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As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já podem ser consultadas

As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já podem ser consultadas na Página do Participante, na internet. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Segundo dados do balanço da aplicação do exame, participaram da edição de 2025 4,8 milhões de inscritos, com 72% de presença nos dois dias de prova.

Na Página do Participante é possível conferir tanto a nota da redação (que varia de zero a mil pontos) quanto a pontuação de cada uma das quatro áreas de conhecimento avaliadas. Para os chamados treineiros – aqueles que não concluíram o ensino médio em 2025, o boletim individual será publicado até 60 dias após a divulgação do resultado.

Com os resultados do exame, os participantes poderão concorrer a vagas em instituições de educação superior públicas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), com inscrições abertas de 19 a 23 de janeiro; tentar uma bolsa de estudo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), no período de 26 a 29 de janeiro; ou acessar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

A inscrição no Sisu não exige envio prévio de documentos. Os selecionados, no entanto, devem observar os prazos e requisitos, bem como apresentar a documentação solicitada pela instituição de educação superior no momento da matrícula.

Os participantes do Enem 2025 que atendem aos critérios estabelecidos e desejam utilizar o exame para fins de certificação de conclusão do ensino médio devem ficar atentos aos prazos para solicitar o certificado nas instituições, por meio do portal do Inep

Para obter o certificado de conclusão do ensino médio pelo Enem, é necessário ter indicado essa finalidade no momento da inscrição e alcançar, no mínimo, 450 pontos em cada área do conhecimento, além de obter, pelo menos, 500 na redação.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

Mães relatam que receberam doações de carne da Prefeitura de Botucatu com odor podre

A Rede Alpha foi procurada por mães de alunos da rede municipal de ensino de Botucatu que denunciaram uma situação considerada alarmante envolvendo os kits de alimentação escolar distribuídos durante as férias de janeiro. O jornalista chefe da REDE ALPHA, Fernando Bruder, foi pessoalmente ouvir as mães de alunos que receberam a carne cedida pela Prefeitura de Botucatu. Segundo os relatos, a carne do tipo charque entregue às famílias apresentava cheiro extremamente forte, descrito como “insuportável” e “odor de carne podre”, levantando sérias preocupações sobre a segurança alimentar de crianças e adolescentes.

Moradora do Jardim Monte Mor,  Thalia, mãe de aluno da Rede Municipal de Ensino, relatou à reportagem que a justificativa apresentada inicialmente por representantes da Prefeitura seria de que a carne de charque possui cheiro mais forte por característica do produto. No entanto, ela rebate a explicação. “Carne do sol tem cheiro mais forte, mas dá pra distinguir. Isso aqui está insuportável. Começou a pingar um líquido da carne, um cheiro horrível. Isso é um descaso total entregar isso para crianças”, afirmou. Segundo ela, há relatos de que uma criança chegou a consumir a carne e precisou de atendimento médico. A distribuição dos kits teve início no dia 14 e seguiu até o dia 15 de janeiro, período em que, segundo Thalia, servidores das escolas não sabiam como agir diante das reclamações, já que todos os kits continham a mesma carne. Para a mãe, a situação aponta falha grave no armazenamento do alimento.

Outra mãe, Priscila, também moradora do Jardim Monte Mor, também confirmou o problema. Ela contou que retirou cinco peças de carne em dois dias diferentes e todas apresentavam o mesmo cheiro forte. “Sem condição. Nem prestei atenção na cor, na hora que abri já descartei no lixo”, disse. Priscila afirmou esperar providências da Secretaria de Educação e da Prefeitura. “É complicado, porque tem famílias que dependem desse kit para se alimentar”, desabafou.

A mãe Débora Reis, moradora do Jardim Ciranda e responsável pela publicação que viralizou nas redes sociais, explicou que o objetivo inicial não era fazer uma denúncia, mas entender se o problema era isolado. Ela contou que uma colega de trabalho a procurou perguntando se era normal o cheiro da carne. Ao verificar o próprio kit, Débora percebeu que o odor era o mesmo. “Não é cheiro de carne salgada. É cheiro de carne podre, cheiro de peixe podre. De 100% das mães que comentaram, cerca de 90% relataram que a carne estava estragada”, afirmou. Segundo ela, o produto estava dentro do prazo de validade, o que aumentou ainda mais a preocupação. Após a repercussão, Débora disse que foi procurada pelo Secretário de Educação e por um assessor do gabinete do prefeito Fábio Leite, que afirmaram que uma nutricionista iria até sua residência para averiguar a situação. “É o mínimo. Nenhuma família espera receber uma doação desse tipo”, declarou. Ela também relatou que uma mãe afirmou que a filha passou mal após consumir a carne e precisou ser atendida na Unesp.

A conselheira Talita Gutierrez do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), acompanhou a reportagem da REDE ALPHA e confirmou que esteve na cozinha piloto, onde as carnes não apresentavam odor forte. No entanto, após sentir a carne levada por mães do Jardim Monte Mor, ela destacou a diferença. “Eu estava a mais de um metro de distância e sentia o cheiro de carne podre. Não é o mesmo cheiro da carne aberta na cozinha piloto”, afirmou. Talita também chamou atenção para o fato de uma carne seca estar “pingando líquido”, o que, segundo ela, não seria normal. Para a conselheira, não faz sentido um produto fabricado entre os dias 7 e 8 de janeiro já apresentar sinais de deterioração. “Algo aconteceu no caminho até chegar às casas dessas famílias”, pontuou.

Diante da gravidade dos relatos, a Rede Alpha de Comunicação reforça que aguarda um posicionamento oficial e transparente da Prefeitura de Botucatu. Para as mães e conselheiros, o mínimo esperado neste momento é o recolhimento imediato de todas as peças de carne distribuídas, a apuração rigorosa dos fatos e, caso confirmada qualquer irregularidade, a substituição dos alimentos por produtos seguros e adequados. Afinal, quando o assunto é alimentação escolar, não se trata apenas de logística, mas da saúde e da dignidade das crianças do município.

Confiram a Reportagem:

 

Ônibus bate na traseira de caminhão na Castello Branco, em Bofete, e não deixa feridos

Um acidente do tipo colisão traseira foi registrado na noite desta quinta-feira (15) na Rodovia Castello Branco (SP-280), na altura do km 179, em Bofete, no sentido Oeste. A ocorrência envolveu um ônibus e um caminhão que seguiam pela faixa 1 da pista dupla existente no trecho.

Segundo informações do Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária SPVIAS, por razões ainda desconhecidas, o ônibus acabou atingindo a parte traseira do caminhão. No momento do acidente, as condições climáticas eram de tempo nublado.

O ônibus transportava 34 passageiros, que não sofreram ferimentos. O caminhão era ocupado apenas pelo motorista, que também saiu ileso. Após o desembarque dos passageiros, o ônibus conseguiu seguir viagem por meios próprios até a base da Polícia Militar Rodoviária.

Já o caminhão permaneceu no local à espera do transbordo da carga. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) foi acionada e chegou ao trecho por volta das 4h02. Às 4h50, o órgão liberou o início do transbordo da carga e os serviços de limpeza da pista.

Durante o atendimento da ocorrência, houve interdição parcial da faixa 1 e do acostamento no sentido Oeste. De acordo com a concessionária, não houve formação de congestionamento. As circunstâncias do acidente serão apuradas.

Foto: Artesp

Verão aumenta risco de acidentes com escorpiões e exige cuidados

Com a chegada do verão, período caracterizado por calor intenso e chuvas frequentes, cresce a preocupação com acidentes envolvendo escorpiões em todo o estado de São Paulo. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) apontam que, em 2025, já foram registrados 42.526 casos, com duas mortes confirmadas. Em Botucatu, no ano passado, ocorreram 132 acidentes desse tipo, sem registro de óbitos.

As condições climáticas favorecem a reprodução e a circulação desses animais, aumentando sua presença em áreas urbanas e residenciais. Diante desse cenário, a SES-SP reforça a adoção de medidas preventivas simples, como manter casas e quintais limpos, evitar o acúmulo de entulho e lixo, vedar frestas, ralos e vãos de portas e janelas, além de armazenar corretamente os resíduos domésticos. Segundo Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), a prevenção começa dentro de casa e no entorno das residências, reduzindo locais de abrigo e fontes de alimento para os escorpiões.

Em caso de picada, a dor intensa no local é o sintoma mais comum, podendo evoluir para quadros mais graves, com náuseas, suor excessivo, agitação e alterações cardíacas e respiratórias. Crianças de até 10 anos estão entre as mais vulneráveis e necessitam de atendimento médico imediato. A orientação é procurar um serviço de saúde assim que houver suspeita do acidente, mesmo que o animal não tenha sido visto, evitando soluções caseiras.

Atualmente, o estado conta com 233 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs), preparados para o atendimento de acidentes com animais peçonhentos e com soro antiescorpiônico disponível. Os locais podem ser consultados pelo site https://cievs.saude.sp.gov.br/soro/.

Entre as principais orientações preventivas estão manter quintais e áreas externas limpos, evitar o acúmulo de folhas, madeira e lixo, usar telas em ralos, vedar frestas, guardar calçados e roupas em locais fechados, sacudir peças antes do uso e utilizar luvas e calçados fechados ao manusear materiais empilhados ou circular por áreas verdes.

Temporal causa alagamentos, queda de árvore e cancela missa em Jaú

A chuva intensa que atingiu Jaú na noite de quarta-feira (14) provocou uma série de ocorrências em diferentes pontos da cidade. Ruas e avenidas ficaram alagadas, e uma igreja no bairro Jardim Nova Jaú foi invadida pela água, o que levou ao cancelamento da celebração religiosa prevista para a noite. Publicações feitas nas redes sociais da Paróquia São Pedro e São Paulo mostraram o interior do templo tomado pela água, enquanto fiéis tentavam remover o excesso com rodos.

Um dos principais transtornos foi registrado na avenida Ana Claudina, importante acesso à cidade para quem chega de Bauru pela rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), que ficou totalmente submersa. Também houve outros pontos de alagamento espalhados pelo município. Já na avenida João Moraes Prado, no Jardim Maria Luiza III, a queda de uma árvore de grande porte sobre a rede elétrica causou a interdição da via e a falta de energia na região, sem registro de feridos.

Paralelamente aos impactos da chuva, a Prefeitura deu início a uma nova fase dos trabalhos de limpeza e dragagem do rio Jaú. As intervenções estão sendo realizadas no trecho entre as pontes das ruas 7 de Setembro e Álvaro Floret, com retirada de sedimentos, galhos e troncos, além da correção dos taludes para melhorar o escoamento da água. Após essa etapa, os serviços seguirão para o Jardim Sempre Verde, em ação conjunta do município com o Governo do Estado, por meio da Agência SP Águas, sob acompanhamento da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Mães relatam problemas em carne de kits de alimentação escolar em Botucatu

Mães de alunos da rede municipal de ensino de Botucatu recorreram às redes sociais nesta semana para denunciar uma situação alarmante envolvendo os kits de alimentação distribuídos pela Secretaria Municipal de Educação. Segundo os relatos, a carne do tipo charque entregue às famílias apresenta cheiro forte de podre, além de aspecto visivelmente deteriorado, levantando sérias preocupações quanto à segurança alimentar de crianças e adolescentes.

As denúncias se multiplicaram, acompanhadas de fotos, vídeos e relatos de mães que afirmam ter descartado o produto por medo de intoxicação alimentar. Em alguns casos, o alimento teria sido percebido como impróprio para consumo logo ao abrir a embalagem; em outros, o odor só se tornou evidente no momento do preparo.

Diante da gravidade dos relatos, o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) foi acionado e, segundo informações apuradas, encontra-se neste momento reunido com o secretário municipal de Educação, Gilberto Marioto, e com a equipe responsável pela Cozinha Piloto, para averiguação das denúncias. Até o momento, no entanto, nenhum resultado preliminar foi divulgado oficialmente.

O silêncio do governo municipal chama atenção. A Rede Alpha procurou o prefeito Fábio Leite, o vice-prefeito e também secretário de Saúde, Dr. André Spadaro, o secretário de Educação Gilberto Marioto e a secretária de Comunicação Cinthia Al-Lage. Apesar de todos terem sido contatados, nenhuma autoridade se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Não houve, até agora, qualquer esclarecimento público sobre pontos centrais do caso, como:

  • Se os produtos suspeitos serão recolhidos imediatamente; se foi realizada ou será realizada inspeção sanitária nos lotes distribuídos;
    se haverá exames laboratoriais para verificar a qualidade e a segurança da carne; se a Prefeitura já notificou ou responsabilizou os fornecedores; quais são as implicações legais e administrativas diante da possível distribuição de alimento impróprio; e, principalmente, quais orientações estão sendo dadas às famílias que receberam os kits.

A ausência de respostas oficiais agrava ainda mais a situação, sobretudo por envolver um programa de alimentação destinado a crianças, grupo especialmente vulnerável a riscos sanitários. Especialistas em saúde pública alertam que o consumo de alimentos deteriorados pode causar desde quadros leves de intoxicação até infecções graves, dependendo do tipo de contaminação.

Enquanto a Prefeitura se cala, mães seguem expostas à insegurança e à dúvida: descartar o alimento, denunciar, guardar para eventual perícia? Até agora, nenhuma diretriz foi apresentada pelo poder público.

A Rede Alpha seguirá acompanhando de forma rigorosa os desdobramentos deste caso, cobrando transparência, providências imediatas e responsabilidade das autoridades envolvidas. Assim que houver manifestações oficiais, laudos, decisões do Conselho de Alimentação Escolar ou medidas adotadas pela Prefeitura, a população será informada.

A alimentação escolar é um direito básico e uma política pública essencial. Qualquer indício de falha nesse sistema exige respostas rápidas, técnicas e, acima de tudo, públicas. O silêncio, neste caso, é inaceitável.

Estudo aponta mais 365 mil pessoas em situação de rua no Brasil

O número de pessoas que vivem em situação de rua continua crescendo no país. Em dezembro de 2024 havia 327.925 pessoas vivendo nas ruas do Brasil. No final do ano passado esse número chegava a 365.822 pessoas. Os dados são de levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais (OBPopRua/Polos-UFMG), divulgado nesta quarta-feira (13).

O levantamento foi feito com base nos dados do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), que reúne os beneficiários de políticas sociais, como o Bolsa Família, e serve como indicativo das populações em vulnerabilidade para quantificar os repasses do governo federal aos municípios.

De 2020 a 2021, quando teve início a pandemia da covid-19, o número de pessoas em situação de rua havia caído, passando de 194.824 para 158.191 pessoas. Mas em 2022, voltou a subir e vem crescendo de forma contínua desde então.

A maioria dessa população que vive nas ruas se encontra na Região Sudeste do país, somando 222.311 de pessoas, o que representa 61% do total no país. Em seguida aparece a Região Nordeste, com uma população de 54.801 pessoas em situação de rua.

Só no estado de São Paulo estão concentradas 150.958 pessoas em situação de rua, seguida pelos estados do Rio de Janeiro (33.656) e Minas Gerais (33.139). O Amapá é o estado com o menor número de pessoas nessa condição, somando 292.

Para os pesquisadores do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, quatro situações podem explicar esse aumento:

  • o fortalecimento do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) como principal registro da população em situação de rua e de acesso às políticas públicas sociais do país;
  • a ausência ou insuficiência de políticas públicas estruturantes voltadas para essa população, tais como moradia, trabalho e educação;
  • a precarização das condições de vida principalmente após a pandemia; e
  • as emergências climáticas e deslocamentos forçados na América Latina.

Em entrevista à Agência Brasil, Robson César Correia de Mendonça, do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, disse que apesar das políticas públicas que fizeram a insegurança alimentar grave diminuir no país LINK 3, ainda há muita gente passando fome no país.

“Acho que está crescendo o número de pessoas em situação de rua em todo o Brasil e em São Paulo por uma série de fatores. Mesmo com a questão da queda acentuada das pessoas em alta vulnerabilidade social, ou seja, de combate à fome, ainda existe muita fome no Brasil. Existem pessoas que não conseguem se alimentar porque tem que pagar o aluguel ou porque tem que comprar remédio”, avalia.

Ele mesmo disse que tem dificuldades para pagar por todos os remédios que precisa tomar por seus problemas de saúde. “Se eu tivesse que comprar o que eu tenho que comprar para as doenças que eu tenho, eu precisaria receber dez salários desses para poder comprá-los. Só a máscara que eu preciso usar custa R$ 6 mil. Tem outros remédios que custam entre R$ 700 ou R$ 800. Como é que uma pessoa vai conseguir pagar aluguel, água, luz, alimentação e medicamentos com um ou dois salários mínimos? Ela não tem condições”, ressaltou.

Na opinião de Mendonça, outro fator que tem contribuído para esse aumento é o avanço tecnológico, que tem trazido ainda mais dificuldades para quem busca um emprego. “As pessoas não passam por uma reciclagem para se aperfeiçoarem na questão do trabalho”.

Para ele, a solução para esse problema passa pela capacitação, pelo enfrentamento ao preconceito contra essas pessoas e também por políticas voltadas à moradia e ao emprego.

“É preciso tratar de uma maneira para que não se veja a população de rua como um ser de outro planeta, mas como um cidadão desempregado, que precisa de uma chance para reingressar ao mercado de trabalho. Quando o Brasil tomar conhecimento e quando o governo se conscientizar de que ele não tem que tratar a população em situação de rua criando guetos, mas tratar como cidadão desempregado, criando capacitação e, principalmente, sensibilizando os empresários para que deem empregos para essas pessoas, aí sim isso começa a mudar”, defendeu.

“O problema não está na população de rua, mas no governo que não encara a temática da população em situação de rua como tem que ser encarada, com seriedade, com dignidade e respeito”, acrescentou.

Programas

A Secretaria de Desenvolvimento Social do estado de São Paulo informou que “tem trabalhado de forma integrada com os municípios para a redução da população de rua em todo o estado”.

Segundo a secretaria, a pasta já repassou R$ 633 milhões para as prefeituras paulistas desde o início desta gestão, sendo que R$ 145,6 milhões desse valor seriam exclusivos para ações voltadas à população em situação de rua.

Além disso, informa a pasta, foram ampliados os serviços que são ofertados para essa população, tais como a criação de 24 novas unidades do Bom Prato, programa que oferece alimentação de qualidade a um custo acessível. Outro programa que foi ampliado foi o Serviço de Acolhimento Terapêutico Residencial e que permite, segundo a secretaria, “a conquista da autonomia, com renda e moradia às pessoas em situação de rua afetadas pelo uso de substâncias psicoativas”.

Procurado, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ainda não se pronunciou sobre o levantamento. A Agência Brasil está aberta à manifestações.

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

 

Bauru: Polícia apura exercício ilegal da medicina e fecha clínica

A Polícia Civil apreendeu medicamentos para emagrecimento e interditou uma clínica de estética em Bauru, cuja proprietária do estabelecimento responderá judicialmente por exercício ilegal da medicina e crime contra a saúde pública.

A ação foi conduzida por policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Central de Polícia Judiciária (CPJ), após o recebimento de informações sobre a venda irregular dos remédios e da realização de procedimentos médicos sem habilitação legal. As investigações levaram à identificação do estabelecimento, localizado no Jardim Beija-Flor.

Segundo a SIG, a responsável do local divulgava nas redes sociais serviços como remoção de tatuagens, verrugas e queloides, realizados com equipamento a laser, procedimentos que são privativos da área médica. Consultado, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) informou que não há registro profissional em nome da responsável para a execução dessas práticas.

Com mandado de busca e apreensão, equipes do SIG, acompanhadas por representantes do Cremesp e da Vigilância Sanitária, realizaram diligência na clínica. No local, foram constatadas diversas irregularidades, o que resultou na apreensão de medicamentos e outros produtos, além da interdição de equipamentos utilizados de forma indevida e do fechamento do estabelecimento.

A proprietária foi conduzida à sede do SIG e autuada por exercício ilegal da medicina. Ela assumiu o compromisso de comparecer à Justiça quando convocada. O caso segue sob investigação.

Fonte: JCNET

Fot: Reprodução/Polícia Civil