Artigos do Autor: Fernando Bruder

Grupo Suporte contrata trabalhadores do Programa Botucatu em Frente

O Grupo Suporte, grande parceira da Prefeitura de Botucatu, contratou 57 participantes do Programa Botucatu em Frente (Frente de Trabalho), já beneficiários do programa, e 29 pessoas de famílias acompanhadas pelos CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) do Município, totalizando 86 novos postos de trabalho.

O Programa Botucatu em Frente é um programa social que conta com a parceria entre Secretaria de Assistência Social, Fundo Social de Solidariedade, Zeladoria Municipal e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e visa oferecer oportunidade de acesso a bens, serviços, renda e qualificação profissional.

“Foi um dia memorável a contratação dessas 86 pessoas, no qual materializamos um dos objetivos do Programa que é o encaminhamento para o mercado formal de trabalho, nessa oportunidade, no ramo da prestação de serviços de limpeza”, comentou Rosemary Pinton, Secretária Municipal de Assistência Social.

Rosemary destacou ainda que o Programa Botucatu em Frente é uma vitrine para expor grandes potencialidades, habilidades e competências de pessoas honestas e trabalhadoras e que agora poderão contribuir com seu trabalho em outros espaços ocupacionais.

“O encaminhamento desse grupo possibilitou a substituição das vagas no Programa Botucatu em Frente, no qual outras famílias atendidas pela política de Assistência Social poderão ser contempladas”, concluiu a Secretária.

Segundo a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Pida Pardini, a iniciativa do Grupo Suporte traz alento para as famílias beneficiadas.

“Em um momento tão difícil que muitas famílias estão atravessando, um contrato de trabalho formal faz renascer as esperanças de dias melhores e também cria a reflexão para que mais empresas de prestação de serviços mirem neste exemplo para a abertura de mais postos de trabalho, absorvendo as pessoas acompanhadas pelos serviços de assistência do Município ”, finalizou Pida Pardini.

Inspirado por algumas reflexões que tenho feito, partilharei sobre alguns modelos de “cristos.”

A idéia é refletir, comparar, analisar e criticar os modelos pré-existentes deixados através de discursos e exemplos apresentados em algum momento por parte dos cristãos, mas que em nada tem a ver com Jesus de Nazaré, o Cristo.
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O “jesus good vibes” esse é conhecido como aquele calado e sensato. O famoso ponderado que sempre evita entrar em temas e condições de conflito.
É um cristo sem polêmicas. Não vai de encontro, nem espera ser encontrado, não age, nem reage, mas é apático e indiferente, é inativo.
Diante do caos em nosso país um amigo disse que seu pastor falou: “como cristãos não devemos nos pronunciar, mas orar.”
O tal jesus “good vibes” fecha os olhos para a tragédia do mundo e para as injustiças. O que não ergue a voz pelo aflito, mas berra por seus direitos de não se envolver.
Um “cristo good vibes” prefere tomar coca para não escandalizar, ao invés de tomar uma cerveja.
Prefere orar, ao inves de tomar as dores.
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Veja como é importante entender a Bíblia e suas ambivalências. O mesmo cristo que oferece a outra face, é aquele que disse vir trazer divisão e espada (Mt 10:34). É aquele que vai mudo ao matadouro, mas chama Herodes de “Raposa” (Lc 13:32). É o que cura a orelha dilacerada do soldado Malco, mas o que pega o chicote para expulsar os corruptos do templo.
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Este “cristo good vibes” produz seguidores. Um tipo de gente que não quer ser incomodada, não quer se indispor, não quer desgastes, nem atritos.
Produz gente em transe, deslocados para outro plano que não é o terreno.
Um tipo de gente excessivamente mística que não põe os pés na terra e não sofre as dores dos seus. Um tipo de gente bacana, e só.

 

Renato Ruiz Lopes

Prefeitura volta a vacinar moradores da Botucatu no próximo sábado, 22

No próximo sábado, 22, a Prefeitura de Botucatu vacinará moradores da Cidade que não se vacinaram no último domingo, 16, e que preencheram o formulário que ficou disponível no site da Administração Municipal até a última terça-feira, 18.

Os 8.549 cidadãos que preencheram o formulário já receberam ou ainda receberão um SMS (mensagem de texto) ou e-mail com informações sobre o local onde serão vacinados e o horário.

A vacinação ocorrerá das 8 às 17 horas, e se dividirá entre dois locais: Ginásio Paralímpico, ao lado do Ginásio Municipal de Esportes, no Bairro Alto, e Complexo Esportivo Heróis do Araguaia, no Jardim Iolanda. Os moradores deverão levar os seguintes documentos:

– documento de identificação original com foto (RG/Passaporte,CNH ou Carteira de Trabalho);

– comprovante de endereço;

– declaração de residência.

Pessoas que não preencheram o formulário não deverão se dirigir a estes locais no sábado, 22.

Durante o Dia D da Vacinação em massa, foram vacinados 66.730 pessoas em Botucatu.

Ficaram para essa segunda etapa cidadãos que estiveram ausentes da cidade no Dia D ou que trabalharam durante todo o dia; que receberam a vacina H1N1 há menos de 15 dias; que tiveram Covid-19 confirmada há menos de 30 dias; ou que estiveram cumprindo quarentena na data da vacinação em massa.

A vacinação em massa em Botucatu faz parte do projeto de estudo da vacina produzida pelo laboratório Astrazeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), elaborado pela parceria entre a Prefeitura, Ministério da Saúde, Governo Federal, Unesp, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, e Fundação Gates.

Todo o processo de cadastro e vacinação em Botucatu tem o acompanhamento e auditoria realizadas pelas Forças de Segurança do Município (Guarda Civil Municipal, Polícia Civil e Polícia Militar), OAB Botucatu, Justiça Eleitoral, Ministério Público e Tribunal de Justiça de São Paulo.

Parque Tecnológico de Botucatu tem novo diretor executivo

O Parque Tecnológico de Botucatu terá durante os próximos 04 anos um novo diretor executivo. Daniel da Cruz Lopes, administrador e ex-secretário municipal, assume a direção do empreendimento, que tem o objetivo de promover a inovação por meio da interação entre as bases do conhecimento (universidades, centros e institutos de pesquisa e desenvolvimento) com empresas.

“Uma importante iniciativa com minha gestão neste Parque Tecnológico é continuar investindo em uma infraestrutura capaz de favorecer a convergência de conhecimentos, ideias e projetos para impulsionar o desenvolvimento econômico, social, tecnológico e ambiental de Botucatu. Para isso a busca de recursos para implantação do Centro Empresarial e a atração de novas empresas serão minhas prioridades”, afirma Daniel.

Graduado em Administração de Empresas pelas Faculdades Integradas de Botucatu, pós-graduado em Auditoria pela UNIP e atualmente cursando Engenharia Civil pela Uninter Educacional S.A., Daniel da Cruz Lopes atuou no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) – Diretoria Regional de Botucatu, e em janeiro de 2007 iniciou suas atividades junto a Prefeitura de Botucatu, ocupando cargo de assessor administrativo na extinta Secretaria de Indústria e Comércio, durante os anos de 2007 e 2008.

Desde abril de 2017, ocupava o cargo de Secretário Adjunto de Desenvolvimento Econômico, atuando também como membro nos Conselhos de Administração da Associação Parque Tecnológico Botucatu e Conselho Municipal do Trabalho. Além dos Conselhos citados, o profissional atuou junto ao Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, Comissão Municipal de Emprego e Conselho Municipal de Turismo.

“O Parque Tecnológico Botucatu pode ter uma impacto muito positivo na sociedade e na economia local e de toda a região, como o desenvolvimento econômico regional, a abertura de novas empresas e vagas de trabalho, tanto para recém-graduados quanto para profissionais qualificados”, finaliza o novo diretor executivo.

Atualmente, o Parque Tecnológico conta com a presença de 35 empresas instaladas, sendo 18 incubadas e 17 de coworking.

Fazem parte da diretoria também Ricardo Rall, Diretor Administrativo Financeiro e Paulo Eduardo Martins Ribolla, Diretor Científico. A Associação Parque Tecnológico Botucatu conta ainda com Carlos Frederico Wilcken, como Presidente e Celso Fernandes Joaquim Júnior, Vice Presidente.

Luto: quais as 5 fases e por que é importante vivê-lo?

O luto é um conjunto de reações naturais a perdas importantes, é um processo que se inicia no momento da perda e termina com a elaboração do sofrimento e o retorno à vida normal. É algo que faz parte da nossa capacidade de superação, além de ser algo positivo, nos ajudando a colocar as coisas em uma perspectiva diferente.

Ninguém quer falar sobre a morte, pensar ou ouvir sobre ela. Afinal, perder um ente querido é muito difícil, doloroso e nos traz sentimentos de medo e angústia. O problema é que a morte é muito comum e vai acontecer várias vezes nas nossas vidas. Quanto maior a dificuldade de falar sobre isso, mais temos que enfrentar o sofrimento sozinhos, sem preparo e com grande dificuldade de superação.

Ficamos de luto pela perda em várias situações diferentes na vida, não necessariamente só quando falamos de morte. Pode ser a perda de um relacionamento, da infância ou adolescência, de amizades, de um trabalho ou de um sonho – e isso tudo é normal!

No entanto, o luto só se torna um problema quando permanece e a pessoa acaba adoecendo. Por isso, é importante que estejamos preparados para esse momento inevitável e que saibamos lidar com ele quando acontecer.

Até o fim desse texto, você vai entender como funciona o processo de luto, pois ele acontece e como nós podemos lidar com ele de uma maneira mais saudável!

As 5 fases do luto

Os especialistas consideram que existem 5 estágios do luto, os quais todo mundo enfrenta quando vivencia a morte de um ente querido. No entanto, nem sempre as etapas acontecem em sequência e o tempo que as pessoas vivenciam cada uma delas pode variar.

1. Estágio de negação

Nessa fase, o indivíduo tem dificuldade de acreditar na perda, então tenta se afastar dessa realidade. Também sente uma dor intensa e não consegue suportar a ideia de um futuro sem o que perdeu. Por isso, age como se nada tivesse acontecido ou racionaliza muito a situação, como se não tivesse nenhuma emoção ligada a ela.

2. Estágio de raiva

Nessa fase, o indivíduo já entendeu a morte como uma realidade e começam a surgir sentimentos de revolta, ressentimento e injustiça, que podem ser expressados de forma agressiva. A pessoa pode dirigir a raiva para si mesma ou para outras pessoas – como para o médico, para Deus ou para a própria pessoa que faleceu.

3. Estágio de negociação ou barganha

Nessa fase, a pessoa começa a imaginar diferentes situações e a tentar negociar, com Deus, por exemplo, para que a perda não seja de verdade e para que a pessoa amada volte.

4. Estágio de depressão

Nessa fase, o indivíduo percebe que a morte é inevitável e que o objeto de perda não vai voltar. Assim, ela, por fim, sente tristeza, desmotivação, apatia e acredita que não vai conseguir superar essa situação.

5. Estágio de aceitação do luto

Por fim, na última fase, a pessoa já se acostumou mais com a ideia da perda e consegue falar sobre o assunto com mais facilidade. Aos poucos, a dor diminui e é substituída por saudade e carinho. É nessa fase que a pessoa enxerga a ideia de morte com mais naturalidade e sente que está na hora de seguir em frente.

Atitudes que podem ajudar um parente ou amigo em luto:

Lembre-se que não há maneira certa de sofrer. Algumas pessoas sofrem muito, de maneira muito rápida, enquanto outras sofrem pouco, mas por muito tempo. Assim, a primeira coisa que devemos saber é que cada um sofre de um jeito!

1. Pergunte “Como foi o seu dia?”

Mostre à pessoa que você se preocupa com ela e que está disponível para confortá-la. Portanto, quando não souber o que dizer, só diga: “sinto muito” ou “não consigo imaginar o que você deve estar sentindo”. Essas são frases úteis, mas você também pode oferecer um abraço. Não saia abraçando; pergunte.

2. Abra mão do controle

Muitas vezes queremos sugerir planos e temos pressa para resolver a situação, mas às vezes pode ser mais útil só fazer companhia e ver um filme junto com a pessoa, por exemplo.

3. Leve um pet

Muitas pesquisas mostram que a companhia de um animal pode ajudar na melhora de pessoas enlutadas.

4. Entenda a diferença cultural de gêneros

Na cultura, os homens e as mulheres são ensinados a lidar com as emoções de formas diferentes. Enquanto as mulheres podem expressar mais os sentimentos, alguns homens tendem a se isolarem mais, recorrem ao álcool ou até mesmo ficarem mais irritados.

5. Esteja presente

Às vezes as pessoas passando pelo luto se isolam por não saberem bem como pedir ajuda. Contudo, no fim das contas, uma simples visita já faz bem!

Buscando ajuda médica e psicológica para lidar com o luto

Caso perceba que esse processo está te deixando doente (você sente dores, não consegue mais sair de casa, não consegue mais conversar com os seus amigos, sente crises de ansiedade várias vezes etc.), não deixe de procurar auxílio médico ou psicológico. Afinal, existem profissionais qualificados para lidar com situações específicas, como esta.

Além disso, o luto mal resolvido pode desencadear transtornos como a depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo e, até mesmo, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Assim, na terapia, será disponibilizada uma escuta atenta e técnica para o sofrimento da pessoa, para que ela possa superar esse processo de uma maneira saudável.

Sobre a Eureka

Eurekka é um hub de startups e scale-ups focado em saúde e bem-estar com forte atuação em psicoterapia e medicina. Com sede em Porto Alegre e unidade em São Paulo, a empresa opera nos segmentos B2C e B2B. Com uma média mensal de mais de 2 mil sessões, a Eurekka é considerada uma das principais startups em atendimento psicoterápico do País. A empresa é pioneira na adoção de Inteligência Artificial (IA) na área de psicologia no Brasil e tem forte atuação nas redes sociais. Atualmente conta com uma rede de 40 franqueados e um time de 35 colaboradores.

Campanha da AFPESP arrecada agasalhos até 28 de maio

A AFPESP (Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo) realiza, até 28 de maio, sua tradicional campanha do agasalho, intitulada “Um abraço de amor que aquece”. Podem ser doadas peças como cobertores, meias, gorros, moletons, calças, blusas de frio, pijamas e calçados para adultos e crianças, novos ou usados. Os itens devem ser entregues na Sede Social, localizada no centro de São Paulo, nas unidades regionais ou unidades de lazer da entidade.

“Como associação, conhecemos a importância do trabalho coletivo para o bem comum. Por isso, pedimos aos nossos associados e à sociedade para colaborarem com esta campanha. Juntos, podemos diminuir o impacto das baixas temperaturas naqueles que têm pouco ou nada para se aquecer durante o inverno”, afirma o presidente da AFPESP, Álvaro Gradim.

Devido à pandemia da Covid-19, a associação pede que os itens doados sejam higienizados e embalados em saco plástico transparente. Entre os dias 24 e 28 de maio, as entregas poderão ser feitas, também, em esquema de drive-thru.

Além da capital paulista, as doações para a campanha “Um abraço de amor que aquece” podem ser entregues nas cidades de Amparo, Avaré, Campos do Jordão, Caraguatatuba, Guarujá, Itanhaém, Maresias, Poços de Caldas, Ribeirão Preto, São Lourenço, Serra Negra, Termas de Ibirá e Ubatuba.

Sobre a AFPESP

A Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP) é uma entidade sem fins lucrativos e direcionada ao bem-estar dos servidores civis estaduais, municipais e federais atuantes do território paulista. Fundada há oito décadas, é a maior instituição associativa da América Latina, com mais de 244 mil associados.

Está presente em mais de 30 cidades. Tem sede e subsede social no centro da capital paulista, 20 unidades de lazer com hospedagem em tradicionais cidades turísticas litorâneas, rurais e urbanas de São Paulo e Minas Gerais, além de 16 unidades regionais distribuídas estrategicamente no Estado de São Paulo.

Dia 22 é o dia do abraço – Psicólogos falam sobre a importância

Para comemorar o Dia do Abraço, celebrado em 22 de maio, os psicólogos da Eurekka falam sobre a importância desse ato de afeto que pode diminuir sintomas como depressão, pânico, solidão, abandono, entre outros sentimentos que tem abalado emocionalmente a população.

Com a pandemia, o contato físico diminuiu muito, já que essa é uma das maneiras de transmitir o vírus da COVID-19. Embora saibamos que o cenário atual tem afastado pessoas e consequentemente causado uma série de problemas psicológicos, a demonstração de carinho é importantíssima, principalmente entre famílias, crianças e idosos.

Segundo Henrique Souza, cofundador da Eurekka, abraçar alguém na pandemia não significa apenas o contato físico, essa ação pode acontecer de diversas formas, desde uma pergunta para saber se a pessoa está bem até o suporte em algo que ela precise. “Existem várias formas de abraçar uma pessoa, você pode começar se envolvendo na causa dela, perguntando se ele está bem, se precisa de algo para aquela semana, se os familiares dela estão bem, pode fazer uma chamada de vídeo para estabelecer mais contato ou até mesmo dar suporte para algo que aquela pessoa precisa naquela semana, como ir à farmácia, mercado, padaria e poupar o outro da exposição”, ressaltou o psicólogo.

Desde 2020, o “Dia do Abraço” tem acontecido em formato diferente, mas não perdeu a importância, principalmente para as crianças e idosos que sofrem mais com o isolamento e distanciamento social.

De acordo com Júlio Frota Lisbôa Pereira de Souza, cofundador e CEO da Eurekka, as pessoas podem adotar pequenas boas atitudes ao longo do dia que vão impactar positivamente no bem-estar, como reservar 5 minutos do seu dia para uma ligação com alguém importante, convidar outra pessoa da família para fazerem exercícios juntos ou até marcar de assistir um filme ou episódio de uma série à distância, mas ao mesmo tempo. “Aqui na Eurekka, atendemos muito jovens e jovens adultos que se queixam de coisas que podem parecer pequenas, mas tem um impacto grande – como a falta de atenção dos pais, cônjuges e parceiros, pela sensação de não serem ouvidos. E este pode ser o sentimento da maioria das pessoas que, muitas vezes, não se abrem para conversar”.

Os psicólogos acreditam também que é preciso desmistificar a Psicologia e explicá-la com linguagem simples para que as pessoas consigam, de forma prática, resolver questões do cotidiano. A sugestão dos profissionais para esse Dia do Abraço é que as pessoas se esforcem para “abraçar” o outro de jeitos criativos mas, ainda assim, amorosos.

Doação de leite humano: um ato que salva vidas

A amamentação é, isoladamente, a estratégia que mais contribui para a diminuição da mortalidade infantil em todo o mundo, conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde). Dados do Ministério da Saúde apontam que o leite materno pode reduzir até 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de 5 anos. Além disso, os riscos de desenvolver um câncer de mama reduzem em 6% a cada ano que a mulher amamenta.

Para conscientizar a sociedade sobre a importância do aleitamento materno e da doação do leite humano, foi criado o Dia Mundial de Doação do Leite Humano, celebrado em 19 de maio. No Brasil, a data marca o início da Semana Nacional de Doação do Leite Humano, que visa promover o debate em todo o país acerca do assunto, sob o slogan: “A pandemia trouxe mudanças, a sua doação traz esperança”, além de divulgar os Bancos de Leite espalhados nos estados e municípios brasileiros.

De acordo com a enfermeira Maria Lúcia Ferreira Ramos Silva, coordenadora do Banco de Leite, gerenciado pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, do Hospital Municipal do Campo Limpo, conveniado ao Programa Parto Seguro à Mãe Paulistana, o leite materno pode evitar infecções respiratórias, intestinais e diminuir os riscos de alergias e diarreias.

Os benefícios podem ser vistos também ao longo da vida adulta, podendo evitar diabetes, colesterol alto, hipertensão e obesidade. O leite materno também ajuda a combater a fome e a desnutrição em todas as suas formas e a garantir a segurança alimentar de crianças por todo o mundo. Por esse motivo, o alimento é indicado pela OMS como exclusivo durante os primeiros seis meses de vida e contínuo – com a introdução de novos alimentos – até os dois anos de idade.

“Além dos benefícios à saúde e desenvolvimento da criança, a amamentação é um estabelecimento afetivo entre a mãe e o bebê. Por meio dela, são transmitidos segurança, proteção e amor”, destaca a enfermeira.

Doação que traz esperança

Apesar de conter, na medida certa, todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento, existem contextos em que os bebês não conseguem mamar no peito, como casos de prematuros, recém-nascidos doentes ou com baixo peso, além de mulheres com dificuldades para amamentar.

É aí que entram os Bancos de Leite, que funcionam como centro de apoio, proteção e promoção ao aleitamento materno, garantindo o alimento a crianças por meio de um trabalho desenvolvido em conjunto com as UTIs neonatais.

Os profissionais dos Bancos de Leite oferecem todo o suporte para coleta, armazenamento, seleção, classificação, processamento, controle de qualidade, estocagem sob congelamento e distribuição sob prescrição do leite materno doado.

“A doação é essencial para ajudar a salvar vidas. Um litro de leite humano pode atender até dez recém-nascidos internados”, afirma Maria Lúcia.

A especialista ressalta que a pandemia, felizmente, não afetou o recebimento de doações no Banco de Leite do Hospital Municipal do Campo Limpo, que coletou, em 2020, cerca de 872 litros de leite materno, ante 616 litros em 2019. De janeiro a abril de 2021, já foram coletados mais de 298 litros.

“O aumento se dá pelo fato de as doadoras estarem em casa durante este período, o que aumenta a disponibilidade, além do trabalho de divulgação efetuado nas redes sociais do hospital, que tem sido importante para que os estoques permaneçam abastecidos”, explica.

Qualquer mulher em fase de amamentação pode doar?

Qualquer mulher que esteja amamentando ou que produza leite em excesso pode doar. Para isso, no entanto, é necessário que a mãe esteja saudável, não faça uso de nenhum medicamento controlado, não tenha feito tatuagem e recebido transfusão sanguínea por, no mínimo, um ano e disponha de tempo para ordenhar e doar o leite excedente.

A especialista reitera que os Bancos de Leite Humano fazem uma pré-pesquisa do histórico da mãe e agendam uma visita, com todas as precauções exigidas pela pandemia, para coletar os exames necessários que comprovem que ela está apta para fazer a doação e orientar a respeito da retirada e armazenamento do leite. A coleta é realizada semanalmente.

Mulheres que estão com suspeita ou foram contaminadas pela Covid-19 devem suspender a doação por 14 dias. Porém, a amamentação de seus bebês deve permanecer sem interrupção, seguindo protocolos de higiene nas mãos e uso de máscara.

Confira a relação de Bancos de Leite Humano no Estado de São Paulo: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/arquivos/secretarias/saude/crianca/0011/Relacao_Banco_Leite_Humano.pdf