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As feiras livres acontecem no período diurno e noturno, facilitando aos consumidores

Confira os locais e dias de funcionamento das feiras livres em Botucatu. As feiras acontecem no período diurno e noturno, facilitando o acesso aos consumidores.

Em Botucatu, a população pode contar com sete feiras livres durante toda a semana em todos os quatro cantos da Cidade; e para quem trabalha durante o dia, tem também opções noturnas.

Confira os horários e locais:

Feiras livres no período da manhã, das 06 às 12 h:

– Quintas-feiras: Em frente à Catedral Metropolitana de Botucatu, no Centro; – Sábados: Em frente ao Hospital do Bairro, na Vila dos Lavradores e Feira Orgânica Botucatu, no Espaço Cultural, no Centro – Domingos: Em frente ao Corpo de Bombeiros, na Vila São Benedito. Feiras livres no período da noite, das 16 às 20 h:

– Terças-feiras: Praça Emílio Pedutti (Praça do Bosque), no Centro; – Quartas-feiras: Praça dos trailers no Comerciários;

– Quintas-feiras: Residencial Maria Luiza, na Rua Carlos de Rosa; – Sexta-feira: Em frente ao Residencial Cachoeirinha

Todas as feiras em funcionamento na Cidade passam por fiscalização da Vigilância Sanitária do Município, para garantir a qualidade dos produtos comercializados. Os interessados em participar como vendedores nas feiras devem entrar em contato com a Secretaria do Verde pelo telefone (14) 3811-1533.



			
				

Ciclista que caiu de ponte fazia fotos em locais perigosos; sepultamento é nesta terça

A morte da ciclista Kelly Stefani de Oliveira Alves, de 39 anos, causou comoção na internet. Além de jovem, mãe de um garoto de 7 anos e atleta, Kelly também adorava turismo de aventura.

Era acostumada a fazer longos circuitos de bicicleta e gostava de ir a locais perigosos, inclusive para fazer fotos. Moradora de Rio Claro, Kelly morreu no último domingo de manhã (28), ao cair com a bike da chamada “Ponte do Esqueleto.

O local é frequentado por vários ciclistas e por amantes de práticas esportivas radicais, como o Bungee Jump.

Em suas redes sociais, Kelly tinha vários registros antigos feitos na própria “Ponte do Esqueleto”, em locais extremamente perigosos. A ponte, inacabada, existe há mais de 20 anos e liga as cidades de Limeira e Cordeirópolis.

O que aconteceu?

No domingo, a ciclista passeava com o marido e um grupo de amigos de bicicleta. Ao cruzar a ponte, se desequilibrou e caiu de aproximadamente 15 metros de altura. A queda foi junto com a bike. O socorro foi acionado, mas ela não resistiu e morreu no local.

Kelly é de Rio Claro e será sepultada nesta terça-feira (30). Seu velório acontece a partir das 10h no Memorial Cidade Jardim e ela será cremada no Crematório Memorial Cidade Jardim às 14h.

Fonte: JCNET

Motoristas das categorias C, D e E têm até 3ªfeira para fazer exame

Condutores de veículos com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D e E com exame toxicológico pendente têm até esta terça-feira (30) para regularizar a situação e fazer o exame obrigatório. O prazo para o primeiro grupo de condutores das categorias C, D e E – com vencimento da CNH entre janeiro e junho deste ano – terminou em 31 de março. Após esta data, o Código de Trânsito Brasileiro concede mais 30 dias para que os motoristas realizem o exame e comprovem que não fizeram uso de drogas e/ou medicamentos estimulantes.

Desde março de 2016, o Código de Trânsito Brasileiro determina que os condutores das categorias C, D e E deverão comprovar resultado negativo em exame toxicológico para a obtenção e a renovação da habilitação. A obrigação vale também na pré-admissão e demissão de motoristas profissionais.

O objetivo é identificar o consumo de drogas, o que pode interferir na capacidade psicomotora dos condutores e, assim, aumentar o risco na direção de veículos pesados para a ocorrência de acidentes de trânsito.

O diretor da Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox), Pedro Ducci Serafim, disse à Agência Brasil que a exigência salva vidas no trânsito.

“O exame toxicológico é uma política pública de eficácia comprovada na redução de acidentes e mortes no trânsito. Estudos mostram redução de mais de 30% em acidentes fatais depois da sua implementação”, observou.

Para a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), mais de 3,4 milhões de condutores das categorias C, D e E ainda não regularizaram a situação em todo o Brasil. Para os condutores com CNHs que vencem entre julho e dezembro, as multas começam a ser aplicadas em 31 de maio.

Infração

O exame laboratorial é exigido até mesmo para quem não estiver dirigindo nestas categorias. Caso esses motoristas não façam o teste até esta terça-feira (30), podem ser multados diretamente pelos sistemas eletrônicos dos Detrans estaduais e do Distrito Federal  a partir de 1º de maio, conforme sanções previstas no artigo 165-D do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A não realização do exame no período estabelecido é considerada infração gravíssima, sujeita a uma multa automática de R$ 1.467,35 e sete pontos na CNH.

Essas multas são apelidadas de multas de balcão porque estão associadas ao não cumprimento de uma obrigação administrativa, diferentemente das infrações cometidas na direção do veículo automotor.

Verificação

Os motoristas podem consultar se precisam ou não fazer o teste no portal de serviços da secretaria. Basta informar CPF, data de nascimento e data de validade da CNH nos espaços indicados para ter o detalhamento de prazos, vencimentos e alertas.

Outra forma de acesso às informações é o aplicativo da carteira digital de trânsito. Na área do condutor, o motorista também pode verificar se o exame toxicológico está em dia. No caso de o prazo ter vencido, o condutor deve buscar um dos laboratórios credenciados e fazer a coleta para a realização do exame toxicológico, em laboratórios especializados credenciados pela Senatran.

Camille Lages, diretora de Comunicação da ABTox, celebrou a disponibilização da página para consulta. “Essa ferramenta que o governo trouxe é muito importante para que os motoristas consultem se estão adimplentes com o exame toxicológico porque muitos deles não têm a carteira de habilitação digital baixada no celular e precisam dessa ferramenta para poder cumprir a obrigação até 30 de abril,” esclarece.

Não é necessária receita médica para fazer o exame, apenas a habilitação do condutor (CNH).

Exame

O exame toxicológico deve ser realizado pelos motoristas no momento da renovação da CNH nas categorias C, D ou E a cada dois anos e meio pelos condutores profissionais. Deve ser realizado independentemente da idade do condutor. Os motoristas com mais de 70 anos não precisam renovar o teste toxicológico antes do vencimento da CNH, que tem validade de três anos.

O teste laboratorial de amostras de cabelo, pele ou unha identifica se houve uso abusivo de substâncias psicoativas em um período de 90 a 180 dias anteriores à coleta (larga janela de detecção). Isto porque a queratina presente nos cabelos preserva as substâncias que foram consumidas e metabolizadas por mais tempo que o sangue e a urina, por exemplo.

O exame toxicológico não existe no modelo autoteste, portanto, é vedada a coleta da própria amostra para análise. O procedimento tem que ser feito por um laboratório, exclusivamente, em postos de coleta para garantir a segurança dos resultados. A coleta rápida -aproximadamente de 10 a 15 minutos – é classificada pelos laboratórios como não invasiva, não infectante e indolor.

Atualmente, são 17 laboratórios credenciados na Senatran, que formam a rede de coleta com mais de 13 mil unidades espalhadas em mais de cinco mil municípios em todo o país. O exame pode detectar pelo menos 12 substâncias: Acetilmorfina (heroína); Anfepramona; Anfetamina; cocaína e derivados (crack, merla); Codeína; Femproporex; Mazindol; MDA; MDMA; Metanfetamina; Morfina; e maconha e derivados (skunk, haxixe).

O preço médio do exame toxicológico é R$ 135 e pode variar conforme a região do país. Os exames exigidos pela Senatran, em geral, são  custeados pelos motoristas autônomos, mas podem ser bancados por empregadores.

Os laboratórios credenciados devem inserir o resultado no banco de dados do Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renash) para controle dos órgãos de trânsito. No entanto, os laudos são sigilosos e entregues somente aos examinados. Portanto, não podem ser divulgados, por exemplo, ao empregador do motorista profissional.

Categorias da CNH

Os motoristas da categoria C dirigem veículos maiores como caminhões, caminhonetes e vans de carga, além dos carros, picapes e vans de carga. A categoria D da CNH permite a condução de veículos automotores e elétricos, destinados ao transporte coletivo de passageiros com mais de oito lugares, como vans, micro-ônibus e ônibus.

Na categoria E, habilitados podem dirigir ônibus articulados; caminhões tracionando carretas; veículos com trailers e demais modelos de veículos automotores.

Fonte: Agência Brasil

Abril Laranja: Mês da Prevenção Contra a Crueldade Animal

O Departamento de Proteção Animal (DPA) e o Centro de Acolhimento de Animais de Botucatu (CAAB) se uniram ao Abril Laranja, campanha dedicada à luta contra a crueldade animal.

A iniciativa busca fortalecer, no Município, a prevenção contra a crueldade animal. Ela é fundamentada na campanha homônima promovida desde 2006 durante o mês de abril pela Sociedade Americana de Prevenção à Crueldade contra Animais – American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA).

Conforme o Índice de Abandono Animal (estudo liderado pela empresa Mars em parceria com especialistas e organizações de bem-estar animal), 1 a cada 3 animais no mundo estão em situação de rua.

De acordo com esta mesma pesquisa, o Brasil possui mais de 30 milhões de cães e gatos em situação de rua e, deste total, 185 mil estão sob a tutela provisória de abrigos.

Estas estatísticas reforçam a necessidade de orientar e conscientizar a população sobre a guarda responsável na tentativa de prevenir o abandono animal.

O DPA, responsável por receber e fiscalizar as denúncias de maus-tratos aos cães e gatos de Botucatu, atendeu somente no ano de 2023, um total de 986 ocorrências e diversas pessoas foram multadas e até mesmo presas.

Do início deste ano até agora já foram 430 denúncias recebidas, com previsão de superar o ano anterior.

Este é um sinal de alerta que requer a união de esforços para investir nas estratégias de manejo humanitário da população de cães e gatos do município.

Importante lembrar que no Brasil o abandono de animais é considerado um ato de maus-tratos e é crime previsto pela Lei Federal 9.605/98.

Como promover a guarda responsável?

Primeiramente, deve-se saber que ter um animal de estimação é criar uma relação de amor e cuidados para toda a vida do animal. O tutor deve sempre cuidar do bem-estar e garantir que o animal tenha qualidade de vida.

Para isso, ele precisa de um ambiente limpo, adequado e que permita que o animal expresse suas características de acordo com a espécie e porte, além de receber alimentação de boa qualidade e cuidados para sua saúde física e psicológica.

 Como fazer isso?

Cuidados com a saúde do seu pet: o acompanhamento médico-veterinário periódico é imprescindível, bem como realizar exames, vacinar e fazer o controle de vermes e parasitos.

Passeios apenas na guia: não permitir que seu animal tenha acesso à rua sem supervisão a fim de protegê-los de uma série de perigos como acidentes de trânsito, atropelamentos e exposição às doenças infectocontagiosas. Além de evitar o risco de brigas com outros animais e até mesmo ataques às pessoas.

 Castração dos cães e gatos: castrar seus animais de estimação é uma medida essencial e obrigatória no município de Botucatu, sendo fundamental no controle da reprodução indesejada e aumento desordenado da população animal. A superpopulação é um sério problema que leva ao abandono e ao sofrimento animal.

Microchipagem: assim como a castração, esta é uma medida obrigatória no município de Botucatu, sendo fundamental para garantir o registro e identificação dos animais para que, em casos de fugas, os tutores possam ser identificados e tenham seus animais de volta.

Saiba mais

A Lei n° 6.315/2022, do município de Botucatu/SP, dispõe sobre Política de Bem-estar de Animais Domésticos, controle populacional de cães e gatos, estímulo à posse responsável e incentivo a adoção de animais e a proteção de animais domésticos.

Canais de comunicação para denúncias de crueldade animal em Botucatu:

Departamento de Proteção Animal de Botucatu (DPA)

De segunda a sexta-feira – das 8 às 17 horas.

Telefone: (14) 3811-4915

WhatsApp: (14) 9.9800-8351 (apenas mensagens)

E-mail: protecaoanimal@botucatu.sp.gov.br

Centro de Acolhimentos de Animais de Botucatu (CAAB)

(14) 3811-1515

Horário de Atendimento:

Segunda à sexta-feira – das 8 às 17 horas

Guarda Civil Municipal (GCM)

Tel.: 153

Segunda à sexta-feira (após às 17 horas, finais de semana e feriados).

Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA) 181 ou (11) 3338-0155 / 1380

 

QAMAR Comunicação

Manutenção emergencial pode afetar abastecimento no centro nesta quinta (25)

A Sabesp está realizando, nesta quinta-feira (25), manutenção emergencial na rede de distribuição de água localizada na Avenida Floriano Peixoto, no centro, em Botucatu. O abastecimento pode ser afetado na região. A previsão é que o serviço esteja concluído à tarde. Para execução dos trabalhos, trânsito e transporte coletivo no local serão desviados.

A Companhia recomenda o uso consciente da água armazenada nos reservatórios residenciais até a conclusão do serviço e a recuperação completa do fornecimento. Imóveis com caixa-d’água obrigatória e com reservação para ao menos 24 horas, como determina o Decreto Estadual 12.342/78, devem sentir com menos intensidade a alteração no fornecimento.

As consultas e notificações devem ser feitas pelo WhatsApp oficial da Sabesp 11-3388-8000 (mensagem de texto) ou na Central de Atendimento pelo telefone 0800 055 0195 (a ligação é gratuita). A Companhia conta com a compreensão da população e se desculpa pelos eventuais transtornos decorrentes da obra em execução.

Desvios
O trânsito e transporte coletivo na Avenida Floriano Peixoto no sentido bairro-centro serão desviados pela direita na Praça Anita Garibaldi, passando em frente a Borracharia do Alemão e retornando à Avenida Floriano Peixoto.

 

Luciano Hang anuncia construção do maior prédio do mundo

A construtora FG Empreendimentos anunciou, no dia 18 de abril, que firmou uma parceria com o dono da Havan, o empresário Luciano Hang, para construir o prédio mais alto do mundo. O edifício residencial será erguido em Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina, e se chamará Triumphu Tower.

Segundo informações preliminares, o prédio terá 509 metros de altura e 154 andares. Ainda não há previsão de quando as obras terão início, mas o lançamento do empreendimento deve ocorrer no segundo semestre de 2024. Seria essa uma tentativa de chegar à altura do Burj Dubai, que possui mais de 800 metros, situado nos Emirados Árabes Unidos?

Objetivo de Luciano Hang

O Triumphu Tower deve assumir o lugar do Steinway Tower, localizado em Nova York, considerado atualmente o edifício residencial mais alto do mundo, de acordo com o ranking internacional do The Skyscraper Center.

Fonte: Metrópoles

Quem tem nome sujo pode abrir MEI (Microempreendedor Individual)?

Não há limitações legais que impeçam alguém com o nome sujo de se cadastrar como Microempreendedor Individual (MEI), segundo o Ministério do Empreendedorismo.

No próprio Portal do Empreendedor, do governo federal, consta que pessoas “com débitos, dívidas comerciais ou bancárias ou com restrição cadastral junto às instituições de proteção ao crédito” podem se formalizar como MEI.

O registro não exige consulta ao histórico de crédito. Além disso, a Lei Complementar n⁰ 123, de 14 de dezembro de 2006, não prevê que estar com o nome negativado é uma restrição para abertura de um CNPJ.

No entanto, o MEI com nome sujo pode encontrar dificuldades para conseguir empréstimos ou financiamentos para investir no negócio, alerta Helena Rego, analista de Políticas Públicas do Sebrae.

Segundo ela, apesar de não ser obrigatório “limpar o nome antes de se formalizar como MEI, é recomendado que o empreendedor pague as dívidas em atraso e regularize a situação o mais breve possível, para não levar prejuízos à empresa.

“Ao se formalizar, o novo empresário tem a oportunidade de criar condições frente ao mercado e de se reerguer economicamente, resolvendo assim suas pendências financeiras”, afirma.

Outra orientação da especialista é conferir a situação do Cadastro de Pessoa Física (CPF), como possíveis bloqueios, antes de dar entrada na abertura do negócio.

“O CPF pode ser bloqueado ou suspenso pela Receita Federal em diferentes situações. As mais comuns são: morte do titular, não declaração do Imposto de Renda, ausência injustificada às eleições e incoerência de dados ou inadimplência, que é a causa mais registrada”, explica Helena Rego.

De acordo com a analista, quem tem o CPF bloqueado enfrenta problemas diários como não conseguir abrir ou movimentar contas bancárias, não pode solicitar crédito, nem dar entrada na aposentadoria, tirar ou atualizar passaporte, entre outros.

Assim, se a pessoa física que deseja abrir uma empresa está com o CPF bloqueado, é necessário regularizar a situação junto à Receita Federal.

E quando a lei não permite se formalizar como MEI? 

De acordo com o Ministério do Empreendedorismo, a lei não permite a formalização como MEI para:

  • menores de 16 anos ou maiores de 16 e menores de 18 não emancipados;
  • titulares, sócios ou administradores de outra empresa;
  • servidores públicos federais em atividade;
  • servidores públicos estaduais e municipais, a depender das legislações específicas do estado ou município;
  • pessoas que exerçam atividades que não estejam na lista de ocupações permitidas para o MEI
  • pessoas que tenham mais de um empregado ou faturem anualmente mais de R$ 81 mil;
  • pessoas estrangeiras que não tenham visto permanente ou visto de trabalho válido no Brasil.

Fonte: G1

Foto: Ilustrativa

 

Cientistas tentam aprender linguagem das baleias para conversar com alienígena

Próximo a um grupo de baleias jubartes, um navio de pesquisa toca uma gravação em um alto-falante subaquático.

Uma jubarte se separa do grupo e se aproxima. O mamífero circula o barco, vem à superfície e depois mergulha novamente, com a cauda deslizando silenciosamente na água. Durante o movimento, ela ecoa o chamado de volta.

Pesquisadores que “conversaram” com a baleia jubarte dizem que seu encontro pode ser o primeiro passo para a comunicação com a inteligência não-humana.

Foi em 2021, na costa sudeste do Alasca, que a equipe de seis cientistas reproduziu a gravação de uma “saudação” da baleia jubarte. Eles ficaram surpresos quando uma baleia que eles chamaram de Twain respondeu de maneira coloquial.

“É como experimentar outro mundo. Você as ouve vindo à superfície. Então há uma grande respiração, você pode ver, e elas estão todas juntas como um grupo. É simplesmente incrível”, diz Josie Hubbard, especialista em comportamento animal na Universidade da Califórnia em Davis.

Hubbard estava no navio de pesquisa que flutuava, com todos os motores silenciados, em Frederick Sound, no Alasca. A tripulação encontrou baleias jubarte pela primeira vez.

“De acordo com os regulamentos, é preciso parar a algumas centenas de metros de distância [das baleias] e desligar o motor”, diz Hubbard.

Raramente as baleias se aproximam.

Neste caso, Twain, de 38 anos, moveu-se em direção ao barco e circulou o navio por 20 minutos.

Hubbard faz parte da equipe de pesquisa do Seti, o projeto da Nasa (a agência espacial americana) para busca por inteligência extraterrestre. Seu nicho de pesquisa tenta compreender a complexidade comunicativa e a inteligência das baleias jubarte.

A equipe de pesquisa do Seti tem a esperança de que decifrar a comunicação das baleias nos ajude a entender os alienígenas, caso encontremos algum.

O grupo levanta a hipótese de que os sons das baleias contenham mensagens complexas e inteligentes, semelhantes às línguas usadas por humanos – ou, potencialmente, por extraterrestres.

Fotografia colorida mostra baleias mergulhando no mar e formando uma espiral de fibonacci
Pesquisadores do Seti esperam que decifrar a comunicação das baleias nos ajude a entender os alienígenas, caso os encontremos

No dia da “conversa”, Hubbard estava no convés superior, alheia ao trabalho dos especialistas em acústica no piso inferior.

Abaixo do convés, Brenda McCowan estava transmitindo uma gravação de um contato com uma jubarte – um whup ou throp – através de um alto-falante subaquático.

Quando Twain finalmente se mexeu, Hubbard desceu correndo e encontrou um burburinho de excitação. Twain tinha “respondido”, iniciando uma “conversa” que durou 20 minutos.

Longos, rítmicos e em constante evolução, os cantos das baleias podem fluir por bacias oceânicas inteiras. Elas tagarelam com assobios e pulsos ou usam a ecolocalização (localização atráves do som) para pintar imagens de seu mundo subaquático.

As baleias encantam os humanos há séculos. Elas têm uma longa lista de comportamentos semelhantes aos dos humanos: cooperam entre si, assim como com outras espécies, ensinam habilidades úteis umas às outras, cuidam dos filhotes de forma coletiva e brincam.

No entanto, ao contrário dos humanos, o sentido dominante nas baleias não é a visão, mas a audição. A 200 metros abaixo da superfície do oceano, a luz já está fora de alcance. O som, por outro lado, pode se mover mais longe e mais rápido na água do que no ar.

Os cetáceos misticetos (ou baleias-de-barbatanas) – incluindo as baleias jubarte, as baleias francas e as baleias azuis – desenvolveram uma laringe única que lhes permite produzir sons de frequência superbaixa capazes de viajar grandes distâncias.

As baleias azuis, por exemplo, emitem frequências tão baixas quanto 12,5 hertz, classificadas como infrassons e abaixo do limiar da audição humana.

Enquanto isso, os cetáceos odontocetos – que incluem cachalotes, golfinhos, botos e orcas – são os animais mais barulhentos da Terra e usam cliques ultrarrápidos para ecolocalização, para “ver” seu mundo, bem como pulsos e assobios suaves para se comunicar.

Os cetáceos evoluíram ao longo de 50 milhões de anos para produzir e ouvir uma variedade de sons complexos. Eles dependem do ruído para se comunicar entre si, para navegar, encontrar parceiros e alimentos, defender seus territórios e evitar predadores.

Os filhotes balbuciam como bebês humanos. Acredita-se que alguns tenham nomes, e que grupos de diferentes partes do oceano tenham dialetos regionais. Já foram ouvidas baleias imitando os dialetos de grupos estrangeiros – e acredita-se que algumas delas tenham até tentando imitar a linguagem humana.

O canto da baleia jubarte é considerado um dos mais complexos do reino animal. A primeira gravação do canto da espécie foi feita em 1952 pelo engenheiro da marinha dos EUA Frank Watlington.

Quase 20 anos depois, o biólogo marinho Roger Payne notou que essas chamadas tinham padrões repetidos. Isto transformou a nossa compreensão das vocalizações das baleias e despertou um interesse que levaria a décadas de pesquisa.

No entanto, diz McCowan, a nossa compreensão da comunicação das baleias ainda está no começo.

Fotografia colorida mostra baleia cachalote na água, sob a superfície, em um mar muito azul

                    Foto: Amanda Cotton – Cachalotes usam uma linguagem parecida com o código Morse

Encontros imediatos

Naquele dia específico na costa do Alasca, McCowan já havia transmitido uma série de sons diferentes, sem resposta.

“Mas esta chamada foi gravada no dia anterior”, diz ela, “e era desta população de baleias.”

“Depois de tocar o chamado de contato três vezes, tivemos essa grande resposta. Então, para manter o animal envolvido, comecei a tentar combinar a latência de seus chamados com os nossos”, conta a pesquisadora.

“Se ela esperava 10 segundos, eu esperava 10 segundos. Acabamos nos combinando. Fizemos isso 36 vezes em um período de 20 minutos.”

Durante toda a troca, Twain combinou consistentemente as variações de intervalo entre a reprodução de cada chamada.

Acredita-se que esta seja a primeira interação intencional entre humanos e baleias na “linguagem” da baleia jubarte. E, como a gravação era do grupo familiar de Twain, acrescenta Hubbard, isto poderia indicar alguma forma de reconhecimento, possivelmente até de autorreconhecimento.

No entanto, estudar baleias tem suas dificuldades. McCowan enfatiza que Twain optou por se aproximar do barco e estava livre para sair quando quisesse – mas é aí que reside o problema.

As baleias geralmente podem ser encontradas onde quer que os peixes estejam, explica Hubbard.

“Mas não sabemos onde estão os peixes. Então, é preciso procurá-las para poder estudá-las.”

E, para obter um estudo preciso, os pesquisadores têm que repetir o experimento e comprovar os resultados com grupos diferentes de baleias.

Em seguida, a equipe planeja variar as ligações que transmite.

“Ainda estamos numa fase muito inicial”, diz McCowan.

“Um grande desafio para nós é classificar esses sinais e determinar o seu contexto, para que possamos determinar o significado. Acho que inteligência artificial (IA) nos ajudará a fazer isso.”

Fotografia mostra mergulhador com equipamento de pesquisa

Foto: Dan Tchernov – Pesquisadores usam microfones subaquáticos para ‘conversar’ com as baleias

Inteligência artificial

A mais de 8 mil km de distância, especialistas em inteligência artificial e em processamento de linguagem natural, criptógrafos, linguistas, biólogos marinhos, especialistas em robótica e em acústica subaquática também esperam usar a IA para decifrar a conversação de outra espécie: as cachalotes.

Lançado em 2020, o projeto Ceti (iniciativa de tradução cetacea, em inglês), liderado pelo biólogo marinho David Gruber, tem registrado continuamente um grupo de baleias na costa de Dominica, uma ilha do Caribe.

Eles usam microfones em boias, peixes robóticos e etiquetas instaladas nas costas das baleias.

Gruber é um microbiólogo – um cientista que estuda o mundo microscópico – que passou a trabalhar com algumas das maiores criaturas do planeta. Ele começou sua carreira analisando as interações de bactérias e protozoários no oceano em relação ao ciclo do carbono e às mudanças climáticas.

A partir daí, ele passou por corais, águas-vivas e tubarões — até que seus interesses o levaram às baleias.

“Trata-se de ver o mundo da perspectiva dos animais”, diz ele, ou, no caso das baleias, de “ouvir o mundo”.

Os cachalotes, que têm os maiores cérebros entre qualquer espécie animal, reúnem-se na superfície do oceano em famílias e comunicam-se através de sequências de cliques semelhantes ao código Morse conhecidas como codas.

O grupo de cachalotes com o qual Ceti tem trabalhado é composto por cerca de 400 mães, avós e filhotes.

“É difícil para nós entendermos o mundo delas para além destas breves interações na superfície”, diz Gruber.

“Esta é uma criatura tão única e gentil, e há tanta coisa acontecendo… Cada vez que olhamos, encontramos uma complexidade e estrutura mais profundas na sua comunicação.”

Ele acredita que estamos atingindo um ponto de avanço tecnológico que significa que poderíamos “possivelmente” decodificar a comunicação das baleias.

Os dados coletados foram processados usando algoritmos de machine learning (aprendizado de máquina, em tradução literal) para detectar e classificar cliques, com resultados previstos para serem publicados em 2024.

O objetivo, diz Gruber, é ser capaz de reconstruir “conversas multipartidárias” – em outras palavras, criar uma “conversa” usando as vocalizações das próprias cachalotes.

Ouvir mais e falar menos

Mesmo que pudéssemos falar com as baleias, deveríamos? A capacidade de chamar as baleias poderia ser usada para caçá-las, por exemplo?

Novas tecnologias já ajudaram os caçadores antes. Tomemos como exemplo o sonar, que pode ser usado para localizar e assustar as baleias até a superfície, onde elas podem ser abatidas com mais facilidade.

“Provavelmente deveríamos ouvir mais e falar menos”, diz Samantha Blakeman, gestora de dados marinhos do Centro Nacional de Oceanografia, nos EUA.

Ela alerta que devemos ter cuidado com o antropomorfismo (a atribuição de características humanas a outros elementos da natureza).

“Como cientista, você tenta estudar as coisas sem preconceitos”, diz ela.

“Você está sempre tentando sair da fórmula, mas é algo realmente difícil de fazer.”

As baleias-de-barbatanas estão no topo da cadeia alimentar, observa Blakeman, o que significa que desempenham um papel realmente importante no ecossistema.

“São um indicador para aqueles que estudam a saúde dos ecossistemas oceânicos – porque qualquer coisa que aconteça mais abaixo na cadeia alimentar afetará o que acontece no topo”, diz Blakeman.

Mais de um quarto de todas as espécies de cetáceos estão ameaçadas, em grande parte devido à atividade humana.

As baleias também produzem fertilizantes naturais, diz Blakeman.

Mas um fator limitante para a vida no oceano é a falta de ferro. O fitoplâncton precisa de luz e nutrientes para crescer. Geralmente conseguem encontrar nitratos e fosfatos – mas o ferro tende a faltar.

As fezes das baleias, no entanto, contêm alta concentração de ferro.

“Elas se alimentam em uma área e excretam em outra”, diz Blakeman, “colocando o ferro de volta na água, o que pode causar uma onda de vida nesta nova área”.

As baleias também desempenham um papel importante no ciclo do carbono da Terra. O plâncton marinho captura carbono por meio da fotossíntese. Este plâncton é então comido pelas baleias.

“Quando morrem, [as baleias] afundam no oceano”, diz Blakeman. “Então, esse carbono é mantido fora da atmosfera por muito, muito tempo”.

Gruber espera que o trabalho de Ceti aumente a conexão do homem com a natureza.

“A IA poderia permitir-nos compreender os sistemas de comunicação de muitas outras formas de vida a um nível muito mais profundo. Penso que seria bom para o mundo se realmente ouvíssemos, se nos importássemos profundamente com o que as baleias dizem.”

Fonte: BBC NEWS BRASIL
Foto: Tomas Kotouc