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Picpay fora do ar: Falha global da Amazon Web Services (AWS), afeta milhões de usuários no Brasil

O aplicativo de pagamentos Picpay enfrentou instabilidade nesta segunda-feira (20), devido a uma falha global nos servidores da Amazon Web Services (AWS). A pane, originada em um data center na Virgínia, EUA, afetou milhões de usuários no Brasil, deixando o aplicativo lento ou inacessível por várias horas. O problema impactou não apenas o Picpay, mas também outras plataformas que utilizam a infraestrutura da AWS.

A falha começou na madrugada e se estendeu até o início da manhã, gerando transtornos para usuários que dependem do aplicativo para transações financeiras. Segundo o site DownDetector, foram registradas mais de 6,5 milhões de notificações globais sobre problemas em serviços online. No Brasil, o Picpay foi um dos mais afetados, com relatos de dificuldades em acessar contas e realizar pagamentos.

  • Impacto no Brasil: Usuários enfrentaram lentidão e falhas no acesso ao Picpay.
  • Outros serviços afetados: Mercado Livre e Mercado Pago também registraram instabilidade.
  • Causa principal: Problema nos servidores da AWS na região US-East-1.
  • Resolução estimada: Picpay informou normalização até o meio-dia.
Picpay downdetector

Origem do problema

A instabilidade teve origem em um data center da AWS na Virgínia, Estados Unidos, na região conhecida como US-East-1. Essa área concentra a maior infraestrutura de servidores da empresa, essencial para diversas plataformas digitais. A falha afetou o serviço Lambda, que executa códigos em nuvem, comprometendo o funcionamento de aplicativos dependentes. A Amazon identificou a causa por volta das 7h (horário de Brasília) e começou a recuperação dos sistemas.

Impactos no Brasil

No Brasil, a instabilidade gerou transtornos para milhões de usuários do Picpay. Muitos relataram dificuldades para realizar transferências, pagar contas ou acessar o saldo. O problema também atingiu outras plataformas, como Mercado Livre e Mercado Pago, que apresentaram lentidão em suas operações. Empresas de pequeno e médio porte que utilizam a AWS também enfrentaram dificuldades, impactando o comércio eletrônico. O DownDetector registrou um aumento significativo de reclamações no Brasil a partir das 4h da manhã.

Resposta das empresas

O Picpay publicou um comunicado em suas redes sociais, confirmando que a instabilidade foi causada por uma falha temporária na AWS. A empresa informou que trabalhava para restabelecer o serviço o mais rápido possível. A Amazon Web Services, por sua vez, confirmou que os erros no serviço Lambda foram corrigidos às 9h10, iniciando a recuperação gradual dos sistemas. A normalização total dos serviços afetados estava prevista para o início da tarde, segundo as empresas.

Escala global da falha

A pane na AWS teve impacto global, afetando mais de 500 empresas que dependem de sua infraestrutura. Plataformas como Snapchat, Roblox, Zoom e Duolingo também apresentaram problemas. No caso do Picpay, a falha reforça a dependência de grandes fintechs de serviços de computação em nuvem. Apesar da rápida resposta da Amazon, a instabilidade gerou debates sobre a necessidade de maior redundância em serviços digitais críticos.

Medidas para usuários

Usuários do Picpay foram orientados a aguardar a normalização do serviço e evitar tentativas repetidas de acesso durante a instabilidade. A empresa recomendou o uso de canais alternativos, como o site oficial, para verificar atualizações.

Fonte: Mix Vale
Foto: Reprodução

Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9% a partir de terça-feira 21/10

Petrobras anunciou nesta segunda-feira (20) que vai reduzir em 4,9% o preço da gasolina A vendida às distribuidoras. O novo preço passa a valer a partir desta terça-feira (21).

A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias e é misturado ao etanol pelas distribuidoras, para que possa ser vendido ao consumidor final nos postos de revenda.

Com a redução, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,71 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Segunda redução em 2025

Esta é a segunda queda no preço promovida pela estatal em 2025. Em 3 de junho, a Petrobras já havia diminuído o valor em 5,6%No acumulado do ano, a redução soma R$ 0,31 por litro, recuo de 10,3%.

No comunicado que anunciou a mudança de valores, a empresa cita que, desde dezembro de 2022, a queda no preço da gasolina chega a R$ 0,36 ─ um recuo de 22,4%, já considerando a inflação do período.

O movimento da Petrobras deve representar alívio na inflação do país, uma vez que o combustível é o com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que apura a inflação oficial.

Apesar de ser a maior produtora do combustível no país, o preço da gasolina nas bombas não depende apenas da Petrobras. Após o produto ser vendido às distribuidoras, sofre influências de outros custos, como o frete, mistura com o etanol, cobrança de impostos e a margem de lucro dos postos.

Diesel

A Petrobras informou que o preço do diesel vendido às distribuidoras não sofrerá alteração. Desde março deste ano, houve três reduções no óleo diesel, e o combustível apresenta recuo de 35,9% desde o fim de 2022.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

De quem é a responsabilidade pela manutenção de prédios antigos e abandonados em Botucatu?

Em várias áreas da cidade de Botucatu, imóveis antigos e abandonados se transformaram em motivo de preocupação para quem passa por perto.

Estruturas comprometidas, infiltrações, muros caindo e telhados prestes a desabar compõem uma paisagem que preocupa moradores e comerciantes.

A pergunta é inevitável: quem deve arcar com a responsabilidade pela manutenção desses imóveis — os donos ou a Prefeitura?

Segundo a legislação brasileira, a responsabilidade é sempre do proprietário, mesmo quando o imóvel não é tombado nem reconhecido como patrimônio histórico.

O Código Civil (Lei nº 10.406/2002) determina que todo proprietário deve zelar pela conservação e segurança de sua propriedade, evitando que ela cause danos a terceiros.

Caso ocorra um acidente ou desabamento, ele pode ser responsabilizado civil e criminalmente, conforme os artigos 1.277 do Código Civil e 132 do Código Penal.

O dever da Prefeitura é de fiscalização

O poder público tem papel fundamental. A Prefeitura deve fiscalizar e intervir preventivamente quando há risco à vida ou à integridade de pessoas.

Essa obrigação decorre do poder de polícia administrativa, que permite ao município notificar proprietários, interditar imóveis perigosos e até executar reparos emergenciais — sempre com a posterior cobrança dos custos ao dono do bem.

Em Botucatu, as regras locais reforçam essa obrigação. O Código de Obras e Edificações (Lei Complementar nº 1.216/2019) e o Código de Posturas Municipais (Lei Complementar nº 1.223/2019) determinam que:

  1. É dever do proprietário manter o imóvel em condições de segurança e higiene;
  2. O município pode aplicar multas, interditar e notificar em casos de risco;
  3. Caso o dono não execute as melhorias, a Prefeitura pode realizar obras emergenciais e cobrar os valores depois.

Desapropriar não é solução

A deterioração de imóveis antigos não justifica uma desapropriação.

Pela Constituição Federal (art. 5º, XXIV) e o Decreto-Lei nº 3.365/1941, só é possível desapropriar por utilidade pública ou interesse social, com justificativa amplamente apresentada e com indenização prévia e justa.

Isso significa que, se a Prefeitura decidir desapropriar imóveis degradados, sem real interesse público, o município assume o custo — muitas vezes elevado — gerando ônus ao erário municipal.

O caminho correto é a fiscalização contínua, notificação dos responsáveis e, em casos de emergência, execução subsidiária das obras com posterior ressarcimento cobrado do proprietário.

Leis que regulamentam o tema

1. Federal:

  • – Código Civil (Lei nº 10.406/2002) – responsabilidade do proprietário (arts. 1.275 e 1.277);
  • – Código Penal (art. 132) – perigo à vida causado por negligência;
  • – Decreto-Lei nº 3.365/1941 – regras de desapropriação;
  • – Constituição Federal (art. 5º, XXII e XXIV) – direito de propriedade e indenização.

2. Estado de São Paulo:

  • – Lei nº 10.177/1998 – regula o processo administrativo estadual, aplicável a fiscalizações;
  • – Decreto nº 52.929/2008 – normas da Defesa Civil sobre imóveis em risco estrutural.

3. Botucatu:

  • – Lei Complementar nº 1.216/2019 – Código de Obras e Edificações;
  • – Lei Complementar nº 1.223/2019 – Código de Posturas Municipais;
  • * Lei Orgânica do Município – dever de proteger a segurança urbana e o bem coletivo.

Segurança e prevenção

Na prática, prédios antigos sem tombamento continuam sendo de responsabilidade dos donos, mas o poder público deve agir quando há risco à população, mas sem ter que desapropriar e ter que comprar o imóvel.

A omissão de ambos — proprietário e Prefeitura — pode resultar em acidentes graves e prejuízos públicos, além de custos desnecessários com desapropriações indevidas.

A legislação é clara: manter o imóvel seguro é dever do proprietário, mas proteger a coletividade é um dever da prefeitura.

Cabe à Prefeitura de Botucatu agir com rigor na fiscalização, evitando que o descaso e a falta de manutenção se transformem em tragédias anunciadas.

Portanto, a Prefeitura tem o dever de fiscalizar e agir em situações de risco, mas não pode utilizar a desapropriação como solução para abandono, sob pena de gerar gasto indevido de recursos públicos.

Em Botucatu, o Código de Obras e o Código de Posturas oferecem base legal para autuar e notificar donos de imóveis degradados, cabendo ao município agir com firmeza para evitar tragédias e preservar a segurança urbana, sem onerar injustamente a população que paga seus impostos corretamente.

Perguntas que permanecem sem resposta

  1. Por que a Prefeitura de Botucatu não realiza fiscalização periódica em todos os prédios antigos da cidade, especialmente aqueles em evidente estado de abandono?
  2. Por que a Prefeitura de Botucatu não promove o tombamento dos imóveis de reconhecido valor histórico e cultural do município, como forma de garantir sua preservação?
  3. Por que a Prefeitura tem permitido a demolição de prédios antigos de valor histórico, abrindo espaço para empreendimentos comerciais modernos em áreas que deveriam ser preservadas?
  4. Por que prédios emblemáticos como o Museu do Café, o Casarão do Conde de Serra Negra, a Antiga Biblioteca Municipal da Rua João Passos, a Antiga Rodoviária da Floriano Peixoto e a Estação Ferroviária continuam sem manutenção e se deteriorando ano após ano, diante da omissão do poder público?

A população assiste atônita essas situações que a cada ano se acumulam no município sem intervenção do poder público.

A Rede Alpha continuará acompanhando os desdobramentos dessa situação e atualizando a população.

📞 Denúncias e informações
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Agressão com teor transfóbico aconteceu em frente a uma adega após discussão no Jardim Monte Mor

Na noite de quarta-feira, 18 de outubro, a jovem Vitória Bianchessi Alves Trombado relatou ter sido agredida em frente à uma adega localizada próxima ao Bairro Monte Mor. Segundo o relato, Vitória estava acompanhada de uma amiga e de outros conhecidos, quando foi surpreendida por um soco no rosto, caindo para trás.

“Eu senti algo nas costas, virei para ver o que era e levei um soco no rosto. Caí, e os meninos me seguraram. Eu não conhecia o agressor, nunca tinha conversado com ele”, contou Vitória.

De acordo com ela, o homem envolvido na agressão era conhecido de sua amiga, uma mulher trans. Momentos antes, o grupo estava reunido no restaurante do Forasteiro, em uma roda de amigos em comum.

Vitória relata que o conflito teve início quando o agressor teria feito comentários preconceituosos e desrespeitosos em relação à identidade de gênero de sua amiga.

Em resposta, a mulher revelou um episódio do passado envolvendo o homem, quando ele teria enviado vídeos íntimos a ela.

Após a troca de palavras, o agressor aparentou não se importar e riu da situação, segundo as testemunhas. No entanto, ao descerem para a adega, o ataque aconteceu de forma inesperada e pelas costas, conforme a vítima.

Vitória afirma não ter envolvimento direto na discussão e diz ter sido agredida injustamente. O caso deverá ser encaminhado às autoridades para apuração.

“Eu sou inocente, não tinha nada a ver com a história. Fui atacada sem motivo”, completou.

O Portal Alpha Notícias acompanha o caso

Prefeitura de Botucatu derruba imóveis históricos para construir estacionamentos no Centro

Dois imóveis históricos da região central de Botucatu começaram a ser demolidos para dar lugar a novos estacionamentos que servirão ao Mercado Municipal. A decisão da Prefeitura tem causado indignação entre moradores e defensores do patrimônio histórico da cidade, que questionam o custo, a urgência e a real necessidade da obra.

Há cerca de cinco meses, o próprio Poder Público retirou os serviços administrativos que funcionavam dentro do Mercadão, passando a operar em um imóvel alugado pertencente ao grupo empresarial da Transportadora Phênix.

Desde então, o movimento no mercado despencou, restando apenas alguns comerciantes e lanchonetes em funcionamento.

O estacionamento existente no local, segundo os permissionários, sempre foi suficiente para atender o reduzido fluxo de clientes.

Mesmo assim, o prefeito Fábio Leite autorizou a desapropriação de dois imóveis vizinhos, avaliados em R$ 337 mil e R$ 558 mil, conforme consta no Decreto Municipal nº 13.582, de 30 de junho de 2025. Um dos imóveis pertencia à família Cury e o outro à família Giovanoni Di Folco.

Antes disso, a Prefeitura havia publicado o Decreto nº 13.566, de 10 de junho de 2025, que previa a desapropriação de apenas um dos imóveis, pertencente à família Cury.

No entanto, esse decreto foi revogado apenas vinte dias depois, sendo substituído pelo Decreto nº 13.582, que ampliou o processo para incluir o segundo imóvel.

O que chama ainda mais atenção é o fato de que os dois imóveis não são contíguos — eles estão em lados opostos da rua—, mas mesmo assim foram declarados de utilidade pública e terão a mesma destinação: a construção de estacionamentos para o Mercado Municipal. A área, segundo comerciantes locais, não possui outros estabelecimentos comerciais relevantes que justifiquem a necessidade de novos estacionamentos.

O decreto ainda traz dois trechos que reforçam a intenção de urgência da Prefeitura:

“A presente declaração de utilidade pública é de caráter urgente para os devidos fins.” (Art. 3º)

“As despesas decorrentes com a execução deste Decreto correrão por conta de dotação própria consignada no orçamento.” (Art. 4º)

A “urgência” destacada no documento tem sido duramente criticada por moradores de outras regiões da cidade, especialmente dos bairros Vida Nova Botucatu e Bem-Te-Vi, que há mais de dois anos aguardam a construção de postos de saúde prometidos ainda na gestão do ex-prefeito Mário Pardini.

Com a demora, os moradores desses bairros são obrigados a buscar atendimento no posto de saúde de Rubião Júnior, que já opera no limite, sobrecarregando servidores e comprometendo o atendimento à população local.

O atual prefeito, Fábio Leite, chegou a reafirmar o compromisso de construir os dois postos de saúde durante o anúncio dos 100 primeiros dias de governo, em abril deste ano. No entanto, passados mais de 200 dias, nenhuma obra foi iniciada.

Enquanto os moradores da periferia esperam por serviços básicos de saúde, o governo municipal investe quase R$ 900 mil na compra e demolição de imóveis históricos, para construir estacionamentos em uma área que sequer tem recebido revitalização e onde o movimento de pessoas caiu drasticamente.

A decisão levanta questionamentos sobre as prioridades da atual gestão, que tem privilegiado intervenções no centro da cidade em detrimento das demandas urgentes da população mais vulnerável.

A população questiona as prioridades da administração municipal, preservação de prédios históricos e a falta de recursos para obras prioritárias a moradores sem acesso adequado à saúde na periferia da cidade.

📞 Denúncias e informações podem ser enviadas à Rede Alpha de Comunicação pelos números (14) 99695-5853 ou (14) 99661-6411.

Número de trabalhadores por aplicativo cresce 25% e chega a 1,7 milhão

O número de pessoas que trabalham por meio de aplicativos cresceu 25,4% em 2024, na comparação com 2022. Nesse intervalo, o contingente de trabalhadores nessa condição passou de 1,3 milhão para quase 1,7 milhão. São 335 mil pessoas a mais. 

Nesse período, houve também aumento de participação desses trabalhadores no universo da população ocupada – pessoas com 14 anos ou mais de idade que trabalham.

Em 2022, os trabalhadores por meio de aplicativos eram 1,5% dos 85,6 milhões de ocupados, proporção que alcançou 1,9% dos 88,5 milhões de ocupados em 2024. 

Os dados fazem parte do módulo sobre trabalho por meio de plataformas digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o analista responsável pela pesquisa, Gustavo Fontes, explicações para esse aumento podem passar pelo fato de esses trabalhadores conseguirem mais renda; além da flexibilidade que a modalidade permite.

“Essa possibilidade de a pessoa escolher os dias em que vai trabalhar, a jornada de trabalho, o local de trabalho, isso também pode ser um fator”, diz.

Tipos de app 

O IBGE considerou quatro tipos de aplicativos mais populares, sendo os de transporte a modalidade mais utilizada:

  • aplicativos de transporte particular de passageiros (excluindo táxi): 53,1% dos trabalhadores
  • aplicativos de entrega de comida, produtos etc.: 29,3%
  • aplicativos de prestação de serviços gerais ou profissionais: 17,8%
  • aplicativos de táxi: 13,8%

Na categoria serviços profissionais estão casos como designers, tradutores e até telemedicina, quando o médico usa a plataforma digital para captar pacientes e realizar consultas, por exemplo.

Do 1,7 milhão de trabalhadores, 72,1% têm a atividade classificada como operador de instalação e máquinas e montadores, que é, segundo o IBGE, a categoria que abrange os motoristas e motociclistas. 

Informalidade 

Enquanto na população brasileira ocupada, 44,3% dos trabalhadores são informais, entre os plataformizados, como chama o IBGE, esse percentual salta para 71,1%.

O IBGE considera informal situações como empregados sem carteira assinada e quem trabalha por conta própria, mas sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Os pesquisadores identificaram os seguintes vínculos entre os plataformizados:

  • 86,1% trabalham por conta própria
  • 6,1% são empregadores
  • 3,9% são empregados sem carteira assinada
  • 3,2% são empregados com carteira assinada

Um exemplo de empregador é o dono de um restaurante que vende refeições por meio de aplicativo.

A proporção dos conta própria entre os plataformizados é três vezes maior que na população ocupada como um todo (28,1%).  

Em 2024, de todos os ocupados por conta própria, 5,7% trabalhavam por meio de plataformas digitais.

Perfil do trabalhador 

Ao traçar o perfil do trabalhador “plataformizado”, a Pnad identificou que 83,9% deles são homens, proporção bem acima do patamar no universo da população ocupada como um todo (58,8% são homens).  

As mulheres somam 16,1% entre as plataformizadas e 41,2% na população ocupada brasileira.

O pesquisador Gustavo Geaquinto Fontes, responsável pelo estudo, associa a predominância masculina ao fato de os apps mais utilizados serem de entrega e transporte de passageiros:

“A ocupação de condutor de motocicleta é fortemente exercida por homens.”

Quanto à faixa etária, os pesquisadores identificaram que 47,3% dos trabalhadores por aplicativo têm de 25 a 39 anos, e 36,2% têm de 40 a 59 anos. 

Ao classificar os trabalhadores por escolaridade, seis em cada dez tinham ensino médio completo e superior incompleto:

  • médio completo e superior incompleto: 59,3%
  • superior completo: 16,6%
  • fundamental completo e médio incompleto: 14,8%
  • sem instrução e fundamental incompleto: 9,3%

Concentração no Sudeste 

A pesquisa aponta que mais da metade (53,7%) dos plataformizados era da região Sudeste. Em seguida figuravam o Nordeste (17,7%), Sul (12,1%), Centro-Oeste (9%) e Norte (7,5%).

O Sudeste foi a única região em que a participação dos trabalhadores por app na população ocupada (2,2%) superava a média nacional (1,9%).

Metodologia 

O levantamento do IBGE coletou informações no terceiro trimestre de 2024 e faz parte de um convênio com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O instituto buscou informações apenas de pessoas que tinham os aplicativos como forma principal de intermediação de trabalho. Ou seja, quem faz um bico como motorista de aplicativo na hora vaga para complementar a renda não entrou no cálculo.

De acordo com Gustavo Fontes, essa exclusão não tira significância do levantamento.

“O universo dessas pessoas não é tão grande assim”, diz ele, contextualizando que pouco menos de 3% da população ocupada tem uma segunda atividade.

Experimental 

O IBGE classifica a Pnad sobre trabalho por plataforma ainda como experimental, ou seja, em fase de teste e sob avaliação. O estudo não considerou plataformas de hospedagem, aluguel ou imóvel por temporada.  

“A gente incluiu aquelas plataformas intensivas em trabalho”, justifica Fontes, antecipando que a pesquisa a ser realizada em 2025 trará informações sobre plataformas de comércio eletrônico. 

Assunto no STF 

Há no Brasil um debate institucional sobre a relação entre motoristas e as plataformas digitais. A decisão sobre se há vínculo empregatício entre as partes está no Supremo Tribunal Federal (STF).

Representantes dos trabalhadores reclamam de precarização das condições de trabalho, enquanto as empresas negam existência de vínculo empregatício, posição defendida também pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, prevê que a votação sobre o tema ocorrerá no início de novembro.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução/Márcia Foletto

Orquestra OFIBB homenageia aniversário do Instituto de Biociências de Botucatu com concerto especial “Nordeste Sinfônico”

Apresentação gratuita acontece no dia 23 de outubro e leva ao público um repertório dedicado à riqueza da música nordestina.

O Instituto de Biociências de Botucatu da Unesp (IBB/Unesp) comemora mais um ano de história com um presente especial à comunidade: o concerto “Nordeste Sinfônico”, apresentado pela Orquestra Filarmônica do Instituto de Biociências de Botucatu (OFIBB).
O evento será realizado no dia 23 de outubro, às 20h, na área externa do IB Eventos, com entrada gratuita e aberta ao público.

Sob regência da maestra Renata Ortiz de Vilatte, a apresentação promete uma viagem pela riqueza da música nordestina em arranjos orquestrais emocionantes. O repertório inclui clássicos como Asa Branca, Guiné-Giló e Baião da Garoa, de Luiz Gonzaga, além de Anunciação, de Alceu Valença, Festa no Interior, Feira de Mangaio e Xote das Meninas, entre outras obras consagradas.

De acordo com a maestra Renata Ortiz de Vilatte, o concerto é uma homenagem à diversidade e à força cultural da música brasileira:

“Nosso repertório para o concerto Nordeste Sinfônico conta com músicas e compositores da região Nordeste do Brasil, como o famoso Asa Branca, Que nem Jiló e Baião da Garoa, de Luiz Gonzaga. Além desse ícone da música nordestina, teremos Alceu Valença com a música Anunciação. Também vamos apresentar o frevo Festa no Interior e sucessos como Feira de Mangaio e Xote das Meninas. Esperamos todos vocês para essa linda festa da nossa cultura brasileira.”

O concerto integra a programação comemorativa do aniversário do Instituto de Biociências da Unesp em Botucatu, reforçando o compromisso da universidade em aproximar a ciência, a arte e a cultura da comunidade.

Concerto “Nordeste Sinfônico” – Orquestra Filarmônica do Instituto de Biociências de Botucatu (OFIBB)

Data: 23 de outubro de 2025 (quarta-feira)
Horário: 20h
Local: Área externa IB Eventos
Entrada gratuita

Polícia Federal coleta amostras em usinas de alcool e açucar de Avaré e Cerqueira César

A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Receita Federal, o Ministério da Agricultura e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizou a coleta de amostras de metanol em usinas de álcool e açúcar nas cidades de Avaré e Cerqueira César, ambas localizadas nas regiões de Itapetininga e Sorocaba. A ação faz parte da Operação Alquimia, que busca rastrear a origem do metanol utilizado na adulteração de bebidas.

A incursão nas duas cidades diferencia-se das demais localidades fiscalizadas. Enquanto em Laranjal Paulista a coleta ocorreu em uma empresa de produtos químicos e em Araçariguama em duas empresas (uma de importação e outra do setor químico, além de um consumidor industrial de solventes e um agente de comércio exterior), em Avaré e Cerqueira César o foco foram as usinas de álcool e açúcar.

A Operação Alquimia é uma força-tarefa que investiga o desvio e a contaminação de bebidas alcoólicas com metanol, um produto químico altamente tóxico. O objetivo principal é rastrear a origem do metanol e comparar o material coletado com o que foi apreendido em bebidas falsificadas em outras operações.

A gravidade da situação é reforçada pelos números oficiais. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil já soma oito mortes confirmadas por intoxicação por metanol, sendo seis registradas no estado de São Paulo e duas em Pernambuco.

Em um balanço da ação, a Receita Federal informou que os agentes estiveram nas quatro cidades para coletar material em diferentes tipos de estabelecimentos. No total, cinco empresas foram fiscalizadas nas regiões de Itapetininga e Sorocaba. A ANP confirmou que em Avaré e Cerqueira César, a fiscalização ocorreu em usinas de álcool e açúcar.

Apesar da fiscalização, que abrangeu 24 empresas em cinco estados brasileiros, incluindo importadores, terminais marítimos, companhias químicas, destilarias e usinas, não houve autuação, interdição ou apreensão de produtos nas cidades mencionadas. Os nomes das empresas envolvidas também não foram divulgados. As amostras de metanol e outros tipos de etanol coletadas serão agora analisadas pela Polícia Federal.

Em uma medida preventiva, no fim de setembro, a Receita Federal publicou uma portaria que restringe a entrada do metanol no país como forma de prevenir novos casos de contaminação.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução