Artigos do Autor: Fernando Bruder

Unesp inicia estudo para Indicação Geográfica para o Mel da Cuesta Paulista

Unesp inicia estudos para Indicação Geográfica do Mel da Região da Cuesta Paulista
Trabalho é desenvolvido no âmbito do PROFNIT.

Entre os dias 5 e 7 de setembro, o Shopping Park Botucatu sediou a 4ª edição da Brasil Honey Show, evento de destaque nacional voltado à apicultura, cafés especiais, sustentabilidade e gastronomia brasileira. O encontro reuniu produtores, pesquisadores, instituições e autoridades em um ambiente de inovação e valorização da produção apícola.

Nesse contexto, o mestrando Thiago Pontes, do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (PROFNIT/UNESP), apresentou o início dos seus estudos sobre a Indicação Geográfica (IG) do Mel da Região da Cuesta Paulista.

O trabalho é desenvolvido sob orientação dos professores Cyntia Ludovico Martins, Paulo André de Oliveira e Ricardo de Oliveira Orsi, com a coordenação institucional da professora Silvia Angélica Domingues de Carvalho, e apoio da Agência Unesp de Inovação (AUIN), que concede bolsa de pesquisa ao aluno.

A proposta de Indicação Geográfica busca reconhecer oficialmente a singularidade do mel produzido na Cuesta Paulista, valorizando as características únicas da região, como sua biodiversidade, práticas sustentáveis e tradição produtiva. Essa iniciativa representa não apenas um avanço científico, mas também uma oportunidade concreta de fortalecimento da economia local, geração de renda e promoção da agricultura familiar.

O trabalho conta com o engajamento de importantes entidades representativas: a Associação de Itatinga, a Associação dos Apicultores do Polo Cuesta (APICUESTA), presidida por Joel Santiago de Andrade, a Associação dos Apicultores de Botucatu, presidida por Mansour Tour Savadkouhi, e a Associação de Apicultores e Meliponicultores de Avaré e Região (A.A.M.A.R.E.), presidida por Leonardo Mazzoni. Essas organizações desempenham papel estratégico na mobilização dos produtores e no fortalecimento coletivo do setor.

Além de aproximar a pesquisa acadêmica da realidade dos produtores, o evento proporcionou networking qualificado com representantes de diversos estados, autoridades governamentais e a população local. Segundo os participantes, a troca de experiências durante a Brasil Honey Show reforçou a necessidade de alinhar ciência, tradição e inovação para que o Mel da Cuesta Paulista alcance reconhecimento nacional e internacional.

Com a iniciativa do PROFNIT/UNESP, a região da Cuesta Paulista dá um passo decisivo rumo ao reconhecimento de sua identidade produtiva, abrindo caminho para que o mel local se torne referência de qualidade, sustentabilidade e inovação no Brasil.

Na Foto: da esquerda para a direita Joel Santiago de Andrade, presidente da APICUESTA, Profa Silvia Angélica, coordenadora do PROFNIT UNESP, Profa Cyntia Martins, orientadora e professora do PROFNIT UNESP, Thiago Pontes, mestrando do PROFNIT UNESP, Prof. Paulo André de Oliveira, coorientador e professor do PROFNIT UNESP e Mansour Tour Savadkouhi, presidente da Associação dos Apicultores de Botucatu

Veículo em chamas inicia grande incêndio em vegetação em Estrada Vicinal que liga Avaré a Itatinga

Um incêndio de grandes proporções mobilizou o Corpo de Bombeiros na tarde desta terça-feira (9) na Estrada Vicinal que liga Avaré a Itatinga. As chamas, que teriam começado em um veículo, rapidamente se alastraram por uma vasta área de vegetação, consumindo cerca de 120 mil metros quadrados, o equivalente a 12 hectares, entre canaviais e pastagens.

O incidente teve início por volta das 15h22. Segundo relatos de populares que presenciaram o ocorrido, o fogo teria começado em um automóvel estacionado na margem da via. Impulsionado pelo vento, o incêndio evoluiu rapidamente, transformando o veículo em uma carcaça carbonizada e avançando sobre a vegetação seca e cultivada.

Para combater as chamas, foram empregadas duas viaturas do Corpo de Bombeiros, com um efetivo de cinco militares, sob o comando do 1º Sargento PM Monteiro. A ação foi fundamental para isolar a área e controlar as frentes de fogo ativas, evitando que o incêndio se propagasse para propriedades vizinhas ou áreas de mata nativa. O fogo na vegetação foi debelado após aproximadamente quatro horas de trabalho intenso.

A combinação do material combustível do veículo, a vegetação propícia ao fogo e as condições climáticas, com a presença de vento, criaram um cenário desafiador para os bombeiros. Uma densa coluna de fumaça pôde ser vista a quilômetros de distância.

Felizmente, não houve registro de vítimas humanas ou animais. No entanto, o prejuízo ambiental e material é considerável, com a destruição total do veículo e a perda da área de vegetação. As causas exatas que levaram ao princípio de incêndio no automóvel ainda serão investigadas.

ALERTA – A Secretaria da Segurança Pública, por meio do Corpo de Bombeiros, reforça importantes alertas à população para a prevenção de incêndios:

– Jamais jogue bitucas de cigarro pela janela do carro;
– Realize a manutenção periódica do seu veículo, com atenção especial aos sistemas elétrico e de combustível;
– Evite estacionar sobre vegetação seca, pois o calor do catalisador ou do sistema de escapamento pode iniciar um foco de incêndio;
– Em caso de princípio de incêndio, afaste-se imediatamente do local e acione o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução

Após denúncia da Rede Alpha, a Prefeitura de Botucatu retira máquinas da obra na Caio Induscar

Caso pode ser investigado pelo Ministério Público

A Prefeitura de Botucatu foi obrigada a recuar e retirar as máquinas da Secretaria Municipal de Infraestrutura e os servidores públicos que estavam sendo usados em uma obra de pavimentação dentro do imóvel da empresa Caio Induscar, após denúncia feita pela Rede Alpha.

As imagens divulgadas mostraram funcionários da prefeitura operando maquinário pesado em um espaço privado, configurando uso indevido da estrutura pública para favorecer uma empresa particular.

O caso gerou indignação popular e abriu um debate sobre a falta de fiscalização e a permissividade da atual gestão municipal.

A situação é grave: a Constituição Federal e a Lei de Improbidade Administrativa proíbem o uso de recursos públicos para fins particulares.

Tanto o prefeito Fábio Leite quanto o secretário de Infraestrutura Rodrigo Taborda podem ser responsabilizados por ato de improbidade, que prevê desde a perda da função pública até a inelegibilidade e a obrigação de ressarcimento aos cofres municipais.

Diante da gravidade da denúncia, cresce a pressão para que o Ministério Público abra investigação imediata.

O episódio expõe não apenas a utilização irregular de bens públicos, mas também a ausência de critérios de transparência na gestão do município.

                                                                                            Canteiro de obras

                                                                             Pavimentação do estacionamento

Vereadores Abelardo, Welintom Japa, Nuno e Mário Ielo defendem a atuação da prefeitura

A Câmara Municipal de Botucatu decidiu não investigar as graves denúncias sobre o uso de máquinas da Secretaria de Infraestrutura e servidores públicos em uma obra de pavimentação dentro do imóvel da empresa privada Caio Induscar.

Na sessão ordinária do dia 09 de setembro, os vereadores Abelardo da Costa Neto, Nuno Garcia e Welinton Souza (Japa) declararam publicamente que o prefeito Fábio Leite agiu corretamente ao autorizar a execução da obra.

Veja a fala de cada um dos vereadores, na íntegra

1. Vereador Abelardo:

Relação aí às máquinas, né, eu fui atrás, tem a lei que permite quando há interesse público. Então, ali, como há o interesse público constatado, com aí vamos dizer, empregos, crescimento, pode-se fazer isso. Então, eu aí, antes de ter falado, querendo aparecer como certas mídias, querendo só criticar, não foi se informar do fato que realmente as máquinas estavam lá e quis aí essa imprensa aparecer e jogar, eu quero ser imparcial. As imprensa que querem jogar alguns leigos, que às vezes também não entende, contra o trabalho da prefeitura. Então esse é um ponto, tá bom? E às vezes joga vereadores falando que não estão vendo, não estão enxergando e fazendo nada. Então tem imprensa que às vezes de ser produtiva, ela atrasa a cidade e às vezes, supostamente, por ter parado de mamar dinheiro público. Algumas imprensa nesse Brasil, quando corta-se a verba, começa a falar só crítica, fala as coisas boas também. Então eu espero que a prefeitura também, como é de utilidade pública essa área que vai trazer benefício.”

2. Nuno Garcia:

“Assim como os nossos colegas já disseram, procurem meios de informação importante, usem a internet de maneira útil. A internet é muito boa, pode nos ajudar para tudo. Procurem saber das coisas sem fazer comentários por conta de uma fala ingrata para não usar outro termo.”

3. Welinton Japa

“Nós não estamos aqui brincando de ser político, nós estamos trabalhando para a população e levando para ela. Existe uma lei, a lei número 4842, de 30 de outubro de 2007, onde essa lei diz assim, autoriza o Poder Executivo a fornecer infraestrutura às empresas já instaladas no município e que pretendem implantar novas unidades. Essa lei foi elaborada pelo Ielo, onde o Poder Executivo autorizado a fornecer às empresas já instaladas no município de Botucatu e obras de infraestrutura que viabilizem a implantação de novas unidades ou ampliação das unidades existentes, que gerem novos empregos ou recursos que tenham impacto no orçamento. Então, eu quero explicar aqui o que aconteceu. A empresa CAIO, por não ter terreno ao seu derredor ali, ela solicitou para o prefeito que fizesse uma, usasse, de 70 mil reais do poder público, para que utilizasse essas máquinas para ampliar um espaço “dentro” da empresa para que pudesse ser organizada, em contrapartida, de 70 mil reais que a prefeitura investiu, ela ia gerar dez novos empregos.”

O vereador Welinton Japa causou mais uma polêmica com sua declaração. A fala abriu um precedente perigoso: Se a lógica for aplicada, qualquer empresário que prometa ao menos 10 empregos em Botucatu poderá exigir obras em seu estabelecimento privado custeadas pela Prefeitura.

Na mesma sessão, Japa citou que a ação da Prefeitura estaria respaldada pela Lei nº 4.842, de 30 de outubro de 2007, sancionada pelo ex-prefeito Mário Ielo, hoje vereador. Apesar de estar presente, Ielo não se manifestou em plenário sobre a utilização da lei para justificar a obra dentro da Caio Induscar.

Hoje 09/09, o Jornalista Fernando Bruder, Diretor da Rede Alpha de Comunicação, entrou em contato com o vereador Ielo para esclarecer o alcance da lei:

FERNANDO BRUDER:
A Lei nº 4.842 de 30 de outubro de 2007, de sua autoria, diz: “Fica o Poder Executivo autorizado a fornecer às empresas já instaladas no Município de Botucatu, serviços e obras de infraestrutura que viabilizem (…)”. Isso autoriza a Prefeitura a fazer obras dentro do imóvel da indústria, com recursos públicos?

VEREADOR IELO:
Fizemos para todas as indústrias de Botucatu, além de implantarmos toda a infraestrutura do Distrito Industrial 3. Na Eucatex, Duratex e Staroup, fizemos os pátios de estacionamento de caminhões e autos. Fizemos toda a terraplanagem da Fiberbus e da Inbrasp. Para a Embraer, fizemos uma nova avenida de acesso contornando a fábrica, proporcionando sua ampliação. Tudo documentado como manda a lei. O número de vagas de empregos na indústria era de 4 mil em 2001 e aumentou para 10 mil em 2008 (150%).

FERNANDO BRUDER:
Mas dentro do imóvel da indústria, a Prefeitura não pode construir então? Apenas no entorno. É isso?

VEREADOR IELO:
Pode sim, conforme as necessidades!

FERNANDO BRUDER:
Que necessidades?

VEREADOR IELO:
Ampliação da indústria e consequente aumento de empregos diretos, com auxílio da Prefeitura. Como a lei de incentivo fiscal.

“Também fizemos parceria com as incubadoras, reformando a 1ª junto com a Fiesp, que foi premiada nacionalmente. E implantamos a incubadora de empresas dentro da FCA, reformando o prédio.”

Leis federais que podem estar sendo desrespeitadas

O caso levanta sérias dúvidas sobre a legalidade das obras da Prefeitura em imóveis privados, mesmo com base em leis municipais.

Especialistas em direito público alertam que a prática pode ferir diversas normas federais, entre elas:

1. Constituição Federal (art. 37, caput e inciso XXI) – princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; proíbe favorecimento a particulares com uso de recursos públicos.

2. Lei nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa, atualizada pela Lei nº 14.230/2021) – enquadra como improbidade atos que causem prejuízo ao erário ou que impliquem uso indevido do patrimônio público em benefício de particulares.

3. Lei nº 4.320/1964 – normas gerais de direito financeiro, que exigem destinação de recursos orçamentários exclusivamente para interesse público.

4. Lei nº 8.666/1993 (antiga Lei de Licitações) e Lei nº 14.133/2021 (nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos) – exigem processo licitatório e vedam o direcionamento de recursos públicos para fins privados sem concorrência pública.

5. Decreto-Lei nº 201/1967 – define como crime de responsabilidade de prefeitos o uso indevido de bens e rendas públicas.

6. Código Penal (art. 312 – Peculato) – prevê crime para quem se apropriar ou desviar bens e valores públicos em benefício próprio ou de terceiros.

Um precedente perigoso

A decisão dos vereadores de não investigar o caso abre um precedente grave: ao legitimar obras privadas com recursos públicos, a Câmara de Botucatu sinaliza que empresários locais podem reivindicar investimentos diretos da Prefeitura em seus imóveis, desde que justifiquem a criação de empregos.

O episódio escancara a fragilidade da fiscalização legislativa e levanta questionamentos sobre o papel do Ministério Público e dos órgãos de controle externo diante de um caso que, em qualquer interpretação jurídica, pode configurar desvio de finalidade e uso indevido do dinheiro do contribuinte.

A população solicita investigação

Para muitos moradores, os parlamentares, que deveriam fiscalizar o Executivo, preferiram agir como escudo político do prefeito, ignorando denúncias graves de possível improbidade administrativa. Nas ruas e redes sociais, a indignação é evidente.

É um absurdo, parece que esqueceram que foram eleitos pelo povo e não pelo prefeito”, disse a comerciante Maria Lúcia, moradora da Vila dos Lavradores.

Já o estudante Felipe Andrade foi ainda mais duro: “Se abriram esse precedente, amanhã qualquer empresário que gerar empregos vai poder pedir obras pagas com dinheiro público. Isso não é governar, é privatizar a prefeitura”.

A Rede Alpha segue acompanhamento os próximos desdobramentos desse caso

 

Após denúncia da Rede Alpha, empresa terceirizada da Educação pagaram os salários atrasados

Depois de dias de angústia e incerteza, funcionários da empresa J&F Empreendimentos, responsável por parte dos serviços terceirizados nas escolas da Educação Municipal, finalmente receberam os salários atrasados na manhã desta terça-feira (09/09). O pagamento só ocorreu após denúncia feita pela Rede Alpha, que expôs a situação de descaso enfrentada pelos trabalhadores.

O atraso gerou indignação entre os colaboradores, que não haviam recebido o salário referente ao mês de agosto, cujo prazo máximo era o quinto dia útil de setembro. Muitos relataram estar com contas vencidas, dívidas acumuladas e vivendo momentos de insegurança financeira.

Na tentativa de conter os ânimos, a J&F realizou uma live na noite da segunda-feira (08/09), onde alegou que o motivo do atraso foi o não repasse da verba contratual por parte da Prefeitura Municipal. Ainda durante a transmissão, representantes da empresa afirmaram que iriam utilizar recursos de outro contrato firmado com outro município para cobrir os pagamentos.

Funcionários demonstraram desconfiança tanto da versão apresentada pela empresa quanto da conduta da Prefeitura, exigindo transparência sobre quem realmente falhou no cumprimento das obrigações contratuais.

“Queremos saber se a empresa está sendo honesta ou se a Prefeitura não está cumprindo com o combinado. No fim, quem sofre somos nós, que temos compromissos a pagar”, desabafou uma funcionária.

Com a pressão pública gerada após a denúncia da Rede Alpha, os pagamentos foram efetivados ainda nas primeiras horas desta terça-feira. Apesar do alívio momentâneo, o clima entre os trabalhadores é de alerta e insatisfação, já que o histórico de atrasos preocupa e coloca em xeque a confiabilidade tanto da empresa quanto do poder público.

Agora, os funcionários aguardam posicionamento oficial da Prefeitura para esclarecer se houve ou não o repasse financeiro previsto em contrato, e cobram garantias de que o problema não se repetirá nos próximos meses.

Caminhoneiro sobrevive a grave acidente na Rodovia João Mellão (SP-255), que liga Itaí a Avaré

Um grave acidente na Rodovia João Mellão (SP-255), que liga Itaí a Avaré, por pouco não terminou em tragédia na noite de segunda-feira (8). O motorista de um caminhão carregado de calcário sobreviveu a uma colisão ocorrida por volta das 21h30, próximo à ponte Carvalho Pinto.

Segundo relatos do motorista, o acidente foi desencadeado pela queda de um pneu de outro caminhão, que cruzou sua trajetória em alta velocidade. O impacto na parte dianteira do seu veículo o lançou para fora da pista, em direção a um barranco.

O motorista, que vinha de Guapiara com destino a Cerqueira César, relatou o susto imenso vivido no momento da colisão. Ele acredita que a ausência do cinto de segurança foi crucial para sua sobrevivência, pois o arremessou para fora da cabine. “Se eu estivesse com o cinto, eu acho que eu não estaria aqui”, confessou o motorista Marco, em entrevista ao Inter News. Ele ressalta a importância do uso deste equipamento de segurança para todos os motoristas.

Apesar dos ferimentos na boca, pés e mãos, Marco não sofreu fraturas. Ele permaneceu no local do acidente, aguardando a perícia necessária para a liberação do veículo e da carga.

O motorista também revelou que o condutor do outro caminhão abandonou o local, após o ocorrido. Marco, que trabalha há 11 anos como autônomo com seu caminhão, lamentou o incidente, que, apesar de traumático, não o impedirá de continuar seu trabalho, que é seu sustento. Este não foi o primeiro acidente que ele enfrentou na rodovia, tendo passado por uma situação semelhante há dois anos.

Equipes da concessionária que administra a via estiveram no local para retirar a carga de calcário da pista. O trânsito no local ficou prejudicado e uma das faixas ficou interditada. As causas do acidente serão averiguadas.

 

Fonte: A Voz do Vale

Foto: Reprodução

Botucatu: Projeto Lageando vai levar cultura e arte às manhãs de domingo na Fazenda Lageado

Os Comitês de Ação Cultural (CACs) da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), do Instituto de Biociências (IB) e da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), todas unidades da Unesp em Botucatu, se unem para lançar o Lageando, um ciclo de apresentações culturais que acontecerá mensalmente, sempre nas manhãs de domingo, na tradicional Fazenda Lageado.

A estreia será no dia 14 de setembro, em frente à FEPAF, com atrações musicais do Coral Canto e Encanto e da Banda Koiffa. A iniciativa tem apoio da Pró-Reitoria de Extensão Universitária e Cultura (PROEC/Unesp), do CAC Central da Unesp, da FEPAF, do Diretório Acadêmico da FCA e do Espaço ELO.

Reconhecida como um dos espaços de convivência mais importantes de Botucatu, a Fazenda Lageado é ao mesmo tempo, um lugar de bem-estar, passeios e história. Diariamente, recebe moradores e visitantes que praticam caminhada, corrida e ciclismo, além de famílias que buscam lazer em meio a sua arquitetura histórica e ao contato com a natureza.

O Lageando chega para ampliar essa experiência, unindo arte e cultura às práticas já incorporadas à vida da comunidade. Mais do que um evento, o Lageando é um convite para viver o patrimônio histórico e cultural de Botucatu em um ambiente de encontro, lazer e celebração.

PROGRAMAÇÃO – 14/09
9 h – Academia Elo
10h – Coral Canto e Encanto
11 h – Banda Koiffa

Botucatu é a pior cidade da Região para ser mulher

O estudo mais recente da Tewá, instituto especializado em pesquisas sociais com enfoque em gênero, trouxe dados preocupantes para o interior paulista. A pesquisa avaliou cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes a partir de indicadores como violência contra a mulher, desigualdade salarial, acesso à saúde, educação, mercado de trabalho e representatividade política feminina, classificando os municípios em níveis que vão de “muito baixo” a “muito alto” em igualdade de gênero.

Na 4ª Mesorregião Administrativa do Estado de São Paulo, composta por Lins, Bauru, Jaú, Botucatu e Avaré, o cenário expõe disparidades. Entre os municípios que ultrapassam os 100 mil habitantes, o levantamento aponta que Botucatu é a pior cidade para ser mulher.

Bauru está em melhor colocação da região e recebeu classificação “baixa”, vem seguida por Jaú e depois Botucatu com classificação “muito baixa”. Avaré e Lins nao figuraram no estudo por terem menos de 100 mil habitantes.

Esse ranking reflete índices alarmantes de desigualdade e vulnerabilidade das mulheres da região.

No caso de Botucatu, os números revelam uma combinação crítica de altas taxas de violência de gênero, pouca representatividade política feminina, diferença salarial acentuada entre homens e mulheres, falta de serviços de saúde especializados para as mulheres e carência de políticas públicas eficazes de proteção social.

A comparação com outras cidades paulistas evidencia a gravidade do quadro. Enquanto Araras e São Caetano do Sul alcançaram classificação média, e municípios como Birigui, Osasco, Itapecerica da Serra, Santo André e São José do Rio Preto figuram entre as melhores colocações do estado, Botucatu se mantém entre as piores, mostrando que o Centro-Oeste Paulista ainda está atrasado no enfrentamento das desigualdades de gênero.

O resultado reforça a urgência de ações concretas por parte do poder público municipal e regional para garantir mais segurança, oportunidades e participação às mulheres, sob risco de manter a cidade presa a um cenário de exclusão e vulnerabilidade.