Destaque

Augusto Akio, o Japinha, conquista a medalha de bronze no skate park

skate brasileiro conquistou a 14ª medalha para o Brasil nas Olimpíadas de Paris 2024. Augusto Akio garantiu o bronze na disputa do Skate Park masculino. Keegan Palmer, da Austrália, ficou com a medalha de ouro e Tom Schaar ficou com a prata.

Primeira volta

Akio foi o primeiro a fazer sua volta na grande final. Logo em sua primeira tentativa, Augusto acabou errando o aéreo e fez apenas 2.66 de pontuação. Luigi veio na sequência, começou bem a volta, acertou alguns aéreos, mas também acabou caindo ainda no início na volta. Pedro Barros foi o terceiro, e assim como os outros brasileiros, iniciou bem sua linha de manobras, mas acabou caindo ainda no início e recebeu 22.10 dos juízes.

Terceira volta

Na sua terceira tentativa, Augusto Akio acertou sua melhor volta e pontuou 91.85. Luigi Cini fez sua melhor volta na última tentativa, acertou quase todas as manobras, errando apenas a última tentativa, mas que garantiu um 76.89. Na última tentativa, Pedro Barros acertou toda a volta e garantiu um 91.65.

Fonte: Metrópoles

Foto: Divulgação

Bauru: localizado carro usado por secretária da Apae desaparecida

A Spin branca descaracterizada pertencente a Apae Bauru e utilizada pela secretária executiva da entidade, Claudia Regina da Rocha Lobo, 55 anos, que está desaparecida desde a tarde desta terça (6), foi localizada no final da manhã desta quarta-feira (7), estacionada na quadra 5 da alameda Três Lagoas, na Vila Dutra, em Bauru.

A Polícia Civil está no local. Neste momento, o automóvel é periciado. Impressões digitais, por exemplo, foram coletadas, além de um possível material genético em uma das rodas traseiras. O veículo estava destrancado, sendo que a chave estava no quebra-sol. Segundo moradores da rua, a Spin foi vista no endereço ontem, por volta das 18h. Hoje, por conta da repercussão do caso, fizeram contato com a polícia, também acionada por familiares da profissional que, junto com amigos e colegas, a procuram pela cidade. Ninguém foi notado pela vizinhança entrando ou saindo do carro, informaram ao JCNET. A reportagem também não localizou câmeras de segurança naquela localidade.

A filha de Claudia, Letícia Rocha Prado, acrescenta que sua mãe foi vista pela última vez por volta das 15h de terça, quando deixava a unidade da rua Rodrigo Romeiro, no Centro, conforme registraram imagens de câmera de segurança instaladas na quadra 2.

Ela estava com uniforme da entidade e entrou no veículo, com o qual deixou o endereço. As polícias Militar e Civil foram acionadas pela filha e também pelo presidente da Apae Bauru, Roberto Franceschetti, que solicitam a ajuda de todos para encontrá-la.

Ao JCNET, Letícia relatou que a mãe reside no mesmo prédio que ela, mas em apartamentos distintos, na região do Estoril Centreville. “Ela não me relatou nada de diferente, não mencionou desentendimentos e deixou na Apae, antes de sair com o carro, o celular e a bolsa sobre a mesa. Levou apenas documentos impressos”, contou a filha.
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Claudia deve entrar em contato pelos telefones 14 99875-0050 ou 14 996601147.

 

Polícia cientifica esteve no local para a perícia (Foto: Bruno Freitas)Polícia cientifica esteve no local para a perícia Carro foi completamente periciado, por dentro e por fora (foto: Bruno Freitas)
                                                    Carro foi completamente periciado, por dentro e por fora (foto: Bruno Freitas)
Fonte: JCNET
Foto: Reprodução

Lei Maria da Penha avança, mas não coíbe alta de crimes contra mulher

Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, foi sancionada há exatos 18 anos, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O nome homenageia a biofarmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes que sofreu duas tentativas de homicídio pelo marido, em 1983, e se tornou ativista da causa do combate à violência contra as mulheres.

A lei, que atinge agora a maioridade, prevê a adoção de medidas protetivas de urgência para romper o ciclo de violência contra a mulher e impedir que o agressor cometa novas formas de violência doméstica, seja ela física, moral, psicológica, sexual ou patrimonial.

Antes da lei, este tipo de violência era tratado como crime de menor potencial ofensivo. A diretora de Conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, Marisa Sanematsu, aponta que muitas mulheres foram agredidas e assassinadas em razão da leniência contra esses crimes, que ficavam impunes ou sujeitos a penas leves, chamadas de pecuniárias, como o pagamento de multas e de cestas básicas, suavizadas por argumentos como o da legítima defesa da honra de homens.

“As agressões contra mulheres eram tratadas como uma questão menor, um assunto privado, a ser resolvido entre quatro paredes. Quando a justiça era acionada, a violência doméstica era equiparada a uma briga entre vizinhos a ser resolvida com o pagamento de multa ou cesta básica”, relembrou Marisa Sanematsu.

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, avalia que a lei trouxe ganhos para a sociedade brasileira. “Primeiro, ela tipifica o crime existente: a violência física, a violência psicológica, a violência patrimonial, a violência moral e a violência sexual. E organiza o Estado brasileiro para garantir o atendimento às mulheres”, disse à Agência Brasil.

Como parte das celebrações do aniversário da Lei Maria da Penha, o governo federal estabeleceu o Agosto Lilás como mês de conscientização e combate à violência contra a mulher no Brasil.

Avanços

Para especialistas, entre as principais inovações trazidas pela Lei Maria da Penha estão as medidas protetivas de urgência para as vítimas da violência doméstica e familiar, como afastamento do agressor do lar ou local de convivência, distanciamento da vítima, monitoramento por tornozeleira eletrônica de acusados de violência doméstica, a suspensão do porte de armas do agressor, dentre outras.

Adicionalmente, a lei estabeleceu mecanismos mais rigorosos para coibir este tipo de violência contra a mulher e também previu a criação de equipamentos públicos que permitam dar efetividade à lei, como delegacias especializadas de atendimento à mulher, casas-abrigo, centros de referência multidisciplinares da mulher e juizados especiais de violência doméstica e familiar contra a mulher, com competência cível e criminal, entre outros equipamentos.

A advogada especialista na defesa de mulheres, conselheira do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFemea) e representante dessa organização no Consórcio de Monitoramento da Lei Maria da Penha, Lisandra Arantes, considera a Lei 11.340 como o principal avanço na legislação brasileira para a proteção das mulheres da sociedade brasileira e pela primeira vez, reconhece que a violência motivada pela misoginia, pelo ódio às mulheres, pelas questões de gênero.

“A lei Maria da Penha foi o principal avanço que nós tivemos em termos de proteção à mulher contra a violência. O que não significa que ainda não tenhamos muito pra avançar.”

Números

O avanço na legislação não tem evitado, no entanto, a alta de números de violência contra a mulher. Dados do Conselho Nacional de Justiça sobre a atuação do poder judiciário na aplicação da Lei Maria da Penha revelam que 640.867 mil processos de violência doméstica e familiar e/ou feminicídio ingressaram nos tribunais brasileiros em 2022.

Dados do último Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que todos os registros de crimes com vítimas mulheres cresceram em 2023 na comparação com 2022: homicídio e feminicídio (tentados e consumados), agressões em contexto de violência doméstica, ameaças, perseguição (stalking), violência psicológica e estupro.

Ao longo do ano passado, 258.941 mulheres foram agredidas, o que indica alta de 9,8% em relação a 2022. Já o número de mulheres que sofreram ameaça subiu 16,5% (para 778.921 casos), e os registros de violência psicológica aumentaram 33,8%, totalizando 38.507.

Os dados do anuário são extraídos dos boletins de ocorrência policiais, compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Outro levantamento de fórum aponta que ao menos 10.655 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil de 2015 a 2023.

De acordo com o relatório, o número de feminicídios cresceu 1,4% em 2023 na comparação com o ano anterior e atingiu a marca de 1.463 vítimas no ano passado, indicando que mais de quatro mulheres foram mortas por dia.

O número é o maior número da série histórica iniciada pelo FBSP em 2015, quando entrou em vigor a Lei 3.104/2015 , que prevê o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio e inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos.

A diretora do Instituto Patrícia Galvão sugere ações de enfrentamento mais contundentes. “Os números alarmantes de agressões e feminicídios comprovam a urgência de um pacto de tolerância zero contra a violência doméstica”, diz Marisa Sanematsu.

“Todo feminicídio é uma morte evitável, se o Estado e a sociedade se unirem para enfrentar e denunciar todas as formas de violência que vêm sendo praticadas contra as mulheres.”

Desafios

Apesar de reconhecer os avanços da legislação nestes 18 anos, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, analisa que entre as dificuldades enfrentadas para implementação efetiva da lei estão a oferta de serviços especializados e profissionais preparados para lidar com novos métodos de violência contra as mulheres.

“Para garantir que ela saia do papel e de fato aconteça, precisamos ter serviços especializados e que o todo do sistema – composto pelo judiciário brasileiro, pela OAB, etc – dê conta de avançar na análise das violências para darmos a garantia do combate à impunidade de agressores, porque isso tem feito com que muitos casos [de violência] retornem.”

Casa da Mulher Brasileira, arquivo
Atualmente, país tem dez casas da Mulher Brasileira em operação  – Divulgação    Em atendimento à lei Maria da Penha, o Ministério das Mulheres planeja colocar em funcionamento 40 casas da Mulher Brasileira, em todos os estados e no Distrito Federal. As unidades oferecem atendimento humanizado e multidisciplinar às mulheres em situação de violência. Atualmente, dez casas estão em operação.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta no Painel de Monitoramento da Política de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres que, em todo o Brasil, existem apenas 171 varas especializadas e exclusivas para atendimento de mulheres vítima de violência doméstica e familiar.

A conselheira do CFemea Lisandra Arantes aponta que muitos casos de violência doméstica sequer são denunciados e, por isso, a possibilidade de proteção não consegue alcançar as mulheres que não romperam ainda o ciclo de violência.

“Muitas vezes, [a violência] ocorre porque elas têm uma dependência financeira do seu agressor ou estão em uma situação de submissão, não necessariamente relacionada à questão financeira, mas por conta dessa construção patriarcal da sociedade que a gente vive. E elas voltam a viver com seus agressores, nessas situações em que não há medida protetiva, porque não houve uma denúncia, não se buscou a proteção, infelizmente”, lamentou.

Outro fator negativo é a desinformação. Apenas duas, em cada dez mulheres, se sentem bem informadas em relação à Lei Maria da Penha. Os dados são da 10ª edição da Pesquisa Nacional de Violência Contra a Mulher, realizada pelo Observatório da Mulher Contra a Violência (OMV) e o Instituto DataSenado, ambos do Senado.

A radialista Mara Régia, que apresenta o programa Viva Maria, na Rádio Nacional da EBC desde 1981, celebra a luta de Maria da Penha e reconhece os desafios em torno da lei.

“A Lei Maria da Penha é específica para o âmbito doméstico, aquela violência que acontece, em geral, do marido contra a mulher. Sabemos que as resistências à lei são muitas e que, apesar de ter chegado à maioridade, a própria Maria da Penha tem sido muito atacada [nas redes sociais]. Hoje, é um dia de solidariedade a essa mulher que pagou com muita dor e violência sofrida domesticamente. E lembro que uma grande parte das mulheres do Brasil sofre essa violência em casa, todos os dias.”

Futuro

Dezoito anos após a sanção da lei Maria da Penha, organizações feministas, ativistas, parlamentares e pensadoras destacam a importância de uma lei integral de proteção às mulheres em situação de violência de gênero, que inclua novos crimes contra a mulher que surgem, por exemplo, com inovações tecnológicas, como crimes no ambiente virtual.

Desde 2022, o Consórcio Lei Maria da Penha, em parceria com várias organizações de mulheres e feministas, tem debatido a criação de uma lei geral que reconheça e responda a todas as formas de violência contra mulher. Sobre o tema, o consórcio lançou o livro A Importância de uma Lei Integral de Proteção às Mulheres em Situação de Violência de Gênerodisponível na versão online.

A coautora é a advogada feminista Myllena Calasans de Matos, integrante do consórcio e do Comitê Latino Americano e do Caribe para Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem) do Brasil. Em entrevista à Agência Brasil, ela disse que o consórcio tem debatido com organizações de mulheres mecanismos mais eficazes de prevenção e de melhor acesso à justiça para as mulheres.

“Tem sido feita uma reflexão a respeito de uma lei mais ampla, que abarque todas as formas de violência que existiam e outras que têm surgido e, por isso, necessitam também de uma regulação. Uma lei integral de enfrentamento à violência de gênero contra as mulheres, onde vamos buscar diretrizes, objetivos, as responsabilidades dos estados, dos municípios, dos poderes judiciário e legislativo, pensar também em um aparato de mecanismos no âmbito da justiça.”

Fonte: Agência Brasil

Foto: Divulgação

Barra Bonita: Motociclista fica gravemente ferido após colisão em cruzamento

Um motociclista ficou gravemente ferido em uma colisão com um carro ocorrida no início da tarde desta terça-feira (6), na rua Geraldo Fazzio, no Residencial Cestari, em Barra Bonita.

De acordo com o registro policial, a vítima trafegava pela via quando, por razões a serem esclarecidas, por volta das 12h30, bateu em um carro que seguia no sentido contrário e fazia conversão à esquerda.

Com o impacto, o motociclista foi arremessado em direção a um veículo que estava estacionado na via. Ele foi socorrido com ferimentos graves e encaminhado ao Pronto-Socorro (PS) do Hospital São José.

Posteriormente, acabou transferido para a Santa Casa de Jaú, onde permanecia internado até a publicação desta reportagem. Uma câmera de segurança registrou a colisão e as circunstâncias do acidente serão investigadas.

Fonte: JCNET

Foto: Reprodução

 

Itatinga: Ação integrada flagra descarte de carcaças de frango perto de rio

Uma operação integrada realizada nesta terça-feira (6), em Itatinga, flagrou o descarte irregular de carcaças de frango em uma área rural de plantio de cereais distante cerca de 100 metros das margens do rio que abastece a população da cidade. O proprietário da empresa responsável pela irregularidade será alvo de inquérito policial por causar poluição de qualquer natureza, crime previsto na Lei de Crimes Ambientais.

A chamada Operação Manancial foi deflagrada pela Polícia Civil, por meio do Grupo de Investigação em Área Rural (Giar) II da Delegacia de Itatinga, e contou com a participação de agentes da Sabesp, Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, Polícia Militar Ambiental e Polícia Científica.

As diligências foram feitas a partir de denúncia informando que o arrendatário de uma granja do município estaria descartando carcaças de frangos em sua empresa, de maneira inadequada, enterrando-as em uma área de plantio de cereais próxima ao rio que abastece a população itatinguense.

Após realizarem o levantamento prévio do local, e obterem mandado de busca, as equipes ingressaram na propriedade e encontraram dois pontos de descarte irregular de carcaças de frango, que foram periciados pelo Instituto de Criminalística (IC) e Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo.

“Graças ao trabalho integrado realizado pelas forças de segurança e a Sabesp, o descarte irregular foi interrompido em sua fase inicial, evitando maiores danos ao meio ambiente e a consequente contaminação da água que abastece a população itatinguense”, ressaltou a Polícia Civil, em nota.

“Todo o material arrecadado durante a operação será encaminhado aos órgãos competentes para que estes adotem as providências administrativas devidas, subsidiando o inquérito policial instaurado pela autoridade policial visando à investigação de eventual prática do crime previsto no artigo 54 da Lei 9.605/98, que consiste em causar poluição de qualquer natureza”, completa.

Fonte: JCNET
Foto: Rerodução

Botucatu tem o maior número de estupros do Estado

Pela primeira vez o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) analisou as taxas de estupro e estupro de vulnerável por município, o que só foi possível graças à melhoria da qualidade da informação fornecida pelas Secretarias de Segurança Pública e/ou Defesa Social. A lista divulgada na Edição 18a. do Anuário Brasileiro de Segurança Pública realizado pela Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2023, apresentou as 50 cidades com maiores taxas de violência sexual entre as cidades com população igual ou superior a 100 mil habitantes.

As taxas foram calculadas a partir da soma do número de vítimas de estupro e estupro de vulnerável informadas nas bases de dados compartilhadas pelos gestores de estatística dos estados e DF.

A maior taxa de estupro/estupro de vulnerável do Estado de São Paulo ocorreu em Botucatu que ficou na 39° posição com 67,5 estupros para cada 100 mil habitantes.

No rancking também estão Barretos (46° com 62,9 casos) e Ourinhos (50° lugar com 60,6 casos). Apenas essas três cidades paulistas constam do ranking das 50 cidades com mais elevadas taxas de violência sexual do país em 2023. No entanto esse número poderá ser ainda maior, pois, conforme o registro da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Botucatu teve 94 registros de estupros em 2023, tendo maiores prevalências meses de janeiro (13), agosto (13), março (12) e outubro (10).

Desse total de crimes sexuais, 67 foram estupros de vulneráveis e 27 estupros a maiores de idade.

Fonte: https://forumseguranca.org.br/

Foto: Reprodução

Atletas Olímpicos terão premiações taxadas no Brasil

A Receita Federal divulgou um comunicado nesta segunda-feira (05), informando que as medalhas olímpicas conquistadas nos Jogos de Paris estão isentas de impostos federais. Isso significa que o atleta que desembarcar no País trazendo uma medalha na bagagem não pagará impostos.

‘As medalhas olímpicas, bem como troféus e quaisquer outros objetos comemorativos recebidos em evento esportivo oficial realizado no exterior, estão isentas de impostos federais”, diz nota da Receita.

As conquistas de ouro, prata e bronze ficam isentas do imposto de importação, do imposto sobre produtos industrializados, da contribuição para o PIS/Pasep-Importação, da Cofins-Importação e da CIDE-Combustíveis. O comunicado da Receita Federal se baseia no artigo 38 da Lei 11.488 de 15 de junho de 2007. O tema também é tratado na Portaria MF 440/2010.

Além das medalhas, os atletas também recebem premiações em dinheiro, oferecidas pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e pagas no Brasil. O valor subiu 40% em relação aos Jogos de Tóquio, em 2021. Especialistas explicam que esses prêmios são tributáveis a partir da tabela do Imposto de Renda. “Os vencedores de concursos esportivos residentes no Brasil, sejam em dinheiro, bens ou serviços, devem ser tributados de acordo com a tabela progressiva mensal do Imposto de Renda, com alíquotas que variam entre 7,5% e 27,5%, aplicando-se as deduções previstas em lei”, diz Elisa Garcia Tebaldi, especialista em Direito Tributário e em Planejamento Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET/SP).

No caso da medalha de ouro, como aquela conquistada pela por Bia Souza, a judoca terá de descontar a alíquota de 27,5% do Imposto de Renda do prêmio total de R$ 350 mil. Com isso, ela vai ter de destinar R$ 96.250 para os cofres públicos. Para Caio Bonfim, prata na marcha atlética e ganhador do prêmio de R$ 210 mil, a “mordida” será de R$ 57.750.

Com quatro medalhas conquistadas em Paris um ouro, duas pratas e um bronze, Rebeca Andrade é a brasileira com maior premiação ao somar R$ 826 mil até o momento. Desse total, a ginasta que se tornou a maior atleta olímpica da história terá de pagar R$ 227.150 em impostos.

Funcionários de empresas de ônibus de Botucatu reivindicam reajuste salarial

Cerca de 60 funcionários das empresas de ônibus Reta Transportes e Pontual assinaram um abaixo-assinado solicitando o reajuste dos pagamentos dos motoristas, que estão abaixo da média regional, e dos cobradores, que recebem menos que o salário mínimo paulista.

Além disso, os trabalhadores questionam a prática de os motoristas terem que dirigir e cobrar ao mesmo tempo, caracterizando acúmulo de função e expondo-os a riscos significativos.
Os funcionários das duas empresas destacam que os salários dos motoristas estão defasados em relação à média da região. “Enquanto outras empresas pagam um valor justo e compatível com o mercado, estamos recebendo menos e, ainda por cima, tendo que acumular funções”, relatou um motorista que preferiu não se identificar.

Já os cobradores enfrentam uma situação ainda mais crítica, com salários abaixo do mínimo estadual. “É um desrespeito completo com o nosso trabalho. Não conseguimos sustentar nossas famílias com o que ganhamos atualmente”, comentou um cobrador.

A questão do acúmulo de função é outro ponto crucial na reivindicação dos trabalhadores. Segundo eles, o fato de os motoristas terem que dirigir e cobrar ao mesmo tempo aumenta os riscos de acidentes e compromete a segurança dos passageiros. “Não é seguro para ninguém. Estamos sobrecarregados e isso pode resultar em situações perigosas no trânsito”, alertou outro motorista.

Na manhã desta terça-feira (06), a empresa Reta Transportes, juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de São Manuel e Região, convocou uma assembleia para discutir as demandas dos funcionários e tentar chegar a um acordo. No entanto, a assembleia foi abruptamente cancelada.

O sindicato alegou que não foi informado previamente sobre as demandas apresentadas pelos trabalhadores. Segundo representantes sindicais, as questões seriam levadas ao presidente do sindicato, que remarcaria a assembleia, mas sem previsão de data.

Após o cancelamento da assembleia, nossa equipe tentou entrevistar a Dra. Leila, advogada do sindicato, que se recusou a conversar.

Diante da falta de respostas e da situação precária em que se encontram, os funcionários das empresas Reta Transportes e Pontual afirmam que, se não houver um acordo, iniciarão uma greve geral na cidade. “Estamos unidos e dispostos a lutar por nossos direitos. Se não tivermos um retorno positivo, vamos parar tudo”, declarou um dos líderes do movimento.

A possível paralisação dos serviços de transporte causaria um grande impacto na cidade, afetando milhares de usuários que dependem diariamente dos ônibus para se deslocarem.

A situação segue em desenvolvimento, e novos desdobramentos são aguardados nas próximas semanas. A expectativa dos trabalhadores é que o sindicato e as empresas se mobilizem rapidamente para atender às reivindicações e evitar uma greve geral.

A Rede Alpha continuará acompanhando de perto os acontecimentos e trazendo atualizações sobre o caso.

Matheus Kruze

Foto: Reprodução