase do vestibular da Unesp, confira a dissertação desenvolvida pelo professor Nelson, da Escola de Redação Nelson Letras, sobre o tema pedido “A lógica do condomínio: o espaço público está em declínio?”.

Nas últimas décadas, vêm crescendo o número de condomínios, fundamentados na lógica da segurança, praticidade e do convívio harmonioso entre semelhantes. Todavia – assim como cantava  o vocalista do grupo porto-alegrense Engenheiros do Hawaii, Humberto Gessinger, no início dos anos 90, “erguemos muros que nos dão a garantia de que morreremos cheios de uma vida tão vazia” –, criar muros e grades a fim de uma separação é retirar do ser humano uma parte de sua singularidade de ser político, de cidadão que participa do corpo social em benefício do bem comum.

Dessa forma, o espaço público passa a ser segregado, em grande parte, àqueles com baixo poder aquisitivo. Por conseguinte, há um esvaziamento da essência democrática, uma vez que muitos passam a se isolar nas construções fechadas – bem como ocorre em escolas privadas, por exemplo, – e a deixar de exercer seu papel de cidadão com trocas de experiências e de sentimentos com pessoas diferentes. Com isso, ocorre uma redução da capacidade política, da compreensão de direitos e deveres em função do coletivo, do bem público.

Comunidades separadas invertem a perspectiva do medo, pois – parafraseando a letra da canção Minha Alma da banda carioca O Rappa – as grades são para trazer proteção, entretanto trazem a dúvida se são os moradores que estão na prisão. Elas são uma concretude da perda de liberdade, já que “paz sem voz não é paz, é medo”. A ausência populacional na intervenção das cidades e a consequente falta de ação estatal transforma o espaço público em um lugar que fabrica violência, que aprisiona os indivíduos os quais se isolam, e lhes tiram a voz, a cidadania, a capacidade e possibilidade de viver bem fora dos muros.

Cada vez mais indivíduos, cada vez menos cidadãos. A parcela do corpo social que, acomodada,  fecha os portões para a realidade e busca desfrutar de sua Pasárgada retoma o sentido original da palavra idiota – do grego “idiótes”, pois vive sua vida privada, recusa a vida política, a vida pública. Portanto o lugar utópico é uma zona de conforto que, embora ofereça, dentro de seus muros, segurança e praticidade, dificulta o indivíduo de fazer uma autorreflexão crítica e de compreender seu papel desempenhado dentro do ambiente social.

Em seus estudos sobre sociedade, o filósofo alemão Karl Marx concluiu que os indivíduos desenvolvem comportamentos devido às relações sociais. Utilizando essa tese, na atualidade, observa-se que a ruptura das relações entre os que estão dentro de condomínios mais ricos e os que estão fora alimenta o desejo daqueles de estarem separados de classes sociais de baixo poder aquisitivo implicando uma segregação marcada por distinção e uma falsa ideia de superioridade.

Assim, há um declínio do espaço público, e os condomínios são uma parte de um todo que representa essa perda de cidadania e democracia. Eles são uma sinédoque dessa camarotização social em detrimento do público e da função de cada um para uma sociedade harmoniosa. Condomínios oferecem proteção dentro de seus muros e grades; no entanto, deixar de intervir pelo bem público gera a violência fora de seus portões. Logo, a vida tão vazia cantada por Humberto Gessinger é a crença de que se vive livre e protegido, mas, na realidade, é “uma vida superficial” que afasta o ser humano de sua idiossincrasia política.

 

ESCOLA DE REDAÇÃO NELSON LETRAS

– AULAS INDIVIDUAIS OU EM GRUPO

– RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES

– AULAS REFLEXIVAS SOBRE TEMAS ATUAIS

RUA JOÃO PASSOS, 1721, CENTRO, BOTUCATU.

INFORMAÇÕES PELO WHATSAPP (14) 98171 44 84

 

Corpo Adolescente

Depois de percorrer quase todos os meses dos meus setenta e cinco anos, descobri algo preocupante. Estou com um corpo de adolescente. Verdade! Corpo de adolescente. Não, meu amigo, não é o que você está pensando. Não estou correndo cem metros em doze segundos, como fazia aos catorze anos de idade. Longe disso. Bem longe. Meu corpo virou adolescente porque ficou rebelde, desobediente, irritadiço, mal-humorado. Não me respeita mais. Minha cabeça lhe pede para ficar de pé, mas ele só quer ficar deitado. Minha cabeça lhe pede para fazer alguns exercícios físicos, só pra não ficar totalmente sedentário, mas ele não está nem aí. Quer ficar deitado. Deu até de ficar mexendo no celular o dia inteiro, coisa que minha cabeça não suporta. Discussões intermináveis por causa disso. Infelizmente, na maioria das vezes, ele vence. Está difícil aguentar esse adolescente.

Aliás, foi esse o principal motivo de minha cabeça ter tomado uma das maiores decisões dos últimos tempos. Depois de tanto tempo, resolvi me aposentar de vez. Deixei de ministrar aulas. Minha última aula foi numa sala de pré-vestibular. Tomara que tenha sido útil. Expliquei alguns livros que estavam sendo pedidos para o vestibular da UEL. Quando disse aos alunos que era a última aula que eu ministraria, deu um nó na garganta. Não é fácil. Estava terminando uma jornada que completava cinquenta e quatro anos. Professor desde 1968. É tempo pra caramba. Não raras vezes, alunos diziam que seus pais tinham sido meus alunos. E alguns ainda diziam que seus avós haviam sido meus alunos.

Quando comecei a dar aulas, no SENAC, o presidente do Brasil era Costa e Silva. Lembra? Regime militar. Os diretores das escolas nos pediam para termos cuidado com o que falávamos na sala de aula. A gente podia explicar Vinícius de Moraes, mas nem citava o poema OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO. Diziam que esse poema incitava à greve. E naquele tempo, as greves eram proibidas. Durante esse tempo todo, sobrevivi a presidentes bons e presidentes ruins. Nossa! Vocês se lembram do presidente José Sarney? Meu Deus! A inflação mensal superava os 80%. Se a gente fizesse as compras à tarde, pagava mais do que o preço da manhã. O remarcador de preços do supermercado era o emprego mais garantido. Trabalhava o dia inteiro.

E não era só isso. Eu era professor em Pardinho e Itatinga. Só que as estradas não eram asfaltadas. Lama na chuva, pó na seca e buracos todos os dias. Barra pesada! Um dia, precisei pedir emprestados sapatos ao Jorge, que era inspetor de alunos do Danúzia, em Itatinga, já que os meus estavam cheios de lama, pois precisei empurrar a perua de transporte.

Só que naquele tempo, meu corpo não era adolescente. Fazia tudo que minha cabeça queria. Hoje, nem pensar. A última aula que ministrei foi sobre o livro CARTAS CHILENAS, de Tomás Antônio Gonzaga. Expliquei para os alunos que pretendiam entrar na UEL o que o Critilo escrevia para o amigo Doroteu. O alvo das críticas era o corrupto fanfarrão Minésio. Para resolver o problema, só sendo independente. Não deu certo. Os heróis foram traídos. Minha última aula foi sobre o desejo de liberdade.

Vou sentir saudade. Tomara que também tenha deixado saudade. Tomara.

BAHIGE FADEL

Alunos da Rede Municipal conquistam medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP)

Foi divulgado nesta terça-feira, 20, o resultado da 17ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) 2022, tendo como publico alvo, alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao ultimo ano do Ensino Médio.

Mais uma vez, alunos da Rede Municipal de Ensino comprovaram a excelência da aprendizagem nas escolas municipais e conquistaram 6 medalhas, sendo uma de ouro, uma de prata e quatro de bronze, além de 12 Certificados de Menção Honrosa, nas categorias Nivel I e II (6º ao 9º anos). Confira abaixo:

Medalha de Ouro

– Davi dos Reis da Cunha – EMEF Prof. Jonas Alves de Araujo

 

Medalha de Prata

– Daniel Francisco Silva – EMEF Prof. Jonas Alves de Araujo

 

Medalha de Bronze

– Eduardo Yukichi Ishibe – EMEF Cardoso de Almeida

– Nathan Spadotto de Souza – EMEF Luiz Tácito V. dos Santos

– Alice Cunha Pereira – EMEF Dr. João Maria de Araujo Junior

– Enzo Lara Oliveira – EMEF Prof. Jonas Alves de Araujo

 

Menção Honrosa

– Sofia Alves Santana – EMEF Dr. João maria de Araujo Junior

– Julia Correa Santana – EMEFI Maria Jacomino Vendito

– Miguel Mello Galhardi – EMEF Luiz Tácito V. dos Santos

– Alifer Gabriel L. da Silva – EMEF Prof. Jonas Alves de Araujo

– Leonardo Sanches Fereira – EMEF Dr. João Maria de Araujo Junior

– Luiz Felipe Moura da Silva – EMEFI Maria Jacomino Vendito

– Davi Spago Estevan – EMEF Prof. Jonas Alves de Araujo

– Enoeli Fernanda Formigoni – EMEF Elda Moscogliato

– Isabela Cristina S. Barbosa – EMEF Dr. João Maria de Araujo Junior

– Matheus Franchi Guimarães – EMEFI Maria Jacomino Vendito

– Richard Gabriel A.S. Moraes – EMEF Prof. Jonas Alves de Araujo

– Ryan Matheus C. Cordeiro – EMEFI Maria Jacomino Vendito

 Este ano de 2022, a OBMEP recebeu cerca de 18.2 milhões de inscrições de estudantes, a adesão de 54.498 escolas situadas em 5.533 municípios, o que corresponde a 99,44% do número de prefeituras do país.

A Obmep premia separadamente alunos de escolas públicas e privadas.  Alunos premiados com medalha de ouro, prata ou bronze são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica (PIC Jr.) como incentivo e promoção do desenvolvimento acadêmico.

 Sobre a OBMEP

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP é um projeto nacional dirigido às escolas públicas e privadas brasileiras, realizado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada – IMPA, com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática – SBM, e promovida com recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC.

Criada em 2005 para estimular o estudo da matemática e identificar talentos na área, a OBMEP tem como objetivos principais: Estimular e promover o estudo da Matemática; contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica, possibilitando que um maior número de alunos brasileiros possa ter acesso a material didático de qualidade; identificar jovens talentos e incentivar seu ingresso em universidades, nas áreas científicas e tecnológicas; incentivar o aperfeiçoamento dos professores das escolas públicas, contribuindo para a sua valorização profissional; contribuir para a integração das escolas brasileiras com as universidades públicas, os institutos de pesquisa e com as sociedades científicas; e promover a inclusão social por meio da difusão do conhecimento.

 

Conselheiros do FUNDEB tomam posse para a gestão 2023/2026

Em reunião nesta terça-feira, (20), foi realizada a posse dos membros para os cargos do Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação (FUNDEB). A composição do novo conselho terá vigência/validade pelo período de 2023 a 2026.

Composto por representantes do Poder Executivo, do Conselho Municipal de Educação, bem como por diretores, professores, técnico-administrativos, estudantes e pais de alunos da educação básica pública, o colegiado tem as funções de exercer o controle social da aplicação dos recursos do fundo no Município, ser o elo entre a sociedade e os dirigentes municipais e servir como elemento de transparência das contas públicas.

Ao final do evento, os novos conselheiros realizaram a primeira reunião para a eleição da diretoria, que ficou assim constituída: Presidente: Adauto de Jesus Pereira; Vice-presidente: Aparecida Bento de Paula e Secretaria: Elaine de Fátima Cavallari da Silva.

Conselheiros do FUNDEB – 2023/2026

Representantes do Poder Executivo MunicipalTitular: Luis Guilherme Gallerani

Suplente: Tácita MendonçaTitular: Elaine de Fátima Cavallari da SilvaSuplente: Rogério da Silva Esvícero

Representante dos Professores da Educação Básica Pública do MunicípioTitular: Guilherme Moraes Fábio DarrozSuplente: Tamara Mendes Marcusso Bueno

Representante dos Diretores das Escolas Básicas Públicas do MunicípioTitular: Patrícia Fortes LyrasSuplente: Valéria Cristina Rossi Balista

Representante dos servidores técnico-administrativo das escolas básicaspúblicas do MunicípioTitular: José Ricardo Simão GeraldoSuplente: Thais Caroline Batista

Representantes dos pais/responsáveis de alunos da educação básicapública do MunicípioTitular: Juliana Santos Ribeiro Amaral TeixeiraSuplente: Andressa Gomes de SáTitular: Talita Alves GutierrezSuplente: Elaine Cristina Fragnan.Representante do Conselho Municipal de EducaçãoTitular: Adauto de Jesus PereiraSuplente: Wagner Codello

Representante do Conselho TutelarTitular: Olívia Torres de MoraesSuplente: Ana Paula E. Rodrigues

Representantes das Organizações Sociedade CivilTitular: Aparecida Bento de PaulaSuplente: Michelle Leccioli Rossi BarreiroTitular: Ana Paula Barbosa da Silva GrancieroSuplente: Marjory Colaço

Ainda não acabou: Câmara realiza sessão extraordinária nesta quarta-feira, 21 de dezembro

Nesta quarta-feira (21/12), às 17h30, a Câmara de Botucatu realiza sessão extraordinária para deliberar dois projetos de autoria do Prefeito que tramitam em regime de urgência na Casa. Eles tratam de pedidos de autorização para celebração de convênios.
A sessão é aberta e conta com transmissão ao vivo pelo site, Facebook e TV Câmara Botucatu. Confira a Ordem do Dia:

1) Projeto de Lei nº 115/2022, de iniciativa do Prefeito, que autoriza o Poder Executivo a celebrar convênio com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) objetivando a execução de obras e serviços de pavimentação da estrada vicinal BTC-452 para ligação do Trecho Pátio 8.
Discussão e votação únicas com quórum de maioria simples

2) Projeto de Lei nº 116/2022, de iniciativa do Prefeito, que autoriza o Poder Executivo a celebrar convênio com o Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP, através da Secretaria Municipal de Saúde, com interveniência da FAMESP, para administração dos Prontos Socorros Adulto e Infantil.
Discussão e votação únicas com quórum de maioria simples

Última segunda-feira plenária de 2022 termina com sete projetos aprovados

A segunda-feira (19/12) ficou marcada como a última plenária rotineira do ano legislativo na Câmara de Botucatu. Além de sessão ordinária, aconteceu também uma sessão extraordinária e a eleição da Mesa Diretora e das Comissões Permanentes que irão atuar no biênio 2023/2024 (a nova composição você confere aqui). Ao final, sete projetos foram aprovados.

 

Na sessão extraordinária, que se iniciou excepcionalmente às 18h, havia três projetos de autoria do Poder Executivo. Dois deles foram aprovados sem debate. O projeto de lei complementar 28/2022 (com mensagem) alterou o quadro de pessoal da Prefeitura, criando 21 vagas ao cargo estatutário de Guarda Civil Municipal e 120 vagas ao cargo estatutário de professor de educação básica. Em seguida, o projeto de lei complementar 29/2022 alterou as leis orçamentárias vigentes, abrindo um crédito adicional suplementar na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2022 no valor de R$ 2.975.107,95. O objetivo é dar suporte na realização de demandas na Secretaria de Infraestrutura, com a utilização de excesso de arrecadação e superávit financeiro.

Já o projeto lei de 114/2022 recebeu a atenção da vereadora Rose Ielo (PDT) durante sua discussão. Aprovado com emenda, ele alterou artigos da lei que trata da reestruturação do Aluguel Social (Lei Municipal nº 5.554/2014) a fim de adequar alguns de seus dispositivos para a melhor aplicação do programa no momento social e econômico atual. Agora, por exemplo, podem ser contemplados pelo Aluguel Social refugiados e mulheres em presença de violência e/ou situação de ameaça à vida com Boletim de Ocorrência e medida protetiva.

Durante o debate, a vereadora Rose Ielo pediu que fosse feita a leitura do parecer favorável ao PL emitido pela Comissão de Defesa do Cidadão e dos Direitos Humanos. Ela também relembrou a luta para que mulheres vítimas de violência e que precisam sair de seus lares pudessem ser amparadas pela legislação. “É uma luta antiga das mulheres e da assistência social, então ficamos felizes que essa demanda pôde ser atendida”, disse.

 

Aprovados na Sessão Ordinária

Na Ordem do Dia da sessão ordinária, havia mais quatro projetos em discussão e votação, todos aprovados.

Cotas para negros nos concursos públicos. Com inversão de pauta, já que boa parte do público presente estava esperando por esta votação, abriu os debates plenários o projeto de lei 100/2022, do vereador Palhinha (União), que trata de reserva de 20% das vagas nos concursos públicos municipais às pessoas negras. Ele voltava à pauta após um pedido de vista do vereador Abelardo (Republicanos) na semana passada.

Logo no início, houve uma suspensão de dez minutos dos trabalhos para que os vereadores ouvissem a posição da presidente das Promotoras Legais Populares, Isabel Silva, em relação ao assunto. Depois, aconteceu a leitura do relatório de vistas do vereador Abelardo. Só então começaram os debates propriamente ditos.

O autor da propositura, vereador Palhinha, subiu à tribuna para explicar as suas motivações para apresentar o projeto e como foi o processo de elaboração da matéria, que envolveu o diálogo com pessoas atuantes na causa negra, conferência do texto final com o Conselho Municipal de Igualdade Racial (COMPIR) e realização de audiência pública temática na Câmara. Ele argumentou sobre a importância do projeto com dados: “70% da população abaixo da linha de pobreza é negra, 71% dos jovens fora da escola são negros, 67% da população carcerária é negra, o Brasil foi o último país a acabar com a escravidão, tudo isso é vergonhoso”.

Ele também afirmou que cota não é esmola, é na verdade política de discriminação positiva, oportunidade e um minúsculo passo para reparar todo o mal que foi feito, em seguida repudiando falas que compararam a história da população negra com a de imigrantes japoneses e espanhóis. “Letramento racial é para todo mundo, e é preciso disso para fazer política pública. Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”, falou, reforçando que a lei federal que prevê reserva de cotas é válida somente para concursos da União, por isso seria necessária, sim, uma lei municipal.

Em seguida, o vereador Abelardo usou a palavra para afirmar que, mesmo com o pedido de vista, preferia ter votado o projeto já na semana passada, apelando à população sobre a importância da participação de maneira presencial nas discussões públicas. Ele ainda falou enfaticamente que não é racista. No fim, o PL 100/2022 foi aprovado com emenda sob uma salva de palmas do público presente.

Plano Diretor Participativo. Depois, foi a vez do projeto de lei complementar 21/2022, de iniciativa do prefeito, que dispõe sobre alterações no Plano Diretor Participativo. A matéria, que foi extensivamente debatida na Câmara por meio de audiências públicas e reuniões internas, já estava pela terceira vez em pauta devido a pedidos de vista. O último foi solicitado pela vereadora Rose Ielo, que também teve seu relatório lido em plenário.

Ela mesma foi a primeira a falar no debate, explicando as revisões nas leis que regulamentam o uso e ocupação do solo e a importância de se atentar aos interesses nas mudanças propostas, por exemplo, nas metragens dos terrenos nas áreas urbanas e rurais. Neste sentido, ela citou novamente o caso da “propriedade do Secretário Municipal do Verde e a supressão de área de proteção ambiental nela, e como isso gera conflito de interesse”, relembrando que a mãe do secretário entrou com uma representação contra o seu mandato quando abordou o assunto (analisada pela Comissão de Ética, a representação gerou uma advertência à vereadora).

“Este plano diretor está viciado, há um interesse direcionado. E não tem como acusar que eu menti sobre isso, pois eu trouxe provas. É uma tentativa de me calar e eu não me calo”, disse. A vereadora ainda abordou a “macrozona 4, que precisa ser protegida uma vez que é manancial. É uma grande responsabilidade, por isso voto contra ao projeto, pelos vícios, pelos conflitos de interesse e pela falta de observação de leis superiores de proteção”.

O vereador Abelardo também falou no debate para dar apoio às falas da vereadora. Partindo para a votação, o PLC, suas emendas e mensagens foram aprovados, com votos contrários dos vereadores Abelardo, Erika da Liga do Bem (Republicanos) e Rose Ielo.

Doação de área pública ao Shopping Amando. Também voltando à pauta após um pedido de vista da vereadora Rose Ielo, (que mais uma vez solicitou a leitura de seu relatório), estava o projeto de lei 112/2022. Do prefeito, ele dispõe sobre a desafetação de área pública e doação com encargo de área ao Shopping Amando. Na prática, serão doadas 96.75m² da praça Comendador Emílio Peduti (Praça do Bosque) ao novo empreendimento, que em contrapartida deverá realizar diversas obras na praça, como revitalização da marquise e da fonte, reforma dos banheiros, instalação de parquinho infantil, espaço pet e estrutura para distribuição de wi-fi gratuito, paisagismo e outras melhorias (pintura, limpeza, troca de lâmpadas, etc).

Em tribuna, a vereadora Rose Ielo justificou o pedido de vistas, pois não havia recebido resposta de um requerimento que questionava a Prefeitura sobre a legalidade da reforma executada no prédio que irá abrigar o Shopping Amando. Além disso, levantou outros pontos ainda sem informações, como relacionados a estacionamento, falta de pareceres de conselhos, impessoalidade no processo e dúvidas em relação a laudos e valores da reforma, que não seriam equivalentes ao que o terreno a ser doado vale. “Estamos tratando de um espaço que é um bem comum de todos e o projeto de lei está tirando essa finalidade de bem comum, não parece o melhor negócio para a municipalidade. É preciso esclarecimentos”, disse.

Em seguida, o vereador Lelo Pagani (PSDB) rebateu a vereadora, destacando que são comuns medidas de incentivo do poder público a empreendimentos que gerem emprego e desenvolvimento ao município. “Estamos falando de doação de área para um negócio que vai gerar 500 empregos diretos no centro da cidade. Quando vem uma oportunidade dessa, não podemos votar contra”.

O vereador Abelardo finalizou o debate, considerando os dois lados da questão: disse que é ótimo receber um novo local que gere empregos, mas ao mesmo tempo é difícil doar em definitivo uma área pública com “essa polêmica de valores, pois se formos doar tudo que é do município só porque vem aí um empresário, é preciso ter cuidado”. Assim, na votação, o PL foi aprovado, com os votos contrários dos vereadores Abelardo e Rose Ielo.

Utilidade pública. O último projeto de lei da pauta era de número 113/2022 e de autoria do vereador Silvio (Republicanos). Ele declarou a Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas – APCD Regional Botucatu de utilidade pública no munícipio. Com isso, a entidade recebe um selo de credibilidade e fica apta a receber verbas públicas.