As condenações do líder religioso João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, foram reduzidas de quase 490 anos para cerca de 214 anos de prisão após análise de recursos na Justiça de Goiás. A revisão envolveu 18 ações penais, a maioria relacionada a crimes sexuais como estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude.
Segundo decisões judiciais, parte das penas foi extinta devido à decadência do direito de representação, quando o prazo legal para formalização das denúncias já havia expirado. Em outros casos, as condenações tiveram redução em segunda instância ou foram anuladas após recursos da defesa.
Uma das maiores reduções ocorreu em uma condenação de 2023, cuja pena caiu de mais de 51 anos para 9 anos de prisão. Outro processo, que previa condenação superior a 56 anos, acabou arquivado após decisão favorável em recurso. Apesar disso, a maioria dos processos ainda possui recursos pendentes, o que pode alterar novamente o total das penas.
Preso desde 2018, João de Deus cumpre atualmente prisão domiciliar em Anápolis, autorizada pela Justiça por conta da idade e das condições de saúde. Ele foi acusado por centenas de mulheres de abusos cometidos durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia.
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