Educação

Brasil tem mais de 632 mil crianças em fila de espera por creche

Em todo o Brasil, 632.763 crianças aguardam por uma vaga em creches públicas. Em quase metade dos municípios brasileiros (44%), há crianças em fila de espera para fazer a matrícula na educação infantil. Os dados são do levantamento nacional Retrato da Educação Infantil no Brasil – Acesso e Disponibilidade de Vagas, feito pelo Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação no Brasil (Gaepe-Brasil), composto pela sociedade civil e entidades do poder público, entre elas o Ministério da Educação (MEC).

O estudo reúne informações sobre o acesso da população à educação infantil, que vão auxiliar na criação de um plano de ação voltado à expansão da oferta de vagas nessa etapa de ensino no país.

As conclusões do estudo, realizado entre 18 de junho e 5 de agosto, foram divulgadas na terça-feira (27).

Educação infantil

A educação infantil, com o devido acesso a creches e pré-escolas de qualidade, é um direito de todas as crianças, e a oferta de vagas é obrigação do poder público, ambos previstos na Constituição Federal de 1988 e ratificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2022.

As creches são destinadas às crianças até os 3 anos de idade, ou que tenham 4 anos, se completados após 31 de março de cada ano, data que estabelece o corte etário para ingresso na pré-escola.

Na pré-escola, a frequência é obrigatória para crianças de 4 e 5 anos de idade ou que tenham 6 anos, completados após 31 de março, quando a criança deve ingressar no ensino fundamental.

Creche

Todos os 5.569 municípios e o Distrito Federal responderam ao levantamento nacional Retrato da Educação Infantil no Brasil – Acesso e Disponibilidade de Vagas, feito em 48 dias.

Dos municípios, 2.445 (44%) têm fila de espera nessa etapa; 7% não fizeram essa identificação de falta de vagas; e 184 (3%) não têm creche, segundo o Censo Escolar da Educação Básica de 2023.

Ao considerar exclusivamente o total de cidades com filas de espera em creches, 88%, 2.160 cidades, relatam que o principal motivo é a falta de vagas.

Na pesquisa, como os municípios puderam marcar mais de um motivo pelos quais os responsáveis não matricularam suas crianças em creches, aparecem outras explicações, como opção dos pais, por entender que as crianças são pequenas demais para ir à creche ou que a primeira infância deve ser vivida em família; desconhecimento sobre o processo de matrícula e de prazos; distância entre a residência e a instituição de ensino; falta de transporte adequado, especialmente, em áreas rurais; incompreensão sobre a importância da educação infantil; mudanças frequentes de endereço da criança.

No registro total das mais de 632,7 mil crianças na fila por vaga em creche por faixa etária, 123 mil (19%) têm até 11 meses de idade; 178,4 mil (28%), 1 ano; 165,4 mil (26%) têm 2 anos; 131,4 mil (21%) têm 3 anos; e 34,3 mil (5%), 4 anos.

Entre as regiões, o Sudeste tem 212,5 mil crianças fora de creches. A região é seguida pelas crianças do Nordeste (124,3 mil); Sul, com 123,3 mil crianças desassistidas; Norte, 94,3 mil; finalizando com o Centro-Oeste, 78,1 mil crianças sem vagas em creches.

Pré-escola

Sobre a pré-escola, em números absolutos há 78.237 registros de crianças que não frequentam essa etapa de ensino, sendo que  50% (39.042) estão nessa situação porque a rede não têm vagas.

Em relação aos municípios, na faixa etária relativa à pré-escola o percentual de crianças que deveriam estar matriculadas é 8%. As principais razões são a não realização da matrícula pelos responsáveis, em sete de cada dez desses municípios; e a falta de vagas, em quatro de cada dez.

Idade mínima

No Brasil, apenas 11% dos municípios iniciam o atendimento das crianças em creches sem prever idade mínima para ingresso. Nos demais, há idades estipuladas: 52% começam a atender bebês entre 1 mês e 11 meses; 22%, crianças entre 1 ano e 1 ano e 11 meses; 11% entre 2 anos e 3 anos incompletos; e 3% atendem apenas a partir dos 3 anos de idade.

Prioridades

No país, 44% dos municípios têm critérios de priorização do atendimento em creches, enquanto 56% ignoram essas condições.

O principal parâmetro levado em conta pelas redes de educação pública (64%) é a situação de risco e vulnerabilidade, que se refere, especialmente, a crianças encaminhadas por órgãos como o conselho tutelar, assistência social e Ministério Público.

Outros fatores mais apontados para a definição de ordem na fila por vaga em uma creche são crianças com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e necessidades educacionais especiais, como altas habilidades ou superdotação (48%); responsáveis que trabalham fora (48%) no período de aula; famílias de renda familiar (38%), particularmente aquelas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) ou beneficiárias do Bolsa Família; mães solo e/ou mães adolescentes (23%), especialmente, aquelas que estudam ou trabalham; proximidade da residência (17%); encaminhamentos especiais (9%) determinados judicialmente ou por órgãos de proteção; ordem de inscrição na lista de espera (6%); demais ocorrências (7%), como a presença de irmãos matriculados na mesma instituição, mães que trabalham em áreas rurais e crianças em situação de acolhimento institucional.

Transparência

Os municípios são obrigados a divulgar a lista por vagas nos estabelecimentos de educação básica de sua rede de ensino, conforme determina a Lei 14.685/2023. No entanto, apenas 25% dos municípios tornam público o número de vagas existentes em creches, aponta o estudo.

Outros dados divulgados no levantamento são as ações municipais para garantir a matrícula e frequência de crianças em idade pré-escolar que estão fora das salas de aula: 68% das prefeituras fazem a busca ativa de crianças, mas as famílias não procuraram atendimento, incluindo visitas domiciliares, campanhas de conscientização e parcerias com conselhos tutelares, assistentes sociais.

As ações ainda incluem a divulgação de campanhas de conscientização e sobre o período de matrículas em redes sociais e outros meios de comunicação; o uso de sistemas informatizados e cruzamento de dados para identificação de crianças fora da escola; e por fim, planos de ampliação de salas de aula e a criação de vagas adicionais para atendimento do público alvo.

Ações federais

Em resposta aos desafios difundidos no levantamento, o Ministério da Educação (MEC) disse que, desde o início da atual gestão, tem investido na educação básica em todo o Brasil, com ênfase na ampliação das vagas e na qualidade da oferta. Até 2026, o MEC planeja construir 2,5 mil novas creches e pré-escolas por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Além do Novo PAC, o Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica pretende concluir todas as obras paralisadas e inacabadas da educação básica.

A secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, informou que foram investidos mais de R$ 1 bilhão na educação infantil. “Desde 2023, foram R$ 592 milhões investidos pelo Programa Escola em Tempo Integral, nessa etapa educacional; outros R$ 492 milhões investidos pelo Programa de Apoio à Manutenção da Educação Infantil e, ainda, R$ 93 milhões aplicados no Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil. Além disso, já entregamos 378 novas creches”.

O secretário de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino, do Ministério da Educação, Maurício Holanda, defende a atuação conjunta da União, estados e municípios para traçar um plano de ação.

“Temos realizado, no MEC, uma grande tarefa de construir relacionamentos interfederativos cada vez mais sólidos. Precisamos pensar o que podemos fazer com e pelos municípios no enfrentamento desse cenário”, disse.

Articulação

A presidente executiva do Instituto Articule, Alessandra Gotti, comentou os principais desafios a serem enfrentados imediatamente para reversão dos números negativos. “Um plano de apoio aos municípios precisa olhar para a universalização, urgente, da pré-escola. Além disso, é preciso construir um plano de expansão de vagas de creche, de forma a atender toda a demanda existente. Havendo lista de espera, priorizar de imediato as crianças que mais precisam de maneira a reduzir as desigualdades sociais”.

O conselheiro da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Cezar Miola, enfatizou a necessidade de conhecer os dados para que diferentes instituições auxiliem os municípios. “Não se controla o que não se conhece. Precisamos acessar esses dados, para que possamos atuar em cada rede.”

Fonte: Agência Brasil

Foto: Antônio cruz

Educação em Botucatu cai em rendimento, indica o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica

Alpha Notícias através da Rádio Alpha, conversou nesta sexta-feira (23), com professor e diretor de ensino da Faculdade Única e Grupo Prominas, Dr. William José Ferreira, profissional conceituado na área da educação para falar sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de Botucatu.

Dr. Ferreira conquistou uma honraria que poucos profissionais da educação em nível nacional conseguem: receber o convite para participar de uma comissão do MEC (Ministério da Educação).

Os resultados recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023 revelam um cenário preocupante para o ensino no Brasil. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a meta nacional foi atingida, mas, nos anos finais, o país obteve 5 pontos, ficando 0,5 abaixo da meta estabelecida. Também aquém do esperado, o ensino médio apresentou um desempenho de 4,3 pontos.

No geral, apenas três redes estaduais – Goiás, Pernambuco e Piauí – conseguiram alcançar as metas estipuladas, evidenciando as dificuldades que muitos estados enfrentam para melhorar a qualidade do ensino, o que impacta diretamente o ensino superior. Em Minas Gerais, onde está sediada a Faculdade Única, o Ideb nos anos finais do ensino fundamental caiu de 5,0 em 2021 para 4,6 em 2023. Nos anos iniciais, houve um leve aumento – de 6,0 para 6,2 – e, no ensino médio, o índice permaneceu estável em 4,0.

Dr. William José Ferreira, expressa preocupação com as implicações dos resultados recentes do Ideb, especialmente no que se refere ao impacto no ensino superior. Ele alerta que os estudantes que chegam à universidade com deficiências significativas de aprendizagem trazem consigo uma série de desafios que vão muito além das dificuldades acadêmicas tradicionais. “Quando os alunos chegam ao ensino superior com deficiências significativas de aprendizagem, o impacto é profundo e multifacetado”, observa.

Acumuladas ao longo dos anos de formação básica, essas deficiências de conhecimento não só dificultam a compreensão de conteúdos mais complexos, mas também comprometem o desenvolvimento de habilidades críticas – a exemplo do pensamento analítico, da capacidade de resolver problemas e da comunicação eficaz.

Dr. William ressalta que isso pode potencializar o ciclo de dificuldades, com os estudantes enfrentando barreiras para acompanhar o ritmo das aulas. Esse fenômeno pode resultar em altas taxas de evasão, já que alunos que lutam para acompanhar o conteúdo tendem a abandonar seus cursos.

Em última instância, a situação compromete a formação de profissionais menos preparados para enfrentar os desafios do mundo moderno, o que afeta a qualidade da mão-de-obra e a capacidade de inovação em diversos setores. Neste sentido, é crucial uma reflexão profunda e ações conjuntas entre instituições de ensino, educadores e a sociedade para enfrentar esses desafios que, na visão do especialista, têm caminhos viáveis para serem superados.

“O desafio é grande, mas não é insuperável. A mobilização de recursos, a implementação de políticas educacionais eficazes e o envolvimento da sociedade são fundamentais para reverter esse quadro. A educação é a base para o desenvolvimento de um país e a garantia de um futuro melhor para todos. Portanto, é hora de agir e garantir que todos os alunos possam alcançar seu máximo potencial, independentemente da etapa da escolarização em que se encontram”, conclui.

A Faculdade Única é uma instituição de ensino superior, atuante há mais de 20 anos no ensino presencial e a distância, e pertencente ao Grupo Prominas, um dos maiores grupos de educação e tecnologia do Brasil. 

Resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) Botucatu:

Anos iniciais (1° a 5° ano do ensino fundamental): a média foi de 6,3 em 2023, superior aos 6,2 de 2021, mas abaixo dos 6,6 de 2019;
Anos finais (6° a 7° ano do ensino fundamental II): a média foi de 5,2, igual a 2021 e ligeiramente abaixo dos 5,3 de 2019;
Ensino Médio: a média caiu para 4,5 em 2023, comparada aos 4,7 de 2021 e aos 4,6 de 2019.

Resultado da 2ª chamada do Prouni sai nesta terça-feira 20/08

O Ministério da Educação (MEC) divulga nesta terça-feira (19) o resultado da segunda chamada do Programa Universidade Para Todos (Prouni) 2024. A lista será disponibilizada no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

O Prouni oferta bolsas de estudo, integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso), em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas.

O candidato pré-selecionado deve comprovar renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa para obter a bolsa integral, que cobre a totalidade do valor da mensalidade do curso. Já para a bolsa parcial, a renda mensal per capita exigida é de até três salários mínimos.

O prazo para manifestação de interesse na lista de espera vai do dia 9 ao dia 10 de setembro; e o resultado da lista de espera sairá em 13 de setembro.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Fuvest abre inscrições para vestibular 2025 nesta segunda-feira 19/08

Começou nesta segunda-feira (19), às 12h, o período de inscrição para o vestibular 2025 da Fuvest, que vai selecionar os estudantes que irão ingressar nos cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP) no próximo ano.

Os interessados terão até o meio-dia de 8 de outubro para preencher um formulário com dados pessoais e um questionário socioeconômico no site da instituição. A taxa de inscrição custa R$ 211,00.

Todos os candidatos que querem prestar a primeira fase do vestibular devem se inscrever, mesmo aqueles que deram entrada a pedidos de isenção ou redução de taxa. CLIQUE AQUI PARA REALIZAR SUA INSCRIÇÃO.

A primeira fase do vestibular será realizada em 17 de novembro deste ano, e as provas de 2ª fase, entre 15 e 16 de dezembro de 2024.

Confira o calendário completo do vestibular 2025 abaixo.

Calendário Fuvest 2025

  • Período de inscrição: 12h de 19/ago até 12h de 08/outubro/2024
  • Divulgação dos locais de prova da 1ª Fase: 1º/Novembro/2024
  • Prova da 1ª fase: 17/novembro/2024
  • Divulgação convocados para 2ª fase: 02/dezembro/2024
  • Provas da 2ª fase: 15 e 16/dezembro/2024
  • Divulgação da primeira lista de aprovados: 24/janeiro/2025

Os livros obrigatórios para os vestibulandos que tentarão ingressar em 2025 na USP são os seguintes:

  • Marília de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga
  • Quincas Borba – Machado de Assis
  • Os ratos – Dyonélio Machado
  • Alguma Poesia – Carlos Drummond de Andrade
  • A Ilustre Casa de Ramires – Eça de Queirós
  • Nós matamos o cão tinhoso! – Luís Bernardo Honwana
  • Água Funda – Ruth Guimarães
  • Romanceiro da Inconfidência – Cecília Meireles
  • Dois irmãos – Milton Hatoum

 

Fonte: G1
Foto: Marcos Santos

Prouni: pré-selecionados devem apresentar documentação até quarta-feira 14/08

Os candidatos pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) referente ao processo seletivo do segundo semestre de 2024 devem apresentar sua documentação às instituições de educação superior até quarta-feira (14).

O programa federal oferece bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas. A iniciativa tem duas edições por ano.

Em 2024, o MEC ofertou 651.483 bolsas no Prouni, entre integrais (100%) e parciais (50%). Nas duas edições do ano, o programa teve 910.419 candidatos inscritos. Como cada participante pode escolher até dois cursos, o Prouni teve mais de 1,8 milhão de inscrições neste ano.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou o resultado da primeira chamada em 31 de julho, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

Comprovação

Os candidatos podem entregar a documentação para comprovar as informações prestadas no ato de inscrição presencialmente ou encaminhar por meio virtual às instituições para as quais foram pré-aprovados. A documentação será encaminhada ao coordenador do Prouni dentro da própria instituição.

A instituição deverá disponibilizar, em suas páginas na internet, campo específico para o encaminhamento. Ao receber a documentação do candidato, as instituições de educação superior privada devem, obrigatoriamente, entregar ao candidato um comprovante da entrega da documentação.

Além disso, precisarão registrar a aprovação ou reprovação dos participantes no Sistema Informatizado do Prouni (Sisprouni) e emitir os termos de concessão de bolsa ou termos de reprovação até sexta-feira (16).

Os estudantes no programa federal devem ficar atentos quanto à existência de eventuais exigências adicionais por parte das instituições de ensino, como submeter os pré-selecionados a um processo seletivo próprio, que pode ser diferente do vestibular. Nestes casos, não poderá ser cobrada qualquer taxa do candidato.

O MEC informa que é de inteira responsabilidade do candidato verificar, na instituição, os horários e o local de comparecimento para a aferição das informações. A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicará, automaticamente, na reprovação do candidato.

As regras estão disponíveis nos editais do Prouni de 2024.

Cronograma

Após o período de comprovação das informações, será divulgada em 20 de agosto a lista dos candidatos pré-selecionados para segunda chamada do segundo Prouni de 2024. O acesso à lista, também está no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. E a apresentação dos documentos pelos estudantes deverá ser feita até 30 de agosto.

Os estudantes que não foram pré-selecionados nas duas chamadas anteriores podem participar da lista de espera. Os interessados deverão manifestar seu interesse por meio da página do Prouni, entre 9 e 10 de setembro de 2024.

A lista de espera estará disponível no dia 13 de setembro, no Sistema do Prouni (Sisprouni), para consulta pelas instituições de educação superior e pelos candidatos.

Prouni

Criado em 2004, o Prouni custeia bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas.

Para bolsas integrais, a renda familiar bruta mensal per capita do candidato inscrito não pode exceder o valor de um salário-mínimo e meio (R$ 2.118 por pessoa). No caso de bolsas parciais, a renda familiar bruta mensal por pessoa não pode ultrapassar o valor de três salários mínimos (R$ 4.236 por pessoa, em 2024).

O MEC aponta que o público-alvo a ser beneficiado é o estudante sem diploma de nível superior.

Para esclarecimento de dúvidas, o MEC disponibiliza o telefone 0800-616161.

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: Divulgação

Bauru: Diretora denuncia Apeoesp em embate sobre escola cívico-militar

A diretora da escola estadual Professor Morais Pacheco registrou boletim de ocorrência por calúnia e difamação contra a subsede de Bauru do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) após um atrito ocorrido durante uma reunião com pais de alunos, no último sábado (3), quando discutiu-se a possibilidade de transformar a unidade em uma escola cívico-militar. Na ocasião, segundo a diretora Ellen Pagani Fernandes, representantes da Apeoesp contrários ao modelo reuniram-se em frente à unidade com o objetivo de “constranger pais e responsáveis”.

No local, também estava um grupo defensor da implantação do programa criado pelo governo estadual e que foi suspenso no último dia 6, em caráter liminar, após decisão do Tribunal de Justiça, a pedido da própria Apeoesp. O programa ficará suspenso até que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue a ação que questiona a constitucionalidade do modelo.

Segundo o relato de Ellen no BO, além de os dois grupos mobilizados em frente à escola terem promovido um confronto verbal, ela também foi alvo de calúnia e difamação. Isso porque, conforme a diretora alega, a Apeoesp passou a usar um carro de som desde o dia 30 de julho para dizer que a escola se transformaria em uma ditadura.

Percorrendo o entorno da unidade e ruas da vizinhança com o veículo, o sindicato teria feito “diversas acusações falsas sobre a proposta, alegando que policiais dariam aulas com o consentimento da diretora”, alegou ela, no BO, que, segundo a assessoria de comunicação da Secretaria da Educação do Estado, foi formalizado com anuência da Diretoria Regional de Ensino.

Um defensor do modelo de educação cívico-militar, que estava acompanhado de adolescentes e distribuía panfletos em frente à escola no momento do atrito, também registrou boletim de ocorrência contra a Apeoesp. Ele alega que foi fotografado por professores e as imagens foram divulgadas em redes sociais por um dos representantes do sindicato, que o teria chamado de “golpista”.

Impedidos

O homem também protocolou representação criminal contra a Apeoesp no Ministério Público, alegando, em um vídeo veiculado na Internet, que o sindicato fez “propagação de falsidade ideológica” contra a escola cívico-militar em carro de som, onde teriam atrelado o modelo à “violência e opressão”.

Coordenador da subsede de Bauru da Apeoesp, Carlos Quagliato afirma que a entidade usou carro de som para divulgar informações consideradas pertinentes após ser impedida de ingressar na unidade. “Precisávamos dialogar sobre os desdobramentos da implantação destes modelos educacionais ilegais e pedimos espaço amigavelmente, mas não fomos atendidos. Depois, protocolamos ofício solicitando o resguardo do direito do sindicato em conversar com os professores dentro do local de trabalho, o que está previsto em lei, mas recebemos resposta negativa”, afirma.

Em Bauru, além da Morais Pacheco, a escola estadual Professor Durval Guedes de Azevedo manifestou interesse em adotar o modelo de educação cívico-militar, sendo que esta última concordou em receber diretores da Apeoesp, após envio de ofício.

Consulta pública suspensa

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria da Educação do Estado, a pasta decidiu, nesta quinta-feira (8), suspender todas as consultas públicas em curso nas comunidades escolares sobre a implantação do Programa Escola Cívico-Militar. As discussões só deverão ser retomadas após o STJ julgar a ação direta de inconstitucionalidade protocolada pela Apeoesp.

Além de argumentar que a proposta do governo do Estado não atende princípios constitucionais, Carlos Quagliato afirma que as consultas públicas não respeitaram o Conselho Escolar, órgão máximo para tomada de decisões dentro de uma escola, composto por 25% de alunos, 25% de pais, 40% de professores, 5% de funcionários e 5% de diretores, vices e coordenadores pedagógicos.

Trata-se de uma proporcionalidade utilizada, por exemplo, para votação sobre a implantação do Programa de Ensino Integral em uma unidade. Já a aprovação da escola cívico-militar seria referendada por maioria de votos entre pais de alunos menores de 16 anos, estudantes a partir de 16 anos, professores e demais profissionais da equipe escolar.

“E todos tinham que votar pela Secretaria Escolar Digital (SED), com necessidade de identificação para acesso. Como um professor de escola PEI, que pode ser demitido a qualquer momento, como é o caso do Morais Pacheco, votaria contrário ao desejo da diretora, sabendo que seu voto tem identificação? É uma situação complicadíssima”, lamenta.

Coordenador da subsede de Bauru da Apeoesp, Carlos Quagliato (crédito: JC Imagens)
                                              Coordenador da subsede de Bauru da Apeoesp,  Carlos Quagliato (Foto: JC Imagens)

 

Fonte: JCNET

Foto: Reprodução

Inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni) abrem nesta terça-feira 23/07

Começa nesta terça-feira (23) as inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre de 2024. Os interessados em participar do processo seletivo terão até sexta-feira (26) para acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, e concorrer a uma das 243.850 bolsas oferecidas nesta edição.

As inscrições são gratuitas, e a previsão é que os resultados da 1ª e 2ª chamadas sejam anunciados nos dias 31 de julho e 20 de agosto, respectivamente. O prazo para manifestação de interesse na lista de espera vai do dia 9 ao dia 10 de setembro; e o resultado da lista de espera sairá em 13 de setembro.

“Para participar do processo seletivo, é necessário que o candidato tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas edições de 2022 ou 2023, obtendo nota mínima de 450 pontos na média das cinco provas e nota acima de zero na redação”, informa o Ministério da Educação (MEC).

É também necessário que o candidato se enquadre nos critérios socioeconômicos – incluindo renda familiar per capita que não exceda um salário-mínimo e meio para bolsas integrais e três salários-mínimos para bolsas parciais – e esteja cadastrado no login Único do governo federal que pode ser feito no portal gov.br.

“No momento da inscrição, é preciso: informar endereço de e-mail e número de telefone válidos; preencher dados cadastrais próprios e referentes ao grupo familiar; e selecionar, por ordem de preferência, até duas opções de instituição, local de oferta, curso, turno, tipo de bolsa e modalidade de concorrência dentre as disponíveis, conforme a renda familiar bruta mensal per capita do candidato e a adequação aos critérios da Portaria Normativa MEC nº 1, de 2015”, exlicou MEC.

Segundo o ministério, a escolha pelos cursos e instituições pode ser feita por ordem de preferência. Informações mais detalhadas sobre oferta de bolsas (curso, turno, instituição e local de oferta) podem ser acessadas na página do Prouni.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

CNA: Chegou a tão esperada Colônia de Férias, com novas temáticas de diversões

Nessas férias teremos novas temáticas de diversões, além de muito aprendizado, e muitas brincadeiras. Todos os dias da Colônia, teremos brincadeiras interativas em inglês para focar na linguagem, e praticar mesmo estando de férias. Que será do dia 22 a 25 de julho.

Obs. TODOS são bem vindos! Você que tem curiosidade em matricular seu filho no inglês, aproveite essa chance para ele interagir com esse novo mundo.

Endereço: R. Dr. Cardoso de Almeida, 766 – Centro, Botucatu – SP, 18600-005

Contato: (14) 997-4439