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Caminhão derruba passarela, e motorista de carro morre esmagado na BR-116, em Magé no Rio de Janeiro

Uma pessoa morreu e outra se feriu após uma passarela desabar, na manhã desta quarta-feira (19), na BR-116 (Rio-Teresópolis) depois da passagem de um caminhão. O acidente foi na altura do Km 124, no bairro Vila Inca, em Magé, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O caminhão seguia no sentido Rio e atingiu parte da estrutura, provocando a queda total da passarela. A estrutura despencou sobre um carro que trafegava na pista contrária. O motorista, identificado como José Antonio Leal da Mota Mendes, de 62 anos, morreu no local.

Já o condutor do caminhão se feriu e foi encaminhado para o Hospital Municipal de Magé.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no sentido Região Serrana, a via foi interditada na altura do acesso para o Centro de Magé e assim permaneceu até 14h05, quando a pista no sentido Teresópolis foi liberada.

No sentido Rio, a via está totalmente interditada. A ocorrência ainda está em andamento, e a Delegacia da PRF de Magé acompanha o caso.

A concessionária informou também que montou uma rota alternativa ao lado da pista, utilizando uma área pertencente à própria rodovia — conhecida como faixa de domínio — para permitir a passagem controlada dos veículos durante o atendimento à ocorrência.

Segundo a Ecovias Rio Minas, concessionária responsável pelo trecho, um caminhão ergueu a caçamba e atingiu a passarela.

Em nota, a Prefeitura de Magé afirmou que lamenta profundamente o acidente e se solidariza com as vítimas e seus familiares.

O município destacou que, por se tratar de uma rodovia federal concedida, a manutenção, operação e segurança da via são de responsabilidade da concessionária.

Ainda segundo a nota, a administração municipal está à disposição para colaborar com as forças de segurança e no apoio ao atendimento emergencial, dentro de suas atribuições.

A Polícia Civil informou que o motorista do caminhão que provocou o acidente sofreu ferimentos leves e, após atendimento médico, será levado à 65ª DP (Magé) para prestar depoimento.

Uma perícia já foi solicitada pela 65ª DP, que investiga o caso.

Mapa mostra onde foi o acidente com a carreta — Foto: Infografia: Dhara Pereira/g1

            Mapa mostra onde foi o acidente com a carreta Foto: Infografia: Dhara Pereira

O motorista de um carro morreu com a queda da passarela — Foto: Reprodução/TV Globo

           O motorista de um carro morreu com a queda da passarela — Foto: Reprodução

Congestionamento na BR-116 entre Guapimirim e Magé — Foto: Reprodução/TV Globo

                    Congestionamento na BR-116 entre Guapimirim e Magé — Foto: Reprodução

 

Carreta derruba passarela em Guapimirim — Foto: Reprodução/TV Globo

                              Carreta derruba passarela em Guapimirim — Foto: Reprodução

Passarela desaba após ser atingida por caminhão na BR-116, em Guapimirim — Foto: Reprodução

                   Passarela desaba após ser atingida por caminhão na BR-116, em Guapimirim

Fonte: G1

Foto: Reprodução/PRF

Pesquisa da UNESP investiga como manchas e alterações de pele afetam autoestima e qualidade de vida

A Universidade Estadual Paulista (UNESP) está conduzindo uma pesquisa inédita no Brasil para entender o impacto psicossocial das dermatoses pigmentares — como manchas, cicatrizes, queloides, vitiligo e outras alterações de cor na pele — na autoestima e na qualidade de vida das pessoas.

O estudo tem como objetivo traduzir e validar um questionário internacional sobre estigma e viés relacionado à pele, adaptando-o ao português brasileiro. A pesquisa busca voluntários adultos (com 18 anos ou mais) que apresentem alterações visíveis na coloração da pele, como escurecimentos, clareamentos, marcas ou cicatrizes.

A participação é feita por meio de um questionário online, com duração média de 5 a 10 minutos. A UNESP garante que todas as respostas serão anônimas e confidenciais. Os participantes podem interromper a qualquer momento, sem prejuízo algum.

A iniciativa é fundamental para aprimorar o conhecimento sobre as consequências emocionais e sociais dessas condições e, futuramente, contribuir para melhorar o cuidado dermatológico e psicológico no Brasil.

 

Grupo de Teatro com artistas acima de 60 anos leva espetáculo baseado no folclore a distritos de Botucatu

Escrita por Solange Rivas e dirigida por Regina Blanco, peça conduz o público em uma jornada mística onde a terceira idade é protagonista

O Grupo de Teatro Estrela da Manhã, composto integralmente por artistas com mais de 60 anos, apresenta gratuitamente o espetáculo “Flor de Maravilha” nos distritos de Anhumas, Vitoriana e Rubião Júnior em Botucatu (SP). A turnê municipal é realizada por meio do Edital PNAB Botucatu, e busca levar cultura e tradição para comunidades periféricas. A montagem contará com recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras e infraestrutura adaptada para cadeirantes.

Escrita por Solange Rivas e sob a direção de Regina Blanco, a narrativa conduz o público por uma jornada encantadora em busca da mística Flor de Maravilha, que precisa ser colocada no altar de uma santinha para a realização de um desejo. Ao longo da trama, o público é transportado para o universo do folclore nacional, com figuras que representam a riqueza da cultura popular brasileira. O projeto pretende promover e preservar tradições, além de fomentar a inclusão e o protagonismo da terceira idade na cena artística.

“O grupo Estrela da Manhã existe desde 2006 e está sendo extremamente envolvente dirigir Flor de Maravilha, escrita pela querida parceira Solange Rivas. A diversão é presente em todos os ensaios e a caracterização das personagens surge como uma mágica! O elenco é disciplinado, dedicado e muito presente”, destaca a diretora Regina Blanco. A produção ainda conta com a colaboração de Flávia Fazzio na preparação corporal e a direção coreográfica.

Além do objetivo artístico, o projeto reafirma um forte compromisso social. Todas as apresentações são gratuitas e acessíveis, contando com intérprete de Libras, acesso adaptado para cadeirantes, banheiros acessíveis e linguagem simples. As sessões acontecem em Anhumas no dia 22/11 (Quadra da EMEFEI Raul Torres), em Vitoriana no dia 29/11 (Refeitório da EMEFI Profª Lygia Camargo Pardini) e em Rubião Júnior no dia 06/12 (Escola João Queiroz), sempre às 19h. A realização é da Política Nacional Aldir Blanc PNAB, Prefeitura de Botucatu, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Serviço:

Espetáculo: Flor de Maravilha

Produção: Grupo de Teatro Estrela da Manhã e Coletivo Produções

Datas e Locais:

Anhumas: 22 de novembro (sábado), às 19h – Quadra da EMEFEI Raul Torres

Vitoriana: 29 de novembro (sábado), às 19h – Refeitório da EMEFI Profª Lygia Camargo Pardini

Rubião Júnior: 06 de dezembro (sábado), às 19h – Escola João Queiroz

Entrada: Gratuita

Acessível em Libras e com infraestrutura adaptada.

Botucatu em alerta: Coleta de sangue canina começa segunda-feira (24) contra Leishmaniose Visceral

A Vigilância Ambiental em Saúde (VAS), em colaboração com a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ/UNESP), implementará um inquérito sorológico para Leishmaniose Visceral no bairro Jardim Cristina a partir da próxima segunda-feira, dia 24. Esta medida de saúde pública foi acionada após a detecção de um caso autóctone canino da doença e a confirmação da presença do mosquito-palha, vetor da enfermidade.

Objetivo da Coleta:

O foco da ação é coletar amostras de sangue de cães da área para análise laboratorial no Instituto Adolfo Lutz. O objetivo é mapear a circulação do parasita na população canina e fornecer dados cruciais para orientar estratégias de prevenção contra a transmissão a humanos.

Situação em Rubião Junior:

Em paralelo, a investigação epidemiológica no distrito de Rubião Junior encontra-se em fase de conclusão. Naquela localidade, foram confirmados seis casos caninos, o que levou à coleta de mais de 600 amostras atualmente em análise.

Apelo à População:

A VAS reforça a importância da colaboração dos tutores para receber as equipes e permitir a coleta dos animais selecionados. Medidas de controle incluem a manutenção de quintais limpos, remoção de matéria orgânica e uso de coleiras repelentes.

Polícia Civil prende homem em Conchas por descumprir medida protetiva

Conchas, SP – A Polícia Civil de Conchas cumpriu na tarde desta quarta-feira, 19 de novembro de 2025, um mandado de prisão preventiva contra um indivíduo. A ordem judicial foi decretada pela Vara Única de Conchas em 18/11/2025, após o investigado descumprir medidas protetivas de urgência, conforme previsto no Art. 24-A da Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha).

A prisão foi efetuada pela equipe policial composta pelos agentes Silvio, Luciano e Paulo, que localizaram o investigado na Rua Alexandre José.

Os fatos foram formalizados no Boletim de Ocorrência nº QY9711-1/2025. Após os procedimentos legais, o detido foi encaminhado à Cadeia Pública de Itatinga, onde permanece à disposição da Justiça.

A representação pela prisão preventiva foi feita pela Delegacia de Polícia de Conchas, visando garantir a segurança da vítima e a eficácia das medidas protetivas impostas anteriormente.

Polícia Civil

Câmara vira palco eleitoral: Cula volta a defender nomes políticos e jornalista Fernando Bruder reage com críticas duras

O vereador Antonio Vaz de Almeida – Cula (MDB) voltou a usar a tribuna da Câmara Municipal de Botucatu, nesta segunda-feira, 17/11, para reafirmar seu apoio público aos ex-prefeitos João Cury e Mário Pardini, nas próximas eleições de 2026, insistindo que não se trata de campanha antecipada. O discurso, repleto de ataques a críticos e declarações inflamadas, provocou forte reação do jornalista Fernando Bruder, que classificou a conduta do presidente da Câmara como “absurda” e “eleitoreira”.

A seguir, os principais pontos do pronunciamento de Cula e, logo depois, a resposta de Fernando Bruder.

Principais temas da fala do vereador Cula

  • Cula afirmou ter sido denunciado à Comissão de Ética e à Justiça Eleitoral, alegando campanha antecipada — denúncia que ele rejeita:
    “Não estou fazendo campanha, porque não é época. Estou alertando a população do que é bom para a nossa cidade.”
  • O vereador defendeu novamente os nomes de João Cury e Pardini, dizendo que ambos foram “as melhores coisas que Botucatu teve nos últimos tempos”.
  • Criticou quem o denunciou, chamando a pessoa de “doente”, “maldosa” e afirmando ter “pena”: “Quer crescer? Cresça com o seu trabalho, não nas costas das pessoas. Essas pessoas maldosas são destruídas.”
  • Citou em seu discurso, se dirigindo ao Vereador Abelardo, que em outra situação foi denunciado pelo jornalista, dizendo que se o vereador “ficasse quieto, o mesmo com certeza estaria sofrendo novamente”
  • Reforçou que continuará subindo à tribuna para exaltar os dois nomes políticos.
  • Afirmou que não torce para “jacaré”, repetindo expressão usada por aliados, e que continuará falando o que acredita ser melhor para Botucatu.
  • Disse que não se importa com redes sociais e seguidores, sugerindo que críticas seriam motivadas por busca de engajamento.
  • Comentou que está preparado para responder às denúncias:
    “Agora eles vão ver qual vai ser o veredito.”
  • O vereador Lelo Pagani (PSDB), líder do governo na Câmara, pediu a palavra para reforçar que a fala de Cula “não seria propaganda eleitoral, mas apenas defesa de possíveis candidaturas.

Resposta de Fernando Bruder (resumo e pontos principais)

O jornalista Fernando Bruder rebateu diretamente a postura de Cula, classificando o uso da tribuna como inaceitável:

  • Condenou o fato de o presidente da Câmara usar 9 minutos para defender dois nomes políticos, chamando isso de “completo absurdo”.
  • Lembrou que a denúncia já havia sido feita em setembro e que Cula reincide no comportamento.
  • Criticou o uso de um espaço público para fins eleitorais, afirmando que a tribuna “é do povo”.
  • Rechaçou a justificativa do vereador de que fala “apenas coisas boas”:
    “Isso é uma falácia.”
  • Destacou seu papel como jornalista e a necessidade de denunciar erros no município, afirmando que esta também deveria ser uma função fundamental de qualquer vereador.
  • A Tribuna em sua Sessão na Câmara Municipal, é utilizado a TV Câmara e as redes Oficiais como o canal do Youtube e Facebook, situação essa que novamente há o uso de dinheiro público para fins eleitoreiros
  • Reafirmou:
    “Não admito campanha política na tribuna.”
  • Disse que sua atuação não é por “likes e compartilhamentos”, como insinuou Cula, mas pelo povo que “não tem voz” e que muitas vezes é ignorado pelos próprios vereadores.
  • Criticou também o vereador Lelo Pagani, que pediu a palavra para apoiar a fala de Cula, chamando a postura de “velha política”.
  • Finalizou dizendo que Botucatu merece mais e que é preciso impedir a perpetuação de práticas políticas ultrapassadas.

O debate na Câmara Municipal de Botucatu ganhou mais um capítulo intenso. O presidente da Casa, vereador Cula (MDB), subiu novamente à tribuna para reiterar seu apoio público aos ex-prefeitos João Cury e Pardini, transformando o plenário — mais uma vez — em palco de discursos inflamados e alinhamentos políticos.

Mesmo após ter sido denunciado à Comissão de Ética da Câmarea,e à Justiça Eleitoral, Cula atacou quem o questionou, chegando a chamar o denunciante de “doente”, “maldoso” e dizendo “ter pena” dessas pessoas. Entre repetidas negativas de que esteja fazendo campanha, reforçou que continuará defendendo os dois nomes:
“Eu gosto da minha cidade, faço o bem e vou continuar falando. Não estou pedindo voto porque não é época.”

A fala, porém, ultrapassou os limites do discurso institucional e enveredou-se por frases de efeito, acusações, insinuações religiosas e ataques pessoais. Cula afirmou ainda que “as pessoas maldosas serão destruídas” e que seus críticos querem apenas engajamento nas redes sociais.

O jornalista Fernando Bruder, alvo indireto e crítico frequente da atuação do vereador neste posicionamento, respondeu com firmeza. Classificou como “absurdo” o uso da tribuna para enaltecer dois possíveis candidatos e acusou Cula de, mais uma vez, desvirtuar um espaço que deveria ser exclusivamente dedicado à defesa do povo.

Bruder argumentou que não se calará diante de qualquer irregularidade no município e que denunciar problemas não é atacar: é fiscalizar, algo que — segundo ele — boa parte dos vereadores evita, transformando a crítica à prefeitura em tabu.

Para ele, a Tribuna não pode se tornar “cabide de campanha”, e chamou a postura de Lelo Pagani, que reforçou a fala de Cula, de retrocesso político.

No centro da polêmica está a pergunta que não quer calar: a tribuna é ferramenta de trabalho ou palanque antecipado?

Enquanto Cula se coloca como defensor dos “bons nomes” e ironiza críticas, Fernando Bruder aponta para o risco de Botucatu cair novamente nas práticas da velha política — aquela guiada pela conveniência, pelo silêncio seletivo e pelo uso do espaço público como vitrine eleitoral.

A discussão está aberta — e promete ainda mais capítulos.

A fala do vereador pode ser assistida na íntegra pelo link abaixo:

https://youtu.be/0ojxpY0aod4?t=4689

 

Secretaria de Saúde de Botucatu é responsável por contratação irregular dos médicos

Uma investigação baseada em documentos públicos, relatos de profissionais e pareceres de médicos e advogados revela que a Prefeitura de Botucatu mantém um modelo de contratação de médicos por meio de pejotização, subordinação de fato, e indícios de quarteirização, elemento que coloca em xeque a regularidade administrativa e a qualidade do atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Pronto-Socorros do município.

Contratos e estrutura: o que mostram os documentos oficiais

No Portal da Transparência municipal, constam contratos celebrados com a empresa PROMEDSP, contratada para gerir escalas e fornecer médicos à rede municipal.

Os documentos mostram pregões e dispensas de licitação firmados para prestação de “serviços médicos”, abrangendo inclusive a organização de escalas.

Pejotização com cara de vínculo: o que dizem especialistas

Mesmo contratados como Pessoa Jurídica (PJ), os médicos afirmam que possuem:

  • 1. Chefias e coordenações
  • 2. Escalas fixas de trabalho;
  • 3. Controle de jornada e horários fixos de entrada e saída, inclusive com desconto no salário sobre atrasos;
  • 4. Cobranças diretas da gestão municipal;
  • 5. Obrigatoriedade de buscar substitutos quando precisam faltar.

Indícios de quarteirização e quinteirização

Além da terceirização para a PROMEDSP, possa ter vínculo com outras empresas produzindo uma escalada de intermediários nas contratações dos profissionais, e consequentemente, reduzindo o valor dos plantões na ponta para os médicos — prática que especialistas chamam de quarteirização informal.

Relatos de profissionais indicam que a empresa intermediadora não exerce efetivamente a gestão operacional.

Segundo médicos, quem determina cobranças e rotina são chefias das próprias unidades ou de outras empresas que já faziam a gestão dessas unidades, e não a empresa terceirizada.

Além disso, no contrato, a prefeitura permite que a PROMEDSP, que por sua vez, faça subcontratações para outras empresas fazerem a escala.

Tudo isso, pode caracterizar uma cadeia complexa de repasses que dificulta a transparência e a fiscalização.

A quarteirização e quinteirização são criticadas por advogados e entidades médicas por aumentar ainda mais a fragilidade do vínculo trabalhista, diluir responsabilidades e dificultar a fiscalização.

Segundo artigo jurídico recente, esse modelo na saúde pública pode desrespeitar direitos médicos e alterar a natureza real da contratação.

Estudos sobre o tema publicados em revistas jurídicas, como a Consultor Jurídico (ConJur), afirmam que a quarteirização:

  • – Dilui responsabilidades;
    – Dificulta fiscalização;
    – Fragiliza trabalhadores;
    – Aumenta o risco de irregularidades administrativas.

Contradicação financeira: a empresa recebe mais, mas paga menos

A reportagem apurou que a PROMEDSP venceu procedimento licitatório (Pregão/PE e dispensas administrativas) para o serviço médico, com preços globais que, em termos contratuais, chegaram a ser superiores aos pagos à empresa anterior (Vannini & Delatim).

Contudo, médicos relatam que a remuneração efetiva por hora oferecida aos profissionais caiu em relação ao parâmetro anterior, e que a empresa passou a oferecer valores inferiores para novas vagas — situação que, na prática, inviabiliza remuneração compatível e submete médicos a condições mais frágeis e discriminatórias, em que médicos com a mesma função, com a mesma carga horária, tenham pagamentos diferentes.

Essa redução, afirmam, representaria uma desvalorização significativa e um risco à sustentabilidade financeira para quem “se formalizou como empresa”.

Embora a Prefeitura tenha contratado a PROMEDSP por um valor maior inicialmente, a estratégia agora parece reverter o ganho via “outsourcing” em prejuízo para os próprios médicos, que teriam menos retorno por hora trabalhada.

Esse quadro suscita questionamentos administrativos, como:

  • 1. Por que um nova terceirizada contratada recebe mais da Prefeitura e repassa menos ao profissional médico?
  • 2. Há falhas na especificação do edital ou na fiscalização do contrato?
  • 3. Existe margem oportunista para lucro da intermediária à custa dos profissionais?

São perguntas que demandam investigação formal.

O que diz as Entidades Médicas e do Conselho Federal de Medicina

O Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) já manifestou-se criticamente contra a quarteirização médica, afirmando que ela

 “diminui a transparência, fragiliza a responsabilidade profissional e precariza a relação de trabalho”.

Representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM) também questionam a terceirização médica excessiva.

Em evento nacional, líderes do CFM declararam que:

“A precarização dos vínculos trabalhistas deve ser combatida para preservar a qualidade do serviço médico”.

O CFM já alertou sobre os prejuízos da “pejotização”. Em comunicado conjunto com o Conselho Regional de Medicina de Goiás (CREMEGO), afirmou que:

“Médicos contratados como pessoa jurídica, mas sem estrutura empresarial real, podem estar infringindo a legislação trabalhista e tributária.”

O Conselho Federal de Medicina (CFM) alerta para os riscos do modelo.
Segundo, José Carlos Duarte Ribeiro, da Câmara Técnica de Medicina do Trabalho do CFM:

“A pejotização excessiva tem levado à deterioração da qualidade dos serviços e à descaracterização da autonomia do profissional. É um fenômeno que prejudica médicos e pacientes.”

A Resolução CFM nº 1.980/2011 reforça que empresas médicas devem possuir estrutura, mais de um funcionário, registro e responsável técnico — o que nem sempre ocorre no modelo de intermediação usado por municípios. E isso pode ser irregular por parte dos médicos pejotizados.

O que dizem os médicos

A pejotização precariza saúde pública de Botucatu, afirmou um dos médicos ouvidos pela reportagem.

 “Se temos que arrumar um substituto, por que terceirizar a escala, se a empresa contratada não tem nada para fazer?”, nformou um dos médicos do PS, que pediu para não ser identificado por receio de represálias.

“A empresa ganha mais da Prefeitura, mas oferece menos para o médico. Quem perde é o profissional e a população que fica sem atendimento digno”, desabafou angustiado um médico do Pronto Socorro Adulto, ouvido pela reportagem.

“Sou PJ só no papel; tenho escala fixa e sou cobrado como se fosse funcionário”, relatou outro médico da UBS.

O que dizem juristas e advogados trabalhistas

Para os justistas procurados pela nossa equipe de reportagem, trabalhar como PJ em regime tão rígido, configura uma forma de vinculação disfarçada, isso porque há claros, elementos que caracterizam vínculo empregatício.

Esses elementos caracterizam, segundo juristas, uma relação que se aproxima muito mais de emprego do que de prestação de serviço autônomo.

Segundo advogados trabalhistas, esse conjunto de elementos caracteriza subordinação direta, não eventualidade, onerosidade, e pessoalidade.

Esse tipo de situação pode colidir com a Súmula 331 do TST, que trata da terceirização.

A súmula afirma que “a contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços”, salvo no caso de trabalho temporário (Lei 6.019/74).

Além disso, o TST considera que, se há pessoalidade, onerosidade, não eventualidade e subordinação direta, é muito impreciso classificar o vínculo, como terceirização legítima.

Se os médicos são tratados como funcionários (subordinados), mesmo formalizados como empresas, corre-se o risco de configurar fraude trabalhista para burlar direitos da CLT, direitos previdenciários e trabalhistas.

A Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determina que o tomador de serviço (neste caso, a Prefeitura) pode ser responsabilizado por irregularidades trabalhistas quando há intermediação indevida e ausência de autonomia do contratado.

O advogado trabalhista Daniel Manfredini, especialista em relações profissionais na saúde, afirma em artigo publicado que:

“A pejotização é válida somente quando há plena autonomia técnica e administrativa. Quando há escala fixa e subordinação hierárquica, há forte tendência de reconhecimento de vínculo”.

Entenda quais são os requisitos que configuram o vínculo empregatício

  1. Subordinação: O trabalhador deve seguir as ordens, regras e controle do empregador, sendo inserido na hierarquia da empresa.
  2. Não eventualidade: O serviço é prestado de forma contínua e habitual, e não esporádica. A relação de trabalho não é por um curto período ou apenas para uma situação específica.
  3. Onerosidade: O trabalhador recebe uma remuneração (salário) em troca do seu trabalho.
  4. Pessoalidade: A prestação de serviço deve ser feita pela própria pessoa contratada, sem a possibilidade de se fazer substituir por outra.
  5. Pessoa física: O empregado deve ser uma pessoa natural, e não uma pessoa jurídica. A empresa do médico tendo apenas ele como funcionário e o próprio mantenedor, pode configurar uma pessoa natural.

Consequências do vínculo empregatício

Quando um vínculo empregatício é configurado, o empregador (e as empresas envolvidas, além da prefeitura) são obrigados a cumprir todos os direitos trabalhistas previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como:

  • – Férias
    – 13º salário
    – FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)
    – Horas extras e adicionais (noturno, insalubridade, periculosidade)
    – Vale-transporte

Riscos legais para a Prefeitura

A Prefeitura pode ser responsabilizada por:

  1. Fraude trabalhista (pejotização com subordinação);
  2. Responsabilidade subsidiária, caso médicos acionem a Justiça;
  3. Falhas de fiscalização do contrato;
  4. Irregularidade por quarteirização e quinteirização, vedada em diversos pareceres de tribunais de contas.

Advogados trabalhistas entrevistados classificam o modelo como “de alto risco jurídico” para o prefeito Fábio Leite e o vice-prefeito e secretário de saúde, André Spadaro.

Modelo que se repete da gestão do ex-prefeito Pardini

Em Botucatu, o modelo de contratação médica por pejotização não é novidade.
Segundo apuração da Rede Alpha, o mesmo formato que hoje gera precarização e denúncias de irregularidades em várias Unidades de Saúde do Município havia sido adotado na gestão anterior do então prefeito Mário Pardini — também sob coordenação do secretário de Saúde André Spadaro — quando a Prefeitura contratou a empresa Humanitar para assumir parte das escalas médicas.

Na época, médicos relataram as mesmas práticas: subordinação direta, escala fixa, cobranças por horário, necessidade de encontrar substitutos e ausência de vínculo público, apesar da rotina típica de servidor. O modelo, agora repetido com a empresa atual, demonstra que a Prefeitura mantém um padrão contínuo de terceirização e quarteirização, substituindo concursos públicos por contratos que fragilizam profissionais e comprometem a qualidade da assistência prestada à população.

Silêncio das autoridades

A equipe de reportagem procurou o prefeito Fábio Leite, o Vice-prefeito e secretário de saúde, André Spadaro e a secretária de Comunicação, Cinthia Al-Lage mas nenhum deles deu qualquer resposta sobre essa agrave situação enfrentada pelos médicos das Unidades Básicas de Saúde do município de Botucatu.

A equipe de jornalismo da Rede Alpha de Comunicação continuará acompanhando os desdobramentos de mais esta denúncia e fazendo as atualizações para a população.

Leia a matéria anterior sobre a Crise da saúde de Botucatu pelo link abaixo:
https://www.alphanoticias.com.br/medicos-denunciam-desvalorizacao-apos-troca-emergencial-de-empresa-na-saude-de-botucatu/

 

Foto: Redes Sociais

Homem é preso por violência doméstica e dano ao patrimônio público em Areiópolis

Policiais militares da 2ª Companhia do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior prenderam, no dia 17 de novembro de 2025, um homem acusado de violência doméstica, lesão corporal, ameaça e dano ao patrimônio público em Areiópolis.

A equipe realizava patrulhamento pelo bairro CDHU 2 quando foi acionada pela vítima, que relatou ter sido ameaçada pelo marido e que se dirigia ao hospital por sentir-se mal. Os policiais seguiram até a unidade de saúde, onde localizaram o suspeito. Durante a abordagem, o homem resistiu à prisão, sendo necessário que a equipe realizasse sua imobilização.

No momento da intervenção, o agressor desferiu chutes em bancos do hospital, causando danos ao patrimônio público. Após contido, ele recebeu voz de prisão e foi conduzido ao plantão policial. O delegado de plantão ratificou a prisão, encaminhando o indivíduo à cadeia pública de Itatinga, onde permanece à disposição da Justiça.