Destaque

Moradora denuncia que crianças são deixadas na chuva por motoristas do transporte escolar em Botucatu

Uma moradora da Fazenda Lageado, em Botucatu, procurou a reportagem para relatar sua “total indignação” com o serviço de transporte escolar oferecido pela Prefeitura. Segundo ela, motoristas têm deixado as crianças no lago da propriedade — ponto distante entre 200 e 300 metros das casas — mesmo em dias de chuva intensa.

De acordo com o relato, os motoristas alegam dificuldades para trafegar pelas estradas internas quando chove. Porém, a moradora contesta a justificativa. “As estradas estão pedradas, não atola a van. A van sobe, a van desce, porque a gente recebe caminhões aqui. Não tem perigo nenhum das vans atolar nessas estradas”, afirma.

A situação, segundo ela, expõe as crianças a riscos e desconforto desnecessário. “As crianças têm que ir na chuva. É um descaso”, desabafa.

A moradora conta ainda que tentou contato com a garagem municipal e com o próprio prefeito para buscar uma solução, mas não obteve retorno. “Ninguém me atendeu. Eu queria pedir ajuda de pessoas competentes, porque tem muitos incompetentes deixando as crianças desse jeito”, protesta.

Até o momento, não houve manifestação oficial da Prefeitura de Botucatu sobre o caso.

Lançamento de Livro em Botucatu: Um Tributo à Cronista Elda Moscogliato na Pinacoteca Fórum das Artes

Claudia Bassetto lança livro “Elda Moscogliato, um começo de conversa” no sábado, 29
Obra memorialística aborda trajetória da cronista que marcou a vida cultural da cidade de Botucatu e oferece ao leitor um percurso por ruas e acontecimentos que, de alguma forma, constituem tantos outros botucatuenses. Evento acontece na Pinacoteca, com entrada franca

No dia 29 de novembro de 2025, às 11h, a Pinacoteca Fórum das Artes (Rua General Teles, 1040, Centro) recebe o lançamento do livro “Elda Moscogliato, um começo de conversa” (Editora Mireveja, 288 páginas), assinado por Claudia Bassetto, professora, artista visual e membro da Academia Botucatuense de Letras (ABL). Mais do que um livro, a publicação integra um projeto multimídia que celebra a leitura, a escrita, a cena teatral e a memória cultural de Botucatu (SP).
Selecionado entre mais de 600 projetos em edital do Programa de Ação Cultural (ProAC), em 2024, o projeto se desdobra em múltiplas linguagens: além do livro, inclui audiolivro, e-book, ações educativas e a peça teatral “Querida Elda”, com dramaturgia de Solange Rivas e apresentação da Cia de Teatro Chafariz. Financiada com verbas de incentivo à cultura do Governo do Estado de São Paulo e do Ministério da Cultura do Governo Federal, a iniciativa tem apoio da Academia Botucatuense de Letras e das Secretarias de Educação e de Cultura de Botucatu.

A pesquisa do livro
Em 2009, ao assumir a cadeira 26 da Academia Botucatuense de Letras, cuja patrona é Elda Moscogliato (1916-2000), Claudia Bassetto iniciou uma pesquisa sobre a trajetória da cronista que marcou a vida cultural da cidade. Até então, a autora conhecia Elda apenas pelas colunas de jornal. Movida pela curiosidade e pelo encanto com a escrita da cronista, Claudia começou a reconstruir os caminhos dessa mulher que transformava o cotidiano em poesia.
A autora embarca, então, numa aventura, criando uma teia poética em que sua vida se entrelaça à obra da personagem-escritora.

“O acesso ao arquivo pessoal de Elda – repleto de cartas, crônicas, anotações e fotografias do álbum da família Moscogliato – foi possível graças à colaboração de Maria Anna, a “Nhá”, irmã caçula de Elda”, recorda-se Claudia. “Ela me abriu a casa da rua General Telles com a intenção de ter um registro fiel da história da irmã e da família. Nhá compartilhou suas memórias em conversas sempre orais, sem gravações, em respeito à confiança estabelecida. A cada encontro, eu me via mais imersa na história”.

Filha de Vicente Moscogliato e Ida Varoli Moscogliato, Elda registrou em suas crônicas, ao longo das décadas, o cotidiano das ruas botucatuenses, especialmente da Curuzu, coração da comunidade italiana, deixando um retrato sensível de uma Botucatu em transformação, desde o século passado até a virada do milênio.

O livro reúne textos e imagens, compondo um registro histórico e afetivo da presença de inúmeras famílias na cidade e do comportamento da época. Num tom autobiográfico e memorialístico, é mesmo um “começo de conversa” entre passado e presente, entre a mulher que escreveu Botucatu e a autora que hoje a revisita, oferecendo ao leitor um percurso por ruas e acontecimentos que, de alguma forma, constituem tantos outros botucatuenses.

O audiolivro é dividido em três partes, com mais de seis horas de gravação, ao todo, com trilha sonora de Josiel Rusmont e vozes femininas que percorrem afetivamente o passado e o presente, revelando a transformação da cidade e de suas famílias. Pode ser acessado na plataforma Spotify. Links na página do projeto, onde já é possível adquirir o livro: https://www.editoramireveja.com/elda .

Ação educativa e teatral
Desde maio, alunos dos oitavos anos da EMEF Elda Moscogliato, na zona rural, participam de oficinas e ensaios que estimularam leitura e escrita e culminaram na peça “Querida Elda”, dirigida por Solange Rivas, que também assina a composição homônima escrita para a peça ao lado de Gisele Barbosa, com encenação da Cia de Teatro Chafariz.

Pelo Projeto Elda, alunos e atores já se apresentaram em eventos como a FLIB (Feira Literária de Botucatu), promovida pela Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), no campus da Unesp, o BotuSIMA – Simpósio de Metodologias Ativas do Ensino Fundamental, realizado pela Secretaria de Educação de Botucatu, além de apresentações na Biblioteca Municipal Emílio Pedutti e no Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci.

A peça “Querida Elda” terá nova apresentação no lançamento oficial do livro, com interpretação em LIBRAS e registro em fotografia e vídeo para posterior exibição nas escolas, integrando aprendizado, memória e criação artística de forma acessível.

O projeto prevê distribuição gratuita dos exemplares impressos para alunos, professores e funcionários da escola, bibliotecas públicas, universidades e instituições culturais, enquanto e-book e audiolivro estão disponíveis no site da Editora Mireveja (https://www.editoramireveja.com/elda), na Secretaria de Cultura, Economia e Indústrias Criativas de São Paulo, na Biblioteca Municipal Emílio Pedutti e no NAPE de Botucatu, garantindo amplo acesso e inclusão.

“Com o projeto, quis valorizar a memória literária e cultural da cidade, aproximar alunos e comunidade da obra de uma cronista pioneira e promover o interesse pela leitura, escrita e criação artística por meio de experiências enriquecedoras e acessíveis para todas as idades”, afirma Claudia Bassetto. “Só durante a pesquisa e o processo de escrita percebi o quanto as histórias de Elda também falavam de mim. Foi nesse encontro de trajetórias que nasceu o diferencial do trabalho, entrelaçando nossas histórias.”

O lançamento do livro é gratuito. E, para 2026, a autora já tem programação planejada para as cidades da região, incluindo Bauru, Lençóis Paulista, Pardinho, Piracicaba, Pratânia, São Manuel e Sorocaba.

Atrasos e bloqueios na Floriano Peixoto irritam moradores que utilizam a via frequentemente em Botucatu

A reforma e adaptação da Avenida Floriano Peixoto, em Botucatu, continua a causar forte descontentamento entre moradores e motoristas que dependem diariamente da via. Embora a Prefeitura siga afirmando que as intervenções são necessárias para melhorias estruturais, a forma como os bloqueios e desbloqueios têm ocorrido vem gerando críticas generalizadas, especialmente pela falta de comunicação ampla e pela morosidade no andamento dos trabalhos.

Com a interdição parcial da avenida, o trânsito da Rua Major Matheus — sentido bairro-Centro — tem sido completamente direcionado para o Elevado Bento Natel. O resultado, segundo diversos munícipes, são congestionamentos constantes em horários de pico, tornando o deslocamento diário mais demorado e estressante.

Outro ponto levantado pela população é a ausência de equipes trabalhando em horários alternativos. Moradores afirmam que as secretarias envolvidas não têm adotado períodos de menor fluxo, como início da manhã, noite, sábados ou feriados — o que ajudaria a acelerar a obra sem causar tanto impacto no trânsito. A percepção é de que não há continuidade no serviço e que, muitas vezes, o canteiro parece ocioso.

A situação gera preocupação quanto ao prazo prometido pelo prefeito Fábio Leite, que declarou que a obra seria entregue até 20 de novembro. Com o tempo chuvoso dos últimos dias e o que moradores classificam como “falta de planejamento e pouca experiência em gestão de obras”, cresce a desconfiança de que o compromisso não será cumprido.

Muitos cidadãos relatam frustração com o que consideram uma marca da atual administração: entregas incompletas e intervenções prolongadas. Segundo eles, a população está cansada de receber serviços públicos “pela metade” e cobra que a Prefeitura adote uma postura mais firme no acompanhamento e fiscalização das obras.

O que diz a população

Moradores que utilizam as redes sociais e grupos comunitários para comentar a situação têm manifestado diferentes posicionamentos, entre eles:

  • Revolta com o trânsito:
    “A Major Matheus virou um caos. Todo mundo preso no mesmo desvio, ninguém aguenta mais”, relatou uma moradora do Jardim Paraíso.
  • Críticas ao cronograma:
    “Parece que ninguém trabalha à noite ou no fim de semana. Assim a obra nunca vai andar”, afirmou um comerciante da região.
  • Desconfiança sobre o prazo:
    “Prometer até 20/11 é fácil. Quero ver entregar mesmo, porque até agora só vemos chuva e obra parada.”
  • Cobrança por planejamento:
    “Faltou organização desde o começo. Não avisam, não sinalizam direito, e quem paga é a população que fica horas no trânsito.”
  • Cansaço com obras mal concluídas:
    “A cidade inteira está cansada de serviço pela metade. Queremos algo bem feito e dentro do prazo.”

Nesse ritmo, o que podemos observar de tempos em tempos é a exibição de vídeos em redes sociais do Prefeito e da Prefeitura mostrando

 

Mutirão de cirurgias no HC de Botucatu zera fila de Síndrome do Túnel do Carpo para pacientes da região

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu,Unesp (HCFMB), por meio da subespecialidade de cirurgia da mão do Serviço de Ortopedia, realizou um mutirão de procedimentos no último sábado (8), promovendo um avanço significativo no atendimento regional.

A iniciativa, que ocorreu no Hospital Estadual Botucatu (HEBo), resultou na realização de 14 cirurgias destinadas à correção da Síndrome do Túnel do Carpo. O esforço beneficiou pacientes que estavam em fila de espera de toda a área de abrangência do Departamento Regional de Saúde VI (DRS-VI) Bauru.

O sucesso do mutirão foi garantido pela dedicação de:

Três docentes do Serviço de Ortopedia;
Cinco médicos residentes da especialidade;
Equipes de enfermagem e higienização.

Entenda a Síndrome do Túnel do Carpo

A Síndrome do Túnel do Carpo é uma condição muito comum causada pela compressão do nervo mediano no túnel do carpo, localizado no punho. Essa compressão afeta o nervo principal responsável pela sensibilidade do polegar, indicador e dedo médio, manifestando-se através de formigamento, dormência e dor na mão.

Polícia Militar cumpre mandados e prende quatro procurados da Justiça em São Manuel e Pratânia

A Polícia Militar (PM) de São Manuel, através de equipes da 2ª Cia do 12º Batalhão, realizou uma série de ações coordenadas no dia 14 de novembro, resultando na captura de quatro indivíduos procurados pela justiça em São Manuel e Pratânia.

Duas prisões foram efetuadas contra procurados pela justiça por mandados criminais:

1. Primeira Captura: Um indivíduo foi abordado durante patrulhamento de rotina na Avenida José Horácio Melão.
2. Segunda Captura: Outro procurado foi localizado em uma empresa situada no Distrito Industrial 2.

Ambos foram informados sobre a existência dos mandados e conduzidos à delegacia de polícia civil de São Manuel, sendo posteriormente transferidos para a Cadeia Pública de Itatinga.

As outras duas ações envolveram o cumprimento de mandados de apreensão expedidos contra dois indivíduos procurados por ato infracional de homicídio qualificado. A PM prestou apoio a um oficial de justiça para cumprir as determinações:

Um dos jovens foi apreendido no bairro Jardim Brasil, em São Manuel.
O segundo foi localizado no centro de Pratânia.

Os dois menores foram encaminhados à Fundação CASA de Botucatu, onde permanecem à disposição da Justiça.

A PM reforça seu compromisso com a segurança pública na região.

Homem é preso no Jardim Itamarati por descumprir medida protetiva e ameaçar companheira

Na noite da última sexta-feira (14), a Guarda Civil Municipal de Botucatu prendeu um homem de 49 anos no Jardim Itamarati, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. A ação aconteceu na Rua Benjamin Figueiredo e foi registrada pela Polícia Civil.

Durante abordagem de rotina, os guardas consultaram os dados do suspeito e confirmaram que havia contra ele uma ordem judicial em aberto, motivada por descumprimento de medida protetiva e ameaça, com base na Lei Maria da Penha e no artigo 147 do Código Penal.

Diante da constatação, os agentes deram voz de prisão. O homem foi levado para avaliação médica e não apresentava lesões. A companheira do detido, que se encontrava no local, foi devidamente informada sobre o motivo da condução.

Concluídos os trâmites legais, o indivíduo foi encaminhado à Cadeia Pública de Itatinga, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.

Guarda Civil Municipal

Câncer de pele: Adesivo “percebe” risco da doença

Cuidar da pele vai muito além da preocupação com a aparência. A identificação precoce de alterações cutâneas permite um diagnóstico mais assertivo do que pode ser uma doença grave, como câncer. A atenção contínua, portanto, muitas vezes significa o início rápido de um tratamento, o que amplia as chances de recuperação. Entretanto, os métodos usados atualmente para detectar o câncer de pele não são tão acessíveis, pois dependem de atendimento em clínicas especializadas.

Diante desse contexto, cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos, criaram um adesivo vestível inovador, que dispensa o uso de bateria e chip. O acessório mede, de forma simples e não invasiva, as propriedades elétricas (bioimpedância) de lesões na pele, independentemente do tom. Dessa forma, ele consegue distinguir com precisão áreas saudáveis de manchas suspeitas, identificando sinais elétricos específicos. A pesquisa foi publicada na revista npj Biomedical Innovations. 

Mohammad J. Moghimi, professor assistente de engenharia biomédica da Universidade Wake Forest e líder do estudo, afirmou, em nota, que o dispositivo aplicado à pele foi desenvolvido para ser acessível, confortável e simples de utilizar, inclusive fora de ambientes clínicos. “Ele pode permitir que pacientes e profissionais monitorem áreas suspeitas e procurem atendimento com maior agilidade.”

De acordo com Moghimi, o adesivo se destaca porque não requer baterias nem chips, o que o torna leve, descartável e econômico. Além disso, ao contrário da inspeção puramente visual, a tecnologia fornece dados numéricos objetivos sobre a saúde da pele, reduzindo o risco de biópsias desnecessárias e ajudando os médicos a tomar decisões mais precisas.

Mecanismos e desafios 

Para testar a eficácia do adesivo, os pesquisadores convidaram 10 voluntários para participar do estudo. Em cada pessoa, o dispositivo foi colocado sobre uma lesão pigmentada da pele, como uma pinta, e em uma área de pele saudável próxima. Usando sinais elétricos seguros, o adesivo mediu a bioimpedância, ou seja, como a pele reage à passagem da corrente elétrica. A análise dos dados mostrou diferenças claras entre a pele saudável e a pele lesionada.

O médico dermatologista e especialista em oncologia cutânea Eduardo Oliveira explica que a bioimpedância é um método que mede a resistência e a capacitância dos tecidos quando uma corrente elétrica de baixa intensidade passa por eles. Muito além da superfície, ela reflete as propriedades celulares estruturais mais profundas. “Lesões malignas, como o melanoma, podem apresentar alterações significativas nessas propriedades. O metabolismo acelerado, o aumento da água intracelular, as mudanças na membrana celular e na densidade celular alteram a forma como a eletricidade flui. No estudo em questão observou-se que lesões pigmentadas apresentaram uma impedância elétrica menor em comparação com a pele saudável adjacente”, afirma.

Embora o princípio seja sólido e já aplicado em outros sensores, para esse adesivo específico ainda é necessária uma validação mais rigorosa para estabelecer a capacidade de diferenciação de forma definitiva. “Estudos com dispositivos portáteis de bioimpedância, que não são necessariamente vestíveis e sem bateria, já mostraram sensibilidade de mais de 90% e especificidade de até 75% na diferenciação entre melanoma e nevos [pintas ou sinais] benignos, o que é muito encorajador para a objetividade da técnica em si”, acrescenta o especialista.

Sobre as vantagens da técnica, Oliveira ressalta que a capacidade de gerar dados quantitativos e reprodutíveis é especialmente relevante. Enquanto o exame físico e mesmo a dermatoscopia dependem fortemente da experiência do examinador, estando, portanto, sujeitos à subjetividade e à variação entre diferentes profissionais, a bioimpedância oferece um resultado numérico objetivo. No entanto, o dermatologista aponta que essa objetividade só adquire real significado clínico se o dispositivo demonstrar elevada sensibilidade e especificidade na distinção entre lesões benignas e malignas, aspecto que constitui o foco de diversos estudos de validação clínica atualmente em andamento.

Outro desafio prático a ser enfrentado é que o adesivo depende de um acoplamento magnético com um módulo leitor externo, posicionado a poucos milímetros de distância. Essa dependência impõe a necessidade de um alinhamento extremamente preciso e estável do leitor, que deve permanecer entre 3 e 7mm do adesivo para garantir uma transferência de energia eficiente. “Qualquer desvio ou movimento excessivo pode, sim, afetar a qualidade do sinal e, consequentemente, a precisão da medição”, diz o médico.

Para Oliveira, o fato de o dispositivo funcionar em todos os tons de pele é um benefício crucial e um dos grandes potenciais de democratização da saúde dessa tecnologia. Ele afirma que o diagnóstico visual e dermatoscópico de lesões pigmentadas em peles escuras pode ser mais desafiador devido à maior atividade de melanina, que pode obscurecer padrões diagnósticos. As tecnologias ópticas, incluindo algumas baseadas em inteligência artificial, mostraram menor desempenho em fototipos mais altos.

Essa abordagem elétrica tem potenciais vantagens sobre os métodos que são só visuais ou por imagem/fotodermatoscopia. Como ela mede propriedades elétricas próprias do tecido, ela independe do tom de pele. A inclusão de populações diversas nos estudos de validação é fundamental para confirmar essa hipótese e garantir que o benefício seja universal.

A equipe de pesquisa pretende aperfeiçoar o adesivo, incorporando eletrodos de hidrogel condutores para melhorar tanto o desempenho quanto o conforto. A próxima etapa incluirá estudos clínicos mais amplos, com o objetivo de avaliar a eficácia do dispositivo em condições reais e verificar sua capacidade de diferenciar lesões benignas de malignas.

Fone: Correio  Braziliense

Foto: Wake Forest University School of Medicine/Divulgação

Enem 2025: Pedido de reaplicação de provas começa nesta segunda-feira 17/11

Os participantes que perderam a aplicação de um ou dois dias de provas do Enem afetados por problemas logísticos, desastres naturais ou doenças infectocontagiosas poderão solicitar a reaplicação do exame a partir desta segunda-feira (17) até as 12h da próxima sexta-feira (21), no horário de Brasília.

“Todos os que se sentirem prejudicados, por exemplo, pela falta de energia e fatores externos às escolas, terão direito à reaplicação nos dias 16 e 17 de dezembro.”

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) avisa que haverá apenas uma reaplicação do Enem.

Como solicitar

A solicitação deverá ser feita por meio da Página do Participante, no site do Inep, com login de acesso pela plataforma Gov.br.

Para a análise, o participante deverá inserir um documento legível, em língua portuguesa, que comprove a condição que motiva a solicitação de atendimento, com a data que contemple o dia perdido de aplicação do Enem 2025.

Situações

Os participantes de cidades afetadas por desastres naturais terão a reaplicação do exame garantida.

O ministro da Educação, Camilo Santana, lembrou os candidatos que tiveram o Enem suspenso em Rio Bonito do Iguaçu, no centro-sul do Paraná, após a passagem de um tornado no dia 7 de novembro. O município ficou 90% destruído, de acordo com a Defesa Civil do estado.

O edital de abertura do Enem prevê que o participante afetado por problemas logísticos durante a aplicação das provas ou acometido por doença infectocontagiosa no primeiro ou no segundo dia das provas poderá solicitar a reaplicação.

Doenças infecciosas

De acordo com o edital do Enem 2025, o participante infectado por uma das doenças a seguir deverá solicitar reaplicação: tuberculose, coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenzae, doença meningocócica e outras meningites, varíola, varíola dos macacos (monkeypox), influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, varicela (catapora) ou covid-19.

Problemas logísticos

Para reaplicação, são considerados problemas logísticos que prejudicaram o solicitante como: desastres naturais que comprometam a infraestrutura do local; falta de energia elétrica que comprometa a visibilidade da prova pela ausência de luz natural ou outro erro de execução de procedimento de aplicação.

Análise

Cada caso será analisado individualmente pela equipe do Inep. Somente a aprovação do documento comprobatório garante a participação na reaplicação do exame.

Para os casos em que o pedido for aceito (deferido), as provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro.

O inscrito fará a prova somente do dia em que sua participação foi inviabilizada no Enem.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução