Artigos do Autor: Fernando Bruder

Mariana (MG): Dez anos de luto e luta, o legado da pior tragédia ambiental do Brasil ainda aguarda justiça plena

O dia 5 de novembro de 2025 marca um marco doloroso: dez anos desde o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), o evento que se consolidou como a maior catástrofe ambiental e humana da história do Brasil. A data serve como um momento de profunda reflexão sobre as perdas, a lentidão da reparação e a persistência da busca por responsabilização das empresas envolvidas.

O Desastre e a Busca por Responsabilidade

Em 2015, o colapso da barragem de rejeitos da Samarco (controlada pela BHP Billiton e Vale) devastou comunidades, ceifou vidas e lançou milhões de metros cúbicos de lama tóxica no Rio Doce, atingindo ecossistemas e populações por centenas de quilômetros.

Dez anos depois, a justiça segue sendo um pilar central. Campanhas de vítimas e ativistas continuam a pressionar as gigantes BHP Billiton e Vale. Há grande expectativa para o final de 2025, quando um julgamento em corte no Reino Unido pode finalmente responsabilizar formalmente essas corporações.

Compensação e o Programa Definitivo

Em um esforço para endereçar os danos, o Programa Definitivo de Compensação (PID) da Samarco envolve mais de 300 mil vítimas. Até agosto de 2025, mais de R$ 5,57 bilhões foram desembolsados em acordos financeiros. No entanto, a adesão a este programa implica que as vítimas abrem mão de futuras reivindicações judiciais, um ponto de constante debate.

Adicionalmente, em outubro de 2024, BHP e Vale firmaram um acordo com o governo brasileiro no valor de quase US$ 30 bilhões para cobrir custos de restauração ambiental e reassentamento, um valor validado pelo Supremo Tribunal Federal em novembro do mesmo ano.

Impacto Ambiental e Social Persistente

Apesar dos bilhões investidos e dos esforços de limpeza, a bacia do Rio Doce e as comunidades afetadas ainda lutam contra as consequências. Relatos de moradores e grupos ambientais apontam para uma remediação inadequada, com desafios contínuos na recuperação da saúde ecológica da região e no restabelecimento dos meios de subsistência tradicionais.

A década que se encerra reforça que a recuperação total é um processo de longo prazo, onde a vigilância social e a pressão por transparência continuam sendo ferramentas essenciais para garantir que as promessas de reparação se transformem em restauração efetiva.

Queda de avião perto de aeroporto nos Estados Unidos deixa pelo menos três mortos

Um avião de carga da UPS caiu perto do aeroporto de Louisville, Kentucky, nesta terça-feira (4). Em entrevista coletiva, o governador Andy Beshear informou que três pessoas morreram e 11 ficaram feridas. O número de vítimas é preliminar e ainda pode aumentar.

Um alerta para que todos permaneçam em casa foi emitido para locais num raio de 8 quilômetros do aeroporto.

Uma enorme coluna de fumaça preta se formou próximo da pista do Aeroporto Internacional Muhammad Ali de Louisville.

Aeroporto Internacional Muhammad Ali de Louisville é o centro aéreo mundial da UPS.

A aeronave pode decolar com um peso máximo de 633.000 libras (aproximadamente 287 toneladas) e transportar mais de 38.000 galões (aproximadamente 144.000 litros) de combustível, de acordo com a Boeing, que adquiriu a McDonnell Douglas.

Após seu primeiro voo em 1990, o avião de passageiros foi um modelo popular. Com o aumento dos custos de combustível para os jatos trimotores, muitos deles foram convertidos em cargueiros.

“Se está portando um fuzil, não significa que seja bandido”, declaração do vereador Mário Ielo (PDT)

Uma declaração feita pelo vereador Mário Ielo (PDT) durante a última sessão da Câmara Municipal de Botucatu gerou forte repercussão e indignação pública.

Em discurso na tribuna, a respeito a operação policial no Rio de Janeiro, o parlamentar afirmou que “se está portando um fuzil, nao significa que seja bandido”, frase que rapidamente viralizou nas redes sociais e provocou uma onda de críticas à sua postura.

A fala foi considerada um desrespeito às forças de segurança e uma tentativa de relativizar a criminalidade armada.

Diversos moradores expressaram revolta nos comentários, classificando o discurso como “absurdo” e “inadmissível para um representante do povo”.

Reações políticas e institucionais

Políticos de outros partidos se manifestaram contra a fala de Ielo.

A coordenação do Partido NOVO em Botucatu publicou uma nota de repúdio condenando o pronunciamento do parlamentar botucatuense.

Quem empunha um fuzil contra policiais está cometendo um crime grave e colocando vidas em risco; defender esse tipo de postura é inaceitável, afirma a nota.

Já o munícipe Eduardo Tavares, expressou:

O vereador Ielo desrespeita os homens e mulheres que arriscam a vida diariamente para proteger a população.

Ana Clara Farias, moradora da Vila dos Médicos, também repudiou a declaração

O Vereador Mário Ielo precisa assumir publicamente o seu erro e se retratar à sociedade botucatuense e às forças policiais de nossa cidade e aos seus eleitores. Isso é uma decepção.

Um guarda civil municipal que pediu pra nao ser identificado na reportagem também manifestou sua indignação:

O vereador Ielo coloca em xeque a legitimidade do trabalho policial e incentiva a violência contra a população e contra nós que trabalhamos para manter nossa cidade segura. Estive nas ações contra os assaltantes que invadiram a cidade no assalto à Caixa Econômica Federal, há cerca de 5 anos. É eum absurdo a gente ter vivido aqueles dias de terror, e agora ouvir isso de um representante eleito pelo povo e ex-prefeito de nossa cidade. Atuamos sob o amparo da lei e em defesa da sociedade.

Já Irineu Demóstenes, comerciante declarou:

O discurso do vereador Ielo desvaloriza as instituições de segurança da nossa própria cidade e do nosso estado, e incita o desrespeito aos nossos policiais. Falas como essa numa plenária da Câmara Municipal não contribui para o diálogo democrático nem para a imagem da cidade.

Maria do Carmo, mãe de uma vítima de um assalto na capital há 3 anos, disse:

Meu filho saiu de Botucatu em busca de oportunidade na capital e o perdi pra sempre num assalto. Esse vereador não sabe a dor que sinto por ter perdido meu filho.

Entidades ligadas à sociedade civil organizada e grupos de apoio às famílias de policiais também manifestaram repúdio, destacando a importância da responsabilidade nas falas de autoridades públicas municipais.

Desgaste político

A repercussão negativa foi imediata. Mário Ielo, que já foi candidato a outros cargos e tem longa trajetória na política local, inclusive como ex-prefeito de Botucatu, enfrenta agora um dos maiores desgastes de sua carreira com a opinião pública.

Até o momento, o parlamentar não apresentou retratação pública nem esclarecimento oficial sobre o contexto da fala.

Nos bastidores, comenta-se que a Câmara Municipal pode avaliar a possibilidade de uma nota institucional reforçando o compromisso da Casa com o respeito às leis e às forças de segurança.

A polêmica segue dominando as conversas políticas em Botucatu, com grande repercussão nas redes sociais e nos grupos de discussão locais.

A equipe de jornalismo da Rede Alpha coloca-se a disposição do vereador para que possa esclarecer a população sobre suas declarações.

Acompanhem o trecho do vídeo:

Mato alto em terreno da própria Secretaria de Saúde de Botucatu expõe contradição e descaso com a zeladoria pública

O mato alto na entrada da Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu, localizada na Rua Major Matheus, tem causado indignação entre moradores e servidores que passam diariamente pelo local. O que deveria ser um espaço de referência em cuidado e prevenção à saúde pública se transformou em exemplo de abandono e falta de manutenção por parte da própria Prefeitura.

A vegetação, que já ultrapassa muito mais de 10 centímetros de altura, toma conta das áreas de acesso e canteiros do prédio, comprometendo a circulação de pedestres e oferecendo riscos à segurança e à saúde — com possibilidade de abrigo para insetos e animais peçonhentos.

A situação se torna ainda mais contraditória diante do Decreto Municipal nº 14.434, assinado no início do ano pelo prefeito Fábio Leite, que prevê multa aos proprietários de terrenos que deixarem o mato crescer acima do limite permitido. O texto do decreto é claro ao determinar que o mato não deve ultrapassar 10 centímetros de altura e que o descumprimento resultará em autuação e cobrança dos custos de limpeza pela Prefeitura.

O decreto, publicado como parte do Plano de Enfrentamento à Dengue, visava justamente combater o acúmulo de lixo e mato alto em terrenos baldios e públicos, para evitar criadouros do mosquito Aedes aegypti. No entanto, o próprio poder público parece ignorar as regras que impôs aos cidadãos.

Moradores da região relatam que há semanas o mato cresce sem qualquer sinal de manutenção. “É um absurdo ver um local da Secretaria de Saúde, que deveria dar exemplo de cuidado, tomado pelo mato. Se fosse um terreno particular, o dono já teria sido multado”, comentou uma moradora que trabalha nas proximidades.

A denúncia revela uma contradição incômoda: enquanto o município pune os cidadãos por deixarem seus terrenos sujos, a Secretaria responsável por cuidar da saúde da população convive com o descuido em seu próprio espaço.

A população cobra providências imediatas da Prefeitura e da Secretaria de Zeladoria, para que o terreno seja limpo e o exemplo venha, de fato, de quem tem o dever de zelar pela cidade.

COP30: O que é, quando acontece e o que será discutido em Belém

Nos próximos dias, a capital do Pará, Belém, sedia a 30º edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – a chamada Conferência das Partes, ou COP30. O evento acontecerá, oficialmente, entre os dias 10 e 21 de novembro. 

A cada ano, um país recebe o encontro, que tem como principal missão buscar formas de implementar a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Esse documento foi adotado por diversos países em 1992, com a meta de estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.

As COPs começaram em 1995, na Alemanha. Agora, 30 anos depois, vai ser a vez de o Brasil reunir líderes de todo o mundo, em meio à floresta amazônica, em Belém.

O principal objetivo da COP é definir medidas necessárias para limitar o aumento da temperatura do planeta a 1,5ºC até o final deste século, acelerando a implementação do que foi negociado nas COPs anteriores, principalmente a de 2015, em Paris.

O presidente da COP30 é o embaixador André Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores. Ele explica por que as mudanças climáticas estão na pauta mundial há três décadas.

“É um processo que vai exigindo constantes aperfeiçoamentos. Além do mais, no caso da mudança do clima, houve uma grande evolução da ciência, do pensamento econômico sobre o impacto da mudança do clima. Então, as COPs anualmente aperfeiçoam esse processo e criam uma legislação e orientam os países numa direção que, antes de mais nada, é baseada na ciência”. Desde o Rio em 92, a ideia seria de que cada vez mais nós deveríamos acentuar essa responsabilidade histórica dos países envolvidos e as necessidades cidades dos países em desenvolvimento”.

Quem vai para a COP?

São esperadas cerca de 50 mil pessoas, entre delegados dos países, negociadores, jornalistas e 15 mil representantes de movimentos sociais, que participam de debates paralelos na Cúpula dos Povos.

Os líderes dos países participantes também se encontram em Belém na cúpula de chefes de Estado da COP30, que ocorre antes da programação oficial, entre 6 e 7 de novembro. Juntos vão sinalizar compromisso político e definir o tom das negociações. Está confirmada a participação de 143 delegações dos 198 países signatários dos tratados internacionais que tratam do tema.

Como funciona a COP?

A programação da COP30 será dividida em dois espaços diferentes:a zona verde e a zona azul.  A chamada zona verde vai reunir sociedade civil, instituições públicas e privadas, além de líderes globais, em debates sobre o clima.

Já a zona azul vai ser o palco oficial das negociações da Cúpula de Líderes e dos pavilhões nacionais. Para a zona azul é autorizada a entrada de delegações oficiais, chefes de Estado, observadores e imprensa credenciada. É nesse ambiente que devem ser definidos os rumos das políticas climáticas internacionais. O presidente da COP30, André Lago conta que, desde 2021 as COPs têm a chamada “Agenda de Ação”, com ampla participação.

“Na agenda de ação, quem vem para a COP são os governos subnacionais, é o setor privado, é a sociedade civil, são os líderes na tecnologia, a academia e, com base nessas discussões, nós vamos mostrar que existem já imensas respostas e soluções para vários dos desafios que nós temos que enfrentar. E portanto, a agenda de ação deve dar um dinamismo extraordinário à COP e vai permitir que o setor privado, os governos subnacionais e os demais membros da sociedade civil possam contribuir de maneira incrível, porque já poderão usar de maneira muito clara o que já foi aprovado”.

Propostas da sociedade

Para os dias de debates contra a emergência climática, diversos movimentos sociais e organizações não governamentais se preparam para levar propostas, cobrar medidas e exigir o cumprimento delas. Entre as entidades, está o Observatório do Clima. A especialista em política climática da organização, Stela Herschmann, avalia que as COPs vêm avançando nas medidas para conter o avanço das mudanças climáticas, mas acredita que isso ocorre de forma lenta.

“As COPs, que são as conferências das partes, ou seja, aqueles países que assinaram a Convenção de clima, o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris, elas acontecem anualmente. Elas têm um processo de tomada de decisão que é muito lento e que a gente não tá correspondendo à velocidade da mudança que a gente tá vendo, ele tem condições de dar resposta para o problema. A ciência já mostrou o caminho, a gente tem diversos avanços que a gente pode citar como importantes para enfrentamento da crise climática, mas ainda não foram respostas de novo na velocidade que precisa com a rapidez e com o corte que a ciência indica que tem que ser feito”.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Câncer de próstata: Atendimento aumenta 32% em homens com até 49 anos

O número de atendimentos entre homens com até 49 anos para tratar câncer de próstata aumentou em 32% no Brasil, entre 2020 e 2024. Foram realizadas 2,5 mil assistências, em 2020, e 3,3 mil em 2024, segundo dados do Ministério da Saúde.

O câncer de próstata preocupa principalmente homens com 65 anos, porém os mais jovens, com menos de 49 anos, também sofrem com o problema. Entre os atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a maioria dos procedimentos correspondeu a quimioterapia (em torno de 84% a 85%), seguida por cirurgias oncológicas (10% a 12%) e radioterapia (3% a 4%).

Segundo o urologista especializado no cuidado com a saúde sexual e reprodutiva masculina, Rafael Ambar, o aumento no número de tratamentos está relacionado à procura por atendimento e não necessariamente ao crescimento da quantidade de casos. Associado a isso está a ampliação da rede de assistência de saúde pelo país e da conscientização sobre a doença.

“Os homens mais jovens têm se mostrado mais interessados em cuidar da saúde e realizar acompanhamento urológico. Essa mudança de comportamento é influenciada pela facilidade atual do acesso à informação, aumento da expectativa de vida e desejo de um envelhecimento saudável. Também existe um movimento interessante, apesar de discreto, de diminuição do preconceito relacionado às visitas ao urologista. Apesar disso, o trabalho de conscientização ainda continua necessário”, afirmou Ambar.

Quando diagnosticada precocemente, a doença tem 90% de chance de cura.

Nas fases iniciais o câncer de próstata é assintomático, mas em estágios mais avançados, a doença pode causar dificuldade e necessidade de urinar muitas vezes ao dia, jato de urina fraco, presença de sangue na urina e ou no sêmen, podendo causar também dores na pelve, quadris e nas costas.

“O surgimento do problema está associado ao envelhecimento do corpo, à predisposição genética, à obesidade e a comportamentos nocivos à saúde como o tabagismo e sedentarismo. O problema é identificado a partir de exame de rastreio da doença (exame de sangue para identificar o Antígeno Prostático Específico (PSA) e o exame de toque retal)”, explicou o urologista.

De acordo com o médico, é necessário que os homens façam o acompanhamento anualmente a partir dos 40 anos, para aqueles com casos do problema na família e, dos 50, para a população geral. O câncer de próstata é segundo câncer mais comum entre os homens, sendo o primeiro o de pele (não-melanoma), segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Corpo atribuído à “Japinha do Comando Vermelho” era de traficante baiano morto em operação no RJ, revela identificação

A coluna identificou, com exclusividade, que o corpo que viralizou nas redes sociais como sendo da jovem apelidada de “Japinha do CV” não pertence a uma mulher. A vítima é, na verdade, Ricardo Aquino dos Santos, traficante baiano de 22 anos vinculado ao Comando Vermelho.

A fake news ganhou força após a megaoperação contra o CV no Rio de Janeiro, quando a imagem de um cadáver desfigurado passou a circular acompanhada da informação falsa de que se tratava da suposta “Japinha”, cujo nome verdadeiro ainda não foi divulgado.

Ricardo foi morto com um tiro de fuzil que dilacerou a cabeça, o que dificultou o reconhecimento inicial do corpo. Contra ele, havia dois mandados de prisão em aberto. Ele respondia por porte de arma e roubo.

Apenas homens

Como revelou a coluna no domingo (2), todos os mortos identificados na operação são homens. Dos 117 suspeitos mortos, 115 já tiveram os nomes confirmados. Os dois restantes seguem sem identificação formal, mas as equipes técnicas apontam fortes indícios de que também pertencem ao sexo masculino.

A checagem desmonta rumores que tentavam incluir mulheres entre os mortos na ofensiva que resultou em 121 óbitos, sendo 117 suspeitos e quatro policiais.

Fonte: Metrópoles

Foto: Reprodução

Avaré: Polícia Civil cumpre mandado em Botucatu e investiga furto de cabos em fazenda

Avaré – Uma operação realizada na manhã desta terça-feira (4) mobilizou equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e do Grupo de Investigação em Área Rural (GIAR) de Avaré, com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Botucatu. A ação faz parte das apurações de um furto qualificado registrado em setembro, em uma propriedade rural situada às margens da Rodovia SP-255, em Avaré.

Durante o cumprimento do mandado, os policiais recolheram um veículo, celulares e roupas que podem ter sido utilizadas pelos autores do crime. O material foi apreendido e será submetido à perícia para tentar estabelecer conexão direta com a ocorrência.

Segundo a investigação, os criminosos invadiram a fazenda em duas ocasiões, rompendo o sistema de energia e subtraindo extensos cabos elétricos de pivôs de irrigação — quatro fios de cerca de 15 metros em um primeiro momento e, dias depois, o restante da fiação, causando prejuízo expressivo ao proprietário rural.

A partir de indícios levantados durante a investigação, a Justiça autorizou o mandado contra alvos residentes em Botucatu. Dois suspeitos foram identificados, ouvidos e liberados em seguida. Seus nomes não foram divulgados para não interferir nas etapas seguintes do inquérito.

Para o delegado Adriano Leite de Assis, responsável pelo caso, o avanço da investigação é resultado da atuação estratégica da Polícia Civil no enfrentamento de crimes patrimoniais em áreas rurais.

“As provas colhidas hoje serão determinantes para comprovar a autoria do furto e garantir a responsabilização dos envolvidos”, destacou.

As apurações continuam sob coordenação da DIG de Avaré, com apoio das delegacias especializadas da região.

Fonte: A Voz do Vale
Foto: Reprodução