Bauru: Delegacia da Mulher investigará se houve omissão em morte de bebê na UPA Geisel

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), vai instaurar inquérito para apurar se houve omissão ou demora no atendimento prestado à criança de 1 ano e 3 meses, que morreu no início na madrugada desta quarta-feira (26), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Geisel.

Segundo o boletim de ocorrência (BO), com febre e vômitos, Ana Lívia dos Santos Bonfim deu entrada na unidade, acompanhada pela mãe, às 10h55 desta terça-feira (25). Cerca de 12 horas depois, não resistiu, logo após passar por reavaliação médica, quando foi observada uma desidratação. Assim que a hidratação venosa foi prescrita e iniciada, a criança sofreu uma parada cardiorrespiratória, não revertida com manobras de reanimação.

De acordo com o registro policial, durante o preparo do corpo a equipe de enfermagem informou ter constatado sangue na fralda e uma lesão no ânus. Diante da situação, a autoridade policial registrou o caso como morte suspeita para aprofundar as investigações e expediu requisição ao Instituto Médico Legal (IML).

Para a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Luciana Claro Rodrigues, responsável pelo caso, houve uma sugestão de abuso sexual, que foi descartado preliminarmente após exame de necropsia. Ela, no entanto, aguarda laudo final do IML, assim como o resultado laboratorial de exames complementares (swab da boca, orelha e ânus, que são praxe nestes casos).

Em contato com o médico legista, a informação inicial obtida foi a de que a menina sofria de broncopneumonia, sendo que os leucócitos alterados apontavam um processo infeccioso. A mãe da criança, Raquel Vitoria Dos Santos, 24 anos, que já foi ouvida pela delegada, contou que a filha tomou medicação para vômito e soro das 10h até as 17h, quando sairia o resultado dos exames. Relatou ainda que estranhou a velocidade do soro prescrito já no final da noite, sendo que informaram não estar rápido demais como avaliava a genitora.

Ainda segundo explicou para a delegada, ela passou a gritar quando a filha começou a ficar roxa, sem que ninguém a acudisse, o que só aconteceu quando a criança desfaleceu. Então, a separaram da filha para reanimá-la, inclusive com adrenalina, segundo apurou Luciana Claro Rodrigues. O procedimento, inclusive, teria sido responsável pelo sangramento, que a mãe ressaltou à enfermagem não ter visto quando trocou a fralda de Ana Lívia. Destacou ainda que também não havia sangue quando foram coletar a urina da pequena. Raquel ainda explicou na delegacia que o primeiro dos três médicos que a atendeu apenas avaliou a garanta e o ouvido, sem qualquer ausculta pulmonar.

Há três semanas, também com problemas respiratórios e febre, a criança esteve na mesma UPA, para onde voltou nesta terça-feira (25). Diante dessas circunstâncias, uma eventual omissão será apurada pela DDM.

A Secretária de Saúde, por meio de nota envida pela assessoria de imprensa, informa que “a paciente citada pela reportagem passou por consulta médica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Geisel/Redentor nesta terça-feira (25), foi medicada e ficou em observação. Ao retornar para a consulta, teve uma parada cardiorrespiratória e foi encaminhada para a emergência. A equipe realizou os trabalhos de reanimação, mas a paciente veio a óbito. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para avaliação de perito”.

Fonte: JCNET

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