Artigos do Autor: Fernando Bruder

Polícia Militar prende indivíduo por tráfico de drogas em São Manuel

Na noite desta segunda feira (13), policiais militares da cidade de São Manoel, durante patrulhamento ostensivo pela Av. do Café, abordaram dois indivíduos que ao perceberem a presença da viatura dispensaram uma pochete e correram para um estabelecimento comercial, onde foram abordados. Durante a revista pessoal foi localizada com um menor de idade certa quantidade em dinheiro e com o outro indivíduo duas porções de maconha. Já na pochete dispensada pelos infratores, foram localizadas mais porções de maconha, bem como uma certa quantia em dinheiro, proveniente do tráfico de drogas. Diante dos fatos os abordados receberam voz de prisão em flagrante e de apreensão, sendo ambos conduzidos ao Plantão Policial de Botucatu, onde foram tomas as devidas medidas de polícia judiciária.

Ciclistas botucatuenses participam de provas em Guarulhos e Itatinga

A equipe botucatuense de ciclismo Rachadores participou de mais uma etapa do Campeonato Paulista em Guarulhos.

Os atletas conquistaram ótimos resultados: primeiro lugar na categoria feminina e terceiro lugar na categoria masculina. Participaram da competição os ciclistas Lauro Linhares, Lucinei Marega e José Edson.

Mais disputas: A equipe Rachadores também participou da Taça Centro Oeste Paulista de Ciclismo, em Itatinga. Lucinei Marega conquistou o 1º lugar no feminino e José Eduardo Almeida o 5º lugar no masculino.

Botucatu lança rotas ciclísticas autoguiadas

As paisagens, rios, mirantes, serras e encantos de Botucatu podem ser contemplados e admirados no ritmo das pedaladas, em trilhas autoguiadas recém inauguradas na cidade que possui uma geografia única proporcionada pela Cuesta e está localizada a 230 quilômetros de São Paulo.

São duas rotas, com percursos com trajetos e níveis de dificuldades diferentes. Além de QR codes, são equipadas com totens e placas informativas em pontos estratégicos para melhorar a experiência de pedalar pela Cuesta, uma formação geológica única. A criação das rotas é uma ação da secretaria adjunta de Turismo que visa atrair mais visitantes e praticantes do cicloturismo, que é uma modalidade que cresce no Brasil e permite, além da prática física e esportiva, a contemplação da natureza, aliada à conservação ambiental.

Uma das rotas é a da Indiana, com três níveis de percurso e dificuldade. O ponto de partida é o Ginásio Municipal de Esportes, com ampla área de estacionamento, lanchonetes e padaria. No local é possível encontrar uma placa informativa da Ciclorrota, com QR codes para acessar as trilhas através de aplicativos. Também há placas indicativas por todo caminho.

Logo de início já é possível contemplar a vista parcial da Cuesta e a 700 metros do ginásio a aventura começa com o acesso à Serra da Bocaina. Uma descida rápida em estrada de chão batido e que requer cuidado por conta das curvas e trechos estreitos, como um túnel, em que só passa um carro por vez. Vale a pena descer devagar porque tem atrativos interessantes, como um lindo Mirante da Cuesta onde há um Totem da Ciclo Rota e o Morro do Peru, que é possível acessá-lo.

No pé da serra as rotas começam. No local há placas informativas com três opções: Indiana Clássica (15 km), Indiana Mediana (20 km) e Indiana Hard (34 km). Cada uma com uma beleza diferente.

Na Indiana Clássica é possível avistar as ruínas da Igreja de São João, local muito escolhido para fotos. A rota segue e passa por dois restaurantes rurais, o Cantinho da Paz e Cantina Bela Vista, onde está instalado mais um totem da Ciclo Rota. Após a parada, passa por dentro do Rio da Indiana, onde é necessário cuidado nos dias de chuva, porque o Rio sobe muito.

A Indiana Mediana aumenta um pouco o percurso e é possível ter a visão da Cuesta em uma posição privilegiada. Em dias quentes é possível ver o voo dos paragliders decolando da Base da Nuvem.

A Indiana Hard é um percurso desafiador, com muitas subidas e descidas rápidas com muitas pedras, que requerem atenção. Neste percurso é possível avistar uma grande expansão da Cuesta, e o Gigante Adormecido em alguns trechos. A parada é o Restaurante Estância Jacutinga.

Os três percursos se encontram na Ponte da Indiana para o retorno pela linda serra. O trecho é quase todo sombreado. Também passa pelo Espaço Indiana, onde há um totem da Ciclorrota e é possível visitar a famosa Cachoeira Indiana, caso tenha autorização. Alguns metros à frente está a Base da Nuvem e, em seguida, já é possível ver o Ginásio de Esportes.

 

Roteiro Pedra do índio.

A rota da Pedra do Índio tem 41 quilômetros. O ponto de saída é o Parque da Juventude, na Cohab 1, onde está instalado o Totem com os QR codes dos APPs para a trilha. Também há placas indicativas por todo o trajeto. O local tem um amplo estacionamento, lanchonete e restaurante próximos.

Ao seguir a rota chega-se ao bairro da Demétria, de grande influência alemã com agricultura, dança, alimentação e escola Waldorf. É um bom local para se hidratar e tirar fotos no Totem. O percurso segue sem dificuldades até a Pedra do Índio, um dos locais mais visitados pelos turistas.

No parque tem infraestrutura, lanchonete, um Deck que garante lindas fotos e a Trilha do Guarani – para ser feita à pé.

O retorno é pela rodovia até chegar na Marechal Rondon, onde há opções de almoço e hidratação. Na sequência está o Parque Natural Cascata da Marta, a principal cachoeira de Botucatu, com centro receptivos, trilhas autoguiadas e monitores, além da queda d’água de 35 metros. Do parque da Marta até o ponto inicial são mais 4 quilômetros.

Porque pedalar em Botucatu – um dos destinos preferidos por aventureiros e esportistas que procuram paisagens e cenários encantadores para pedalar, fazer trekking ou praticar esportes de aventura. A cidade abriga eventos de esportes de aventura durante todo o ano e agora com as novas trilhas, vai proporcionar ao visitante a possibilidade de conhecer locais icônicos de diferentes pontos de vista.

A cidade localizada no centro do Estado de São Paulo, no topo da Cuesta, tem clima e relevos de montanha e planalto, características que a colocam em posição de destaque pelos encantos, beleza cênica, fácil acesso, boa infraestrutura e estrutura turística cada vez melhor.

Grupo Artrilha inaugura exposição “Fé Brasileira”, na Pinacoteca de Botucatu (SP)

No próximo dia 10 de fevereiro, o Grupo Artrilha inaugura a Exposição “Fé Brasileira”, na Pinacoteca Fórum das Artes, em Botucatu (SP). Com obras inéditas criadas especialmente para abordar as particularidades, a miscigenação, e a heterogeneidade da fé brasileira, a exposição será realizada pela primeira vez no Brasil, com organização de Edna Carla Stradioto, diretora do Artrilha. A mostra é gratuita e aberta ao público, até o dia 08 de junho. Serão mais de 40 obras, de artistas de todo o Brasil, incluindo uma artista da cidade.

O Artrilha escolheu a Pinacoteca Fórum das Artes pela mensagem que sua exposição traz, mesclando e trazendo ao público histórias e significados diferentes de uma maneira única. “Esta é a primeira pinacoteca do interior de SP, construída na década de 20 pelo engenheiro e arquiteto Ramos de Azevedo. O Fórum das Artes realiza cerca de 30 exposições e recebe aproximadamente 500 mil visitantes a cada ano. É uma honra para o Artrilha unir-se à história da pinacoteca”, pontua a diretora.

A logomarca da exposição, criada pelo Artrilha, levou em consideração o símbolo da cidade: o bem-te-vi. O pássaro, que desperta todos os dias os moradores de Botucatu, representa a conexão com a espiritualidade.

A exposição conta com a curadoria e expertise de Oscar D’Ambrosio e de Edna Carla Stradioto, além dos 39 artistas selecionados, que estarão apresentando 44 obras bidimensionais e tridimensionais. As peças representam heranças das fés cristã, afro, indígena e judaica.

“São as melhores expressões da arte brasileira contemporânea sendo feitas por artistas emergentes e em ascensão profissional. A diversidade de técnicas e estilos é algo pungente e que tem tudo a ver com o tema da exposição, mas, principalmente, tem a ver com a expressão individual e subjetiva de cada artista que buscou sua forma independente de explorar e representar sua fé. Isso é lindo!”, explica Edna.

Serviço:

Exposição Fé Brasileira

Entre 10/fevereiro a 08/junho

Pinacoteca Fórum das Artes: Rua: General Telles, 1040, Botucatu – SP

Quarta a sex: 8:30h às 17h

Sábado e dom: 11h às 17h

 

 

Grupo Artrilha

É um grupo de artistas independentes, criado em dezembro de 2018 pela artista plástica e curadora Edna Carla Stradioto. É um projeto democrático e acessível aos artistas que querem incluir seu nome no cenário brasileiro de produção cultural. Hoje, o Artrilha tem 130 membros do país inteiro e suas ações estão concentradas na Revista Artrilha, Leilão Artrilha de Arte, e-commerce, exposições presenciais e virtuais, licenciamento de produtos, entre outros. Todas as ações do Artrilha preveem a projeção curricular e argumento profissionalizante.

Projeto da Vara do Juizado Especial de Botucatu oferece bolsas de estudo pré-vestibular a alunos carentes

Está aberto o prazo para inscrição no “Projeto Carolina de Jesus”, que oferece bolsas de estudo em cursinhos particulares da cidade para alunos que cursaram o ensino médio na rede estadual de ensino ou como bolsistas em instituição sem fins lucrativos. O projeto é custeado com os recursos decorrentes dos depósitos oriundos das transações penais e prestações pecuniárias, realizadas no Juizado Especial Criminal de Botucatu.

Neste ano, são previstas pelo menos 20 bolsas nas principais escolas da cidade que oferecem cursos pré-vestibulares, como ADV, Einstein e Anglo.

Os interessados deverão ter prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2022. O critério de classificação será a nota obtida na prova do ENEM e as inscrições serão realizadas através do link (clique aqui) , na própria escola em que concluiu o ensino médio ou diretamente no cartório do Juizado, no fórum de Botucatu.

O prazo de inscrição é de 15 dias corridos após a divulgação da nota no ENEM. Como este ano a divulgação ocorreu no dia 9/2/2023, o prazo final será dia 24/2/2023.

A classificação será divulgada no site https://debotucatu.educacao.sp.gov.br.

IB recebe Dr. Guyot Romain para palestra na próxima quarta-feira, 15

Na próxima quarta-feira, 15, o Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu (IBB), com o apoio do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas (Genética) do IB, do Instituto de Biotecnologia da Unesp e da Faculdade de Ciências Agronômicas – Pós-graduação em Ciências Florestais, realiza a palestra “Genome evolution of Coffee wild crop relatives”, com o Dr. Guyot Romain. O francês é professor e pesquisador do Institut de Recherche pour le Développement, e da Université de Montpellier.

O evento apresentará o estudo do pesquisador francês onde espécies selvagens de café têm mostrado sua importância no melhoramento de características para a agricultura e como muitas lavouras têm sido melhoradas com o uso dessas espécies. Além disso, o professor atua no campo da bioinformática colaborando com diversos países, com foco em montagem de genomas pelas plataformas Oxford Nanopore, Pacbio e Illumina, além de pesquisas populacionais com diferentes espécies de plantas.

A produção de café envolve, principalmente, duas espécies distintas: Coffea arabica e Coffea canephora (Robusta). Esta cultura é cultivada por milhões de pequenos produtores em todo o mundo, e embora o cultivo do café tenha se espalhado por todas as regiões tropicais do planeta, ele começa a ser ameaçado por muitos fatores, como mudanças climáticas e novas cepas de patógenos agressivos.

Para promover a proteção dessas espécies e o estudo de seu pool genético, Dr. Romain desenvolveu um programa de análise genômica para verificar a diversidade e a evolução do gênero Coffea. No total, as sequências do genoma de 82 espécies foram obtidas. Esses dados revelaram uma evolução surpreendente e complexa dos genomas do café. Avanços significativos no entendimento de sua organização estrutural, sua composição em elementos transponíveis e evolução da via de biossíntese da cafeína serão apresentados e discutidos.

A palestra “Genome evolution of Coffee wild crop relatives”, com o Dr. Guyot Romain, ocorrerá no Anfiteatro 4 da Central Aulas do IB, às 09h30 do dia 15/03. Não será preciso inscrição prévia e o público alvo são pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação. O conteúdo será ministrado em inglês, com o palestrante tento domínio sobre o espanhol e francês.

 

Serviço:

Palestra “Genome evolution of Coffee wild crop relatives”, com o Dr. Guyot Romain,

Data: 15/03/2023 (Quarta-feira)

Local: Anfiteatro 4, Central Aulas Instituto de Biociências/IBB – UNESP, Rubião Júnior

Horário: 9h30

 

Apoio:

Instituto de Biotecnologia da UNESP (IBTEC-UNESP)

Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas (Genética)

Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), Programa de Pós-graduação em Ciências Florestais

À beira de um colapso no sistema bancário, governo americano intervém

Do Vale do Silício até Faria Lima, o assunto mais comentado do final de semana foi o colapso do Silicon Valley Bank. Considerado um dos 20 maiores bancos americanos e o queridinho das startups, o SVB simplesmente quebrou na sexta-feira, depois de um surto coletivo do mercado.

Como assim, quebrou? Depois de rumores que o banco estaria em apuros, milhares de clientes do SVB tentaram tirar o dinheiro da instituição de uma só vez. Mesmo com US$ 200 bilhões em ativos, como nenhum banco possui todo o dinheiro depositado disponível para saque imediato, ele não aguentou.

A notícia movimentou o mercado, pois ele se tornou a primeira grande instituição financeira americana a quebrar desde 2008, no auge da última grande crise econômica, e abriu brecha para um colapso financeiro ainda maior.
Isso porque, ao longo do final de semana, as informações e os prejuízos se multiplicaram e o terror só aumentou. Cerca de 50% das empresas de tecnologia dos Estados Unidos tinham contas no SVB, e grande parte delas utilizava o banco como o único agente financeiro.

Poderia ser uma “extinção em massa” de startups 🦄
Estimava-se que o impacto seria imediato em quase 20% do setor, já que pelo menos 37 mil empresas poderiam não ter dinheiro suficiente para pagar funcionários, fornecedores ou até continuar suas operações sem ter acesso ao dinheiro que estava depositado no SVB. Caos, né?

É como se, de repente, a Conta PJ da empresa em que você trabalha fosse congelada e o setor financeiro não tivesse noção de quando poderia ter acesso ao valor anteriormente depositado.

Foi tão sério que o governo teve que intervir 🏦 🇺🇸
Ontem à noite, o governo americano, em um movimento extraordinário, disse que os clientes do falido SVB terão acesso a todo o dinheiro que guardaram com a instituição, mesmo que a quantia exceda o limite mínimo de US$ 250.000 garantido pelo FDIC — igual ao FGC no Brasil.

Basicamente, é o FED chamando a responsabilidade e injetando segurança aos correntistas do banco — com um adicional de US$ 25 bilhões para normalizar a situação.

Bottom-line

A medida é um alívio para o setor de tecnologia, que já vem sofrendo bastante nos últimos meses, e mostra como a implosão de um único agente poderia ter se transformado rapidamente em um efeito dominó mundial, já que o setor bancário é baseado em confiança.

Não à toa, até instituições financeiras brasileiras, como foi o caso do Nubank, tiveram que se manifestar negando qualquer exposição ao banco do Vale do Silício, depois que clientes começaram a se queixar daqui.

Governo puniu 7 servidores por descumprimento da Lei de Acesso à Informação em 11 anos

O governo federal puniu, em quase 11 anos, sete servidores por descumprimento da Lei de Acesso à Informação (LAI) – que está em vigor desde maio de 2012.

Considerada um marco na história recente da transparência pública no país, a legislação diz que é dever do estado garantir o acesso à informação por procedimentos objetivos e ágeis, respeitando o interesse público, com transparência, clareza e em linguagem de fácil compreensão para qualquer cidadão.

Em linhas gerais, o objetivo da LAI é facilitar a fiscalização dos governos. No entanto, especialistas e a Controladoria-Geral da União (CGU) – principal órgão do governo na fiscalização do cumprimento da lei – veem necessidade de reforço no monitoramento e de possíveis punições.

Dados obtidos pelo g1, por meio da própria LAI, apontam que, nos quase 11 anos em que a lei está em vigor, 57 processos sobre descumprimento da norma foram abertos e somente 7 servidores públicos federais foram punidos por descumprir o texto da lei. Dos 7 punidos, 5 receberam pena de suspensão e 2, de advertência.

Há casos em que os processos levam mais de 2 anos para serem concluídos. Os dados não detalham qual das condutas consideradas ilegais foram cometidas, mas entre as possibilidades estão:

  • recusar-se a fornecer ou retardar deliberadamente o fornecimento de informação;
  • utilizar indevidamente ou mesmo destruir informação;
  • agir com dolo ou má-fé na análise das solicitações de acesso à informação.

‘Uso indevido de sigilos’

 

Ao assumir a chefia da CGU, no início deste ano, Vinícius Carvalho afirmou que houve um “uso indevido de sigilos” por parte do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

E, no primeiro dia de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a revisão de sigilos impostos na gestão do antecessor, em temas como registros de visitas a prédios públicos e processos disciplinares. Mesmo o sigilo do cartão de vacinação do ex-presidente Bolsonaro segue em discussão.

Risco de subnotificação

 

Para a CGU, o número de notificações de descumprimento da LAI poderia ser maior. O órgão reconhece que existe risco de subnotificação porque agentes públicos podem estar descumprindo propositalmente a lei sem serem detectados.

Inclusive porque estas irregularidades podem ser “maquiadas” pelas argumentações apresentadas.

Sem avaliar se o número de punidos é elevado ou não, o órgão disse em nota que “parece claro que há espaço para fortalecimento da capacidade punitiva do Estado em se tratando de descumprimento da LAI.”

“A abordagem da CGU, desde a entrada em vigor da Lei e até agora, tem se focado muito mais em outras perspectivas, como por exemplo a capacitação, a sensibilização de servidores em torno da importância da LAI. Essas políticas de sensibilização e capacitação de servidores será reformulada e reforçada pela atual gestão”, acrescentou o órgão.

 

‘Só educação não foi suficiente’

 

A diretora de programas da ONG Transparência Brasil, Marina Atoji, concorda com a necessidade exposta pela CGU de uma postura mais assertiva do governo.

Marina acrescenta que os órgãos mais resistentes em cumprir a lei seguem sendo as Forças Armadas, órgãos ligados à área de segurança pública, Receita Federal e o corpo diplomático.

Segundo a especialista, a flexibilidade dada aos servidores para interpretar a lei nas respostas a pedidos é um problema que pode ser combatido com mais estrutura, treinamento e formação de servidores, mas mesmo isso pode não bastar.

“A gente percebeu que, nos últimos quatro anos, por exemplo, que só a educação, só a coisa da sensibilização, não foi suficiente. Porque, a partir do momento em que houve uma orientação contrária à transparência, uma orientação superior contrária a fornecer informações, disseminou-se uma postura generalizada e com alguns pontos de resistência de se ocultar informações”, afirmou Marina.

 

“É necessário ainda que haja algum tipo de ação mais assertiva de fato, um pouquinho mais rígida”, completou a diretora da Transparência Brasil.

Para a especialista, recente alteração na Lei de Improbidade Administrativa, que passou a exigir a comprovação de intenção do servidor para que ele possa ser punido, pode impactar negativamente na aplicação de sanções em razão de descumprimento da LAI.

“É [necessário] também criar formas ou instrumentos internos para poder fortalecer, ou um procedimento que deixe mais evidente quando é uma má-fé de fato. Ou que reduza as chances da pessoa ‘pedalar’ aí ou fazer alguma alguma negativa ou enrolar o cidadão sem que aquilo fique de fato caracterizado como uma má-fé ou uma forma de burlar a Lei de Acesso”, concluiu.

Fonte: Matéria/Imagem – G1