Política

Conexão Alpha entrevista professor Pereira, presidente do PCdoB

Na noite de terça-feira (16), o Complexo Alfa recebeu o presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), professor Antônio Carlos Pereira para saber das intenções para eleições de 2024.

História do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

Foi criado em 1958 como uma dissidência alinhada ao stalinismo dentro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que, àquela época, apoiava as reformas defendidas por Nikita Khrushchov durante o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética em 1956 e que, mais tarde, ficaram conhecidas como desestalinização.

Professor Pereira como é conhecido, antes mesmo de iniciar sua carreira nos esportes, foi oficial do Exército, hoje na reserva. Quando saiu das Forças Armadas foi para cidade de Santos fazer faculdade, onde conheceu jogadores famosos na época, como Pelé, Leivinha, Fedato, Cláudio etc… E seu primeiro emprego foi dado por Pelé, que foi preparador físico juvenil do Santos.

Seu início no campo político foi em maio de 2002, quando recebeu um convite do amigo Caio Luiz de Carvalho, que estava assumindo o Ministério de Esportes. Indo á Brasília começou trabalhar com Secretário Nacional Lars Grael, foi nessa época em que o Lula foi eleito presidente. Pereira foi convidado a fazer a transição do Ministério do Esportes do Presidente Fernando Henrique para o presidente eleito, Lula.

Quando João Cury foi eleito prefeito de Botucatu, tendo como vice Antônio Luiz Caldas do PCdoB, o então o Ministro do Esporte Orlando Silva, ofertou ao Pereira o cargo de Secretário de Esportes de Botucatu. Ao aceitar Pereira se filiou ao partido no ano de 2009 para assumir a Secretaria de Esportes e Lazer no primeiro mandato do então recém eleito a prefeito, João Cury Neto.

Acompanhe a entrevista completa pelo link

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Polícia Federal vai investigar possível fraude que filiou Lula ao PL

A Polícia Federal deve abrir inquérito nesta quinta-feira (11) para investigar uma suposta fraude nos sistemas da Justiça Eleitoral para filiar o presidente Luiz Inácio da Silva (PT) ao PL – partido de oposição ao governo.

No sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula aparecia como “formalmente desligado” do Partido dos Trabalhadores desde 15 de julho de 2023 – data em que a falsa filiação ao PL foi comunicada ao TSE.

O caso foi revelado pelo jornal O Globo nesta quinta (11). O TSE confirmou à TV Globo que a senha utilizada para acessar o sistema e inserir a filiação falsa de Lula é de uma advogada do PL.

A alteração da filiação partidária de qualquer eleitoral só pode ser feita pelo próprio partido de destino do filiado, mediante um representante do interessado. A mudança é feita no sistema Filia, com senha pessoal.

A apuração interna do TSE identificou claros indícios de falsidade ideológica no caso – e descartou ataques ao sistema eletrônico ou falhas na programação.

A alteração na ficha de Lula já foi desfeita e, com isso, o presidente voltou a constar como filiado ao PT, partido que ajudou a fundar e ao qual está filiado desde os anos 1980.

Fonte: G1

Tribunal Superior Eleitoral dialoga com público jovem nas redes sociais

Falar de política, voto e eleições não precisa ser algo chato e desinteressante. Por isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) leva informação séria, de forma leve, divertida e descontraída para as eleitoras e os eleitores brasileiros, por meio das redes sociais. Preparamos, a seguir, uma lista de cinco conteúdos do TSE que fizeram sucesso na rede social Tik Tok em 2023.

Passeie pelas postagens – que tratam de mulheres revolucionárias na política, do uso de urnas eletrônicas e dos pleitos nacionais – e inspire-se a participar das eleições para a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de 5.568 municípios brasileiros este ano. Seu voto é seu direito e sua voz! Não deixe que ninguém decida por você! Atenção: eleitores têm até 8 de maio para tirar ou regularizar o título.

Aproveite também para clicar aqui e seguir o TSE nas redes sociais!

Linguagem dinâmica    

A Justiça Eleitoral (JE) busca adaptar linguagens e ampliar formatos de comunicação para chegar aos mais diferentes públicos – de adolescentes a idosos, de quem mora nas grandes cidades a quem está no interior do país, de quem tem ensino superior a quem tem formação básica.

Lançando mão dos recursos dinâmicos, instantâneos e ágeis da internet, de ferramentas tecnológicas e plataformas digitais, o TSE veicula “pílulas” de informação que também se encaixam no dia a dia de quem tem rotina atarefada e pouco tempo disponível.

“Além de combater as notícias falsas e levar informações de interesse público às pessoas, com especial interesse em despertar na juventude o interesse pela participação no processo eleitoral, o TSE preza pelo diálogo permanente com a sociedade. O país fortalece seu propósito de cidadania e democracia plenas por meio do voto livre, secreto e universal; por meio de urnas eletrônicas seguras e auditadas; e a partir de uma Justiça Eleitoral, que preza pela lisura das votações, fomenta a diversidade e a inclusão e o combate a ilegalidades nos pleitos, que ocorrem a cada dois anos nos 5.568 municípios brasileiros”, afirma a Secretária de Comunicação e Multimídia da Corte, Giselly Siqueira.

Tribunal Superior Eleitoral 

Foto: Divulgação

 

Lula anuncia Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça

Ricardo Lewandowski foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  como ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, assim como o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, nesta quinta-feira (11/1).

Lewandowski assume o lugar de Flávio Dino, que deixa a pasta para ocupar uma vaga no Supremo.

É um dia muito feliz. Quero dizer ao povo brasileiro que ele vai ganhar com essas duas escalações, uma na Suprema Corte, e a outra na Justiça”, declarou o presidente Lula, ao lado de Dino e de Lewandowski, reunidos no Planalto.

Segundo o chefe do Executivo federal, Lewandowski tomará posse em 1º de fevereiro. Dino, por sua vez, assume a vaga no Supremo em 22 de fevereiro.

 

Conexão Alpha entrevista Filipe Martins, presidente da Rede Sustentabilidade de Botucatu

Na noite de terça-feira (09), o Complexo Alfa recebeu o presidente da Rede Sustentabilidade, Filipe Martins para saber das intenções para eleições de 2024.

História da Rede Sustentabilidade

A Rede Sustentabilidade (REDE) é um partido político brasileiro liderado por Marina Silva. Com figuras que vão da centro-esquerda à esquerda socialista (como a porta-voz Heloísa Helena, uma das fundadoras do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o partido se autodefine como “humanista e ambientalista”.

Em Botucatu a Rede é representada pelo entrevistado desta noite, Filipe Martins, que está trabalhando no atual governo como secretário do Verde. Martins também foi atuante por anos na Associação dos Amigos do Vale do Aracatu (AAVA) e Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Botucatu.

Questionado sobre a formação de um grupo para as eleições deste ano, Martins disse não ter até o momento nenhuma estrutura montada, nenhum pré-candidato expressivo. E que os partidos em si deixam para formar uma equipe e candidatos na “última hora”. Segundo Martins é uma prática que acontece em todas as eleições.

Perguntado á ele se colocou o nome a disposição do atual prefeito Mario Pardini para ser seu sucessor, Martins foi categórico em dizer não estar ainda preparado para ainda o cargo. E que mesmo não sendo pré-candidato, ou se não continuar no governo na próxima administração, ele vai acompanhar de perto e cobrará dos respectivos as ações “humanista e ambientalista”.

Segundo Martins, quanto ao partido Rede em Botucatu, apresenta algumas fragilidades, como falta de ajustes, que, pelo fato de estar na secretaria e com muitos compromissos, não conseguiu desenvolver um grupo para participar das eleições. Mas que estará trabalhando para a formação de pré-candidatos e concorrer a cadeira na Câmara Municipal.

Acompanhe a entrevista completa através do link

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Conselheiros Tutelares tomam posse para gestão 2024-2027

Na manhã desta quarta-feira, 10, no auditório da Pinacoteca Fórum das Artes, foi realizada a cerimônia de posse dos novos Conselheiros Tutelares de Botucatu para a gestão 2024/2027.

O evento contou com a presença da presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Botucatu, Nilza Pinheiro e Conselheiros; do Vice-presidente da Câmara Municipal, Sargento Laudo; do Secretário de Participação Popular e Comunicação, André Rogério Barbosa; do Secretário de Zeladoria, Paulo Sérgio Alves; da Secretária de Educação, Cláudia Gabriel; Secretária de Cultura, Cris Cury; e os Vereadores Palhinha e Alessandra Lucchesi, além de familiares e convidados dos novos conselheiros tutelares.

A eleição para os novos conselheiros ocorreu em 1º de Outubro de 2023, onde foram escolhidos cinco titulares e cinco suplentes para compor o Conselho Tutelar de Botucatu. Todo processo foi coordenado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Botucatu.

Os membros eleitos exercerão suas funções por um período de quatro anos. Tomaram posse: Olívia Torres de Moraes; Elizabete Rodrigues Bonito; Marta Lúcia dos Santos; Nathalia Maria Glouck e Bianca Elias Ferreira.

Conselho Tutelar

De acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), são atribuições do Conselho Tutelar e, portanto, dos membros que o compõem, atender crianças e adolescentes com direitos violados ou ameaçados. Além disso, o conselheiro tutelar é responsável por promover o encaminhamento de situações aos pais ou responsáveis, mediante termo de responsabilidade.

Entre as medidas que o Conselho Tutelar pode aplicar: Promover a execução de suas decisões, podendo para tanto: Requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social, previdência, trabalho e segurança; Representar junto à autoridade judiciária nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações.

Serviço

Conselho Tutelar de Botucatu

Rua Dr Cardoso de Almeida 1026 centro.

Telefone (14) 3811-1408

Nunes alega “quebra de confiança” e convoca Marta para demissão

O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), preparou uma carta de demissão para entregar ainda nesta terça-feira (9/1) para a ex-prefeita Marta Suplicy.

Nunes viu a atitude de Marta como uma “traição”. A ex-prefeita era considerada uma conselheira do emedebista e participava de reuniões estratégicas do conselho político do chefe do Executivo municipal.

Nunes e Marta marcaram uma reunião para o fim da tarde desta terça. Marta está de férias, que terminariam no próximo sábado (13/1). Petistas esperavam que a ex-prefeita procurasse Nunes para comunicar sua decisão quando ela retornasse ao trabalho.

A decisão de Nunes veio depois de ele saber, pela imprensa, que Marta havia se encontrado com Lula em Brasília. A ex-prefeita esteve no Palácio do Planalto nessa segunda (8/1), quando foi oficialmente convidada a retornar ao PT e concorrer nas próximas eleições como vice de Boulos na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

A articulação de Lula para convidar Marta a retornar ao PT e disputar a eleição com Boulos foi revelada pelo Metrópoles no começo de dezembro. Marta já havia sido sondada, na época, a se filiar ao PL, partido de Jair Bolsonaro, para disputar como vice de Nunes — convite que ela descartou de pronto, diante da oposição que faz ao ex-presidente.

O apoio de Bolsonaro à campanha de Nunes é um dos motivos que fez a ex-prefeita decidir sair da Prefeitura, segundo aliados.

Marta é secretária de Relações Internacionais da gestão Nunes desde 2021 e era considerada pelo prefeito como uma de suas conselheiras políticas. Nessa segunda-feira (8/1), o prefeito disse que tinha confiança em Marta, no mesmo instante em que ela se encontrava com Lula em Brasília. Nunes desconhecia o evento.

Marta foi filiada ao PT por mais de 30 anos e deixou o partido em 2015, durante a Operação Lava Jato. Filiada ao MDB no mesmo ano, em uma cerimônia com a presença do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, na época no mesmo partido, ela votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff.

O retorno dela à Prefeitura ocorreu a convite de Bruno Covas, morto em 2021. Marta chegou a ser filiada ao Solidariedade após deixar o MDB, mas atualmente se encontra sem partido.

Fonte: Metrópoles

Foto: Divulgação

Palácios destruídos em 8/1 foram restaurados; parte do acervo não

Os atos de barbárie registrados em tempo real na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em uma tarde nublada de domingo, no dia 8 de janeiro do ano passado, deixaram um rastro de destruição do patrimônio público que, mesmo depois de um ano, ainda não foi totalmente recuperado.

A depredação provocada por golpistas atingiu parte do conjunto arquitetônico dos três principais palácios da República, que são tombados como patrimônio mundial, especialmente vidros, paredes e teto, mas foi especialmente severa em relação a equipamentos, mobiliário e obras de arte que faziam parte do acervo, muitos dos quais ainda passam ou passarão por delicados processos de restauração.

“As equipes do [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] Iphan, por meio da superintendência no Distrito Federal, fizeram um minucioso levantamento dos danos, primeiro no conjunto arquitetônico, que é tombado. Nossa primeira ação foi a recuperação dos bens imóveis, como vidraçaria, mármore, recomposição dos plenários. Em seguida, ajudamos a elaborar relatórios sobre os bens integrados e bens móveis, painéis, obras de arte que faziam parte dos acervos de cada palácio. Eu creio que a gente teve uma resposta positiva do Brasil, como Estado, na capacidade de gestão da crise e dos bens recuperados”, explicou o presidente do Iphan, Leandro Grass, em entrevista à Agência Brasil.

Museu da Democracia

Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília
Museu da Democracia será erguido próximo ao Teatro Nacional Cláudio Santoro, no centro de Brasília – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Promessa da ministra da Cultura, Margareth Menezes, a criação de um memorial sobre os atos golpistas deve tomar forma por meio da construção do Museu da Democracia. A previsão é de investimentos da ordem de R$ 40 milhões no empreendimento, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A iniciativa foi anunciada pelo Ministério da Cultura (MinC) na última sexta-feira (5). Segundo a pasta, desde o início de 2023, após os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro, o órgão vem trabalhando para viabilizar a construção do museu.

O local foi definido após tratativas entre o MinC e a Secretaria de Patrimônio da União e será erguido no setor cultural de Brasília, lado norte da Esplanada dos Ministérios, ao lado do Teatro Nacional Cláudio Santoro. A destinação da área será formalizada por meio de acordo com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

Educação para a memória

Para Leandro Grass, além do crime contra o Estado democrático, os atos de vandalismo apontam para um outro desafio civilizatório, que é a salvaguarda do patrimônio cultural e artístico de um povo e uma nação:

“A primeira guardiã do patrimônio cultural é a própria população. Se a gente não conectar o povo ao seu patrimônio, é impossível preservá-lo.”

A depredação do 8 de janeiro também impulsionou a retomada de uma agenda de educação patrimonial por parte do Iphan, que no ano passado lançou um edital no valor recorde de R$ 2 milhões para promover projetos, em todo o país, para o reconhecimento, a valorização e a preservação do patrimônio cultural brasileiro. “É preciso fomentar o sentimento de pertencimento da população com o que é patrimônio coletivo”, acrescentou o presidente do Iphan.

Frame de vídeo de câmera de segurança mostrando vândalo em ação no Palácio do Planalto
Imagem mostra vândalo destruindo relógio centenário no Palácio do Planalto – Reprodução/ TV Brasil

Uma das cenas reproduzidas à exaustão e que ilustra o grau de selvageria e estupidez dos atos foi o momento em que um dos invasores, Antônio Cláudio Alves Ferreira, destruiu um relógio do século 17, que estava exposto no Palácio do Planalto.

Construído pelo relojoeiro Balthazar Martinot Boulle, a peça havia sido um presente da corte francesa ao imperador Dom João VI, em 1808. Tanto o relógio quanto a caixa de André Boulle, destruídos durante os atos de vandalismo, serão revitalizados a partir de um acordo de cooperação técnica formalizado com a Embaixada da Suíça no Brasil. Não é possível estimar o custo dessa recuperação, no momento.

Inventário do 8 de janeiro

Outras cerca de 20 obras destruídas no Palácio do Planalto passarão por um processo de restauração em um laboratório montado no Palácio da Alvorada, fruto de um acordo de cooperação com o Iphan e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

No Supremo Tribunal Federal (STF), que registrou quase mil itens furtados, quebrados ou completamente destruídos, os prejuízos materiais ultrapassam R$ 12 milhões, mas a restauração de obras de arte ainda não foi totalmente mensurada.

Já no Congresso Nacional, cerca de 82% das obras vandalizadas na Câmara dos Deputados passaram por tratamento, no entanto, muitas nem voltaram a ser expostas. No Senado, a recuperação dos bens musealizados totalizou mais R$ 483 mil, mas ainda há peças em processos de restauração.

A reportagem da Agência Brasil pediu um balanço atualizado sobre as reformas dos prédios e restauração dos bens vandalizados no 8 de janeiro, detalhados a seguir:

Os reparos e reformas na estrutura predial da sede da Presidência da República foram viabilizados pelos contratos de manutenção que já estavam em vigor. Ao todo, foram quase R$ 300 mil para consertos na parte elétrica, vidraçaria, divisórias, pintura, bancadas e tampos de mármore, peças sanitárias, gradil e elevador danificado.

Já a restauração das demais peças de valor histórico e artístico estão em andamento no laboratório montado para esse fim, sem prazo para conclusão e se custos estimados. A lista inclui:

Pintura sobre tela As Mulatas, de Emiliano Di Cavalcanti

Escultura em bronze O Flautista, de Bruno Giorgi

Escultura em madeira, de Frans Krajcberg

Relógio histórico de Balthazar Martinot (em parceria com a Suíça)

Pintura sobre madeira Bandeira, de Jorge Eduardo

Escultura de ferro de Amílcar de Castro

Mesa imperial em madeira

Marquesa em metal e palha, de Anna Maria Niemeyer

Retrato de autoria não identificada

Ânfora portuguesa em cerâmica esmaltada

Mesa-vitrine de Sérgio Rodrigues

Pintura abstrata de autoria não identificada

Pintura de batalha de autoria não identificada

Outras três obras importantes, como uma escultura de ferro, de Amílcar de Castro, a marquesa em metal e palha, de Ana Maria Niemeyer, e a mesa-vitrine de Sérgio Rodrigues receberam cuidados de profissionais das equipes da Diretoria de Engenharia e Patrimônio da própria Presidência da República e foram restaurados.

Congresso Nacional

Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.
Manifestantes invadem interior do Congresso Nacional – Marcelo Camargo/Agência Brasil

No Senado Federal, as obras e serviços necessários para recuperação das instalações físicas no edifício principal, no Anexo I e no Anexo II totalizaram R$ 889,4 mil. Em outubro, o Senado reinstalou a tapeçaria de Burle Marx no Salão Negro do Congresso Nacional. Nas contas do órgão, a recuperação dos itens de valor histórico e artísticos somou cerca R$ 483 mil, restado dois bens para serem revitalizados.

Um relatório disponibilizado pela Câmara dos Deputados mostra que 46 presentes protocolares que estavam em exibição na casa foram tratados e higienizados, sendo que um segue desaparecido e seis ainda em restauro, totalizando 84,78% de recuperação. Já a lista de obras de arte e bens integrados à arquitetura do prédio foram 82,3% restaurados.

Seguem em processo de restauro, por exemplo, a maquete tátil do Congresso, a escultura em bronze de Alfredo Ceschiatti (1977) e o painel Ventania, de Athos Bulcão.

O custo de recuperação de um total de 68 bens do acervo cultural da Câmara dos Deputados, entre pinturas, esculturas, presentes protocolares, painéis, entre outros, somou cerca de R$ 1,4 milhão, com pagamento de mão-de-obra especializada e reposição de peças.

Além disso, foram destruídos dezenas de outros móveis e equipamentos eletrônicos que causaram mais de R$ 1,3 milhão em prejuízo.

Supremo Tribunal Federal

A destruição no edifício-sede do STF gerou um prejuízo de R$ 8,6, com 951 itens que furtados, quebrados ou completamente destruídos, segundo a assessoria do órgão. Além disso, a despesa para reconstrução do plenário, com troca de carpetes, cortinas e outros, somou outros R$ 3,4 milhões, totalizando cerca de R$ 12 milhões em prejuízo para os cofres públicos.

Até o momento, o STF informou terem sido restaurados 116 itens:

– 22 esculturas (entre bustos, estatuetas, Crucifixo do Plenário e Estátua A Justiça);
– 21 telas e tapeçarias;
– 4 galerias de retratos (galeria de ministros, de presidentes, de diretores-gerais e secretários-gerais);
– 19 objetos (lustres, Brasão da República, vasos);
– 50 itens de mobiliário (cadeiras, mesas, móvel expositor da Constituição, etc.).

Também foi necessária a substituição de quatro telas do fotógrafo Sebastião Salgado. Seguem em análise três espelhos e nove cadeiras que ainda não tiveram a restauração concluída, em razão da necessidade de material específico que está sendo adquirido elo tribunal.

Ainda segundo o STF, há outros 15 itens, entre vasos e mobiliários, passíveis de restauração. Esse acervo, que sofreu maiores avarias, está sendo objeto de estudo para definição da técnica mais apropriada e do material necessário. Outros 106 itens históricos de valor imensurável, como esculturas e móveis que não puderam ser restaurados e não podem ser repostos, e foram registrados como perdas irreparáveis.

A Suprema Corte ainda não conseguiu mensurar o valor total a ser gasto com as restaurações em curso.

“Quanto aos insumos utilizados nas restaurações, além do material que o STF já tinha em estoque e de materiais que conseguiu gratuitamente em parcerias, houve aquisições ao decorrer do ano de 2023. Diante desses dados, não há como estimar o custo individual de cada restauração. Vale lembrar que os itens danificados, com natureza de patrimônio cultural, são de valor inestimável”, informou a assessoria do tribunal, em nota à reportagem.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Wallison Breno