Saúde

STF forma maioria para pagar, com ressalvas, o piso da enfermagem

Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (30/6), para aprovar, com ressalvas, o pagamento do piso da enfermagem para os servidores da rede pública. Para o setor privado, ainda não há consenso, com debates em torno de pontos divergentes, como o pagamento por região e o acordo entre funcionários e patrões.

Até o momento, seis ministros seguiram o voto do relator, Luís Roberto Barroso, pela aprovação do pagamento com ressalvas. Entre as condicionantes está um mecanismo para financiar o pagamento no setor público, no cenário em que sejam necessários recursos além do previsto para custear o benefício.

O voto do relator, em conjunto com o ministro Gilmar Mendes, também prevê que o pagamento do valor seja proporcional nos casos de carga horária menor do que oito horas por dia, ou 44 horas por semana.

Decisão não agrada enfermeiros

Seguiram o relator os ministros: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luis Fux e Alexande de Moraes. Já os ministros Edson Fachin e Rosa Weber votaram para que o valor seja pago integralmente à categoria, tanto no setor público, quando no privado.

O julgamento ocorre de forma virtual e deve ser encerrado ainda hoje. A decisão não agrada a categoria. No Distrito Federal, os enfermeiros do setor público decidiram prolongar a greve instaurada até a próxima segunda-feira (3/7).

Fonte: Correio Braziliense

Foto:  Victor Correia / CB /DA.Press

Programa Inspire fecha primeiro semestre de atuação com mais de 270 atendimentos

Idealizado por pesquisadores dos Serviços de Pneumologia e Cirurgia Torácica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) e da FMB | Unesp, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu, o programa Inspire concluiu o seu primeiro semestre de atuação com cerca de 270 atendimentos.

A pneumologista do HCFMB, Dr.ª Suzana Tanni, alerta que esse número expressa o aumento importante de pacientes que convivem com sintomas crônicos, como tosse, falta de ar e chiado no peito. “Entre os pacientes já avaliados pela equipe multiprofissional e médica do Serviço, cerca de 60% receberam algum diagnóstico de doença respiratória, o que reflete a importância do programa e sua continuidade”.

Dr.ª Suzana reforça que a interdisciplinaridade da Pneumologia e Cirurgia Torácica na realização do programa, juntamente com a equipe multiprofissional e alunos de graduação e pós-graduação, garante a qualidade de saúde de toda população que tenha fatores de risco e sintomas respiratórios e que nunca foram avaliados. “O sucesso é garantido pelo esforço de todos que participam nestes dias de campanhas”, destaca.

Criada em fevereiro deste ano com o intuito de rastrear doenças respiratórias crônicas, como asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e câncer de pulmão, a ação Inspire também detecta o tabagismo ativo dos indivíduos, incluindo-os ao programa de cessação ao tabagismo do HCFMB, referência no Estado de São Paulo e produtora de inúmeros estudos sobre os riscos do tabaco.

Sobre os benefícios desta ação, Dr.ª Suzana destaca a facilidade do acesso ao serviço especializado de saúde e o rápido diagnóstico através de exames acurados, como a espirometria, que avalia a capacidade pulmonar do indivíduo a partir da velocidade e do volume do ar expirado. “Lembramos que todos os pacientes recebem alta, com tratamento e retornos médicos com as especialidades e a equipe de nutricionistas e fisioterapeutas”.

Nova edição do Programa será no próximo sábado, 8

No próximo sábado, 8, haverá mais uma edição do Programa Inspire, para rastrear doenças respiratórias crônicas em fumantes, ex-fumantes e em indivíduos que sofrem exposição passiva ao fumo. A ação será realizada das 7h às 16h, na Função Pulmonar do HCFMB.

Na edição de junho, 30 pacientes realizaram exames de avaliação diagnóstica de função pulmonar. As vagas são limitadas e há a necessidade do pré-agendamento pelo telefone (14) 3811-6033 ou pelo WhatsApp (14) 99756-4525. É necessário não vir em jejum e trazer o RG e o Cartão SUS.

Fonte: Jornal HCFMB

Baixa vacinação de idosos acende alerta para casos de gripe

Dados do Ministério da Saúde referentes ao período de março a maio revelam que somente 55% dos idosos foram vacinados neste ano na Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, em comparação com o mesmo período de 2022 ano passado.

“Os números estão abaixo do estimado como nunca estiveram”, disse nesta sexta-feira (30) à Agência Brasil a médica Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “Este é o recorde de baixa cobertura desde que começaram as campanhas de vacinação contra a gripe”, afirmou a infectologista. A vacinação contra a influenza foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1999.

“Hoje, os números apontam que 56% da população idosa, acima de 60 anos de idade, estão com vacinação contra influenza. Este também é um recorde histórico para baixo”, destacou Rosana. Tradicionalmente, crianças e gestantes sempre tiveram mais dificuldade de alcançar as metas, o que não ocorria com a população idosa e profissionais de saúde. “Desta vez, 56% são algo muito longe do que se tem na nossa história.”

Uma questão preocupante é que, pelos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), está diminuindo a população abaixo de 30 anos, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, enquanto aumenta significativamente a parcela dos que têm mais de 60 anos. A Pnad Contínua foi divulgada neste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Estamos totalmente na contramão, do ponto de vista que estamos envelhecendo. Isso significa que há no Brasil uma população muito mais suscetível a ter gripe, e tudo que essa doença traz, contra o que havia no passado, quando se alcançava 95% de cobertura vacinal na campanha de imunização. Existe esse paradoxo do ponto de vista da cobertura e de aumento da população de risco”, afirmou a infectologista.

Síndrome respiratória

Segundo o Ministério da Saúde, os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza em idosos aumentaram 4,5 vezes em 2023, na comparação com o mesmo período de 2022, e 96,1% desses casos necessitaram de hospitalização até o mês de maio deste ano. Os idosos permanecem com maior risco de acidente vascular cerebral (AVC) até dois meses após uma infecção pelo vírus Influenza.

Rosana Richtmann destacou que observa-se, cada vez mais , a relação de doenças virais – “e a Influenza é uma delas” — com complicações cardiovasculares. “Você teve um quadro de Influenza e tem risco maior de  infarto, de arritmia cardíaca nas semanas seguintes. Você teve Zoster, tem maior risco de ter um AVC, um derrame nas próximas semanas”. Está se estabelecendo uma relação direta de um fenômeno infeccioso viral como um gatilho para ter uma complicação cardiovascular, explicou a médica. “Quando você fala em prevenção de gripe, você passa a não ter infecção aguda pelo vírus Influenza e, por outro lado, tem a prevenção indireta para outras condições, como as respiratórias.”

A médica ressaltou que, com a idade, as pessoas não percebem que é muito maior a chance de ter outras complicações decorrentes da gripe. Problemas como diabetes, hipertensão, e situações respiratórias, entre as quais asma e bronquite crônica, podem acelerar o processo.

O Ministério da Saúde destaca que cerca de 70% dos idosos têm alguma doença crônica e maior risco de agravamento de infecções. Isso ocorre porque o avanço da idade faz com que o sistema de defesa do corpo humano comece a apresentar diminuição de suas funções; processo é chamado de imunossenescência. Como resultado desse declínio progressivo do sistema imunológico, a pessoa fica mais suscetível a algumas doenças e infecções.

Os idosos que se vacinam contra Influenza, porém, têm menos possibilidade de ter a doença, com percentual em torno de 60% a 65%, ou de ter uma doença menos grave. Existem objetivos específicos para vacinar esta população”. Rosana alertou que o vírus da Influenza ainda está circulando no país, trazendo complicações respiratórias, daí, a necessidade de vacinação desse grupo.

Fiocruz

O coordenador do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marcelo Gomes, confirmou a queda na adesão de idosos à campanha de vacinação e disse que isso acaba tendo impacto negativo sobre esse grupo. Segundo o pesquisador, as ações empreendidas desde 2020 para diminuir o impacto da covid-19 tiveram efeito positivo com a queda dos demais vírus respiratórios, inclusive com impacto muito maior para a própria covid. “Foi uma redução muito significativa mas, agora, à medida se foi retomando a normalidade, os vírus estão, de certa forma, aproveitando esse momento”, disse Gomes à Agência Brasil.

Ele destacou que caiu a percepção de risco associado aos vírus da gripe, o que pode ter ajudado na diminuição da busca pela vacina contra influenza. Assim como a infectologista Rosana Richmann, Gomes alertou que o vírus Influenza continua circulando, “aproveitando o momento” em que se relaxou, em todos os sentidos. “Tanto no comportamento quanto na vacinação.”

O resultado é que as pessoas não estão com a imunidade adequada, e o comportamento favorece a transmissão. “Aí, o vírus Influenza voltou com força.”.

Outro fator relevante neste ano é a volta do vírus H1N1, diferentemente do que ocorreu em 2022, quando teve maior presença o H2N2. Embora também cause internações, o H2N2 não tem o mesmo impacto em termos de internações que o H1N1, que tem maior risco de agravamento. Neste ano, o H1N1 reapareceu, com presença mais significativa em um cenário em que não se tem adotado quase nenhum cuidado. “Mesmo pessoas que têm algum sinal de gripe, que estão espirrando, tossindo, têm relaxado”, destacou Marcelo Gomes.

Máscara

O pesquisador da Fiocruz alertou que pessoas com sinais de gripe que não possam fazer repouso e precisem sair devem usar máscaras de proteção, especialmente se pegam transporte público. Para ele, os brasileiros estão perdendo uma oportunidade muito grande de criar uma conscientização populacional de que a máscara é uma ferramenta extremamente valiosa para situações específicas.

Com o arrefecimento da covid-19, a sensação é de que a máscara já não é mais necessária. Gomes ressaltou que não se trata de usar sempre máscara, mas sim em situações específicas, como outros países fizeram no passado e construíram esse costume como defesa contra a gripe. “A gente está perdendo uma oportunidade de ouro de fazer essa mudança comportamental que pode, sim, nos trazer uma proteção, combinada com a vacina.”

Óbitos

De 2021 para 2022, o número de óbitos causados pela Influenza no Brasil subiu 135%. Neste cenário, as pessoas com mais de 60 anos são as que adoecem com maior gravidade, indica o Ministério da Saúde.

Atualmente, as infecções respiratórias são a quarta maior causa de mortalidade de idosos no país.

Edição: Nádia Franco

Fonte: Agência Brasil

Imagem Ilustrativa

Telefone do Departamento de Proteção Animal agora é WhatsApp

A Vigilância Ambiental em Saúde informa que agora o telefone do Departamento de Proteção Animal (14) 3811-4915 também é WhatsApp (somente mensagens).

O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17 horas. Após horário comercial, finais de semana e feriados, as denúncias de suspeita de maus tratos contra cães e gatos poderão ser feitas através dos telefones 153 da GCM ou 190 da Polícia Militar.

IBB com participação no VI Congresso de Extensão da Asociación de Universidades Grupo Montevideo

Um grupo de alunos e docentes do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu, IBB, participa nesta semana do VI Congresso de Extensão da Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM). O evento está sendo realizado no Centro de Convenções da Unicamp, em Campinas, São Paulo.

O Congresso promove a troca de experiências, conhecimentos e ideias, e a construção de novas parcerias e conexões. Com duração até o próximo dia 30 de junho, o grupo botucatuense terá contato com renomados especialistas, e participará de debates e discussões sobre projetos inovadores que estão transformando a realidade de diversas comunidades, a partir da extensão universitária.

“É uma experiência muito importante para docentes e alunos. Este congresso serve para que entendamos a importância das ações extensionistas e possamos aprimorar nossas atividades, buscando ainda melhores resultados acadêmicos e consequentemente maior contribuição para a população”, afirmou a professora Adriane Wasko, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do IBB.

Além de Adriane, fazem parte do grupo do IBB os professores Wilson de Melo Junior, Fernanda Mani, Selma Michelin, Silvia Nishida e Cintia Matsumura, e os alunos Kevin Muller, Gabriela Larissa da Silva e Maysa Ortencio Santos.

Bauru: com mais 2 casos, chega a 10 o número de mortes causadas pela dengue em 2023

A Secretaria de Saúde, por meio do Departamento de Saúde Coletiva, informa mais dois óbitos provocados pela dengue em Bauru, neste ano. Com eles, a cidade soma dez mortes por conta da doença em 2023, sendo que a Vigilância Epidemiológica investiga outras duas. No ano passado inteiro, foram quatro casos dessa natureza.

As duas últimas vítimas eram idosas e morreram em abril. No dia 20, não resistiu uma paciente do sexo feminino, de 83 anos, com início dos sintomas no dia 12 do mesmo mês. Ela foi atendida em hospital privado do município e sofria também de Alzheimer e hipotireoidismo. Já o paciente de 65 anos e do sexo masculino tinha hipertensão arterial sistêmica, tabagismo e etilismo, informa a assessoria de imprensa da prefeitura.

De acordo com a comunicação da administração municipal, no caso dele, os sintomas começaram em 22 de março, sendo o óbito registrado no dia 15 de abril. Ele também foi atendido em hospital privado da cidade.

CASOS

A Saúde ainda informou a ocorrência de 180 novos casos de dengue, no período de 15 de maio a 27 de junho. Assim, Bauru totaliza no ano de 2023, até o momento, 13.434 casos autóctones de dengue, sendo 191 casos que tiveram sinais de alarme, 18 casos importados e dez óbitos pelo agravo. Há 452 casos suspeitos em investigação.

Para conter a evolução da doença na cidade, a Secretaria de Saúde segue com orientando moradores, eliminando criadouros e fazendo a nebulização em áreas com casos positivos, destaca texto enviado pela imprensa.

Neste sentido, a Prefeitura de Bauru pede a colaboração da população para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como latas, pneus, potes e garrafas, que devem ser levados aos Ecopontos, e ainda verificar sempre os vasos de plantas, calhas, caixas d’água, ralos, e manter quintais, calçadas e terrenos limpos.

Neste ano, foi realizado um mutirão em todas as regiões do município para recolher materiais que possam acumular água e servir como criadouro do mosquito Aedes aegypti, com o recolhimento de 380 toneladas de materiais.

Com a redução das temperaturas e o menor volume de chuvas registrado nas últimas semanas, a incidência de casos de dengue está diminuindo consideravelmente em Bauru, destaca o Executivo. Desde abril, o município está com uma redução constante de casos, acrescenta por nota. No entanto, mesmo com o inverno, os cuidados com a dengue precisam continuar, e a colaboração da população é necessária para evitar que uma nova epidemia aconteça no próximo verão, a partir do final deste ano, conclui.

Fonte: JCNET

Tarcísio prepara tabela paulista do SUS contra rombos e filas na Saúde

São Paulo — O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) vai enviar à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) projeto de lei para criar tabela própria de pagamento por procedimentos de saúde feitos na rede pública em todo o estado com valores superiores ao da tabela do Serviço Único de Saúde (SUS), praticada pelo governo federal.

A “tabela SUS paulista” servirá para melhorar a remuneração paga a prefeituras, santas casas e organizações sociais que realizam atendimentos de saúde em São Paulo, de forma a reduzir o subfinanciamento dos procedimentos médicos custeados pelo serviço público. Com isso, o governo espera socorrer financeiramente esses estabelecimentos e permitir que eles ampliem o número de atendimentos, reduzindo filas.

A diferença entre os valores pagos pelo SUS por cirurgias, exames e outros serviços médicos e os custos reais desses procedimentos é apontada como a principal causa para o rombo financeiro nas contas de uma série de entidades médicas paulistas, em especial as santas casas.

Tabela SUS paulista

Tecnicamente, o projeto de lei vai estabelecer um limite financeiro da média e alta complexidade, chamado de “Teto MAC”, específico para São Paulo. O estado continuará recebendo a remuneração paga pelo SUS a todos os entes federativos, mas irá complementar essa participação com o valor adicional da tabela paulista.

O dinheiro para financiar essa tabela estadual com valores corrigidos viria da Educação, por causa de outro projeto em elaboração pelo governo Tarcísio que também depende de aprovação dos deputados estaduais.

Conforme o Metrópoles já antecipou, o governo prepara proposta de emenda à Constituição Estadual (PEC) para permitir o remanejamento de parte do orçamento destinado à Educação para a Saúde.

Em São Paulo, por força da Constituição paulista, o governo precisa gastar 12% de sua receita anual com despesas da Saúde e 30% com Educação. Entretanto, a Constituição Federal prevê que os gastos com Educação devem ser, no mínimo, de 25% da receita anual.

Tarcísio quer que esses 5% de diferença entre o piso determinado pela Constituição Federal e o estabelecido pela lei estadual possam ser transferidos de um setor para o outro, a depender da necessidade de um ano específico. Na prática, os recursos poderiam resultar em um incremento de até R$ 15,8 bilhões ao Orçamento da Saúde, que foi de R$ 34 bilhões neste ano.

Mais recursos

Técnicos do governo já estimam que a tabela SUS paulista poderia resultar em remunerações até cinco vezes maiores em alguns procedimentos. O SUS nacional paga, por exemplo, R$ 267 pelo serviço hospitalar referente a um parto e R$ 175,60 ao médico que realiza o procedimento. Nesse caso, o valor saltaria para mais de R$ 1 mil, segundo a proposta.

A expectativa é que os deputados estaduais discutam os dois projetos apenas no segundo semestre, na volta do recesso parlamentar de julho. Caso as mudanças sejam aprovadas e promulgadas até dezembro, elas já poderiam ser incluídas no Orçamento do ano que vem.

Fonte: Metrópoles

 

Idoso que queimava madeira para se proteger do frio é resgatado em condições precárias às margens do Rio Tietê

Um idoso de 69 anos foi resgatado, na segunda-feira (26), em condições precárias às margens do Rio Tietê, na zona rural de São Manuel (SP). O resgate foi feito pela Guarda Civil Municipal (GCM), por meio da Patrulha Ambiental Municipal.

De acordo com a corporação, o idoso mora em um barraco há 25 quilômetros de distância do centro da cidade. No local, não tinha saneamento básico, água potável e eletricidade. O barraco também estava infestado de ratos e teias de aranha.

Para se proteger do frio, idoso queimava madeira dentro do barraco em São Manuel (SP) — Foto: GCM de São Manuel/Divulgação

Para se proteger do frio, idoso queimava madeira dentro do barraco em São Manuel (SP) — Foto: GCM de São Manuel/Divulgação

Ainda segundo a GCM, por conta da idade, o homem não conseguia chegar até a área urbana de São Manuel para comprar itens básicos, como água e comida. Para se proteger do frio, ele queimava madeira.

O idoso foi encontrado pelos guardas desacordado no barraco, depois de ter inalado muita fumaça. Ele foi levado para o Pronto Socorro da cidade para avaliação médica e, em seguida, encaminhado para um abrigo de idosos de São Manuel.

Resgate de idoso foi feito pela Guarda Civil Municipal (GCM), por meio da Patrulha Ambiental Municipal — Foto: GCM de São Manuel/Divulgação

Resgate de idoso foi feito pela Guarda Civil Municipal (GCM), por meio da Patrulha Ambiental Municipal — Foto: GCM de São Manuel/Divulgação

Fonte: g1