Cultura

Alunos da rede municipal de Lençóis Paulista lançam livro sobre a história da cidade

Após visitar parques, bairros e monumentos, estudantes viram coautores de obra “Lençóis Paulista – A cidade da gente”, com noite de autógrafos na quinta (9), às 19h

Era uma vez uma cidade chamada Lençóis Paulista. Um dia, os alunos que lá moravam perceberam o quanto a história daquele lugar fazia parte de suas próprias vidas.

Resolveram, então, escrever sobre o rio Lençóis, a Facilpa, as ruas com nomes de escritores e outros patrimônios do município, reunindo tudo no livro “Lençóis Paulista – A cidade da gente”.

A obra, com 80 páginas, ficou pronta e será lançada nesta quinta-feira, dia 9, no Teatro Municipal Adélia Lorenzetti, com direito à noite de autógrafos dos próprios estudantes às 19h. “Lençóis Paulista” é um projeto que faz parte da coleção “A cidade da gente”, criada para retratar as histórias de municípios brasileiros de norte a sul do país, sempre em parceria com professores e alunos das escolas públicas locais.

Ao todo, 25 cidades já tiveram sua história narrada sob a ótica de seus estudantes, que assinam como coautores das obras, supervisionado por escritores e ilustradores profissionais da editora Olhares. No caso de Lençóis Paulistas, o projeto contou com o apoio da Secretaria Municipal de Educação e o patrocínio da Lwart, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Em Lençóis, participaram quatro escolas municipais de Ensino Fundamental (EMEF): Philomena Briquesi Boso; Profª Idalina Canova de Barros; Profª Lina Bosi Canova e Guiomar Furtunata Coneglian Borcat. Todas elas incentivaram a visita dos alunos a pontos culturais, como o bairro Cecap, onde descobriram o porquê daquelas ruas e avenidas terem o nome de escritores.

As ruas Cora Coralina, Jorge Amado, Janete Clair e Carlos Drummond de Andrade foram assim chamadas depois que o escritor Orígenes Lessa propôs um leilão de livros aos seus colegas da Academia Brasileira de Letras. Na época, quem doasse mais volumes para a Biblioteca de Lençóis viraria nome de rua.

Mas não é só de livros que vive a cultura lençoense. Os alunos descobriram que a cidade tem uma forte ligação com a música, ao pesquisarem a trajetória do maestro Júlio Ferrari. Inspirada nas informações coletadas sobre mais essa tradição do município, a criançada chegou a compor um samba para o livro, que mereceu os arranjos de violão do próprio professor da escola.

A nutricionista, responsável pela merenda nas escolas, também virou personagem da obra, com sua uma deliciosa receita de farofa com linguiça, farinha de mandioca, manteiga, cebola, alho e cheiro-verde. Outra descoberta
relevante foi a história por trás dos nomes do Parque do Paradão e da rua XV de Novembro.

Projeto premiado – Cada livro da coleção “A cidade da gente” conta a história de um município brasileiro a partir de seus patrimônios, seguindo um roteiro de temas locais sugeridos por gestores e professores das redes municipais de
ensino. Após a divisão dos assuntos, as turmas são incentivadas a investigar e dissertar sobre ele, tornando-se guias literários dos escritores envolvidos. “O projeto investe em uma via de mão dupla, com a pesquisa, a leitura e a escrita ajudando as crianças a valorizarem seus locais de origem e, ao mesmo tempo, aproveitando esse vínculo geográfico para estimular o aprendizado”, considera José Santos, um dos escritores parceiros.

Produzido em geral em pequenos e médios municípios, os livros da coleção tendem a se tornar importantes referências de conhecimento, com linguagem acessível mesmo para quem não tem hábito de leitura e com a vantagem de trazer o ponto de vista das crianças locais. Em toda edição, sempre são doados 1.700 exemplares para uso didático à rede municipal de educação. Em 2019, a iniciativa venceu o prêmio Retratos da Leitura, promovido pelo Instituto Pró-Livro para reconhecer ações destacadas de incentivo à leitura em todo o país.

O projeto é também um importante apoio ao aprendizado, trazendo uma oportunidade de que ele aconteça a partir de temas locais e de interesse próximo para as crianças, valorizando seu senso crítico e sua produção autoral, como preconiza a Base Nacional Curricular Comum, do Ministério da Educação.

Sobre o projeto – Idealizado pela Editora Olhares, o projeto A cidade da gente teve início em 2015. Balsas (MA), Campo Verde (MT), Não-Me-Toque (RS), Cruzeiro do Sul (AC), Cordisburgo, Nova Lima, Paracatu, Araxá, Conceição do Mato Dentro, Sabará, Nova Lima, Cordisburgo e Congonhas (MG). São José dos Campos, Taubaté, Pindamonhangaba, Suzano, Mogi das Cruzes, Tapiraí, Miracatu e Juquiá (SP), Pinheiral (RJ), Campo Largo (PR) já tiveram livros da coleção publicados.

O projeto inclui uma formação de professores para reunir ideias de uso do livro em diferentes disciplinas, estimulando o uso pelas turmas ano a ano, em temas diversos, por muitas gerações. Trazendo o ponto de vista das crianças, a coleção consegue apoiar a perpetuação e a disseminação da memória das cidades abordadas, valorizando lugares e atividades importantes, além de ampliar as noções dos estudantes sobre sua identidade e sobre o
pertencimento à cidade e à região onde vivem.

Sobre a Editora Olhares – Com um catálogo heterogêneo, a editora Olhares trata de temas da cultura brasileira, em especial nos campos da arte, da história, da fotografia, da arquitetura e do design. Além de títulos relevantes nesses segmentos, a editora conquistou prêmios como o Jabuti, o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira e o Retratos da Leitura.

@acidadedagente | #acidadedagente

Dia do Saci: “É especial ser um ídolo negro”, diz Romeu Evaristo, do Sítio do Picapau Amarelo

Talvez você (ainda) não saiba, mas nesta terça (31), além do Halloween, é comemorado por aqui o Dia do Saci. E se a data já é bastante especial para quem valoriza a cultura e o folclore brasileiros, imagina para quem durante nove anos interpretou o personagem em um dos programas de maior sucesso da Globo.

É o caso do ator Romeu Evaristo, 67, que entre 1977 e 1986 foi o Saci do Sítio do Picapau Amarelo. “Tem um gosto especial ser um ídolo negro. Até hoje se referem a mim como um ídolo”, conta ele ao F5.

Confira a entrevista completa e mais destaques no F5, o site de entretenimento da @folhadespaulo. #F5 #siteF5 #Folha #folhadesaopaulo #entretenimento #saci #diadosaci

Fonte: F5

Grupo de Teatro “Além dos Muros” se apresenta em comemoração aos 60 anos do IBB

O Grupo de Teatro “Além dos Muros”, projeto do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu (IBB), realiza no próximo dia 24 de outubro, às 17 horas, no Espaço IB Eventos, a peça “Dois mineiros, um conto, uma canção”. O grupo é composto por alunos de graduação do IBB e da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, FMB, e a peça tem direção artística da profissional de artes cênicas Regina Blanco.

A apresentação faz parte das atividades de comemoração aos 60 anos do IBB.

“Tarantão” é um dos contos do livro “Primeiras Estórias” de Guimarães Rosa. A peça, intitulada “Dois Mineiros, Um Conto, Uma Canção”, traz uma adaptação do conto, recheada com músicas de Milton Nascimento. Um velho teimoso e já “fraco da cabeça”, sai a procura de seu sobrinho neto, para uma vingança. No caminho encontra outros personagens, que compram a ideia e o acompanham nessa empreitada.

“O ‘Além dos Muros’ quer ser agente multiplicador de nossa riqueza cultural. Este movimento se concretiza por meio da peça que traz a dramatização de contos do mineiro ícone da literatura brasileira, Guimarães Rosa. Contos que serão encantados pela música de outro mineiro que abrilhanta o nome da música popular brasileira, Milton Nascimento”, explica a Profa. Patrícia Fidelis, coordenadora do projeto.

A entrada para a apresentação é gratuita e aberta a todos os interessados. O evento tem o apoio do STAEPE (Seção Técnica de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão) e da PROEC (Pró-reitoria de Extensão Universitária e Cultura – Unesp) por meio do edital Unesp Presente.

Centro Cultural Max Feffer oferece atividade especial sobre ecologia na arquitetura

Anote na agenda! No próximo dia 28 de outubro, o Centro Cultural Max Feffer abre suas portas para uma atividade especial sobre ecologia na arquitetura. O encontro está marcado para às 16h, e será conduzido pelo arquiteto e urbanista, Tomaz Lotufo.

Nesta palestra, a proposta é pensar como a arquitetura pode ser concebida a partir da própria paisagem, por meio de intervenções que enriquecem a relação com o ambiente.

“A arquitetura pode ser geradora de processos de vida. Quanto mais integrada ao contexto, maior a vitalidade e, consequentemente, a capacidade de propor um mundo melhor”, diz o palestrante, Tomaz Lotufo. 

Ao longo do bate-papo, serão abordados também temas como bioconstrução e permacultura. O público ainda será convidado a refletir sobre o verdadeiro valor e beleza da arquitetura que acontece no cuidado e nos vínculos estabelecidos com o entorno.

“A beleza na arquitetura está em como se manifesta nas relações que se criam por meio dela. A beleza resulta do processo e não como um objeto”, completa o arquiteto.

“Essa é uma atividade que entra no tema sustentabilidade e que vai ao encontro de uma das propostas do Instituto Jatobás, instituição gestora do Centro Max Feffer, que é fomentar ações de inclusão produtiva e inovação social. Quem puder dar um pulinho até o Max e conferir a palestra não vai perder esta ótima oportunidade”, afirma Simone Spilborghs, conteudista do Centro Max Feffer.

Para mais informações, o telefone de contato é o (14) 9 9879-2760. O horário de funcionamento é de terça a sábado, das 8h às 20h. Aos domingos e feriados, o espaço abre de acordo com a programação. O Centro Cultural Max Feffer fica na Praça Ademir Da Rocha, em Pardinho (SP). Todas as atividades realizadas no local são gratuitas.

Interessados em receber a programação podem se inscrever através do link: https://shre.ink/2hL1

Banda Sinfônica Municipal de Botucatu realiza ensaio didático na escola Profª. Elza Judith Carmelo Torres

Nesta terça-feira, 17, a Banda Sinfônica Municipal de Botucatu realizará um ensaio didático na EMEFI Professora Elza Judith Carmelo Torres. Na ocasião, o Maestro Titular Franklin Ramos executará um repertório especial e eclético para toda comunidade.

O ensaio começa às 20 horas e é aberto a toda população.

O Ensaio Didático faz parte do Projeto +Cultura da Secretaria Municipal de Cultura de Botucatu, tem como objetivo promover, produzir e fomentar a cultura de forma abrangente e descentralizada no Município de Botucatu, diminuindo distâncias e tornando a arte acessível.

SERVIÇO
Ensaio Didático da Banda Sinfônica Municipal de Botucatu

Data: 17 de outubro (terça-feira)
Horário: 20h
Local: EMEFI Prof. Elza Judith Carmelo Torres – Av. Dr. Jaime de Almeida Pinto, 1342 – Jardim Reflorenda
Atividade Gratuita